segunda-feira, 23 de maio de 2011

Imposto mais alto freia credores estrangeiros na dívida pública

A participação de estrangeiros na dívida interna brasileira se mantém praticamente estável desde outubro do ano passado, quando o governo aumentou a tributação sobre investimentos em renda fixa vindos de fora.

Em abril, o percentual de não-residentes detentores de papéis da dívida pública federal foi de 11,3%, contra 11,4% no mês anterior.

Nominalmente, porém, houve um aumento no valor, que passou de R$ 183,3 bilhões para R$ 186,6 bilhões, mas a fatia dos estrangeiros manteve-se no mesmo patamar porque a dívida total aumentou.

Antes da taxação, houve uma escalada na participação de estrangeiros na dívida interna. Em janeiro de 2010, o montante representava 9,7%. Chegou a 11,5% em setembro e então o governo decidiu encarecer os investimentos estrangeiros em renda fixa para diminuir a entrada de dólares no país.

No mês seguinte, elevou a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) desse tipo de aplicação de 2% para 4%. Desde então, a fatia dos não-residentes na dívida pública federal vem se mantendo neste mesmo patamar.

'De setembro para cá, percebemos uma diminuição expressiva dos investidores de curto prazo. Com a elevação do IOF, deixou de ser interessante', afirma o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido.

FOLHA

Municípios movimentam mais de US$ 100 bilhões com comércio exterior

Os municípios brasileiros movimentaram US$ 137,782 bilhões em exportação e importação nos primeiros quatro meses do ano. Ao todo, 2.138 cidades realizaram operações de comércio exterior com outros países. Desse total, US$ 71,405 bilhões foram em exportações e US$ 66,376 em importações.

A informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

Segundo os dados, o município que mais vendeu ao exterior foi (RJ), com US$ 3,465 bilhões em exportações, seguido por Parauapebas (PA), com US$ 3,020 bilhões. Em terceiro lugar, está São Paulo (SP), com US$ 2,026 bilhões em exportações.

Na outra ponta, os municípios que mais compraram de outros países no primeiro quadrimestre do ano foram, São Paulo (SP), Manaus (AM), São Sebastião (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

No período, a balança comercial dos municípios teve saldo de US$ 5,028 bilhões.

FOLHA

Polícia Federal prende nove suspeitos de desviar recursos públicos no Amapá

A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira (23) nove pessoas, entre servidores públicos e empresários, suspeitas de participar de um esquema de fraude em licitações nas superintendências do Ministério da Agricultura e do Ministério da Pesca e Aquicultura no Amapá.

Entre os presos está Ruy Santos Carvalho, superintendente do Ministério da Agricultura no Estado.

As prisões são mais uma etapa da Operação Mãos Limpas, da PF, que investiga desde o ano passado um suposto esquema de desvio de verbas federais no Amapá por políticos, funcionários públicos e empresários do Estado.

Hoje, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e três mandados de prisão temporária. Também foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão nas duas superintendências, em empresas e nas casas de servidores públicos.

Segundo a PF, as investigações, que contaram com o apoio de auditores da CGU (Controladoria-Geral da União), mostraram irregularidades em processos de licitação para a compra de materiais de escritório e de limpeza nas duas superintendências.

Ainda de acordo com a PF, as licitações eram fraudadas e as empresas vencedoras, que recebiam todo o valor previsto na licitação, entregavam apenas parte do material.

O relatório não estimou o valor que foi supostamente desviado.
Em setembro do ano passado, o superintendente do Ministério da Agricultura já havia sido preso pela PF por suspeita de participação num esquema de desvio de verbas.

A reportagem não conseguiu localizar seu advogado. Na sede da superintendência, ninguém foi encontrado para comentar o caso.

OPERAÇÃO MÃOS LIMPAS

Deflagrada em 10 de setembro de 2010, a Operação Mãos Limpas chegou a prender o governador do Estado, Pedro Paulo Dias (PP), por suspeita de participação num esquema de desvio de verbas federais.

Ele passou dez dias na sede da Superintendência da PF em Brasília. Solto, reassumiu o cargo. Ele chegou a tentar a reeleição, mas foi derrotado no primeiro turno.

Nessa primeira fase foram cumpridos 18 mandados de prisão. Entre os presos, além do governador, estavam o ex-governador Waldez Góes (PDT), aliado do presidente do Senado, José Sarney (PMDB), no Amapá, e o então presidente do Tribunal de Contas do Estado, José Júlio de Miranda Coelho.

