segunda-feira, 7 de março de 2011

Biologia contribui para formar o criminoso, mas não é determinante

Se o crime tem origem genética, como fica a questão da responsabilidade penal?

A pergunta é traiçoeira, e relaciona-se com o problema do livre-arbítrio, ou, para utilizar a terminologia mais moderna da neurociência, do controle consciente sobre processos inconscientes.

O que uma longa família de experimentos inaugurados por Benjamin Libet nos anos 80 demonstrou é que a atividade cerebral inconsciente que faz alguém mover o braço, por exemplo, precede em pelo menos meio segundo a "decisão consciente" de mexer o braço.

Isso significa que o livre-arbítrio é muito provavelmente uma ilusão. Daí não decorre, porém, que precisemos renunciar à ideia de justiça. Previsivelmente, filósofos e cientistas dedicaram um grande esforço para tentar compatibilizar a noção de responsabilidade com os achados da neurociência.

Surgiram algumas soluções engenhosas. O filósofo Daniel Dennett, por exemplo, sustenta que a consciência pode exercer o poder de veto sobre processos inconscientes e o poder de veto sobre o veto. Diz ainda que temos noções de causalidade que nos permitem imaginar cenários futuros e projetar-lhes consequências.

Mais ou menos na mesma linha vai o neurologista António Damásio, quando defende que a relação entre processos conscientes e inconscientes é menos conflituosa do que pode parecer.

Na verdade, eles coevoluíram com o objetivo de facilitar o equilíbrio do organismo. A consciência, que veio depois, embora dependa da atividade inconsciente para existir, é capaz de influenciá-la, num jogo complexo que é intermediado pela cultura e pela educação (treino).

Por essa linha de interpretação, mesmo que elementos biológicos contribuam para a formação de um criminoso, eles dificilmente seriam determinantes, a ponto de isentar um sujeito consciente de responsabilidade por suas ações. Mas só é possível avaliar isso caso a caso, num processo nuançado para o qual a boa ciência neurológica teria muito a contribuir. Folha Online

Agressividade é natural aos meninos e pode surgir nas meninas

Mulheres são violentas porque o ambiente exige. Homens são violentos porque... porque são homens.

Essa é uma das conclusões de um estudo liderado por Nathalia Fontaine, da Universidade de Indiana.

Ela acompanhou mais de 9 mil gêmeos que nasceram no Reino Unido entre 1994 e 1996. Conversavam com pais, professores e com as próprias crianças.

Fontaine percebeu que, como era de esperar, uma maior agressividade em meninas estava ligada aos fatores ambientais: família desestruturada, sentimento de rejeição, evasão escolar.

Entre meninos, porém, o ambiente não parecia importar tanto. Eles já tinham um nível médio de agressividade mais alto, mesmo que criados a leite quente e requeijão.

Os meninos apresentaram também maiores níveis de narcisismo já aos sete anos, e menos empatia com os outros do que as meninas.

Os irmãos gêmeos idênticos dos meninos mais violentos também eram muito agressivos, mesmo que os dois tivessem sido criados em famílias separadas.

Já as meninas gêmeas idênticas criadas separadas podiam ter comportamentos completamente diferentes.

Aparentemente, concluiu Fontaine, a sociedade pode até transformar uma boa garota em um monstrinho, mas a maioria dos homens já é meio valentão de fábrica mesmo.

Adrian Raine mostrou ainda que meninos têm, em média, áreas cerebrais ligadas à empatia com os outros menores do que as meninas, especialmente o córtex pré-frontal.

Isso poderia explicar por que há tão poucos homens em carreiras ligadas ao cuidado, como enfermagem ou pedagogia.

O seu estudo reforça uma tese defendida há muito tempo pelos psicólogos evolutivos: homens encaram a violência como uma maneira legítima de interação social com desafetos.

Fazem isso de maneira consciente, ameaçando e, com frequência, atacando -imagine uma briga entre duas torcidas organizadas.

