sábado, 26 de março de 2011

Cidades brasileiras apagam as luzes para Hora do Planeta

Moradores de diversas cidades brasileiras apagaram as luzes na noite deste sábado para participar da campanha ambiental Hora do Planeta.


A ação é uma mobilização mundial para conscientizar a população sobre o aquecimento global e a necessidade de se preservar o ambiente.

Entidades e prefeituras também aderiram à campanha e cortaram a iluminação de monumentos. Ficaram às escuras a partir das 20h30 o Cristo Redentor, no Rio, e a ponte Octavio Frias de Oliveira, em São Paulo.

No Brasil, o primeiro minuto da Hora do Planeta foi de silêncio, em homenagem às vítimas do terremoto e do tsunami que atingiram o Japão e às famílias atingidas pelas enchentes no Rio de Janeiro e em outros Estados.

O Rio, que participa pela terceira vez da campanha, é a sede do evento no Brasil e, além do Cristo, apagou as luzes dos arcos da Lapa e da orla da praia de Copacabana.

Outras 18 capitais, como Brasília, Curitiba e Salvador, também anunciaram ter aderido à Hora do Planeta apagando a iluminação de monumentos famosos.

A organização ambientalista WWF (sigla em inglês de World Wildlife Fund), responsável pela iniciativa, estima que serão mais de 4.000 cidades de 130 países do mundo a apoiar a campanha. No Brasil, são 123. Folha Online

Ricky Martin inicia turnê com referências a homossexualidade

O cantor Ricky Martin começou nesta sexta-feira em Porto Rico sua nova turnê mundial, "Música + Alma + Sexo", com um eletrizante show no qual interpretou seus maiores sucessos com muita sensualidade e classe, como prometera previamente.

O espetáculo teve início com a apresentação de um vídeo produzido pelo cineasta porto-riquenho Carlos Pérez, no qual Ricky Martin aparece se soltando de correntes, em alusão ao fato de o cantor ter assumido sua homossexualidade.

O show, no Coliseu José M. Agrelot, em San Juan, começou com "Será, Será", "Dime que me Quieres" e "It's Alright", sempre com Martin acompanhado de seus dançarinos.

"Muito boa noite, Porto Rico. Obrigado por estar aqui. Como está tudo? Eu estou bem, portanto vamos cantar", disse o artista de 39 anos, que em 2012 interpretará o personagem Che na peça "Evita", em Nova York.

O ex-integrante do grupo Menudo prosseguiu o espetáculo com "Qué Día Es Hoy", quando foram observadas algumas falhas técnicas, e, com a canção "Vuelve", do venezuelano Franco de Vita, fechou a primeira parte do show, denominada "Rock Goes Pop".

A segunda parte, batizada de "Cabaret", teve início com um vídeo de um dos dançarinos de Martin descrevendo seu percurso na vida até que decidiu aceitar seu homossexualismo.

"Cabaret" seguiu com Martin, dançarinos e músicos vestidos com trajes inspirados nas décadas de 50 e 60.

O cantor incluiu nesta parte do espetáculo as canções "Livin' La Vida Loca", "She Bangs", "Loaded" e "Basta Ya", enquanto seu companheiro, o porto-riquenho Carlos González, dançava na área de som e iluminação da produção.

Para a terceira seção da apresentação, "Mediterrâneo", um dos guitarristas da banda entrou no palco interpretando alguns acordes enquanto era projetado um vídeo de Martin desde pequeno até a transição ao aceitar seu homossexualismo.

O cantor continuou o espetáculo com alguns de seus maiores sucessos, entre eles "María" e "Tu Recuerdo".

"Como vocês estão? Agora percorreremos minha carreira para seguir recordando e se vocês cantarem será melhor para nós", indicou Martin.

O artista deu sequência à apresentação com os temas "El Amor de Mi Vida", "Fuego Contra Fuego" e "Te Extraño, Te Olvido, Te Amo".

