sábado, 16 de abril de 2011

A China conduz o quinteto

Brasil, Rússia, Índia, China e, a partir de agora, África do Sul formam talvez o mais peculiar dos blocos no cenário mundial. Para começar, não nasceu da iniciativa de nenhum dos seus membros, mas de um artifício de redação de um analista econômico da megafinanceira Goldman Sachs, em 2001. Ordenando a seu gosto as iniciais dos quatro países, o autor cunhou a sigla Bric, que soa em inglês como brick, tijolo, para designar as forças emergentes fadadas a influir cada vez mais na construção do novo sistema multipolar nas relações internacionais. O analista não tinha a intenção de sugerir que essas potências em ascensão estariam igualmente fadadas a agir como um bloco, falando com uma só voz, ou a criar mais uma instância multilateral no espaço global já saturado de organismos do gênero.
Mas, mesmo não compartilhando interesses estratégicos, econômicos ou mesmo comerciais - na verdade, há mais pontos de divergência do que de convergência nas políticas dos quatro países -, os respectivos governos viram na propagação do termo, como se fosse o nome de um bloco efetivo, uma oportunidade de aumentar a frequência das aparições de seus países nos palcos planetários. E assim formaram um clube cuja finalidade primeira seria a de aumentar a participação ou o ingresso dos seus sócios em outros clubes já consagrados. Essa pelo menos tem sido a tônica dos três encontros mantidos pelos chefes de Estado do agora quinteto. No último, que acabou de se realizar em Sanya, na ilha chinesa de Hainan, consumou-se a admissão da África do Sul - embora, a julgar exclusivamente por suas posições no ranking das economias emergentes, outros países estivessem mais bem credenciados para a cooptação. É o caso do México, Coreia do Sul, Turquia e Indonésia.
A preferência pela África do Sul, com o que se agrega a letra S (de South Africa) ao acrônimo Bric, foi uma vitória da China. Não que os demais tivessem objeções a isso ou cultivassem discretamente outras alternativas, e seria de qualquer forma descabido desconsiderar a crescente projeção internacional da mais moderna nação africana. Mas a sua inclusão na entidade, sob o argumento de que seria a mais apropriada representante do continente inteiro, vem a calhar para a acelerada expansão da presença econômica chinesa na região. O fato é, por sinal, que a China está se tornando o centro de gravidade do grupo - um prêmio para o empenho de Pequim em fazer do que não passava originalmente de uma sigla um fórum cercado de atenções como os encontros do G-8 e do G-20.
A hegemonia chinesa se dá a ver na linguagem da Declaração de Sanya, o documento final do evento. Como mostra o jornalista Jamil Anderlini, do Financial Times, o texto está repleto de termos comumente empregados pelas autoridades e pela mídia estatal chinesa e, além disso, numa conversa com jornalistas, um porta-voz do governo chinês disse que o século 21, para os Brics, "deve ser de paz, harmonia, cooperação e desenvolvimento científico" - expressões típicas do jargão do Partido Comunista Chinês. Com isso, nota o jornalista, o regime passa ao público interno a impressão de que "está começando a disseminar sua mensagem no exterior e a exercer influência sobre outros mercados emergentes". Esses estratagemas são corriqueiros. A questão é saber se se fundamentam na realidade.
O Brasil, por exemplo, não perde ocasião de afirmar que ganha corpo junto aos seus interlocutores a sua reivindicação por um assento permanente em um Conselho de Segurança (CS) reformado. Assim foi quando se destacou que, em Brasília, o presidente americano, Barack Obama, manifestou "apreço" pela demanda. O mesmo se repetiu no alarde em torno do comunicado conjunto sino-brasileiro, na visita da presidente Dilma Rousseff a Pequim. Celebrou-se o fato de que a China concordou pela primeira vez em citar expressamente o Conselho de Segurança no contexto de pregação brasileira pela reforma das Nações Unidas. E ontem se saudou como outra vitória a igual menção na Declaração de Sanya. A verdade é que a aspiração brasileira é um problema para a China, porque dá gás aos pleitos similares dos seus rivais Índia e Japão, por sua vez apoiados pelos EUA. E o Brasil não entrará sozinho no CS.  ESTADÃO

Cibercriminosos voltam seus ataques às redes sociais

Trava-se no mundo on-line um duelo de titãs. De um lado, o crescimento vertiginoso do Facebook. Do outro, uma leva de cibercriminosos focados em tirar proveito dos usuários da rede.


Mark Zuckerberg, o jovem chefão do Facebook, ganhou inimigos como um californiano de 23 anos que, segundo a Panda Security, usou a rede social para obter informações, violar contas de e-mail e chantagear usuários.


Cerca de 20% dos usuários do Facebook tiveram links maliciosos publicados em seu Mural, segundo levantamento da BitDefender publicado no final de 2010. Isso inclui desde um simples spam até links que ajudam o pirata da rede a tomar posse da conta do usuário.

