sexta-feira, 22 de julho de 2011

Experian compra Virid, empresa de marketing por e-mail

A Experian, companhia de serviços de informação da qual faz parte a Serasa, anunciou nesta sexta-feira a compra da Virid Interatividade Digital, empresa que gere e desenvolve estratégias de marketing por e-mail.

"Esta aquisição reforça o comprometimento da Experian com a oferta de serviços inovadores de marketing digital a marcas nacionais e internacionais no Brasil", afirma em nota o presidente da unidade de Marketing da companhia na América Latina, Juliano Marcílio.

A Experian não divulgou o valor da transação. Segundo o comunicado, a Virid tem hoje mais de 800 clientes diretos e 3 mil indiretos e fechou 2010 com receita de R$ 9 milhões.

VALOR ONLINE/FOLHA

Petrobras pagará R$ 2,6 bilhões em juros a acionistas

O conselho de administração da Petrobras aprovou hoje a segunda parcela de distribuição antecipada de remuneração aos acionistas, sob a forma de juros sobre o capital próprio. O valor a ser distribuído será de R$ 2,609 bilhões, correspondente a um valor bruto de R$ 0,20 por ação ordinária ou preferencial.

De acordo com fato relevante divulgado hoje, o valor está sendo provisionado nas demonstrações contábeis de 30 de junho de 2011 e deverá ser desembolsado até 31 de outubro de 2011, com base na posição acionária de 2 de agosto de 2011.

"Esses juros sobre o capital próprio deverão ser descontados da remuneração que vier a ser distribuída no encerramento do exercício de 2011.

O valor será atualizado monetariamente, de acordo com a variação da taxa Selic, desde a data do efetivo pagamento até o final do referido exercício", diz a nota divulgada pela estatal.

FOLHA

Fabricante do BlackBerry compra editora para melhorar tablet

A fabricante de aparelhos celulares BlackBerry, a RIM (Research In Motion), informou nesta sexta-feira ter comprado a companhia sueca de edições de video JayCut, acrescentando que o acordo visa agregador novos recursos para seu tablet PlayBook.

"Ao trabalhar com a JayCut para adicionar capacidades de vídeo à sua plataforma BlackBerry, podemos enriquecer mais a experiência multimídia de nossos clientes com o BlackBerry", escreveu o vice-presidente de tecnologia da RIM, David Yach, no blog da companhia.

Os detalhes financeiros não foram revelados. A JayCut, com sede em Estolcomo, possui sete funcionários e licencia seu editor de vídeos online para clientes.

Ainda no blog, Yach apontou que o Playbook, que tem lutado para ganhar atenção em um mercado dominado pelo iPad da Apple, possui duas câmeras de alta definição, reprodução de alta qualidade e pode enviar dados para uma tela de televisão através de um cabo comum.

A RIM comprou diversas companhias nos últimos anos para preencher suas necessidades por serviços. As compras incluem a QNX Software, responsável pelo sistema operacional do PlayBook, e a Torch Mobile, que permitiu à RIM atualizar seu navegador de internet, há muito criticado como sendo lento em comparação com a concorrência.

REUTERS/FOLHA

FOLHA

Grupo Cemex registra prejuízo de US$ 294 milhões no trimestre

O grupo mexicano Cemex, um dos maiores fabricantes de cimento do mundo, registrou prejuízo de US$ 294 milhões entre abril e junho deste ano. Em igual período do ano passado, a empresa apresentou prejuízo de US$ 306 milhões.

As vendas da companhia, considerada uma das três maiores fornecedoras de cimento do mundo, cresceram 9% e somaram US$ 4,091 bilhões no segundo trimestre deste ano, contra US$ 3,762 bilhões de um ano antes.

No semestre, o prejuízo ficou em US$ 570 milhões, contra perda de US$ 648 milhões no mesmo intervalo de 2010.

A empresa informou que, no trimestre, aumentou as vendas no México, Europa e América do Sul, mas perdeu nos Estados Unidos.

No mercado doméstico da empresa, as vendas cresceram 5% e atingiram US$ 968 milhões no segundo trimestre. No norte da Europa as vendas aumentaram 24%, para US$ 1,354 bilhão e, na América do Sul e Central, o salto foi de 23%, para US$ 442 milhões. Nos EUA, no entanto, a empresa registrou redução de 9% nas vendas, para US$ 619 milhões.

