quinta-feira, 28 de abril de 2011

USP adia novamente decisão sobre mudanças no vestibular

O Conselho de Graduação da USP decidiu na tarde desta quinta-feira adiar novamente a decisão sobre mudanças no vestibular da Fuvest. Uma nova reunião foi marcada para o dia 19 de maio para discutir o assunto.

A USP entendeu que é é preciso mais discussões para colocar as mudanças em votação. Caso não haja decisão na próxima reunião, as modificações no vestibular não valerão para 2012.

A discussão já havia sido adiada no dia 31 de março, em reunião do conselho que aprovou o aumento do bônus de 12% para 15% no seu vestibular para alunos de escolas públicas.

Entre as mudanças em estudo estão o número de aprovados para a segunda fase e a composição da nota de corte.

Na reunião de março rambém foi aprovada a necessidade de autenticação das informações prestadas pelo candidato na inscrição, para evitar "treineiros piratas". FOLHA

Estudantes e trabalhadores ganharão bolsa de ensino técnico

Estudantes de ensino médio e trabalhadores receberão bolsas de estudo do governo federal para fazerem cursos profissionalizantes.

A medida foi anunciada nesta quinta-feira em cerimônia de lançamento do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) pela presidente Dilma Rousseff e ministros.

O programa tem como meta oferecer 8 milhões de vagas em cursos técnicos de diferentes durações até 2014 --3 milhões de vagas por meio de bolsas. O número total de bolsas para este ano ainda não está definido, pois ainda depende da aprovação do Pronatec pelo Congresso.

Parte das bolsas será para cursos de nível médio com até 800 horas de duração --cerca de um ano-- e parte para cursos de menor duração (até 160 horas).

O valor do benefício irá variar de acordo com o tipo de curso e a instituição que ofertá-la, mas, segundo o ministro Fernando Haddad (Educação), a estimativa é que seja entre R$ 1.200 e, no caso dos de maior duração, R$ 5.600, contando toda a duração do curso.

Do valor da bolsa, uma parte será destinada às instituições que receberem os alunos e outra parte, referente a transporte e alimentação, ao próprio estudante.

A seleção dos beneficiários, no caso dos alunos de ensino médio, caberá às secretarias estaduais de Educação.

Outra medida é a inclusão do ensino profissionalizante de nível médio no Fies (programa federal de financiamento estudantil), em que o pagamento das mensalidades é feito só depois da formatura.

Poderão se beneficiar estudantes e empresas que queiram matricular seus funcionários em cursos de qualificação. As condições de pagamento serão facilitadas: o prazo de pagamento será em até seis vezes o tempo do curso. FOLHA

Lojas Renner tem lucro de R$ 47,6 milhões no 1º trimestre

A Lojas Renner divulgou nesta quinta-feira que teve lucro líquido de R$ 47,6 milhões nos três primeiros meses do ano, ante R$ 36,9 milhões obtidos no mesmo período em 2009.

A geração de caixa da varejista de roupas, medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), alcançou R$ 85,2 milhões entre janeiro e março, contra R$ 73,1 milhões apurados um ano antes.

A margem, por sua vez, passou de 16,6% para 16,4%. REUTERS/FOLHA

Com Minha Casa Minha Vida, lucro da Cury sobe 735% 2010

A Cury Construtura registrou lucro líquido de R$ 52,1 milhões em 2010, 735% a mais do que em 2009, impulsionado pelas vendas feitas dentro do programa Minha Casa, Minha Vida.

Segundo nota da empresa, 90% das vendas do ano passado foram feitas dentro do programa do governo federal. Fábio Cury, o presidente da empresa, diz que o MCMV foi "fundamental para atingir o excelente desempenho".

O Ebitda (receitas antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, na sigla em inglês) fechou em R$ 55 milhões, um crescimento de 308,3% em relação ao ano retrasado.

O lucro bruto aumentou R$ 30 milhões, e ficou em R$ 81,4 milhões.

Em 2010, a construtura fez contratos para 5.898 unidades habitacionais com a Caixa Econômica Federal. Em 2009, foram 3.500.

A Cury atua em 15 cidades nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, e constrói 8.000 unidades simultaneamente. O foco da empresa são os clientes de baixa renda. FOLHA

BNDES quer cobrar mais contrapartidas sociais em empréstimos

O BNDES discute a ampliação de contrapartidas sociais para a liberação de financiamentos, a fim de evitar novos motins e paralisações em obras de infraestrutura, entre elas projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), afirmou na quinta-feira o presidente do banco, Luciano Coutinho.


"É preciso trabalhar com mais antecedência. Preparar mais cedo as regiões de entorno e prevenir mais e fazer mais também", disse Coutinho, durante encontro da edição latino-americana do Fórum Econômico Mundial.

Recentemente, houve uma onda de greves, paralisações e manifestações em canteiros de obras estruturantes, como as usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau (RO), empreendimentos que fazem parte do PAC.

Nesta semana, proprietários rurais e fazendeiros bloquearam os acessos às obras do Porto do Açu, em São João da Barra (RJ). O projeto, do empresário Eike Batista, prevê investimentos de mais de R$ 3,5 bilhões para a construção de um terminal portuário, um pólo industrial e usinas térmicas.

Os proprietários de terra reclamavam do valor das indenizações oferecidas para as desapropriações que viabilizam o empreendimento, ao passo que os operários das hídricas protestavam contra as condições de trabalho e salários.

