segunda-feira, 30 de maio de 2011

Rei da Suécia desmente elos com crime organizado e prostitutas

O rei Carl 16 Gustaf da Suécia desmentiu nesta segunda-feira as acusações da imprensa segundo as quais teria frequentado clubes de strip-tease e mantido relações com o crime organizado, em um esforço para encerrar um escândalo que fragiliza sua imagem.

"Não. É impossível que existam", disse o chefe de Estado sueco ao responder a uma pergunta sobre a existência de fotos comprometedoras com mulheres nuas.

Um ex-mafioso, Mille Markovic, confirmou recentemente possuir essas fotos.

Markovic disse também que uma pessoa próxima ao rei chegou a tentar dissuadi-lo de publicar qualquer imagem que pudesse comprometer o monarca.

"É difícil comentar algo que não vi e que nenhuma outra pessoa viu", disse o rei da Suécia em uma longa entrevista concedida à agência de notícias sueca TT.

CRISES NA MONARQUIA SUECA

O desmentido do rei sueco, no trono há 37 anos, ocorre depois de uma série de problemas que vão desde as revelações do passado nazista do pai da rainha brasileira Silvia à brutal ruptura do noivado da princesa Magdalena.

Em um explosivo livro publicado no fim de 2010, "Den Motvilliga Monarken" ("Monarca, apesar de sujo", em tradução livre), o rei Carl 16 Gustaf, 65 anos, foi acusado de frequentar clubes de reputação duvidosa, participar de festas decadentes e manter relações adúlteras.

Até agora, o rei vinha se abstendo de comentar as afirmações do livro.

Os escândalos mancharam a imagem do monarca e, segundo as últimas pesquisas, a maioria dos suecos é favorável à ideia de que ele abdique rapidamente e deixe o trono para sua filha mais velha, Victoria.

O soberano rejeitou a possibilidade.

"É uma tradição e um costume, portanto, não será assim", desabafou ele à agência TT.

FOLHA

EUA sancionam empresa de Israel por fazer negócios com Irã

A revelação de que uma empresa israelense fez negócios com o Irã gerou um escândalo em Israel, país que mais pressiona por medidas contra a República Islâmica e seu programa nuclear.

Na semana passada, os EUA anunciaram sanções ao conglomerado israelense Irmãos Ofer pela venda de um navio petroleiro a uma empresa iraniana em 2010.
A transação, de US$ 8,6 milhões (R$ 13,8 milhões) teria sido feita pela Tanker Pacific, subsidiária do grupo Ofer em Cingapura.

O resultado, segundo o Departamento de Estado americano, foi a venda do petroleiro à
empresa iraniana IRISL (Islamic Republic of Iran Shipping Lines), que está na lista negra dos EUA por atividades de suporte à proliferação nuclear.


O anúncio colocou sob pressão o multibilionário conglomerado israelense de transporte, mas também criou um grande constrangimento para o governo. 

Relações comerciais com um país inimigo, como o Irã, é considerado crime em Israel.

A primeira reação do grupo Ofer foi negar que manteve relações comerciais com o Irã. Mas investigações da imprensa israelense mostraram que seus navios atracaram diversas vezes em portos iranianos na última década.

A comissão econômica do Parlamento convocou uma sessão de emergência para esta segunda-feira depois que o conglomerado afirmou ter recebido luz verde do governo para atracar no Irã. O governo nega.

"Israel tem uma política muito clara em relação ao Irã. Ninguém pode ter nenhum contato com o país", reiterou no domingo (29) o premiê Binyamin Netanyahu.

REPERCUSSÃO

Na imprensa local, o caso está sendo visto como a confirmação de antigas suspeitas de
relações comerciais de empresas israelenses com o Irã, por meio de triangulações com outros países.


Yossi Melman, especialista em espionagem do jornal "Haaretz", chamou de "hipócrita" a atitude do governo israelense. "Israel prega ao mundo inteiro sobre a necessidade de sanções contra o Irã, mas não faz nada contra elas", escreveu Melman.

Em mais um lance da guerra de informação, fontes ligadas ao grupo Ofer deram a entender que os navios atracados no Irã fizeram parte de uma operação de espionagem.

