segunda-feira, 27 de junho de 2011

Moda de comentar encontros na web surge na Austrália

Os chamados Root Raters, páginas das redes sociais criadas na Austrália e utilizadas para pontuar e comentar um encontro sexual, tornaram-se uma potencial ferramenta de difamação entre adolescentes.

A consultora em segurança na web Susan McLean explica à Agência Efe que "aparentemente esse fenômeno teve origem na Austrália ou é predominantemente australiano" e foi inspirado nas conversas picantes que circulam no Facebook e em outras redes sociais similares.

Os usuários destas páginas podem dar anonimamente uma pontuação de 1 a 10 a um encontro sexual ou "root" (uma gíria vulgar australiana) e inclusive podem emitir opiniões humilhantes sobre o tamanho dos órgãos genitais e a aparência de certas partes do corpo.

Na Austrália, por exemplo, o Root Rater no Twitter convida os usuários a "compartilhar" um encontro "fantástico" identificando a pessoa e sua cidade, além de dar uma pontuação e detalhes do ato mediante o anonimato de quem comenta.

"Tamanho decente (do pênis)", "grande traseiro" e "nota 9 porque não foi suficiente" estão entre os comentários mais moderados feitos neste tipo de páginas que aparecem e desaparecem rapidamente porque muitas vezes são fechadas pelas próprias redes sociais ou denunciadas às autoridades.

Centenas de adolescentes na Austrália visitaram e deixaram seus comentários nessas páginas que surgiram há poucos meses e tendem cada vez mais a se concentrar em uma região geográfica pequena, como uma escola ou um bairro.

Os escândalos em torno dos Root Raters se sucedem na Austrália e preocupam pais, professores e autoridades.

Nesta semana foi fechado um desses sites nos balneários do norte de Sydney que já contava com 1,2 mil usuários, entre eles alunos de várias escolas da região, informou o jornal "Sydney Morning Herald".

Neste Root Rater há comentários de uma adolescente com "muitos pelos" e de outra "sempre disposta" a fazer sexo, o que motivou a diretoria das escolas a abrir uma investigação sobre o caso.

Apesar da crueldade e da vulgaridade dos comentários, quase dois terços do que os adolescentes publicam nos Root Raters é "remotamente verdade", afirma McLean, que foi a primeira agente da polícia do Estado australiano de Victoria a se especializar em segurança na internet.

Muitos dos jovens não tiveram os encontros sexuais que relatam nas redes, mas divulgam nomes e fotos com o fim de ferir e humilhar as vítimas dos comentários, destaca a especialista.

O jornal "The Northern Star" publicou neste mês o caso de Renee Joslin, 18, que fez uma dura crítica sobre esse tipo de atividades no site Lismore Root Rater e, em dez minutos, já havia comentários sobre seus atributos sexuais.

Tanto as autoridades australianas quanto os especialistas advertem que aqueles que fazem comentários nestas redes sociais podem ser acusados de difamação, assédio sexual ou punidos por violar uma lei federal sobre o uso de internet para ameaçar, ofender ou intimidar uma pessoa.

Os adolescentes, cada vez mais imersos no uso das novas tecnologias, passam a utilizar este tipo de páginas de forma "impulsiva" e "instantânea", enquanto os adultos consideram que esta atividade pode ser "divertida", avalia McLean.

EFE/FOLHA

Google vê disputas crescentes sobre censura à web

As disputas entre o gigante da internet Google e alguns governos com relação à censura sobre a internet podem se intensificar, disse Eric Schmidt, presidente executivo da empresa, nesta segunda-feira (27), acrescentando temer que seus colegas de trabalho venham a correr risco mais forte de detenção e tortura em certas ocasiões.

Depois que a "primavera árabe" levou multidões em larga medida organizadas via internet às ruas, em rebeliões que derrubaram os líderes da Tunísia e do Egito, os governos de outras nações autoritárias agiram para tentar controlar a dissidência na web --embora nem sempre com sucesso.

O Google há muito tem diferenças com a China devido às restrições impostas pelo país ao uso da internet, e no ano passado abandonou parte de suas atividades no maior mercado mundial da web por número de usuários devido a preocupações quanto à censura e a uma tentativa de ataque de hackers que alega ter se originado daquele país.

Schmidt alertou que em certos países, os governos tentarão garantir que a internet venha a ser regulamentada de forma tão rigorosa quanto a televisão.

"Creio que esse problema vá se agravar", disse Schmidt em uma conferência que o Google está promovendo em Dublin sobre militância violenta.

