domingo, 10 de julho de 2011

Crime organizado mina a democracia, diz comissária da ONU

Wálter Maierovitch
Do Blog Sem Fronteiras
Coincidência. O procurador geral da República, Roberto Gurgel, disse nesta sexta-feira (8), ao apresentar alegações finais nos autos do chamado "processo do mensalão", o mesmo que Navi Pillay, alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU).
Ambos falaram sobre a capacidade das ações do crime organizado no aniquilamento do estado democrático de Direito.
Gurgel referiu-se à organização criminosa que, segundo processo criminal que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), saqueou milhões para comprar apoio de congressistas, tudo para realizar um projeto do Partido dos Trabalhadores (PT) de poder e de controle do estado nacional.
Navi Pillay, a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, referiu-se às organizações criminosas que traficam drogas ilícitas e minam as raízes da democracia e ameaçam a estabilidade dos estados.
Ao se referir sobre os potentes cartéis mexicanos, com incrível poder corruptor de autoridades, Navi Pillay destacou, ontem no México, que as organizações criminosas adquiriram poder, muito dinheiro e capacidade para matar e ameaçar a vida das pessoas. Assim e induvidosamente, lograram aniquilar os alicerces da democracia e os direitos civis.
Pano rápido. Espera-se que o STF, por seus ministros, vistam a toga de juízes imparciais e consigam, à luz da prova dos autos e não de interesses menores, condenar ou absolver os 36 acusados no referido "processo do mensalão".
Se a decisão for política ou se o STF ficar em cima do muro, como aconteceu no caso Cesare Battisti, fará um desfavor à democracia e o país continuará a ostentar o título de capital mundial da impunidade.
TERRA MAGAZINE

EUA suspendem auxílio militar de US$ 800 milhões ao Paquistão

O governo dos Estados Unidos disse que irá suspender o auxílio militar equivalente a US$ 800 milhões que destinaria ao Paquistão.
O chefe de Gabinete da Casa Branca, Bill Daley, disse, em entrevista à rede americana ABC, que o Paquistão ''tomou algumas medidas que nos deram motivo para interromper parte da ajuda''.

Ele afirmou que o ataque realizado por forças americanas e que resultou na morte do líder da rede al-Qaeda, o militante Osama Bin Laden, em maio deste ano, havia afetado as relações entre os dois países, mas que os laços entre americanos e paquistaneses serão ''aprimorados com o tempo''.
A cifra de US$ 800 milhões representa aproximadamente um terço do total que os Estados Unidos destinam em auxílio militar ao Paquistão.
Segundo dados apresentados pelo Paquistão ao Fundo Monetário Internacional (FMI) no ano passado, o orçamento militar do país relativo ao período de 2010 e 2011 foi de US$6,4 bilhões, um aumento de US$ 1,2 bilhões em relação ao ano anterior.
Ainda durante a entrevista à rede ABC, Daley admitiu que o Paquistão tem sido ''um importante aliado na guerra contra o terrorismo. Eles têm sido vítimas de muito terrorismo''.
Mas acrescentou que se trata de uma ''relação complicada em um canto do mundo difícil e complicado. Obviamente, ainda existe muita dor sentida por parte do sistema político do Paquistão por conta da operação que realizamos para nos livrar de Osama Bin Laden, algo sobre o qual o presidente (Barack Obama) tem fortes sentimentos e algo que não lamentamos''.
Críticas. O governo do Paquistão vem criticando a realização de ataques com ''drones'' (aviões não-tripulados) americanos e a realização de ações não comunicadas aos paquistaneses por parte dos americanos, como a operação militar que resultou na morte de Bin Laden.
Muitos congressistas dos Estados Unidos vinham criticando a concessão do auxílio militar, especialmente depois de ter vindo à tona que Bin Laden passou muito tempo refugiado em uma casa situada na vizinhança da principal academia militar do Paquistão, em Abbottabad.
Segundo Rajesh Mirchandani, um correspondente da BBC em Washington, a medida por parte do governo americano representa um endurecimento em relação ao Paquistão. Mas pode ter efeitos opostos aos desejados.
Em vez de sinalizar que os paquistaneses precisam mostrar mais empenho em combater militantes extremistas e procurar rastrear fontes dentro do Exército que teriam laços com ativistas radicais, pode fazer com que o governo do Paquistão se sinta compelido a ir no sentido oposto - se empenhar menos na colaboração e acabar tendo menos poder para levantar quem seriam os agentes infiltrados.
Washington ainda considera o Paquistão um aliado vital na luta contra a al-Qaeda e contra insurgentes da milícia Talebã em áreas tribais na fronteira do país com o Afeganistão.
BBC BRASIL/ESTADÃO

Ex-governador Faria Lima morre aos 93 anos

O ex-governador do Rio Floriano Peixoto Faria Lima morreu às 9h deste sábado aos 93 anos.