Para Coutinho, existe um entendimento dentro do governo que as intervenções sociais em áreas afetadas precisam começar antes dos prazos estabelecidos, atualmente em média de 1 a 2 anos do início da obra civil.

"Desde a preparação do projeto já se toma providência. Temos que ter preocupação antes e dar condições de habitação, saneamento e qualificação", acrescentou. REUTERS/FOLHA

Redecard habilita 23 mil com celular para atingir classe C

A processadora de transações com "dinheiro de plástico" Redecard já habilitou 23 mil vendedores ou prestadores de serviços a usar celulares em "maquininhas de cartão de crédito", como estratégia para atingir a classe C. O público-alvo são profissionais autônomos, como taxistas ou profissionais liberais de saúde.

"O número é incipiente em relação ao nosso parque de 1 milhão de 'maquininhas', mas mostra o nosso compromisso em expandir essa operação", disse o diretor-executivo de Finanças Marcelo Kopel, em teleconferência com jornalistas, para comentar o balanço do primeiro trimestre.

A empresa anunciou ontem à noite que teve um lucro de R$ 281,3 milhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa um decréscimo de 20,2% sobre os ganhos apurados em idêntico período de 2010.

Kopel preferiu não revelar a meta para essa operação neste ano. Em termos de expectativas, o executivo somente admitiu a companhia acompanha as projeções do mercado, que preveem um crescimento entre 20% e 22% no volume de negócios com cartões de crédito e de débito.

No primeiro trimestre, o volume financeiro movimentado por cartões de crédito aumentou 28,7%, enquanto o giro financeiro com os "plásticos" de débito subiu 32,2%. Ambos os números são comparações com os primeiros três meses de 2010.

Em março, a Redecard contabilizava uma base de 1,14 milhão de equipamentos POS, ante 1,01 milhão em março do ano passado.

26ª BANDEIRA

A Redecard não descartou hoje tornar a marca Elo, dos bancos Bradesco e Banco do Brasil, na sua 26ª "bandeira". "A gente já manifestou em interesse em capturar [transações] com essa bandeira", disse hoje Kopel, sem fornecer maiores detalhes sobre eventuais negociações.

Com essa nova bandeira, Bradesco e BB visam atingir a classe C e têm por meta uma participação de mercado de 15% no setor de cartões de crédito, débito e vales, num prazo de cinco anos.

Inicialmente, mais de um milhão de estabelecimentos credenciados na Cielo --credenciadora em que os bancos têm participação-- já poderão aceitar os plásticos da nova bandeira. FOLHA

Banco BR Partners compra franqueadora do Burger King

O banco de investimentos BR Partners fechou acordo para a aquisição do controle da BGK do Brasil, uma das maiores franqueadas do Burger King na América Latina.

Com 63 lojas da rede de fast-food apenas no Estado de São Paulo, a BGK pretende seguir em uma estratégia de expansão com 200 novas unidades, também no Estado, assim que o negócio estiver concretizado.

O antigo controlador e sócio fundador da BGK, Luiz Eduardo Batalha, deterá participação e permanecerá ligado à operação do negócio.

O valor da operação não foi divulgado. FOLHA

Empresa japonesa criará 500 empregos em Guaratinguetá (SP)

A AGC Group, maior fabricante mundial de vidros para o setor automotivo e construção civil, vai criar 500 empregos diretos na fábrica que construirá em Guaratinguetá, interior do Estado de São Paulo, e investir cerca de R$ 750 milhões na unidade.

O anúncio oficial será feito amanhã pelo governador Geraldo Alckmin e por representantes da empresa, segundo informou o vice-governador Guilherme Afif Domingos. Essa será a primeira unidade da empresa japonesa na América de Sul.

A indústria deverá iniciar sua produção em 2013. A meta é fabricar 220 mil toneladas de vidro ao ano --sendo 20% para o setor automotivo e 80% para a construção civil. A AGC tem como principais concorrentes as empresas Saint-Gobain e a Guardian.

"O objetivo é aproveitar a expansão setor automotivo no país e também o bom momento do ramo da construção", diz Afif Domingos.

Já anunciaram fábricas no interior de São Paulo ao menos três montadoras: Chery, em Jacareí, Hyundai, em Piracicaba, e Toyota, em Sorocaba. No total, as três asiáticas vão investir cerca de US$ 1,9 bilhão no interior paulista. FOLHA

Vale anuncia entrada na usina de Belo Monte

A Vale anunciou hoje a sua entrada na usina de Belo Monte, maior projeto de hidrelétrica em construção no país. A mineradora vai assumir a participação da Gaia Energia (grupo Bertin), estimada em R$ 2,3 bilhões.

A cifra representa a fatia dos investimentos que seriam feitos pela Gaia --o valor pago à empresa não supera R$ 5 milhões, segundo a Vale, e correspondem apenas a despesas realizadas até agora.

O grupo Bertin tem problemas financeiros e encontrava dificuldades pagar sua parcela da concessão da usina.

Segundo José Carlos Martins, diretor-executivo de comercialização e estratégia da Vale, não houve interferência do governo na decisão de comprar uma fatia de Belo Monte.

A Vale fará um aporte direto de até R$ 780 milhões no consórcio --o restante virá do BNDES, que financia cerca de 75% do projeto.

A Vale entrará no consórcio liderado pela Chesf como autoprodutora. Ou seja, poderá retirar energia correspondente à sua participação na usina, sem vendê-la ao mercado.