"O motivo é que, à medida que a tecnologia se torna onipresente e os cidadãos todos se conectam, e o conteúdo ganha teor local cada vez maior e é apresentado no idioma do país, isso se torna uma questão digna de atenção regulatória, como a televisão", disse.

"Se observarmos a televisão na maioria desses países, ela sofre intensa regulamentação, porque seus líderes --semiditadores, ditadores parciais ou o que quer que os chamemos-- compreendem o poder das imagens da televisão para manter seus cidadãos controlados", acrescentou.

Os atritos entre o Google e a China ressurgiram este mês quando a empresa anunciou que havia bloqueado um esforço para roubar senhas de centenas de detentores de contas de e-mail no Google, entre os quais funcionários do governo norte-americano, ativistas chineses dos direitos humanos e jornalistas.

A empresa afirmou que os ataques parecem ter se originado da China, embora não tenha alegado envolvimento oficial. Representantes do Ministério do Exterior chinês negaram qualquer conexão com a China, alegando que o país também é vítima de ataques de hackers.

FOLHA

Após ataques a sites, Mercadante quer fazer um Hacker's Day

Depois do maior ataque aos sites do governo, o ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) disse nesta segunda-feira que pretende convidar os hackers para um evento do ministério.

Chamado de Hacker's Day pelo ministro, a ideia seria fazer uma reunião com desenvolvedores de tecnologia para discutir propostas na área.

"Quero chamar os hackers para eles ajudarem a construírem os indicadores e a forma de transparência".

Segundo o ministro., é preciso diferenciar os hackers dos crackers, que seriam os responsáveis pelas invasões.

"Os hackers são jovens talentosos e criativos, que inclusive quero incorporá-los ao meu ministério", disse.

Desde a semana passada, sites do governo foram invadidos por grupos como Lulz Sec e Anonymous.

Eles também chegaram a divulgar informações pessoais de políticos e um banco de dados com informações de funcionários da Petrobras.

As páginas da Presidência, do IBGE, da Receita, do portal Brasil, do Senado e dos ministérios da Cultura e do Esporte saíram do ar durante os ataques. A Polícia Federal foi acionada para investigar o caso.

Para Mercadante, o problema não é exclusivo do governo brasileiro. Ele considerou a existência de invasores como parte da sociedade.

O petista afirmou que os crackers invadem os sites para divulgar uma mensagem política ou pelo desafio.

"Foi uma experiência importante para mostrar que devemos investir e nos preparar".

Segundo o ministro, a PF e as Forças Armadas estão investindo no desenvolvimento da segurança na internet.

FOLHA

Lula vai chefiar missão de Dilma na África

Há seis meses fora da Presidência, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva volta a representar oficialmente o país. Ele será o chefe da missão especial que o governo brasileiro fara na Guiné Equatorial.

O Brasil vai participar da 17ª Assembleia Geral da União Africana --entidade que reúne 53 países africanos-- que começa na terça-feira (28) e vai até sexta-feira (1º).

A nomeação de Lula pela presidente Dilma Rousseff foi publicada hoje no "Diário Oficial da União".

Também integram a missão Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, subsecretário do Ministério das Relações Exteriores, Eliana da Costa e Silva Puglia, embaixadora do Brasil na Guiné Equatorial, e Isabel Cristina de Azevedo Heyvaert, embaixadora do Brasil na Etiópia.

Além de representar o Brasil na África, Lula fará uma palestra, na quinta-feira (30), a convite do presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo. O tema do encontro é "Empoderamento da Juventude para o Desenvolvimento Sustentável".

FOLHA

Homicídios caem em São Paulo; estupro e latrocínio têm alta

O número de crimes contra a vida caiu 14,63% em São Paulo quando considerado o período de janeiro a maio deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado -- foi de 1.982 casos, em 2010, para 1.692 neste ano (290 casos a menos). Já crimes de estupro, roubo seguido de morte e roubo de veículos tiveram na comparação entre os cinco primeiros meses deste ano e o mesmo período do ano passado. Os dados são da SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado.

No mês de maio deste ano, o número de homicídios dolosos no Estado caiu, em comparação com o mesmo mês do ano passado --em 2011 foram 337 mortes e, em 2010, 366 mortes. A secretaria não divulgou os dados específicos do mês de maio para alguns crimes.

A diminuição dos crimes contra a vida foi mais acentuada na capital paulista, que teve 200 casos a menos até maio deste ano, redução de 34,07% em relação ao mesmo período do ano passado. Na Grande São Paulo, houve 45 casos a menos e no interior, 47 a menos.

Em todo o Estado, as tentativas de homicídio recuaram 4,73% nos primeiros cinco meses do ano, de 2.197 para 2.093 --104 casos a menos do que no mesmo período do ano passado.