FOLHA

Mortos em ataques na Noruega são 17; polícia acha bomba em ilha

O duplo ataque ocorrido na Noruega nesta sexta-feira - uma explosão que atingiu um prédio do governo no centro de Oslo e um tiroteio no centro de juventude do Partido Trabalhista, na ilha de Utoeya, ao noroeste da capital - matou ao menos 17 pessoas, segundo a polícia local.

De acordo com as informações da polícia, sete das vítimas foram mortas na explosão e ao menos outras dez foram mortas no ataque a tiros. No entanto, o número de mortos deve aumentar.

O ministro da Justiça do país, Knut Storberget, disse em coletiva de imprensa que um cidadão norueguês foi detido após os atentados. A identidade do homem não foi revelada de imediato.

Ele disse também que a resposta à violência é a democracia, pediu às pessoas que não usem celulares se não for estritamente necessário, para não sobrecarregar a rede de telefonia, e que permaneçam em casa.

O primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, condenou os ataques durante a coletiva, e disse que o país "se unirá" nesse momento de crise.

"Isso não irá destruir nossa democracia", afirmou ele, dizendo ainda que a explosão no prédio em que fica seu gabinete na capital é um "ataque às suas políticas" e o atentado a tiros ao campo do Partido Trabalhista é um "ataque à juventude que discute as questões políticas".

INVESTIGAÇÕES

O chefe-assistente da polícia de Oslo, Egil Vrekke, pediu nesta sexta-feira que as pessoas evitem o centro da capital norueguesa, depois da explosão, ocorrida às 15h30 (10h30), e que causou grandes danos ao prédio onde fica o escritório do premiê Jens Stoltenberg.

"Nós temos pessoas no local investigando se há outras bombas na área", disse Vrekke, citado pela rede britânica BBC. Ele disse ainda que o número de mortes pode aumentar.

Stoltenberg disse que é 'muito cedo' para classificar a explosão de ataque terrorista. Ele não revelou sua localização, a pedido da polícia. Não há qualquer reivindicação oficial de autoria da ação por parte de algum grupo terrorista até o momento.

A agência de notícias Reuters afirmou mais cedo que os destroços de um carro desconhecido estavam do lado de fora do edifício. A polícia norueguesa já admite a possibilidade, mas ainda não confirma.

A polícia norueguesa disse que encontrou explosivos - que não foram detonados - na ilha onde ocorreu o tiroteio no acampamento da juventude do Partido Trabalhista.

TERRORISMO

Ainda não se sabe quem está por trás dos ataques que mataram pelo menos 16 na Noruega, mas a polícia não acredita que os ataques estejam relacionados com terrorismo internacional.

Inicialmente, o grupo jihadista Ansar al-Yihad al-Alami emitiu um comunicado reivindicando os ataques, segundo informou o "New York Times" citando um especialista em terrorismo.

Posteriormente, o mesmo especialista, Will McCants - que trabalha na Universidade Johns Hopkins -- explicou em seu blog que o grupo havia se retratado.

O jornal "Nationen" disse os ataques devem estar relacionados com um problema interno relacionado com o sistema político local.

DANOS

A explosão estourou vidraças no edifício de 17 andares onde fica o escritório do primeiro-ministro e também do Ministério do Petróleo, que está em chamas.

O prédio do tabloide "VG" e outras publicações norueguesas, que fica próximo, também foi danificado.


"Vi que as janelas do edifício do "VG" e da sede do governo estouraram. Há pessoas ensanguentadas nas ruas", disse um jornalista da rádio estatal NRK, que está no local.

"Há vidro por toda a parte. É o caos total. As janelas de todos os edifícios dos arredores voaram pelos ares", disse o jornalista da NRK Ingunn Andersen, que disse ter pensado que era um terremoto.

As imagens divulgadas pelos jornais noruegueses mostram os destroços acumulados em frente ao edifício da "VG". Já as cenas filmadas por noruegueses nos momentos após a explosão mostram grande correria e pânico nas ruas.

A polícia isolou a região e esvaziou os prédios vizinhos.


Horas depois da explosão, tiros foram disparados no centro de juventude na ilha de Utoeya.

BRASILEIRO

O brasileiro Leonardo Doria, 33, que testemunhou a explosão, disse ter ficado impressionado o que viu.

"De repente, o prédio começou a balançar". O brasileiro diz que, quando foi à janela com colegas de escritório, viu uma nuvem de fumaça "gigantesca". Ele trabalha a 600 metros do prédio do governo atingido pela explosão. Não há informações sobre brasileiros entre as vítimas.