Com a aquisição, a Vale vai elevar sua geração própria de energia de 45% para 63%. FOLHA

Panasonic cortará 17 mil empregos nos próximos dois anos

A japonesa Panasonic anunciou nesta quinta-feira que cortará pelo menos 17.000 empregos em todo o mundo durante os próximos dois anos, após ter extinguido outros 17.650 postos de trabalho desde março de 2010.

A fabricante de produtos eletrônicos baseada em Osaka apresentou nesta quinta-feira um plano empresarial para dois anos que estabelece que seu quadro de funcionários, atualmente com 366.937 empregados, ficará com 350 mil pessoas antes de março de 2013.

Em 1º de abril, a Panasonic completou a absorção da Sanyo, que no final de dezembro de 2009 havia sido transformada em sua filial, e também a da Panasonic Electric. EFE/FOLHA

Polícia mineira procura jovem suspeita de mandar matar o pai

A polícia de Minas Gerais diz acreditar estar perto de localizar a estudante de direito Érika Passarelli Vicentini Teixeira, 29, suspeita de planejar a morte do pai para receber R$ 1,2 milhão de apólices de seguro de vida.

Segundo informações da polícia, Mário José Teixeira Filho, 50, planejou forjar a própria morte com a filha. "Érika receberia o valor do seguro e dividiria com o pai", explicou o delegado Wagner Pinto, da Divisão de Crimes Contra a Vida.

Pai e filha pretendiam encontrar um corpo que pudesse ser identificado como o de Teixeira, mas os dois se desentenderam, e o pai desistiu do golpe. De acordo com testemunhas, ele temia que a filha o matasse.

Teixeira Filho tinha vários registros por estelionato e um mandado de prisão em aberto.

A desistência, segundo a polícia, não desanimou Érika, que pediu a ajuda do namorado, Paulo Ricardo Ferraz, 19, e do sogro, o cabo da PM Santos das Graças Ferraz, 48, para assassinar o pai, de acordo com a polícia. O jovem está preso.

Imagens de câmeras de um posto da Polícia Rodoviária Federal mostram o Palio dirigido por Teixeira sendo seguido por uma van Sprinter, no dia do crime.

Conforme a polícia, o cabo Ferraz, que tem 29 anos de corporação e também está foragido, dirigia a van. Ele lutou com a vítima antes de dar três tiros na cabeça de Teixeira em 4 de agosto do ano passado.

Após ter a prisão preventiva decretada, nesta semana, a estudante fugiu do apartamento de alto padrão onde vivia com a mãe e o padrasto no bairro Belvedere, em Belo Horizonte (MG).

SEGURO DE VIDA

Os três seguros de vida de Mário José Teixeira Filho foram contratados cerca de um mês antes de sua morte. Érika chegou a dar entrada na papelada para receber o dinheiro, mas as seguradoras não pagaram porque o inquérito policial estava em andamento.

A estudante já esteve presa, por estelionato praticado contra lojas de luxo em Belo Horizonte. FOLHA

Dois moradores de rua são mortos a facadas em Salvador

Dois moradores de rua foram mortos a facadas na madrugada desta quinta-feira no bairro de Itapuã, em Salvador. Nenhum suspeito foi preso.

Segundo informações da Polícia Militar, os homens --de identidade não revelada e com idades entre 60 e 70 anos-- foram feridos no tórax, costas e abdome. Os corpos foram encontrados na rua Dorival Caymmi por volta das 5h30 e encaminhados ao IML (Instituto Médico Legal).

O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa. Ainda não há informações sobre o autor do crime ou testemunhas que possam ajudar a identificá-lo. FOLHA

Filha de Vinicius de Moraes é encontrada morta no Rio

Filha do cantor e compositor Vinicius de Moraes, Luciana de Moraes, 55, foi encontrada morta por volta das 8h30 desta quinta-feira, depois de cair da janela do seu apartamento no terceiro andar de um prédio no Leblon (zona sul do Rio), onde morava com sua companheira e com o afilhado.

De acordo com policiais militares do 23º Batalhão, do Leblon, Luciana estava com ferimentos nos pulsos, que teriam sido provocados por uma faca. Até as 10h30, o corpo permanecia no local para realização da perícia da Polícia Civil.

Bombeiros chegaram a ser acionados para prestar socorro, mas a filha do compositor já estava morta. Policiais da 14ª Delegacia (Leblon) também seguiram para o local.

A polícia investiga a possibilidade de suicídio e pegou informações com empregados de Luciana. Ela era fruto do terceiro casamento de Vinicius de Moraes, com Lila Bôscoli, bisneta da compositora Chiquinha Gonzaga. FOLHA

Quadrilha que clonava cartões lesou ao menos 10 mil, diz Polícia Federal

A quadrilha presa nesta quinta-feira pela Polícia Federal em São Paulo, acusada de clonar cartões bancários, lesou ao menos 10 mil clientes de vários bancos nos últimos dois anos.


De acordo com o delegado Osvaldo Scalezi, responsável pelas investigações, o grupo "trabalhava como uma empresa bem estruturada, cada um tinha uma função".

O esquema começava com a compra de máquinas de cartões adulteradas, que tem dispositivos que copiam os dados dos cartões durante as transações --os chamados "chupa-cabras". Cada uma valia entre R$ 5.000 a R$ 10 mil.

Criminosos se passavam por técnicos das empresas e, com falsas solicitações de manutenção, visitavam comerciantes e trocavam as máquinas normais por "infectadas", como são chamadas pela polícia. Os falsos técnicos cobravam até R$ 2.000 pelo serviço.

