domingo, 26 de junho de 2011

Colisão na BA-099 deixa quatro mortos

Quatro pessoas morreram neste domingo, 26, em um acidente que aconteceu por volta do meio-dia no Km 121 da BA-099, na região do Conde, a 155 quilômetros de Salvador.
Segundo a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o Ford Ka prata de placa JRT 9012 colidiu com um ônibus da empresa Viação Litoral Sul, de Sergipe, e acabou debaixo do coletivo.
Os veículos vinham em sentido contrário um ao outro na pista de mão dupla e bateram. Em seguida, caíram num barranco ao lado da via.
Somente por volta das 19h30, um guindaste foi levado ao local para tentar  afastar  as ferragens dos veículos, pois eles ficaram entrelaçados devido à violência da batida.
O motorista do coletivo ficou com o pé preso nas ferragens e foi retirado com a ajuda de populares.
Alguns dos passageiros do ônibus tiveram ferimentos leves e receberam atendimento de equipes de ambulâncias enviadas ao local do acidente.
CORREIO DA BAHIA

Acidente deixa cinco jovens mortos no Norte de Minas Gerais

Cinco pessoas morreram em mais um grave acidente neste feriadão nas estradas mineiras. Desta vez, a tragédia aconteceu na rodovia LMG-618, entre Divisa Alegre e Águas Vermelhas, no Norte de Minas, neste domingo.

Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), um grupo de cinco jovens, três homens e duas mulheres, que têm entre 16 e 20 anos, voltava de uma festa junina em Divisa Alegre para Águas Vermelhas quando o motorista perdeu o controle da direção e bateu o veículo. A PMRv não tem detalhes de como aconteceu o acidente e as causas.Ainda de acordo com a corporação, uma testemunha do acidente informou que com o impacto, os cinco ocupantes, todos supostamente sem cinto de segurança, foram arremessados para fora do carro. Eles morreram antes mesmo de receberem socorro.Os corpos dos cinco jovens, dois universitários naturais da Bahia e três moradores de Águas Vermelhas, foram levados para o necrotério da cidade.


O TEMPO ONLINE

Danilo e Liedson brilham, e Corinthians faz 5 a 0 no São Paulo

Com três gols de Liedson, um de Danilo e um de Jorge Henrique na falha de Rogério, o Corinthians atropelou o São Paulo por 5 a 0, no Pacaembu, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro.

Agora, o time do Parque São Jorge é o vice-líder do torneio, com 13 pontos, e tem uma partida a menos que o líder São Paulo, que perdeu hoje os 100% de aproveitamento. A equipe do Morumbi está com 15 pontos.

Os grandes destaques da equipe alvinegra foram o meia Danilo e o atacante Liedson. Danilo fez o primeiro gol corintiano e deu mais duas assistências. Liedson marcou três tentos.

No último gol, feito por Jorge Henrique, o goleiro Rogério tomou um frango após deixar a bola passar em um chute de fora da área.

Na próxima rodada, o Corinthians visita o Bahia. Já o São Paulo pega o Botafogo.

FOLHA

Criança de 7 anos foi morta pelo irmão

O menino de 7 anos morto ontem (25) com um tiro na cabeça foi vítima de um disparo acidental feito por seu irmão, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública).

Victor de Oliveira Tafner foi baleado por volta das 17h30, em uma casa no Jardim Independência, zona leste de SP.

Testemunhas disseram que o irmão da vítima, de 21 anos, tentava manusear uma pistola calibre 380, que disparou acidentalmente e atingiu o menino.

O jovem fugiu do local gritando "eu matei o meu irmão".

O tio da vítima, um empresário de 61 anos, contou que estava em casa quando a cunhada telefonou e pediu que ele fosse até a residência da família.

Quando chegou ao local, o tio encontrou a criança deitada em uma cama.

Policiais militares foram chamados para atender uma ocorrência de disparo de arma de fogo.

No local, encontraram a criança deitada sobre a cama com uma perfuração de tiro na nuca.

Procurados pela polícia, os pais não apresentaram condições emocionais para falar sobre o fato.

A criança foi socorrida ao Hospital da Vila Alpina, e depois transferida ao Hospital das Clínicas, onde morreu, por volta das 19h45.

Foi solicitada perícia para o local. A arma foi apreendida pela polícia.

O caso foi registrado no 56º DP (Vila Alpina) como homicídio culposo e posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, e encaminhado ao 42º DP (Parque São Lucas).

FOLHA

Jaqueta de Michael Jackson é leiloada por US$ 1,8 milhão

A jaqueta preta e vermelha usada por Michael Jackson no clássico videoclipe "Thriller" foi leiloada por US$ 1,8 milhão (R$ 2,8 milhões).


Darren Julien, presidente da empresa de leilões Julien's, de Beverly Hills, disse que a peça foi comprada neste domingo por Milton Verret, um empresário de Austin (Texas).

A jaqueta é uma das duas que Michael usou no clipe, de 1983, e aparece na famosa cena em que ele dança em frente a um grupo de zumbis que saem de suas tumbas.

Segundo Verret, a jaqueta será colocada em exibição e os fundos angariados serão revertidos para a caridade.