"A primeira reação foi ficarmos no edifício, em segurança", descreve. Ele trabalha como consultor na Secretaria Nacional de Integração e Diversidade, e mora na Noruega há dez anos.

Enquanto falava à Folha, ele voltava para sua casa, de bicicleta. "Moro em um local com vista privilegiada", conta. "Então estou vendo, infelizmente, a fumaça".

A embaixada brasileira na Noruega divulgou o número de emergência (00xx21) 47 93 45 00 92 para contato de brasileiros que estejam na Noruega e precisem de auxílio.

FOLHA





Sete em cada dez brasileiros consideram que a cor ou raça influencia o trabalho

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Mais da metade da população brasileira (63,7%) reconhece que a cor ou a raça exerce efeitos diferentes nas relações cotidianas. A constatação é de pesquisa divulgada hoje (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o estudo, o trabalho, citado por 71% dos entrevistados, é a situação cotidiana que mais sofre influência da cor e da raça. Em seguida, aparecem as relações com a polícia/Justiça (68,3%) e no convívio social (65%). O levantamento foi feito em 15 mil domicílios de cinco estados e no Distrito Federal, em 2008.

A Pesquisa das Características Etnorraciais da População: um Estudo das Categorias de Classificação de Cor ou Raça foi feita no Amazonas, na Paraíba, em São Paulo, no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso e no Distrito Federal. Do total dos entrevistados, 96% souberam se autoclassificar.

Edição: Talita Cavalcante

AGÊNCIA BRASIL

Para manter crescimento, Dilma diz que não reduzirá já a inflação

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira em conversa com jornalistas no Palácio do Planalto que todos os planos do governo estão sendo mantidos para atingir as metas de superavit primário. "Estamos criando um quadro para a inflação sob controle".

Mas indagada se o governo espera que a taxa de inflação faça uma convergência para o centro da meta (4,5% ao ano) em 2012 ou 2013, a presidente não respondeu de forma precisa. Disse que o governo optou por manter "a economia crescendo de forma consistente", embora num ritmo menor do que em 2010.

Dilma afirmou que uma "política de convergência de curtíssimo prazo teria um efeito danoso para a economia". Deu a entender que o governo está satisfeito no momento com as previsões oficiais, de uma inflação pouco abaixo de 6% neste ano: "Não queremos inflação sob controle com crescimento zero [da economia]".

Outra indicação de que o processo será moroso para trazer a inflação para o centro da meta veio na seguinte frase: "Estamos fazendo o chamado pouso suave, com uma taxa de crescimento e de emprego adequadas para o país".

A expressão "pouso suave" é usada nos meios econômicos também na sua versão em inglês, "soft landing", para expressar um processo em que ajustes não são realizados de maneira brusca.

Esse tom mais moderado de Dilma contrasta um pouco com declarações suas de março, quando deu uma entrevista ao jornal "Valor Econômico". À época, afirmou: "Não vou permitir que a inflação volte no Brasil. Não permitirei que a inflação, sob qualquer circunstância, volte". Sobre como seria sua abordagem para tratar da alta de preços, nessa mesma oportunidade, ela afirmou: "Eu sou uma arara".

Na entrevista, a presidente, é verdade, não se disse tolerante com a alta de preços. Só que quando falou sobre esperar que "a convergência [da inflação para o centro da meta] se dê num prazo mais curto", não especificou o tamanho da espera para que a taxa recue.

Dilma apontou problemas "conjunturais" que fizeram com a inflação neste ano rompesse o teto da meta. Citou nominalmente o preço do etanol, mas isso já estaria "minimizado".

Sobre a política do Banco Central de manter os juros em alta - nesta semana a taxa básica foi elevada a 12,5% - a presidente disse considerar "correto" o que a autoridade monetária vem fazendo.

"Nós não inventamos nada de diferente", declarou.

MUNDO

A conversa da presidente teve representantes de cinco publicações da mídia impressa, incluindo a Folha. O encontro com os jornalistas durou cerca de uma hora e meia. Não foi permitido tirar fotos nem gravar, mas apenas tomar notas por escrito.

Em seguida, Dilma falou um pouco sobre as dificuldades econômicas enfrentadas pelos países da Europa e pelos Estados Unidos.

"Chova ou faça sol, estamos olhando os efeitos da crise na Europa e a questão do teto da dívida americana. Porque isso é de nossa responsabilidade".

