quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Hillary responsabiliza regime sírio por mais de 2.000 mortes

Hillary responsabiliza regime sírio por mais de 2 mil mortes.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, responsabilizou nesta quinta-feira o regime sírio PELA morte de mais de 2.000 civis desde março, quando começou a repressão dos protestos contra o Governo de Bashar al Assad.

"Achamos que até hoje o Governo é responsável pelas mortes de mais de 2.000 pessoas de todas as idades", disse Hillary em entrevista coletiva após seu encontro bilateral com o ministro das Relações Exteriores canadense, John Baird.

O número duplica as estimativas divulgadas até agora pelas principais organizações opositoras sírias, que situavam o número de mortos nos protestos em cerca de 1.000 pessoas.

"Como nosso Governo já repetiu em várias ocasiões, o presidente Assad perdeu sua legitimidade para governar o povo sírio", reiterou a secretária de Estado, que reafirmou seu apoio às aspirações do povo sírio "de conseguir uma transição à democracia".

Tanto Hillary como o presidente Barack Obama repudiaram a nova onda de repressão registrada neste fim de semana em vários pontos da Síria e especialmente na cidade de Hama, onde a violência continuou na quarta-feira com bombardeios que deixaram pelo menos 30 mortos.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, advertiu nesta quinta-feira que a campanha de repressão do Governo sírio contra seus cidadãos "situa a Síria e a região em um caminho muito perigoso".

"Todos devemos começar a pensar no futuro sem ele [Assad], pois os 23 milhões de cidadãos sírios já começaram a planejá-lo", afirmou o porta-voz em sua entrevista coletiva diária.

O Departamento do Tesouro anunciou nesta quinta-feira sanções contra o parlamentar e empresário sírio Muhammad Hamsho e sua companhia, Hamsho International Group, ao acusá-lo de colaborar com Assad.

Sob essas sanções, os cidadãos e entidades americanas têm proibido fazer negócios com os indivíduos ou entidades envolvidas, e os ativos desses sob jurisdição americana ficam congelados.

EFE/FOLHA