Em seguida foram interpretadas "Frio", canção dos porto-riquenhos Wisin & Yandel, e "I Am", quando Martin e seus dançarinos simularam uma orgia.

A última parte do concerto, denominada "Afro Beat", foi finalizada com "Más", "Lola, Lola", "La Bomba", "Pégate", "La Copa de la Vida" e "Lo Mejor de mi Vida".

Ricky Martin tem apresentações marcadas em Porto Rico até a segunda-feira e na sequência passará por Estados Unidos, Canadá, América Latina, Europa e Ásia. Folha Online

No meu tempo, a gente ia direto para o motel, diz Silvio Santos

No "Programa Silvio Santos" que será exibido neste domingo, o apresentador recebe Geisy Aruda.

Enquanto conversa com Geisy, Silvio pede que ela explique como aconteceu a confusão na Uniban, no ano passado. Geisy diz, então, que havia ido para a faculdade vestida com a roupa que iria para a balada depois.

Silvio, então, pergunta se Geisy costuma ir para o motel após "ficar" com alguém na balada, e ela responde que, se o rapaz agradar, sim.

"Eu nunca fui numa balada. No nosso tempo, a gente ia direto para o motel", diz Silvio para Geisy.

O apresentador brinca ainda com o ensaio nu que Geisy fez para a revista masculina "Sexy". "Sempre que eu compro essa revista, eu não olho para cima, eu só olho para baixo". Folha Online

Escocês quer tirar de Miller paternidade do futebol no Brasil

Há mais de uma teoria para o início do futebol no Brasil, embora tenha sido consagrado que o inglês Charles Miller introduziu o esporte e suas regras no país. E a Escócia, adversária da seleção amanhã, entrou na disputa por essa honraria da bola.

Uma pesquisa diz que há 117 anos um operário escocês de nome Thomas Donohue foi quem deu o pontapé inicial para o futebol brasileiro, que tornou-se o mais vencedor na história das Copas.

Segundo a pesquisa de Richard McBrearty, curador do Museu do Futebol Escocês, Donohue, oriundo do sul de Glasgow, chegou a Bangu, no Rio, e, como bom jogador, tratou de montar um time.

Em 1893, ele trabalhava numa fábrica e lá conseguiu os companheiros para aquela que seria a primeira partida. Recebeu bola e chuteiras do Reino Unido e improvisou um campo ao lado da fábrica.

Em abril de 1894, um ano antes de Miller fazer a sua primeira partida em São Paulo, organizou jogo com dez atletas, cinco de cada lado.

"A sociedade brasileira era dividida racialmente, e Charles Miller não frequentava diferentes classes sociais como Donohue. 

Nós podemos provar agora que Tom levou o futebol ao Brasil em abril de 1894", afirmou McBrearty.

A teoria é contestada por John Mills, autor da biografia ''Charles Miller, o Pai do Futebol Brasileiro". Segundo ele, esse ato de Donohue não passou de um bate-bola.

"Havia bate-bola em Itu numa escola, jogavam contra a parede, todos batiam bola de alguma forma. O primeiro jogo regulamentado, o futebol como é conhecido hoje, veio com Miller. Nunca se falou desse jogo em Bangu. Era um time de fábrica".

Para Mills, no máximo essa "descoberta" escocesa apontaria para os primórdios de outras modalidades.

"Seriam cinco de cada lado. Isso já mata a teoria. Seria futebol de salão ou como a gente joga na praia", afirmou o biógrafo de Miller, que lembra que o Campeonato Carioca começou apenas em 1906.

O primeiro campeonato do país foi o Paulista, em 1902, evento que contou com Charles Miller como jogador.

Donohue nasceu em 1863 e seguiu a carreira do pai. Em 1892, com a indústria de tecelagem efervescente, foi mandado para o Brasil para trabalhar numa pequena fábrica. No local, viviam muitos ex-escravos africanos.

