O saldo de investimento estrangeiro na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) está negativo em R$ 1,739 bilhão neste ano, até o dia 15. Somente neste mês, as vendas de ações por "não-residentes" superam as compras por R$ 956,2 milhões.
Em fevereiro, o saldo também foi negativo --em R$ 1,184 bilhão -- revertendo o saldo de R$ 401,4 milhões verificado no primeiro mês do ano.
O fluxo de capital estrangeiro costuma ser decisivo para determinar a tendência da Bolsa de Valores, já que os investidores do exterior respondem por cerca de um terço dos negócios no mercado brasileiro.
Desde o início do ano até terça-feira passada, o índice Ibovespa, que reflete a variação dos preços das ações mais negociadas, apresenta decréscimo de 3,3%.
O cenário externo continua bastante conturbado: nas últimas semanas, as turbulências políticas no Oriente Médio e norte da África, e recentemente, o desastre natural no Japão, aumentaram a aversão ao risco dos investidores.
No front doméstico, há expectativas de que o governo aumente a taxa de juros, e lance novas medidas para restringir a concessão de crédito, para combater a inflação.
FLUXO CAMBIAL
O Banco Central já revelou que mais de US$ 30 bilhões (já descontado o fluxo de saída) migraram para o país por meio de operações financeiras e comerciais até a semana passada. Em todo o ano de 2010, a autoridade monetária contabilizou um saldo cambial de US$ 24,4 bilhões. Em reação, o BC comprou mais de US$ 20 bilhões junto aos agentes financeiros no mesmo período, ou metade do total adquirido em todo o ano passado. Folha Online