Mulheres também podem ser violentas, mas encaram atos agressivos como atitudes de descontrole, excepcionais.

Faz sentido: menos de 3% dos presos brasileiros são mulheres. Geralmente, cometeram crimes passionais ou foram presas porque ajudaram um companheiro criminoso. Folha Online

Brasil perde posições em ranking mundial do turismo

O Brasil perdeu posições em um ranking mundial de competitividade no setor do turismo, embora tenha obtido pontuação semelhante à de 2009.
Em sua última edição, relativa a 2011, o relatório elaborado pelo Fórum Econômico Mundial coloca a sede da próxima Copa do Mundo e das Olimpíadas de 2016 na posição 52 entre 139 países avaliados. A pontuação, 4,36 em uma escala de um a sete, foi praticamente a mesma que em 2009 (4,35), quando foi elaborado o ranking anterior mais recente.
Naquele ano, quando foram consideradas 133 nações, o país ficou em 45º lugar.
Em 2011, o Brasil foi ultrapassado por outros que registraram um incremento mais expressivo, como México e Porto Rico.
"O Brasil ficou em sétimo lugar no ranking das Américas e 52º no ranking geral. O país é o que tem a melhor pontuação entre todos os países no que tange aos recursos naturais e 23º em recursos culturais, com muitos lugares considerados patrimônio da humanidade, uma grande proporção de área protegida e a fauna mais rica do mundo", afirma o relatório.
"Isto é reforçado por uma ênfase na sustentabilidade ambiental (posição 29 do ranking), uma área que vem melhorando ao longo dos últimos anos. A segurança também melhorou de forma impressionante desde a última avaliação".
Transporte
Em 2009, o relatório havia manifestado preocupação com a qualidade da rede de transporte terrestre e aéreo brasileira, bem como o nível de insegurança.
Sobre o panorama atual, o relatório avalia que "o transporte rodoviário continua subdesenvolvido, com a qualidade das rodovias, portos e ferrovias requerendo melhoras".
"O país continua a sofrer com a baixa competitividade de preços, atribuída em parte a altas taxas aeroportuárias e sobre os bilhetes aéreos, e o nível fiscal em geral", nota o texto.
"Além disso, o ambiente de negócios não é particularmente propício para o desenvolvimento do setor, com regras restritivas para os investimentos externos, os longos prazos para abrir uma empresa e requerimentos de certa maneira restritivos à abertura de negócios no setor de turismo".
Superando a crise
O relatório destaca a superação da crise econômica mundial pela indústria do turismo internacional.
Depois de contrair em 2009, o setor voltou a se recuperar no ano passado, atingindo neste ano o seu nível pré-crise.
Combinando atividades diretas e indiretas, o relatório estima que o setor de viagens e turismo responda hoje por 9,2% do PIB global, mesma proporção dos investimentos mundiais e 4,8% das exportações do planeta.
Suíça, Alemanha e França foram considerados os países com melhor ambiente para desenvolvimento da atividade.

CAMPEÕES DO TURISMO

Países com melhores condições para a atividade
1. Suíça
2. Alemanha
3. França
4. Áustria
5. Suécia
6. Grã-Bretanha
7. EUA
8. Canadá
9. Espanha
10. Cingapura
Fonte: Fórum Econômico Mundial | BBC Brasil

