sábado, 21 de maio de 2011

A camareira subversiva

Ela jamais sonhou com a fama. No espaço de uma vida, não se tornaria uma celebridade nem em seu bairro, o Bronx – quanto mais no mundo. Africana, muçulmana, mãe de uma adolescente, a camareira de 32 anos que limpava as suítes do Sofitel em Nova York já achava seu green card um privilégio. Pelas fotos divulgadas na internet, não é especialmente bonita. Mas, para brancos poderosos e prepotentes, reúne qualidades de sedução particulares: é jeitosa, negra e faxineira. Nunca denunciaria um ataque sexual. Conhece seu lugar.

Nafissatou Diallo é o nome da camareira que derrubou o francês Dominique Strauss-Kahn, ex-diretor-gerente do FMI e pré-candidato socialista à Presidência na França. Algemado e com a cara de tédio típica dos parisienses, DSK deixou pelos fundos o palco das finanças e da política  Ele se diz inocente. Mas, pelo encontro casual com Nafissatou em sua suíte de US$ 3 mil, encara agora sete acusações, de crimes sexuais a cárcere privado. Seria a camareira uma arma secreta de Sarkozy, o futuro papai do bebê de Carla, para tirar do páreo um adversário perigoso?

O FMI nomeará um novo diretor, quem sabe uma diretora, se quiser evitar mulherengos. Os socialistas franceses estão escandalizados, mas na direção oposta. Criticam o abuso da polícia americana contra DSK, presumidamente culpado com base na palavra de uma empregada.

Eles são brancos e não se entendem. Existe um oceano, físico e cultural, entre os Estados Unidos e a França. A mídia francesa é leniente com os desvios na vida particular de seus políticos. Se DSK fosse denunciado por uma camareira em Paris, em nenhuma hipótese seria detido antes de ser julgado, por presunção de inocência. Nos EUA, há a presunção inicial de que a vítima fala a verdade.

Me interesso mais pela camareira do que por DSK. Vi muitos se perguntando: será que o ex-diretor do FMI, conhecido pela habilidade em negociações, seria tão idiota e tresloucado a ponto de atacar a moça ao sair nu do banheiro? Mas começam a emergir casos semelhantes de mulheres menos corajosas que a africana. A loura jornalista francesa Tristane Banon, afilhada da segunda mulher de DSK, tinha 22 anos em 2002 quando diz ter sido atacada por ele: “Parecia um chimpanzé no cio”. Kristin Davis, ex-cafetina americana, afirmou que uma prostituta brasileira a aconselhou a não mandar mais mulheres para ele: “É bruto”.

Nafissatou não sabia que aquele senhor de cabelos brancos era DSK. Está com medo, escondida, sob a proteção da polícia de Nova York. Queria ficar anônima, mas seu nome e fotos se espalharam. É filha de um comerciante da etnia peule – 40% da população da Guiné, na África Ocidental. Emigrou com o marido para os EUA em 1998. Separada, vive sozinha com a filha de 15 anos num conjunto popular no Bronx. Há três anos trabalha no Sofitel da Times Square. Tem fama de trabalhadora e séria. Uma prima, Mamadou Diallo, afirmou: “Ela é uma boa muçulmana. Realmente bonita, como várias mulheres peules, mas não aceitamos esse tipo de comportamento em nossa cultura. Strauss-Kahn atacou a pessoa errada”.

Para quem alega ser improvável que um homem tente obrigar uma mulher estranha a fazer sexo oral – afinal, é arriscado colocar-se dentro de uma boca relutante, cheia de dentes –, é bom lembrar que DSK é francês. Sexo oral na França é tão popular que, no ano passado, uma ex-ministra da Justiça de Sarkozy, em entrevista na TV, quis dizer “inflação”, mas trocou por “felação”. Ela desculpou-se dizendo ter falado “muito depressa”, mas a gafe correu mundo.

Um quarto de hotel num país estrangeiro é um hiato na vida. Artistas, políticos e executivos nômades podem interpretar suítes de hotel como lugares tão solitários e protegidos que convidam a transgressões. Estão de passagem. O mais provável é que DSK tenha se apoiado em sua soberba e na presunção de impunidade para dar vazão a seus instintos. Julgava saber de cor o manual da supremacia e da submissão. DSK não imaginava que aquela camareira fosse subversiva. Como poderia aquela emergente inverter as regras e desafiar o poder?
Revista Época

Designer carioca cria Palácio de Versalhes de massinha

Ninguém precisa virar príncipe ou princesa para ter um palácio. Foi o que descobriu o carioca Felipe Caldas, 28. Há dez anos, ele brinca de construir a própria mansão, baseada no Palácio de Versalhes, da França.


Só que o palacete de Felipe é feito de massinha e cabe certinho em cima de uma mesa.

Tudo começou na infância, quando brincava de Lego com os amigos. "Tinha a minha cidade. 

Gostava de construir tudo". Mas, quando viu que não conseguiria fazer tronos e porcelanas perfeitas com bloquinhos, partiu para a massinha.

TRABALHO PRA VIDA TODA

No canteiro de obras em seu quarto, Felipe usa massas de modelar -as mesmas da escola. 

Com algumas cores e ferramentas improvisadas (até palito de dente), ele cria mesas, cadeiras, paredes e sofás dignos de rei.

