quarta-feira, 4 de maio de 2011

PM apreende 110 kg de crack em favela do Rio

A Polícia Militar apreendeu 110 kg de crack, além de cocaína e maconha, durante operação nas favelas Manguinhos e Mandela 2, na zona norte do Rio, na manhã desta quarta-feira. Ninguém foi preso.

A operação foi realizada após a coleta de informações pelo 22º Batalhão. O material estava em um esconderijo abandonado na favela Mandela 2.

Além de crack, havia 46 tabletes, 2.000 cápsulas e 92 papelotes de cocaína e 149 tabletes e 171 trouxinhas de maconha, segundo a PM.

Durante a operação também foram apreendidas armas --duas escopetas calibre 12 e uma pistola-- e munição. FOLHA

Polícia paquistanesa procura dono da casa onde Bin Laden vivia

A polícia paquistanesa iniciou uma operação de busca para encontrar o proprietário da casa de Abbottabad (norte do Paquistão) na qual as forças dos Estados Unidos mataram Osama bin Laden, informou um policial à agência de notícias Efe.

O proprietário do imóvel onde Bin Laden morava é um empresário chamado Arshad Khan, que segundo diferentes meios de comunicação é da cidade de Charsadda, na conturbada região de Khyber-Pakhtunkhwa, no noroeste do Paquistão.

Segundo a agência Efe, os vizinhos afirmavam que a mansão era de propriedade de dois irmãos procedentes da região tribal do Waziristão, localizada na fronteira com o Afeganistão e um dos principais redutos do fundamentalismo, que conta com uma ampla presença de talebans e membros da Al Qaeda.

Um dos irmãos era o mensageiro de confiança de Bin Laden, cujo rastro levou à localização do líder terrorista.

Abbottabad é um destino popular de férias de verão, localizado em um vale cercado de morros verdes perto da Caxemira paquistanesa. Militantes islâmicos, principalmente os que lutam na Caxemira indiana, costumavam ter campos de treinamento perto da cidade.

A mansão de Bin Laden na cidade foi construída em 2005. Alguns jornais especulam que ela já tenha sido construída com todos os recursos de segurança para manter o líder da Al Qaeda seguro.

Na época em que foi construído, o complexo residencial ficava em uma área isolada, no fim de uma estrada de terra. Com os anos, contudo, mais casas surgiram nos arredores.

Mesmo assim, a mansão se destacava das demais. Ela ocupava uma área oito vezes maior que qualquer vizinho. Era protegida ainda por dois portões de segurança e muros de cinco metros, com arame farpado no topo.

O prédio principal, a casa de Bin Laden, tem três andares. Poucas janelas de todo o complexo tinham vista para a parte externa e o terraço era escondido dos vizinhos por um muro de dois metros.

Apesar do tamanho, não havia telefone ou internet e todo o lixo produzido no complexo era queimado, segundo autoridades americanas, que falaram em condição de anonimato. EFE/FOLHA

Vizinhos relatam comportamento estranho em casa de Bin Laden

As crianças da mansão branca com câmeras em circuito fechado em Abbottabad nunca saíam para brincar. Somente agora, após a surpreendente invasão norte-americana que matou Osama bin Laden na pequena e pacata cidade paquistanesa e sob os olhos do mundo, tudo começa a fazer sentido.

O líder da rede terrorista Al Qaeda, que muitos acreditavam estar escondido nas montanhas entre o Paquistão e o Afeganistão, era na verdade um dos misteriosos vizinhos --cientes de que um movimento em falso poderia dar a dica aos agentes de inteligência dos EUA que o caçavam.

"Costumávamos jogar críquete perto da casa, mas as crianças deles nunca participavam", disse Nabeel, 12 anos. "Elas não iam à escola. Nunca as vimos indo para a escola".

Abbottabad jamais será a mesma depois que as forças especiais dos Estados Unidos chegaram de helicóptero na manhã de segunda-feira, entraram na mansão localizada entre tranquilas colinas verdejantes e mataram Bin Laden, pondo fim a uma das mais demoradas e notórias caçadas humanas da história.