No último fim de semana, por exemplo, os brasileiros viram em profusão um link malicioso entre seus contatos. Um aplicativo prometia mostrar aos usuários quem havia visitado o seu perfil. Ao autorizar o acesso do programa aos seus dados, o usuário tinha publicada em seu mural uma foto, com alguns de seus amigos marcados, que ajudava a espalhar ainda mais o programa.

Esse tipo de assunto cotidiano, que explora a curiosidade e a vaidade, é frequentemente usado nos ataques. Dados da BitDefender mostram que um ataque semelhante ao do último fim de semana já chegou a gerar mais de 1,4 milhão de cliques.

Apesar do número de ameaças, o tempo de resposta aos ataques tem deixado Zuckerberg à frente nessa briga, segundo Sean Browning, diretor da Webtrends, que analisa o mercado da internet.

"Uma coisa que tanto Facebook quanto Google mostraram é uma resposta rápida a cada problema de segurança ou privacidade. Enquanto eles continuarem assim, o progresso e a expansão devem continuar", diz.

A expansão parece mesmo estar a todo vapor para o Facebook. No Brasil, a rede aumentou seu alcance. Em janeiro de 2011, sua penetração entre internautas brasileiros era 47% --um ano antes, a fatia do Facebook era de 21,9%, segundo o Ibope Nielsen.

Apesar disso, o Orkut segue na liderança, presente na vida de 70% dos usuários de internet no Brasil --uma queda em relação a janeiro de 2010, quando atraía 74% dos internautas brasileiros, também de acordo com dados do Ibope. FOLHA ONLINE

No 1º duelo, Real e Barcelona empatam em clássico polêmico

Com gols de Messi e Cristiano Ronaldo, Barcelona e Real Madrid empataram em 1 a 1, neste sábado, no Estádio Santiago Bernabéu, pela 32ª rodada do Campeonato Espanhol.

Com o resultado, o Real Madrid chegou a 67 pontos, contra 75 do rival, que lidera a competição a seis rodadas do final.

Além do clássico deste sábado, Real e Barcelona vão se enfrentar mais três vezes em um período de menos de 20 dias. Os times ainda se enfrentam pela final da Copa do Rei e pelas semifinais da Copa dos Campeões.


Os gols do jogo foram marcados no segundo tempo. O argentino Lionel Messi fez aos 8min e o português Cristiano Ronaldo marcou aos 36min. No lance que originou a penalidade do Barcelona, o Real Madrid --que era melhor no jogo-- teve Albiol expulso após o zagueiro agarrar David Villa na área.

Já no lance da penalidade a favor do Real Madrid, os jogadores Barcelona reclamaram que Daniel Alves atingiu a bola antes de derrubar o brasileiro Marcelo na área --o que não caracterizaria o pênalti.

Na história dos confrontos entre as duas potências espanholas na competição nacional, esse foi o 31º empate. O Barcelona venceu 63 vezes e Real Madrid contabiliza 68 triunfos.

Apesar de manter o Real Madrid longe da ponta, o resultado, ao menos, impediu que o Barcelona chegasse à sexta vitória consecutiva no confronto. No primeiro turno do Campeonato Espanhol, o time de Pepe Guardiola havia vencido por 5 a 0.

Na próxima rodada do Campeonato Espanhol, o Barcelona recebe o Osasuna e o Real Madrid visita o Valencia.

O JOGO

A escalação habitual do Real Madrid, com Özil, Dí Maria, Ronaldo e um centroavante foi deixada de lado. O escolhido para sair foi o alemão camisa 23, que deu lugar ao zagueiro Albiol. Com isso, Pepe foi adiantado para o meio de campo.

O Barcelona começou o jogo com a mesma formação e se manteve fiel ao seu estilo. Messi jogou livre entre os meio-campistas e os atacantes Pedro e David Villa.

Nos primeiros 25min, o Barcelona trocou passes laterais observado por dois paredões --um dos defensores do Real Madrid e outro dos jogadores de meio-campo reforçados por Cristiano Ronaldo e Di María.

Quando conseguiu um passe mais agudo, Daniel Alves deixou Messi na cara do gol --mas o argentino tentou encobrir Casillas e deixou a bola na mão do goleiro espanhol.


A maior polêmica do primeiro tempo ocorreu aos 25min, quando Villa tentou driblar Casillas na área, caiu e pediu pênalti. O time catalão foi para cima do árbitro, que nada marcou, e o zagueiro Piqué levou cartão amarelo por reclamação.

Correndo atrás do adversário e apostando apenas nos contra-ataques com Di María, o Real Madrid passou a se aventurar no ataque na segunda metade do primeiro tempo e conseguiu recuar o Barcelona.

Aos 30min, Di María desperdiçou a primeira chance. O argentino recebeu na grande área e, ao invés de cruzar na área, tentou encarar Puyol e chutar para o gol. A bola acabou na rede pelo lado de fora. Três minutos depois, Cristiano Ronaldo também perdeu ótima oportunidade ao ser desarmado por Adriano.

Já nos acréscimos, o português voltou a ter uma outra oportunidade e novamente parou no lateral esquerdo brasileiro. Após bola ajeitada por Sergio Ramos, o português cabeceou livre e Adriano salvou em cima da linha.