"Donohue deve ser reconhecido como o homem que levou o jogo ao Brasil e aos pobres", falou McBrearty. Folha Online

Biografia brasileira de Fernando Pessoa revela novos heterônimos

José Paulo Cavalcanti Filho tinha um objetivo quando iniciou sua biografia de Fernando Pessoa (1888-1935): descobrir quem era o "homem real" por trás do grande poeta português.

Após oito anos de pesquisa, o autor e advogado pernambucano acabou deparando-se não com um, mas com 127 "Pessoas".

É esse o número de heterônimos do poeta catalogado pelo livro "Fernando Pessoa: Uma (quase) Biografia", que Cavalcanti lança agora.

As múltiplas personas de Pessoa vão muito além de Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos, e superam também o que pensavam os especialistas.

Cavalcanti cita no livro que, no início dos anos 1990, eram conhecidos 72 heterônimos de Pessoa. O livro acrescentou 55.

O conceito de heterônimo que adotou é amplo e não se restringe à definição padrão: "nome imaginário que um criador identifica como o autor de suas obras e que apresenta tendências diferentes das desse criador".

Inclui todos os nomes, tendo estilo próprio ou não, com os quais o poeta assinou seus textos. A decisão pode ser contestada, mas a intenção de Cavalcanti nunca foi fazer uma biografia convencional.

As excentricidades já começam pelo subtítulo: "Uma (quase) Autobiografia".

O autor refere-se ao trabalho como o "livro que escrevi com meu amigo Pessoa".

A "amizade" é das mais antigas. Começou em 1966, quando Cavalcanti leu "Tabacaria", um dos principais poemas do autor.

A partir daí, viria a montar umas das principais coleções sobre vida e obra de Pessoa.

O poeta deixou mais de 30 mil páginas com anotações sobre si mesmo, literatura, família e fatos cotidianos.

Cavalcanti usou tantos trechos que chega a dizer que seu livro tem "mais frases de Pessoa do que minhas".

"Mas não se trata", explica, "de Pessoa falando sobre si, é a palavra de Pessoa falando sobre ele. Ou melhor: é o que quero dizer, mas por palavras dele".

Cavalcanti foi ainda além: para dar unidade estilística ao texto, tentou escrever como Pessoa.

Reduziu os adjetivos e adotou outro hábito dele: o uso, em média, de três vírgulas antes de um ponto final.

SEM IMAGINAÇÃO

Durante a pesquisa, Cavalcanti foi até quatro vezes por ano a Portugal. Leu centenas de documentos e entrevistou parentes e pessoas que conviveram com Pessoa.

Dessas andanças, saiu com a certeza de que o poeta é o autor "menos imaginativo" que existe.

"Tudo o que escreveu estava realmente à volta dele. Não tinha nada inventado".

Como exemplo, cita "Tabacaria". O poema menciona cinco personagens e Cavalcanti revela que todos realmente existiram e eram próximos do poeta.

Quando se trata de Pessoa, contudo, nem tudo é claro. "Sabes quem sou eu? Eu não sei", já advertia o poeta.

Sobre sua vida sexual ainda paira uma imensa dúvida. Teria sido gay? Cavalcanti acha que sim, embora não existam provas.

Também não há certeza sobre se teria ou não transado com Ophelia, seu mais conhecido relacionamento (Cavalcanti pensa que não foram além de beijos ardentes e leves toques nos seios).

Cultivar mistérios, ao que parece, fazia parte do estilo de Pessoa, e isso também Cavalcanti tentou incorporar.

O poeta tinha por hábito, diz o biógrafo, embaralhar as datas. O heterônimo Alberto Caeiro, por exemplo, morreu em 1915, mas há textos datados de 1930 atribuídos a ele.

No prefácio do livro, Cavalcanti também colocou uma data futura: 13/6/2011. Dupla homenagem, já que Pessoa nasceu nesse dia, em 1888. Folha Online

Top transexual Lea T. surge sensual em ensaio de revista

A modelo transexual Lea T. é a estrela de um editorial de moda da revista "MAG!".

O ensaio foi feito durante a passagem da top por São Paulo, em janeiro.