Governo toma controle do comércio do cacau na Costa do Marfim

O líder marfinense Laurent Gbagbo ordenou o governo a tomar o controle de todo o comércio e a exportação de cacau da Costa do Marfim, em mais um capítulo da disputa de poder no país.
Gbagbo se recusa a deixar o poder após eleições realizadas em novembro passado, em que a comunidade internacional reconheceu o rival de Gbagbo, Alassane Ouattara, como vencedor.
Gbagbo, que disputava a reeleição, se declarou vencedor do pleito.
Ouattara, que está isolado em um hotel sob proteção de tropas da ONU, havia pedido recentemente vetos internacionais temporários à compra do cacau marfinense, numa tentativa de exercer pressão sobre Gbagbo.
Em resposta, nesta segunda-feira, um decreto lido na TV estatal afirmava que a compra feita com os produtores de cacau para exportação “será controlada exclusivamente pelo Estado”.
O país é o maior produtor de cacau do mundo – responde por 40% do suprimento global do ingrediente, e sua produção está nas mãos principalmente de companhias internacionais.
Confrontos
O impasse político no país tem derivado em conflitos entre simpatizantes de Ouattara e Gbagbo, fazendo com que alguns observadores temam o retorno de uma guerra civil, após sete anos de cessar-fogo.
Há relatos de que políticos pró-Ouattara tenham tido suas casas saqueadas e de que seus aliados tenham tomado à força uma cidade no oeste do país.
Há relatos de conflitos também em Abidjan, a maior cidade do país, e a ONU estima que cerca de 200 mil pessoas já tenham abandonado a região.
Na última sexta-feira, a agência de refugiados das Nações Unidas havia declarado que alguns bairros da cidade parecem “zonas de guerra”, por causa dos embates entre forças leais e contrárias a Gbagbo. BBC Brasil

Obama orders resumption of military commissions at Guantanamo


Washington (CNN) -- President Barack Obama announced Monday that the United States will resume using military commissions to prosecute alleged terrorists held at the Guantanamo Bay, Cuba, detention facility.
In the announcement, the president said his administration remains committed to closing the controversial detention facility but will rescind its previous suspension on bringing new charges before military commissions. The commissions are military proceedings rather than trials in civilian courts.
Obama also called for prosecuting Guantanamo detainees in U.S. criminal courts when appropriate, and issued an executive order calling for periodic reviews of suspects held under indefinite detention.
The steps followed through on Obama's previous call to reform the process of prosecuting or holding Guantanamo detainees to make it more in line with international laws and standards, according to senior administration officials who briefed reporters on condition of not being identified by name.
However, the American Civil Liberties Union and the Center for Constitutional Rights both criticized the administration for what they called institutionalizing indefinite detention of terrorism suspects who have yet to be formally charged or designated for transfer to another country, but are considered too dangerous to set free.
"The creation of a review process that will take up to a year -- designed to be repeated every four years -- is a tacit acknowledgment that the Obama administration intends to leave Guantanamo as a scheme for unlawful detention without charge and trial for future presidents to clean up, despite the fact that senior officials acknowledged today that keeping the prison open continues to hinder our national security in the long run," the constitutional rights center said in a statement.
Established in response to the September 11, 2001, terrorism attacks on the United States, the Guantanamo Bay facility has been a lightning rod for criticism of the U.S. handling of terrorism suspects.
Under the Bush administration, allegations of mistreatment of detainees, including harsh living conditions and denying them full U.S. legal rights, led to the facility becoming a recruiting tool for terrorist groups such as al Qaeda, U.S. officials say.
Obama previously pledged to close the Guantanamo Bay facility within a year of taking office in January 2009, prompting criticism from conservatives. In addition, his administration has sought to prosecute some high-profile detainees -- such as alleged September 11 mastermind Khalid Sheikh Mohammed -- in civilian courts on the U.S. mainland, which drew widespread opposition that crossed traditional party lines.
The Guantanamo facility remains open today due to legal complexities involving the status of some detainees and congressional opposition to holding trials for high-profile suspects in U.S. criminal courts.
Shortly after Obama's announcement Monday, Defense Secretary Robert Gates announced the withdrawal of his prior suspension of new charges before military commissions.
Gates cited reforms of the military commissions under a 2009 law, and he and Joint Chiefs of Staff Chairman Adm. Mike Mullen both expressed support for also using civilian courts to prosecute terrorism suspects.
"For reasons of national security, we must have available to us all the tools that exist for preventing and combating international terrorist activity, and protecting our nation," Gates' statement said. "For years, our federal courts have proven to be a secure and effective means for bringing terrorists to justice. To completely foreclose this option is unwise and unnecessary".
Congressional Republicans -- including Senate Minority Leader Mitch McConnell of Kentucky, House Judiciary Committee Chairman Lamar Smith of Texas, House Armed Services Committee Chairman Howard "Buck" McKeon of California and House Homeland Security Committee Chairman Peter King of New York -- welcomed the renewal of military commissions.
However, McKeon and House Intelligence Committee Chairman Mike Rogers of Michigan criticized Obama for acting on his own instead of working out a policy with Congress.
Rogers said he was "disappointed the White House chose to put another Band-Aid on this problem, rather than working with Congress to develop the comprehensive and long-term legislative framework we need".
McKeon also questioned what the steps announced Monday mean for high-profile detainees such as Mohammed and other September 11 conspirators.
The senior administration officials refused to comment on any individual cases. They said they expected new charges against Guantanamo detainees to be filed with military commissions soon, perhaps within days or weeks, and noted that the Obama administration had transferred 67 detainees to third countries so far, leaving a total of 172 in the facility. CNN