Nos meses seguintes, outros políticos, empresários e servidores do Estado do Amapá foram presos, inclusive o prefeito da capital Macapá, Roberto Góes (PDT), primo de Waldez. Todos negam envolvimento nas irregularidades.

DESVIOS

Segundo a PF, a primeira parte da Mãos Limpas revelou indícios de um esquema que desviou R$ 300 milhões de recursos da União repassados para a Secretaria da Educação do Amapá.

Ainda segundo a PF, também foram identificados desvios de recursos no Tribunal de Contas do Estado, na Assembleia Legislativa e em diversas secretarias do governo do Amapá.

FOLHA

Band sobe oferta e tenta segurar Datena no ar até 2018

Pressionada pelo assédio da Record a uma de suas principais estrelas, José Luiz Datena, a Band terá de literalmente abrir o cofre para mantê-lo em seus quadros. 

A emissora se ofereceu para bancar boa parte das ações cíveis milionárias que Datena sofre de Record e RedeTV!, herança de sua passagem por estas duas emissoras. As duas movem processos contra ele por quebra de contrato. Em 2007 eles já somavam por volta de R$ 15 milhões.

Esse é o total estimado entre multas, compensações e custas que Datena pode ser obrigado pela Justiça a pagar às duas ex-empregadoras. O apresentador deixou os canais de forma litigiosa, os processos já estão em instâncias finais, e ambos apontam para virtual derrota do apresentador.

Quando Datena foi para a Band, em 2003, a emissora se comprometeu a ajudá-lo a pagar parte de eventuais derrotas financeiras que viesse a ter nesses processos. 

A Record, no entanto, ofereceu-lhe recentemente o cancelamento de seu processo, se Datena aceitar um novo contrato. A ação da Record está estimada em R$ 10 milhões. A emissora também bancaria o prejuízo no caso de derrota nos tribunais para a RedeTV!

O novo acordo proposto pela Band prevê não apenas um aumento salarial substancial, mas também que a emissora assuma os eventuais ônus dos processos. Isso se ele permanecer na casa até 2018. O contrato anterior - assinado no ano passado com a Band -, expira em 2016. Datena está na emissora desde março de 2003; apresenta o "Brasil Urgente" e também participa do vespertino "SP Acontece".

Procurada várias vezes na tarde desta segunda-feira, a Band informou, por meio de sua assessoria, que não vai comentar o assunto. A reportagem também tentou entrar em contato com o apresentador, mas não foi atendida.

FOLHA

Sobe para quatro número de corpos resgatados de naufrágio no Distrito Federal

Os mergulhadores do Corpo de Bombeiros encontraram no início da noite desta segunda-feira (23)  dois corpos de vítimas do naufrágio ocorrido no domingo no Lago Paranoá, em Brasília. Os corpos foram encontrados em um intervalo de cerca de meia hora. O primeiro foi o de um homem adulto. Quando os bombeiros tentavam fazer o resgate, avistaram um segundo corpo, de uma criança.


A major Vanessa Signale, do Corpo de Bombeiros, informou que os corpos serão levados para o Instituto Médico Legal, para reconhecimento por familiares. Segundo ela, após a retirada dos corpos os trabalhos serão encerrados e só retomados na manhã desta terça-feira, a partir das 6h.
Até as 19h30 desta segunda-feira, os corpos ainda não tinham chegado ao IML, mas  familiares de pessoas desaparecidas no naufrágio já começam a chegar no local para fazer um possível reconhecimento de corpos.
Ivete Moura, cunhada de um cozinheiro do barco, Adail Borges, de 44 anos, estava acompanhando as buscas nas margens do Lago Paranoá, mas foi orientada pelos bombeiros a ir para o IML. O corpo do homem encontrado no início da noite teria ficado preso na cozinha da embarcação.
G1

Zagueiro que sofreu ataque cardíaco em campo em Pernambuco morre aos 24

Um ano depois de sofrer um ataque cardíaco em campo, o zagueiro Edu Matos, 24, morreu na última quarta-feira, em Maruim, no interior de Sergipe. O jogador teve uma parada cardíaca, foi levado a um hospital da cidade, mas não resistiu.

Em 2010, Edu defendia o Araripina, clube que disputava o Campeonato Pernambucano, quando teve sete paradas cardíacas seguidas. A primeira, ainda em campo. Duas semanas antes da sua morte, a reportagem da Folha entrou em contato com a família de Edu para contar sua história.


Acácia Matos e José Carlos Santos, seus pais, comemoravam a estabilidade do quadro clínico do filho, que não vivia uma crise desde março.