Moradores espantados relembram as poucas atividades que observavam na mansão, que se destaca das outras casas da área em tamanho e valor.

Os cidadãos de Abbottabad, típica cidade paquistanesa de médio porte localizada a 50 km a noroeste da capital Islamabad, passaram anos se indagando.


Os moradores tentaram encontrar algumas respostas. Poderia ser uma família religiosa, por isso as mulheres nunca eram vistas do lado de fora.

Mas isto não explicava por que os homens da casa nunca compareciam a casamentos ou enterros --atitude incomum na sociedade muçulmana profundamente tradicional do Paquistão.


A irritação com o comportamento estranho cresceu. Durante os feriados religiosos, muitas das pessoas de Abbottabad oferecem doces umas às outras.

Mas os moradores da casa onde autoridades dos EUA dizem que o "inimigo número 1" dos Estados Unidos vivia confortavelmente eram tão antissociais que os outros nem se davam ao trabalho de bater em suas portas nestas ocasiões especiais.

"Distribuímos kheer (um doce de leite com arroz) a nossos vizinhos, mas minha mãe nunca me pediu para ir lá", disse Mohammad Kabir.

DÚVIDAS

O servidor público Tahir Mehmood lembra que as pessoas da mansão tinham uma perua e um jipe. Como outros, ele deve permanecer descrente durante algum tempo.

"A julgar pela aparência, nunca suspeitamos de que podiam ser tais pessoas", disse ele. "Não consigo acreditar que ele estava aqui. Se estava, é difícil entender como ninguém jamais o viu".

Pode demorar algum tempo para a vida voltar ao normal em Abbottabad, onde normalmente os trabalhadores se ocupam com construções civis e os fazendeiros cuidam de campos de batata e ervilha, sem câmeras de TV invasivas e repórteres ocupando a cidade.

Um rígido cordão de segurança foi instalado ao redor da mansão. As ruas estavam praticamente vazias nesta quarta-feira, porque se esperava a visita de uma autoridade militar de alto escalão à área, próxima a uma academia militar paquistanesa.

Alguns garantiram que esquecerão o assunto, mas se mostravam inquietos. Se o homem mais procurado do mundo pode viver ao lado sem ser notado, tudo é possível.

"Não haverá mudança em nossas vidas. Vamos continuar a trabalhar duro. Mas espero que não haja violência e que nossas famílias e filhos continuem seguros", disse Mohammad Ramzan, empregado de uma fazenda. REUTERS/FOLHA

EUA não tinham certeza de que Bin Laden estava na casa, diz CIA

O diretor da CIA (agência central de inteligência americana), Leon Panetta, afirmou que a inteligência dos Estados Unidos nunca teve fotografias ou outra prova concreta de que Osama bin Laden estava dentro do complexo residencial em Abbottabad, no Paquistão.

A revelação vem em meio a uma polêmica sobre o modo em que a operação foi realizada, depois que a Casa Branca admitiu que o líder da rede terrorista Al Qaeda não estava armado.

Panetta, que supervisionou a operação, disse à revista "Time" que analistas tinham apenas 60% a 80% de confiança de que Bin Laden tinha sido encontrado.

"Nós nunca tivemos evidência direta de que ele de fato esteve lá ou estava localizado lá", disse Panetta, em outra entrevista, ao programa "PBS NewsHour". "A realidade é que nós poderíamos ter entrado lá e não ter encontrado Bin Laden", disse.

O diretor da CIA, cotado para ocupar a secretaria de Defesa americana, explicou que o presidente Barack Obama aprovou a operação Gerônimo porque havia pouca chance de obter mais dados de inteligência sobre a localização de Bin Laden --que se manteve escondido por dez anos.

Depois de uma celebração que tomou as ruas de Washington e Nova York, o governo americano começa a revelar os detalhes da operação que matou o homem mais procurado do mundo.