As máquinas, então, ficavam "trabalhando" para os criminosos, copiando e armazenando os dados e senhas de todos os cartões que passavam por ela, sem que comerciantes e clientes suspeitassem.

Após determinado tempo, o falso técnico voltava ao estabelecimento e trocava as máquinas novamente, para descarregar todos os dados copiados ilegalmente.

Durante a investigação, a PF conseguiu prender em flagrante duas pessoas, no momento em que trocavam as máquinas. Algumas adulterações mais sofisticadas incluíam um dispositivo wireless, que permite o envio dos dados para um laptop instalado próximo ao ponto comercial --deste modo, os criminosos evitavam a troca de máquinas.

O foco da quadrilha, segundo o delegado, eram os cartões de débito. Com eles, o grupo confeccionava clones e sacava dinheiro em caixas eletrônicos. Mas a quadrilha também lucrava com cartões de crédito e comprando equipamentos eletrônicos e joiais, revendidas para receptadores pela metade do preço.

A investigação apontou que, em alguns casos, comerciantes permitiam o uso dos cartões clonados em seus estabelecimentos, repassando dinheiro para os criminosos mediante pagamento de comissão.

De acordo com o delegado, a quantidade de dados clonados passou a ser tão grande que a quadrilha não conseguia mais fabricar tantos cartões, e passou a revender os dados para outros criminosos. O valor de cada lote de dados variava de acordo com o banco --bancos "prime", cujos clientes movimentam mais dinheiro, valiam mais.

CRACHÁ

O esquema começou a ser investigado pela PF há cinco meses, quando um comerciante desconfiou de um técnico. Ele questionou uma ordem de serviço para o reparo da máquina e disse que iria confirmar pelo telefone com a empresa. Assustado, o falso técnico fugiu, mas antes o comerciante conseguiu arrancar seu crachá --que também era falso.

Na operação desta quinta-feira, 11 pessoas foram presas e serão indiciadas sob suspeita de furto qualificado mediante fraude e formação de quadrilha. Ao todo, cerca de 15 máquinas adulteradas foram apreendidas, além de cartões clonados e impressoras de cartões.

A quadrilha atuava em todo o Estado de São Paulo, além de Ceará, Maranhão e Pernambuco. Mas os saques com cartões clonados era feito principalmente na Grande São Paulo e Baixada Fluminense.

A operação faz parte do projeto Tentáculos, parceria da PF com a Caixa Econômica Federal que monitora transações bancárias para evitar fraudes.

A investigação aponta que entre 3.000 a 3.500 contas da Caixa foram alvo da quadrilha, mas clientes de quase todos os bancos foram lesados. O prejuízo, somente da Caixa, chega aos R$ 5 milhões.

De acordo com o delegado Scalezi, os cartões com chip eram os únicos que a quadrilha não conseguia clonar. Para evitar a fraude, ele alerta aos comerciantes para que sempre confirmem qualquer serviço nas máquinas com as empresas de cartões.

Para os consumidores, as adulterações são praticamente imperceptíveis. Mas o delegado afirma que ele deve desconfiar se a máquina estiver com a carcaça de plástico solta. FOLHA

PF prende 11 em operação contra clonagem de cartões em São Paulo

A PF (Polícia Federal) em São Paulo deflagrou operação nesta quinta-feira para desarticular uma organização criminosa especializada na clonagem de cartões de crédito. Até a manhã, 11 pessoas haviam sido presas e serão indiciadas sob suspeita de furto qualificado mediante fraude e formação de quadrilha.

Foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão, além de 15 mandados de prisão temporária. A Justiça também autorizou o sequestro de bens e o bloqueio de contas bancárias dos investigados.

A investigação teve início há cinco meses, após denúncia de uma empresa credenciadora de cartões que detectou a instalação de três máquinas adulteradas em estabelecimentos comerciais.

Segundo a PF, criminosos que se passavam por funcionários da empresa instalavam as máquinas, que copiavam os dados dos clientes e permitiam a clonagem. Funcionários da própria empresa foram cooptados pela quadrilha para atuar na fraude.

O grupo, que agia principalmente na Grande São Paulo e na Baixada Santista, usava os cartões clonados para comprar joias ou produtos eletrônicos, revendidos a receptadores pela metade do preço. Eles também vendiam os cartões para outros grupos criminosos.

A investigação apontou que, em alguns casos, comerciantes permitiam o uso dos cartões clonados em seus estabelecimentos, repassando dinheiro para os criminosos mediante pagamento de comissão.

Hoje foram apreendidos cartões clonados, impressoras de cartões, máquinas adulteras, entre outros materiais. FOLHA

Bunge quer ampliar produção de álcool e açúcar no Brasil

A Bunge Alimentos quer intensificar sua atuação na produção de açúcar e álcool, disse nesta quinta-feira o presidente da empresa no Brasil, Pedro Parente.

Ele destacou que a companhia quer fazer novas aquisições e está olhando oportunidades, especialmente na área ligada à produção de cana de açúcar, matéria-prima para as produções de açúcar e álcool.

"Estamos pensando em comprar, estamos olhando. Tudo em agricultura, especialmente na área ligada à cana de açúcar, precisamos trabalhar e crescer mais. O Brasil precisa disso e nós queremos fazer", afirmou, durante a versão para a América Latina do Fórum Econômico Mundial, que acontece até amanhã, no Rio.