Edu Matos passou mais de um ano em estado vegetativo, deitado na cama de seu quarto, na casa onde nasceu e se criou, em Maruim. Ele perdera a capacidade de falar, escutar e enxergar o mundo a seu redor.

Por mais de um ano, Acácia Matos deu um beijo e um abraço no filho todo dia. Imóvel, ele continuava olhando para o alto. Ela acreditava que o filho conseguia reconhecê-la.

"Um carro sem motor", foi a metáfora usada por Acácia para descrever Edu. Sem conseguir se mexer, ele só piscava os olhos.


A HISTÓRIA

No dia 27 de janeiro de 2010, o então zagueiro do Araripina enfrentava o Porto pelo estadual local. Aos 8min de jogo, o atleta caiu sozinho no gramado e teve convulsões.


Foi atendido por uma equipe médica ainda em campo e levado para um hospital da cidade, mas seu coração parou de trabalhar por longos intervalos. Ao todo, foram sete paradas cardiorrespiratórias.

A ausência de bombeamento de sangue causou a morte em massa de milhões de células do cérebro de Edu.

Os médicos disseram que ele nunca mais voltaria a ter uma vida 'normal'.

"Ele teve uma arritmia que levou a paradas cardíacas", informa Carlos Cleber, cardiologista que acompanhou Edu em uma de suas visitas à capital sergipana. O ex-atleta costumava ir três vezes por semana a Aracaju onde fazia exercícios de fisioterapia para que seus músculos não atrofiassem.

A família ainda guarda suas chuteiras, meiões, caneleiras e camisetas de futebol. "Está na mão de Deus o futuro dele", dizia seu pai, o chefe de obras José Carlos Santos, dias antes da morte do filho.

Toda terça à noite, um grupo de evangélicos da igreja que Edu costumava frequentar se reunia em volta dele para cantar e orar. O pai dizia que era o único momento em que Edu parecia se animar.

A família gastava cerca de R$ 3 mil mensais em alimentação especial, consultas e remédios. Eles lutavam pela aposentadoria do filho.

Dizem nunca ter tido nenhuma ajuda do clube pernambucano. Acusam o Araripina de não ter pago os impostos trabalhistas, razão pela qual não conseguiram retirar o benefício previdenciário a que o filho tinha direito.

O diretor jurídico do clube pernambucano, Leonardo Cruz, diz que a acusação é infundada e que Edu não recebeu sua aposentadoria por um problema de comunicação. "Não conseguimos entrar em contato com a família, não atendem as ligações", disse ele.

Foi também a falta de comunicação o motivo, segundo a Federação Pernambucana de Futebol, pelo qual Edu ainda não tinha recebido uma parte da renda das duas partidas da final do Torneio do Interior. Clube e federação decidiram doar 15% da arrecadação e batizar a taça do campeão de Troféu Eduallison Matos.

Não há outros casos de doença cardíaca na família de Edu e seus pais dizem que ele nunca se queixara de dores. Ele tinha 23 anos quando seu coração parou.

A LEI

Desde dezembro de 2010, uma lei federal obriga todas as agremiações esportivas do país a fazer exames cardiológicos regulares em atletas.

A lei também prevê a obrigatoriedade de equipes de atendimento emergencial durante a competição. O objetivo é prevenir incidentes como o de Edu. Ou como o que matou o lateral Serginho, do São Caetano, em 2004. As entidades desportivas tiveram seis meses para se adequar à legislação.

A federação pernambucana afirma que todos os jogadores inscritos no campeonato local passaram por exames cardiológicos antes do certame. Edu inclusive, mas nada teria sido encontrado.

"Nesses exames, às vezes não se consegue detectar essa possibilidade de arritmia, a não ser que seja feito por um especialista", afirma o cardiologista Carlos Cleber.

O médico também levanta a hipótese de Edu não ter sido atendido com equipamento adequado. Em muitos estádios pequenos de futebol faltam aparelho desfibrilador, que auxiliam na reanimação cardíaca. "Provavelmente a desfibrilação não foi feita", disse o médico.

FOLHA

Bombeiros encontram mais um corpo de vítima de naufrágio no Distrito Federal


Os mergulhadores do Corpo de Bombeiros encontraram no início da noite desta segunda-feira (23) mais um corpo de vítima do naufrágio ocorrido no domingo no Lago Paranoá, em Brasília. Segundo os bombeiros, a vítima é um homem adulto.
Mais cedo, o corpo de uma mulher também havia sido localizado. No domingo, um bebê que havia sido resgatado do acidente morreu às margens do lago quando bombeiros tentavam reanimá-lo. De acordo com os bombeiros, 94 pessoas foram resgatadas com vida na noite de domingo.