Este é o quinto mês em que o número de homicídios em São Paulo fica fora da zona epidêmica, nos parâmetros da OMS (Organização Mundial de Saúde). O órgão considera epidemia 10 ou mais mortes intencionais por grupo de 100 mil habitantes ao ano. A taxa de homicídios no Estado desses primeiros cinco meses é de 9,73/100 mil.

A quantidade de crimes contra o patrimônio também caiu, de acordo com a SSP. O número de sequestros diminuiu 21,62% nos primeiros cinco meses do ano, em relação ao mesmo período de 2010 -- foi 37 para 29 casos.

Na cidade de São Paulo, o número de casos de extorsão mediante sequestro caiu de 18 para 11, entre janeiro e maio. Desde 2002, São Paulo reduziu em 82% a quantidade de sequestros.

Apesar dos casos de explosão de caixas eletrônicos, o número total de roubos a banco nos primeiros cinco meses do ano teve queda de 2,83%, com três casos a menos do que no período do ano passado.

O número de roubos em geral no Estado teve leve queda de 0,84% nestes cinco primeiros meses do ano. A análise regional indica redução dos roubos na capital, Grande São Paulo e cinco das nove regiões do interior.

CRIMES EM ALTA

O crime de estupro apresentou alta de 10,7% nos cinco primeiros meses do ano em comparação com o mesmo período de 2010, segundo os dados da secretaria.

Os latrocínios --roubos seguidos de morte --tiveram alta entre os cinco primeiros meses de 2010 e os cinco primeiros de 2011: subiram 18,49%.

Os roubos e furtos de veículos também subiram: furtos de carros aumentaram 8,77% e os roubos subiram 10,16% comparando os cinco primeiros meses deste ano com os do ano passado.

FOLHA

Egípcio causa polêmica no Twitter com imagem de Mickey "islâmico"

O magnata das telecomunicações egípcio Naguib Sawiris enfrenta uma enxurrada de protestos na internet e na Justiça após postar em sua conta no Twitter uma imagem do Mickey e da Minnie vestindo roupas tradicionais islâmicas.

Vários advogados apresentaram queixas contra o empresário por "insulto ao islã", segundo uma fonte judicial, enquanto foram feitos apelos nas redes sociais Facebook e Twitter para que as pessoas boicotem a companhia de telefonia móvel, Mobinil, que pertence ao empresário.

Sawiris é um cristão copta que já manifesta ambições políticas depois da queda do ditador Hosni Mubarak. Ele postou em sua conta no Twitter uma imagem do Mickey vestido com uma roupa islâmica e ostentando uma longa barba, ao lado de Minnie, que veste um niqab (véu islâmico que cobre todo o corpo).

O magnata voltou atrás depois no Twitter: "Peço desculpas a todas as pessoas que não consideraram isso uma brincadeira. Achei apenas que fosse uma imagem engraçada, sem ser desrespeitoso! Assef (lamento)!!".

LIBERDADE

No site do microblog Twitter, alguns consideram que a história "fugiu do controle", mas outros não aceitaram as desculpas de Sawiris.

"Há uma diferença entre expressar sua opinião/liberdade de expressão e faltar com o respeito", escreveu uma internauta.

Alguns consideram que o momento para a divulgação das imagens foi inapropriado, já que o Egito enfrenta uma retomada das tensões entre muçulmanos e a minoria cristã.

A imagem dos dois personagens de Walt Disney vestidos como islâmicos começou a circular há algumas semanas em uma mensagem de e-mail que se espalhou como um rastro de pólvora, com a menção "este é o futuro do Egito". A imagem reflete os temores frente ao avanço crescente de grupos islamitas, depois da revolta popular que derrubou Mubarak no início do ano.

FRANCE PRESS/FOLHA

Marisa Serrano toma posse no TCE e entrega renúncia no Senado

A ex-senadora Marisa Serrano (PSDB) leu, na tarde desta segunda-feira, a carta de renúncia ao seu mandato no Senado. Ela deixou o cargo para ser conselheira do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado) do Mato Grosso do Sul.

Marisa será substituída no Senado pelo seu primeiro suplente, Antonio Russo Neto (PR-MS) --empresário e pecuarista de 69 anos. O PR faz parte da base de apoio do governo Dilma Rousseff --ou seja, a oposição perdeu uma cadeira no Senado.

Na manhã desta segunda, Marisa tomou posse do cargo no conselho do TCE-MS e se tornou a segunda mulher a ocupar a função em 31 anos de existência do tribunal sul-matogrossense.