Ele cobrou que o governo favoreça o investimento do setor privado, que segundo o executivo, deseja elevar a injeção de recursos no país.

Nos últimos cinco anos, a Bunge investiu US$ 5 bilhões (cerca de R$ 7,85 bilhões) no setor sucroalcooleiro, segundo Parente. O grupo tem oito usinas, sendo cinco incorporadas do grupo Moema.

Parente, que foi ministro da Casa Civil no governo Fernando Henrique Cardoso, fez críticas à infraestrutura de portos, ferrovias e aeroportos brasileiros. Segundo ele, o custo do transporte de soja no Brasil supera em quatro vezes o valor que a empresa gasta pelo mesmo serviço nos Estados Unidos. FOLHA

Capital externo sai pelo 3º mês da Bolsa; FT vê 'terra de ninguém'

Entre vendas e compras de ações brasileiras, investidores estrangeiros retiraram quase R$ 530 milhões da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) neste mês, até o pregão do dia 26.

Em março, as vendas bateram as compras por uma diferença de R$ 1,7 bilhão; em fevereiro, essa diferença foi de R$ 1,18 bilhão.

O capital estrangeiro é um componente essencial para a recuperação da Bolsa brasileira, na visão de analistas, respondendo por cerca de um terço dos negócios no mercado nacional. Não por coincidência, desde o início do ano o índice Ibovespa acumula desvalorização de 4,4% (até ontem).

No primeiro trimestre, o saldo de investimento estrangeiro está negativo em R$ 2,55 bilhões, ante uma retirada de apenas R$ 203,6 milhões no mesmo período em 2010, e de um saldo positivo (compras maiores que vendas) de R$ 1,33 bilhão nos primeiros três meses de 2009.

Os números acima levam em conta somente as operações diárias no pregão à vista da Bolsa, sem considerar as aplicações dos investidores não-residentes em IPOs (oferta inicial de ações), que historicamente têm uma participação maciça de capital estrangeiro.

FINANCIAL TIMES

Em uma reportagem denominada "Batalha contra inflação no Brasil testa investidores", o diário britânico "Financial Times" apontou os impactos do "ataque verbal" das autoridades econômicas brasileiras, incluindo a presidente Dilma Rousseff, no mercado de ações nacional.

Segundo o "FT", um dos mais influentes jornais econômicos do planeta, a Bovespa corre o risco de se tornar uma "terra de ninguém", "quanto mais paira a ameaça de inflação no Brasil (...) apesar de uma economia forte, que deverá crescer 4,5% este ano".

Citando especialistas do mercado financeiro local, o diário britânico ressalta que os investidores têm dúvidas sobre as medidas que o governo deve adotar para combater a inflação, cujas taxas aceleraram nos últimos meses a ponto do governo admitir que já não persegue o "centro" da meta (4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais) para este ano. FOLHA

Governo endurece regras para utilização de cheques

O CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou nesta quinta-feira uma série de normas para a utilização de cheques que afetarão bancos, clientes e comerciantes. Entre as regras, está a obrigatoriedade dos bancos disponibilizarem informações sobre os cheques aos estabelecimentos comerciais, como se um cheque foi cancelado, extraviado ou bloqueado.

Hoje, quem presta essas informações são entidades como o Serasa e o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), com algumas informações já repassadas pelas instituições financeiras, como a devolução de um cheque de determinado cliente. Com a decisão de hoje, a responsabilidade por prestar informações aos comerciantes passa a ser dos bancos e o leque de informações será maior.

De acordo com o chefe do Departamento de Normas do BC, Sérgio Odilon dos Anjos, a tendência é que os bancos se organizem e criem uma instituição única ou mesmo contratem as entidades que hoje já existem para atender a essa determinação. As instituições financeiras têm um ano para iniciar o serviço, que poderá ser cobrado dos comerciantes.

"Nós passamos essa obrigatoriedade para os bancos. Não temos dúvida de que isso vai aperfeiçoar a sistemática que tem hoje", afirmou.

TRANSPARÊNCIA

Outra mudança é que, no prazo de um ano, os bancos terão que incluir em todos os contratos já existentes os critérios que utiliza para conceder ou não cheques a um determinado cliente. No caso de novos contratos, a exigência valerá a partir de amanhã.

O CMN deixou livre para cada instituição decidir quais regras utiliza para a concessão de cheque, como já ocorre hoje, mas determinou que os bancos observem se há restrições cadastrais, o histórico de ocorrência com cheques, a suficiência de saldo e o estoque de cheques em poder do correntista.

"Hoje o banco já pode não entregar um cheque para o cidadão, é o banco que conhece o cliente. Agora, vamos transformar isso em mais transparente, em que condições vão dar ou não o cheque para uma pessoa", completou dos Anjos.

SUSTAR

Os bancos terão ainda que exigir um boletim de ocorrência quando o cliente quiser sustar cheque por furto, roubo ou extravio. Atualmente, isso já é feito por alguns bancos, mas ainda não era obrigatório. Depois de sustar o cheque nesses casos, o cliente não poderá reverter a decisão, ou seja, o cheque não poderá ser compensado.

Será impresso nos cheques também a data em que ele foi confeccionado, a exemplo do que faz hoje com a data em que o titular do cheque passou a ser cliente do banco. Para isso, os bancos terão seis meses. A medida tem como objetivo dar mais informações aos comerciantes no momento de receber o cheque. Ele poderá, por exemplo, se negar a aceitar um cheque muito antigo.

