A John Deere anunciou hoje a demissão de 104 funcionários da fábrica de colheitadeiras em Horizontina, no noroeste do Rio Grande do Sul. O contingente equivale a cerca de 5% do quadro da unidade, que a partir de agora ficará com 2.000 empregados, informou a empresa por intermédio de sua assessoria. A medida não atinge a planta de Montenegro, onde a multinacional produz tratores.
Conforme a John Deere, as demissões devem-se à "reestruturação" em curso com o objetivo de "aumentar a eficiência operacional da unidade e manter a competitividade do seu negócio". Mesmo assim, a empresa afirma que mantém a "política de investimentos" no Estado, devido à importância da região na produção agrícola brasileira.
Em abril, quando demitiu outros 230 empregados em Horizontina, a multinacional informou que a decisão havia sido tomada para "ajustar a força de trabalho aos ciclos de produção", além de alegar dificuldades impostas pela Argentina para liberação das licenças de importação de equipamentos agrícolas. Na época, segundo o sindicato dos metalúrgicos da cidade, a planta empregava 1.900 pessoas.
De janeiro a julho deste ano a John Deere aumentou em 27,2% as vendas de tratores no mercado interno em comparação com igual período de 2010, para 5,9 mil unidades, e em 35,3% as entregas de colheitadeiras, para mil máquinas. Nesta semana o diretor de marketing da empresa para a América Latina, João Pontes, disse que a meta até o fim do ano é "melhorar um pouco" a participação atual da companhia no mercado interno, que é de 19% no segmento de tratores e de quase 40% no de colheitadeiras.
Antes de 2011, a empresa já havia promovido duas grandes rodadas de demissões no Estado entre outubro de 2008 e janeiro de 2009. Naquele período, 702 funcionários haviam sido afastados e o quadro foi reduzido para 1,6 mil pessoas.
VALOR ONLINE/FOLHA