Os cerca de 300 bombeiros e familiares que estão reunidos em frente ao prédio da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) improvisam uma cozinha nas escadarias para manter a vigílIa em protesto contra a prisão, no sábado (4), de 439 grevistas que invadiram o quartel central da corporação na noite de sexta-feira (3).
A manifestação, até o momento, é pacífica. Seis carros do Batalhão de Choque e a polícia montada fazem a segurança local.
Os bombeiros estão dispostos a se manter em vigília, em frente à Alerj, até a liberação dos presos, e começaram a se articular para montar acampamento.
O senador Lindberg Farias (PT) esteve no local; parabenizou os bombeiros pela luta salarial e se ofereceu para mediar contatos com o governo. Para ele, a prisão dos bombeiros foi um equívoco.
Pela manhã, três ônibus com bombeiros deixaram a Corregedoria da Polícia Militar, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio, para onde foram levados ontem todos os detidos. Com escolta da Polícia Militar, os detidos foram levados para o quartel do Corpo de Bombeiros em Charitas, bairro de Niterói.
Uma mulher foi mandada para o segundo grupamento militar do Méier. Quatro oficiais e cinco praças foram levados para o GEP (Grupamento Especial de Policiamento em Estádios), segundo informações da Polícia Militar.
Os demais, de acordo com a PM, foram para o quartel dos Bombeiros em Charitas, bairro de Niterói.
Nos quartéis, policiais militares afirmam que estão em operação padrão. Muitos deles estão trabalhando desde sexta-feira, sem substituição.
Em nota publicada no site da corporação, o Comando Geral afirma, no entanto, que o atendimento à população está assegurado.
FOLHA