No início do segundo tempo, Cristiano Ronaldo sofreu falta central, quase na meia lua da área do Barcelona. Ele mesmo cobrou a meia altura, no canto de Valdés, e a bola explodiu na trave.

Quando parecia que o Real Madrid voltaria a dominar a partida, Villa recebeu lançamento na grande área e tentou driblar Albiol, que o agarrou. O árbitro marcou pênalti e expulsou o zagueiro espanhol. Na cobrança, aos 8min, Messi bateu quase no meio do gol e Casillas caiu no canto.

Com o novo panorama do jogo, Mourinho resolveu tirar Benzema --centroavante completamente anulado na partida-- e colocou o alemão Özil. Junto com o francês, Puyol também deixou o campo com dores na coxa para a entrada de Keita.

Em seguida, Mourinho trocou Xabi Alonso por Adebayor e De María por Arbeloa. As mudanças deixaram o Real Madrid vivo no jogo e, mesmo com um jogador a menos, o time de Madri não desistiu da partida.

Aos 36min, após chegar com quatro jogadores na área do Barcelona, Marcelo driblou Daniel Alves e caiu na área após um carrinho. O lance foi polêmico e o juiz marcou pênalti. Cristiano Ronaldo cobrou e empatou.

Com o empate, os nove minutos finais foram eletrizantes, com ao menos três chances de gol para cada lado. Somente o espanhol Villla perdeu duas oportunidades na cara do goleiro Casillas.

CONFIRA OS JOGOS E RESULTADOS DA 32ª RODADA DO ESPANHOL

SÁBADO


Getafe 1 x 0 Sevilla

Málaga 3 x 0 Mallorca
Almería 0 x 3 Valencia
Real Madrid 1 x 1 Barcelona


DOMINGO


12h00 Real Sociedad x Sporting de Gijón

12h00 Levante x Hércules
12h00 La Coruña x Racing Santander
14h00 Osasuna x Athletic Bilbao
16h00 Espanyol x Atlético de Madri


SEGUNDA


16h00 Villarreal x Zaragoza | FOLHA ONLINE

Militantes matam 13 soldados na Argélia, diz fonte

Militantes islâmicos mataram 13 soldados argelinos na região de Kabylie, no norte do país, disse uma fonte de segurança à Reuters neste sábado.

A emboscada aconteceu entre Azazga e Yakouren, ao leste da cidade de Tizi Ouzou, área considerada uma fortaleza da Al Qaeda no Maghreb Islâmico.

"O ataque aconteceu na sexta-feira por volta de 19h15 (horário local)", disse a fonte, que pediu para não ter o nome revelado, à Reuters.

O braço da Al Qaeda no norte da África, conhecido anteriormente como Grupo Salafista de Pregação e Combate, tem reivindicado a autoria dos ataques realizados nos últimos anos na Argélia, país que pertence à Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).

O grupo é remanescente de uma insurgência ainda maior que protagonizou uma guerra civil no país na década de 1990, na qual estima-se que 200 mil pessoas tenham sido mortas. A violência tem diminuído com as sucessivas ofertas de anistia do governo para que os rebeldes se desarmem. REUTERS | FOLHA ONLINE

"Todos temos um lado gay, mas o meu é lésbico", diz Berlusconi

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, brincou neste sábado dizendo que todo  mundo "é 25% gay", mas que se deu conta de que o seu percentual "é lésbico".

O comentário foi declarado durante seu discurso em um ato de seu partido, o PDL (Povo da Liberdade), publicado pelos meios de comunicação italianos, que ressaltaram que se tratou de uma piada em resposta à pergunta feita por um militante na plateia.

"Todos nós somos 25% gay, eu também tenho essa parcela, só que após um atento exame descobri que a minha é lésbica", disse.

O primeiro-ministro está envolvido em um processo conhecido como "Rubygate", no qual Berlusconi é acusado de abuso de poder e por pagar por sexo com a dançarina marroquina Karima el Mahroug, conhecida como "Ruby", quando ela era menor de idade.

Berlusconi ainda fez outra piada quando fez referência a alguns comentários que se referem a sua baixa estatura e comentou: "Não é que eu seja baixo, é que sou mais baixo em comparação aos meus seguranças, que medem 1,95 metro, assim é compreensível que eu apareça mais baixo nas fotos".

No discurso, o primeiro-ministro afirmou ser um homem de recordes, pois é "o presidente da história do futebol que obteve mais vitórias", o político que presidiu mais reuniões do G-8 (formado por países ricos) e "o mortal que teve mais processos na história".

Berlusconi é dono do clube de futebol Milan, na Itália.

Ela ainda aproveitou o discurso para criticar mais uma vez os juízes "de esquerda", segundo disse, que acusou de querer subverter o resultado das eleições.

"Há 17 anos os magistrados, influenciados pela ideologia de esquerda querem a minha queda sem ter êxito. Eu estou aqui e estarei sempre para defender a liberdade dos italianos", declarou.