Parte do dinheiro arrecadado no leilão irá para a Shambala Preserve, uma associação que cuida de animais e ficou responsável pelos dois tigres que o cantor mantinha como bichos de estimação.

ASSOCIATED PRESS/FOLHA

Tucanos lamentam morte de Paulo Renato Souza

Desde a madrugada deste domingo, políticos do PSDB publicaram no Twitter mensagens de pesar pela morte do ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza. Ele sofreu um infarto fulminante no hotel onde estava hospedado em São Roque, interior de São Paulo.

O ex-governador José Serra foi um dos primeiros a se manifestar. Ainda de madrugada, publicou em seu perfil a seguinte mensagem: "Foi-se Paulo Renato, meu querido amigo, um dos maiores homens públicos do Brasil. Foi um grande secretário e um grande ministro da Educação".

O Secretário de Estado da Cultura de São Paulo, Andrea Matarazzo, afirmou que a morte de Paulo Renato era uma "triste notícia" e classificou o tucano de "um grande ministro. Uma grande pessoa. Bom caráter. Sério".

Em homenagem ao ex-ministro, Matarazzo publicou, ainda, links para três músicas dos compositores austríacos Wolfgang Amadeus Mozart e Franz Schubert, além de retransmitir mensagens de condolências enviadas por internautas.

O atual líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias, se manifestou na manhã deste domingo ao receber a notícia de um de seus leitores no Twitter. "Os meus sentimentos. Solidariedade a família e amigos", escreveu o senador.

FOLHA

Asteroide passará perto da Terra nesta segunda-feira

O asteroide 2011 MD vai passar a apenas 12 mil quilômetros da superfície da Terra na segunda-feira (27), divulgou a Nasa (agência espacial americana). A aproximação está prevista para as 10h30 (horário de Brasília).

De acordo com o centro planetário da Universidade de Harvard (EUA), o objeto não está classificado como potencialmente perigoso e não vai atingir o planeta. O 2011 MD tem o tamanho calculado até 20 metros de diâmetro.

Em sua passagem, o ponto mais próximo entre o asteroide e a Terra será no extremo sul, mais precisamente no oceano Atlântico.

O 2011 MD é o dobro do tamanho de outros asteroides que foram observados e passaram perto da Terra.

A descoberta, na quarta-feira (22), é de autoria de uma equipe do programa Linear que trabalha em Socorro, no Novo México. O Linear observa objetos que se aproximam da Terra e, ao longo de seu trabalho, já identificou mais de 2.000 itens.

Por causa do seu brilho intenso, ele provavelvemente será visível por telescópios comuns.

FOLHA

Criança de 7 anos morre após ser baleada em São Paulo

Uma criança de sete anos morreu após ter sido baleada na cabeça, por volta das 17h25 deste sábado (25), no bairro Jardim Independência, zona leste da São Paulo.

A vítima foi socorrida pelos policiais e encaminhada inicialmente ao pronto-socorro do hospital Vila Alpina (zona leste).

No fim da tarde o garoto deu entrada no Hospital das Clínicas (zona oeste), mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 19h45.

A Folha tentou entrar em contato com o 56º DP (Vila Alpina), onde a ocorrência é investigada, mas ninguém atendeu às chamadas.

Na casa onde ocorreu o disparo acontecia um churrasco. Há possibilidade do disparo ter sido acidental.

FOLHA

Expansão do Brasil na América Latina já alimenta sentimento antibrasileiro

A expansão da influência do Brasil na América do Sul começa a gerar um sentimento anti-brasileiro na região. Ao mesmo tempo em que o chamado consenso de Brasília é um modelo de sucesso econômico que os países da região querem emular, a crescente presença de empresas brasileiras nas nações vizinhas desperta desconfiança.

O governo da província argentina de Mendoza acaba de suspender um projeto de exploração de potássio da Vale, com investimento de US$ 8 bilhões. O governo acusa a mineradora de não cumprir acordo para a utilização de fornecedores e mão de obra local --segundo o contrato, 75% dos serviços terceirizados e funcionários devem ser de Mendoza.

No Peru, o governo cancelou a licença para a construção da hidroelétrica de Inambari, a maior do país, a ser tocada pela OAS, Furnas e Eletrobras. A obra estava estimada em US$ 4.9 bilhões. Populações indígenas locais vinham protestando contra prováveis danos ambientais e acusavam o projeto de beneficiar somente o Brasil, que ficaria com cerca de 80% da energia gerada. Com isso, o governo de Alan García resolveu submeter a concessão a consulta popular.

Outros investimentos da Eletrobras em projetos de energia no país também podem ser paralisados e submetidos a consulta popular.

O congressista Daniel Abugattás, porta-voz do Gana Peru, o partido de Humala, afirmou recentemente à Folha: "Hidrelétricas na selva podem ser prioridade para o Brasil, mas não são prioridade para o Peru".

Para Matias Spektor, coordenador do Centro de Relações Internacionais da FGV, "existe uma percepção de que o Brasil em ascensão vai se comportar da mesma maneira que as potências coloniais tradicionais, como os EUA e Espanha".

