O presidente francês, Nicolas Sarkozy, seria derrotado por qualquer um dos dois prováveis candidatos socialistas na eleição à Presidência em 2012 após a queda de Dominique Strauss-Kahn, ex-favorito na corrida eleitoral, segundo uma pesquisa divulgada nesta terça-feira.
A pesquisa, realizada depois que o ex-chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional) Strauss-Kahn foi preso em Nova York por acusações de tentativa de estupro, que ele nega, indicou que Sarkozy seria derrotado por uma considerável margem contra qualquer um de seus possíveis concorrentes de esquerda: François Hollande ou Martine Aubry.
A pesquisa, do instituto de pesquisa BVA, foi realizada entre 20 e 21 de maio.
Hollande, veterano do Partido Socialista que nunca exerceu um cargo no governo, venceria o primeiro turno da eleição presidencial de 2012, com 27% dos votos, contra 21% de Sarkozy.
Aubry, líder do Partido Socialista, receberia 24% dos votos no primeiro turno, contra 22% de Sarkozy, se for a candidata escolhida pelo partido, em vez de Hollande.
'Martine Aubry e François Hollande estão tomando o lugar que Strauss-Kahn tinha nos corações dos eleitores por enquanto', disse o analista do BVA, Gael Sliman.
Em um segundo turno, Hollande derrotaria Sarkozy, levando 62% dos votos contra 38% do atual presidente, uma previsão próxima aos resultados obtidos por Strauss-Kahn antes de ele ser detido.
Aubry também derrotaria Sarkozy por considerável margem. Segundo a pesquisa BVA, sua vitória seria com 59% dos votos, contra 41 por cento para Sarkozy.
Os socialistas estão organizando uma disputa preliminar para escolher seu candidato para as eleições presidenciais do próximo ano, enquanto Sarkozy deve concorrer para um segundo mandato. A eleição será realizada em dois turnos, em 22 de abril e 6 de maio.
A líder da direitista Frente Nacional, Marine Le Pen, apontada em algumas pesquisas de opinião como capaz de deixar Sarkozy de fora do segundo turno, não foi tão bem na pesquisa do BVA.
'Nem Nicolas Sarkozy nem Marine Le Pen estão se beneficiando do clima político que surgiu após o caso Strauss-Kahn', disse Sliman, que também é vice-diretor-gerente do BVA.
Strauss-Kahn, um ex-ministro das Finanças da França, era o favorito para ser o candidato socialista em 2012. Ele foi preso em 14 de maio sob acusação de tentar estuprar uma camareira no hotel Sofitel em Nova York.
Ele renunciou ao comando do FMI e prometeu combater as acusações.
FOLHA