"Sou o 'recordman' absoluto. Não só sou o presidente da história do futebol que mais ganhou, o líder político que presidiu três G8, ninguém chegou a tanto, sou também o mortal que teve mais processos na história do homem", afirmou.

"Chegarei aos 120 anos mas ainda sou mortal", para depois comentar que não só é a pessoa mais processada da história da humanidade, mas também "da história dos extraterrestres, se é que eles também são chamados na justiça". FOLHA ONLINE

Buscas pelo adolescente que caiu no mar recomeçam neste sábado, em Florianópolis

Foram encerradas as buscas por adolescente, de 15 anos, desaparecido na quinta-feira, na Baía Sul, durante aula de remo em Florianópolis. Ao amanhecer, o Corpo de Bombeiros e a Marinha recomeçam a procura.


Nesta sexta-feira, as buscas aconteceram em um raio de três quilômetros do local onde o barco em que o garoto e um amigo estavam virou.

As buscas começaram logo após o desaparecimento do adolescente, por volta das 16 horas, da quinta-feira. Ele participava de uma aula de remo e se afastou dos colegas que estavam próximos a margem. O instrutor chamou o Corpo de Bombeiros assim que notou a distância dos garotos, mas apenas um foi resgatado.

Ventava forte durante a tarde, o que pode ter colaborado para que o barco virasse. DIÁRIO CATARINENSE

Santas Casas operam com déficit anual de R$ 5 bilhões

À beira de um colapso. Esse é o termo escolhido por especialistas e administradores para definir a situação das Santas Casas no país. Responsáveis por 40% dos atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS), esses hospitais atuam hoje com um déficit em caixa da ordem de R$ 5 bilhões. Últimos dados da Con­­federação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Enti­­dades Filan­­trópicas (CMB) mostram que o custo das Santas Casas foi de cerca de R$ 12 bi­­lhões em 2009, contra um re­­passe de pouco mais de R$ 7 bi­­lhões pelo SUS. Em geral, as verbas cobrem somente 60% dos gastos. 


Em pequenas cidades, a situação é ainda mais complicada, diz a confederação. En­­quanto em Santas Casas de referência (geralmente, em ci­­dades maiores) paga-se R$ 65 para um procedimento que custa R$ 100, em hospitais pe­­que­­nos o valor é de meio a meio entre SUS e hospital. “À medida que a complexidade é menor, o SUS paga me­­nos. Os hospitais interioranos têm sofrido muito”, diz o superintendente da CMB, José Luiz Spigolon. De acordo com ele, reuniões realizadas pela confederação em estados do Nor­­deste, por exemplo, apontaram que, se não houver mu­­dança na forma de remuneração, metade tende a fechar as portas nos próximos dois anos.

Para sobreviver, Santas Ca­­sas de municípios como Pal­­meira, na Região Central do estado, fazem campanhas com a comunidade e aceitam até doa­­ções de feijão e batatinha – é comum agricultores chegarem à recepção e deixarem os mantimentos. “Como é cidade do interior, volta e meia passa algum produtor e pergunta se precisamos de um saco de feijão, se queremos batatinha. Cos­­tumamos aceitar tudo, já que até dinheiro para a comida tem sido difícil”, conta o administrador Jair Agottani Stadler.
Contratualização
Ele reclama de um sistema implementado pelo SUS chamado contratualização, que tem uma série de exigências que precisam ser cumpridas para que o hospital receba a verba integral do mês – R$ 50 mil, no caso das Santas Casas do interior. As falhas acarretam em perda de pontos e diminuição dos recursos. “Todo mês somos chamados pela Regional de Ponta Grossa para justificar cada ponto. Tem coisas absurdas. Temos uma caixa de reclamações e, se ela não é aberta todo o mês, os pontos caem. Isso é uma hipocrisia do governo. Tudo aumentando e eles tirando [a verba]. Não tem muito o que dizer”, desabafa.
De acordo com o Ministério da Saúde, esse sistema visa me­­lhorar a administração e o controle de gastos. O órgão informa ainda que o repasse de recursos para as Santas Casas no país cresceu 63% desde 2004.
Hoje, a Santa Casa de Pal­­meira recebe uma verba mensal de R$ 33 mil do Governo Federal, que cobre apenas a folha de pagamento dos 40 funcionários – os 25 médicos atuam de forma autônoma. “A nossa arrecadação como particular é pouca, arrecada R$ 10 mil. A prefeitura ajuda com R$ 4,5 mil, o que não chega a ser verba, e sim uma ‘esmola’. Ajuda, mas é muito pou­­co”, afirma Stadler. O hospital acabou pedindo socorro. Fez um projeto para torná-lo autossustentável e pe­­diu ajuda da comunidade, promovendo bingos e campanhas para doação de remédios. O dinheiro servirá para comprar um aparelho de raio X, que está sem funcionar desde o ano passado.
Em Irati, no Centro-Sul do estado, a Santa Casa acumula dívidas de R$ 800 mil e sofre por ser o único hospital de referência na região, o que ocasiona desestruturação da rede básica de saúde dos nove municípios atendidos. Segundo o administrador Claudemir Andrighi, por não receberem um primeiro atendimento de qualidade, os pacientes chegam em casos críticos, que demandam internações longas e uso de unidades de terapia intensiva (UTIs). Com isso, o doente se torna caro e o dinheiro recebido do SUS não cobre os gastos.
Tabela
O presidente da CMB, José Reinaldo Nogueira de Oliveira Júnior, afirma que a tabela para procedimentos e consultas do SUS está defasada. En­­quanto o governo paga R$ 10 por uma consulta médica, operadoras de saúde remuneram R$ 35. Partos, que custam em média R$ 700, têm repasse de R$ 300. “Por ma­is competente que seja a administração, há déficit. Muitas Santas Casas têm dilapidado o seu patrimônio para continuar o atendimento. Só não estão na UTI porque não tem vaga”.
Para a professora da Uni­versidade Federal do Rio de Ja­­neiro e vice-presidente da As­­sociação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Lígia Bahia, uma das soluções para melhorar os valores da ­tabela SUS é fazer uma regulamentação de preços. Segundo ela, não é viável que o governo repasse R$ 2 mil para uma internação enquanto hospitais privados cobram até R$ 15 mil. “O preço do privado deve ser achatado. Esses valores são completamente desfavoráveis à melhoria da saúde pública”, analisa. GAZETA DO POVO