"Esses países querem, sim, receber investimentos do Brasil, mas querem coibir abusos", diz Spektor. O presidente-eleito do Peru, Ollanta Humala, disse à Folha em abril. "Não queremos repetir com o Brasil o ditado mexicano que diz que a desgraça do México é estar tão longe de Deus e tão perto dos EUA".

'VAGÃO BRASILEIRO'

Para Spektor, o Brasil terá de ser muito mais cuidadoso para administrar as reações a sua expansão no continente. Para amenizar a hostilidade, investir em cooperação técnica é essencial, acredita. "Precisamos convencê-los de que eles têm mais a ganhar juntando-se ao vagão brasileiro do que se opondo".

Ele cita programas de bolsas no Brasil para estudantes da região, cooperação técnica em programas como Bolsa Família e combate ao crime. O modelo é semelhante ao que a China usa em sua vizinhança, com o ensino da língua e cultura chinesa, como forma de tranquilizar e conquistar os vizinhos. É bem diferente do tipo de expansão da China na África e América Latina, baseada em trocar crédito e investimentos por fornecimento de matérias primas.

"Só assim vão entender que não existe um projeto megalomaníaco juntando empresas brasileiras e o Itamaraty para dominar a região", diz.

O governo brasileiro quer convencer os vizinhos de o que o discurso de cooperação "sul-sul" é para valer. Ou seja: as iniciativas de cooperação técnica e de compartilhamento tecnológico não são medidas compensatórias para vencer resistências, mas passos de uma política de "desenvolvimento comum".

"A América do Sul é um espaço de acumulação das empresas, mas também é um espaço de legitimação da política externa brasileira", diz Pedro Barros, titular da missão do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) na Venezuela, o escritório pioneiro da instituição no exterior e uma das pontas de lança da estratégia oficial.

Ao visitar o Uruguai, no mês passado, a presidente Dilma Rousseff ressaltou que a integração entre os países não poderia se traduzir na aquisição, por parte das empresas brasileiras, de ativos uruguaios. Segundo ela, era preciso estimular acordos produtivos e de cooperação técnica.

O capital brasileiro está presente nos mais diversos setores da economia uruguaia, como na distribuição de gás em Montevidéu e região metropolitana, feita por uma empresa controlada pelo Petrobras, até na cerveja Patrícia, a mais popular, que pertence à Ambev.

TEMOR DE NEOIMPERIALISMO

A Argentina pós-crise de 2001 é o exemplo clássico do apetite brasileiro por ativos na região. A compra da tradicional cervejaria Quilmes pela gigante Ambev foi um desses momentos simbólicos de temor do neoimperialismo brasileiro.

Barros defende que o caminho para amenizar o desequilíbrio é a unificação de cadeias produtivas, como foi feito entre Brasil e Argentina no setor automobolístico.

"O Brasil tem um discurso de reduzir as assimetrias na região e ajudar os vizinhos a se desenvolverem, nos moldes do que foi feito na integração europeia", diz Ricardo Sennes, sócio-diretor da Prospectiva Consultoria. Mas, até agora, a estratégia não tem sido bem-sucedida. "O Brasil acaba transbordando sua economia para os países vizinhos de forma não organizada"].

Segundo Sennes, como muitas vezes as empresas brasileiras se expandem com ajuda do BNDES, ou são investimentos da Eletrobrás e Petrobrás, são braço do Estado, isso gera resistências.

Como disse recentemente o presidente da União Industrial Argentina, Jose Inacio de Mendiguren, em reunião com empresários. "Vou parar de defender as empresas argentinas quando a Argentina tiver seu BNDES".

FOLHA

Soldados acusam Exército israelense de coerção religiosa

Soldados do Exército israelense acusaram a corporação de práticas de coerção religiosa, em um episódio que reabriu as discussões em torno do polêmico vínculo entre religião e Forças Armadas.

Segundo as notícias que começaram a veicular neste domingo, um batalhão do Exército israelense foi levado para rezar junto ao Muro das Lamentações, em Jerusalém, após uma operação militar na região da Faixa de Gaza.

O Muro das Lamentações é considerado o lugar mais sagrado para a religião judaica e, segundo a tradição, é uma parede que restou do antigo Templo de Jerusalém.

A viagem teve como objetivo fazer uma oração de agradecimento por terem saído vivos da ação militar. Um porta-voz do Exército declarou que os soldados "não foram obrigados a rezar".

No entanto, subalternos que falaram à mídia israelense sob condição de anonimato disseram ter tido medo de desobedecer às ordens dos comandantes e participado da cerimônia religiosa contra a própria vontade.

Neste domingo, o ex-chefe do setor de Educação do Exército, general da reserva Nehemia Dagan, disse à radio estatal Kol Israel que os comandantes responsáveis pela decisão de levar o batalhão para a oração devem ser demitidos imediatamente.

A repórter para assuntos militares Carmela Menashe, disse que os soldados jovens "não teriam coragem de desobedecer as instruções dos comandantes e todos receberam em mãos o texto da oração".

Para a mãe de um soldado secular que falou com a radio estatal, a mensagem que o Exército passa aos jovens soldados é de que "não importa o que eles façam, pois seu destino está nas mãos de Deus".