Outra norma obrigará as instituições financeiras a informar a seus clientes o nome completo e endereço de uma pessoa ou empresa que depositou um cheque que não tinha fundos. Isso será feito para permitir ao cliente regularizar sua situação junto ao portador do cheque. FOLHA

Arma ilegal cruza fronteira brasileira via serviços de motoboys

Armas ilegais estão entrando facilmente no Brasil por meio de um esquema que se utiliza de motoboys. A informação é da reportagem deGraciliano Rocha publicada na edição desta quinta-feira da Folha.

A reportagem comprou revólver e munição no Paraguai e motoqueiro entregou no Brasil. O entregador não foi abordado na ponte da Amizade. FOLHA

Colisão entre micro-ônibus e carreta mata 5 na Tamoios, em São Paulo


Um acidente matou cinco pessoas no final da noite desta quarta-feira (27) na Rodovia dos Tamoios, que liga o interior de São Paulo ao litoral norte do estado, informou a Polícia Rodoviária.
Um micro-ônibus bateu de frente em uma carreta por volta de 21h45 e depois tombou. A colisão ocorreu no km 68, região de Caraguatatuba, sentido litoral. Cinco pessoas morreram na hora.
Sete feridos foram levados ao pronto-socorro de Caraguatatuba, dos quais dois foram medicadas e liberados, enquanto cinco permaneciam internados.
O Departamento de Estradas de Rodagem informou que o micro-ônibus pertence à prefeitura de Caraguatatuba e transportava pacientes que voltavam de consultas médicas em outras cidades.
Não há congestionamento na região do acidente, mas há um esquema pare/siga que utiliza uma pista (sentido interior). G1

Morre Alice Ward, personagem que valeu o Oscar no filme "O Vencedor"

A atriz Melissa Leo aceita o Oscar por "O Vencedor"; personagem que ela interpretou morreu nesta quarta-feira


Morreu nesta quarta-feira aos 79 anos Alice Ward, mãe do boxeador Micky Ward --ex-campeão de peso médio nos anos 80-- e personagem interpretado pela atriz Melissa Leo no filme "O Vencedor", que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante neste ano.

A informação é do diário local "Lowell Sun". Alice Ward morreu no hospital Spaulding Rehabilitation, de Boston, confirmou ao jornal Dicky Eklund, outro de seus filhos, personagem interpretado no filme por Christian Bale, que recebeu o Oscar na categoria Melhor Ator Coadjuvante.

Em janeiro passado, Alice Ward, que trabalhou como empresária dos filhos durante suas carreiras no boxe, sofreu um ataque cardíaco e entrou em coma. Ela chegou a recuperar a consciência, mas desde então permaneceu internada, respirando com a ajuda de aparelhos.

Além do Oscar, Melissa Leo ganhou o Globo de Ouro e o prêmio do Sindicato de Atores dos Estados Unidos pela interpretação de Alice Ward, mãe de nove filhos, no filme de David O. Russell.

"Perdemos a líder de nossa família", disse Eklund. "Foi uma grande mulher, uma mulher forte. Ensinou a todos nós o que significava ser forte", acrescentou.

"O Vencedor" narra a história de dois meio-irmãos, o tranquilo Micky Ward (Mark Wahlberg) e o imprevisível Ecklund (Bale), que une boxe e relações familiares para retratar os esforços de um em conseguir o título de peso médio. EFE/FOLHA

"O Clone" é finalista de prêmio de televisão em Mônaco

A novela "O Clone", que foi produzida no Brasil, Colômbia e Estados Unidos, concorrerá no 51º Festival de Televisão de Monte Carlo, que será realizado entre os dias 6 e 10 de junho em Mônaco, informaram nesta quarta-feira os organizadores do evento.

"O Clone" competirá pelo Prêmio da Audiência TV Internacional dentro da seção Telenovelas junto com outras duas criações, a americana "The Bold and the Beautiful" e a turca "Asi", precisaram em comunicado.

Criada há seis anos pela Eurodata TV Worlwide e pelo Festival, o prêmio que permite os telespectadores votarem nos programas mais vistos no mundo, conta com outras duas categorias, uma dedicada às Séries de TV Dramáticas e às Séries de TV Cômicas.

Em cada uma delas competem também três programas, neste caso todos americanos: "C.S.I: Las Vegas, "C.S.I.: Miami", e "House", e as comédias "Desperate Housewives", "The Big Bang Theory" e "Two and a Half Men".

Os vencedores desta edição dos Prêmios da Audiência TV Internacional serão aqueles que atingiram as maiores audiências nos cinco continentes ao longo de 2010, explicaram os promotores do prêmio.

As séries finalistas foram pré-selecionadas entre os 15 programas de ficção mais importados de 67 países, que envolve cerca de 3 bilhões de telespectadores potenciais, destacaram.

Eurodata TV Worldwide distribui informação audiência de televisão mundial e cobre mais de 3 mil canais em mais de 80 países.

É um organismo criado pela empresa líder de estudos Médiamétrie, que mede e analisa o comportamento do público e as tendências do mercado em televisão, rádio, internet, cinema e telefonia celular entre outros meios, lembrou o comunicado. FOLHA

Revista pede desculpas por dizer que Katie Holmes usava drogas

A revista "Star" publicou na capa desta edição um pedido de desculpas à Katie Holmes, por ter dito que ela era viciada em drogas.