"Os israelenses tem o direito de saber se os irmãos Ofer são heróis ou vilões", disse o deputado Arieh Eldad, que pediu uma investigação do Procurador Geral sobre o escândalo.

O Irã negou a notícia. "Navios israelenses não ousam atracar em portos iranianos", disse o vice-diretor da organização iraniana de portos, Mohsen Sadeqifar. Pela lei iraniana, também é proibido negociar com empresas israelenses.

FOLHA

China bloqueia protesto de minoria mongol

Recentes protestos étnicos após o atropelamento de um camponês mongol na região da Mongólia Interior (norte) fizeram o governo chinês enviar policiais e veículos blindados, proibir reuniões, censurar o assunto nos meios de comunicação locais e bloquear o acesso à internet em diversas cidades.

As medidas, somadas a promessas oficiais de punir os atropeladores, impediram a realização de mais manifestações marcadas para esta segunda-feira contra a morte do camponês, que teria sido atingido no dia 10 por um caminhão carregado de carvão dirigido por chineses han, a maioria étnica do país.

Na semana passada, houve bloqueios de rua e manifestações em pelo menos três cidades da Mongólia Interior, nos protestos mais intensos desde 1981, quando o governo chinês iniciou um grande programa para instalar contingentes de han na região, na fronteira com a Mongólia e a Rússia.

Dois moradores da maioria han da cidade Hohhot, um dos palcos dos protestos, disseram que um grande número de policiais e carros blindados ocuparam a praça central desde domingo (29).

Os habitantes receberam várias mensagens de celular da polícia com a advertência de que "alguém com motivos escusos está tentando convocar assembleia ilegais, por favor fiquem em casa", segundo relatos, obtidos pela reportagem da Folha sob anonimato.

A internet sem fio foi cortada, sob a alegação de que se tratava de um "exercício de combate ao terrorismo".

Nessa cidade, centenas de estudantes mongóis marcharam há uma semana contra a "humilhação étnica", segundo um dos moradores.

Atualmente, os mongóis representam apenas 20% dos 24 milhões de habitantes da Mongólia Interior, vasta região semidesértica com vários recursos energéticos, como o carvão, principal fonte energética da China. A região é considerada mais assimilada em comparação com tibetanos e uigures (minoria étnica muçulmana).

FOLHA

Ja Rule cancela show em São Paulo por falta de público

O rapper norte-americano Ja Rule cancelou sua participação no Urban Music Festival, realizado no último domingo (29), na Arena Anhembi, em São Paulo, alegando que "não tocaria para 200 pessoas", afirmou a organização do evento.

Os problemas com Ja Rule, no entanto, começaram antes. O artista se atrasou por conta de "problemas no hotel" e foi transferido das 19h para as 23h, último horário do line-up. No entanto, a maior parte do público deixou o local logo após o show de John Legend & The Roots. À meia-noite, o rapper ainda não tinha dado as caras no palco e a arena se esvaziou ainda mais.

Na última quarta-feira, o festival anunciou o cancelamento da apresentação de Cee Lo Green, que seria headliner do evento. Por conta disso, o valor do ingresso poderia ser resgatado, mas ainda não há detalhes sobre o procedimento de troca.
O Urban Music Festival colocou 30 mil ingressos à venda. Não há informações oficiais sobre a quantidade de entradas vendidas. De acordo com bombeiros civis, a estimativa era de que cerca de 10 mil pessoas assistiram aos shows do festival.

RAP E SOUL DE PROTESTO

O atraso de Ja Rule fez o MC paulistano Emicida subir ao palco antes do previsto, por volta das 20h. A primeira música, porém, não era sua: o instrumental do hit "Fuck You", de Cee Lo Green, serviu de base para o rapper comentar sobre sua participação no festival Coachella, nos EUA, e criticar a postura do soulman de não vir ao Brasil: "respeita 'noiz' e o nosso dinheiro, irmão".