VÍNCULO POLÊMICO

O vínculo entre Exército e religião desperta uma intensa polêmica na sociedade israelense, pois todos os jovens do país, tanto homens como mulheres, são obrigados a prestar serviço militar ao completar 18 anos, à exceção dos jovens árabes-israelenses.

A grande maioria dos soldados é de seculares, pois jovens ultraortodoxos geralmente são liberados do serviço militar para estudar em seminários rabínicos.

Outro setor do público religioso, os denominados nacionalistas-religiosos, presta serviço militar, mas constitui minoria dentro do Exército.

No entanto, nos últimos anos, soldados nacionalistas-religiosos, com forte motivação ideológica, têm conquistado altas posições de comando em diversas unidades de elite e assim tornam-se mais influentes nas decisões do Exército.

Há poucos dias o chefe do Estado Maior, general Benny Gantz, que é secular, também gerou polêmica ao alterar o texto tradicionalmente lido nas cerimônias anuais em memória dos soldados mortos.

O texto original, que dizia que "o povo de Israel vai sempre lembrar dos soldados que sacrificaram suas vidas", foi alterado para "Deus vai sempre lembrar...".

A alteração provocou protestos na sociedade e Gantz foi acusado de ter contribuído para transformar Israel em um Estado "fundamentalista".

Em decorrência dos protestos, o general resolveu nomear uma comissão militar para discutir a formulação do texto.

BBC BRASIL/FOLHA

Brasileiro José Graziano da Silva é eleito para dirigir FAO

O brasileiro José Graziano da Silva foi eleito para o cargo de Diretor-Geral da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), derrotando o espanhol Miguel Ángel Moratinos, em votação de segundo turno, quando obteve a maioria dos 179 votos possíveis. 

No primeiro turno, Graziano há havia superado Moratinos por 77 a a 72 votos, nas eleições realizadas neste domingo, em Roma.

Seu mandato vai de 1º de janeiro de 2012 a 31 de julho de 2015 e tem pela frente a dura tarefa de reformar um organismo internacional sob críticas pesadas - a instituição já foi acusada de ser vagarosa e desperdiçar dinheiro na execução de seus programas para combate à fome.

Graziano já ocupou o cargo de diretor regional da FAO e foi ministro da Segurança Alimentar e do Combate à Fome durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva.

O agrônomo e economista foi coordenador da elaboração do programa Fome Zero, tendo sido o representante regional do órgão para a América Latina e o Caribe.

O PAPEL DA FAO

A FAO, criada em 1945 com sede em Roma, conduz as atividades internacionais encaminhadas a erradicar a fome em países desenvolvidos como em países em desenvolvimento.

Na prática, a organização viabiliza fóruns de discussão entre os países, para que eles possam se encontrar e negociar acordos.

Também é papel da FAO proporcionar conhecimento através de estudos e análises, além de fornecer assistência técnica e realizar projetos junto a 191 países.

Mas os principais projetos da FAO dizem respeito à luta contra a fome. Em setembro, a organização divulgou que a subnutrição no mundo diminuiu pela primeira vez em 15 anos. Segundo o relatório, em 2010 o número de pessoas subnutridas caiu de 1,02 bilhão para 925 milhões.

Para se ter uma ideia, as metas do milênio estabelecidas pela ONU falam na redução pela metade do número de subnutridos até o ano de 2015. Para cumprir a meta, daqui três anos este número terá de estar em cerca de 400 milhões de pessoas.