A publicação chega às bancas na quinta-feira, com tema o "Realidade x Ficção". Folha Online

De casamento marcado, mulher segue ladrão e recupera documento

Uma motorista que teve a bolsa levada por ladrões enquanto estava parada em um semáforo na Bela Vista (região central de São Paulo) perseguiu os criminosos por mais de cinco quadras e conseguiu, com a ajuda de um policial militar à paisana, deter um dos suspeitos, nesta sexta-feira.

Ofegante após a corrida, a vítima disse à reportagem que está com o casamento marcado para amanhã, às 11h, em um cartório na Vila Mariana, e que por essa razão não poderia ficar sem seus documentos. Todos foram recuperados.

A motorista, que completa 53 anos na próxima semana, não quis ter o nome divulgado. Ela estava na esquina da rua Conselheiro Ramalho com a rua Manoel Dutra quando dois ladrões estouraram o vidro de Ford Fiesta, por volta das 18h10. A bolsa, alvo dos assaltantes, estava sobre o banco do passageiro.

Ela, então, abandonou o carro na via, interrompendo parte do trânsito, e correu atrás da dupla, que subiu até a rua Rui Barbosa.

Um policial militar que estava na rua, fora do horário de trabalho, assistiu à perseguição e se juntou à mulher. Ele conseguiu segurar um dos rapazes e recuperar a bolsa na rua Maria José, próximo ao número 189. O outro rapaz fugiu.

Testemunhas disseram que a mulher deixou o carro gritando para que os ladrões devolvessem pelo menos seus documentos.

"Na hora não tive medo, só pensei nos meus documentos, porque a segunda via demorou muito para sair", disse. A polícia orienta que vítimas não reajam em casos de assalto.

Além do casamento, a motorista precisaria dos documentos para a viagem de lua de mel, agendada para domingo.

O suspeito, identificado pela PM como Diego Cavalcante, 24, foi encaminhado pelos policiais militares da 1ª Companhia do 11º Batalhão para o 5º DP (Aclimação). Aparentemente, ele não estava armado.

Logo após a prisão, o rapaz admitiu ter passagem pela polícia por roubo. No entanto, não quis falar com a reportagem. Folha Online

Farmácia Popular tem fraudes de R$ 4,19 mi

As fraudes no programa Aqui tem Farmácia Popular, do Ministério da Saúde, já causaram um rombo de pelo menos R$ 4,19 milhões aos cofres públicos do país, segundo dados do Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS).

A irregularidade consiste no uso de CPF e registro no CRM (Conselho Regional de Medicina) de pacientes e médicos que, supostamente, nunca retiraram ou receitaram os medicamentos comercializados pelas farmácias fraudadoras.

Em alguns casos, até pessoas mortas são envolvidas.

Somente em Franca (400 km de São Paulo), quatro farmácias foram descredenciadas neste ano por fraudes no programa. Juntas, segundo o ministério, elas causaram um prejuízo de R$ 2,42 milhões. Na cidade, o Ministério Público Federal investiga 11 drogarias.

Já no país, de acordo com o Denasus, 393 farmácias foram auditadas de abril de 2009 a dezembro de 2010. Dessas, 259 foram descredenciadas. Os Estados que mais concentram irregularidades são Minas Gerais (235), São Paulo (86) e Paraná (20).

De acordo com a procuradora Daniela Batista Poppi, de Franca, os desvios acontecem porque o sistema é frágil. "São vendas fictícias. O dono da farmácia não entrega o remédio e recebe o dinheiro diretamente do ministério, sem controle".

Ainda segundo ela, das quatro farmácias descredenciadas na cidade, três pertenciam à mesma pessoa. O acusado, afirma, negou as fraudes, mas não escapará de ser processado criminalmente por estelionato no prazo de 30 dias.

"Ele será obrigado a devolver todos os valores recebidos indevidamente, além da possibilidade de ser preso", disse. Em um dos casos, segundo Daniela, o proprietário confirmou a fraude e comprometeu-se a devolver os valores recebidos.

