quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Corpo de Lily Marinho é enterrado no Rio de Janeiro

O corpo de Lily Marinho, viúva do fundador da TV Globo, Roberto Marinho, foi enterrado no cemitério São João Batista (zona Sul do Rio) às 12h15 desta quinta-feira. O velório aconteceu de manhã, no mesmo local. Lily morreu ontem, aos 89 anos.


Lily estava internada em estado grave desde o dia 13 de dezembro na Clínica São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio. Poucos dias depois da internação, foi transferida para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

De acordo com boletim médico, Lily Marinho apresentava infecção respiratória. Nos últimos dias, estava sedada. Ela morreu às 20h05, vítima de falência múltipla dos órgãos.

Lily Marinho, que completaria 90 anos em maio, esteve internada outras vezes recentemente por causa de problemas decorrentes da idade.

PERFIL

Em 2005, Lily Monique de Carvalho Marinho disse a um médico amigo acreditar que tinha 'quatro ou cinco anos de vida com boa saúde'.

'Estou em paz comigo mesma. Estou em idade avançada. Já vendi tudo o que tinha de valor', afirmou à Folha em maio passado.

'Acho que dei certo na vida. Nunca pedi nada aos meus maridos, mas eles sempre me deram tudo'.

Falar de Lily sem citar seus maridos é impossível, até porque se tornou mais conhecida ao unir o sobrenome dos dois.

Nascida Lily Monique Lemb, em Colônia (Alemanha), em 10 de maio de 1921, foi casada com dois dos homens mais ricos do Brasil --Horacio de Carvalho e Roberto Marinho--, que tinham em comum o fato de serem amigos, donos de jornal e ambos apaixonados por Lily --por muito tempo simultaneamente.

Filha única da francesa Jeanne Bergeon e do militar britânico John Lemb, Lily Marinho nasceu na Alemanha por que lá servia o pai, mas foi criada em Paris. Embora frisasse a origem europeia, declarava-se brasileira de coração.

Em julho passado, ofereceu um almoço para a então candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, com 50 convidadas. Lily recepcionou as mulheres presentes dizendo que o almoço era homenagem à 'senhora D, essa grande dama chamada democracia'. E agradeceu a Dilma, citada como a 'outra senhora D', por expor diretamente suas propostas como candidata. Folha Online