FOLHA

Suspense grego

A Grécia mantém o mundo em suspense, enquanto seu governo, enfrentando protestos de rua e forte oposição política, tenta obter a aprovação de novas medidas de aperto fiscal, em mais um esforço para evitar o calote. Se o plano for aprovado no Parlamento, poderá ser liberada mais uma fatia de 12 bilhões do pacote de auxílio de 110 bilhões montado há pouco mais de um ano pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Sem esse dinheiro o Tesouro grego será incapaz de pagar as dívidas com vencimento em julho. O primeiro passo para a adoção das novas medidas foi dado na terça-feira, quando o primeiro-ministro, George Papandreou, obteve do Parlamento um voto de confiança. Foram 155 votos favoráveis, 143 contrários e 2 abstenções. Na quinta-feira foram acertados com o FMI e a União Europeia os detalhes do plano. Faltaria ao governo conseguir o apoio político para iniciar a nova fase do ajuste.
Se o esforço der certo, mais uma parcela da ajuda será liberada em julho. Além disso, novo empréstimo, estimado em 120 bilhões, está em discussão. O governo grego tem ao mesmo tempo negociado com a chamada troica - FMI, União Europeia e Banco Central Europeu (BCE) - e enfrentado a resistência da oposição e dos grupos mobilizados contra os cortes do gasto e o aumento de impostos.
Para tornar o remédio menos amargo, o governo se dispôs a abandonar certas medidas mais dolorosas, como o aumento da carga tributária lançado sobre trabalhadores de baixa renda. A mudança desagradou aos técnicos da troica. Mas o acordo alcançado na quinta-feira inclui maiores impostos e maior contenção de despesas. O ajuste deve ser suficiente para uma economia de 6,4 bilhões neste ano. Além disso, está previsto um avanço nas privatizações.
O quadro seria muito mais simples, neste momento, se o grande problema fosse a liquidação das contas com vencimento nos próximos meses, mas a situação é muito mais grave. Mesmo com um grande aperto fiscal e com todo o sacrifício imposto à população - o desemprego passou de 11,6%, em março do ano passado, para 16,2%, neste ano -, será muito difícil o governo grego pagar as dívidas sem uma reestruturação. Algum tipo de calote ainda é altamente provável.
Essa opinião é obviamente partilhada pelo governo da maior economia europeia, a Alemanha, embora nenhuma autoridade europeia admita abertamente o risco. A primeira-ministra Angela Merkel tem liderado um esforço político para envolver os bancos no socorro à Grécia. A participação seria voluntária. Os banqueiros aceitariam rolar a dívida e facilitar seu pagamento, talvez incorrendo em alguma perda. Nesse caso, talvez o acerto seja visto, tecnicamente, como algo diferente de um calote. O detalhe é importante, porque os próprios bancos são sujeitos à avaliação de risco.
Um calote atabalhoado, argumentam os defensores de uma reestruturação "voluntária", seria desastroso para o sistema financeiro e para os demais países com dívida pública elevada. Portugal e Irlanda, já envolvidos em programas financiados pela União Europeia e pelo FMI, poderiam enfrentar novos problemas.
Nem a maior potência econômica ficaria ilesa, no caso de um calote grego. Quem o afirma é Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). "O impacto nos Estados Unidos", segundo ele, "seria significativo". O choque seria indireto, porque os bancos americanos têm negócios importantes com bancos europeus diretamente expostos ao risco da dívida grega. Mas poderia, segundo Bernanke, tornar ainda mais lenta a recuperação do país.
O FMI e o BCE têm rejeitado toda insinuação a respeito de uma reestruturação da dívida grega. O BCE tem um motivo especialmente forte, porque detém uma carteira de títulos de alto risco, acumulados durante operações de ajuda a governos. Um calote afetaria o valor desses papéis.
A dívida pública da Grécia está estimada em 157,1% do PIB neste ano e deve subir para 159,3% em 2012, segundo instituições multilaterais. Mas todos os governos do mundo rico estão superendividados. A média estimada para os países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é de 102% em 2011 e de 105% em 2012. Todos têm motivo para seguir com muito nervosismo a evolução do drama grego. 
ESTADÃO

PC chinês celebra 90º aniversário com maior onda de repressão desde 1989

O Partido Comunista da China chega aos 90 anos sexta-feira em meio à maior onda de repressão desde o massacre da Praça Tiananmen (Praça da Paz Celestial), em 1989, e no comando de uma ofensiva de resgate de símbolos maoistas que mergulhou o país num mar de canções, filmes, óperas, balés e livros "vermelhos".