Após a reportagem em que dizia "Pesadelo do vício - Katie viciada", Holmes entrou com um processo contra a revista pedindo US$ 50 milhões por difamação. Segundo ela, a capa era mentirosa, antiética e desrespeitava a lei.

De acordo com o site "TMZ", o representante da atriz disse que o processo acabou com um acordo, e que a editora da revista, American Media, fez uma doação significativa à instituição de caridade de Holmes.

Parte do pedido de desculpas dizia: "A 'Star' não quis sugerir que a Sra. Holmes era viciada em drogas ou que estava fazendo um tratamento para superar o vício em drogas. A 'Star' pede desculpas para a Sra. Holmes por qualquer impressão errada..."

A atriz divulgou uma declaração nesta terça-feira dizendo que aceitava as desculpas da publicação. FOLHA

Serviço de redação a partir de redes sociais abre ao público

O site Storify lançou a versão beta (de testes) de sua ferramenta de redação criada para elaborar documentos a partir de posts publicados em redes sociais, segundo a empresa anunciou nesta segunda-feira (25).

Até agora, a plataforma estava disponível apenas mediante convite, um período no qual foram criados 21 mil documentos que foram vistos mais de 13 milhões de vezes.

O Storify foi criado em setembro de 2010 pelos desenvolvedores do Publitweet com o objetivo de oferecer a jornalistas e blogueiros um sistema que possibilitasse contar histórias com base em depoimentos, links, vídeos e imagens de portais como Facebook, Twitter, Flickr e YouTube, entre outros.

O site foi empregado por meios de comunicação americanos como o jornal "The Washington Post", a cadeia pública "NPR", e o programa "The Stream", lançamento do serviço em inglês da emissora Al Jazeera.

O Storify, cuja sede fica em San Francisco, conseguiu chamar a atenção dos investidores da Khosla Ventures, que contribuíram para o desenvolvimento do projeto com US$ 2 milhões. EFE/FOLHA

Ausência da princesa Diana será sentida em casamento de William

Elton John esteve na Abadia de Westminster 14 anos atrás, ocasião em que cantou "Candle in the Wind" no funeral de sua amiga princesa Diana. 

Na sexta-feira (29), o cantor britânico estará de volta ao local, como convidado do casamento do filho mais velho da princesa, o príncipe William, uma ocasião feliz em que a ausência de sua mãe vai ser sentida intensamente.

Mais de 1 milhão de pessoas acompanharam o trajeto do cortejo de Diana, em 1997, para prestar seus respeitos a uma figura marginalizada pela realeza no momento de sua morte, aos 36 anos, em um acidente de carro em Paris, mas que continuava extremamente popular com o público.

Para muitos, a memória de William que continua viva é a de um garoto de 15 anos, com a cabeça baixa, seguindo o caixão de sua mãe pelas ruas de Londres, visto por centenas de milhões de pessoas ao redor do mundo.

"A última vez que estivemos na Abadia de Westminster, o meu coração ficou apertado quando vi aqueles dois garotos caminhando atrás do caixão", disse Elton, referindo-se a William e seu irmão mais novo, Harry.

"Não consigo imaginar a obrigação de acompanhar, em público, em tão tenra idade, o caixão de sua mãe", acrescentou ele em entrevista a Barbara Walters, apresentadora de televisão dos Estados Unidos.

"E a próxima vez que formos à Abadia será para vê-lo entrando pelo corredor central com uma bela mulher, o amor da sua vida", disse Elton, que foi nomeado cavaleiro pela rainha Elizabeth pelos serviços de música e de caridade, acrescentando:

"Acho que é o resultado mais alegre e tenho certeza que Diana estaria muito, muito feliz com isso".

MEMÓRIA DE DIANA

Os executivos de mídia dizem que a "conexão Diana" é uma razão para que o apetite do público pela cobertura do casamento, especialmente nos Estados Unidos, onde tinha muitos admiradores, seja tão forte.

A canção "Candle in the Wind", de Elton John, se tornou o single mais vendido em todo o mundo, com 33 milhões de cópias vendidas.

Observadores da realeza dizem que William fez questão de preservar a memória de sua mãe viva, no momento em que o Reino Unido se prepara para o maior evento real desde a morte da rainha mãe, em 2002.

No ano passado, William, 28, deu de presente à sua noiva de 29 anos o anel de noivado de safira de sua mãe. O casal visitou o túmulo de Diana em Althorp Estate, no centro da Inglaterra, antes do grande dia.

"Tenho certeza que a realeza preferiria que todos esquecessem que Diana existiu, mas esse jovem nunca vai permitir que isso aconteça", disse Joan Lunden, apresentador de TV norte-americano que cobriu o casamento de Diana em 1981 e trabalha para a Fox News no casamento de William.

"(Convidar) Elton John foi uma atitude óbvia, assim como o anel, e quem sabe o que mais vamos ver na sexta-feira". REUTERS/FOLHA

Coreia do Norte não abandonará seu programa nuclear sem garantias, diz Carter

O ex-presidente americano Jimmy Carter indicou que o regime comunista norte-coreano lhe transmitiu, durante sua visita a Pyongyang, que "não abandonará seu programa nuclear sem garantias de segurança de algum tipo por parte dos Estados Unidos".

As declarações de Carter foram publicadas nesta quinta-feira, com data de quarta, no site do grupo independente "The Elders" (Os Anciãos), a organização de ex-estadistas que organizou a visita privada de três dias a Pyongyang, que chega ao fim hoje.