Ivory Coast president nationalizes coffee and cocoa industry


(CNN) -- Ivory Coast President Laurent Gbagbo, who is fighting to keep a political title the United Nations says isn't his, on Monday nationalized the nation's two main cash crops, coffee and cocoa, according to state-run television.
In a statement read on air, the government announced that "the purchase of coffee and cocoa from producers and producer groups is done exclusively by the state on the entire national territory".
"The export of products of the coffee-cocoa sector is carried out by the state, by any legal person mandated by the state or holder of an exporter license," the government announced. "Approved exporters get their cocoa beans and green coffee from the state or any legal person mandated by the state".
The Ivory Coast is the world's largest supplier of cocoa beans.
Gbagbo, the incumbent, has refused to give up power since an electoral commission declared challenger Alassane Ouattara the winner of the November presidential election. Gbagbo's refusal to step down has sparked violent clashes between supporters of the two rivals, resulting in the deaths of 365 people since December.
Ouattara's "New Forces" loyalists claimed on the group's website to have taken the west Ivory Coast city of Toulepleu after intense fighting with Gbagbo forces on Sunday.
Gbagbo's ability to maintain control over the nation's coffee and cocoa industry could be key to his staying in power. Coffee and cocoa experts have provided the embattled leader with a lucrative revenue source to pay loyal civil servants and military officers.
In January, Ouattara called for a ban on cocoa and coffee experts in an effort to shut down that revenue stream and force Gbagbo out of office. CNN

BC americano confirma aplicação de US$ 600 bi na economia

O programa do Federal Reserve de compra de bônus no valor de US$ 600 bilhões será completado como planejado, sinalizaram autoridades do banco central norte-americano nesta segunda-feira, ainda que tenham destacado uma incerteza econômica crescente por conta dos distúrbios no Oriente Médio.

Autoridades do Fed de Atlanta, Chicago e Dallas disseram estar de olho no risco de que preços mais elevados do petróleo possam pressionar a inflação, além de potencialmente prejudicar o crescimento.

O presidente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, disse que não descartaria mais compras de bônus caso a recuperação decline. O presidente do Fed de Dallas, Richard Fisher, disse que votaria a favor do fim antecipado do programa caso os preços mais elevados do petróleo levassem a um aumento da inflação.

O programa, anunciado em novembro para impulsionar uma frágil recuperação econômica, está previsto para terminar em junho. Desde que ele começou, há sinais de que a recuperação está ganhando fôlego.

Lockhart, considerado um formulador de políticas de centro, disse estar mais preocupado com o risco ao crescimento do aumento do preço de petróleo. Ele disse que seria "muito cauteloso" sobre a possibilidade de aumentar o programa de compra.