A Casa Branca afirma que não tinha como objetivo matar Bin Laden, mas o argumento fica cada vez menos crível.

Pressionado por repórteres, o porta-voz da Casa Branca, Jim Carney, afirmou nesta terça-feira que Bin Laden "ofereceu resistência" antes de morrer e que "outras pessoas estavam armadas na casa" --o que justificaria matá-lo e não capturá-lo.

A Casa Branca disse ainda que os militares da força de elite Seals apenas atiraram "na perna' de uma das supostas mulheres de Bin Laden, mas não a mataram. Ainda na segunda-feira, o governo americano já tinha desmentido relatos iniciais de um assessor de Obama que uma mulher teria servido de "escudo humano".

Panetta confirmou a versão da Casa Branca e afirmou em entrevista à rede de televisão NBC que Bin Laden nunca se rendeu. "Também estava, como parte das regras da operação, que se ele de repente levantasse as mãos e se rendesse, então teríamos a oportunidade, obviamente, de capturá-lo. Mas essa oportunidade nunca foi apresentada", explicou.

TORTURA

Ainda na terça-feira, Panetta revelou que as informações obtidas pelos detidos nas prisões secretas da CIA mediante a polêmica técnica de "afogamento simulado" (waterboarding) ajudaram a traçar o plano que levou ao assassinato do líder da Al Qaeda.

Em entrevista à NBC, o diretor ressaltou que as pistas que levaram os serviços de inteligência a encontrarem o esconderijo do líder da Al Qaeda vieram de "muitas fontes", e não só dessa técnica de interrogatório.

"Neste caso, as técnicas de interrogatório coercitivas foram usadas contra alguns desses prisioneiros. Quanto ao debate sobre se poderíamos ter obtido as mesmas informações por outros meios, acho que esta sempre será uma questão em aberto", indicou.

Perguntado se nessas "técnicas de interrogatório coercitivas" se incluía o afogamento simulado, Panetta respondeu: "Correto".

Os críticos do "afogamento simulado" a classificam como tortura. O "afogamento simulado" consiste em amarrar um pedaço de pano ou plástico na boca do prisioneiro e, em seguida, derramar água sobre seu rosto. O detido começa a inalar água rapidamente, causando a sensação de afogamento.

O ex-presidente George W. Bush defende a técnica, a qual atribuiu informações valiosas na guerra contra o terrorismo. FOLHA

Aluna de 14 anos ameaça coordenadora com faca na zona sul de São Paulo

Uma estudante de 14 anos tentou atacar a coordenadora da escola particular em que estuda com duas facas na manhã de ontem (3) na região da Vila Mariana, na zona sul de São Paulo.

Segundo informações da SSP (Secretaria de Segurança Pública), a adolescente foi impedida de entrar na escola pela coordenadora porque não estava usando o uniforme. Momentos depois ela retornou à unidade com duas facas, passou por baixo da catraca da entrada e foi atrás da coordenadora.

Ainda de acordo com a pasta, a Polícia Militar foi acionada e a garota contou que pretendia matar a coordenadora porque não a aguentava mais, mas foi impedida por um porteiro da escola, que não teve o nome informado pela secretaria.

A adolescente foi encaminhada para a Vara da Infância e Juventude e as facas usadas por ela apreendidas. FOLHA

Gisele Bündchen volta ao Brasil na próxima semana para desfile de "lingerie"

A modelo Gisele Bündchen, 30, voltará ao Brasil na próxima semana para um desfile da grife Hope, em São Paulo. Bündchen usará apenas calcinha e sutiã.

A informação é da coluna de Mônica Bergamo publicada nesta quarta-feira na Folha. FOLHA

Jennifer Aniston coloca mansão à venda por US$ 42 milhões

Jennifer Aniston colocou sua casa em Beverly Hills à venda por US$ 42 milhões. Segundo o jornal "Daily Mail", a atriz decidiu que a mansão, que tem cerca de 830 metros quadrados, é grande demais para ela.