OUTRO LADO

O Ministério da Saúde negou, por meio de sua assessoria, a fragilidade no sistema do programa Aqui tem Farmácia Popular. "As fraudes são detectadas por um conjunto de regras e procedimentos construídos para evitar irregularidades", disse, em nota enviada à Folha.

No começo de fevereiro, o ministério divulgou portaria com novos mecanismos de controle das transações comerciais do programa nas farmácias, que deverão ser aplicados até final de abril.

Um deles refere-se ao cupom vinculado. O documento, que contém dados do médico e da farmácia que vendeu o remédio e é preenchido pelo paciente, agora exigirá mais informações.

A assessoria de imprensa da pasta informou ainda que, no momento em que a é detectada fraude, o caso é encaminhado para o Ministério Público Federal. Folha Online

Conselho de Medicina vai apurar caso de homem dado como morto

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo vai abrir sindicância para investigar a atuação dos médicos no caso do homem que, segundo a família, teve diagnóstico de morte cerebral quando, na verdade, estava em coma.

Serão ouvidos os profissionais do complexo hospitalar do Mandaqui, onde o paciente passou por uma tomografia, e do hospital municipal José Storopolli, onde ele está.

O caso foi revelado pela Folha. Conforme familiares, três médicos informaram que o cobrador Hamilton Souza Maia, 43, baleado na cabeça, teve morte cerebral.

A mulher dele, Eva Vilma Maia, chegou a autorizar doação de órgãos. Mas, quando ela foi ao local, viu o marido, na maca, mexer cabeça, pernas e uma mão.

Enfermeiros disseram que eram reflexos pós-morte. Depois, médicos afirmaram que ele estava vivo.

A Secretaria Estadual da Saúde, responsável pelo Mandaqui, nega que tenham dito à família que o paciente teve morte cerebral. A Secretaria Municipal de Saúde, que administra o José Storopolli, afirmou que vai investigar o caso. Folha Online

Atriz Cibele Dorsa morre após cair de seu apartamento, em São Paulo

A atriz e escritora Cibele Dorsa, 36, morreu na madrugada deste sábado, após cair da janela de seu apartamento, localizado no bairro do Real Parque, na zona sul de São Paulo. A polícia foi acionada por vizinhos um pouco depois das 2h. O caso foi registrado no 34º DP, no Morumbi.

Cibele deixou um texto no microblog Twitter pouco antes do horário da ocorrência: "LMENTO, EU NÃO CONSEGUI SUPORTAE A MORTENOS MEUS BRAÇOS MAS, LUREI...ATE ONDE EU PUDE" (sic).

A atriz lamentava a morte do noivo, o apresentador do canal E! Entertainment, Gilberto Scarpa, que se suicidou em janeiro deste ano, aos 27 anos. Sua morte foi comunicada pela própria Cibele, no Twitter.

Duas horas após a ocorrência, a irmã da atriz, Carla, postou uma mensagem no Facebook de Cibele confirmando sua morte: "Queridos amigos, Hj é o dia mais triste da minha vida, minha irmã faleceu ás 2 da manhã! Sei que ela está com Jesus, mas a dor e a saudade são muito forte!!!" (sic).

Em 2008, a atriz foi vítima de um acidente de carro na avenida Cidade Jardim, também na zona sul de SP. Na ocasião, um amigo que estava com ela não resistiu aos ferimentos e morreu. Cibele deixa dois filhos. Folha Online

Lula não sai da raia


Vitor Hugo Soares
De Salvador (BA)

