terça-feira, 15 de março de 2011

A fome as finanças: um retrato da desigualdade

Atualmente, a população mundial conta com mais de 6,8 bilhões de pessoas. De acordo com dados da ONU e seu órgão para Agricultura e Alimentação (FAO), 925 milhões desse total passam fome. Trata-se de um contingente equivalente a 5 vezes o total da população brasileira! Além disso, vale registrar que as crianças são as que mais sofrem com tal quadro. Quase um terço das crianças nascidas no chamado Terceiro Mundo, ou seja, 180 milhões, apresentam problemas de desenvolvimento físico e intelectual em razão de problemas de subnutrição nos primeiros 5 anos de vida. O artigo é de Paulo Kliass.


Uma das armadilhas mais perigosas quando se analisam questões macro e de grande amplitude, como é o caso da fome no mundo, reside na tendência a considerar tais fenômenos como “fatalidades”, processos profundos e de longuíssimo prazo, praticamente sem solução à vista. Aquela estória de que “esse quadro está aí desde que o mundo é mundo” e por aí vai. Como os avanços não ocorrem no curto prazo e também não existem instrumentos efetivos de decisão no plano internacional, a coisa vai sendo empurrada com a barriga e a situação dramática continua a afetar a vida de boa parte da população do mundo.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos determina em seu Artigo 25, entre outros princípios, que toda pessoa “tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis” (GN). No entanto, a realidade está bem distante desses direitos básicos, em especial no que se refere à questão da fome.

Os números são realmente chocantes e o que mais impressiona é a passividade das elites políticas por todos os cantos do planeta, que pouco se movimentam na busca de soluções efetivas. A grosso modo, elas estão ausentes, seja no plano local, nacional, regional ou global. Na verdade, o Brasil é um dos poucos exemplos onde políticas públicas foram implementadas pelo Estado com algum grau de seriedade e resultados. Nesse quesito, desde o Comunidade Solidária e os sucessores Bolsa Família e Fome Zero, os programas governamentais brasileiros têm sido uma referência para os que se preocupam com o tema pelo mundo afora.

Atualmente, a população mundial conta com mais de 6,8 bilhões de pessoas. De acordo com dados da ONU e seu órgão para Agricultura e Alimentação (FAO), 925 milhões desse total passam fome (1). Trata-se de um contingente equivalente a 5 vezes o total da população brasileira! Além disso, vale registrar que as crianças são as que mais sofrem com tal quadro. Quase 1/3 das crianças nascidas no Terceiro Mundo, ou seja, 180 milhões, apresentam problemas de desenvolvimento físico e intelectual em razão de problemas de subnutrição nos primeiros 5 anos de vida. Pior ainda, a fome é responsável por 35% dos óbitos de crianças nessa faixa etária.

A distribuição regional do mapa da fome reforça ainda mais os aspectos da profunda desigualdade sócio-econômica em escala internacional. A absoluta maioria da população que passa fome está concentrada na Ásia e na África Subsaariana – ali estão 88% desse quase 1 bilhão de pessoas. A título de comparação, a América Latina e Caribe contêm 6% e os países desenvolvidos apenas 2% desse total.

Parece estar mais do que comprovado que a sociedade contemporânea tem plenas condições tecnológicas e econômicas de resolver esse drama. Assistimos a uma contínua e impressionante elevação nas taxas de produtividade em geral, inclusive no domínio da agropecuária. Existem terras agriculturáveis espalhadas pelos vários continentes. A questão, como sempre, esbarra nos problemas de ordem política e dos interesses econômicos existentes por trás dos governos, a orientar as políticas públicas na perspectiva do lucro privado e não no atendimento das necessidades da maioria da população.

A mercantilização generalizada e a crescente financeirização de todas as atividades em escala global podem contribuir para a explicação de tal comportamento. O desenvolvimento das atividades agrícolas e pecuárias - a base para a alimentação do ser humano – orienta-se como um setor a mais no extenso menu das opções oferecidas pelo mundo capitalista. Ao serem tratados apenas como mercadoria, itens como arroz, trigo, carne, soja, milho, dentre tantos outros, perdem a sua característica essencial e primeira. Qual seja, a de satisfazer uma das mais essenciais carências dos indivíduos em sociedade – alimentar-se.