Segundo a presidente, quando o governo brasileiro perceber "ameaça" de contaminação por causa da crise no mundo desenvolvido, serão tomadas "medidas duras".

Quando o assunto foi a taxa de câmbio, com o real valorizado, respondeu com uma pergunta: "Você acha que a gente pode fazer alguma coisa se a gente não sabe se o pessoal está brincando na beira do abismo ou se já criou uma rede de proteção?". Era outra referência à situação econômica nos EUA e na Europa.

Dilma disse não saber se haverá calote da dívida dos EUA, algo que disse considerar "uma coisa absurda, mas nunca se sabe". Para a presidente, as atuais incertezas no cenário internacional não permitem ao Brasil tomar muitas decisões agora a respeito de câmbio.

"O mundo está andando de lado. Deixa ele andar um pouco para frente que a gente decide".

Quando confrontada com a declaração recente do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que disse estar perdendo o sono por causa da valorização do real, a presidente reagiu com bom humor: "É bom a gente não dormir. A gente fica alerta. O Guidinho de olhos abertos".

POLÍTICA INDUSTRIAL

A presidente confirmou que vai lançar medidas no próximo dia 2 de agosto para melhorar a competitividade da economia, um "incentivo para a exportação de manufaturados".

Trata-se de uma área na qual o Brasil vem rapidamente perdendo terreno por causa da competição com a China. O Programa de Inovação do Brasil tentará ajudar a indústria nacional a recuperar um pouco do terreno perdido.

No dia 9 de agosto, será anunciada uma "melhorada boa no supersimples" - um sistema de coleta de impostos unificado que atende a micros e pequenas empresas. A ideia é ampliar a abrangência do programa.

Mais adiante, "na sequência", segundo Dilma, haverá a desoneração da folha de pagamentos das empresas. Essa é uma discussão antiga dentro do governo que visa a incentivar o aumento do emprego formal no país.

FOLHA

Lula critica Alemanha e diz que há fragilidade de liderança no mundo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta (22) que a falta de coragem para tomar decisões é a causa da crise na Europa e nos Estados Unidos. Lula criticou a Alemanha por dificultar a ajuda a países como Grécia e Portugal e afirmou que há hoje uma "fragilidade de lideranças" no mundo, o que o leva a ter vontade de viajar mais.

As declarações foram dadas em uma entrevista à Rádio Jornal, de Recife, onde, logo mais, o ex-presidente recebe o título de doutor Honoris Causa das universidades Federal, Estadual e Federal Rural de Pernambuco. Em seguida, Lula irá almoçar com o governador Eduardo Campos (PSB) e outras lideranças políticas do Estado.

"Há uma fragilidade de lideranças no mundo, hoje, para tomar decisões. A crise está acontecendo na Europa, a crise está acontecendo nos Estados Unidos, e, no fundo, é falta de coragem de tomar as decisões políticas que precisam ser tomadas", disse. "Você vê a Grécia quebrando, a Espanha quebrando, Portugal quebrando, por que? Porque a Alemanha, que tem o poder de fazer política monetária na zona do euro não faz. Fica apenas preocupada com a própria Alemanha", disse Lula. "Isso me faz andar mais, debater mais", completou.

Na entrevista, o ex-presidente disse que fará outras 23 viagens a outros países até novembro deste ano. Desde que deixou a Presidência, ele afirma já ter feita 20 viagens internacionais. "Sei que preciso dar mais atenção a Marisa [ex-primeira dama], mas não consigo parar de fazer política", afirmou.

O ex-presidente também falou sobre o Brasil. Disse que o país está no caminho certo, os investimentos estão previstos e o dinheiro está pronto para ser aplicado. "O Brasil, definitivamente, vai se transformar na quinta economia mundial nos próximos anos", disse.

Lula lembrou seu governo e disse que muita coisa extraordinária foi feita em oito anos. "Falta muita coisa, mas eu tenho certeza que nossa presidenta vai continuar fazendo", concluiu.

TURISMO

Depois da entrevista, Lula e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), foram caminhando do palácio do governo até o teatro Santa Isabel, onde o ex-presidente receberá os títulos. A caminhada de cerca de cem metros foi acompanhada por seguranças.

Questionado sobre suspeitas de repasses de verbas do Ministério do Turismo em seu governo a uma ONG investigada por mau uso de dinheiro público, Lula disse que a presidente Dilma Rousseff "faz bem em investigar todas as denúncias que aparecerem".

