Do Blog Sem Fronteiras
Coincidência. O procurador geral da República, Roberto Gurgel, disse nesta sexta-feira (8), ao apresentar alegações finais nos autos do chamado "processo do mensalão", o mesmo que Navi Pillay, alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU).
Ambos falaram sobre a capacidade das ações do crime organizado no aniquilamento do estado democrático de Direito.
Gurgel referiu-se à organização criminosa que, segundo processo criminal que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), saqueou milhões para comprar apoio de congressistas, tudo para realizar um projeto do Partido dos Trabalhadores (PT) de poder e de controle do estado nacional.
Navi Pillay, a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, referiu-se às organizações criminosas que traficam drogas ilícitas e minam as raízes da democracia e ameaçam a estabilidade dos estados.
Ao se referir sobre os potentes cartéis mexicanos, com incrível poder corruptor de autoridades, Navi Pillay destacou, ontem no México, que as organizações criminosas adquiriram poder, muito dinheiro e capacidade para matar e ameaçar a vida das pessoas. Assim e induvidosamente, lograram aniquilar os alicerces da democracia e os direitos civis.
Pano rápido. Espera-se que o STF, por seus ministros, vistam a toga de juízes imparciais e consigam, à luz da prova dos autos e não de interesses menores, condenar ou absolver os 36 acusados no referido "processo do mensalão".
Se a decisão for política ou se o STF ficar em cima do muro, como aconteceu no caso Cesare Battisti, fará um desfavor à democracia e o país continuará a ostentar o título de capital mundial da impunidade.
TERRA MAGAZINE