quinta-feira, 9 de junho de 2011

Lavrador morto no Pará era suspeito de homicídio e fugitivo, diz polícia

A Polícia Civil do Pará afirmou que o lavrador assassinado na semana passada em Eldorado do Carajás (PA) usava nome falso e era foragido da Justiça do Maranhão.

Ele foi a quarta pessoa assassinada no campo em menos de dez dias no sudeste do Estado. O homem foi morto enquanto era levado a um hospital após ser baleado uma primeira vez.

O veículo em que estava foi bloqueado na estrada, e dois homens obrigaram os demais ocupantes a correrem. O corpo foi encontrado no dia seguinte.

O homem havia sido identificado primeiramente como Marcos Gomes da Silva. Segundo a polícia, ele se chamava João Vieira dos Santos, tinha 33 anos e fugiu da cadeia duas vezes, após matar um homem a pauladas no município maranhense de Zé Doca, há 10 anos.

O delegado Sílvio Maués, diretor da polícia no interior do Pará, disse que Silva fugiu para o Estado vizinho em 2003, com uma companheira, sem os filhos.

Maués disse ter desconfiado das tatuagens artesanais e "simbólicas" no corpo, como uma borboleta (que seria típica de fugitivos) e uma índia ("tatuagem tradicional de presidiário", segundo ele).

Ainda de acordo com o delegado, o homem era suspeito de assaltos e temido por moradores na região onde vivia. No dia do assassinato, o delegado José Humberto de Melo, da Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá, já havia negado relação com conflitos pela terra e disse que a vítima era também suspeita de estupro.

A CPT (Comissão Pastoral da Terra) e o sindicato dos trabalhadores rurais de Eldorado do Carajás dizem desconhecer relações criminosas de "Marcos" na região.

FOLHA