Mas não vá pensando que é fácil. "Leio muito sobre a história da arte. Para tudo ficar igual ao que era no passado".

Por enquanto, ele tenta terminar o primeiro andar do palácio. Faltam ainda o segundo andar e toda a parte de fora. "Não sei quando vou acabar. É um trabalho para a vida toda".

LUXO SÓ

Hoje, quem visita Versalhes, pertinho de Paris, pode passear pelos corredores do palácio que fica ali. Mas isso não ocorria quando foi criado, no século 17. Lá, só entravam o rei e sua corte. Um deles foi Luís 14, chamado de Rei Sol. O palácio é um luxo só: tem mais de 2.000 janelas e 700 quartos.
Folha

Príncipe William e Kate voltam ao Reino Unido após lua de mel

O príncipe William e Kate retornaram ao Reino Unido depois de passar sua lua de mel nas ilhas Seychelles, confirmou um porta-voz do Palácio de St James.

O casal escolheu o destino paradisíaco para passar dez dias de lua de mel, adiada por onze dias depois do suntuoso casamento de 29 de abril, na Abadia de Westminster.

O porta-voz disse que os recém-casados "desfrutaram do tempo juntos e são gratos ao governo das Seychelles pela ajuda para tornar sua lua de mel em dez dias tão especiais e memoráveis".

O destino da lua de mel do casal real era um grande mistério e só foi confirmado neste sábado. A imprensa britânica especulava inúmeras opções, como a Jordânia, Austrália e Quênia, país em que William pediu a mão de Kate, as ilhas Maurício ou o condado de Hampshire (sul da Inglaterra), onde o príncipe Charles e Lady Di (em 1981) e a rainha Elizabeth e o duque de Edimburgo (em 1947) passaram parte de sua lua de mel.
Folha

Receita Federal simplifica impressão de comprovante do CPF

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil


Brasília – O contribuinte que emitir o Cadastro de Pessoa Física (CPF) não precisará mais entrar no Centro de Atendimento Virtual da Receita (e-CAC) para imprimir o comprovante que atesta a autenticidade do documento. Desde a última quarta-feira (18), a impressão pode ser feita numa área da página da Receita Federal na internet, com senhas e códigos simplificados.
De acordo com a Receita, o objetivo da medida é facilitar a emissão do comprovante, que também serve como segunda via do CPF. O e-CAC está disponível apenas para quem tem o código digital de acesso, cuja emissão exige o número do recibo das duas últimas declarações do Imposto de Renda (IR), ou certificação digital, ferramenta que custa R$ 300 a cada dois anos. Dessa forma, quem não declara IR ou não tem título de eleitor só podia obter o comprovante em uma unidade da Receita.
Essa restrição prejudicava principalmente os contribuintes de baixa renda, isentos da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física. Agora, eles poderão obter o comprovante apenas com o papel que receberam nas agências da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e dos Correios. Basta digitar a data de nascimento, o local e o dia do atendimento, além do código recebido nas agências na seção CPF – Comprovante de Inscrição, na página da Receita.
Na nova modalidade, o contribuinte não precisa entrar no e-CAC para obter o comprovante. No entanto, a atualização de dados cadastrais do CPF continua disponível apenas no Centro Virtual de Atendimento da Receita.
Desde agosto do ano passado, o CPF é emitido instantaneamente nos dois bancos oficiais e nos Correios. O cartão magnético, que levava até uma semana para chegar à casa do contribuinte, foi abolido. Agora, o titular do documento sai da agência com o número do documento e um código impressos em papel térmico (usado nos extratos bancários).
A Receita ainda está desenvolvendo a emissão do CPF diretamente pela internet, sem a necessidade de o contribuinte ir às agências. Depois de pelo menos dois anos de pesquisa, o serviço ainda não tem data para começar. O Fisco alega que os postos de atendimento conveniados, principalmente as entidades públicas que emitem o documento de graça (como secretarias de governos estaduais e unidades regionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), precisam ser adaptados para que o documento possa ser obtido no computador.
Edição: Juliana Andrade 
Agência Brasil