Democratizar a cultura não é nosso interesse, diz vice-presidente da MPAA

Greg Frazier, vice-presidente executivo da Associação Cinematográfica dos EUA (MPAA, na sigla em inglês), visitou São Paulo e Brasília na última semana para pressionar autoridades locais por maior atenção no combate à pirataria.

Representando os maiores estúdios do planeta, Frazier chegou a se encontrar com políticos e equipes dos ministérios da Cultura e da Justiça.

Em entrevista exclusiva à Folha, o executivo norte-americano comentou a reforma dos direitos autorais no Brasil e explicou que a democratização do acesso à cultura não está na agenda da associação.

Folha - Por que a MPAA decidiu vir ao Brasil neste momento?

Greg Frazier - O Brasil é um território importante para nós, e vocês estão com um novo governo agora, então decidimos passar algum tempo no país conversando com autoridades culturais e judiciais sobre a reforma dos direitos autorais e outras questões relativas à proteção de conteúdo. Também queremos entender o que está na agenda das autoridades brasileiras e falar sobre nossas preocupações.

O sr. acompanha os debates sobre direitos autorais que têm surgido no início do governo Dilma?

Sim, estamos acompanhando. E eu acredito que nossa visão sobre o assunto está alinhada com o que pensam os produtores e artistas no Brasil.

Qual é sua avaliação sobre a lei de direitos autorais brasileira?

Primeiramente, ela não é muito diferente da maior parte das leis de direitos autorais pelo mundo. Há algumas coisas que podem ser melhoradas, e surgiram propostas [de flexibilização dos direitos autorais] no ano passado que soaram problemáticas para nós, mas o governo brasileiro parece ter voltado atrás e decidiu olhar a questão com mais calma. Só esperamos participar desse processo de reforma e poder analisá-lo também com mais calma.

Nossa lei de direitos autorais é de 1998. O sr. não acha que muitas coisas mudaram desde então?

Sim, você tem toda a razão. A internet transformou o ambiente com o qual os direitos autorais trabalham e mudou também a forma como esse ambiente precisa ser protegido. Hoje é tremendamente fácil roubar um filme on-line.

É muito fácil disseminar milhões de cópias de filmes ilegais. Então isso se apresentou como um novo desafio aos governos e para quem trabalha com políticas públicas, já que precisam se voltar para suas leis de direitos autorais e entender se elas são mesmo adequadas aos problemas do século 21.

O estudo que vocês fizeram no Brasil coloca mais da metade da população urbana do país em situação de "ilegalidade cultural" -55% estariam vendo filmes piratas. Não é um dado desencorajador, já que muitas pessoas podem pensar "se todos fazem, também vou fazer"?

Lamentavelmente essa atitude existe, mas não acho que a divulgação dos dados seja desencorajadora. Ela demonstra a gravidade do problema e como as autoridades precisam agir em relação a ele. O Brasil, como outros países, tem uma diversidade cultural rica e uma indústria de filmes em ascensão. Quando essa indústria crescer ainda mais, seus produtos precisarão estar protegidos.

A noção das pessoas que criaram esses produtos é que elas precisam ser recompensadas por isso. Isso vale para um repórter de jornal que está escrevendo uma matéria ou um diretor que está fazendo um filme. Se você não tiver remuneração pelas reportagens que escreve, provavelmente vai acabar não escrevendo muitas. Se você não acredita no valor da criatividade e da produção de conteúdo, você acredita em um sistema diferente do meu.

Então os direitos autorais no Brasil estão em perigo?

Não diria em perigo. Acho até que não é uma particularidade do Brasil, mas do ambiente digital. Quero dizer, pouquíssimas pessoas diriam que é normal entrar em uma videolocadora, colocar um DVD no bolso e sair andando. Todos reconhecem que isso não se faz porque é errado.