O segundo corpo resgatado nesta segunda-feira foi encontrado quando os bombeiros já haviam encerrado as buscas por falta de luz natural. Quando guardavam os equipamentos, eles foram alertados de que um corpo havia sido visto no local próximo de onde o barco afundou.

As buscas pelos desaparecidos foram retomadas por volta das 6h desta segunda. Após o acidente, os bombeiros diziam haver sete desaparecidos, mas o número foi corrigido para oito.
Depois do resgate do corpo nesta manhã, os bombeiros passaram a considerar a possibilidade de haver mais uma pessoa desaparecida, porque um nome pode estar repetido na lista de passageiros.
“Não recebemos uma lista fechada dos passageiros do barco, por isso não é possível dizer por enquanto quantas pessoas estavam a bordo”, afirmou o coronel Luis Blumm, do Comando Operacional do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.
G1

Soldados dizem que Gaddafi ordenou estupros coletivos na Líbia

Acusações de que as forças do líder líbio Muammar Gaddafi estariam promovendo estupros coletivos durante batalhas contra rebeldes foram confirmadas por dois soldados a um correspondente da BBC no país.

Detidos em Misrata, no noroeste da Líbia, os militares afirmaram que foram forçados a estuprar quatro mulheres e deram detalhes da suposta campanha de Gaddafi na região.

O TPI (Tribunal Penal Internacional), que pediu a prisão do líder líbio por crimes contra a humanidade, já disse estar analisando provas sobre a ocorrência de estupros em massa no país.

Segundo o jornalista da BBC Andrew Harding, os soldados tinham 17 e 21 anos e foram capturados pelos rebeldes há duas semanas.

'Fomos trazidos para Misrata e [nossos superiores] nos disseram que a cidade estava sob ataque de mercenários argelinos e egípcios. Eles diziam que estávamos aqui para libertar Misrata', disse, em condição de anonimato, o militar de 17 anos ao repórter.

Ele conta que após entrar na casa de uma família, o grupo em que ele estava amarrou e atirou na perna do pai, da mãe e de três meninos.

"Depois, os comandantes levaram as meninas para o andar de cima e nos disseram para subirmos no telhado (para vigiar) enquanto eles terminavam de estuprá-las. Daí, nos mandaram estuprar as meninas também".

"Fiquei com medo. Mas quando a gente se recusou, eles começaram a nos bater. 

Eram quatro garotas, de 20 a 24 anos. Elas estavam conscientes. Eu estuprei uma".

MÚSICA E CIGARROS

Segundo o militar, as jovens não diziam nada. Estavam cansadas e feridas, e já tinham sido estupradas por cerca de outros 20 militares.

Ele afirmou que o estupro coletivo durou cerca de uma hora e meia e que, enquanto as garotas eram violentadas, os militares ouviam música, dançavam e fumavam.

"Não estou feliz pelo que fiz, mas não tenho medo, quero deixar claro que os comandantes nos obrigaram a estuprá-las. Nos disseram que se fizéssemos isso, eles nos dariam dinheiro. E ganhamos 10 dinares (US$ 8). Foi a primeira vez que fiz sexo. Eu tenho quatro irmãs".

Harding afirma que sua impressão era a de que a história contada pelos militares era verdadeira, mesmo tendo em mente o interesse dos rebeldes em retratar Gaddafi da pior maneira possível - o que poderia incentivar os militares a mentir.

Ele também diz ter indicações de que os relatos não são histórias isoladas, mas fazem parte de uma campanha sistemática contra civis.

"(Os estupros) aconteceram muitas vezes. A maior parte dos que violentaram famílias estava nas forças especiais. Ouvimos no rádio (no sistema de comunicação dos militares) que cerca de 50 famílias foram estupradas", disse o militar de 17 anos.

CENTENAS DE VÍTIMAS

Os rebeldes que atualmente controlam Misrata afirmaram que há centenas de vítimas, mas até agora nenhuma fez uma queixa formal.

De acordo com Harding, uma das razões para isso é o fato de muitas famílias terem sido obrigadas a deixar a cidade - e outras estarem desaparecidas. Ele também cita a possibilidade de o número de estupros ser bem menor do que o sugerido pelos rebeldes.

Mas, segundo o repórter, a causa mais provável está na cultura extremamente conservadora da Líbia - em Misrata principalmente - que considera estupro uma grande vergonha para toda a família e algo que não deva ser mencionado em público.