"Dado o surgimento de novos riscos, no entanto, eu prefiro uma postura de flexibilidade", disse Lockhart.

Ele disse esperar que as pressões gerais sobre os preços permaneçam brandas e alertou que ainda é cedo para "declarar a recuperação do emprego plenamente estabelecida".

Fisher disse esperar que o programa de 600 bilhões de dólares siga normalmente. Mas ele afirmou a uma conferência internacional de banqueiros que votaria por reduzir ou suspender o programa, contudo, se ele se mostrar "provadamente contraprodutivo".

O Fed se reúne no próximo dia 15 para definir suas políticas, e a expectativa é que haja uma confirmação do plano de compra. Fisher é um membro votante na diretoria do Fed este ano, Lockhart não.

Em uma entrevista ao canal de TV CNBC, o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, disse que o banco central está acompanhando de perto a elevação do preço do petróleo, acrescentando que o movimento é "obviamente" um potencial obstáculo ao crescimento. Folha Online

Indicadores sociais avançam em Pernambuco

O aumento dos investimentos públicos e privados no Estado de Pernambuco conseguiu melhorar alguns indicadores sociais. No rol de avanços estão: a evolução da qualidade na educação básica e média, a multiplicação em 22 vezes a quantidade de vagas para o ensino técnico (de 4 mil para 89 mil), a redução da informalidade no mercado de trabalho e o recuo dos níveis de violência.

Números do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) --principal indicador de qualidade do ensino fundamental e médio no Brasil)-- mostram que Pernambuco avançou em todos os ciclos, batendo as metas fixadas para os anos de 2007 e 2009.

No fronte da segurança pública, o Estado também colheu bons resultados e tem conseguido reduzir o número de homicídios e latrocínios (roubo seguido de morte) ao longo dos últimos quatro anos.

No ano passado, a Secretaria de Defesa Social contabilizou 3.495 mortes violentas (excluídos os acidentes de trânsito). Em 2006, a mesma categoria de crime vitimou 4.638 pessoas. A redução no períofo foi sensível, 24,64%.


EMPREGO FORMAL

Grave problema nas relações trabalhistas na região Nordeste, a informalização do trabalho dá sinais de que começou a recuar nos últimos anos, revela pesquisa da Fundação Joaquim Nabuco.

Luís Henrique Romani de Campos, coordenador-geral de estudos econômicos e populacionais da Fundação, atribuiu a mudança nas relações entre capital e trabalho a razão para essa mudança.

A demanda por trabalhadores cresceu e no interior o benefício foi a formalização.

"No interior esse fenômeno é mais visível. Era muito comum, em cidades com 20 mil habitantes, haver apenas 200 ou 300 pessoas com carteira assinada. A informalidade ainda é muito grande, atinge níveis superiores a 80% em muitas localidades, mas o trabalho com carteira assinada está aumentando", diz Campos.

Em dezembro de 2000, aponta a Fundação, PE tinha um estoque de 883 mil empregos formais. Nove anos depois, o total da mão-de-obra contratada sob proteção da legislação trabalhista havia alcançado 1,399 milhão de pessoas, expansão de 58,54%.

No mesmo período, a população pernambucana cresceu 11,08%. De acordo com dados do Censo-2010, Pernambuco tem hoje 8,79 milhões de habitantes.

A forte expansão econômica também elevou o PIB (Produto Interno Bruto) per capita no Estado. Segundo a Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco, o PIB per capita do estado quase que duplicou entre os anos de 2002 e de 2008.


Alcançou, segundo números da agência, R$ 8.065,00 em 2008, ainda abaixo da média brasileira de R$ 15.990,00, mas maior do que a média do Nordeste de R$ 7.488,00.


