A internet ampliou a liderança como canal de atendimento bancário mais utilizado pelos brasileiros. Em 2010, respondeu por 34% das transações, acima dos 31% verificados um ano antes, quando ultrapassou os terminais de autoatendimento.
Segundo o Banco Central, as consultas a saldos e extratos ainda representam a maior parte das transações (36%), seguidas por pagamentos e transferências de crédito, cada uma com cerca de 8%.
Quando se considera apenas pagamentos e transferências, a liderança fica com os correspondentes bancários (lotéricas, por exemplo), mas o maior crescimento está no uso da internet, que dobrou desde 2006.
Os canais eletrônicos (internet, caixas e celulares) representam dois terços do volume de transações sem atendimento presencial. Apenas 24% do atendimento é feito nos próprios bancos. Correspondentes bancários respondem pelos 9% restantes.
A quantidade de cheques emitidos manteve tendência de queda, 7,1% em 2010 em relação ao ano anterior. Os pagamentos com cartões cresceram 23%.
CELULAR E DDA
O BC avalia que o uso de caixas eletrônicos ainda é ineficiente, tanto no número de terminais por habitantes quanto no número de transações em comparação com outros países. Isso se deve à falta de compartilhamento de terminais entre os bancos.
A instituição destaca ainda que o país avançou pouco na definição de um modelo para o uso de moeda eletrônica baseado em celular, por falta de acordo entre bancos e operadoras.
Avalia ainda que o Brasil carece de iniciativas para aumentar a utilização do DDA (Débito Direto Autorizado). Apenas 7% do total dos boletos entraram nesse sistema.
"Embora a demanda dos clientes pelo serviço tenha aumentado, as instituições financeiras cobradoras ainda precisam gerar melhores incentivos para estimular os beneficiários a cumprir os requisitos necessários para a apresentação eletrônica do documento", diz o BC.
FOLHA