China clona do MSN ao Google e lidera web

PEQUIM - O mapa luminoso da presença global do Facebook mostra uma mancha negra sobre a China, onde a mais célebre rede social da internet é bloqueada, assim como YouTube e Twitter. Mas isso não significa que a maior população online do planeta está fora do universo dos microblogs, games e redes virtuais de amigos.
Dentro da invisível Grande Muralha de Fogo levantada pela censura chinesa surgiram algumas das maiores empresas de internet do mundo, que começam a rivalizar com os originais que clonaram, em valor de mercado e número de usuários.
O serviço de mensagens instantâneas QQ tem apenas 5% de seus clientes fora da China, mas a audiência doméstica é suficiente para colocá-lo em 10º lugar no ranking dos sites mais visitados do mundo, elaborado pela consultoria Alexa - uma posição acima do MSN da Microsoft.
Na origem do sucesso do QQ estão os 477 milhões de usuários da internet na China, quase o dobro dos 250 milhões existentes nos Estados Unidos. Em poucos anos, a população online do país asiático será o triplo da norte-americana, estima Duncan Clark, da empresa de consultoria BDA China. "O centro de gravidade da internet está mudando", observa.
QQ é a face mais popular da Tencent, a maior companhia de internet da China e a terceira do mundo em valor de mercado, com US$ 52 bilhões, abaixo apenas do Google (US$ 171,2 bilhões) e Amazon (US$ 89,9 bilhões). Se o Facebook tivesse ações em Bolsa, certamente estaria à frente da empresa chinesa.
O consultor Bill Bishop, editor do site Digichina, acredita que a internet representa o maior segmento da economia chinesa fora das mãos do Estado. As líderes são empresas de capital privado com ações nas Bolsas de Valores de Nova York ou Hong Kong - nenhuma tem papéis negociados na China.
Entre as 12 representantes chinesas que apareceram na lista BrandZ das 100 marcas mais valiosas do mundo divulgada no início de maio, só duas não eram estatais: Baidu e Tencent, ambas do setor de internet.
Elaborado pela agência Millward Brown Group, o ranking estimou o valor da marca Baidu em US$ 22,56 bilhões, alta de 141% em relação ao ano anterior, o que elevou a grife chinesa ao segundo lugar entre as de mais rápido crescimento do planeta, atrás apenas do Facebook.
O vigor da internet também se reflete na lista dos chineses mais ricos elaborada pela Forbes. O primeiro lugar de 2011 é ocupado por Li Yanghong, de 42 anos, o fundador do Baidu. Também conhecido como Robin Li, ele é dono de uma fortuna de US$ 9,4 bilhões, o que o deixa na posição 95 no ranking global da revista. O criador da Tencent, Ma Huateng, 39 anos, aparece na 10ª posição entre os chineses endinheirados, com US$ 5 bilhões.
Idealizada para controlar a informação e barrar o que é considerado contrário aos interesses do Partido Comunista, a censura acabou funcionando como uma reserva de mercado, que permitiu o desenvolvimento dos sites chineses sem a ameaça de concorrência externa.
Mas a proteção não é o único fator que explica o sucesso de alguns deles. O Baidu já era líder do mercado de buscas antes de o Google decidir transferir seu site chinês para Hong Kong, em março de 2010, em razão da intensificação da censura.
De qualquer maneira, a saída de campo de seu principal competidor elevou a fatia de mercado do Baidu de pouco mais de 60% para cerca de 80%. Nesse mesmo período, o preço de suas ações na Nasdaq teve alta de quase 150%, o que jogou o valor de mercado da empresa para US$ 47,4 bilhões, mais que o dobro do Yahoo!. O Baidu está em sexto lugar no ranking dos sites mais visitados do mundo, segundo a consultoria Alexa, atrás de Google, Facebook, YouTube, Yahoo! e Live.
Os campeões da internet chinesa só conseguiram prosperar porque se sujeitaram aos limites impostos pelo Partido Comunista, que os transformam em agentes executores da censura.
Os sites são responsáveis por impedir que cheguem a seus portais todas as informações vetadas pelas autoridades de Pequim. A lista do que é proibido tem temas permanentes, como independência do Tibete, e outros que mudam de acordo com as circunstâncias.
Diariamente, a relação do que está vetado é distribuída pelos censores de Pequim. Jasmim, nome do chá mais popular da China, foi banido desde que foi vinculado à Revolução do Jasmim que derrubou o governo da Tunísia, em janeiro.
O agravamento da censura, a crescente dificuldade para atuar no país e o ataque de seu site por hackers foram os argumentos utilizados pelo Google para justificar a transferência de sua operação em chinês para Hong Kong. Na China, o Google tinha de praticar a autocensura, como os demais sites do país.
Diante da barreira à entrada de empresas estrangeiras na China, a compra de ações em Bolsa ou a aquisição de participação direta no capital das empresas chinesas se transformaram nos únicos caminhos pelos quais os investidores podem apostar no boom da internet no país.
Há quem entre nesse mercado sem saber se terão uma rede de proteção. O site de relacionamento Renren, uma versão chinesa do Facebook, levantou US$ 743,4 milhões na Bolsa de Nova York este mês, dez vezes mais do que faturou em 2010. As ações perderam 24% desde então, mas estão em patamar que dá à companhia um valor de mercado de US$ 5,4 bilhões. "O Renren é pequeno, e isso certamente é uma bolha", afirma Clark, da BDA.
Estadão

A mexicana Dulce María chega ao Brasil para divulgar seu CD solo

A cantora e atriz Dulce María, 26, já esteve várias vezes no Brasil como integrante do grupo RBD.

Esta é a primeira vez que se apresenta por aqui em carreira solo, mas diz estar bem acompanhada. "Os fãs brasileiros sempre me apoiaram muito. Mantenho contato via Twitter, em que informo sobre meus próximos passos", diz a artista, fã de Ivete Sangalo e do funk.

Esses passos deixam de lado a carreira de atriz, já que o foco agora é divulgar o CD "Extranjera" (Universal Music). Nos shows, ela apresentará canções desse disco, sem deixar de lado a experiência no RBD. "Haverá momentos para dançar, para relembrar, para chorar", garante a estrela teen.

"Extranjera" foi lançado em duas partes. A segunda estará nas lojas a partir de junho, assim como um DVD em que Dulce explica o significado de cada canção.