Quem estiver angustiado na expectativa de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desencarne logo do poder, depois da passagem de oito anos no Palácio do Planalto, é bom tratar de achar alguma sinecura ou outro lugar confortável qualquer para enganar o tempo. Caso contrário, o conselho é encontrar um pedaço menos incômodo de calçada em algum lugar com sombra e água fresca, para esperar sentado.
Fatos políticos esta semana mostraram fartamente a gregos e baianos: Lula, além da retórica espírita, não emite nenhum sinal palpável de que pretenda de fato "desencarnar" do poder ou sair da raia política e do foco dos holofotes tão cedo.
Ao contrário: a efusiva e emblemática participação do ex-ocupante do Palácio do Planalto na festança que a comunidade árabe no Brasil lhe ofereceu no Clube Monte Líbano, em São Paulo, na noite de segunda-feira, 21, escancara para quem quiser ver que o ex-presidente pode estar pensando em muita coisa atualmente, menos em vestir um pijama para descansar no apartamento de São Bernardo com a família, ou, de bermuda e sandália japonesa, pegar uma vara de anzol para ir pescar.
Durante a homenagem no clube árabe da capital paulista, Lula deixou inúmeras pistas - algumas nítidas outras meio submersas - de que não só não quer descansar ou desaparecer por vontade própria do noticiário político, mas que já tem praticamente traçada rota e estratégia de seu próximo voo: tentar arrebatar São Paulo do bico dos tucanos e trazer a mais importante cidade da América Latina para garras e órbita de domínio petistas nas eleições municipais de 2012.
Quem prestou atenção ou não fechou os olhos de propósito (pior para o jornalismo) para fazer de conta que não está vendo ou não está nem aí, testemunhou seguramente que Lula raras vezes esteve tão à vontade quanto no Monte Líbano durante a homenagem dos integrantes legítimos (e aderentes de todo tipo) da comunidade árabe no País.
E não era para menos: cerca de duas mil pessoas disputavam um cumprimento ou um aceno, enquanto centenas aplaudiam de pé, segundo registro do repórter Claudio Leal na esclarecedora reportagem publicada na revista digital Terra Magazine sobre o evento.
A conversa com a colunista da Folha de S. Paulo, Mônica Bergamo, e as críticas duras de Lula contra dirigentes da ONU ao protestar contra a invasão da Líbia, em lugar de mandar um negociador ao país em tentativa de paz, não é coisa de quem procura repouso tranquilo.
Além do protesto com vários decibéis de volume acima do esperado pelos ouvidos mais delicados dos conhecedores das etiquetas diplomáticas, contra os "exageros" da segurança norte-americana durante a visita de Barack Obama a Brasília (fez revistas humilhantes até em ministros do governo na casa visitada).
É bom não esquecer: Lula compareceu à reluzente e animada recepção oferecida a ele pela comunidade árabe apenas dois dias depois de recusar convite do Palácio do Planalto para o almoço em Brasília com Barack Obama.
Na Capital Federal, domingo passado, quatro ex-ocupantes do palácio provaram do cardápio oferecido pela presidente Dilma Rousseff ao colega norte-americano, incluindo FHC (PSDB), visto e fotografado em conversa aparentemente nada cômoda com o colega e atual presidente do Congresso, José Sarney (PMDB).
E aqui um rápido corte como nas filmagens cinematográficas, antes do ponto final destas linhas.
A memória é parte essencial do texto e da informação jornalística. Aprendi esta lição em meus anos de Jornal do Brasil, trabalhando com o saudoso Juarez Bahia, ex-editor nacional do então imbatível (qualitativamente falando) diário editado no Rio de Janeiro. Mestre dos maiores que conheci da teoria e da prática do jornalismo no Brasil (sete prêmios Esso na bagagem, conquistados com mérito ao longo da brilhante carreira).
Transmito aqui uma lição básica de Juarez Bahia, ministrada com seu jeito sempre doce e gentil, mas firme, de baiano de Feira de Santana, mesmo quando já era um jornalista de renome nacional e cidadão do mundo: "Quanto sentar diante da máquina na redação de um jornal para produzir um texto, escreva sempre como se estivesse falando do assunto pela primeira vez, mesmo que algum "copy" reclame ou considere repetitivo. Pense no leitor que não tenha nenhuma informação ou referência prévia sobre o tema e cuide bem do enfoque, pois isto é que faz toda diferença na comparação dos jornais, em cujas páginas se publicam todos os dias praticamente as mesmas notícias". Grande Bahia!
"A semana que vem tem mais", como dizia o folclórico prefeito de São Francisco do Conde, petrolífera cidade da Região Metropolitana de Salvador, ao anunciar suas obras na TV. A convite do colega Cavaco e Silva, a presidente Dilma Rousseff inicia na próxima terça-feira sua primeira visita oficial a um país europeu depois da posse.
Vai a Portugal, onde participará na quarta-feira com o chefe de Estado português da cerimônia de entrega do título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, na Universidade de Coimbra.
Pode até parecer repetitivo, mas, a depender do enfoque, vai dar ainda muito mais o que falar.
Vale repetir: Grande Juarez Bahia! | Terra Magazine