A subordinação de tais necessidades sócias básicas à lógica da geração de lucro e da acumulação do capital provoca distorções graves, uma vez que as razões para produzir ou não tal alimento, para investir ou não na agropecuária em tal região, saem da esfera da política pública para a lógica do empreendimento privado. Ou, ainda que apoiada por algum mecanismo estatal (como nos casos de fortes subsídios concedidos nos países desenvolvidos), a lógica permanece restrita aos interesses daquele País e não leva em consideração as necessidades da alimentação da população em escala mundial.

Dessa forma, a dinâmica de preservação dos níveis de miséria e de desigualdade se mantém tanto nos sistemas políticos injustos e excludentes nos planos local e nacional, quanto no modelo desigual da distribuição da riqueza entre os países. As falsas desculpas de que as condições para produção agrícola e pecuária, em escala global, são insuficientes para atender ao crescimento populacional não se sustentam. 

A História e importantes pesquisadores, como o brilhante brasileiro Josué de Castro (2) , se encarregaram de mostrar que as hipóteses de Malthus estavam equivocadas. O ritmo de crescimento da população tem diminuído, a capacidade potencial de produção de alimentos tem crescido de forma significativa e mesmo assim a fome atinge um enorme contingente de indivíduos. E o mais grave: segundo os dados da própria ONU, 80% das pessoas que passam fome vivem em regiões e trabalham em atividades ligadas ao campo ou à pesca. Ou seja, numa perspectiva planetária, o problema não se restringe apenas aos movimentos migratórios do campo para as cidades, que estariam a explicar as dificuldades com a alimentação.

Por outro lado, a ampliação descontrolada das opções financeiras introduz uma dificuldade suplementar na dinâmica das atividades agropecuárias. Aos já existentes e antigos movimentos de especulação com os estoques de produtos e a manipulação de seus preços nos mercados nacionais e internacionais, veio somar-se a criação de títulos financeiros que se autonomizaram em sua dinâmica de comercialização e negociação. Isso significa dizer que tais papéis perderam toda e qualquer relação com a atividade produtiva do bem que leva impresso em seu nome – café, soja, carne bovina, trigo, milho. A criatividade do mercado financeiro em busca de novas alternativas de ganhos e movimentação passa a oferecer, assim, promessas de compra ou venda futura de toneladas de um ou outro produto. É o que o financês chama de “mercado a termo”, o mercado futuro de “commodities”. Outros ainda simplesmente operam títulos de cotação de preços de tais bens primários no horizonte de meses ou mesmo de anos. A opção pelo tipo de aposta “altista” ou “baixista” fica por conta do freguês...

O movimento especulativo sem controle dos órgãos governamentais ou dos organismos multilaterais tende a criar situações insustentáveis do ponto de vista da realidade da economia. Os papéis são lançados, comprados, vendidos, revendidos, de tal forma que o movimento só se sustenta nessa ilusão da dinâmica do mercado em movimento. Caso alguém resolva parar a roda da ciranda financeira por um instante, vem à tona a crise como a que o mundo conheceu recentemente. Tudo não passava de um conto de fadas. Os papéis viraram pó. Isso porque os mercados financeiros no mundo todo giram diariamente quantias de toneladas virtuais estupidamente superiores à capacidade efetiva dos países produzirem aquele volume de produtos agropecuários. Pura bolha, toda recheada de ar!

Outro aspecto agravante relaciona-se ao fato de que as atividades realizadas no campo cada vez mais se distanciam de sua função precípua. A lógica de “atender à demanda” provoca distorções estruturais no sistema, às quais acabamos por nos acostumar, nesse perigoso comportamento da passividade. Nos Estados Unidos, por exemplo, estima-se que 40% da área plantada pelo milho destinam-se à produção de etanol. No caso brasileiro, sabe-se que boa parte da soja plantada e exportada é destinada à produção de ração animal. Os programas todos de substituição energética das fontes de combustível por fontes renováveis plantadas (como o nosso etanol e biodiesel) carregam em seu interior também essa contradição. São superfícies consideráveis de terras a produzir bens agrícolas que não se destinam a resolver o problema crucial da fome.

