Uma corte de Frankfurt, na Alemanha, determinou o pagamento de uma indenização de 3.000 euros (cerca de R$ 6.700) ao assassino condenado de um menino de 11 anos por ele ter sido ameaçado de tortura durante o interrogatório da polícia.
Magnus Gaefgen, 36, recebeu a indenização por danos a sua dignidade humana quando a polícia ameaçou torturá-lo em 2002, na esperança de que ele revelasse a localização da criança sequestrada.
O menino Jakob von Metzler, filho de um rico banqueiro, já estava morto. Gaefgen levou a polícia ao local onde enterrou o corpo e foi condenado à prisão perpétua.
Metzler presidente de um fã-clube do time de futebol Eintracht Frankfurt, do qual o menino de 11 anos era torcedor fervoroso. Ele o sequestrou e pediu um resgate de 1 milhão de euros à família, que foi pago. Ele foi capturado ao recolher o dinheiro.
"É um julgamento que as pessoas não conseguem entender e eles não vão entender", disse Helmut Ruester, líder do grupo de vítimas Anel Branco, sobre a polêmica indenização. Os legisladores alemães ecoaram as críticas e um chegou a chamar o pagamento de um "tapa na cara".
Outros viram a indenização como uma vitória dos direitos humanos.
O juiz Christoph Hefter disse em seu veredicto que o Estado não pode negar dignidade a ninguém, nem mesmo criminosos.
Gaefgen, contudo, não deve ver o dinheiro - já que ele ainda deve à corte boa parte do custo do julgamento.
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