Japan nuclear plant: Radioactivity rises in sea nearby


Levels of radioactive iodine in the sea near the tsunami-stricken Fukushima nuclear plant are 1,250 times higher than the safety limit, officials say.
The readings were taken about 300m (984ft) offshore. It is feared the radiation could be seeping into groundwater from one of the reactors.
But the radiation will no longer be a risk after eight days, officials say.
There are areas of radioactive water in four of the reactors at the plant, and two workers are in hospital.
The plant's operator says the core of one of the six reactors may have been damaged.
It has announced that fresh water rather than seawater will now be used to cool the damaged reactors, in the hope that this will be more effective.
Prime Minister Naoto Kan said the situation was "very unpredictable".
The official death toll from the 11 March earthquake and tsunami has passed 10,000, and more than 17,440 people are missing.
Hundreds of thousands of people have been made homeless; an estimated 250,000 people are living in emergency shelters. Food, water and fuel are in short supply.
The Japanese government has put the rebuilding cost at $309bn (£191.8bn). BBC News

Thousands begin London march against spending cuts


Thousands of people from across the country have started a march in London in protest at the coalition government's spending cuts.
The Trades Union Congress predicts more than 100,000 people will join the march, to be policed by 4,500 police.
The TUC said it was deploying more than 1,000 stewards to ensure the event remained "family friendly".
Ministers say the cuts are necessary to fix the public finances and critics must come up with an alternative.
More than 600 coaches were provided to take people to London on Saturday morning, and marchers set off at 1145 GMT from Victoria Embankment.
They are walking to Hyde Park for a rally from 1330 GMT where speakers will include Labour leader Ed Miliband.
The BBC's Sophie Long, who is with the marchers, says there is "the atmosphere of a festival, with bands playing".
Tax evasion
One of those protesting was Peter Keats, 54, from Lowestoft, Suffolk, who works for Jobcentre Plus.
He said: "Personally, I think it's wrong the way we are hitting the poor.
"I'm not so much worried about myself but the customers I deal with are vulnerable and I'm worried about them and I'm worried about the kids of this country".
Unison general secretary Dave Prentis joined the marchers gathering on Victoria Embankment.
"It's going to be an absolutely incredible demonstration of ordinary working people, and ordinary families, saying this coaliton has got to stop cutting jobs and public services," he said.
The largest union involved, Unite, said so many of its members wanted to take part that it could not find enough coaches or trains to ferry them to London.
Its general secretary Len McCluskey said the scale of the deficit had been exaggerated.
Outlining his economic plan, he said: "Our alternative is to concentrate on economic growth through tax fairness so, for example, if the government was brave enough, it would tackle the tax avoidance that robs the British taxpayer of a minimum of £25bn a year".
Education Secretary Michael Gove said he could understand the disquiet and anger.
"But the difficulty that we have as the government inheriting a terrible economic mess is that we have to take steps to bring the public finances back into balance," he said.
Mr Miliband is attending the march but is yet to sketch out an alternative, he added.
On Friday, the Labour leader said that "the voices of the mainstream majority" would be making themselves heard.
"I think the government will be making a great mistake if they somehow dismiss all of the people on that march as troublemakers, or just 'the same old people'. They are not," he added.
There are some concerns about disorder at the event, and a number of groups have been using the internet to call for the occupation of buildings in the West End.
The Metropolitan Police said it planned to station officers at certain sites thought likely be at risk, such as the Treasury and the entrance to Downing Street.
It has also written to businesses asking them to step up their security and to clear away any loose equipment such as ladders and dustbins that could be used as weapons. BBC News