O ponto a ressaltar é que, desde que haja vontade política e um pacto entre os principais países do planeta, não é muito difícil resolver a questão da fome nos tempos de hoje. Idéias e propostas não faltam. Porém, todas elas envolvem o debate de natureza redistributiva da renda e o reconhecimento da necessidade de uma ação reguladora sobre os chamados agentes econômicos para buscar a solução. Assim, observa-se uma enorme resistência por parte dos que detêm posições de comando e decisão no mundo político e empresarial.

Já comentei aqui a respeito da Taxa Tobin e da “Associação para a Taxação das Transações Financeiras para Ajuda aos Cidadãos” (ATTAC) (3). Pois bem, trata-se da idéia do economista James Tobin e transformada em movimento internacional pela entidade no final da década de 1990. A proposta é de criar uma espécie de imposto sobre as operações financeiras internacionais, que seria destinado à constituição de um fundo internacional para erradicação da fome e da miséria no mundo. Apenas a título de ilustração, caso fossem atingidas apenas as operações cambiais e com uma alíquota irrisória de 0,005%, seriam arrecadados por volta de US$ 30 bilhões anualmente. O mundo financeiro resiste heroicamente. Mas não hesitaram um segundo em solicitar as centenas de bilhões de dólares destinados aos bancos e às grandes empresas transnacionais à beira da falência desde 2009 até hoje.

É também bastante antiga a proposta de constituição de fundos internacionais voltados a controlar os estoques reguladores de matérias-primas e produtos agrícolas em escala internacional. Concebidos para serem operados na forma de uma gestão compartilhada no interior de organismos multilaterais, tais instrumentos poderiam servir como anteparo de proteção aos movimentos especulativos nos mercados de tais produtos, além de permitir ações coordenadas em momentos de escassez de oferta causados por tragédias naturais.

Ganham força também nos espaços de debate, e mesmo na esfera diplomática, as propostas de maior regulação e fiscalização de instrumentos financeiros especulativos, em particular na área das “commodities”. Os bancos, as bolsas de mercadorias e as demais instituições financeiras passariam a ser mais controlados e as distorções de natureza especulativa, que prejudicassem o atendimento das necessidades mundiais de produtos alimentícios, seriam coibidas. Esse tema já está na pauta do G-20.

Deveriam também ser fortalecidos os programas de reforma agrária e de agricultura familiar em todo o mundo, como forma de aumentar a oferta de bens alimentícios de utilização efetiva, além de estimular a fixação das famílias no campo e reduzir o luxo migratório para os ambientes urbanos. Ao mesmo tempo, poderiam ser implementadas medidas de estímulo à produção de alimentos, ao invés de utilização de terras para outros fins.

Enfim, é evidente que a solução da tragédia da fome passa por uma vontade política efetiva por parte dos tomadores de decisão no mundo contemporâneo. E que o universo financeiro teria uma grande contribuição a fornecer para reduzir esse e outros níveis de desigualdade atualmente existentes.

NOTAS 




(*) Doutor em economia pela Universidade de Paris 10 (Nanterre) e integrante da carreira de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental, do governo federal. CARTA MAIOR

Diretora de presídio no México é morta a facadas

Rebeca Nicasio, a diretora interina de um presídio no México que sofreu uma fuga em massa no ano passado, foi morta a facadas durante uma inspeção de rotina do local.

Ela foi atacada e esfaqueada quatro vezes por um dos detentos, durante uma briga entre 50 presidiários, em uma prisão na cidade de Nuevo Laredo, na fronteira com os Estados Unidos.

O centro de detenção reúne aproximadamente mil detentos, muitos dos quais estão presos por acusações ligadas a drogas ou posse de armas.

O antecessor da diretora já havia desaparecido pouco após a fuga de mais de 150 presidiários em dezembro do ano passado.

Nicasio foi esfaqueada quatro vezes. O prisioneiro que a esfaqueou foi contido por guardas.

FUGA

Nicasio era a diretora em exercício do presídio havia alguns meses.