A propriedade foi comprada pela atriz em 2006 por apenas US$ 13,5 milhões e vem sendo reformada desde então. Ela tem cinco quartos, oito banheiros, uma cozinha profissional, sala de jogos, um spa japonês, uma piscina e um forte sistema de segurança.

"Eu percebi que isso é demais para mim, eu não sou essa pessoa. Minha vida precisa ser simplificada e com esse pensamento veio a ideia de que eu preciso vender minha casa", disse Aniston em recente visita a Londres.

A atriz revelou que pretende voltar a morar em Nova York e que está procurando uma casa pequena na cidade. FOLHA

Baixista Duff McKagan une rock e economia em vida pós-Guns n' Roses

Aos 47 anos, Michael Andrew McKagan é formado em economia pela Universidade de Seattle. Teve, por muitos meses, uma coluna mensal na revista "Playboy" americana, hoje publicada no "Seattle Weekly's Reverb", e escreve regularmente sobre esportes para o site da ESPN.

Ah, ele também é Duff McKagan, que fez fama como baixista nos grupos Guns n' Roses e Velvet Revolver.

Mas sua atenção está agora voltada para Loaded, a banda em que canta e toca guitarra, que lança agora o terceiro disco, "The Taking".

"Pessoas têm interesses variados, e os músicos não fogem à regra. Acho que agora ninguém mais estranha meu trabalho como colunista", diz McKagan à Folha, por telefone, de Seattle.

Ele conta que abriu uma empresa de consultoria financeira, mas quer mesmo é falar sobre o novo disco.

Loaded faz uma mistura de hard rock, heavy metal e punk. Os gêneros favoritos de seu líder. "Jimi Hendrix, New York Dolls, James Gang, Clash, Sex Pistols... O que ouvi desde garoto formou esse som. Chame de hard rock, apenas rock, o que quiser".

Enquanto nos dois discos anteriores era fácil separar as faixas rock pesado das faixas punk, "The Taking" apresenta esse som próprio que McKagan destaca.

"É uma mistura de verdade, orgânica. E os outros músicos do grupo têm suas influências, também fazem a diferença", afirma, parecendo bem à vontade como frontman de sua banda.

Ele não poderia passar aos vocais também no Velvet Revolver, onde toca baixo ao lado do amigo e guitarrista Slash, outro ex-Guns?

"O Velvet está parado, estamos procurando um substituto para Scott Weiland [que voltou ao Stone Temple Pilots]. Lá, sou apenas baixista. Gosto de separar as coisas".

Menos no repertório dos shows do Loaded, que inclui também material do Velvet Revolver e covers.

"The Taking" tem faixas que devem funcionar bem ao vivo, como as vigorosas "Wreckin' Ball" e "We Win".

Questionado sobre o que anda ouvindo entre novas bandas, McKagan responde com outra pergunta. "Ouviu o último CD do Glasvegas? ['Euphoric Heartbreak', terceiro álbum da banda escocesa] Sensacional! Grande! Gosto também de Florence and the Machine. Escuto muita coisa com minhas filhas, que são adolescentes".


THE TAKING

ARTISTA Duff McKagan's Loaded
LANÇAMENTO ST2/Eagle Rock
QUANTO R$ 27, em média
AVALIAÇÃO bom | FOLHA

Ator de "E.R." e "Smallville" diz que vendeu drogas para ajudar amigo

O ator Sam Jones, 28, que atuou em séries "E.R.", "Smallville" e "Blue Mountain State", disse que participou de uma grande operação de venda de drogas apenas para ajudar seu melhor amigo, que devia para um cartel mexicano.


A história foi revelada pelo site TMZ, que teve acesso a documentos do caso de Jones.

De acordo com os documentos, Jones disse que seu amigo de infância devia cerca de US$ 90 mil para o cartel.

Ele alega que teve uma "pequena" participação no caso e, por isso, espera uma pena leve. Jones assumiu a culpa na venda de 10 mil pílulas de oxycodone, uma droga sintética derivada do ópio. O ator foi preso em outubro de 2009.