A ex-senadora foi eleita para o tribunal com 20 dos 23 votos dos conselheiros. "Deixo a vida política depois de 40 anos. É uma boa oportunidade que tenho para trabalhar pelo meu Estado", disse Marisa quando anunciou que deixaria o Senado.

À época do anúncio de que iria para o TCE-MS, Marisa havia reiterado que irá trabalhar para que os "recursos públicos sejam gastos a favor da população".

Segundo o TCE, uma das exigências do tribunal para assumir o cargo é não ter vínculo partidário, o que justifica Marisa ter deixado o PSDB. Em 2010, ela participou da coordenação da campanha de José Serra à Presidência.

AGÊNCIA SENADO/FOLHA

Graziano prevê alimentos caros nos próximos anos

ROMA (Reuters) - O recém-eleito diretor-geral da FAO (órgão da ONU para a alimentação e agricultura), José Graziano da Silva, disse na segunda-feira que os alimentos provavelmente continuarão caros nos próximos anos, e que isso pode causar problemas para países importadores.
"Os preços altos vão continuar não só por alguns poucos anos. Não se trata de um desequilíbrio temporário", disse o brasileiro em entrevista coletiva.
"Isso tem relação com os mercados financeiros, e até alcançarmos uma situação financeira mundial mais estável os preços das commodities vão refletir isso".
Os países pobres que precisam importar alimentos serão os mais afetados, e Graziano disse desejar que a FAO se empenhe mais em ajudá-los.
"Para os próximos anos, esta será uma área mais relevante na qual a FAO pode desempenhar um papel importante em assistir esses países a respeito de como lidar com essa volatilidade".
A volatilidade, acrescentou ele, pode ser ainda pior para agricultores e consumidores do que uma alta permanente dos preços, por causa da incerteza que gera.
Graziano foi eleito no domingo para o comando da Organização de Alimentação e Agricultura (FAO na sigla em inglês), no lugar do senegalês Jacques Diouf. Ele comandou o programa Fome Zero, no começo do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e atualmente dirige o escritório da FAO para a América Latina e o Caribe.
O brasileiro teve 92 dos 180 votos, contra 88 do ex-chanceler espanhol Miguel Angel Moratinos. Ele tomará posse em janeiro para um mandato de três anos e meio, renovável por mais quatro anos.
A FAO é a maior agência da ONU, com 3.600 funcionários e um orçamento anual em torno de 1 bilhão de dólares. Criada há 66 anos, a entidade adotou recentemente um pacote de reformas em resposta a uma dura avaliação externa, feita em 2007, que apontou o risco de um "declínio terminal" por causa da sua instabilidade gerencial e falta de transparência.
G20
Os preços alimentícios globais bateram novos recordes neste ano, principalmente por causa de incidentes climáticos, reavivando as lembranças da onda inflacionária de 2007/08, que gerou distúrbios em países como Egito, Haiti e Camarões.
Graziano disse que uma reunião do G20 (grupo de países desenvolvidos e emergentes) neste mês começou a tratar corretamente de maneiras para controlar a volatilidade de preços, e que a implementação das decisões tomadas naquele evento deve contribuir para melhorar a situação.
O plano de ação adotado na semana passada pelo G20 inclui medidas para ampliar a produção agrícola, a transparência dos mercados alimentícios e a coordenação política, mas ficou de fora um apelo da França por repressão a especuladores.
Graziano, que é agrônomo e economista, disse que o apoio dos países membros será crucial para que a FAO lide de forma eficaz com o combate à fome e a preservação da segurança alimentar no mundo.
Ele defendeu também mais monitoramento e preparação contra desastres naturais em regiões cruciais para a segurança alimentar, como o Caribe e a América Central.
REUTERS BRASIL