Em dezembro do ano passado, 150 prisioneiros fugiram da prisão em uma ação que teria contado com a colaboração de guardas locais, segundo autoridades da região e provocado a demissão do então diretor.

Pouco depois, o diretor do presídio foi dado como desaparecido.

A região da fronteira do Nordeste do México com os Estados Unidos tem visto um aumento da violência, com cartéis lutando contra as forças de segurança que visam conter as rotas do tráfico de drogas para o mercado americano.

Pelo menos 34,6 mil pessoas foram mortas desde que o presidente mexicano, Felipe Calderón, lançou uma ação militar contra os cartéis de drogas no país. BBC Brasil

Ex-Nuclen: No Brasil, há lobby violento da indústria nuclear


Dayanne Sousa
O medo de um grande acidente nuclear que hoje vive o Japão deveria desestimular projetos de construção de usinas nucleares no Brasil, opina o professor Joaquim Francisco de Carvalho. Ele, que já foi um dos diretores da empresa responsável pelas usinas de Angra 1, 2 e 3 (antiga Nuclen, hoje chamada de Eletronuclear), acredita que o Brasil não precisa correr tamanho risco e revela: "Há um lobby violentíssimo da indústria nuclear".
"As empresas em países mais desenvolvidos investem muito em lobby", diz. Para aliviar o custo deles, eles empurram para cima da gente", critica Carvalho, que também chegou a atuar como coordenador do setor industrial do Ministério do Planejamento. Ex-defensor da energia nuclear, tornou-se crítico. "Saí por isso mesmo, não concordava com essas coisas".
O Japão vive o temor de um vazamento nuclear de grandes proporções depois que o terremoto no País afetou o sistema de refrigeração de três dos seis reatores de Fukushima, ao norte de Tóquio. Nesta segunda-feira (14), a Marinha dos Estados Unidos confirmou que detectou vazamento de radiação no local, embora tenha afirmado em comunicado que os níveis eram baixos.
Carvalho, hoje aposentado e professor da Universidade de São Paulo, calcula que apenas sistemas hidrelétricos, eólicos e térmicos seriam suficientes para gerar energia para a população brasileira até 2040. Até lá, os brasileiros deverão somar 215 milhões de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A Eletronuclear se antecipou nesta segunda e declarou que as usinas de Angra têm barreiras de aço para proteger contra terremotos. Qualquer usina é projetada dessa forma, rebate o especialista. Ainda assim, os acidentes acontecem porque "não há obra completamente segura". "Correr esse risco quando não se precisa é burrice", conclui.
Leia a entrevista.
Terra Magazine - O senhor acha que o acidente no Japão vai comprometer investimentos em projetos para energia nuclear, como os que o Brasil tem pendentes?

Joaquim Francisco de Carvalho - O Brasil simplesmente não precisa correr o risco de usar usinas nucleares para gerar energia elétrica. O Japão infelizmente correu o risco e aconteceu esse terremoto horrível. Mas eles não tinham alternativas. A França também não tem alternativas e corre um risco grande se houver um acidente nuclear. A Alemanha tem consciência disso e a chanceler Angela Merkel suspendeu o plano que estendia o prazo de vida de usinas nucleares no país. Isso porque a Alemanha não tem os recursos hidrelétricos que o Brasil tem. Está investindo pesadamente em energias alternativas.

Quais são as opções alternativas?

O potencial eólico no Brasil é muito grande. E não é aproveitado. Ele pode ser interligado à geração hidráulica de forma que não exista o problema que existe em outros países, de uma geração intermitente. E ainda contribui para quando há seca.

O acidente muda um pouco a ideia de que a energia nuclear possa ser vista como energia limpa, não?

Sem dúvida, não é assim. Eu ainda estou muito abalado com isso que aconteceu no Japão, mas eles correram o risco.

No Japão, três reatores superaqueceram. Esse é um risco sabido?

Nenhuma obra é perfeita. É um risco pequeno, mas é um risco. E se não há necessidade, não há por que correr esse risco. O Japão fez essa opção porque precisava, não tem reservas de petróleo nem potencial hidrelétrico, nem nada.

Mas esse é o principal perigo?