A turnê passará por Brasília (24/5), Fortaleza (25), Belo Horizonte (26), São Paulo (27), Porto Alegre (28) e Rio de Janeiro (29).

VALE CONFERIR

Extranjera On Tour
Quando: 30/5, em São Paulo, a partir das 17h
Onde: Via Funchal (r. Funchal, 65; tel. 0/xx/11/ 3846-2300)
Quanto: de R$ 120 a R$ 500
Classificação livre

Folha

Depoimento da professora Amanda Gurgel

Professora Amanda Gurgel silencia Deputados em audiência pública.

Ex-BBB Priscila Pires faz ensaio sensual de lingerie, véu e grinalda em Araras

Rio - De calcinha, sutiã, véu e grinalda, a ex-BBB Priscila Pires posou para o ‘Paparazzo’, no ar hoje. O ensaio feito em Araras, Região Serrana do Rio, foi inspirado em uma noiva que decide se casar antes mesmo de colocar o vestido para a cerimônia.

“É uma noiva apressadinha, como eu mesma. Se deixar, caso de lingerie, tamanha a euforia que estou para chegar logo esse dia”, diz a morena, que vai se casar no próximo dia 28, com o empresário Bruno Andrade.
O Dia Online


Ministério vai criar índice para medir desemprego real no país

Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse hoje (21), em entrevista à Agência Brasil, que o governo precisa de uma “fotografia mensal” do emprego formal em todo o país, para orientar as políticas públicas da área. Lupi disse que, para isso, o Ministério do Trabalho criará até o final do ano a Taxa de Emprego Real, que vai revelar esse cenário e contribuir para as decisões do governo relacionadas a seguro-desemprego e à qualificação do trabalhador, por exemplo.
A composição do novo índice, que ainda está em fase de estudo, vai considerar informações que já existem no banco de dados do ministério. Uma das fontes será o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), com informações sobre admissões e demissões, fornecidas, mensalmente, por mais de 7,3 milhões de empresas. A taxa também vai considerar dados das 3 mil agências de atendimento do Sistema Nacional de Emprego (Sine) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
“Do cruzamento dessas informações vamos ter uma taxa de desemprego formal real, ou seja, vamos saber quem está procurando emprego, que tipo de emprego está faltando, qual emprego está surgindo, quem tem qualificação, onde está faltando qualificação e o que o trabalhador busca”, ressaltou o ministro.
Para Lupi, o novo índice não se chocará com a taxa de desocupação divulgada atualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“O IBGE trabalha com pesquisas e trabalhamos com dados da fotografia real de todo o Brasil. O IBGE trabalha com regiões metropolitanas. Esse dado [Taxa de Emprego Real] vai dar uma fotografia das 27 unidades da Federação”, destacou. “São questões diferentes, dados diferentes e momentos diferentes. Os dados do Caged e do Sine são do que acontece no mercado de trabalho”, ponderou Lupi.
O levantamento feito pelo IBGE – divulgado desde 1980 e que passou por uma revisão em 2002 para atender a orientações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) – considera os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que é feita em seis regiões metropolitanas do país (Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife, Salvador e São Paulo). Essa taxa revela informações sobre mercado de trabalho em curto e médio prazos, comparando os resultados mês a mês e ao mesmo mês de anos anteriores.
O gerente da PME, Cimar Azeredo, disse que “hoje é visível a necessidade de um índice nacional”, por causa das mudanças ocorridas no país desde 1980, como a maior distribuição do emprego. “Você tem Manaus com força maior, o Centro-Oeste, que não tem nenhuma unidade de Federação incluída no índice”, exemplificou.
“Hoje a gente consegue ter dados uma vez por ano pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios [Pnad, pesquisa nacional que revela níveis de rendimento e ocupação e geração de postos com carteira de trabalho]. Mas não é uma pesquisa conjuntural”, disse ele, que é representante do IBGE no grupo formado pela OIT que reúnes cinco países em torno do debate sobre trabalho decente.
Azeredo, porém, lembra que o IBGE já indicou a intenção de ampliar o levantamento sobre a taxa de desocupação. O instituto vem desenvolvendo um estudo para tornar esse índice trimestral, com divulgação mensal sobre capitais, e com abrangência de todo o país, incluindo as áreas urbana e rural. Segundo ele, o projeto está sendo desenvolvido com a participação da sociedade, de acadêmicos e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e vai passar a oferecer um cenário nacional. Mas será mantida a característica que o levantamento já traz hoje, que é um cenário mais geral do mercado.
“O Caged, por exemplo, é uma pesquisa que só considera emprego registrado. No caso das pesquisas domiciliares, a gente atinge não só emprego com carteira assinada, mas emprego informal também, cuja parcela no país é bastante expressiva”.
“[Com a pesquisa domiciliar] eu pego tanto o rendimento daquela pessoa que trabalha numa barraca de praia, quanto de um empresário, de um funcionário público, de um policial ou jornalista. Essa é a grande vantagem da pesquisa domiciliar que tem uma penetração no cenário da ocupação de uma forma geral sem fazer restrições sobre o trabalho registrado ou não registrado”, completou Azeredo.
Edição: Juliana Andrade
Agência Brasil

ONU anuncia corte de ajuda alimentar à Somália

Uma queda nas doações forçou o Programa Mundial de Alimentos da ONU (WFP, na sigla em inglês) a cortar o fornecimento de comida à Somália, afirmou a organização.