Ele estava no Hospital Naval Marcílio Dias, mas a Marinha não informou a causa da morte nem se passava por algum tipo de tratamento.

O corpo será cremado na quarta-feira (13), às 10h, no Memorial do Carmo, no Caju, zona norte do Rio. De acordo com a Marinha, não haverá velório.

Nascido na cidade do Rio de Janeiro, na época Distrito Federal, Faria Lima foi nomeado, no governo Jânio Quadros, subchefe da Marinha no Gabinete Militar da Presidência da República, exercendo este cargo até a posse de João Goulart.

Em 1967, foi nomeado adido militar junto às embaixadas do Brasil em Washington e Ottawa, ocupando, nos anos seguintes, cargos no Estado-Maior das Forças Armadas e na Petrobras, chegando à presidência da empresa quando da saída de Ernesto Geisel para assumir a Presidência da República.

Faria Lima comandou o Estado do Rio de 1975 a 1979, quando houve a fusão entre o Rio e a Guanabara.

Seu governo marcou o fim da primeira etapa das obras do Metrô do Rio, que foram inauguradas no dia 5 de março de 1979.

Ao término de seu governo, no mesmo ano, deixou a vida pública, voltando-se para a iniciativa privada. Ele é irmão do ex-prefeito de São Paulo José Vicente Faria Lima.

FOLHA

Argentina não cumpre acordo para liberar cargas brasileiras em menos de 60 dias

Luciene Cruz
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Mais de um mês após o encontro da ministra da Indústria da Argentina, Débora Giorgi, com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, pouca coisa mudou nas fronteiras do parceiro de Mercosul em relação aos exportadores brasileiros. Na época, foi firmado um compromisso de respeito ao prazo máximo de 60 dias para liberação de produtos importados, como recomenda a Organização Mundial do Comércio (OMC).
No entanto, segundo exportadores nacionais, a relação comercial com os vizinhos do Sul permanece difícil e os produtos brasileiros continuam sendo retidos pela burocracia argentina por períodos superiores aos aceitos pela OMC. Segundo resposta oficial enviada pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), “não houve nenhuma mudança na relação comercial dos dois países. Tudo continua muito crítico”.
O mesmo ocorre no segmento de calçados. O diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, confirma que o acordo não está sido cumprido. “O acordo não aconteceu. As mercadorias continuam presas. Temos produtos esperando liberação desde março”, reclamou.
Para ele, o governo brasileiro errou ao “afrouxar” na questão das licenças não automáticas de importação. “Precisamos aplicar a mesma medida. Infelizmente, essa é a única linguagem que eles entendem. Continuamos prejudicados com o não cumprimento de prazos”.
O acordo foi firmado no dia 2 de junho, após um período de tensão nas relações comerciais entre os dois países, quando o Brasil decidiu retirar os automóveis da lista de produtos com licenças automáticas de importação. Mesmo sendo defendida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) como medida cautelar para evitar o desequilíbrio da balança comercial, a iniciativa foi interpretada como retaliação pelo governo argentino às barreiras impostas aos produtos brasileiros.
Na ocasião, os representantes do setor industrial dos dois países fixaram uma espécie de ato de boa vontade, prometendo flexibilizar as exigências de cada país para “melhorar a relação bilateral” e dar mais agilidade no cumprimento dos prazos estabelecidos pela OMC. Em nota conjunta, os ministros manisfestam “disposição de facilitar os trâmites para obtenção e aprovação das licenças de importação, bem como liberação dos produtos que se encontram atualmente na fronteiras dos dois países”. Na época, também ficou estabelecida a rotina de encontros mensais entre representantes dos dois governos.
Para o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto Castro, o impasse está longe de ser solucionado. “Nada foi formalizado oficialmente, não teve nada escrito. O assunto não está resolvido, não se tem falado mais nada, mas existe muito interesse político”, comentou. Segundo Castro, nessa “guerra comercial” o Brasil será sempre prejudicado. “Infelizmente, a Argentina acha que o Brasil tem sempre que atendê-la e isso tem acontecido. É como se existisse a ameaça velada de que, quando o Brasil deixa de vender à Argentina, a China está ocupando esse lugar".
Edição: Vinicius Doria
AGÊNCIA BRASIL