"Num governo democrático e transparente, quando tem uma denúncia, você aciona a CGU (Controladoria Geral da União), a Polícia Federal e o Ministério Público para investigar", disse. "Acho que a presidente Dilma faz muito bem em investigar todas as denúncias que aparecerem".

FOLHA

Explosão em Oslo mata um, fere 8 e danifica edifícios do governo

OSLO - Pelo menos uma pessoa morreu em uma "forte" explosão ocorrida na tarde (horário local) desta sexta-feira, 22, na capital da Noruega, Oslo, segundo a rede local NRK. O estrondo provocou danos a edifícios do governo. Segundo a AP, escritórios no local foram evacuados. A NRK disse que há também pelo menos oito feridos, mas testemunhas falam em "várias" vítimas.
A CNN informou que o edifício do escritório do primeiro-ministro Jens Stoltenberg foi atingido na explosão. Segundo a agência de notícias norueguesa NTB, o premiê está em segurança. A porta-voz do governo Camilla Ryste confirmou a informação à AP.
A Reuters disse que a maioria das janelas do prédio de 17 andares foi rompida na explosão. Uma testemunha ouvida pela AP relatou que estava em um ponto de ônibus a cerca de 100 metros quando uma explosão quebrou "quase todas as janelas" de um edifício por volta de 15h30 (horário local, 10h30 no horário de Brasília).
"Vi três ou quatro pessoas feridas sendo carregadas para fora do edifício", disse Ole Tommy Pedersen, a testemunha, segundo a AP.
Edifícios próximos, como o do Ministério do Petróleo, também foram atingidos, segundo a Reuters, que disse que este ministério estava "em chamas". De acordo com a AP, prédios de jornais locais também foram atingidos pela explosão.
Otan
A causa da explosão ainda é incerta, mas a Reuters disse que havia destroços de um carro fora de um dos edifícios atingidos. Segundo a agência, a polícia local não está fazendo comentários sobre a causa da explosão. A Noruega é integrante da Aliança do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Há cerca de um ano, três pessoas suspeitas de pertencerem à Al-Qaeda foram presas na Noruega. Eles estariam planejando ataques terroristas na capital.
ESTADÃO

Caso Juan: vida e morte na história de duas mães ligadas pelo nome de um filho


Distantes e, ao mesmo tempo, tão próximas. Ligadas pelas mazelas dos que nasceram e se criaram na periferia. Conectadas pela dor e pelo amor. Marcadas por uma data e um nome: Juan.
Há um mês, em Nova Iguaçu, na Baixada, a babá Rosinéia Maria Moraes, de 31 anos, carregava um cartaz implorando por notícias do filho, desaparecido dois dias antes durante uma ação policial na comunidade Danon. Em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, a dona de casa Cláudia dos Reis, de 37, lutava para dar à luz o homem que faltava para completar a família. As mães trilhariam rumos distintos. Os Juans de ambas, também.
Elas não se conhecem mas, em momentos diferentes deste ano, estiveram nas páginas do EXTRA relatando trechos sofridos das próprias vidas. Em abril, Cláudia, então com seis meses de gestação e mãe de três filhas, foi tema de uma matéria sobre o descaso do governo com as gestantes de risco da Zona Oeste. Dois meses depois, era Rosinéia, mãe de quatro filhos, quem contava a dificuldade para fazer com que a polícia se importasse com o sumiço do seu menino de 11 anos.
Em 21 de junho, Rosinéia registrou na polícia o desaparecimento de Juan Moraes Neves.
— Eu só quero que este sofrimento acabe — revelou ela, no dia seguinte.
Foi na mesma data que Cláudia sentiu a bolsa se romper. Ajudada por vizinhos, foi de carona até um hospital a 42 quilômetros de onde mora. Ficou horas com o líquido amniótico escorrendo entre as pernas. Da primeira instituição, acabou sendo encaminhada para outra. E continuou sem atendimento:
— Meu sofrimento só estava começando.
Ambas não dormiram naquela noite. A cada minuto sem resposta, Rosinéia perdia a esperança de rever o filho. Para Cláudia, a certeza de conhecer o caçula só aumentava com o passar das horas.
No amanhecer de 22 de junho, a babá saiu cedo de casa atrás do filho.
— Quero, pelo menos, o corpo de Juan para enterrar — conformava-se, antecipando o destino do garoto.
Já a dona de casa bateu à porta do hospital mais uma vez, na esperança de poder ter o bebê:
— Não podia esperar mais. Ou meu filho nascia naquele dia ou correria o risco de morrer.
Foi um longo dia para as mães dos Juans. Rosinéia esteve na polícia. Queria ajuda para localizar o menino. Em vão.
Cláudia enfrentou 15 horas de espera sobre uma maca. O Juan dela já havia passado da hora de nascer. Foi preciso uma cesariana.
— Perdi o meu primeiro garoto há 19 anos, quando estava com cinco meses de gestação. Se eu perdesse agora, não poderia ter outro. Era uma gravidez de risco — relata.
Com 49 centímetros e 3,4 Kg, Juan Guilherme dos Reis Quintino veio ao mundo às 21h50min daquele 22 de junho. A festa ficou completa cinco dias depois, quando o menino e a mãe voltaram para casa. Ela garante não saber rir, mas escancarou um sorriso ao olhar para o filho.
Para Rosinéia, que hoje está com a família num programa de proteção à testemunha, a dúvida de 22 de junho deu lugar à certeza do fim do seu Juan 15 dias depois: o garoto estava morto.
— Só soube da história desse Juan quando voltei do hospital. Logo pensei na tristeza dessa mãe sem o seu filho, e na minha luta para ter o meu. Não a conheço, mas digo a ela para ter forças. Que nunca perca a fé em Deus e a esperança de um futuro melhor para os outros três filhos dela — recomenda Cláudia, emocionada.
Há um mês, um Juan morreu e restaram três filhos a uma mãe. E, há um mês, outro Juan nasceu e uma mãe ganhou o quarto herdeiro. É a gangorra da vida.
EXTRA ONLINE