Acompanhado do coletivo Instituto e dos amigos Criolo, Rael da Rima e Fabiana Cozza, Emicida mandou sucessos de suas duas mixtapes, como "E.M.I.C.I.D.A.", "Vacilão", "Rua Augusta" e "Outras Palavras", e um pout-pourri de clássicos do rap nacional que incluiu Sabotage, Thaíde e DJ Hum. Um dos melhores shows do festival.

Uma hora e meia depois, as atenções se voltaram para o palco Urban. Com dez minutos de atraso, John Legend, ao piano, e a banda The Roots deram início aos primeiros acordes de "Hard Times", que também abre o disco "Wake Up" (2010).

 As releituras de soul de protesto dos anos 60 e 70 conduziram a apresentação do cantor e da banda de hip-hop --"Little Ghetto Boy" e "Compared to What" também apareceram no começo da apresentação.

Antes dos Roots aquecerem a plateia com uma versão acelerada de "Seed 2.0" e "You Got Me", em parceria com Jassica Wilson, uma das backing vocals da banda, Legend teve seu momento solo "Save Room" e "Green Light". Mais conhecida do público, "P.D.A. (We Just Don't Care)" também arrancou voz da plateia. "O clipe foi gravado aqui no Brasil", comenta o cantor, satisfeito.

Depois da releitura de "Wake Up Everybody", Legend e The Roots também fizeram uma versão de "Wake Up", da premiada banda de rock Arcade Fire, que parece ter passado despercebida pelo público.

Após uma longa e "barulhenta" versão de "I Can't Write Left-Handed", também do disco "Wake Up", veio a pausa. No bis, John Legend chama Ana Carolina ao palco para cantar "Entreolhares (The Way You're Looking at Me)", dueto gravado em 2009 como faixa do disco "N9ve", de Legend. "Ordinary People", de Legend, e "The Fire", do The Roots, encerram a aplaudida performance dos artistas.

Ao contrário dos boatos, o MC Black Thought, do The Roots, veio com a banda ao Brasil, o que permitiu ao grupo de hip-hop apresentar músicas de seu repertório próprio. Vale destacar também o "Roots man" Questlove, que deu força ao show com sua performance na bateria.

O grupo belga Technotronic, que fez sucesso nos anos 90 com hits como "Pump Up the Jam", a banda Copacabana Club, DJ King e Roots Rock Revolution também passaram pelos palcos do festival.

FOLHA

França resgata mais 75 corpos de vítimas do voo 447

O BEA (Birô de Investigações e Análise), órgão do governo francês encarregado das investigações sobre o acidente com o voo 447 da Air France, informou nesta segunda-feira que foram resgatados do oceano mais 75 corpos de vítimas. O acidente ocorreu em 2009, quando o Airbus que fazia a rota Rio-Paris caiu no mar e causou a morte de 228 pessoas.


A informação é do presidente da Associação dos Familiares de Vítimas do Voo 447, Nelson Faria Marinho, que disse ter recebido comunicado do governo francês.

De acordo com Marinho, nenhuma informação sobre a identificação dos corpos já resgatados foi mencionada, nem quando serão colhidas amostras do DNA dos parentes para uma eventual análise.

No início de maio, dois corpos foram resgatados dos destroços do avião pelo navio Ile de Sein.

Como os resultados dos testes para tentar extrair o DNA dos ossos dessas duas vítimas foram positivos, o que irá permitir suas identificações, as autoridades francesas decidiram continuar o resgate dos corpos.

Na época do acidente, 50 corpos já haviam sido resgatados na região da queda. 

Com os 75 corpos retirados até agora, as vítimas recuperadas chegam a 127.

Em carta enviada às famílias na semana passada, o governo francês afirmou que peritos estão fazendo "todo o possível" para resgatar os corpos, com base na orientação da Justiça francesa de que os restos mortais muito degradados não poderão ser retirados do fundo do mar.

Como todas as peças do avião necessárias às investigações já foram retiradas, a operação se concentrará agora exclusivamente no resgate dos corpos.

DADOS

Quase dois anos após a queda do avião que fazia o voo 447, entre o dia 31 de maio e 1º de junho de 2009, o BEA divulgou na sexta-feira (27) os primeiros dados registrados nas caixas-pretas.