Sessenta anos depois de sua chegada ao poder e 30 após o início das reformas que transformaram a China na segunda maior economia do mundo e retiraram 400 milhões de pessoas da miséria, o partido não dá nenhum sinal de que pretenda afrouxar seu controle ou permitir o surgimento de outras forças políticas no país. Ao contrário.
Ao mesmo tempo em que celebra a espetacular performance do país durante a crise financeira global que castigou o mundo "capitalista", o PC chinês mostra-se cada vez mais defensivo. "Apesar dos bons resultados econômicos, eles se sentem ameaçados e estão paranoicos", avalia Willy Lam, cientista político de Hong Kong que há anos acompanha de perto os movimentos internos do partido.
A corrupção generalizada, o aumento da desigualdade social, a arbitrariedade e o abuso do poder por líderes locais e a ausência de canais institucionais para manifestar a insatisfação popular fomentam milhares de protestos em todo o país contra os efeitos colaterais do crescimento - a estimativa é de que sejam realizados 150 mil ao ano.
Ao lado dessas demonstrações, que não questionam a legitimidade do partido, há uma pressão minoritária, mas crescente, em favor de reformas políticas e do estabelecimento de um Estado de Direito que dê aos cidadãos garantias mínimas de proteção, até mesmo contra o próprio governo.
A mais contundente expressão desse movimento foi a Carta 08, organizada pelo vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2010, Liu Xiaobo, preso desde que o documento foi divulgado, em dezembro de 2008. Assinado por 300 chineses e apoiado por milhares de outros na internet, o texto pede o fim do regime de partido único, separação de poderes, liberdade de imprensa e respeito aos direitos humanos.
Apesar de a repressão ter começado a se intensificar naquela época, ela chegou ao auge neste ano, com a violenta reação do partido a uma tentativa anônima e frustrada de reproduzir na China protestos como os que levaram ao fim de regimes autoritários no mundo árabe.
Solto na semana passada depois de quase três meses de prisão, o artista plástico Ai Weiwei transformou-se no principal símbolo da atual onda repressora em razão de sua projeção internacional, mas ele está longe de ser sua principal vítima.
Em desrespeito às escassas garantias previstas na legislação chinesa, forças de segurança têm usado com frequência cada vez maior formas heterodoxas de punição, que incluem detenções ilegais e a manutenção de ativistas em prisão domiciliar por períodos indeterminados.
"Eles simplesmente sequestram advogados de direitos humanos, os mantêm incomunicáveis em locais desconhecidos e os submetem a tortura física e psicológica, que os força a escrever confissões e garantir cooperação", escreveu um dos principais especialistas ocidentais em legislação chinesa, o advogado americano Jerome Cohen, em análise sobre o endurecimento do partido.
A truculência de Pequim produziu resultados e conseguiu silenciar, ao menos temporariamente, os mais proeminentes críticos do regime. A exemplo de Ai Weiwei, muitos dos ativistas que foram presos e posteriormente soltos neste ano estão proibidos de manifestar publicamente suas opiniões e de deixar a cidade onde vivem sem autorização oficial.
Outros enfrentam uma situação ainda mais hostil e estão confinados a um total isolamento. O exemplo mais emblemático é o do ativista cego Chen Guangcheng, um advogado autodidata condenado a 4 anos e 3 meses de prisão em 2006, depois de atuar em defesa de milhares de mulheres que foram obrigadas a realizar abortos ou esterilizações por funcionários responsáveis pelo controle de natalidade em sua vila, na Província de Shandong.
Chen cumpriu sua pena até o fim e foi "libertado" em setembro do ano passado. Desde então, ele e sua mulher, Yuan Weijing, são mantidos em prisão domiciliar e não podem deixar suas casas nem manter contato com o mundo exterior.
Em carta enviada para fora da China e divulgada na semana passada pela entidade ChinaAid, Yuan relata que ela e o marido foram espancados em fevereiro por um bando de 70 a 80 pessoas liderado pelo secretário-geral do Partido Comunista na região, em uma ação que deixou Cheng desacordado e terminou com o confisco de quase tudo o que a família possuía, incluindo os livros escolares e brinquedos de sua filha de 5 anos.
O ataque ocorreu depois que Cheng e a mulher conseguiram enviar ao exterior um vídeo gravado clandestinamente, no qual retratam a permanente vigilância a que estão sujeitos. Jornalistas que tentaram visitar Chen no começo do ano foram impedidos com violência por policiais à paisana e gangues armadas.
Mais do que uma onda de repressão, o atual movimento é revelador das disputas internas do Partido Comunista, que tradicionalmente opõem um grupo que resiste às reformas e privilegia o controle do Estado e outro favorável à abertura e a mudanças no sistema político - no jargão local, eles são respectivamente esquerdistas e direitistas.
É cada vez mais evidente que os adeptos da linha dura estão ganhando a disputa e a maioria dos analistas não acredita que haverá mudança depois da troca de comando prevista para outubro de 2012, quando Hu Jintao e Wen Jiabao deixarão o poder.
"Eu não vejo nenhum mudança. Xi Jinping é um conservador e pelo menos no futuro previsível eles têm condições de manter o controle por meio do aparato de segurança, que é extremamente forte e tem muitos recursos", prevê Willy Lam.
Ontem, o ativista Hu Jia deixou a prisão, depois de cumprir a pena de 3 anos e meio que foi condenado sob a acusação de subversão. Mas tudo indica que ele não estará livre e continuará sujeito à permanente vigilância da polícia. 
ESTADÃO

Pai e filho são assassinados em Jaboatão dos Guararapes

Mais um crime chocante assustou a população de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, na madrugada deste domingo. Pai e filho foram encontrados mortos na Rua Tamoios, número 50, próximo à ladeira que dá acesso à região onde é realizada a Festa da Pitomba. O caso foi registrado pela Força-Tarefa Sul, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Os corpos de pai e filho já foram encaminhados ao Instituto de Medicina Legal, por volta das 5h deste domingo. A polícia trabalha com a possibilidade do homem, que aparenta ter 50 anos, ter como primeiro nome ′Josué`, conforme informações de vizinhos. O garoto, sem identifação, aparenta ter 18 anos, mas ainda não tem nome confirmado. As vítimas, no entanto, permanecem sem identificação, uma vez que nenhum familiar esteve no IML para reclamar os corpos.
DIÁRIO DE PERNAMBUCO

Cantor Jau vai parar na delegacia após se envolver em briga em Amargosa

O cantor e compositor baiano Jau, uma das atrações do terceiro dia do Forró do Piu-Piu, em Amargosa, foi parar na delegacia da cidade após se envolver em uma briga na noite deste sábado (25), segundo informações de agentes da unidade policial.
Encaminhado por policiais militares à delegacia juntamente com os outros envolvidos, cujos nomes ainda não foram divulgados pela polícia, Jau prestou esclarecimentos sobre a confusão e foi liberado em seguida, após o registro da ocorrência pelo delegado Vagner Marinho Pinto, que falará sobre o caso à imprensa no final da manhã deste domingo.
De acordo com informações do site Bocão News, a briga teve início depois que o filho de Jau foi flagrado urinando em local proibido pela esposa do desembargador Josevandro Andrade, do Tribunal de Justiça da Bahia, dono da fazenda Colibri, onde estava sendo realizado o evento. Jau e o filho teriam agredido a mulher após ela ter reclamado da atitude do jovem. As informações ainda não foram confirmadas pela delegacia, que liberou todos os envolvidos na briga ainda na madrugada deste domingo.
CORREIO DA BAHIA

Irmã do ex-presidente Lula morre aos 72 anos em São Bernardo do Campo


Marinete Silva foi enterrada no sábado (25) em cemitério do ABC paulista.