Há muitos riscos, não dá para dizer qual é o maior, o principal problema mesmo é que acidente nuclear não é que nem acidente aéreo. Se um avião cair, é uma tragédia para aquelas famílias, mas a tragédia não passa do local e do momento da queda. Num acidente nuclear, pode ser que não morram muitas pessoas na hora, mas as consequências duram por anos. É uma tristeza. É um desespero total. E um acidente nuclear pode se espalhar por um continente inteiro.

O Brasil trabalha na instalação da usina nuclear de Angra 3 e tem ainda a proposta de construção de uma usina nuclear no Nordeste, entre Pernambuco e Bahia.

Não é necessário. Isso é porque há um lobby violentíssimo da indústria nuclear. As empresas em países mais desenvolvidos investem muito em lobby, porque energia nuclear é muito caro. Então, para aliviar o custo deles, eles empurram para cima da gente.

Estamos comprando a ideia?

Estamos comprando. É como a história do bonde. O caipira nunca tinha visto um bonde, só andava a cavalo, e achou uma maravilha quando viu. O carioca muito malandro se aproveitou. Vendeu o bonde pra o caipira levar pra roça. Nós estamos comprando o bonde. Correr o risco das nucleares quando não se precisa é uma burrice.

A Alemanha, por exemplo, celebrou acordo com o Brasil para construção de usinas em Angra. É um dos países que faz esse lobby?

A Alemanha ainda tem consciência. Pior são os Estados Unidos. Eles são contra as hidrelétricas no Brasil, não aceitam que um país como o Brasil avance numa área diferente. Terra Magazine

Two killed in Bahrain violence despite martial law


At least two people have been killed and as many as 200 injured in clashes between anti-government demonstrators and security forces in Bahrain.
A doctor told the BBC he was treating many people with head and gunshot wounds, and that soldiers and police were using ambulances to attack people.
The violence came as the government announced a state of emergency and called in Saudi troops to keep order.
US Secretary of State Hillary Clinton has appealed for calm and restraint.
"The use of force and violence from any source will only worsen the situation," she told reporters during a visit to the Egyptian capital, Cairo.
"Our advice to all sides is that they must take steps now to negotiation towards a political resolution," she added.
Mrs Clinton also said she had told Saudi Foreign Minister Prince Saud al-Faisal that "they, along with everyone else, need to be promoting the dialogue".
A diplomatic row has also flared over the issue, with Bahrain recalling its ambassador in Tehran and complaining of "blatant interference" in its affair because Iran had condemned the arrival of foreign forces. BBC News

New fire hits Japan nuclear plant


There has been a fresh fire at the quake-stricken Fukushima Daiichi nuclear plant in northern Japan.
The new blaze began at reactor four. The plant has already been hit by four explosions, triggering radiation leaks and sparking health concerns.
More than 3,000 have been confirmed dead and thousands are missing following Friday's 9.0-magnitude quake and tsunami in north-east Japan.
The disaster has damaged the nuclear plant's cooling functions.
Officials have warned people within 20-30km of the site to either leave the area or stay indoors.
The Tokyo Electric Power Co, which operates the Fukushima plant, said on Wednesday that efforts were under way to put out the latest fire.
Further strong aftershocks continue to rock the country. An earthquake, not considered an aftershock, of magnitude 6.2 centred south-west of Tokyo shook buildings in the capital. BBC News

Visa glitch hits race for London 2012 Olympics tickets


(CNN) -- Tickets went on sale for the 2012 London Olympics on Tuesday, but some sports fans were unable to process their applications due to problems with the online payment system.
The official website accepts only Visa cards, but people trying to use ones which expire before the end of this August were unable to complete the process, the UK Press Association reported.
Some 6.6 million seats went up for grabs 500 days from the start of the Games in the British capital, and people have until 2259 GMT on April 26 to apply. Payments must be made between May 10 and June 10.
"What Visa is trying to do is to ensure that more people will be able to apply by bringing this threshold forward so that it will only be if your card expires before the end of June that the site will not process your order," a London 2012 spokesman told PA.
"It means if your card runs out in July you will still be able to apply, but you will just need to come into the process a bit later. It is an issue with Visa rather than the website or our systems".
On Monday, London 2012 chairman Sebastian Coe said there was no rush to apply for tickets as they would not be distributed on a first-come-first-served basis.
"You have no greater chance of getting a ticket on March 15 than say 22 days in to the process. We have got every confidence that everybody who wants to come will get a chance," the two-time Olympic gold medallist told PA.
There are a total of 650 sessions during the Games, spread across 17 days with 26 sports to choose from. The popular events, like the men's 100 meters athletics final, are limited to four tickets per person.
The oversubscribed events will be settled by ballot. Ticket prices start at £20 ($32) and go up to £2,012 ($3,253).
Olympic champions past and present Carl Lewis, Nadia Comaneci and Rebecca Adlington helped launch the sales on Tuesday along with London mayor Boris Johnson. CNN