O relatório aponta que o avião caiu por 3 minutos e 22 segundos antes de tocar a superfície do oceano a uma velocidade de cerca de 200 km/h.

Segundo o BEA, o relatório descreve "de maneira factual a sequência dos acontecimentos que levaram ao acidente". As primeiras análises definitivas serão apresentadas somente no fim de julho. "Só depois de um trabalho longo e minucioso de investigação é que as causas do acidente serão determinadas e as recomendações de segurança serão emitidas, o que é a principal missão do BEA", informou o órgão.

FOLHA

Corpo é encontrado próximo à Fortaleza de Santa Cruz


O 4º GMAR foi chamado mas precisou de reforço e acionou o quartel de Botafogo. Bombeiros acreditam que homem deve ter ficado na água por mais de 15 dias.

Um corpo foi encontrado boiando, próximo à Fortaleza de Santa Cruz, no bairro de Jurujuba, em Niterói. Os militares do Forte que estavam em serviço, avistaram o homem, ainda não identificado, por volta de 7h da manhã desta segunda-feira.
Os bombeiros do 4º GMAR (Itaipu) foram chamados, mas por não terem como resgatá-lo, por que a lancha da corporação não suporta o mar agitado, acionaram os bombeiros de Botafogo que possuem uma estrutura de resgate melhor.
O corpo deve ser levado para o quartel de Botafogo. Devido ao inchaço, os bombeiros acreditam que deve ter ficado na água por mais de 15 dias.
O FLUMINENSE

Criança morre ao ser atropelada por caminhão em Vacaria

Daniele dos Santos Martins, de oito anos, morreu depois de ser atropelada por um caminhão no Km 121,9 da BR-285, em Vacaria, na Serra, por volta das 12h15min desta segunda-feira.


Segundo a Polícia Rodoviária Federal, a criança caminhava pela calçada com a mãe quando o motorista perdeu o controle do veículo. 

O teste do bafômetro acusou 1,12 ml de álcool por litro de sangue. O motorista, Arielson Santos Maciel, 27 anos, foi preso em flagrante e responderá por crime de homicídio. 


ZERO HORA

Ex-deputado federal Nelson Goetten é preso por suspeita de estupro e induzimento à prostituição

O ex-deputado federal Nelson Goetten de Lima foi preso preventivamente nesta segunda-feira por suspeita de estupro e induzimento à prostituição. O político, que atualmente é presidente do Partido da República (PR) em Santa Catarina, teria abusado por pelo menos duas vezes de uma adolescente de 14 anos. Os crimes teriam acontecido em 2009 e 2010.

Segundo o inquérito, Goetten teria contratado ainda outras meninas, todas menores de idade, para festas em seu apartamento em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina. Os responsáveis pelo aliciamento das adolescentes seriam Gilberto Orsi, professor de fanfarras em Rio do Sul, e Cristiane Alves, que também tiveram a prisão preventiva decretada. 

As prisões preventivas foram decretadas pela Justiça na semana retrasada e cumpridas nesta segunda. Goetten foi preso enquanto estava numa barbearia em São José. Orsi e Cristiane também já foram detidos. Goetten e Orsi estão detidos na Diretoria de Investigações Criminais (Deic) em Florianópolis, para onde Cristiane também foi encaminhada, mas ainda não havia chegado.

