Homens armados, membros de tribos, e integrantes da rede terrorista Al Qaeda mataram nesta sexta-feira 13 soldados iemenitas em duas ações separadas no leste do país, anunciou o serviço de segurança.
Também hoje, em Sanaa, o ditador iemenita, Ali Abdullah Saleh, insistiu em sua "legitimidade constitucional", embora tenha prometido considerar positivamente uma proposta das monarquias do golfo, que prevê sua saída do poder, para pôr fim à crise política originada por protestos populares.
O plano do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC, da sigla em inglês) pede "a formação de um governo de unidade nacional controlado 50% pelo partido governante, 40% pela oposição e 10% por outros partidos".
"O presidente transferiria seus poderes a seu vice, e posteriormente os protestos terminariam", com a deserção de líderes militares e soldados, de acordo com um porta-voz do GCC, que preferiu não se identificar.
Segundo a fonte, ele submeteria sua renúncia ao parlamento em 30 dias, com eleições presidenciais sendo realizada em dois meses.
Saleh vem enfrentando, desde janeiro, amplos protestos exigindo sua saída, nos quais mais de 130 pessoas foram mortas em confrontos com forças de segurança e manifestantes rivais.
Chanceleres dos países vizinhos ao Iêmen, nações ricas em petróleo, mantiveram conversas na terça-feira (20) com enviados do regime de Saleh, como parte de esforços para se chegar a um acordo no qual o veterano presidente, no poder desde 1978, renunciaria.
O encontro ocorreu dois dias depois de conversas, em Riad, entre chanceleres e representantes da oposição parlamentar iemenita, que defendem que Saleh deve deixar o cargo o mais rápido possível.
Caso aceite, Saleh terá de abrir mão do poder para seu vice em 30 dias e se aposentar, com uma eleição presidencial sendo realizada em dois meses. FRANCE PRESS/FOLHA