Infelizmente, essa mesma visão não parece prevalecer quando estamos na internet, já que se pode sentar diante de um computador em casa, no trabalho ou na faculdade, baixar um filme ilegalmente e achar que isso não vai afetar ninguém, que está tudo bem. Bom, o caso é que não há diferença entre um exemplo e outro.

Agora, se você não acredita no valor da criatividade, na importância de protegê-la e de remunerar as pessoas que produzem, aí talvez você consiga justificar esse tipo de ação. Mas, neste caso, você estará fazendo um grande mal à cultura.

Temos muitos defensores brasileiros do Creative Commons, sistema de licenças que torna mais flexível o uso de obras artísticas. O sr. acha que esses movimentos ajudam a democratizar a cultura?

Bem, não tenho certeza. Eles [defensores do Creative Commons] nem sempre concordam com o que pregamos. E você está falando em democratizar a cultura, isso não está entre os nossos interesses. Realmente não é a minha seara.

O que o sr. acha que um país como o Brasil, onde apenas 44% dos domicílios têm acesso à rede de esgoto, deve fazer para convencer seus cidadãos a pagarem por direitos autorais?

Não acho que é questão de "um ou outro", para ser sincero com você. Primeiramente, estamos falando das pessoas que eu represento e eles fazem entretenimento. É ótimo que as pessoas se divirtam e assistam, mas não se trata de necessidade básica para viver. Não é ar puro, água limpa. É entretenimento!

Obviamente, governos e sociedades tem que trabalhar para ter certeza que sua população possui acesso ao básico para sobreviver, mas isso não significa que você deve desconsiderar outras coisas. As sociedades convivem entre si porque se respeitam mutuamente, respeitam o que as pessoas fazem, não roubam uma das outras. Mesmo que você batalhe para colocar comida no prato, é imoral roubar. FOLHA ONLINE

Indústria cinematográfica demora para se mexer, dizem especialistas

O audiovisual vai bem, quem vai mal é a indústria cinematográfica, que tarda em buscar novos modelos de negócio. Essa é a opinião de especialistas em direitos autorais e representantes do setor ouvidos pela Folha.

A cineasta Anna Muylaert ("É Proibido Fumar" e "Durval Discos") resume a questão.

"Existe um paradoxo: se de um lado está caindo o número de pessoas que vão ao cinema, de outro está aumentando o número de pessoas que veem filme. O audiovisual nunca esteve tão poderoso quanto hoje, e um exemplo disso é o YouTube", analisa a diretora.

"O discurso antipirataria costuma enfatizar repressão em detrimento de estratégias econômicas para algo que é, em essência, um problema econômico", concorda o advogado Pedro Mizukami, pesquisador do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV Direito-Rio.

Para Mizukami, a indústria cinematográfica precisa atuar com agilidade. "E atuar com agilidade não significa investir no campo repressivo ou fazer lobby por projetos de lei, mas encontrar modelos de negócios que encarem os piratas não como criminosos e sim como consumidores potenciais", diz.

Até mesmo quem trabalha na linha de frente do combate ao comércio ilegal de produtos culturais admite que os preços elevados dificultam a disseminação das versões oficiais.

É o caso da secretária-executiva do CNCP (Conselho Nacional de Combate à Pirataria), Ana Lúcia Gomes Medina, para quem o setor precisa enxergar um modelo "mais moderno e que traga vantagens reais ao consumidor". Medina destaca a necesssidade de os estúdios diminuírem as chamadas "janelas" [espaço de tempo entre a estréia no cinema e o lançamento em DVD ou Blu-ray].

Procurado pela reportagem para comentar o tema, o Ministério da Cultura respondeu, por meio de sua assessoria de imprensa, que "o problema da pirataria diz respeito ao Ministério da Justiça". Disse ainda que a pasta tem trabalhado para levar mais salas de cinemas às periferias pelo programa "Cinema Perto de Você". FOLHA ONLINE

Nicolas Cage estava tão bêbado que não sabia onde morava, diz polícia

O ator Nicolas Cage estava tão bêbado que não sabia sequer onde morava, segundo a polícia de Nova Orleans, nos Estados Unidos. Ele foi detido na manhã deste sábado, sob suspeita de abuso doméstico.

Cage está na cidade para gravar o filme "Medallion", com Malin Akerman e Danny Huston. Ele e a mulher, Alice, estão morando em uma casa alugada.

"Cage e sua mulher estavam na frente de uma casa que ele insistia ser a deles. Ela discordou, então Cage agarrou seu braço e a levou até a casa que acreditava ter alugado. Não havia marcas no braço da mulher", diz o comunicado da polícia local, que foi reproduzido pelo site RadarOnline.

"O ator começou a bater nos carros e depois tentou entrar em um táxi. 

Nesse momento, um policial que havia sido chamado pela vizinhança percebeu que Cage estava alcoolizado e pediu que ele saísse do táxi. Cage saiu aos berros e foi levado para a delegacia", continua a nota.