A exploração por trás da riqueza dos portos e da beleza das praias

Um crime repetido dia após dia mancha a reputação do trecho mais rico do litoral brasileiro. Quatro dos 27 estados do Brasil produzem metade da riqueza nacional, e seus portos escoam 40% de tudo o que se negocia com outros países. São Paulo possui o maior porto da América Latina, Rio Grande do Sul tem o segundo do país, Paraná tem o principal em exportação de grãos e Santa Catarina, o maior em contêineres. Os 1.870 quilômetros de costa desses estados reservam ainda praias badaladas e cultuados paraísos ecológicos. Orgulhoso de seus predicados, o Brasil parece ignorar que por trás de tanta beleza e fartura acontece um crime contra a infância.
Cidades portuárias vivem um paradoxo. O porto traz dinheiro, movimenta a economia e gera empregos. Ao revés, o fluxo de uma massiva população flutuante fomenta o comércio ilegal de sexo e drogas. Para lá convergem caminhoneiros de muitas estradas e marinheiros de todos os portos. Às sombras dessas tradicionais zonas de meretrício, num meio predominantemente masculino, se dá a exploração sexual de crianças e adolescentes. Longe da dureza da estiva, a mansidão das praias que atraem turistas aos milhares guarda igualmente segredos inconfessáveis. O turismo sexual com menores de idade grassa também por essas areias.
Durante três semanas, a reportagem da Gazeta do Povo percorreu 4 mil quilômetros pela costa Sul e Sudeste para revelar os locais de exploração sexual infanto juvenil. Em Rio Grande (RS), um barracão em ruínas foi improvisado como motel; em Paranaguá (PR), um trecho da rodovia que leva ao porto ficou conhecida como Rua 24 Horas devido ao incessante comércio de sexo barato; em Balneário Camboriú (SC), meninas de cidades vizinhas são induzidas à prostituição para alcançar o sonho de consumo nos shoppings de luxo; em Santos, corpos seminus estão à venda, expostos à luz do dia nas ruas do Centro Velho.
Prostituição histórica
Cada uma dessas localidades soma suas particularidades às causas gerais da exploração sexual infantil. Em comum, elas têm grande fluxo de turistas ou caminhoneiros. O porto de Santos, em particular, tem uma relação intrínseca e histórica com a prostituição. Seus 7,7 milhões de metros quadrados e 14 quilômetros de extensão recebem 10 navios e 13 mil caminhões por dia. Des­­con­­tando domingos e feriados, são 3 mil embarcações e uma população flutuante de 3,5 milhões de caminhoneiros por ano, oito vezes mais do que os habitantes da cidade.
O mercado do sexo proibido desponta em Santos como um legado da prostituição e da violência doméstica. O assistente social Maurício Carlos Rebouças classifica a transmissão geracional da prostituição de adolescentes, exercida pelas mães, como processo natural e inevitável. Um quadro desalentador, ainda que circunscrito a famílias residentes na área portuária. Maurício baseou sua pesquisa de mestrado no Espaço Meninas, unidade que a prefeitura mantinha para atender essas vítimas. Quando aliado à violência dentro e fora da família, o fenômeno pode determinar a entrada na exploração sexual co­­mercial.
Santos possui, ainda, outras particularidades que favorecem a prostituição de menores de idade. A população de 500 mil habitantes é acrescida em até duas vezes na alta temporada, período que vai de dezembro a março, no carnaval e nas férias de julho. Fica visível o aumento de meninas, mulheres e travestis nas ruas, observa a coordenadora da Co­­missão Municipal de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto juvenil (CEVIS), a advogada Verônica Teresi. As características geográficas da Baixada Santista exigem um trabalho conjunto dos municípios, o que nem sempre é possível, reconhece Ve­­rônica. Falta diálogo.
Rede em movimento
As cidades da Baixada Santista têm vias de acesso em comum e a proximidade dificulta identificar onde termina uma e começa outra, favorecendo as redes de exploração que estabelecem pontos transitórios conforme a repressão policial, o movimento turístico, o tráfico de drogas, o fluxo de trabalhadores no porto. Essa flutuação proporciona mais lucros, menos riscos de repressão policial e de responsabilização judicial, pontua Maurício Rebouças, que foi coordenador do Programa Sentinela em Santos. A cidade enfrenta ainda um novo fenômeno, que oculta o problema. Os negócios do sexo estão saindo das ruas e deixando de ser tão públicos.
