O primeiro-ministro do Kosovo, Hashem Thaçi, confirmou nesta sexta-feira em Pristina que chegou a um acordo com a Sérvia sobre a fronteira norte entre ambos.
"As medidas de reciprocidade continuarão, da mesma forma que o controle da fronteira", assegurou Thaçi durante uma reunião de seu gabinete, aberta à imprensa, sem dar mais detalhes sobre o que foi pactuado.
O primeiro-ministro disse que será permitida a assistência humanitária, mas só depois que uma agência especial da ONU analisar as necessidades.
Em todo caso, afirmou, o veto à entrada de bens sérvios será respeitado plenamente, o que qualificou como "o principal marco do Governo desde a declaração de independência", em 2008.
Uma fonte internacional explicou à Efe em Pristina que o acordo prevê que os dois pontos de fronteira em disputa permaneçam pelo menos até o dia 15 de setembro sob o controle da Força Internacional para o Kosovo (KFOR), liderada pela Otan, que enviou cerca de 700 novos soldados para a região.
Todo veículo privado, incluindo os ônibus, poderão atravessar a fronteira e transportar alimentos.
No entanto, todos os bens comerciais da Sérvia vão continuar proibidos, uma condição imposta pelo Governo kosovar em seus contatos com Belgrado, que contaram com a mediação do comandante da KFOR, o alemão Erhard Bühler.
Em setembro, as partes devem se reunir sob os auspícios da União Europeia para discutir sobre os selos de alfândega do Kosovo, que constituíram o início desta disputa.
A Sérvia rejeita desde dezembro de 2008 reconhecer esses selos, ao que o Kosovo respondeu em julho com uma proibição de todas as importações sérvias a seu território, incluindo a parte norte, habitada por uma maioria sérvia.
FOLHA