Uma seca que começou no fim do ano passado deixou os somalis sob racionamento de comida. O país vem sendo devastado por duas décadas de violência.

Uma em cada quatro crianças no sul do país sofre de desnutrição severa.

"Começamos a cortar as porções em fevereiro, para tentar distribuir melhor o que tínhamos vindo de comida através do sistema", disse o porta-voz da WFP Peter Smerdon, em Nairóbi, no Quênia.

"Agora, em maio, a situação ficou extremamente séria. Temos apenas 30% da comida que precisamos para alimentar um milhão de pessoas".

Ele afirmou que a organização foi forçada a reduzir tanto o número de pessoas que alimenta quanto a porção de alimentos que dá a cada pessoa.

"Na verdade estamos alimentando 66% dos um milhão de pessoas que deveríamos estar alimentando, e a quantidade de comida entregue é de apenas 33% do que deveríamos estar entregando", afirmou.

Somalis costumam cruzar a fronteira com a vizinha Etiópia em busca de comida.

Mas um ataque a um comboio no começo do mês forçou a WFP a cancelar a distribuição de ajuda.

Até que a situação de segurança melhore na Etiópia, as missões tiveram que ser canceladas.
BBC Brasil

Políticos da oposição turca pedem demissão em meio a escândalo sexual

Seis políticos de alto escalão do opositor Partido de Ação Nacionalista (MHP) pediram demissão de seus cargos neste sábado em meio a um escândalo sexual, pouco antes das eleições nacionais turcas.

A mídia turca afirma que os seis --incluindo quatro vice-presidentes do partido-- se demitiram diante de ameaças de publicação de vídeos comprometedores.

Outros quatro líderes do partido haviam se demitido no começo do mês depois que imagens filmadas ilegalmente foram disponibilizadas na internet.

O escândalo aumentou a tensão no país antes das eleições de junho, nas quais o partido de orientação islâmica AKP busca um terceiro mandato.

O legislador Deniz Bolukbasi, um dos seis líderes do MHP que renunciaram neste sábado, disse ter sido vítima de uma armadilha promovida pelo AKP, do premiê Recep Tayyip Erdogan.

"Estou me demitindo para poupar meu partido de danos que tais acusações podem causar", disse ele.

O MHP, um partido nacionalista, é o segundo maior de oposição na Turquia.

O repórter da BBC Jonathan Head, em Istambul, disse que o episódio é extremamente relevante, porque a Turquia tem um limite alto para a obtenção de assentos no Parlamento. Se o MHP conseguir menos de 10% do apoio dos eleitores, não consegue qualquer assento.

Isso, segundo Head, daria ao AKP a chance de conseguir uma maioria de 66%, que permitiria ao grupo reescrever a Constituição sem realizar um referendo.

Um grupo obscuro que se chama "Nacionalistas Diferentes" exortou a liderança inteira do MHP a renunciar, e, no começo do mês, publicou vídeos sexuais na internet.

"As forças escuras por trás deste complô político feio, tanto no país quanto no exterior, virão à luz como parte de uma investigação", disse Bolukbasi.

No ano passado, Deniz Baykal, chefe do principal partido de oposição, o secular Partido Republicano do Povo, pediu demissão em meio a um escândalo parecido, depois que imagens dele e de uma parlamentar em um quarto foram publicadas na internet.
BBC Brasil

"Foi certo matar Bin Laden e esconder fotos", diz Jon Lee Anderson

O jornalista americano Jon Lee Anderson defende a decisão do governo Barack Obama de não mostrar as fotos do corpo do líder terrorista Osama bin Laden, morto a tiros em uma ação americana no Paquistão.

Lee Anderson, 54, afirma que a morte de Bin Laden "remove a sua aura de invencibilidade", criada após os ataques de 11 de Setembro. "O que ele fez no 11 de Setembro foi uma coisa inconcebível, de ficção científica, como se tudo fosse possível. E o fato de ninguém ter conseguido pegá-lo em dez anos reforçou essa imagem de invencibilidade e a ideia de que os EUA e aliados eram fracos".

Para romper com esta imagem, defende, a decisão certa era matá-lo e não mostrar as fotos. 

"Obama tinha medo que pudessem inflamar a opinião pública naquela parte do mundo. Por outro lado, se o corpo estivesse em bom estado, poderia parecer uma coisa angelical, perpetuando o mito da invencibilidade".

O repórter da revista "New Yorker" participou de debate nesta sexta-feira no auditório da Folha. Ele veio ao Brasil para participar do 3º Congresso Internacional de Jornalismo Cultural.
Folha

Evangélicos protestam contra "kit gay" e criminalização da homofobia

Organizada por cerca de 600 igrejas evangélicas, a Marcha para Jesus reuniu aproximadamente 50 mil pessoas neste sábado (21) em Curitiba.

A multidão percorreu ruas do centro da cidade e se concentrou numa praça do bairro Centro Cívico, onde há shows programados até as 18h de hoje.

Além de confraternizar, os participantes do evento aproveitaram a oportunidade para defender bandeiras evangélicas, protestando contra a legalização da maconha e a distribuição de um kit anti-homofobia (chamado pelos evangélicos de "kit gay") pelo governo federal.

