As autoridades acreditam que o atentado seja uma forma de "distrair" os militares, que buscam três chineses e um tradutor sequestrados recentemente pela guerrilha.
Pelo menos duas pessoas morreram e outras dez ficaram feridas hoje em um ataque atribuído às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) na cidade de Puerto Rico, no sul do país, segundo autoridades.
O comandante da sexta divisão do Exército, general Juan Carlos Salazar, explicou que o grupo atacou "com metralhadoras, morteiros e granadas" o posto de controle militar na ponte do rio Guayas, ainda nas proximidades do município.
Os oficiais abriram fogo contra o grupo, que lançou explosivos sobre um táxi, matando duas pessoas que se encontravam dentro do veículo. Dois militares e oito civis ficaram feridos durante a operação.
Segundo o jornal colombiano "El Tiempo", a vítima mais grave foi um bebê de um ano de idade. A publicação também afirmou que o objetivo do grupo era destruir a ponte que dá acesso ao local.
Salazar acredita que a operação tenha sido efetuada de forma "indiscriminada" pela coluna Teófilo Forero, grupo de elite das Farc. Ele ainda classificou a ação como "um ato covarde e desesperado".
O chefe de Estado Maior da 12° Brigada do Exército, coronel Jaime Joaquín Ariza, disse que os recentes ataques do grupo devem ser parte de uma estratégia que visa "distrair" patrulhas do Exército colombiano que visam resgatar três cidadãos chineses e um tradutor que foram sequestrados nesta região.
Acredita-se que os quatro tenham sido sequestrados na tarde do dia 8 de junho na zona rural do município de San Vicente del Caguán, região de tradicional influência das guerrilhas colombianas.
Segundo as autoridades estaduais, o nome dos três raptados são Zhau Hong, Yang Jing e Tang Guo Fu. O nome e a nacionalidade do tradutor que os acompanhava não foi revelada.
Os sequestrados, que trabalhavam para a companhia Emerald Energy, foram obrigados a sair de uma caminhonete em que andavam e o motorista foi deixado em liberdade.
ANSA/FOLHA