Americana condenada por morte que chocou a Itália volta a tribunal

A americana Amanda Knox e seu ex-namorado Raffaele Sollecito, condenados pelo assassinato de uma estudante britânica em crime que chocou a Itália em 2007, voltaram a um tribunal nesta segunda-feira após recorrerem da condenação.
Knox, de 23 anos, e Sollecito, 26, já foram condenados a 26 e 25 anos de prisão pelo assassinato da britânica Meredith Kercher.
Durante a audiência em Perugia, o terceiro condenado pelo assassinato, o traficante de drogas Rudy Guede, voltou a acusar os dois pelo crime.
Em depoimento, Guede disse que "esta garota esplêndida, maravilhosa (Kercher), foi morta por Raffaele Sollecito e Amanda Knox".
Guede disse também que sempre acreditou que Sollecito e Knox eram os responsáveis pelo crime.
"Eu sempre disse quem estava naquela casa durante aquela noite amaldiçoada", disse Guede à corte.
Ele havia sido condenado a 30 anos de prisão mas, depois de um recurso, teve a sentença reduzida para 16 anos.
Companheiro de cela
Guede ainda negou ter assumido toda a responsabilidade do crime para um companheiro de cela.
No dia 18 de junho, o companheiro de cela de Guede, Mario Alessi, disse que Guede lhe confidenciou que Knox e Sollecito eram inocentes.
Segundo Alessi, Guede contou que ele e um amigo foram à casa de Kercher e Knox com o objetivo de manter relações sexuais com a britânica. E, quando ela se recusou, eles ficaram violentos e a mataram.
Mas Guede, que é da Costa do Marfim, negou que tenha falado isso ao companheiro de cela.
Brincadeira sexual
Os três condenados negam o crime. As duas jovens eram estudantes e faziam intercâmbio em Perugia na época do crime. Elas dividiam a mesma casa, onde o corpo de Kercher foi encontrado no dia 2 de novembro de 2007, com a garganta cortada e parcialmente vestida.
Knox e Sollecito dizem que estavam juntos na casa dele na hora do crime.
Entretanto, a polícia italiana diz ter encontrado amostras do DNA de Knox e Sollecito na cena do crime e em uma faca que, segundo os policiais, teria sido usada para matar Kercher.
A promotoria italiana defendeu a teoria de que a jovem britânica foi morta durante uma brincadeira sexual que deu errado.
Guede confessou ter estado na casa de Kercher e feito sexo com ela na noite do crime, mas que estava no banheiro quando a jovem foi morta, segundo ele, pelo casal de namorados.
Segundo o correspondente da BBC em Roma Duncan Kennedy, a audiência desta segunda-feira foi a primeira vez em quatro anos que os três envolvidos deram depoimentos no mesmo dia e ocorreram "cenas dramáticas" no julgamento.
Depois do depoimento de Guede, Amanda Knox se levantou e negou as acusações.
"A única vez que Rudy Guede, Raffaele e eu ficamos em um mesmo espaço foi na corte. Estou chocada e angustiada. Ele sabe que não estávamos lá e não temos nada a ver com isto", afirmou.
BBC BRASIL

Com Battisti livre, cidade italiana rompe acordo com 'irmã' de Santa Catarina

O prefeito de San Polo di Piave, cidade italiana que suspendeu acordo de cooperação com o município de Arroio Trinta (SC), disse que a decisão foi motivada pelo mal estar causado na Itália com a libertação, no Brasil, do ex-militante de esquerda Cesare Battisti.

"[A liberação de Battisti] Foi uma coisa muito sentida aqui na Itália. Há vítimas que foram mortas por essa pessoa que eram aqui do Vêneto, de um lugar próximo à nossa cidade", afirmou à Folha o prefeito Vittorio Andretta.

A suspensão pôs fim a um acordo chamado de "gemellaggio" --que reconhece cidades como "irmãs" e autoriza ações de intercâmbio cultural e parcerias comerciais com verbas públicas.

Além de San Polo di Piave, outras duas cidades italianas já mostram que têm sua "irmandade" com cidades brasileiras ameaçada pela decisão de libertar Battisti.

São elas: Ravena, na região da Emília Romagna, que tinha acordo com a catarinense Laguna, e Latina, na região do Lazio, que tinha acordos com a gaúcha. Em ambas, o "gemellaggio" já estava em vigor desde 2009.

O prefeito de Laguna, Célio Antônio (PT), diz que pelo menos R$ 150 mil são reservados anualmente no orçamento para investimentos na "irmã" italiana.

Para o professor de Relações Internacionais da UnB (Universidade de Brasília) Eiiti Sato, as cidades brasileiras são as que mais perdem com a suspensão dos acordos. "É como se alguém dissesse que você não é uma pessoa confiável".

FOLHA

Relatório sobre carvão ilegal corrobora denúncia de mortes no Pará

Produtoras de ferro-gusa do polo de Carajás, na Amazônia, continuam usando carvão de origem ilegal, burlando um instituto que elas mesmas criaram há sete anos para fiscalizar a produção do insumo.

A conclusão é de um relatório produzido pela ONG Observatório Social, que desde 2004 investiga a produção de gusa no polo siderúrgico --o maior do país depois do de Minas Gerais.

O documento corrobora denúncias feitas recentemente pelo casal de líderes extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, cujos assassinatos no final de maio em Nova Ipixuna (PA) levaram o governo federal a montar uma operação para brecar a violência rural na Amazônia.