Festa cara para o contribuinte

Sobram razões para a Fiel, como é conhecida a torcida do Corinthians, fazer a festa que fez no local onde será erguido o estádio da agremiação, em Itaquera, e para o presidente do clube, Andrés Sanchez, chorar de emoção. É bondade demais para eles. Mas essa bondade será paga pelos contribuintes, que não têm motivos para festejar. Muito provavelmente, em termos proporcionais, nunca antes na história deste país tanto dinheiro público foi mobilizado para bancar uma obra privada como está sendo feito para a construção do Itaquerão, nome pelo qual o futuro estádio está sendo chamado.
A festa foi feita para a sanção da lei que autoriza a Prefeitura a conceder incentivos fiscais para a execução da obra. Já havia promessa de financiamento federal, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mas não se esperava a participação do governo estadual. Durante meses, o governo paulista condenou o uso de recursos públicos em obras para uso privado e, por isso, estava fora dessa farra com o dinheiro do contribuinte. Não está mais. No ambiente de festa dos corintianos, que contagiou dirigentes esportivos e políticos ávidos por prestígio e voto, o governo do Estado confirmou que também participará do projeto, com recursos por enquanto estimados em R$ 70 milhões.
O futuro estádio do Corinthians, que deverá sediar o jogo de abertura da Copa do Mundo de 2014, será pago em grande parte pelos contribuintes, corintianos ou não, dos mais modestos aos mais abonados, sem que a imensa maioria deles tenha sido consultada sobre o destino que está sendo dado ao tributo que recolhem, muitas vezes com grande sacrifício. Na fase da construção, nem o Corinthians nem a Odebrecht, empreiteira contratada para a obra, terão de desembolsar qualquer tostão.
O terreno onde será erguido o Itaquerão é da Prefeitura, que o cedera para o Corinthians sob a condição de o clube ali construir seu estádio num determinado prazo, que não foi cumprido. Mesmo assim, a Prefeitura não retomou o imóvel e, agora, o cedeu novamente para o mesmo clube. Dos R$ 820 milhões em que foi orçada a obra - valor que poderá ser revisto com o avançar da construção (nossos conhecidos aditivos) -, a Prefeitura garantirá R$ 420 milhões em incentivos fiscais assegurados pela lei que o prefeito Gilberto Kassab sancionou durante a festa em Itaquera. Quanto aos restantes R$ 400 milhões, já há o compromisso do BNDES de financiá-los nas condições favorecidas que valem para as instalações da Copa.
Todo esse dinheiro, como fez questão de esclarecer um dirigente da construtora contratada para a obra, será aplicado na construção de um estádio com capacidade para 48 mil espectadores, inferior à capacidade mínima de 68 mil pessoas exigida pela Fifa para a abertura da Copa do Mundo. Para manter a abertura em São Paulo, o governo do Estado decidiu bancar a ampliação da capacidade do Itaquerão em 20 mil espectadores.
O dirigente da construtora fez questão de ressalvar que o orçamento inicial continua sendo o anunciado, mas o valor não inclui a ampliação da capacidade. Essa ampliação "não está no nosso contrato" e "será uma obra a ser contratada pelo governo de São Paulo", disse ao Estado.
O secretário de Planejamento e Desenvolvimento do governo paulista e coordenador do Comitê Paulista de organização da Copa do Mundo, Emanuel Fernandes, disse que o papel do Estado é apenas de "apoio logístico" à Copa, não ao estádio, pois, encerrada a competição, tudo o que o governo tiver feito será retirado. "Nenhum parafuso ficará com o Corinthians", assegurou. Resta saber o destino a ser dado, então, aos parafusos e outros materiais que terão custado sete dezenas de milhões de reais aos cofres estaduais, isto é, aos contribuintes.
Por essas razões, à felicidade da nação corintiana - como é popularmente chamado o grupo de dirigentes, atletas, sócios e torcedores do Corinthians - se contrapõem os ônus dos contribuintes e as preocupações dos cidadãos da nação brasileira com a ligeireza e a irresponsabilidade com que os gestores dos recursos públicos, em todos os níveis, têm agido para obter "aditivos" político-eleitorais, beneficiando alguns, em detrimento dos demais. 
ESTADÃO