A Polícia Federal americana quer que o ator passe 70 meses na prisão, o que equivale a quase seis anos.

O julgamento de Jones está marcado para o próximo dia 22 de junho. FOLHA

Elizabeth Savalla e Ary Fontoura fazem sucesso em "Morde e Assopra"

Os personagens de Elizabeth Savalla e Ary Fontoura foram unanimidade no grupo de discussão sobre "Morde & Assopra", novela das 19h da Globo. Os vilões foram elogiados.

A empregada Dulce, vivida por Cássia Kiss, também está fazendo sucesso com o público.

A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha desta quarta-feira (04).  FOLHA

Credor terá de esperar ao menos 30 dias para inscrever inadimplente

A Comissão de Constituição e Justiça aprovou nesta quarta-feira um projeto que fixa um prazo mínimo de 30 dias para que o credor possa inserir o nome do consumidor inadimplente nos serviços de proteção ao crédito. O prazo de 30 dias será contado a partir da data de vencimento para o pagamento da dívida.

O projeto foi aprovado em caráter terminativo pela CCJ e, se não houver recursos, irá para o Senado.

De acordo com o autor do projeto, Carlos Bezerra (PMDB-MT), o prazo atualmente não é o mesmo em todo o país. "A Câmara de Diretores Lojistas de cada Estado estipula um determinado prazo para registro do consumidor inadimplente", afirmou, na justificativa da proposta. FOLHA

FMI exige de Portugal privatizações e cortes de gastos sociais

Portugal terá que se submeter a duras exigências da UE (União Europeia) e ao FMI (Fundo Monetário Internacional) para receber o socorro financeiro de 78 bilhões de euros (R$ 184 bilhões), entre elas adotar um programa de privatização, suspender benefícios fiscais e cortar despesas em saúde e educação.

Uma parte do socorro será tranferida para ajudar os bancos portugueses. O acordo prevê que do total do pacote de ajuda, o sistema financeiro pode receber 12 bilhões de euros para se fortalecer.

O documento do acordo vazou nesta quarta-feira para a imprensa. Na terça-feira (3), ao anunciar que os termos do pacote de ajuda foi fechado, o primeiro-ministro demissionário José Sócrates disse que não poderia detalhar seu conteúdo antes de apresentá-lo à oposição. Mas em discurso otimista, ele afirmou que era um acordo que "defende Portugal".

CONDIÇÕES

O acordo prevê que o FMI e a UE que o socorro financeiro será liberado em parcelas, depois de uma avaliação trimestral sobre o cumprimento das exigências. Caso se identifique que Portugal descumpre os termos do acordo, novas exigências serão impostas.

O FMI e a UE exigem que Portugal "acelere" seu programa de privatização, que inclui os setores de transporte (como aeroportos e a TAP), energia (como a Galp, a EDP e a REN), comunicações (os correios) e seguros (a Caixa de Seguros). Além disso, pequenas empresas estatais também devem ser privatizadas.

O documento não cita a Caixa Geral de Depósitos não foi citada. Na terça-feira, Sócrates garantira que o banco não seria privatizado.

Os futuros credores de Portugal exigem, ainda, o fortalecimento do sistema financeiro português. Para isso, 12 bilhões de euros do pacote de ajuda poderão ser usados para aumentar o capital dos bancos, "dentro das regras de ajuda da União Europeia". Ou seja, os bancos que aceitarem o socorro, também estarão submetidos às exigências da UE, que incluem restrições e medidas de reestruturação.

Para cumprir a exigência de reduzir o deficit público de 9,1% do PIB em 2010 para 5,9% este ano, o país terá que tomar uma série de medidas fiscais especificadas no documento.


Os cortes de despesas incluem menos 195 milhões de euros para educação. Subsídios públicos para a produção de produtos e serviços privados também devem ser reduzidos. FOLHA

Apoio a Obama sobe 11 pontos em pesquisa após morte de Bin Laden

Uma nova pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo jornal americano "New York Times" mostra que o apoio popular ao presidente Barack Obama subiu 11 pontos percentuais após a morte do terrorista Osama bin Laden, assassinado por forças americanas em uma operação no Paquistão.