Os manifestantes também realizaram abaixo-assinado contra o kit e o projeto de lei que criminaliza a homofobia.

"Estamos manifestando nosso apoio à família, aos valores da família", diz o pastor Cirino Ferro, bispo da igreja Sara Nossa Terra e presidente do Comep (Conselho de Ministros Evangélicos do Paraná).

O PLC 122, que criminaliza a homofobia, está em tramitação no Senado e é chamado, no meio evangélico, de "lei da mordaça". Para Ferro, ele "pune o livre pensamento que é garantido pela Constituição" e impede os pastores de defenderem o sistema bíblico de família.

Quanto ao kit anti-homofobia, cuja distribuição em escolas públicas ainda está sendo estudada pelo MEC (Ministério da Educação), o pastor afirma que é "outra imposição que chega sem consultas prévias à sociedade, induzindo nossos filhos a aderir a coisas com as quais não concordamos".

Já os protestos contra a legalização da maconha eram motivados principalmente pela realização da Marcha da Maconha no país --em Curitiba, ela deveria ocorrer neste domingo, mas foi proibida por decisão da Justiça.
Folha

Pai e filho morrem em acidente na BR-282 em Santo Amaro da Imperatriz

Pneus lisos e pista molhada. Esta pode ter sido a combinação fatal que resultou na morte de pai e filho na manhã deste sábado, em um acidente na BR-282 em Santo Amaro da Imperatriz. Jorge Iasser Mello, 40 anos, e Gean Marcos Melo, 16, estavam no Fiat uno que perdeu o controle e atingiu uma árvore.

O acidente foi por volta das 8h. Jorge e Gean saíram de Caldas da Imperatriz para uma consulta no dentista, em Palhoça. No caminho, o acidente: o veículo saiu da pista, percorreu cerca de 80 metros pela grama e tombou. O teto do carro atingiu a árvore. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, foi preciso puxar o veículo e cortá-lo para retirar os corpos.

A esposa de Jorge esteve no posto da PRF de Rancho Queimado para ajudar a identificar as vítimas. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis.

Diário Catarinense

Maconha encontrada em Viamão pesa 2,7 toneladas

A Polícia Federal (PF) divulgou, na tarde deste sábado, que o peso total da maconha apreendida durante a madrugada em um sítio na localidade de Águas Claras, em Viamão, é de 2,7 toneladas. Inicialmente, a PF havia informado apenas que a droga pesava "mais de uma tonelada". Essa foi a maior apreensão do órgão no Estado em oito anos – em 2003, foram localizadas 3,9 toneladas de maconha em Santo Ângelo, nas Missões.


De acordo com o titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, Fabrício Argenta, a droga é comprada por até R$ 80 o quilo, no Paraguai, e vendida na Região Metropolitana da Capital por até R$ 600. Com isso, a maconha apreendida hoje está avaliada em aproximadamente R$ 1,6 milhão.

Argenta afirmou ainda que a droga viria do Mato Grosso do Sul e há indícios de que tenha sido transportada no fundo falso de um caminhão, já que havia farinha nos sacos onde a maconha foi encontrada. Para o delegado, a operação de hoje é importante porque tira o entorpecente de circulação e descapitaliza criminosos.

Correio do Povo

Madri tem sétimo dia de protestos por mudanças econômicas

O movimento de protesto por mudanças políticas e econômicas prossegue neste sábado pelo sétimo dia em Madri, assim como em outras cidades, apesar da proibição de manifestações durante dois dias no país devido às eleições de domingo.

Depois de uma concentração de quase 20 mil pessoas na noite de sexta-feira na emblemática praça Porta do Sol, o chamado movimento 15-M (começaram a se manifestar no dia 15 de maio) pretende permanecer neste sábado e domingo, apesar da proibição.

O movimento, que contagiou todo o país, levou às ruas cerca de 60 mil pessoas na sexta-feira à noite, segundo o jornal "El País", e outras centenas de pessoas em várias cidades europeias como Paris, Londres e Bruxelas.

"Para hoje e amanhã temos uma prioridade muito clara: respeito total e absoluto ao dia de reflexão eleitoral, neste sábado, e também ao dia eleitoral de domingo", disse à AFP Juan López, um dos porta-vozes do movimento.

Isso quer dizer que não sairão dali as centenas de jovens que formam há dias um verdadeiro acampamento na praça, onde as assembleias e debates acontecem dia e noite e pessoas dormem sob lonas de plástico que cobrem uma parte da praça ou em barracas.

E se no fim deste sábado, como nos últimos dias, pessoas de todas as idades comparecerem a uma concentração espontânea, reivindicativa, pacífica e festiva, "que venham, não há nenhuma convocação", afirma.

E após as eleições regionais e locais, "na segunda-feira teremos a firme intenção de retomar nossa agenda com muita força", garante.

Identificar propostas para "uma democracia limpa de corruptos", mais justa e representativa e que não governe sob os ditames dos mercados é a agenda do movimento, que diz não representar nenhum partido político.

Apesar da proibição do conselho eleitoral central, a polícia não evacuou os manifestantes na sexta-feira, após o governo espanhol, que a todo momento tem se mostrado compreensivo, dar a entender que não ordenaria a intervenção das forças de segurança.

