Quinze minutos depois do encerramento da cerimônia de entrega dos prêmios, no Grand Theatre Lumière, o júri presidido pelo ator norte-americano Robert de Niro recebeu os jornalistas para uma conferência de imprensa.
De bom humor, mas absolutamente direto nas respostas --para o desapontamento de alguns--, de Niro disse, primeiro, que ganhou alguns novos amigos e que os oito integrantes do júri se entenderam muito bem.
O presidente do júri afirmou, também, que o ganhador da Palma de Ouro, "A Árvore da Vida", de Terrence Malick, foi, praticamente, uma unanimidade.
"Quase todos nós achamos que esse era o grande filme. É uma decisão difícil, porque há outros filmes que são bons, que têm qualidades, então é impossível chegar a uma resultado perfeito", ponderou. "Mas nós achamados que o filme de Malick era incrível".
A cada pergunta sobre um prêmio específico, como o de roteiro para "Footnote", do israelense Joseph Cedar, o ator arrancava risos dos jornalistas ao dizer, por exemplo, que deram o prêmio para esse filme "porque acharam que era o melhor roteiro".
Para uma jornalista que quis saber o quanto "This Must Be the Place", do italiano Paolo Sorrentino, tinha sido analisado com cuidado, de Niro reservou outra frase curta e direta: "Todos os filmes foram levados a sério. Sorrentino fez um ótimo filme, como outros que saíram daqui sem prêmios".
O ator observou ainda que a confusão envolvendo Lars von Trier, simplesmente, não foi levada em conta pelo júri.
"O Festival aceitou o filme, e foi isso que levamos em conta. As coisas foram como seriam de qualquer jeito". "Melancholia" saiu, de Cannes, com o prêmio de melhor interpretação feminina para Kristen.
FOLHA