“Por ser uma cidade portuária e turística, há outro mercado da exploração sexual que a gente sabe que existe, mas não consegue acessar. A cidade tem muitas universidades, recebe muitos eventos”, diz a coordenadora de Proteção Social de Média Complexidade da Secretaria Municipal de Assistência Social, Rosana Caruso. Ela conta que, para atender a essas demandas, a rede de exploração tem se sofisticado e se tornou mais rápida do que a rede de proteção. Celulares e internet permitem aos exploradores tocar os negócios sem os riscos da exposição. Também por isso – mas não só isso – os números já não retratam a realidade das ruas.
Santos, por exemplo, atendia 150 casos simultâneos de meninas e meninos prostituídos há 15 anos; hoje são 22. A redução se explica menos pela eficiência e mais pelas mudanças nos serviços públicos. O trabalho sobre violência sexual feito pelo extinto Programa Sentinela acabou se perdendo nas generalizações daquele que o incorporou, o Centro de Refe­­rência Especializado da Assis­­tência Social (Creas). “Antes se fazia um trabalho de busca ativa onde havia exploração. Os números diminuíram quando isso acabou”, diz a presidente da Comissão Municipal de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto juvenil (Cevis), Verônica Teresi.
Sexo 24 horas
Em Paranaguá, o porto emprega 7,5% dos 150 mil habitantes. Na rota, a Rua Atílio Fontana notabilizou-se como Rua 24 Horas no trecho entre dois postos de combustíveis, devido à ininterrupta oferta de sexo barato. Há quatro anos o Conselho Tutelar faz blitze com apoio de 30 agentes de proteção da Vara da Infância. “Conseguimos resgatar muitas adolescentes”, diz o conselheiro Edmilson da Silva Costa. Mas falta abrigo para as meninas resgatadas das drogas e da prostituição. Nos últimos três anos, o Conselho enviou 12 adolescentes para clínicas de desintoxicação. “Por falta de estrutura, elas acabam voltando para a antiga vida”, lamenta o conselheiro Adilson Santos Costa.
Em Itajaí, meninas entre 14 e 17 anos, prostituídas em bares da zona portuária são induzidas a portar documentos falsos para simular maioridade. O mais grave no litoral catarinense, porém, não é tanto o vaivém de caminhões no porto, e sim a concentração de turistas. Balneário Camboriú, de 110 mil habitantes, tem uma das maiores densidades de prédios do país e comporta um milhão de visitantes no verão. Nessa época, meninas da vizinha Camboriú, de 60 mil habitantes, cruzam a BR-101 em busca do sonho de consumo nos shoppings de luxo. “O grande fluxo de turistas abre uma perspectiva de ganho e elas se tornam presas fáceis das redes de prostituição”, relata o diretor do Núcleo de Prevenção às Drogas e à Pedofilia de Camboriú, Manoel Mafra.
Ao identificar o trânsito de crianças e adolescentes, Manoel iniciou trabalhos integrados com os conselhos tutelares das duas cidades. E tem resgatado meninos também. Às 23 horas de 18 de maio deste ano, os conselheiros resgataram um travesti de 16 anos agenciado por outro de 23 na 3ª Avenida, em Balneário Cam­­boriú. O adolescente foi levado de Curitiba uma semana antes por uma rede de exploração. Travestis menores de idade também são encontrados nas ruas do Centro Velho de Santos e na Rua Dr. Rei­­naldo Sch­­mithausen, em Itajaí.
Na cidade portuária de Rio Grande, as ruínas de um barracão, antes uma fábrica de sapatos, viraram esconderijo para uso de drogas e programas sexuais às margens da movimentada Estrada Roberto Socoowski. “São raros os casos de exploração sexual de criança ou adolescente”, aponta o conselheiro tutelar Reginaldo Ro­­drigues. Ele atribui a redução da incidência às blitze frequentes do Conselho Tutelar para “queimar” os pontos. Já a coordenadora do Creas local, a assistente social Maria da Graça da Cruz Piegas, tem outra explicação para os baixos registros.
Maria da Graça tem recebido no Creas muitas denúncias de abuso sexual intra e extra familiar, mas quase nenhuma de exploração sexual infanto juvenil. Foram 10 desses casos desde 2001, média de um por ano. Ela atribui a escassez de registros à falta de entendimento das pessoas sobre o que é exploração, o que é abuso sexual e o que é prostituição. “Quando se vê uma adolescente sendo explorada sexualmente, a ideia é de que está se prostituindo, e está ali porque quer.” Sem diferenciar uma coisa da outra, as denúncias não chegam, mascarando a realidade. 
GAZETA DO POVO