Na manhã deste sábado, cerca de 1.500 pessoas, entre jovens acampados, pessoas que participam dos debates, turistas e curiosos lotavam a praça, onde alguns ainda dormiam enquanto o acampamento se agitava.

O protesto, que começou no domingo passado com uma convocação espontânea de jovens nas redes sociais, "está sendo algo necessário", comemora a estudante Julia Estefanía, de 20 anos, com uma frase repetida há dias por pessoas de todas as idades, como uma catarse, pelos graves efeitos da crise na Espanha.

Após dois anos de recessão, a economia espanhola se recupera com dificuldades, mas não ocorre o mesmo com o desemprego, que disparou de 8% de antes da crise para mais de 21% atuais. Entre os com menos de 25 anos, já supera os 44%.
Folha

Volks adianta produção do SpaceFox no Paraná

Depois de o governo anunciar barreiras à importação de veículos, a Volkswagen decidiu acelerar mudanças na linha de produção de sua unidade do Paraná.

Essa fábrica vai incorporar a parte final da fabricação do SpaceFox - atualmente importado pela montadora de sua unidade na Argentina.

A mudança já estava prevista, conforme funcionários da empresa, mas foi adiantada depois de o clima no comércio bilateral com o país vizinho piorar.

Na semana passada, o governo suspendeu a emissão automática de licenças de importação de veículos e atingiu principalmente as marcas que vêm da Argentina. Ontem, parte dos veículos que aguardavam liberação na fronteira foi liberada.

Segundo o coordenador da comissão de fábrica da unidade paranaense, Gilson Batista, a intenção de produzir o SpaceFox no local havia sido anunciada internamente há pouco mais de um mês, mas não tinha prazo para ser posta em prática.

Com a mudança, a carcaça do automóvel continuará vindo do país vizinho, mas o processo de pintura e montagem será feito na unidade do Paraná, conforme funcionários da empresa.

Batista diz que já há funcionários na fábrica trabalhando na adaptação da linha de montagem.

Segundo ele, a decisão de trazer o SpaceFox para o Brasil foi motivada por problemas de qualidade na unidade argentina e também pelo aumento na demanda pela picape Amarok, produzida no país vizinho.

Haverá, portanto, uma readequação nas duas unidades. Não há uma estimativa para o início da montagem do SpaceFox no Paraná. Procurada, a Volkswagen informou que não comentaria.

O coordenador da comissão de fábrica disse que a mudança é simples, mas provavelmente demandará a contratação de mais funcionários.

A ampliação do efetivo já estava sendo negociada entre o sindicato e a empresa antes de os funcionários entrarem em greve, há duas semanas.

GREVE

A greve na unidade paranaense, responsável por cerca de 25% da produção da Volkswagen no Brasil, entra hoje no 17º dia. Os trabalhadores querem o aumento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) proposta pela empresa.

Nos cálculos do sindicato, cerca de 8.900 veículos (modelos Fox, Golf e CrossFox) deixaram de ser produzidos até agora.
Folha

PM usa bombas de gás para dispersar manifestação na Paulista

A Polícia Militar usou bombas de gás lacrimogêneo para tentar dispersar cerca de 700 manifestantes que bloquearam a Avenida Paulista, no sentido da Consolação, região central de São Paulo, em protesto contra a proibição da Marcha da Maconha.

Cerca de 100 PMs, a maioria da Tropa de Choque, estão no local.

Mais cedo, durante a concentração no vão livre do Masp, um grupo de skinheads trocaram ofensas com os manifestantes.

Na sexta-feira à noite, a Marcha da Maconha foi proibida por uma decisão judicial, a pedido do Ministério Público. De acordo com o relator do processo, desembargador Teodomiro Mendez, o evento "não trata de um debate de ideias, apenas, mas de uma manifestação de uso público coletivo de maconha" que favorece "a fomentação do tráfico ilícito de drogas".

PELO BRASIL

Em Curitiba, a marcha da Maconha, que seria realizada neste domingo (22), foi proibida por decisão da Justiça e se transformou em Marcha pela Liberdade de Expressão. A Marcha está marcada para as 15h, na praça Santos Andrade, centro de Curitiba. A expectativa da organização é que cerca de 300 pessoas participem do evento.

No Rio, a marcha ocorreu no último dia 7 com a proteção de um Habeas corpus preventivo, que garantia que os manifestantes não seriam presos no ato.

Já em Vitória, o Ministério Público acionou a Justiça pedindo a proibição do movimento, mas a Justiça negou o pedido e a marcha foi realizada com a presença ostensiva de policiais também no dia 7.
Folha

Geórgia tem protestos e ataque a prédio da TV estatal

Cerca de 10 mil georgianos protestaram em Tbilisi, pedindo a renúncia do presidente Mikheil Saakashvili, enquanto na cidade de Batumi, ao sul, uma testemunha disse que manifestantes tentaram invadir um edifício da TV estatal.

Tsira Abuladze, diretora de notícias da televisão estatal na região autônoma de Adjara, no Mar Negro, disse à Reuters por telefone, que uma multidão de até 400 pessoas havia empurrado as portas e atirado pedras nas janelas.