"Essa é uma questão muito delicada", diz Ismael Fortia, obstetra que vive em Misrata e integra uma comissão para investigar as acusações de estupros coletivos e tenta ajudar as vítimas.

'Ninguém falou nada até agora, mas esperamos que após uma ajuda psicológica, elas venham conversar conosco', disse Fortia, que também acredita que haja centenas de vítimas.

"Isso [a violência sexual] afetou o povo de Misrata mais do que qualquer outra coisa durante os confrontos".

VÍDEOS

O médico confirmou duas histórias ouvidas por Harding na cidade. A primeira é a de que alguns rebeldes estão se oferecendo para casar com as as vítimas "para livrar a família da vergonha".

A segunda diz respeito a vídeos dos estupros, gravados pelos militares com seus celulares, que estão circulando pela cidade.

Em poder dos rebeldes, Misrata está cercada pelas forças de Gaddafi há mais de dois meses.

Cumprindo uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, a Otan realiza ataques aéreos para tentar proteger a população civil do conflito entre as forças do governo e os insurgentes. Em todo o país, cerca de 750 mil pessoas já fugiram da Líbia desde o início dos combates.

BBC BRASIL

Ligação entre 560 cidades será local a partir de sábado

Os usuários de telefones fixos de 39 regiões metropolitanas e três regiões integradas de desenvolvimento poderão fazer a partir de sábado (28) chamadas a custo de ligação local para municípios com mesmo DDD e que apresentem continuidade geográfica, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

De acordo com o comunicado, a mudança irá beneficiar, direta ou indiretamente, até 68 milhões de pessoas em cerca de 560 municípios. Essa revisão é feita anualmente.

"O novo regulamento amplia os critérios de definição de áreas locais, que passa a abranger o conjunto de municípios pertencentes a uma região metropolitana ou região integrada de desenvolvimento [Ride] que tenham continuidade geográfica e pertençam a um mesmo código nacional de área [DDD]", explica em nota.

Foram contempladas no regulamento: Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Londrina (PR), Maringá (PR), Baixada Santista (SP), Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Vale do Aço (MG), Rio de Janeiro (RJ), Grande Vitória (ES), Goiânia (GO), Vale do Rio Cuiabá (MT), Salvador (BA), Aracaju (SE), Maceió (AL), Agreste (AL), Campina Grande (PB), João Pessoa (PB), Recife (PE), Natal (RN), Cariri (CE), Fortaleza (CE), Sudoeste Maranhense (MA), Belém (PA), Macapá (AP), Manaus (AM), Capital (RR), Central (RR), Sul do Estado (RR), Florianópolis (SC), Chapecó (SC), Vale do Itajaí (SC), Norte/Nordeste Catarinense (SC), Lages (SC), Carbonífera (SC) e Tubarão (SC).

Quanto às regiões de Foz do Rio Itajaí (SC), Grande São Luís (MA) e São Paulo (SP), todos os seus municípios já são considerados uma mesma área local. As Rides são Distrito Federal e Entorno (DF/GO/MG), Pólo Petrolina e Juazeiro (PE/BA) e Grande Teresina (PI/MA).