Ela morreu na sexta-feira (24) aos 72 anos, vítima de câncer no pulmão.


G1

Sobe para 46 o número de mortos de acidente aéreo na Rússia

O número de mortos no acidente de um avião Tupolev 134 ocorrido na segunda-feira passada no noroeste da Rússia aumentou para 46, depois de uma mulher que "tinha gravíssimas lesões e queimaduras" não resistir aos ferimentos, informaram fontes do Ministério da Saúde da Rússia.

Ela estava na lista de oito sobreviventes do acidente de terça-feira (horário local), que deixou inicialmente 44 mortos. Um dia após a tragédia, o número subiu para 45, com o falecimento do menino Anton Terejin, de nove anos.

Agora, restam apenas seis sobreviventes da catástrofe, ocorrida em uma estrada a dois quilômetros de seu ponto de destino, o aeroporto de Petrozavodsk, capital da república russa de Karelia, na fronteira com a Finlândia.

A aeronave, pertencente à companhia aérea Rusair, tinha decolado uma hora e meia antes do aeroporto de Domodedovo, em Moscou. Os restos do avião ficaram espalhados sobre a estrada.

O acidente aéreo de Petrozavodsk é o mais grave registrado na Rússia desde 10 de abril de 2010, quando um avião modelo Tu-154 caiu na cidade de Smolensk, deixando 95 mortos, inclusive o então presidente polonês, Lech Kaczynski.

EFE/FOLHA

Hackers internacionais afirmam que encerrarão invasões virtuais

O grupo internacional Lulz Security, também conhecido como Lulzsec, divulgou neste sábado uma mensagem no Twiiter afirmando que não fará novas ações, após 50 dias atacando sites de instituições como a CIA e o senado norte-americano.

O perfil dos representantes brasileiros do grupo (que também usa o nome LulzSec), porém, continua anunciando diversos ataques contra sites do governo.

A mensagem deixada pela vertente internacional da organização afirma que suas ações foram movidas pela diversão, e que "estivemos perturbando e expondo empresas, governos, a população em geral e tudo o que há no meio, só porque nós podemos".

A mensagem de despedida diz ainda que os hackers esperam que as invasões continuem sem o Lulzsec. Algumas das frases postadas afirmam: "Por favor, não parem. Nós esperamos, desejamos e até imploramos que o movimento se manifeste em uma revolução que pode continuar sem nós".

SAIBA MAIS

O grupo de hackers LulzSec chamou a atenção mundial pela primeira vez há dois meses, com a invasão da rede on-line do PlayStation, da Sony, e com o vazamento dos dados de milhões de usuários. O serviço, de alcance global, passou dias fora do ar.

Na semana passada, o grupo assumiu um ataque ao site da CIA. Na quinta-feira, o FBI invadiu e confiscou equipamentos de um servidor de internet no Estado de Virgínia, parte de uma investigação dos membros do LulzSec realizada junto com a própria CIA e agências europeias, segundo o "New York Times". Um membro do LulzSec foi preso no Reino Unido.

O nome Lulz vem de LOL ("laugh out loud", rir alto), uma gíria de internet usada, em geral, após brincadeiras on-line e pegadinhas.

Anterior e mais conhecido, o grupo Anonymous nasceu como coletivo hacker há cerca de três anos.

A exemplo do LulzSec, começou com brincadeiras on-line, até realizar uma série de ataques em defesa do WikiLeaks, em dezembro do ano passado.

Conseguiu afetar a operação de sites globais como Visa, MasterCard e PayPal, por terem suspendido contas da organização de Julian Assange, que expôs segredos americanos.

FOLHA

Líder indígena Suruí está marcado para morrer

Mais uma liderança da Amazônia está marcada para morrer. Desta vez, o alvo é o índio Almir Suruí, de Rondônia. Almir é coordenador do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) e uma das lideranças indígenas mais atuantes da região, tendo inclusive seu trabalho reconhecido internacionalmente.