Ahmadinejad: U.S., Europe should not intervene in Libya


Madrid, Spain (CNN) -- The United States and Europe should not intervene militarily in strife-torn Libya because it would make matters worse, Iranian President Mahmoud Ahmadinejad told Spanish state television TVE on Tuesday.
"I think a military intervention would be even worse. The experience of Iraq and Afghanistan is before us. It made things worse, not better," Ahmadinejad told TVE in an interview at the presidential palace in Tehran, Iran, which was televised in Spain.
He condemned Libyan leader Moammar Gadhafi's bombardment of rebels, saying, "We condemn these massacres and we have condemned them previously. Whomever bombs his own people should be condemned".
But Ahmadinejad -- speaking in his native Farsi that was translated to Spanish -- also warned, "A Western intervention will just complicate the situation. The West needs to leave behind its colonialist vision".
He accused the United States and Europe of having provided weapons and backing to Gadhafi and other autocratic regimes in the region in the past.
"Previously they helped the government and today they are pretending to help the people," he said. "If they don't intervene in Libyan affairs I think the Libyan people can decide their future".
On Saturday, the Arab League recommended a no-fly zone over Libya. In a private session on Monday, the U.N. Security council has expressed doubts and concerns about the measure, meaning quick approval likely will not occur.
Asked about Iran, Ahmadinejad denied any repression against opposition at home.
"Never, never. We have never done that. During the past 30 years we have had 30 free elections," he said.
The TVE reporter, Ana Pastor, then requested information about Iranian opposition leaders Mir Hossein Mousavi and Mehdi Karroubi.
"Are you their lawyer?" Ahmadinejad replied. "In all countries there are opponents. And there is also the law. If there is an opposition, can they break the law?" CNN

Clinton 'deeply inspired' by Egyptian change


Cairo, Egypt (CNN) -- Secretary of State Hillary Clinton issued a strong statement of praise for Egypt's political revolution Tuesday, declaring she was "deeply inspired" by the dramatic change and promising new assistance for America's longtime Middle East ally.
Clinton pledged $90 million in emergency economic assistance during a meeting in Cairo with Foreign Minister Nabil Al-Araby. She is the highest ranking U.S. official to visit Egypt since the overthrow of former President Hosni Mubarak.
"The United States will work to ensure that the economic gains Egypt has forged in recent years continue, and that all parts of Egyptian society benefit from these gains," a State Department statement noted.
Among other things, the administration is also working with Congress to create an "Egypt-American Enterprise Fund" to help spark private sector investment in the country, the statement said.
The U.S. Export Import Bank, according to the statement, has also already approved $80 million in insurance backing for letters of credit issued by Egyptian financial institutions.
"Egypt and the United States have many strategic interests in common," Clinton declared. The two countries don't agree on every key issue, but it is critically important to maintain lines of communication and an open relationship, she said.
Clinton said she supported a move announced earlier in the day by Egyptian authorities to overhaul their internal security operations.
"The new system will not be allowed to meddle in the rights of citizens in Egypt," Interior Ministry spokesman Major Alla Mahmoud asserted. "It will deal with terrorism matters and emergency situations".
Interior Minister Mansour Al-Issawi was one of six new ministers in Prime Minister Essam Sharaf's government to take office earlier this month.
While in the region, Clinton is also scheduled to visit neighboring Tunisia to express support for that country's revolt. CNN

luishipolito@outlook.com

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