Fitch classifica Grécia como 1º calote da história do euro

BERLIM - A agência de classificação de riscos Fitch Ratings anunciou no final da manhã desta sexta-feira, 22, na Europa, que vai passar a classificar os títulos da dívida soberana da Grécia como em "default restrito". Isso significa que, na interpretação da agência, o governo grego e a União Europeia promoveram um calote parcial das dívidas soberanas do país ao anunciar o programa de socorro de € 158 bilhões.
A classificação não era admitida em público, mas já era esperada pelas lideranças políticas. Nas últimas semanas, todas as três maiores agências de classificação de riscos do mundo - Standard & Poor's, Moddy's e Fitch - haviam advertido governos e investidores privados de que qualquer descumprimento dos prazos de pagamento e dos valores dos bônus seria considerado um default de fato (calote). Pelo acordo selado pela UE na noite de ontem, os credores privados da Grécia aceitaram um corte no valor da dívida de € 37 bilhões até 2014. O valor pode chegar, segundo cálculos do Instituto Internacional de Finanças (IIF), órgão que representa o sistema financeiro privado, a um total de € 135 bilhões até 2020.
Em comunicado, a agência informa: "Fitch classificará a nota soberana da Grécia em 'Default restrito' e atribuirá a nota 'Default' às obrigações do governo grego afetadas na data de seu vencimento". A justificativa para a interpretação é de que, pelos critérios da empresa - uma política denominada Critérios coercitivos de Troca de Dívidas -, um calote se traduz por "uma troca que oferece novos títulos com termos piores que as disposições contratuais iniciais da dívida existente".
Apesar da classificação, a Fitch elogiou o programa de socorro à Grécia. "Fitch considera que os engajamentos assumidos ontem pelos chefes de Estado da zona euro representam uma etapa importante e positiva em direção à estabilização financeira na zona euro", diz a nota. "Uma resposta política mais coerente e unificada à crise grega e à instabilidade financeira na zona euro reduz em curto termo a pressão sobre os perfis de crédito soberano em toda a região".
Mesmo com a avaliação da Fitch, as bolsas de valores sobem neste momento na Europa, um sintoma de que o programa de socorro foi bem acolhido pelos investidores. Às 13h30min, a bolsa de Paris subia 0,91%, a de Londres, 0,94%, Frankfurt, 0,61% e Milão, 0,75%. Na Grécia, a sessão é de euforia: alta de 4,8%.
ESTADÃO

Nokia encerra trimestre com prejuízo de US$ 699 milhões

A Nokia, maior fabricante mundial de celulares em termos de volume, encerrou o segundo trimestre com prejuízo de 492 milhões de euros (US$ 699 milhões), revertendo resultado positivo de um ano antes e perdendo a liderança do mercado de smartphones para a Apple.