DIÁRIO CATARINENSE

Polícia prende mais sete pessoas na segunda fase da Operação Ilusão de Ótica

Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (Dedc), desencadeou nesta segunda-feira (30) a segunda fase da Operação Ilusão de Ótica, que revelou um esquema de importação irregular de óculos da China para serem revendidos no Brasil. O golpe gerou um prejuízo estimado de R$ 50 milhões em sonegação fiscal.
Na Operação Ilusão de Ótica II, sete pessoas foram detidas no ParanáSão Paulo e Minas Gerais. De acordo com a polícia, um dos presos é um doleiro que foi detido em uma mansão no bairro Mercês, em Curitiba. Essas pessoas são acusadas de terem empresas de fachada que faziam notas fiscais frias para a revenda dos óculos contrabandeados da China no Brasil.
Na segunda fase da operação 17 mandados de prisão foram expedidos, mas apenas sete foram cumpridos.
Esquema
Em cinco meses de investigações, a polícia levantou evidências de que as óticas receptavam óculos de origem chinesa. O produto entrava no Brasil pelo Paraguai e as empresas adulteravam notas fiscais para não levantar suspeitas. A polícia apontou que as óticas acusadas de integrar o esquema fazem parte das redes Visomax e Grupo Vega. Uma rede de Belo Horizonte, em Minas Gerais, também estaria envolvida nas irregularidades.
Segundo as investigações, o ex-deputado federal mineiro Franciso Horta foi o mentor das irregularidades e usava familiares e funcionários como “laranjas” para a criação de empresas de fachada. Entre os presos na primeira fase da operação estavam quatro filhos do ex-deputado.
A primeira operação – desencadeada em Curitiba, Paranavaí e Belo Horizonte – resultou na apreensão de R$ 34 mil em dinheiro e 100 mil peças de óculos, além de armas em Belo Horizonte (um fuzil) e Paranavaí (revólveres, pistolas e quatro granadas). O grupo é acusado por 12 crimes. Entre eles, sonegação fiscal, estelionato e formação de quadrilha. Somadas, as penas podem chegar a 30 anos.
GAZETA DO POVO

Carolina Dieckmann assume: 'Adoro quando fico um mulherão'

Adepta do jeans e da sandália rasteira no dia a dia, Carolina Dieckmann assumiu que ama se transformar para fazer fotos, como as que recheiam a revista "Joyce Pascowitch". "Adoro fazer capa de revista, quando fico um mulherão, e todo mundo fala que estou incrível", conta Carol. A moça, que volta às novelas em "Fina Estampa", só não gosta mesmo quando vê seu nome envolvido em polêmicas: "Todas as vezes em que me vi no meio de uma situação assim, fiquei com vergonha. Fico triste, infeliz, querendo me enfiar num casulo".

EXTRA ONLINE

Brasil investirá 23% do PIB em até quatro anos, diz BNDES

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse que o país terá, em quatro anos, uma taxa de investimento de 23% do PIB, patamar suficiente e necessário para sustentar um crescimento mais robusto da economia no longo prazo.

Coutinho disse que tal proporção de investimento em relação ao PIB será alcançada com os R$ 3,2 trilhões a serem alocados em projetos industriais, de infraestrutura e outros mapeados pelo banco.

Para Coutinho, alguns setores terão papel relevante na expansão do investimento nos próximos anos. Citou toda a cadeia de petróleo e gás, energia elétrica e logística --principalmente com os grandes projetos de novos portos e ferrovias.

O presidente do banco estatal disse ainda que parte da demanda por financiamentos do BNDES está sendo suprida por bancos privados neste ano. Por isso, afirma, os desembolsos do BNDES ficarão em R$ 145 bilhões, abaixo da previsão original de R$ 170 milhões.

Uma das metas do governo, diz, é fomentar o financiamento privado ao investimento em grandes projetos.

Coutinho participou nesta segunda-feira do evento Rio Investors Day, promovido pela Prefeitura do Rio.

FOLHA

Dólar fecha a R$ 1,59; Bovespa cai 0,39% em dia morno

A taxa cambial encerrou o expediente abaixo de R$ 1,60 pela primeira vez após mais de três semanas. A ausência dos mercados americanos (feriado local), no entanto, contribuiu para esvaziar o giro de negócios, que foi pouco superior a US$ 1 bilhão, segundo as estatísticas preliminares da BM&F.

O dólar comercial foi trocado por R$ 1,593, em baixa de 0,49%, após oscilar entre R$ 1,599 e R$ 1,593. Já o dólar turismo foi vendido por R$ 1,730 e comprado por R$ 1,530 nas casas de câmbio paulistas.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) recua 0,39%, aos 64.046 pontos. O giro financeiro está extremamente baixo, em R$ 1,35 bilhão.

Apesar do baixo volume, nem por esse motivo o Banco Central deixou de realizar seus habituais leilões para compra de moeda: o primeiro por volta das 12h20 (hora de Brasília) e o segundo, perto das 16h.

