terça-feira, 14 de junho de 2011

Dólar fecha a R$ 1,58; Bovespa sobe 0,20%

Os mercados reagiram com otimismo à bateria de informações econômicas publicadas na China e nos EUA, o que ajudou a fortalecer o euro contra o dólar (numa valorização acompanhada pelo real) e deu novo impulso às Bolsas de Valores.

No front doméstico, o dólar comercial foi negociado por R$ 1,582, o que representa um declínio de 0,37% sobre a cotação de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 1,690 e comprado por R$ 1,520.

A cotação do euro, por sua vez, avançou modestamente de US$ 1,4412 para US$ 1,4468 na praça financeira internacional.

Logo pela manhã, em vez de se assustarem com a inflação chinesa, que atingiu em maio sua maior taxa em quase três anos, os participantes dos mercados preferiram "comemorar" o crescimento da produção industrial e das vendas do setor varejista, que bateram praticamente as projeções do setor financeiro.

Mesmo a elevação do recolhimento compulsório dos bancos, por exigências de Pequim, não conseguiu turvar o bom humor dos agentes financeiros, que já contavam com uma nova alta dos juros.

Poucas horas depois, os indicadores americanos divulgados ajudaram a reforçar a "trégua" dos mercados: os dados de inflação vieram em linha com as expectativas, e nem o recuo das vendas do setor varejista azedou o relativo "otimismo": analistas destacaram que o declínio visto em maio (0,2%) foi até menor que o projetado por muitos economistas (previsão de 0,4%).

As Bolsas europeias, apesar da "novela grega" (ontem, o país ganhou a pior classificação de risco do mundo), fecharam em alta. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 1,19%, enquanto a brasileira Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) avança 0,20%.

JUROS FUTUROS

As taxas projetadas mercado futuro da BM&F caíram nos contratos de prazo mais curto, numa jornada sem destaques na agenda doméstica.

Para julho, a taxa prevista cedeu de 12,14% ao ano para 12,12%; para janeiro de 2012, a taxa projetada retrocedeu de 12,39% para 12,38%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa prevista avançou de 12,45% para 12,47%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.


FOLHA