FOLHA

Dívida Pública Federal ultrapassa a barreira de R$ 1,7 trilhão

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A forte emissão de títulos fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir 2,34% em abril e ultrapassar, pela primeira vez, a barreira de R$ 1,7 trilhão. Segundo dados divulgados há pouco pelo Tesouro Nacional, a DPF fechou o mês passado em R$ 1,734 trilhão, cerca de R$ 40 bilhões a mais que a quantia registrada em março (R$ 1,695 trilhão).
A maior responsável por esse aumento foi a dívida mobiliária (em títulos) interna do governo federal, que subiu 2,58%, passando de R$ 1,611 trilhão para R$ 1,653 trilhão. A alta foi influenciada pelo fato de o Tesouro ter emitido R$ 25,95 bilhões em títulos a mais do que resgatou no mês passado, principalmente papéis prefixados. Houve ainda o reconhecimento de R$ 15,62 bilhões em juros.
A alta só não foi maior por causa da dívida externa. Segundo o Tesouro, o estoque da dívida pública externa caiu 2,32%, de R$ 83,53 bilhões em março para R$ 81,60 bilhões no mês passado.
O resultado da DPF indica uma mudança de estratégia do Tesouro. Nos meses que iniciam trimestres (janeiro, abril, julho e outubro), normalmente, o Tesouro resgata títulos prefixados que estão vencendo. No início do ano, o governo anunciou que iria diluir os vencimentos para não haver concentração em determinados meses. Em abril, no entanto, o Tesouro não apenas diminuiu os resgates desse tipo de título como emitiu R$ 30,3 bilhões em papéis prefixados.
O lançamento de títulos prefixados fez a participação desses papéis na dívida interna subir de 29,02% em março para 29,55% em abril. A fatia dos títulos vinculados à Selic subiu de 28,51% para 28,72%. A participação dos títulos corrigidos pela inflação passou de 24,28% para 24,71%.
A parcela vinculada ao câmbio na dívida interna ficou negativa em 0,47%. Por causa da retomada das operações de swap reverso (compra de dólares no mercado futuro) pelo Banco Central, iniciadas no início do ano, o país deixou de ser devedor no câmbio no mercado interno e passou a credor.
Com a taxa definida com antecedência, os títulos prefixados são preferíveis para o Tesouro Nacional porque dão maior previsibilidade para a administração da dívida pública. Em contrapartida, os papéis vinculados à Selic representam mais risco porque pressionam a dívida pública para cima em épocas de aumentos dos juros básicos.
O prazo médio da DPF caiu de 3,64 anos em março para 3,61 anos em abril. O Tesouro Nacional não divulga o resultado em meses, apenas em anos. Apesar da redução do prazo, a participação dos vencimentos nos próximos 12 meses caiu de 23,98% para 23,2%. Prazos mais longos são favoráveis para o Tesouro porque representam tempo maior para renovar a dívida pública.
Por meio da dívida pública, o governo pega emprestado recursos dos investidores para honrar compromissos. Em troca, se compromete a devolver os recursos com alguma correção, que pode ser definida com antecedência no caso dos títulos prefixados, ou seguir a variação da taxa Selic (juros básicos), da inflação ou do câmbio.
Edição: Vinicius Doria
AGÊNCIA BRASIL

Custo de produção de tablets terá redução de 31%, diz Mantega

O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse nesta segunda-feira que o custo de produção dos tablets no Brasil irá ter uma redução de 31% com a entrada deles na chamada "Lei do Bem".

Nesta segunda-feira, a medida provisória 534, publicada no "Diário Oficial da União", equipara os tablets aos computadores para fins de tributação. A MP era uma exigência de grandes multinacionais, como a taiwanesa Foxconn, para começar a produzir tablets no Brasil.

"Os tablets também se beneficiarão dos mesmos benefícios fiscais da Lei do Bem, que beneficia os computadores e laptops. Isso significa uma redução de custo tributário importante para os tablets, cerca de 31% a menos em relação ao que seria", afirmou o ministro.

Segundo Mantega, a isenção fiscal dos tablets irá colocar o Brasil em igualdade com outros países, além de tornar o país atraente para a fabricação desses componentes.

"Com isso [os benefícios fiscais], o custo dos tablets no brasil fica igual ao custo do tablet feito lá fora. De modo que torna o Brasil atraente para fabricação", disse.

"Também, como nós temos um grande mercado, é conveniente que as empresas se instalem aqui. Então dessa maneira nós vamos incentivar a vinda das empresas", concluiu.

FOLHA

Chapéu "assento de privada" de princesa é vendido por R$ 213 mil

O chapéu usado pela princesa Beatrice no casamento real britânico no mês passado e que foi ridicularizado por se parecer com um assento de privada foi vendido por 81.100 libras (R$ 213 mil) no site de leilões eBay, disseram entidades beneficentes que se beneficiarão com a venda.

O dinheiro será dividido igualmente entre a Unicef e a fundação Children in Crisis, que publicaram os resultados do leilão em seus sites oficiais.

O alvoroço que se criou em torno do chapéu usado por Beatrice no casamento de seu primo, príncipe William, com a namorada de longa data Kate Middleton surpreendeu a princesa -  filha do tio de William, príncipe Andrew, com Sarah Ferguson.

"Eu estou impressionada com a atenção que o chapéu conquistou", disse Beatrice no site de leilões. "Espero que a pessoa que vencer o leilão se divirta tanto com o chapéu quanto eu me diverti".

O chapéu, criado pelo estilista Philip Treacy, teve um preço inicial de 5.000 libras (R$ 13 mil).

Treacy disse estar "encantado, lisonjeado e emocionado com a decisão da princesa Beatrice de doar seu chapéu à caridade.

FOLHA

Nissan convoca recall da roda da Frontier

A Nissan convocou nesta semana os proprietários de picape Frontier, versão Limited Edition, fabricadas entre 2005 e 2008, para um recall das rodas de liga leve.

De acordo com a montadora, será necessária a troca das cinco rodas porque, em casos extremos, com o veículo totalmente carregado, pode ocorrer trinca ou até quebra das rodas.