Agências de notícias da Rússia relataram que a polícia atirou contra os manifestantes. Abuladze disse que a polícia não usou armas, mas afirmou que diversos policiais ficaram feridos em confrontos.

O presidente Saakashvili expulsou o líder de Adjara, apoiado por Moscou, em 2004, fortalecendo o controle sobre a região. No entanto, as regiões da Ossétia do Sul e Abkhazia, também apoiadas por Moscou, continuam sob controle de Tbilisi.

Enfraquecido pela guerra com a Rússia em 2008, Saakashvili tem reafirmado seu controle desde então, superando meses de protestos em 2009.

Opositores acusam Saakashvili de impor regras autocráticas na Geórgia, ex-república Soviética que possui importantes estradas, ferrovias e rotas de energia do Cáspio para a Europa Ocidental.
Folha

Novos vizinhos de Strauss-Kahn reclamam de assédio da imprensa

Os novos vizinhos do ex-diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional) Dominique Strauss-Kahn estão chocados com a presença em massa da imprensa no que era uma rua tranquila de Nova York, nos Estados Unidos.

Strauss-Kahn foi libertado nesta sexta-feira e passou sua primeira noite em prisão domiciliar em um prédio residencial.

Em busca de qualquer informação sobre o ex-diretor, dezenas de jornalistas montaram um estúdio ambulante no local, com direito a fileiras de carros de transmissão ao vivo, luzes, câmeras e microfones.

O que antes era rotina, virou um périplo. A cada vez que entram ou saem do edifício, os moradores enfrentam dezenas de repórteres e microfones, dignos das mais famosas celebridades.

A Justiça dos EUA não confirma oficialmente o endereço de Strauss-Kahn. Mas a agência de notícias France Presse, que cita uma fonte policial, confirma que ele está em um apartamento com segurança reforçada no prédio residencial perto do Marco Zero, no sul de Manhattan.

O local possui uma rede de câmeras privadas e da polícia. Os familiares e advogados dele devem seguir procurando um local mais permanente para que Strauss-Kahn aguarde pelo julgamento.

Strauss-Kahn renunciou ao cargo esta semana após ter sido preso sob acusação de crimes sexuais contra uma camareira de um hotel em Nova York. Ele foi libertado nesta sexta-feira após pagamento de fiança de US$ 1 milhão e uma caução de US$ 5 milhões. Ele teve ainda de entregar todos os seus documentos de viagem e usar uma tornozeleira de localização.

O agora ex-diretor-gerente do FMI foi acusado formalmente de tentativa de estupro e agressão sexual contra uma camareira do hotel Sofitel de Nova York, onde se hospedou há uma semana. Em uma audiência realizada na segunda-feira (16) estiveram presentes sua mulher e sua filha, Camille, ambas muito emocionadas. Strauss-Kahn responderá por sete acusações apresentadas pela promotoria.

De acordo com a acusação, a camareira teria entrado no quarto do hotel acreditando que ele estava vazio. Strauss-Kahn estava no banheiro tomando banho. Ao sair, ele a "cercou por trás e a tocou de maneira inconveniente" e "a obrigou a cometer um ato sexual", alegam.

Strauss-Kahn deixou o hotel rapidamente, mas acabou sendo detido a bordo de um avião quando tentava voltar à França, a apenas dois minutos da decolagem.

Caso seja declarado culpado, Strauss-Kahn --cuja prisão abalou o Partido Socialista Francês, que pretendia lançá-lo como candidato nas eleições presidenciais de 2012-- pode ser condenado a até 74 anos de prisão. O julgamento será em 6 de junho.
Folha

Webber quebra sequência de Vettel e conquista 1ª pole no ano

Pela primeira vez na temporada, o australiano Mark Webber, da Red Bull, vai largar na pole position. O piloto conquistou o melhor tempo na manhã deste sábado no GP da Espanha, no Circuito da Catalunha, em Montmeló, cidade próxima a Barcelona.


Webber registrou 1min20s981 e superou o companheiro de equipe, o alemão Sebastian Vettel, pole positions nas quatro provas anteriores da temporada. Eles foram seguidos pelo inglês Lewis Hamilton, da McLaren, e o espanhol Fernando Alonso, da Ferrari.

Jenson Button (McLaren), Vitaly Petrov (Renault) e Nico Rosberg (Mercedes) vem na sequência no grid de largada, com a quinta, sexta e sétima colocação, respectivamente.

O brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, sofreu na primeira e na segunda parte do treino, mas na última conseguiu mostrar uma evolução e conquistou a oitava posição no grid de largada. 

Mesmo posição que ele largou no GP da Austrália, na primeira prova do ano.

Já Rubens Barrichello, da Williams, não teve sorte. O piloto optou por correr com pneus duros e preservar os macios para segunda parte do treino. Não conseguiu marcar um bom tempo (1min26s910) e teve problemas no câmbio do carro. Vai largar na 19ª posição, sua pior na temporada.

"No último treino livre nós tivemos um problema no câmbio. A informação é que esse problema não afetaria o treino classificatório, mas afetou. Eu fiz uma volta e quando pensei em voltar, eles [mecânicos] falaram que não daria mais continuar", disse Barrichello à TV Globo.

O GP da Espanha, quinta etapa do Mundial de F-1, será disputado neste domingo, a partir das 9h (de Brasília).
Folha

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