No relatório, a ONG comparou a produção real de gusa no ano passado e a produção possível com o carvão fiscalizado pelo ICC (Instituto Carvão Cidadão).
O instituto foi criado pelas empresas em 2004 para auditar as carvoarias, em resposta a uma pesquisa do próprio Observatório Social daquele ano, que diagnosticou trabalho análogo ao escravo na produção carvoeira.

O resultado da comparação foi que, no caso de metade das guseiras avaliadas (quatro), a produção real excedeu a produção possível em até 155%.

Procuradas, essas quatro empresas negaram usar carvão ilegal e contestaram os dados e métodos do cálculo. O Observatório Social diz que mantém seus critérios.
Segundo a ONG, as carvoarias não auditadas pelo ICC utilizam madeira fruto do desmatamento ilegal e submetem seus trabalhadores a condições degradantes.
Essas práticas já foram anteriormente detectadas pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e pelo Ministério do Trabalho.

Em 2005, o órgão ambiental federal aplicou uma multa de R$ 500 milhões às siderúrgicas. "O problema permanece", disse à Antônio Carlos Hummel, diretor do Serviço Florestal Brasileiro, que coordenou a operação do Ibama à época.

NOVO ESQUEMA

A ONG diz que a cadeia produtiva carvoeira da região criou novas maneiras de comercialização para burlar o ICC.

Na nova fraude os fornecedores auditados pelo instituto funcionariam como atravessadores, comprando o produto ilegal de carvoarias menores e revendendo-o às empresas.

Pouco antes de morrer, o casal de extrativistas de Nova Ipixuna procurou o Ministério Público Federal para dizer que assentados da reforma agrária estavam vendendo madeira para essas carvoarias irregulares, a preços muito abaixo dos de mercado.

As investigações policiais não encontraram até agora ligação entre essas denúncias e o assassinato do casal.

Funcionários do Ibama da região de Marabá (PA) ouvidos pela Folha, sob anonimato, confirmaram o teor das denúncias feitas pela ONG.

Mesmo sabendo do uso de carvão ilegal, disseram que pouco podem fazer para barrá-lo, pois não há pessoal suficiente para fiscalizar.

Um dos elementos apontados pela ONG para a continuidade da ilegalidade é a crise financeira de 2008, que quase paralisou as guseiras. O carvão irregular custa um décimo do preço do carvão legal.

Para Hummel, só o uso de madeira reflorestada pode sanar o setor. Existe hoje um deficit de 200 mil hectares de florestas plantadas para suprir o polo de Carajás.

O governo chegou a estudar um programa de plantação de eucalipto na região, mas o projeto não foi adiante.

FOLHA

Saída de dólares do país supera entrada em US$ 2,7 bilhões em junho

A saída de dólares do país superou a entrada em US$ 2,7 bilhões em junho até o último dia 22, segundo dados do Banco Central.

Em relação à semana anterior, a principal mudança foi a redução do saldo comercial, que passou de US$ 1,5 bilhão no acumulado até dia 17 para um resultado próximo de zero. Com isso, prevaleceu o movimento de saída de dólares em operações financeiras.

PREVISÕES

O BC divulgou as previsões para o resultado das contas externas em junho. As transações com o exterior devem registrar deficit de US$ 4,2 bilhões, próximo do resultado de maio. Os investimentos estrangeiros diretos devem subiu para US$ 4,5 bilhões.

Em relação aos investimentos no mercado financeiro, houve saída de US$ 1,14 bilhão nas aplicações em ações e um resultado positivo de US$ 371 milhões em renda fixa no mês até dia 27.

DÍVIDAS

Pelo segundo mês seguido, empresas e bancos esticaram o prazo dos empréstimos tomados no exterior para fugir do IOF mais caro que vigora desde abril.

Nas dívidas de até um ano, que pagam imposto de 6%, os vencimentos superam os novos empréstimos.

Financiamentos superiores a esse prazo cresceram. Nesse caso, o resultado está concentrado nos contratos superiores a 720 dias, que pagam IOF de 0,38%.

"Os ingressos de curto prazo praticamente cessaram, e os de longo prazo aumentaram", disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.

FOLHA

Rede de farmácias paranaense abrirá lojas em São Paulo

A rede paranaense de farmácias Nissei, sétima do país em número de lojas, irá expandir suas atividades para o mercado de São Paulo.

O plano do presidente da rede, Sérgio Maeoka, é abrir a primeira unidade no interior do Estado até o final deste ano.

Há quase 25 anos no mercado do Paraná, a Nissei ganhou espaço com uma política agressiva de descontos em medicamentos, venda de conveniências e com a compra de antigas gigantes do Estado, como as redes Minerva e Drogamed.

Hoje, a rede ocupa 35% do mercado paranaense.