A Nissan informou que ainda não há registros de acidentes e que, no Brasil, o chamado atinge 208 unidades do veículo, que é produzido na Espanha.

Os carros envolvidos têm chassi entre VSKCVND4060069190 e VSKCVND4070144648. Mais informações no site da Nissan.

FOLHA

Sony estima prejuízo anual de US$ 3,2 bilhões

A Sony prevê que vai sofrer um prejuízo líquido de US$ 3,2 bilhões para o ano encerrado em 31 de março por causa de baixa contábil sobre créditos fiscais.

A companhia tem tentado se recuperar do terremoto de março no Japão e, mais recentemente, foi atingida por uma invasão de sua rede PlayStation Network que expôs mais de 100 milhões de contas de usuários.

"Tenho sido cético sobre a Sony há tempos. A Sony foi superada pela Apple e outras empresas", disse Yuuki Sakurai, presidente-executivo da Fukoku Capital Management, em Tóquio. "A administração não é capaz de mostrar aos acionistas o futuro da empresa".

A nova previsão de resultado da Sony, de prejuízo líquido de 260 bilhões de ienes (US$ 3,2 bilhões), contrasta com a estimativa anterior de lucro de 70 bilhões de ienes. A empresa deve anunciar resultado anual na quinta-feira.

O prejuízo líquido, se confirmado, será o maior já sofrido pela Sony desde 1995 e o segundo maior já registrado pela companhia.

REUTERS/FOLHA

Barco que afundou no Distrito Federal estava superlotado, dizem bombeiros

O barco "Imagination", que naufragou na noite deste domingo (22) no lago Paranoá, em Brasília, estava com o número de ocupantes acima da capacidade permitida, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Ao menos dois morreram no acidente e ainda há desaparecidos.


Segundo a major Vanessa Cignale, o barco tinha autorização para navegar com 90 passageiros e dois tripulantes, mas ao menos 104 pessoas estavam a bordo.

A última vistoria feita na embarcação ocorreu em dezembro, e foi atestado que ele estava em boas condições e tinha todos os itens de segurança, como boias e coletes salva-vidas. 

Passageiros relataram, porém, que ninguém usava os coletes na embarcação na noite de ontem.

Bombeiros da unidade de busca e salvamento encontraram um papel com a lista de passageiros entre os destroços do barco, que afundou e está em uma profundidade de 17 metros. Os bombeiros não informaram se a lista está legível e se poderá ser usada para confirmar o número de desaparecidos.

As buscas por vítimas devem continuar até o início da noite, mas os trabalhos são prejudicados pela baixa visibilidade no lago, que hoje está em menos de um metro. As buscas estão concentradas no local do acidente e no trajeto que ele faria, sentido Lago Norte.

Ao menos 25 mergulhadores foram mobilizados. Também são feitos mergulhos no naufrágio para o recolhimento de materiais.


VÍTIMAS

Os bombeiros localizaram na manhã de hoje o primeiro corpo de vítima do naufrágio. É uma mulher, ainda não identificada, e o corpo estava preso na embarcação. Além dela, morreu um bebê de sete meses não resistiu e também morreu.

As famílias que estavam na beira do lago foram orientadas a ir para o IML de Brasília para aguardar informações.

A mãe do bebê morto no naufrágio foi identificada apenas como Valdelice e permanece desaparecida. "Não temos mais esperança de encontrá-la viva", disse o cunhado, Joeci. O enterro do corpo do bebê só deverá ocorrer quando a mulher for encontrada.

Segundo Joeci, o marido de Valdelice e outra filha do casal estavam na embarcação, mas sobreviveram e estão fisicamente bem.


INVESTIGAÇÃO

O "Imagination" naufragou por volta das 21h. Ele havia partido de um clube e passava por outros recolhendo passageiros para uma festa que era realizada na própria embarcação. Ela enfrentou problemas quando passava próximo da ponte Juscelino Kubitschek.

Segundo relato de sobreviventes, o barco virou após uma lancha passar muito perto e provocar ondulações, mas as circunstâncias do acidente ainda estão sendo investigadas.

"Já ouvimos relatos de colisão, de problema, de explosão, mas isso é prematuro. Só teremos certeza com a perícia", afirmou o delegado titular do 10º DP, Adival Cardoso de Matos.

O comandante do barco, Ailton da Silva Maciel, era habilitado para a função. Ele e o proprietário da embarcação foram ouvidos pela Polícia Civil e, segundo o delegado, afirmaram que o barco era legalizado.