Nos pênaltis, Brasil cai para os EUA e está fora do Mundial

Após um empate em 1 a 1 no tempo normal e outro por 2 a 2 na prorrogação, o Brasil caiu para os EUA, nos pênaltis (5 a 3), pelas quartas de final da Copa do Mundo feminina de futebol, neste domingo. Agora, os EUA vão enfrentar a França na semi.

Marta fez os dois gols brasileiros. Um de pênalti, aos 20min da segunda etapa, e outro no primeiro minuto da prorrogação. Daiane, logo no início da partida, fizera um gol contra. 

Wambach empatou o duelo nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação.

Inclusive, no lance da penalidade, a zagueira Buelher fora expulsa pela árbitra australiana Jacqui Flynn.

As norte-americanas acertaram todas as cobranças: Boxx, Llyod, Wambach, Rapinoe e Krieg. As brasileiras Cristiane, Marta e Francielle converteram suas as penalidades. Daiane foi a única perder o pênalti. Hope Solo defendeu.

Com os dois tentos de hoje, Marta se iguala a alemã Prinz e se torna a maior artilheira da história da competição, com 14 gols.

As duas seleções se enfrentaram nas duas últimas finais olímpicas. As norte-americanas superaram as brasileiras nas duas oportunidades (Atenas-2004 e Pequim-2008).

Porém, no último Mundial, o Brasil goleou o rival por 4 a 0, pela semifinal do torneio. Na decisão, acabou sucumbindo ante a Alemanha.

O JOGO

Logo no início da partida, aos 2min, a zagueira Daiane fez um gol contra para os EUA. Boxx desceu pela esquerda e cruzou na área, a jogadora brasileira tentou cortar o cruzamento, mas chutou contra a própria meta.

A grande esperança brasileira, Marta, eleita cinco vezes a melhor jogadora do mundo, pouco produziu na primeira etapa.

Aos 21min, a goleira norte-americana saiu mal do gol e a zagueira Aline cabeceou livre, mas para fora.

Cristiane ainda tentou dar mais graça ao jogo, quando deu dois chapéus em atletas norte-americanas, mas no segundo, sofreu uma entrada forte de Lloyd, que foi advertida com o cartão amarelo.

A melhor chance brasileira foi aos 37min, quando Fabiana tentou um cruzamento, a bola caiu repentinamente e bateu no travessão da arqueira norte-americana.

No segundo tempo, o Brasil voltou melhor do que a seleção norte-americana. Aos 15min, Cristiane arriscou de fora da área, mas Solo fez a defesa em dois tempos e evitou o empate brasileiro.

Aos 19min, Marta chapelou Buelher e foi derrubada pela zagueira. Pênalti e expulsão da norte-americana.

Cristiane bateu e Solo defendeu. Mas, a arbitragem mandou voltar a cobrança por invasão da área. Na segunda chance, Marta bateu no canto direito da goleira e empatou para o Brasil.

Mesmo com uma jogadora a mais, o Brasil não conseguiu virar o marcador e a partida foi para a prorrogação.

No primeiro minuto da prorrogação, Maurine cruzou na área, Marta chutou fraco, mas fora de alcance de Solo. A bola ainda bateu na trave antes de entrar.