O ator foi solto após pagar fiança de US$ 11 mil. FOLHA ONLINE

Gwyneth Paltrow contratou treinadora para não ter mais "bumbum mole"

A atriz Gwyneth Paltrow disse em entrevista à edição de maio da revista "Self" que contratou uma treinadora para não ter mais "bumbum mole".

"Nunca pensei que eu teria um corpo bonito. Eu era ossuda na parte de cima, mas tinha um bumbum mole", disse a atriz. "Mas minha treinadora, Tracy Anderson, mudou completamente minhas pernas, bumbum, braços e barriga. Eu me sinto melhor do que nunca".

"Quando Tracy me conheceu, ela disse que eu tinha uma bunda comprida e quadrada e ela iria redesenhá-la. Eu disse: 'boa sorte'". "O melhor era que ela estava certa. E ainda está mudando", diz. FOLHA ONLINE

Nicolas Cage é detido por violência doméstica em Nova Orleans

O ator americano Nicolas Cage foi detido na madrugada deste sábado em Nova Orleans, nos Estados Unidos, por violência doméstica, informou o site TMZ.

Cage, de 47 anos, foi detido sob suspeita de abuso doméstico e perturbação da ordem pública.

Segundo o portal especializado em celebridades, o ator ainda permanece sob custódia policial.

Cage, protagonista de filmes de ação como "A Rocha" e "Con Air - A Rota de Fuga" e dramas como "Cidade dos Anjos", recebeu o Oscar como Melhor Ator em 1996 por seu papel no filme "Despedida em Las Vegas".

Segundo o TMZ, Cage e a mulher, Alice, tiveram uma discussão após discordarem sobre qual casa estavam alugando na cidade.

Cage teria se irritado e puxado a mulher pelo braço para levá-la ao endereço correto. Segundo a polícia, não havia ferimentos nem marcas no braço de Alice. EFE | FOLHA ONLINE

Canal a cabo de Oprah Winfrey será levado para fora dos EUA

Três meses depois de o canal de TV a cabo de Oprah Winfrey ter estreado nos Estados Unidos, estão a caminho os preparativos para levar a rede a plateias internacionais.

Executivos da Discovery Communications Inc., coproprietária da rede, disse que as primeiras discussões com distribuidores em mercados estrangeiros já começaram e que as negociações devem ser aprofundadas no decorrer do ano.

"Acreditamos que o canal será lançado internacionalmente", disse Mark Hollinger, chefe dos negócios internacionais da Discovery.

Hollinger se negou a informar os países que fazem parte do plano de expansão. Além dos EUA, o canal Oprah Winfrey Network hoje só pode ser visto no Canadá.

Uma joint venture entre a Discovery e a emissora de Oprah Winfrey, OWN, foi lançada este ano nos EUA, como uma rede em grande medida voltada ao público feminino, reunindo matérias de estilo de vida, aconselhamento e outras. A audiência tem sido variada.

Mas Winfrey, vista como a mulher mais influente na televisão norte-americana, deverá dedicar mais atenção à OWN nos próximos meses, depois de ir ao ar o último episódio original de seu programa "The Oprah Winfrey Show", em 25 de maio.

Os planos internacionais da Discovery fazem parte de um esforço crescente para ampliar seus negócios no exterior. O executivo-chefe David Zaslav passa até 40 por cento de seu tempo fora dos EUA, disse ele, visitando mercados como o Chile, Romênia, Rússia e Índia.

Cinco anos atrás, apenas 10 por cento dos negócios da Discovery vinham de mercados estrangeiros. Hoje esse percentual é de um terço.

"São mercados que se assemelham aos dos EUA dez anos atrás", disse ele --um período que descreveu como "a tempestade perfeita" para os negócios, com audiência, número de assinantes e gastos com publicidade na TV a cabo todos em alta.

Uma vantagem adicional para a Discovery é o fato de muitos de seus programas de aventura e ciências parecerem feitos sob medida para públicos internacionais, já que evitam as referências culturais e piadas que podem dificultar a exportação de comédias ou dramas norte-americanos. REUTERS | FOLHA ONLINE

Saída do Orkut é facilitada por aplicativos

Deixar o Orkut de lado para adotar o Facebook pode ser desanimador. Onde ficarão suas fotos e seus amigos da rede antiga? Alguns serviços ajudam nesse processo.

O Migrakut (migrakut.com) é um aplicativo para Facebook que permite que você leve para a rede de Zuckerberg seus álbuns do Orkut.

Nos testes da Folha, a migração teve alguns tropeços, mas foi completada com sucesso --foram importadas, inclusive, as legendas das fotos do Orkut.

O Orkut Dejavu (orkutdejavu.foamsnet.com) funciona de maneira parecida na importação das fotos. Os desenvolvedores da ferramenta prometem que um serviço de importação de scraps (recadinhos deixados no perfil do Orkut) chegará em breve.

A retomada dos contatos é mais complicada. Em 2009, o Facebook tentou angariar usuários ao criar uma ferramenta que importava os contatos do Orkut sem grandes dificuldades. Depois disso, o Google desativou a função do Orkut que exportava contatos com seus e-mails.