O comandante afirmou ainda que começou a distribuir os coletes salva-vidas assim que o problema começou, mas que o barco submergiu muito rápido, o que teria dificultado a distribuição a todos.

A Marinha informou que irá abrir um inquérito administrativo para investigar os motivos do acidente, com prazo de conclusão de 90 dias.

ANUNCIADA

No dia 22 de maio de 2010, o naufrágio de uma lancha com 11 pessoas no lago Paranoá resultou na morte de duas irmãs de 18 e 21 anos.

A embarcação estava superlotada e tinha capacidade para apenas seis passageiros. Após a tragédia, a Marinha informou que iria intensificar a fiscalização no lago, inclusive no período noturno.

FOLHA

Tribo amazônica desconhece conceito de tempo, diz estudo

Pesquisadores brasileiros e britânicos identificaram uma tribo amazônica que, segundo eles, não tem noção do conceito abstrato de tempo.

Chamada Amondawa, a tribo não possui as estruturas linguísticas que relacionam tempo e espaço - como, por exemplo, na tradicional ideia de "no ano que vem".

O estudo feito com os Amondawa, chamado "Língua e Cognição", mostra que, ainda que a tribo entenda que os eventos ocorrem ao longo do tempo, este não existe como um conceito separado.

A ideia é polêmica, e futuras pesquisas tentarão identificar se isso se repete em outras línguas faladas na Amazônia.

O primeiro contato dos Amondawa com o mundo externo ocorreu em 1986, e, agora, pesquisadores da Universidade de Portsmouth (Reino Unido) e da Universidade Federal de Roraima começaram a analisar a ideia de tempo da forma como ela aparece no idioma falado pela tribo.

"Não estamos dizendo que eles são 'pessoas sem tempo' ou 'fora do tempo'", explicou o professor de psicologia da língua na Universidade de Portsmouth, Chris Sinha.

"O povo Amondawa, como qualquer outro, pode falar sobre eventos e sequências de eventos", disse ele à BBC. "O que não encontramos foi a noção de tempo como sendo independente dos eventos que estão ocorrendo. Eles não percebem o tempo como algo em que os eventos ocorrem".

Tanto que a tribo não tem uma palavra equivalente a "tempo", nem mesmo para descrever períodos como "mês" ou "ano".

As pessoas da tribo não se referem a suas idades - em vez disso, assumem diferentes nomes em diferentes estágios da vida, à medida que assumem novos status dentro de sua comunidade.

Mas talvez o mais surpreendente seja a sugestão dos pesquisadores de que não há interconexão entre os conceitos de passagem do tempo e movimento pelo espaço.
Ideias como um evento que "passou" ou que "está muito à frente" de outro são comuns em muitas línguas, mas tais construções linguísticas não existem entre os Amondawa.

"Isso não significa que (as construções) estão além das capacidades cognitivas da tribo", prosseguiu Sinha. "Apenas não são usadas no seu dia-a-dia".

Quando os Amondawa aprenderam português, que está se tornando mais comum entre eles, eles facilmente incorporam a noção do tempo em sua linguagem.

A hipótese dos pesquisadores é de que a ausência do conceito de tempo se origina da ausência da "tecnologia do tempo" - por exemplo, sistemas de calendário e relógios.

Isso, por sua vez, pode estar relacionado ao fato de que, como muitas tribos, o sistema numérico detalhado dos Amondawa é limitado.

TERMOS ABSOLUTOS

Tais argumentos não convencem Pierre Pica, linguista teórico do CNRS (Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica), que foca seus estudos em uma outra língua amazônica, conhecida como Mundurucu.

"Relacionar número, tempo e espaço por uma simples ligação causal parece sem sentido, com base na diversidade linguística que conheço", disse ele à BBC News.
Pica diz que o estudo sobre os Amondawa "tem dados muito interessantes", mas argumentos simplificados.

Sociedades pequenas como os Amondawa tendem a usar termos absolutos para relações espaciais normais --por exemplo, referir-se à localização específica de um rio que todos na comunidade conhecem bem, em vez de usar uma palavra genérica para rios.

Em outras palavras, enquanto os Amomdawa podem ver a si mesmos se movendo através de arranjos temporais e espaciais, seu idioma talvez não reflita isso de uma maneira óbvia.

Novos estudos devem aprofundar o conhecimento sobre o assunto, diz Sinha.

"Queremos voltar (à tribo) e verificar (a teoria) novamente antes que a língua desapareça --antes que a maioria da população comece a aprender desde cedo a usar sistemas de calendário".

BBC BRASIL

luishipolito@outlook.com

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