O secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, está reunido desde as 7h desta quinta-feira com representantes dos quatro sindicatos dos ferroviários para tentar encerrar a greve da categoria que mantém fechadas as estações da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).
Ao todo, 2,4 milhões de pessoas são transportadas pela companhia todos os dias. Com a greve, muitas pessoas estão recorrendo ao metrô, provocando lotação nas estações.
Ontem, a categoria já tinha paralisado as atividades parcialmente, afetado as linhas 12-Safira e 11-Coral. Hoje, a greve se estendeu às demais linhas, atingindo as 89 estações da CPTM, que atendem 22 cidades da região metropolitana.
A decisão de manter e ampliar a greve foi tomada após os sindicatos dos ferroviários rejeitarem uma proposta de reajuste apresentada à categoria. Entre as reivindicações estão aumento salarial real e do vale-refeição, mudança no plano de carreira e adicional por risco aos funcionários de estações.
Para minimizar os problemas com a greve, a SPTrans (empresa que gerencia o transporte) prolongou o itinerário de 21 linhas que levam regularmente passageiros à estação da CPTM de Guainazes e três que atendem até a estação José Bonifácio até o metrô Itaquera.
ÔNIBUS
A greve dos funcionários dos ônibus municipais e intermunicipais da região do ABC também continua. A paralisação está mantida ao menos até as 15h, quando acontece uma nova assembleia da categoria.
Em nota, a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) afirmou que a Justiça deferiu na noite de ontem liminar determinando a volta imediata de pelo menos 80% da operação, com multa diária de R$ 200 mil em caso de descumprimento.
A medida cautelar para garantir a operação havia sido entregue ao TRT (Tribunal Regional do Trabalho) contra os sindicatos patronal e de empregados das empresas.
As cidades atingidas pela greve são: Mauá, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Ribeirão Pires, Diadema, Santo André e Rio Grande da Serra.
De acordo com o Sindicato dos Rodoviários do Grande ABC, quase 100% da categoria aderiu à paralisação por não concordar com os 8% de aumento no salário oferecido pelas empresas.
Os grevistas pedem 15% de aumento e as empresas não apresentaram nova proposta, segundo o sindicato.
FOLHA