Porém, nos acréscimos, cruzamento na área do Brasil, Andreia saiu mal e Wambach cabeceou para o gol vazio. Empate norte-americano e a decisão foi para os pênaltis.

FOLHA

Empréstimos de baixo valor entram na mira do Banco Central

O Banco Central vai passar a monitorar pequenos tomadores de crédito, informa Érica Fraga em reportagem na Folha deste domingo. O principal objetivo da medida é avaliar melhor o risco que a forte expansão de empréstimos nos últimos anos representa para o sistema financeiro, especialmente para bancos de menor porte.

A Folha apurou que, a partir do fim de outubro, o BC passará a acessar informações detalhadas de cada operação de crédito com valor a partir de R$ 1.000.

Numa segunda fase "cuja data ainda não foi definida", o BC poderá monitorar de forma individualizada todos os financiamentos, mesmo os de valor muito baixo.

Hoje, o departamento de fiscalização tem acesso a dados agregados de todos os empréstimos concedidos pelo sistema financeiro. Além disso, já recebe e monitora dados individualizados "como informações cadastrais do cliente, valor e modalidade do empréstimo contraído e montante de juros" de operações com valor igual ou superior a R$ 5.000.

FOLHA

Avião de pequeno porte invade espaço aéreo de Camp David, nos EUA

Dois caças F-15E interceptaram na noite deste sábado um avião Cessna de pequeno porte, que entrou no espaço aéreo restrito em torno de Camp David, a casa de veraneio do presidente dos Estados Unidos, anunciou o Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (Norad, na sigla em inglês).

O incidente ocorreu por volta das 6h56 local (22h56 no horário de Brasília), de acordo com a mesma fonte.

Os aviões de combate escoltaram o Cessna 210 até o Aeroporto regional de Carroll County, onde ele desembarcou e foi recebido pelas forças de segurança, segundo o Norad.

As autoridades não ofereceram mais detalhes sobre o incidente.

FRANCE PRESS/FOLHA


Em Londres, magnata reúne-se com diretora pivô de crise em tabloide

Pouco após chegar a Londres, o magnata australiano Rupert Murdoch, 80, dono do conglomerado de mídia News Corporation, ao qual pertencia o tabloide "News of the World", reuniu-se com Rebekah Brooks, numa demonstração de apoio à executiva considerada pivô do escândalo de escutas ilegais que forçou o fechamento do jornal neste domingo.

Com a 8.674ª edição do tabloide nas mãos, Murdoch foi visto sorridente no banco da frente de um carro ao chegar à capital britânica.

Tido como o principal responsável pela decisão de encerrar as operações do jornal após seus 168 anos de atividade, Murdoch deve tentar de todas as formas impedir que o escândalo afete as negociações em torno da BSkyB (British Sky Broadcasting), a empresa de TV por assinatura que seu grupo pretende comprar, num negócio de US$ 19 bilhões.

O governo britânico já declarou que as negociações devem ser atrasadas devido à crise.

Pouco após sua chegada, ele se reuniu com Brooks em seu apartamento londrino. Ao término da conversa, os dois saíram sorrindo para os fotógrafos.

Executiva de confiança do australiano, Rebekah Brooks chefia a News International, empresa que gerencia todos os jornais britânicos pertencentes à News Corporation, entre eles o tabloide "The Sun", o "Times" e o "Sunday Times".


O "News of the World" circulou sua última edição após ser acusado de ter ordenado grampos ilegais em telefones de membros da realeza, celebridades e parentes de vítimas de terrorismo e de soldados mortos no Iraque e no Afeganistão.

No Reino Unido, crescem as pressões para que Brooks - que era diretora do tabloide na época em que os grampos teriam sido realizados - abandone seu cargo. Com o fechamento do tabloide, mais de 200 perderam seus empregos.

CORRIDA ÀS BANCAS

Em meio a expectativas de que o tabloide bata recordes de vendas neste domingo, milhares de londrinos correram às bancas para garantir uma cópia da edição histórica do "News of the World".


"É uma pena ver desaparecer um jornal tão antigo e que, obviamente, sempre foi um sucesso. Mas o que estavam fazendo não é certo e estou de acordo que o tenham fechado", declarou Kenny, um barbeiro de 24 anos, que exibia seu exemplar recém-comprado numa estação de King's Cross, no centro da capital.

