O filho de Miriam Baltresca, 58, atropelada e morta no último sábado (17) quando saía do shopping Villa-Lobos, na zona oeste de São Paulo, afirmou nesta segunda-feira que o carro "é uma arma" e que a lei é "muito branda" para este tipo de caso.
"O carro é uma arma. Em um segundo faz o que fez com a gente", afirmou o engenheiro elétrico Rafael Baltresca, 31, que também perdeu a irmã, a advogada Bruna Baltresca, 28, no acidente.
Os corpos de mãe e filha foram enterrados hoje no cemitério do Araçá, na região do Sumaré (zona oeste).
"A minha irmã tinha um futuro brilhante. Ela saiu do trabalho porque queria ser livre. Queria fazer um mochilão pelo mundo. Hoje o motorista deve ter acordado e andado de um lado para o outro. Ela, não mais", afirmou Rafael.
O acidente aconteceu após as duas saírem do shopping Villa-Lobos, na zona oeste da cidade. Segundo Rafael Baltresca, filho e irmão das vítimas, elas tinha ido ao local para assistir a um filme e porque Bruna pretendia comprar um livro no local.
As duas estavam na calçada no momento em que foram atingidas por um Golf, que era dirigido pelo bibliotecário Marcos Alexandre Martins, 33. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), o velocímetro do veículo travou em 100 km/h após o acidente.
A secretaria afirmou que peças e acessórios do Golf que era dirigido por Martins foram recolhidos no local do acidente. O motor do carro chegou a ser retirado do compartimento devido ao impacto do acidente.
O motorista foi indiciado sob suspeita de homicídio doloso e encaminhado para o 91º DP, onde permanece detido. Ele deve ser transferido para um CDP (Centro de Detenção Provisória) ainda hoje.
FOLHA