A pesquisa confirma a tendência, após a alta de nove pontos na popularidade de Obama, divulgada na véspera em sondagem do Pew Research Center divulgada pelo jornal "Washington Post".

Segundo o jornal, a alta da popularidade independe de filiação partidária, já que Obama é mais popular entre eleitores democratas, republicanos e independentes. No total, 57% disseram aprovar o desempenho de Obama, contra 46% no mês passado.

Apesar do otimismo, mais de seis em dez americanos concordam que a morte do líder da Al Qaeda provavelmente vai aumentar o risco de ataques aos EUA. Só 16% dos pesquisados afirmaram que se sentem mais seguros.

Quase metade das 532 pessoas consultadas dizem ainda que os EUA não devem reduzir o número de tropas no Afeganistão, onde a busca por Bin Laden começou em 2001. Obama planeja iniciar a retirada de parte das tropas do país em julho e seu governo já anunciou que nada muda na estratégia para a guerra com a morte de Bin Laden.

O aumento na popularidade de Obama, contudo, pode não durar até a eleição de 2012. Uma pesquisa "New York Times"/CBS mostrou que o ex-presidente George W. Bush teve uma alta de oito pontos percentuais depois da captura de Saddam Hussein no Iraque, em 2003, popularidade que já havia evaporado um mês depois.

A popularidade de Obama tem sido prejudicada pela economia a passos lentos e a alta do preço do combustível. Os eleitores devem voltar a focar na economia na hora de escolher seu candidato para a Casa Branca em 2012.

A pesquisa do jornal mostra que mais da metade dos americanos não aprovam a política econômica de Obama, resultado similar à enquete do mês anterior.

A pesquisa tem uma margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou para menos. FOLHA

Atividade física pode evitar uso de medicamentos por diabéticos

A prática de exercícios físicos contínuos pode evitar o uso de medicamentos no tratamento dos portadores de diabete tipo 2. A informação é resultado de um estudo pioneiro, divulgado nesta quarta-feira, realizado por uma equipe do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. O grupo é formado por pesquisadores dos setores de Endocrinologia e de Cardiologia da instituição e da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). 

Segundo o cardiologista Jorge Pinto Ribeiro, que integrou a equipe de pesquisa, o resultado traz grande benefícios ao tratamento de pacientes. Ele explicou que com uma combinação dos exercícios é possível que as pessoas com diabetes possam ter a sua quantidade de medicamentos reduzidos. O principal benefício é que o doente não sofrerá com os efeitos colaterais provocados pelos remédios, como o ganho de peso e a baixa excessiva da glicose no sangue. Além disso, com o controle do nível glicêmico, os riscos de doenças cardíacas reduzem, ampliando a qualidade de vida. 

Uma das principais constatações do estudo é que os exercícios físicos estruturados (quando há o acompanhamento de um profissional ou é praticado em uma academia) têm resultados maiores no controle da glicose. Neste caso, estão incluídos os aeróbicos, como natação e ginástica; os resistidos, como musculação; e os combinados, que unem os dois tipos. As vantagens que a prática de exercícios traz ao corpo são similares às provocadas pelo medicamento. 

Nos pacientes que apenas recebem a recomendação médica para a prática de exercícios, como caminhadas esporádicas, os resultados não são tão satisfatórios. Porém, se associados a uma alimentação balanceada, os efeitos são mais benéficos ao paciente. 

Para a endocrinologista do HCPA Beatriz Schann, que também integrou a pesquisa, a expectativa é de que os procedimentos entre médicos e pacientes possam sofrer alterações visando a definição do tratamento e os seus resultados efetivos. Outro dado importante do estudo foi o resultado benéfico à saúde de pacientes que realizam mais de 150 minutos semanais de atividades físicas. “Esse panorama nos traz a realidade de que os exercícios são mais importantes do que era imaginado”, afirmou.