Analistas do setor financeiro não descartam que os preços sofram um repique amanhã, com o mercado em "velocidade integral". A crise grega, sob o qual paira a ameaça pouco velada de uma reestruturação da dívida, continua no radar dos mercados.

Hoje, entre as poucas notícias de destaque disponíveis para a repercussão dos agentes financeiros, o boletim Focus (BC) revelou que boa parte dos economistas revisou para baixo suas projeções para a inflação deste ano --o IPCA projetado passou de 6,27% para 6,23%.

E a inflação medida pelo IGP-M foi de 0,43% em maio, ante 0,45%, conforme acompanhamento da Fundação Getúlio Vargas. Analistas projetavam uma variação de 0,55%.

No segmento de juros futuros da BM&F, as taxas projetadas caíram com força nos contratos de prazo mais longo, mas subiram, ainda que modestamente, nas taxas de curto prazo.

Para julho, a taxa prevista avançou de 12,03% ao ano para 12,04%; para janeiro de 2012, a taxa projetada passou de 12,34% para 12,35%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa prevista cedeu de 12,56% para 12,53%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

FOLHA

Minério deve estabilizar nos próximos 3 meses, aponta Vale

O novo presidente da Vale, Murilo Ferreira, afirmou nesta segunda-feira que o preço do minério de ferro ficará praticamente "estável" nos próximos três meses, sem alteração significativa ante o que está em vigor atualmente.

O executivo avalia ainda que a desaceleração da economia chinesa em curso não deve se sustentar por muito tempo. "Acredito em um grande segundo semestre para a China".

Para Ferreira, a Vale vai se beneficiar ainda das menores exportações da Índia para a China e ocupar esse filão de mercado.

O executivo, por seu turno, vê as economias dos EUA e da União Europeia em ritmo mais lento do que o previsto.

MUDANÇAS

Ferreira confirmou ainda a mudança na diretoria de energia da Vale, com a saída do executivo Almir Resende. Trata-se, diz, de uma alteração "natural" e "possível de acontecer", já que a Vale tem 127 diretores de segunda escalão.

O primeiro escalão é composto por sete diretores-executivos e apenas a executiva Carla Grasso, muito ligada ao ex-presidente Roger Agnelli, foi trocada por Vânia Somavilla na área de recursos humanos.

O novo diretor de energia, segundo Ferreira, ainda será escolhido. Para Ferreira, a mudança visa dar um novo foco à diretoria e "desplugar" a Vale da ideia de investir apenas em hidreletricidade. O objetivo, afirma, será vincular os investimentos em energia à sustentabilidade e dar ênfase às energias alternativas.

FOLHA


Justiça condena empresário Ricardo Mansur a 11 anos de prisão

Mais de dez anos depois da quebra de seus negócios, o empresário Ricardo Mansur (ex-Mesbla e Mappin) foi condenado a 11 anos e meio de prisão por gestão fraudulenta no MPP (Mappin Previdência Privada) e no Banco Crefisul. Outros dois ex-diretores, Herald Paes Leme e Realsi Roberto Citadella, receberam sentença de quatro anos de prisão. A condenação é em primeira instância.

O juiz Marcelo Costenaro Cavali concedeu a Mansur o direito de apelar em liberdade.

"As consequências do crime foram gravíssimas, especialmente danosas ao Sistema Financeiro Nacional, considerando que o Banco Crefisul entrou em processo de liquidação extrajudicial", diz a sentença.

Pela fraude no processo do MPP, Mansur pegou 6 anos de prisão e mais 5 anos e meio no caso do Crefisul. Os crimes ocorreram entre meados de 1998 e 1999.

"Está muito clara a imputação de que o acusado (Mansur) era, na qualidade de administrador de fato de quase todas as empresas do grupo, o responsável pela determinação de todas as operações", afirmou o juiz Cavali, na sentença.

"Na véspera da liquidação extrajudicial da instituição financeira [Banco Crefisul], o acusado [Mansur] teria realizado saque a descoberto no valor de R$ 10 milhões, além de o banco já apresentar débitos superiores a R$ 120 milhões apenas com o Banco Central", diz outro trecho da sentença.