"Durante nossa agenda em Pyongyang ouvimos constantemente que a Coreia do Norte quer melhorar as relações com os EUA e que está preparada para conversas incondicionais tanto com os EUA como com a Coreia do Sul", indicou Carter no site do grupo.

"O ponto inváriavel, e é grande, é que eles (Coreia do Norte) não abandonarão seu programa nuclear sem garantias de segurança de algum tipo por parte dos Estados Unidos", acrescentou.

A Coreia do Norte reiterou que está disposta a voltar às conversas de seis lados sobre seu programa nuclear - das quais também participam Coreia do Sul, China, EUA, Rússia e Japão -, paralisadas desde 2008 pelo boicote do regime norte-coreano.

EUA e Coreia do Sul exigem que Pyongyang demonstre sua disposição para um diálogo sincero e que se desculpe pelo bombardeio de uma ilha sul-coreana em novembro de 2010 e pelo afundamento da corveta "Cheonan", da Marinha da Coreia do Sul, em março do ano passado.

Carter, que viaja acompanhado do ex-presidente da Finlândia Martti Ahtisaari, da ex-presidente da Irlanda Mary Robinson e da ex-primeira-ministra da Noruega Gro Brundtland, chegará nesta quinta-feira a Seul, onde dará detalhes de suas reuniões na Coreia do Norte às autoridades e à imprensa sul-coreanas.

Jimmy Carter e sua equipe se reuniram durante sua visita à Coreia do Norte com o número dois do regime comunista, Kim Yong-nam, e trataram também de assuntos humanitários como a assistência médica e alimentícia à população.

"Espero que possamos ser capazes de voltar aos EUA e à Europa com uma mensagem construtiva e positiva", indicou o ex-presidente americano e prêmio Nobel da Paz em 2002. EFE/FOLHA

Paulo Coelho lerá roteiro final de filme sobre sua vida nesta quinta-feira

O escritor Paulo Coelho contou aos seus fãs no Twitter que lerá a versão final do roteiro do filme sobre sua vida.

"Amanhã, Carol Kotscho vai me ler a versão final do filme sobre minha vida #tenso", escreveu Paulo Coelho no microblog.

Carol Kotscho é a responsável pelo roteiro do filme "2 Filhos de Francisco", que conta a história de Zezé di Camargo e Luciano, e foi convidada pelo escritor a escrever o roteiro do filme sobre sua vida há mais de dois anos.

As gravações do filme estão previstas para começar ainda neste ano. FOLHA

Câmara aprova MP sobre nova fase do 'Minha Casa, Minha Vida'

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira a medida provisória que define a segunda fase do programa federal "Minha Casa, Minha Vida".

Pelo novo texto, os custos cartoriais ficarão mais altos para as famílias beneficiadas. A MP seguirá agora para o Senado.

Na faixa de renda de 3 a 6 salários mínimos, por exemplo, os beneficiários pagarão 50% das taxas cartoriais.

Atualmente, as famílias só pagam 20%, de acordo com o relator, deputado André Vargas (PT-PR). "O setor [dos cartórios] vinha protestando", disse o deputado.

Durante a votação no plenário, a oposição reclamou que prevaleceu o lobby dos cartórios.

O texto aprovado trouxe outras mudanças. Passarão a ter prioridade no cadastro as famílias que têm entre seus integrantes alguém com deficiência física.

Também será dada prioridade para que a escritura no nome da mulher.

TETO

Atualmente, a renda máxima para participação no "Minha Casa, Minha Vida" é de R$ 4.650, com base nas regras de 2009.

O texto aprovado nesta quarta-feira acrescenta a seguinte redação: "o valor atualizado não poderá ultrapassar dez salários mínimos".

Dez salários mínimos, em valores atualizados, ficam no patamar de R$ 5.450 --o valor poderia incluir mais famílias como participantes do programa. FOLHA

Nokia cortará 7.000 empregos para reduzir custos

A Nokia vai eliminar 7 mil empregos e terceirizar suas operações relacionadas ao software Symbian buscando reduzir custos em 1 bilhão de euros (US$ 1,46 bilhão), em meio às dificuldades para competir no aquecido mercado de smartphones.

A Nokia, maior fabricante mundial de celulares em termos de volume, detalhou nesta quarta-feira uma reestruturação de seus negócios, o que incluirá a demissão de 4 mil funcionários e a tranferência de outros 3 mil para a empresa de serviços de tecnologia Accenture, totalizando 12% do seu quadro de trabalhadores na unidade de telefonia.

A Accenture assumirá as operações do Symbian e auxiliará no desenvolvimento de futuros smartphones, incluindo os aparelhos que contarão com a plataforma Windows, da Microsoft.

O negócio permitirá à Nokia reduzir custos anuais com pesquisa e desenvolvimento em 1 bilhão de euros, ou 18 por cento, até 2013, cifra que atingiu 5,65 bilhões de euros no ano passado.

A Nokia já havia anunciado em fevereiro que passaria a utilizar o Windows em vez de sua plataforma própria. A participação de mercado em smartphones tem diminuído bruscamente nos últimos anos, perdendo espaço para a Apple, entre outras fabricantes.

A companhia informou que a maior parte das 4 mil demissões ocorrerá na Finlândia, Dinamarca e Grã-Bretanha, sendo que os trabalhadores continuarão sendo pagos até o final deste ano. Na Finlândia, onde a Nokia está sediada, serão eliminados 1.400 postos. REUTERS/FOLHA

luishipolito@outlook.com

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