A estratégia deve ser a mesma em São Paulo, com foco especial na venda de conveniências, o possível "trunfo" da rede no Estado.

"Em São Paulo, as grandes redes não têm interesse em oferecer conveniência, porque têm que aumentar o espaço físico da loja em pelo menos 50%", analisa Maeoka.

A Nissei já conseguiu uma decisão da Justiça de São Paulo que garante à empresa instalar farmácias com conveniência no Estado.

Até o final de 2012, a rede pretende abrir 30 lojas em São Paulo, expandindo para 60 até 2013. As cidades ainda não são reveladas. "Estrategicamente, vamos procurar locais com bastante japoneses", diz Maeoka, que aposta na força do nome "Nissei".

Em outubro do ano passado, a rede expandiu suas atividades para Santa Catarina, onde já tem nove lojas. Lá, as farmácias ainda não trabalham com conveniência, porque a legislação estadual não permite.

Com a expansão para São Paulo, a empresa prevê um crescimento de 30% no faturamento, chegando a um total de R$ 1 bilhão em 2012, quando quer estar "entre as seis mais" do país.

FOLHA

Airbus deve receber encomenda bilionária da China

A China pode encomendar dezenas de aeronaves da Airbus durante a visita do premiê chinês Wen Jiabao a Berlim, segundo fontes.

Contudo, os acordos ainda enfrentam incertezas por conta de uma disputa entre Pequim e a Europa a respeito de taxas sobre emissão de carbono por aviões.

Uma empresa de leasing chinesa pode, sob um cenário discutido antecipadamente à visita de terça-feira, encomendar mais de 60 aeronaves A320, avaliadas em US$ 5 bilhões a preços de tabela, de acordo com fontes próximas às negociações.

Mas outras fontes familiares com o assunto disseram que o tipo de avião e o valor dos acordos ainda não foram fechados.

A Airbus, do grupo europeu EADS, recusou comentar o assunto.

A visita acontece poucos dias após a China ter atrasado o anúncio de um pedido de US$ 3,8 bilhões por 10 superjumbos A380 da Airbus, durante a Paris Air Show, em protesto sobre as regras de emissão de carbono da União Europeia.

REUTERS/FOLHA

Datena eleva ibope da Record em 41%; Band cai pela metade

Em sua primeira semana novamente na Record, José Luiz Datena está "causando": além de elevar o ibope da Record em 41% com o "Cidade Alerta", também atraiu boa parte do público de seu ex-programa na Band, o "Brasil Urgente", que perdeu mais da metade de seu ibope com outro apresentador, Luciano Faccioli.

Nas semana anteriores à estreia de Datena, a Record registrava em média 6,6 pontos no ibope. Mesmo com um feriado longo no meio, a média com Datena subiu para 9,3 pontos (média entre os dias 20 e 24 de junho). Cada ponto de ibope equivale a aproximadamente 58 mil domicílios assistindo ao mesmo programa.

Já a Band --sem Datena-- caiu da média de 6,2 pontos para 2,9. Ou seja, perda de 53% na audiência do "Brasil Urgente".

Embora não se possa comprovar que haja relação com a estreia do "Cidade Alerta", a Globo também viu sua audiência cair 2% desde a semana passada no "horário do Datena" (de 21,2 pontos para 20,8). Só o SBT ganhou ibope desde o último dia 20: de 5,4 pontos para 6,1, ou seja, 13% a mais. A RedeTV! manteve a média de 1,3 ponto.

José Luiz Datena, 53, assinou este mês com a Record um contrato de cinco anos de duração. Para tal ele teve de rescindir seu contrato com a Band. Estima-se que a multa a ser paga a Band seja em torno de R$ 15 milhões. Na Record, Datena receberá salário em torno de R$ 500 mil, mas a emissora lhe perdoou uma dívida contratual anterior, já em fase final na Justiça, estimada em mais de R$ 10 milhões.

FOLHA

COI restringe uso de Twitter aos atletas nos Jogos de Londres

Os atletas que estarão nas Olimpíadas de Londres do próximo ano poderão postar comentários em blogs ou no Twitter, desde que isso não seja feito para fins comerciais, disse o Comitê Olímpico Internacional (COI).

Mas qualquer um que for descoberto publicando conteúdos restritos poderá ser expulso dos Jogos, alertou a entidade.

Segundo o Comitê Olímpico Australiano, que divulgou as regras do COI nesta segunda-feira, a entidade "incentiva ativamente e apoia os atletas... a participarem de 'mídias sociais' e publicar, postar em blogs ou tuitar suas experiências".