Considerados o PIB e a população de 2010, o PIB per capita de Pernambuco deve ter se aproximado dos R$ 10 mil no ano passado. Folha Online

Sultão de Omã remodela o governo para acalmar manifestantes

O sultão Qaboos bin Said, de Omã, remodelou parcialmente nesta segunda-feira seu governo, com o afastamento dos titulares de três das pastas mais importantes, para acalmar os manifestantes que exigem o julgamento dos políticos corruptos.

"O sultão ordenou uma reforma do Conselho de Ministros", anunciou a televisão pública.

Com 70 anos, o sultão possui as funções de chefe de Estado, primeiro-ministro, ministro da Defesa e das Finanças.

Três dos ministros cuja renúncia era exigida pelo povo foram afastados de seus cargos. O primeiro foi o titular da Economia, Ahmed ben Abdel Nabi Mekki, cujo ministério também foi suprimido.

O ministro do Interior, Saud ben Brahim al Busaidi, foi substituído pelo titular do Funcionalismo Público, Hamud ben Faysal ben Said al Busaidi, e do Comércio e Indústria, Makbul ben Ali ben Sultan, foi trocado por Saad ben Mohamed ben Said Al Marduf Al Saidi.

Estes afastamentos se somam aos anunciados no sábado, que afetaram os titulares da Segurança do palácio e o de Assuntos do palácio.

Esta medida é consequência da pressão dos manifestantes que, desde o final de fevereiro, saiu às ruas, em particular na cidade portuária de Sohar (200 km ao norte de Mascate), para denunciar a corrupção de alguns ministros.

Em Abu Dabi, o ministro das Relações Exteriores, Yussef ben Alaui, assegurou que as "mudanças começaram com esta remodelação e prosseguirão no mesmo ritmo durante os próximos anos".

No entanto, esta medida não serviu para acalmar os manifestantes, que voltaram a sair às ruas nesta segunda em Sohar, onde pretendem passar uma nova noite --a nona consecutiva-- no acampamento de barracas instalado em uma praça da cidade.

"Queremos que os responsáveis sejam julgados", declarou Ali Habib, um dos organizadores destas manifestações, depois do anúncio da reforma ministerial.

O sultão também anunciou a criação de 50 mil empregos, ajudas aos desempregados e a criação de uma comissão para apresentar propostas visando a dar mais poder à assembleia consultiva eleita.

O sultanato tem recursos petroleiros limitados, mas ocupa uma situação estratégica no Golfo, de onde procede 20% do petróleo que circula no mundo. Folha Online

Obama restabelece julgamentos militares de presos em Guantánamo

Em uma reversão de expectativas sobre o possível fechamento da prisão de Guantánamo, o governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, retirou uma medida que congelava novos processo em tribunais militares e estabeleceu um processo para continuar a manter na base presos que ainda não foram julgados.

Obama disse ter ordenado ao Departamento de Defesa retirar uma ordem que tinha suspendido a entrada de novos processos sob a jurisdição de tribunais militares na prisão. O presidente havia suspendido esses processos quando anunciou sua revisão da política para detentos no local no começo de 2009, logo após ter assumido o poder.

A Casa Branca anunciou que a revisão agora foi finalizada.

Obama também anunciou uma ordem executiva nesta segunda-feira estabelecendo um processo para continuar mantendo em Guantánamo alguns detentos que nunca foram acusados, condenados nem designados para transferências, mas que são considerados uma ameaça à segurança dos EUA.

Apesar disso, a Casa Branca disse que Obama permanece comprometida a eventualmente fechar a prisão de Guantánamo em algum momento.

Obama também disse que ele ainda sentia que o sistema de Justiça dos EUA era uma parte importante em sua guerra contra a al Qaeda e seus afiliados.