"Eles foram longe demais. Deve haver uma maneira melhor de conseguir notícias do que espionando as pessoas", criticou Shareen Geral, maquiadora de 26 anos, que considerou, apesar de tudo, muito triste perder "essa parte da cultura britânica".

QUEBRA DOS PADRÕES

Em sua última edição, o "News of the World" admitiu ter "quebrado os padrões" que tentava manter e mencionou os grampos telefônicos.

"Nós mantínhamos padrões elevados, nós exigíamos padrões elevados, mas, agora estamos sabendo, dolorasamente, que durante um período de alguns anos até 2006, alguns dos que trabalhavam para nós, ou em nosso nome, abandonaram de forma vergonhosa estes padrões.

De forma simples, perdemos nossa direção. Telefones foram grampeados, e por isso, este jornal pede desculpas", afirma o último editorial da publicação.


O editor do jornal, Colin Myler, disse a um grande número de repórteres concentrados diante da redação do "News of the World" que ele lamentava profundamente o encerramento do periódico.

"Isto não é onde nós queríamos estar e não é onde nós merecemos estar, mas como tributo final a 7,5 milhões de leitores, isto é para vocês e para a equipe, obrigado".

O escândalo levantou questões sobre as relações entre políticos e membros da imprensa, incluindo o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, que havia contratado um ex-editor do jornal, Andy Coulson, como seu assessor e conselheiro.

FOLHA

Empresa vendia sexo na Amazônia, diz Polícia Federal

Uma empresa de turismo norte-americana que organizou excursões pesqueiras na Amazônia está sendo investigada sob suspeita de explorar o turismo sexual no Brasil.

A Wet-A-Line Tours é alvo de um processo no Estado da Geórgia, segundo reportagem publicada ontem pelo jornal "The New York Times".

A agência também está sendo processada no Brasil, assim como a Santana Ecofish Safari, parceira que organizava passeios em Manaus.

Segundo investigações da Polícia Federal, ao menos 15 meninas foram vítimas de estupros e aliciamento nas viagens promovidas pelo proprietário da agência norte-americana, Richard Schair.

A empresa, segundo a investigação, utilizava iates luxuosos, camuflados de pesca esportiva para estrangeiros.

"O pacote incluía o turismo sexual", afirma o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Sérgio Fontes.

As meninas são da cidade de Autazes, a 118 km de Manaus, e eram aliciadas, segundo a polícia, para participar dos passeios pesqueiros.

Além de Schair, são réus na ação penal José Lauro Rocha da Silva, proprietário da agência de turismo brasileira, Daniel Geraldo Lopes, Juscelino de Souza Motta e os irmãos Admilson Garcia da Silva e Adilson Garcia da Silva.

O processo do caso está em segredo de Justiça no Brasil.

Em seu site, o grupo norte-americano de ativismo feminino Equality Now afirma que o processo nos EUA foi aberto em junho por quatro meninas, todas de origem indígena, que dizem ter sido forçadas a se prostituir quando tinham menos de 18 anos --a mais jovem tinha 12 anos.

A Equality Now afirma que elas alegam ter sido "vendidas como prostitutas". "No barco, teriam recebido bebida alcoólica e drogas e forçadas a praticar atos sexuais".

O grupo diz que é a primeira ação a usar a Lei de Proteção às Vítimas do Tráfico Humano para pedir compensação às supostas vítimas.

OUTRO LADO

O proprietário da Wet-A-Line Tours, Richard Schair, nega as acusações, segundo o jornal "The New York Times", que publicou ontem reportagem sobre o caso.

Schair negou envolvimento com a prostituição infantil nos depoimentos à Polícia Federal. A Folha não conseguiu localizar o empresário.

A reportagem tentou contato com os advogados dos outros réus na ação brasileira - José Lauro Rocha da Silva, da agência Santana Ecofish Safari, Daniel Geraldo Lopes, Juscelino de Souza Motta e os irmãos Admilson Garcia da Silva e Adilson Garcia da Silva -, mas não teve sucesso até a conclusão desta edição.

O empresário norte-americano tenta suspender temporariamente o processo que corre em seu país.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

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