O estudo levou em consideração mais de 4 mil pesquisas sobre a relação entre exercícios físicos e o controle da glicose. Desse material, foram selecionados quase 50 para subsidiar a pesquisa.  CORREIO DO POVO

Estudante da UFBA é preso em flagrante ao furtar em supermercado

Um estudante de engenharia química da Universidade Federal da Bahia (UFBA) foi preso na noite desta terça-feira (03) depois de furtar ferramentas no supermercado Bompreço da Garibaldi, em Salvador. De acordo com a 7ª delegacia, as câmeras de segurança flagraram Charles Antônio Morais Leite, 32, retirando os códigos de barra localizadores dos instrumentos com um estilete e colocando o equipamento em sua mochila.
Quando deixou o supermercado, uma viatura da Polícia Militar acionada pela segurança do estabelecimento e estava à sua espera. Em depoimento na delegacia, ele alegou que tinha conseguido um emprego, mas que não tinha dinheiro para comprar as ferramentas, que, juntas, somavam cerca de R$ 170 reais. Charles foi preso e autuado em flagrante por furto. Depois que foi ouvido, o estudante, que mora na Residência Universitária da UFBA em Ondina, foi encaminhado à carceragem da 1ª delegacia, nos Barris, onde permanece à disposição da justiça. CORREIO DA BAHIA

Venda de genéricos cresce 32% no 1º trimestre

O aumento da renda da população, aliado à expansão do programa Farmácia Popular e ao lançamento de novos produtos a partir de patentes recém-expiradas, está fazendo as vendas de genéricos disparar.

As vendas cresceram 32% no primeiro trimestre, ante igual período do ano passado, e chegaram a 123,7 milhões de unidades. Em faturamento, a alta foi de 37,4% (para R$ 1,7 bilhão), na mesma base de comparação.

O crescimento, recorde para um primeiro trimestre desde que o surgimento dos genéricos, em 2001, acontece sobre uma base de crescimento também recorde.

Em 2010, o setor cresceu 33,1%, ante uma média ao longo da década de 25% ao ano. Em faturamento, a alta no ano foi de 37,7%, atingindo R$ 6,2 bilhões.

Os três medicamentos mais populares lançados como genéricos no ano passado --atorvastatina (genérico do Lipitor, de combate ao colesterol), valsartanta (do Diovan, para hipertensão) e sildenafil (do Viagra, para disfunção erétil)-- já detêm, juntos, 3,8% do mercado, em faturamento.

"As pessoas estão conseguindo comprar medicamentos que antes não conseguiam", diz Odnir Finotti, presidente da Pró Genéricos, associação das indústrias de genéricos e responsável pelos dados.

Finotti cita o caso do medicamento contra colesterol alto, cuja caixa custava cerca de R$ 200 e agora pode ser encontrado por R$ 80 a R$ 90 na versão genérica.

O programa Farmácia Popular, que oferece medicamentos gratuitamente mediante receita média, também está impulsionando as vendas.

Os oito medicamento oferecidos pelo programa já representam 14,6% das vendas da indústria, ante 12% no primeiro trimestre do ano passado. Um grande impulso veio em fevereiro, quando o governo incluiu na lista medicamentos de uso contínuo para hipertensão e diabetes.

"Quando o consumidor descobrir que pode pegar o medicamento de graça na farmácia, vai haver grande migração para a Farmácia Popular", acredita Finotti.

ANVISA

Segundo a Pró Genéricos, o setor também ganhou um aliado no governo: a Anvisa. Desde o início do ano, a nova diretoria da agência reguladora reabilitou uma gerência exclusiva para o registro de genéricos. Essa gerência exclusiva foi extinta na gestão de Dirceu Raposo de Mello, durante o governo Lula.

"Com a nova gestão, o processo de registro está mais rápido", diz Finotti.

