quarta-feira, 27 de julho de 2011

Soldado americano é considerado culpado por assassinato de afegão

Um membro da Guarda Nacional dos EUA foi considerado culpado pelo homicídio premeditado de um eletricista afegão com um tiro, à queima-roupa, na cabeça no ano passado.


Detalhes sobre a sentença do sargento Derrick Miller serão divulgados nesta quinta-feira.

Os promotores argumentaram que Miller atirou e matou Atta Mohammed em Masamute Bala, no Afeganistão, com uma pistola Beretta em setembro. Eles ainda afirmaram que Miller pegou a arma de outro soldado, estendeu a vítima no chão e então atirou nele.

O advogado de defesa, Charles Gittins, argumentou que Miller agiu em legítima defesa, pois teria achado o homem uma ameaça, e, por isso, Miller não era culpado.

Meses atrás, em entrevista, o filho da vítima disse que, apesar de não estar no momento do crime, soube que seu pai foi tirado de casa por soldados americanos e afegãos, espancado em um banheiro de uma escola e morto com um tiro na cabeça.

Miller é membro da Guarda Nacional de Connecticut - anexa ao Fort Campbell, que abriga a 101ª Divisão Aérea.

REUTERS/FOLHA