O advogado de defesa de Mansur, Marcelo Rocha Leal Gomes de Sá, afirma que ele não comandou as ações apontadas pela Justiça.

"A condenação foi uma surpresa para nós. Como administrador de vários negócios, ele não teve participação nessas operações. Não há nem sequer uma assinatura dele nos documentos", disse Gomes de Sá.

O processo também aponta vários saques injustificados, entre eles, um no valor de R$ 2 milhões do fundo de pensão dos funcionários do Mappin, em janeiro de 1999. Uma semana mais tarde, o dinheiro retornou à conta do MPP, sem remuneração.

O MPP ainda acabou tendo de pagar R$ 4 mil de ICMS.

FOLHA

Ex-rei da soja, Olacyr de Moraes, volta à cena com jazida de metal raro

Na década de 1970, Olacyr de Moraes ganhou a alcunha de "rei da soja" ao se tornar o maior produtor individual do grão no mundo. Hoje, depois de se desfazer de parte de seu patrimônio, o empresário tem uma nova "menina dos olhos": uma jazida de tálio, metal raro, caro, tóxico e com aplicações importantes na indústria energética.


Aos 80 anos, recém-comemorados em badalada noite em São Paulo, ele recorre novamente ao cerrado --precisamente a cidade de Barreiras, na Bahia-- onde encontrou nas plantações de soja, a primeira grande jazida do metal no Brasil.

A reserva tem potencial de ser maior que as da China e do Cazaquistão, os únicos produtores atuais. Com esse volume, é possível atender a toda demanda mundial por seis anos, segundo a empresa.

FOLHA

Setor imobiliário vê sinal amarelo e desacelera

Após forte crescimento nos últimos anos, o setor imobiliário começa a dar indicações mais fortes de desaquecimento, pressionado, sobretudo, por preços altos, desaceleração da demanda e ritmo menor de lançamentos.

O sinal amarelo acendeu já no primeiro trimestre deste ano, quando construtoras e incorporadoras apresentaram dados de vendas e lançamentos bem abaixo dos vistos em 2010.

Mais recentemente, o Secovi-SP, sindicato que representa o setor em São Paulo, divulgou uma queda de 61,8% nas vendas de imóveis residenciais novos na capital paulista em março contra um ano antes e recuo de 16,2% sobre fevereiro.

"Redução do crédito, aumento das taxas de juros e migração de investimentos em poupança para outros com retorno maior têm contribuído para um arrefecimento da demanda", afirma o economista e professor de Finanças da BBS Business School, Ricardo Torres.

Mais otimista, o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, disse à Reuters na ocasião da divulgação dos dados de março que a queda foi pressionada por questões sazonais. "O primeiro trimestre sazonalmente é o que vende menos e esse ano foi agravado pelo Carnaval no início de março. A comparação anual também é muito dura. No primeiro trimestre de 2010 o país vivia uma euforia total".

Somado a isso, a segunda fase do Minha Casa, Minha Vida, que ainda não saiu do papel, vem pesando sobre a demanda, principalmente a da população de baixa renda. De fato, há um ano, o programa habitacional do governo era citado pelo mercado como o principal motor de crescimento do setor.

"Isso [paralisação do programa] causa represamento. Quem depende do subsídio para comprar um imóvel vai aguardar", assinala o analista Wesley Bernabé, do BB Investimentos.

"As empresas colocaram o pé no freio em lançamentos em meio à discussão de aumento de preços [dentro do programa] e o setor já vem sofrendo pressão de custos. Hoje uma parcela representativa do mercado ficou em 'standby'", diz o analista Marcos Pereira, da Votorantim Corretora.

Segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria), o nível de atividade da indústria da construção civil caiu para 48,3 pontos em abril, contra 49,5 no mês anterior. Valores acima de 50 indicam crescimento da atividade e expectativa positiva.

"O ritmo de crescimento das empresas [do setor imobiliário] deve ter uma nova realidade, mais alinhado com o Produto Interno Bruto", afirma Pereira.