Honduras drops arrest warrants for ousted Manuel Zelaya


A Supreme Court judge in Honduras has dismissed three arrest warrants for former President Manuel Zelaya.
The move allows Mr Zelaya to return without detention to Honduras, where he was ousted in a coup in June 2009.
Judge Oscar Chincilla said Mr Zelaya still faced corruption charges over his plan while president to hold a vote on changing the constitution.
Mr Zelaya has said the charges are politically motivated and he wanted them dropped.
He now lives in the Dominican Republic.
President Porfirio Lobo has said he would like to see a legal solution that would allow Mr Zelaya's return.
There have been clashes in recent days in the capital, Tegucigalpa, between security forces and supporters of Mr Zelaya, who are demanding his return.
He was ousted in a military coup and put on a plane to Costa Rica before he could hold a non-binding referendum on changing the constitution.
Critics say the changes would have removed the one-term limit on the presidency, allowing his re-election. He denied he was seeking re-election.
The referendum was ruled illegal by the Supreme Court and Congress, and was opposed by the army.
His ousting sparked an international uproar and left Honduras politically isolated for several months.
However, a period of relative stability began with the election of Mr Lobo as president in the November 2009 elections.
More and more governments, including the US, have recognised the Honduran government's legitimacy and re-established the ties cut during the height of the crisis. BBC News

Brasil advierte del fortalecimiento del narco en México y Centroamérica

LA PAZ (EFE) — El gobierno de Brasil manifestó preocupación por el fortalecimiento del narcotráfico en México y Centroamérica, al tiempo que llamó a las naciones sudamericanas a estrechar la colaboración regional para evitar que los cárteles de la droga también se extiendan en la región.

“Las redes están por todas partes. Nos preocupa la intensificación del problema en México, en América Central. No queremos que aquí en nuestra región la cuestión asuma una proporción comparable, y para que eso no ocurra es fundamental la cooperación”, dijo este viernes el canciller brasileño, Antonio Patriota, durante una vista en Bolivia.

Las declaraciones de Patriota se producen el mismo día en que el gobierno mexicano rechazó las afirmaciones del presidente de Ecuador, Rafael Correa, en el sentido de que los narcotraficantes “dominan territorios completos” en México.

Tras firmar varios acuerdos bilaterales con su homólogo boliviano,David Choquehuanca, Patriota aseguró en una conferencia de prensa que los países de Sudamérica han asumido “plenamente su responsabilidad para ese problema”.

Informó que su gobierno busca aumentar la colaboración con otras naciones “para que haya una conciencia cada vez más grande” de la gravedad del fenómeno del narcotráfico.


Según el funcionario brasileño, esa cooperación se llevaría a cabo en el marco de las reglas de la Organización de las Naciones Unidas (ONU) y de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur). 

Brasil y Bolivia firmarán el lunes un acuerdo de colaboración contra el narcotráfico, del que ya forma parte Estados Unidos.


El propósito del convenio es controlar la producción de la hoja de coca, base para la elaboración de la cocaína, y será observado por la ONU, de acuerdo con la embajada brasileña en territorio boliviano.

Las autoridades bolivianas defienden la costumbre de mascar hoja de coca, muy arraigada entre la población indígena de la nación, bajo el argumento de que tiene importancia cultural y no equivale a consumir cocaína.

El ministro brasileño de Justicia, José Eduardo Cardozo, representará a su país, mientras que por Bolivia lo hará Choquehuanca. Ambos y el presidente boliviano, Evo Morales, presenciarán el martes la destrucción de plantíos ilegales de coca. CNN México

luishipolito@outlook.com

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