Ainda há 172 detentos na prisão de Guantánamo e cerca de três dúzias foram designados para serem processados em cortes criminais dos EUA ou comissões militares. Membros do partido republicano tinham solicitado que os processos acontecessem em Guantánamo. Folha Online

Turquia prende 5 pessoas acusadas de conspirar contra governo

Um estudante universitário e quatro jornalistas turcos foram presos nesta segunda-feira, acusados de envolvimento em uma suposta conspiração contra o governo islâmico-conservador do país, elevando assim a sete o número de suspeitos detidos por uma polêmica investigação.

Três jornalistas do site odatv.com, muito crítico ao governo, o polemista Yalcin Kuzuk, e um assistente de pesquisas universitárias foram acusados por um tribunal de Istambul e presos por seus supostos laços com a rede golpista Ergenekon, informou a agência de notícias Anatolia.

Kuzuk, conhecido por suas críticas ácidas contra o Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, atualmente no poder), já havia sido detido em 2009 por uma investigação sobre a rede, mas acabou liberado pouco depois.

Diante da onda de protestos provocada na Turquia pelas prisões, o promotor de Istambul afirmou que os jornalistas não foram acusados por seus textos, e sim devido a "provas que não podem ser reveladas".

No domingo, um tribunal turco ordenou que dois conhecidos jornalistas investigativos sejam presos enquanto aguardam o resultado de um julgamento sobre um suposto complô para derrubar o governo do país, gerando novas preocupações sobre a liberdade de imprensa na Turquia.

Nedim Sener e Ahmet Sik foram acusados de ter ligações com a suposta conspiração para derrubar o governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan em 2003.

Cerca de 400 suspeitos estão atualmente sob julgamento por participação na suposta rede secularista linha-dura Ergenekon, a qual promotores acusam de planejar para criar caos na Turquia e derrubar o governo.

O governo insiste que o julgamento está reforçando o regime democrático no país ao ajudar a desvendar obscuras redes ligadas a instituições do Estado que antes operavam com impunidade.

Críticos afirmam que o governo está usando o caso Ergenekon para prender os inimigos seculares de Erdogan e enfraquecer o legado turco laico. Eles dizem que não há evidência sólida contra muitos dos acusados e denunciam o longo período em que estão presos.

Neste domingo, o presidente Abdullah Gul foi citado expressando preocupações de que as prisões estejam prejudicando um país que muitos têm visto como um modelo de democracia para nações da região.

"'Quando acompanho os acontecimentos, a impressão que tenho é que há certos desenvolvimentos que a consciência pública não pode aceitar", disse em entrevista publicada pelo jornal "Milliyet". "Isso está colocando uma sombra sobre o nível que a Turquia atingiu e a imagem que é louvado por todos. Estou preocupado com isso".

Erdogan e outros membros do governo têm insistido que o caso está sendo tratado por um Judiciário independente e que não têm nada a ver com as prisões.

As prisões dos jornalistas ocorrem em meio ao aumento de casos abertos contra repórteres por promotores.

A Associação Turca de Jornalistas afirma que milhares de profissionais enfrentam acusações, e que cerca de 60 estão atualmente presos por suas matérias.

Além disso, grandes multas fiscais contra o grupo Dogan, proprietário de veículos de mídia de orientação secular, incluindo o jornal "Hurriyet", são vistas por alguns como um ataque orquestrado pelo governo contra críticos na imprensa. FRANCE PRESS Folha Online

Oprah e Hillary são as mais admiradas dos EUA, diz enquete

A popular apresentadora de televisão Oprah Winfrey é a mulher mais admirada entre as americanas, seguida pela secretária de Estado, Hillary Clinton, segundo revela uma enquete da revista "Newsweek" publicada nesta segunda-feira, véspera do Dia Internacional da Mulher.

A diva da televisão americana, que há dois meses estreou seu próprio canal de televisão a cabo, o OWN, ocupa o topo da lista das mais admiradas entre as mulheres americanas, ao ser escolhida por 25% das entrevistadas.