ESTOQUES

Tema recorrente em discussões sobre os rumos do setor, a forte valorização imobiliária vista nos últimos anos é outro fator que divide opiniões entre agentes de mercado.

Enquanto alguns defendem que houve uma correção natural de preços após anos de estagnação, outros apontam que a queda de preços é necessária para sobrevivência das construtoras.

"As incorporadoras não têm mais como comprar terrenos em grandes cidades e ainda têm estoque gigantesco para vender. Têm que oferecer descontos para atrair investidores", afirma Torres, da BBS.

O analista Pereira, da Votorantim, concorda que as distorções de preços exigirão certa correção para que os estoques de imóveis sejam desovados. "Há um estoque crescente, que tende a aumentar. Pode haver pressão de estoque até o final do ano, resultado do crescimento dos últimos anos".

Por outro lado, Bernabé, do BB Investimentos, não vê os estoques influenciando a curva de preços para baixo.

"Se os preços caírem muito, há desestimulo muito grande", afirma. "Se o estoque de unidades prontas atingir um nível maior que o atual, as empresas vão começar a revisar as metas de lançamentos. Não vejo relação com preços".

No mesmo sentido, Petrucci, do Secovi, é taxativo: "Preço de imóvel não cai, principalmente preço de imóvel novo".

NEM IMÓVEIS, NEM AÇÕES

A desaceleração do setor vem refletindo também nas ações de construtoras na Bolsa.

"Não é hora de comprar imóvel nem ação das empresas. O momento é muito delicado", diz o economista e professor da BBS. "Os preços, tanto de imóveis quanto de ações, perderam o contato com a realidade. Não é um bom investimento hoje".

O analista da Votorantim cita a deterioração geral da Bolsa como um aspecto bastante negativo para as empresas do setor imobiliário, muito dependente de capital estrangeiro.

O Imob, índice que mede o desempenho de 18 ações do setor imobiliário na Bovespa, acumula queda de 7,6% no ano até 27 de maio, um pouco pior que o do Ibovespa --que reúne as ações mais líquidas da bolsa paulista e registra queda de 7,2% no mesmo intervalo.

"Enquanto a bolsa continuar enfraquecida, o setor imobiliário não deve ser uma aposta", avalia Pereira.

Ele cita ainda a forte pressão de custos sofrida pelas grandes empresas do setor no quarto trimestre de 2010 como responsável por passar uma mensagem negativa aos investidores.

"Não acho que no curto prazo essa percepção negativa vá mudar, talvez no segundo semestre", diz.

REUTERS/FOLHA

Tio e sobrinho são suspeitos de tentar sequestrar ex-prefeito em Itaberaba na Bahia

Dois dos seis assaltantes que planejavam sequestrar o empresário e ex-prefeito de Iaçu José Possidônio Sampaio, conhecido como “Zé Rico”, na última sexta-feira (28), no município de Itaberaba, são familiares da vítima.
Kleber Silva Sampaio, parente em segundo grau de “Zé Rico” e seu sobrinho, Carlos Alberto Sampaio Neto, conseguiram escapar ao cerco policial e são procurados. Os quatro comparsas deles permanecem na Delegacia de Itaberaba. 
Joselito Jesus Bispo (Gordo), Wellington Bezerra Felzemburgh (Well), Jailton Maciel Haine Júnior e Gilson Santana dos Santos foram autuados em flagrante pelo delegado Jorge Figueiredo Júnior, coordenador da 12ª Coorpin (Coordenadoria Regional de Polícia do Interior), pelos crimes de receptação, formação de quadrilha e porte ilegal de arma de uso restrito.
As investigações indicaram que a quadrilha pretendia seqüestrar a vítima durante sua caminhada diária, com a finalidade de extorqui-la. Antes de atacarem o empresário, os assaltantes foram surpreendidos pelos policiais, que os conduziram para a delegacia local com as armas e o veículo apreendidos.
Com o grupo, policiais civis e militares apreenderam duas pistolas ponto 40, uma pistola 380, um revólver calibre 38, celulares, munições, dinheiro e um veiculo Hyundai, de cor prata, roubado há uma semana em Camaçari.

CORREIO DA BAHIA

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