A reportagem é da Agência Amazônia, 25-06-2011.“Eu e meu povo estamos jurados de morte”, contou Almir Suruí em recente reunião com o diretor da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Fernando Matos, e a assessoria do Ministério do Meio Ambiente, Paula Vanucci, aos quais pediu proteção de vida. Participaram ainda do encontro dirigentes da ONG Equipe Conservação da Amazônia (ACT Brasil), da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé e o presidente do GTA, Rubens Gomes.  O governo prometeu averiguar a denúncia e adotar todas as medidas necessárias para proteger a vida dos índios. Segundo Almir Suruí, as ameaças não são recentes, mas se intensificaram nos últimos dias. Há dois anos, Suruí se reuniu com dirigentes de vários órgãos governamentais para alertar que seu trabalho em defesa dos indígenas de Rondônia estava despertando a ira dos latifundiários, fazendeiros e madeireiros daquele Estado. Na época, Suruí pediu medidas de segurança para garantir sua vida e a de seu pouco. “Até agora, infelizmente, pouca coisa de concreto foi feita, e eu e meus irmãos estão jurados de morte”, conta o líder. Suruí afirmou que o clima atual é de maior violência e complexidade, principalmente após a morte de outros líderes no Acre, Amazonas e Rondônia. Disse que as recentes mortes de castanheiros, trabalhadores rurais e lavradores da Amazônia contribuem para aumentar a sensação de impunidade e a lista dos marcados para morrer só tem crescido. Para Suruí, as ameaças decorrem do fato de a maioria das lideranças lutarem pela aprovação do Código Florestal na Câmara dos Deputados.“Sempre lidei com as ameaças de grupos que querem utilizar a floresta de maneira errada na nossa região, mas agora estou ainda mais preocupado, pois nas últimas semanas líderes do povo Paiter Suruí também foram ameaçados”, conta. Almir Suruí afirma que  alguns índios de sua comunidade foram aliciados por madeireiros e estão também ameaçando o líder Suruí de morte. Almir disse que procurou as autoridades para evitar novas mortes, como a de Obede Loyla Souza, 31, pai de três filhos, assassinado dia 9 de junho. Outros cinco líderes assassinados nas últimas semanas. “É o cúmulo sabermos que ainda existe um Brasil cego, surdo e que resolve as coisas de forma tão sanguinária e cruel”, protesta o líder indígena.


IHU ONLINE

Parada Gay teme briga com torcida de Corinthians e São Paulo

A organização da Parada Gay, que começa na manhã deste domingo, teme que haja confronto entre os manifestantes e as torcidas organizadas de Corinthians e São Paulo. Os dois times jogam no Pacaembu, a cerca de um quilômetros da Av. Paulista, onde ocorrerá a parada.

"Nós pedimos para colocarem esse jogo em outro dia porque é notório que o ambiente do futebol é homofóbico", diz Renato Matias Pereira, da associação que organiza o evento. Para ele, o encontro entre torcedores e manifestantes pode gerar agressões, verbais ou físicas.

A Polícia Militar também acha que o clássico não deveria ter sido marcado para este domingo. 

"Foi uma falta de bom senso terrível. É muito temeroso ter esse jogo no mesmo dia de outro grande evento", disse o coronel Valmir Martini, para quem o clássico deveria ter sido remarcado.

"Quando a pessoa está em grupo, ela acaba querendo se mostrar, querendo aparecer. Podem ocorrer essas manifestações [homofóbicas]", afirma o coronel da PM. Para minimizar o risco do encontro entre torcidas e manifestantes, principalmente na saída do clássico, a polícia fará um cordão de isolamento na Av. Doutor Arnaldo.

Torcedores em grupo e com uniforme de organizadas serão impedidos de chegar à passeata, diz a PM. No acesso ao estádio, a orientação das autoridades é a de que os torcedores usem a estação de metrô Marechal Deodoro. As estações da Av. Paulista serão usadas pelo público da Parada Gay.

Apesar de a organização desaconselhar o uso de camisas de times na parada, a PM diz que ele não está proibido. Episódios de homofobia no futebol não são raros. No ano passado, a torcida Dragões da Real, do São Paulo, publicou um comunicado em que criticava o então volante tricolor Richarlyson por ele supostamente ter estado em uma boate gay.

A nota chamava o volante de "traste" e "afeminado", e dizia que ele manchava a imagem do clube paulista. "A torcida não é homofóbica", disse Renato Silva, diretor da organizada.

"Quem colocou aquilo no site foi uma pessoa não autorizada, que não representa o nosso pensamento. Estamos focados no clássico, nem sabemos onde vai ser isso [Parada Gay]", completou Silva.

FOLHA

Na Copa-2014, Brasil só jogará nas maiores arenas

Imagem da fachada do projeto do Itaquerão

A Fifa definiu que a seleção brasileira só jogará nos maiores estádios da Copa-2014. Assim, caso o time chegue até a final, Rio, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte vão receber a seleção. Fortaleza, Salvador e Porto Alegre disputam as últimas vagas para abrigar os jogos da equipe nacional.

A informação está na reportagem publicada neste domingo pela Folha, assinada por Martín Fernandez e Sérgio Rangel, enviados especiais a Los Cardales (Argentina). 

De acordo com a ideia da Fifa, o Brasil deve jogar em, no máximo, seis cidades. Os finalistas farão sete partidas ao todo na Copa.

Dos estádios do Rio, de São Paulo, de Brasília e de Belo Horizonte, o menor (o Mineirão) terá capacidade para 65 mil torcedores.

Os outros dois estádios, que poderão receber os jogos do Brasil, ainda não foram definidos. 

Fortaleza, Salvador e Porto Alegre levantam arenas para aproximadamente 60 mil torcedores e são as opções.

Manaus, Cuiabá, Curitiba, Recife e Natal estão fora do roteiro da seleção. As arenas dessas cidades abrigarão cerca de 40 mil torcedores.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

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