Novos números divulgados pelo Acnur (Alto Comissionado das Nações Unidas para os Refugiados) nesta quarta-feira dão conta de que 875 mil somalis se refugiaram da seca, da crise alimentar e de conflitos civis em países vizinhos.
"Muitos deles querem voltar a seu país. Alguns estão há 20 anos no campo de refugiados de Dadaab [leste do Quênia]. Outros, inclusive, nasceram lá dentro", disse Emmanuel Nyabera, responsável de comunicação do Acnur em território queniano.
Cerca de 90% do total buscou asilo em quatro países: Quênia, que recebeu 497.768 pessoas; Iêmen, com 191.875; Etiopía, com 160.701; e Djibuti, 17.749. Segundo comunicado do órgão, somente em 2011, 234.743 somalis fugiram a esses países em busca de ajuda.
Nyabera afirmou que a prioridade do momento é "descongestionar os campos de refugiados", como o de Dadaab, considerado o maior do mundo com atualmente mais de 400 mil pessoas acolhidas, quando deveria receber 90 mil. Entre a população ali vivendo, 95% são provenientes da Somália, de onde chegam cerca de 1.300 novos refugiados por dia.
De acordo com levantamentos da ONU, dentro da Somália, 1,5 milhão de pessoas abandonaram seus lares em busca de ajuda - de uma população total de 7,5 milhões. A maioria partiu para Mogadício, a capital do país.
A região do Chifre da África sofre uma crise de fome que afeta mais de 13 milhões de pessoas.
EFE/FOLHA