No primeiro trimestre, o número de novos genéricos aprovados pela agência cresceu 72,5%. Foram 88 novos medicamentos, ante 51 no ano passado.

Cópias de medicamentos de referência cuja patente já expirou, os genéricos já detêm 24,1% do mercado farmacêutico nacional. FOLHA

Filha de Bin Laden acusa EUA de executar seu pai depois de dominá-lo


A filha de Bin Laden diz que o seu pai foi eliminado depois de dominado.
Para ela, o pai foi “justiçado” sumariamente.
A declaração da filha tem potencial para incendiar os fanáticos anônimos que integram a rede do ciberterrorismo alqaedista.
Por outro lado, a declaração da filha de Bin Laden, que estava na casa, força o governo Obama a exibir as imagens que foram gravadas quando da invasão do quarto de dormir do sanguinário Bin Laden.
Segundo fontes do serviço secreto paquistanês (ISI), Bin Laden estava no quarto com a sua “jovem favorita”, ou seja, a mulher que tentou sair em sua defesa e foi baleada por militares do Navy Seals. Ela não corre risco de morrer e já foi ouvida pelos 007 paquistaneses.
O ISI, como todos sabem, tem perfil filo-taleban. Segundo se sabe, o ISI teria dado cobertura ao assassino de Benazir Bhutto, candidata à presidência que pelas pesquisas ganharia com facilidade a eleição. Com seu assassinato, o marido, Asif Ali Zardari, a substituiu na disputa e se elegeu presidente. Zardari não confia no ISI e a recíproca é verdadeira. 
Wálter Fanganiello Maierovitch | TERRA MAGAZINE

STF decide hoje se Estado reconhece união estável de homossexuais

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O avanço dos direitos dos homossexuais será colocado à prova hoje (4) à tarde no Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros avaliarão, pela primeira vez, se a união homoafetiva pode ser enquadrada no regime jurídico de união estável. O Tribunal também analisará se a união de pessoas do mesmo sexo pode ser considerada como entidade familiar. Caso a resposta a essas perguntas seja afirmativa, casais homossexuais de todo o país terão dezenas de direitos assegurados, entre eles à herança e à adoção.
Duas ações estão em pauta. A primeira, ajuizada em fevereiro de 2008, é do governador reeleito do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.  Ele pede que o Código Civil e que o Estatuto dos Servidores Civis do estado não façam qualquer discriminação entre casais heterossexuais e homossexuais no que diz respeito ao reconhecimento legal da união estável. A ação afirma que posicionamentos discriminatórios vão de encontro a princípios constitucionais como o direito à igualdade e à liberdade e o princípio da dignidade da pessoa humana.
A ação também alega que a situação atual, com sentenças conflitantes no estado e em todo o país, contraria o princípio constitucional da segurança jurídica. O governador afirma ter interesse na ação porque no estado existe grande número de servidores que são parte em uniões homoafetivas estáveis.
“Diante disso, colocam-se para o governador e para a administração pública questões relevantes relativas às normas sobre licenças por motivo de doença de pessoa da família ou para acompanhamento de cônjuge, bem como sobre Previdência e assistência social”, diz a ação. O governador também afirma que como há numerosos casais homossexuais no Rio, se vê na obrigação de pleitear o direito de parcela dos cidadãos do estado.
A outra ação em análise, da Procuradoria-Geral da República, foi ajuizada em julho de 2009. O pedido é semelhante: que o STF declare obrigatório o reconhecimento, no Brasil, da união de pessoas do mesmo sexo como entidade familiar. Também pede que os mesmos direitos dos casais heterossexuais sejam estendidos aos casais homossexuais.
O processo, de 322 páginas, tramitava sob responsabilidade da ministra Ellen Gracie até março deste ano, quando foi redistribuída para Ayres Britto por tratar de tema semelhante ao que já estava sendo analisado pelo ministro. Além da procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Ela de Castilho, o documento também é assinado por diversas instituições que militam em favor dos direitos dos homossexuais.
Edição: Graça Adjuto | AGÊNCIA BRASIL

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