Uma dica para recuperar parte dos contatos é ir até a página Localizar amigos (on.fb.me/locamigos), no Facebook. Lá, você pode ver se seus amigos do Live Messenger ou de outros serviços de e-mail estão no Facebook e, em seguida, adicioná-los. Na caixa Outras ferramentas, você pode enviar arquivos com os seus contatos.

Para não deixar nenhuma rede social de lado, uma dica é usar o Social Menage (ontheweb.com.br/socialmenage), aplicativo do Facebook que integra as várias redes em uma só interface para o usuário. FOLHA ONLINE

Menos exigências na hora de contratar

SÃO PAULO - As posições começam a se inverter. Se no passado era o trabalhador que corria atrás das empresas para conseguir um bom emprego, hoje são as empresas que fazem qualquer negócio para contratar ou manter um funcionário. De acordo com pesquisa feita pela Fundação Dom Cabral com 130 companhias, responsáveis por 22% do Produto Interno Bruto (PIB), 92% das empresas estão com dificuldade para contratar profissionais.
Nesse cenário, vale tudo para preencher uma vaga, desde importar mão de obra de países vizinhos e fazer anúncios de emprego durante a missa até designar profissionais para promover a imagem do grupo entre candidatos. Foi-se o tempo também que para encontrar um bom emprego era preciso ter pós-graduação, mestrado e doutorado, além de experiência na área. Hoje muitas companhias já abrem mão dessas exigências.
Dados da pesquisa da Dom Cabral mostram que 54% das companhias reduziram os requisitos na contratação de pessoal para a área técnica e operacional. Nos cargos estratégicos, 28% das empresas também diminuíram as exigências, como pós-graduação, fluência em idiomas e experiência. A solução tem sido contratar o profissional sem experiência, treiná-lo e capacitá-lo com cursos moldados à necessidade da companhia.
"O poder mudou de lado", resume o professor da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende, responsável pela pesquisa. Na avaliação dele, hoje quem está dando as cartas no mercado são os trabalhadores, e não mais as empresas. "A situação é resultado de uma série de armadilhas criadas pela própria sociedade. Primeiro desvalorizou-se a mão de obra técnica. Depois inundamos o mercado com profissionais diplomados e baixa qualidade".
Para o professor, o Brasil precisa acelerar a criação de uma nova política de emprego para não atrapalhar o ciclo de investimentos que se intensificará com a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Apenas as empresas pesquisadas pela Dom Cabral afirmaram que vão demandar nos próximos seis anos 28 mil pessoas na área operacional, 21 mil engenheiros e 10 mil técnicos.
Mesmo reduzindo as exigências, algumas companhias demoram até seis meses para encontrar um profissional. "A concorrência está muito grande. Enquanto você prepara a contratação, o candidato já conseguiu outra proposta e temos de começar tudo de novo", diz a gerente de Recursos Humanos da Masb Desenvolvimento Imobiliário, Mariangela Tolentino, que tem 250 vagas em aberto.
Embora atinja todos os níveis, o problema é mais delicado em cargos técnicos e operacionais. Falta de tudo, de engenheiro a pedreiro. " Temos de investir em novas tecnologias para reduzir a dependência da mão de obra", diz o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Sergio Watanabe. ESTADÃO

Papagaio já está na lista dos procurados pela polícia

O assaltante de bancos Cláudio Adriano Ribeiro, o Papagaio, já faz parte da lista dos procurados da Delegacia de Polícia de Capturas, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). No entanto, o delegado Eduardo de Oliveira Cesar lembra que se trata de mais um foragido do regime semiaberto, não sendo prioridade absoluta. 


Essa é a sexta vez que o criminoso foge do sistema penitenciário.

Mesmo assim, os primeiros levantamentos sobre o possível paradeiro de Papagaio já foram realizados ainda na noite de sexta-feira, quando a Susepe registrou oficialmente a ausência do detento após ele não ter se apresentado ao Albergue de Montenegro, onde estava desde o dia 7 deste mês. “Já enviamos o alerta até para Santa Catarina”, observa o delegado, ao recordar que o apenado esteve refugiado em território catarinense nas fugas passadas.

De acordo com a Susepe, a empresa fabricante de telhas de Bom Princípio, informou que Papagaio não compareceu ao emprego na sexta-feira sob alegação de que estava doente. Ainda que esteja realmente enfermo, ele não poderia deixar de comparecer no albergue no horário previsto de retorno ao estabelecimento penal. Condenado a 36 anos e 11 meses de prisão por assaltos a bancos e carros-fortes, Papagaio já cumpriu quase 13 anos da pena. 

Recentemente, Papagaio cumpriu uma suspensão da Susepe depois de não voltar ao presídio, em 25 de fevereiro. O detento justificou a ausência alegando ter ido a uma escola de Montenegro na tentativa de obter vaga para retomar os estudos. O proprietário da empresa empregadora, Cláudio Vogel, confirmou o relato e disse ter liberado o apenado na tarde em que a exportadora foi inspecionada.  CORREIO DO POVO

luishipolito@outlook.com

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