Em seguida aparece com 17% a democrata Hillary Clinton, que recebe a aprovação de 76% dos americanos em seu desempenho como secretária de Estado, enquanto só 9% desaprova seu trabalho.

A pesquisa revela que a terceira mulher mais admirada dos Estados Unidos é a primeira-dama, Michelle Obama, que recebe 12% dos votos entre as mulheres consultadas, enquanto o posto número quatro é para a ex-secretária de Estado Condoleezza Rice, a primeira afro-americana em conseguir esse cargo, com 10%.

O número cinco é ocupado pela esposa do ex-presidente George W. Bush, Laura Bush, enquanto o sexto lugar é da jornalista Diane Sawyer, que atualmente apresenta o programa "World News" na rede de televisão ABC. EFE Folha Online

Após polêmica, príncipe Andrew é pressionado a deixar posto

O príncipe Andrew, filho da rainha Elizabeth 2ª, do Reino Unido, está sendo pressionado a deixar o posto de embaixador informal do comércio e da industria do país devido a suas amizades com tiranos do norte da África e também com um multimilionário americano processado por pedofilia.

O que causou mais alvoroço até agora foi a divulgação de uma foto de 2001 em que o príncipe aparece com a mão na cintura de uma menina de 17 anos.

Ela afirma ter trabalhado como "massagista erótica" na casa de Jeffrey Epstein, um operador do sistema financeiro de Nova York.

A menina diz que foi explorada sexualmente por Epstein e seus amigos.

Ela não citou o príncipe, que frequentava a casa do milionário e foi visto com ele em dezembro do ano passado, mesmo depois de o americano ter sido condenado por recrutar meninas menores de 18 anos para uma rede de prostituição.

A amizade entre os dois vai além. A ex-mulher do príncipe, Sarah Ferguson, admitiu que o príncipe conversou com o amigo para que a ajudasse a pagar suas dívidas no ano passado.

O milionário deu a uma assessoria de Ferguson o equivalente a R$ 40 mil.

Oficialmente, o governo afirma que tem total confiança no príncipe e que ele presta um excelente trabalho para o país.

Nos bastidores, há ministros que preferem que ele deixe o posto, que não é remunerado mas custou ao governo cerca de 4 milhões de libras (quase R$ 11 milhões) nos últimos dez anos só com gastos de viagens.

A oposição quer que ele saia já. Chrys Briant, parlamentar do Partido Trabalhista, diz que o príncipe só causa embaraços ao Reino Unido. "Além disso, nunca sabemos se ele defende os interesses do país ou ou próprios quando viaja", afirmou.

NORTE DA ÁFRICA

Além do amigo americano, o príncipe teve vários encontros com o ditador líbio, Muammar Gaddaffi, e seu filho Saif al Islam.

No final do ano passado, pouco antes de começarem os protestos contra o ex-presidente tunisiano Zine al Abidine Ben Ali , Andrew recebeu para um almoço no Palácio de Buckingham o genro do ditador, Sakher el Materi.

Ele fugiu da Tunísia em meio aos protestos contra seu sogro e hoje é investigado sobre acusação de lavagem de dinheiro. Folha Online

Mattel shuts flagship Shanghai Barbie concept store


US toy manufacturer Mattel has shut its flagship Barbie concept store in Shanghai after just two years.
Mattel launched the store in March 2009 - Barbie's 50th birthday - in an attempt to expand the market for it's famous doll into China.
The store was spread across six floors, replete with a staircase decorated by 875 Barbie dolls and a Barbie bar.
Mattel was hoping to offset falling sales in traditional markets hit by the financial crisis.
However sales failed to meet expectations and the firm was forced to cuts its targets within the first eight months of the stores existence.
"Barbie in the US has a very long history, people grow up with the brand, their parents grow up with the brand, so brand recognition is very high. In China, though, nobody really knew what Barbie stood for," said Ben Cavender, an analyst with China Market Research. BBC News

luishipolito@outlook.com

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