A Borders, segunda maior rede de livrarias dos EUA, admitiu ontem que vai entrar em processo de liquidação.
A empresa adiou o leilão de falências marcado para hoje diante da falta de ofertas que poderiam salvar o negócio. As 399 lojas restantes - um terço do total de quando foi feito o pedido de falência - empregam quase 11 mil pessoas.
O pedido oficial da liquidação deve ser feito nesta quinta-feira. O processo poderia começar na sexta-feira, com previsão para o encerramento total das atividades já em setembro.
A liquidação vai ser coordenada pelas empresas Hilco Merchant Resources e Gordon Brothers Group, especializadas em vender ativos de companhias com dificuldades e reduzir as perdas de seus credores.
A Borders atribui a liquidação à dificuldade de competir com o mercado de livros digitais, acentuada pelo momento de prostração da economia americana.
A recuperação da empresa ficou mais distante depois do desentendimento com o fundo de investimento de Jahm Najafi, na semana passada.
Credores rejeitaram a proposta de Najafi, de US$ 215 milhões, temendo que o fundo comprasse a rede de livrarias para depois liquidá-la.
FOLHA