Blogueiros e tuiteiros devem, no entanto, se restringir a "formatos em primeira pessoa, no estilo de diários", não devem relatar sobre eventos de forma jornalística e devem garantir que seus comentários não contenham "imagens ou palavras vulgares ou obscenas".

Centenas de atletas mantiveram blogs durante as últimas Olimpíadas de Pequim em 2008, quando o Twitter ainda era um fenômeno relativamente novo, mas a publicação de vídeos foi proibida e fotos foram restritas para impedir infrações de direitos autorais.

Fotos tiradas nos locais das competições, amplamente proibidas em Pequim, agora podem ser publicadas nos sites de mídias sociais, mas não devem ser vendidas ou distribuídas "de outras formas".

A transmissão de vídeos e áudio gravados dentro das áreas de competição continua sendo proibida, mas os atletas podem publicar vídeos gravados fora das áreas de competição.

O COI arrecada grande parte de seus lucros na venda de direitos de mídia online e na televisão, e portanto, impõe uma forte proteção sobre sua propriedade intelectual nesse aspecto.

FOLHA

Investimento em Tesouro Direto atinge recorde de R$ 360,9 milhões

Os negócios registrados com títulos públicos no programa federal Tesouro Direto atingiram a marca histórica de R$ 360,9 milhões em maio. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve um crescimento de 112,7% no volume negociado.

O programa existe há nove anos e permite que investidores do tipo pessoa física compram e vendam títulos da dívida pública federal, por meio da internet.

No mês passado, o valor médio por operação foi de R$ 16.471, mas as pequenas aplicações (até R$ 5 mil) responderam por quase 60% dos investimentos realizados.

Até maio, havia 245.994 investidores cadastrados no programa, com a adição de 10.088 novos interessados somente no mês passado. Em 12 meses, a base de aplicadores registrados cresceu 29,1%.

FOLHA

Após ataques, grupo mobiliza internautas para passeatas

O grupo hacker LulzSecBrazil passou a promover em seu site mobilizações para passeatas no mundo real, após o anúncio de sua matriz internacional de que não seria feito novos ataques.

Na noite deste domingo (26), o site do grupo trazia um convite para uma série de mobilizações nas capitais de diversos Estados do país com o objetivo de protestar contra o "governo corrupto e pela liberdade de expressão".

O grupo de hackers LulzSec chamou a atenção mundial pela primeira vez há dois meses, com a invasão da rede online do PlayStation, da Sony, e com o vazamento dos dados de milhões de usuários. O serviço, de alcance global, passou dias fora do ar.

Na semana passada, o grupo assumiu um ataque ao site da CIA e do FBI.

O grupo ganhou um braço brasileiro, o LulzSecBrasil, que com base em uma nota do grupo internacional convocando internautas a lutarem contra a corrupção e o sigilo de informações, montaram uma operação batizada de #AntiSec.

No Brasil, os hackers promoveram ataques a páginas na internet ligadas ao governo brasileiro como o site da Presidência e do Senado. Eles também chegaram a divulgar informações pessoais de políticos e um banco de dados com informações de funcionários da Petrobras.

FOLHA

Chinesa anuncia produção de tablets no país a partir de agosto

Executivos da chinesa ZTE informaram nesta segunda-feira, após reunião com a presidente Dilma Rousseff, que os primeiros tablets da marca no Brasil começam a ser produzidos em agosto em parceria com fábricas nacionais.

A expectativa é que em novembro sejam produzidos os primeiros celulares de terceira geração (3G) da companhia, a segunda maior fabricante chinesa de equipamentos de rede.

No encontro, o presidente da ZTE, Hou Weigui, confirmou investimentos de R$ 500 milhões até 2014. Até lá, serão contratados 2.500 trabalhadores para atuar na unidade da empresa em Hortolândia (SP).

O investimento total será para a fábrica - que deve ficar pronta em 2012, centro de pesquisa e logística. Esse será o primeiro centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa na América Latina. Além dos tablets e celulares 3G, a ZTE também terá produção de fibra ótica e Wi-Fi.

Dilma conheceu a empresa no início do ano na viagem oficial à China. A empresa chinesa possui operações no Brasil desde 2001, com importação regular de aparelhos de telefonia celular e produção local de modens para acesso a internet por meio da Flextronics, em Sorocaba (SP).

Em 2010, a receita da empresa atingiu US$ 10,6 bilhões. Em território brasileiro, o dado mais atualizado aponta um faturamento de US$ 300 milhões para o ano de 2009.

A empresa chinesa pretende vender 3 milhões de tablets neste ano, ante 200 mil e 300 mil unidades no ano passado, em um setor no qual companhias como Apple, Samsung e Lenovo têm batalhado por participação no mercado.

FOLHA

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