Apesar disso, a companhia registrou um lucro operacional acima do esperado pelo mercado, excluindo certos itens, favorecida por receitas de 430 milhões de euros geradas por pagamento de royalties, incluindo as devidas pela Apple após vitória da empresa finlandesa em um processo judicial contra a rival norte-americana.

O lucro operacional somou 391 milhões de euros (US$ 555,1 milhões) acima de todas as previsões de analistas, que variaram de prejuízo de 35 milhões a lucro de 285 milhões.
As ações da empresa subiam 1,2% às 10h14 (horário de Brasília), reduzindo alta que chegou a 3,5% mais cedo.

A Nokia informou ter vendido 16,7 milhões de smartphones no período, perdendo o posto de maior fabricante de celulares inteligentes para a Apple, que vendeu 20,3 milhões de unidades do iPhone.

A empresa finlandesa criou o mercado de smartphones em 1996 com o primeiro modelo Communicator, mas nos últimos anos não conseguiu responder ao crescimento no segmento das rivais Apple e Research in Motion.

"O caminho de recuperação da Nokia será longo. A deterioração da performance da empresa em smartphones mostra que tempo é a essência na reconstrução de um portfólio coerente de produtos baseados no Windows Phone 7 em 2012", afirmou o analista Geoff Blaber, da CCS.

O preço da ação da Nokia caiu pela metade desde fevereiro, quando a empresa revelou sua mudança para a plataforma da Microsoft em meio às preocupações de que a companhia perca muita participação de mercado antes de que os novos modelos de aparelhos cheguem às prateleiras.

A Nokia afirmou no balanço que espera que seus negócios com celulares continuem lucrativos no terceiro trimestre, contrariando expectativa de analistas de que as operações da empresa sofreriam mais enfraquecimento.

"A previsão para o terceiro trimestre foi um alívio. Parece que não vai ser tão ruim quanto o temido", disse Hannu Rauhala, analista do Pohjola Bank.

FOLHA

Pacote à Grécia e Morgan Stanley animam investidores na Ásia

As Bolsas de Valores da Ásia encerraram o pregão desta sexta-feira em forte alta, depois de a Europa anunciar que irá conceder um segundo pacote de ajuda para a Grécia e animadas por resultados corporativos.

Durante uma cúpula na véspera, os líderes da zona do euro prometeram um segundo pacote de resgate de 109 bilhões de euros (US$ 157 bilhões) em dinheiro do governo, mais uma contribuição de detentores de bônus do setor privado que deve chegar a 50 bilhões de euros até meados de 2014.

Às 7h28 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne Bolsas da região Ásia-Pacífico excluindo o Japão mostrava alta de 1,46%, a 489 pontos.

Em Tóquio, o índice acionário Nikkei subiu 1,22%, para 10.132 pontos, atingindo máxima em duas semanas.

Os bancos foram destaque de alta, reagindo aos bons resultados trimestrais do Morgan Stanley.

A Canon Marketing e a Tamron saltaram, respectivamente, 5,9% e 7%, depois de elevarem perspectivas de lucro.

"Mais empresas divulgaram lucros acima das expectativas ontem, amenizando as preocupações sobre restrições de oferta", disse um operador de uma corretora.

A Bolsa de Hong Kong avançou 2,08%, a 22.444 pontos, enquanto Xangai ganhou 0,18%, a 2.770 pontos.

Em Sydney, houve variação positiva de 1,03%, a 4.602 pontos. A Bolsa de Seul registrou avanço de 1,22%, para 2.171 pontos. Cingapura subiu 1,42%, para 3.182 pontos, enquanto Taiwan avançou 0,55%, para 8.765 pontos.

FOLHA

Delegado é morto durante perseguição policial na zona sul de São Paulo

O delegado plantonista do 98º Distrito Policial do Jardim Miriam, Leonardo Mendonça Ribeiro Soares, 27, foi morto a tiros por volta das 21h30 de quinta-feira (21).

Soares e um escrivão retornavam para a delegacia pela avenida avenida Doutor Massau, no bairro Cidade Julia, quando suspeitaram de dois homens que correram para uma viela com a aproximação do carro.

Os dois começaram a perseguir os suspeitos pela viela e o delegado foi baleado na cabeça. Ele foi levado para um pronto-socorro em Diadema, cidade vizinha, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Equipes do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos), GOE (Grupo de Operações Especiais) e policiais militares participam das buscas na região aos suspeitos.

Soares ingressou na Polícia Civil como delegado em 2009.

FOLHA

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