sábado, 23 de julho de 2011

Amy Winehouse é encontrada morta em Londres

A cantora Amy Winehouse foi encontrada morta em Londres, neste sábado, 23, segundo agências internacionais.
A polícia afirma ter encontrado o corpo em seu apartamento em Camden Square, ao norte de Londres, após ser chamada por serviços de ambulância às 15h (horário local).
Amy tinha 27 anos e recebeu cinco prêmios Grammy pelo seu aclamado álbum "Back to Black" (2006).
Em janeiro deste ano, a cantora fez cinco apresentações no Brasil. Ela iniciou sua turnê em Florianópolis, no dia 08, depois cantou no Rio de Janeiro nos dias 10 e 11, no Recife, no dia 13, e em São Paulo, em 15 de janeiro. Durante toda sua estadia no País, ela ficou hospedada no bairro de Santa Teresa, centro do Rio.
Na última segunda-feira, 18, o hotel onde a cantora se hospedou, cujas diárias custam entre R$ 750 e R$ 2.800, sofreu um arrastão. Pelo menos 15 turistas foram assaltados.
Mais informações a qualquer momento.
ESTADÃO

'Havia muitas pessoas chorando nas ruas', diz brasileiro em Oslo

Pessoas chorando e falando ao telefone celular na rua. É assim que o brasileiro Leonardo Doria descreve os momentos posteriores à grande explosão que atingiu Oslo, a capital da Noruega, nesta sexta-feira.
"Havia muita gente atordoada, alguns chorando e outros falando ao telefone", disse.
Doria, que mora na Noruega há 10 anos, trabalha na Secretaria Nacional de Integração e Diversidade do governo, que fica a cerca de 800 metros do prédio onde aconteceu a explosão.
"Estava no escritório, ouvi uma explosão como nunca tinha ouvido e meu prédio tremeu. Então eu corri para conseguir informações", disse o brasileiro pelo telefone à BBC Brasil.
"Olhei pela janela e vi uma fumaça preta muito forte e papéis voando pela rua. Foi assustador."
Doria disse ainda que, quando deixou o prédio em direção à sua casa, havia uma grande concentração de pessoas no centro da cidade.
Segundo ele, a polícia começou a cercar e evacuar gradualmente o centro da cidade, em busca de possíveis bombas que possam estar no local. Há um barulho de sirenes nas ruas e um cheiro forte de enxofre na região.
"O Exército também já está nas ruas e há muitas ambulâncias chegando ao local", afirmou Doria.
Segundo o Itamaraty, há cerca de 5,5 mil brasileiros morando no país.
Sentinelas armados
"Surpreendente" é como o embaixador do Brasil em Oslo, Carlos Henrique Cardim, descreve a explosão no prédio do governo. Segundo ele, a Noruega é "um país de tradição pacífica, muito próspero".
A embaixada brasileira em Oslo fica distante do local onde foi registrada a explosão. Segundo Cardim, as ruas ao redor da representação estão relativamente calmas, "tanto porque é período de férias e a cidade está esvaziada".
"Boa parte dos escritórios e ministérios estão fechados por causa das férias", diz Cardim.
Ele conta que a tranquilidade só é quebrada pela sirene das ambulâncias e das viaturas de polícia, "o que não é muito comum em Oslo".
De acordo com o diplomata brasileiro, a segurança no palácio real da Noruega foi reforçada.
"Surpreendeu o número de sentinelas portando metralhadoras em frente ao palácio do rei, algo que não se vê por aqui", diz.
Cardim evita fazer conjecturas sobre possíveis autores do atentado, apenas afirma que "o quadro político interno é muito estável, com uma oposição democrática". "Por exclusão, é preciso olhar o contexto internacional", diz.
BBC BRASIL

Polícia identifica suposto autor de atentado como "islamofóbico"

A polícia norueguesa identificou como um norueguês "fundamentalista cristão", com "opiniões hostis ao islã" o suposto autor do duplo atentado cometido nesta sexta-feira em Oslo e em uma ilha vizinha à capital, que causou pelo menos 91 mortes, segundo novo balanço da polícia.

O suspeito, detido após o massacre na ilha e identificado pela imprensa local como Anders Behring Breivik, de 32 anos, agiu sozinho, segundo as investigações policiais em curso.

Em uma busca em seu domicílio após os ataques, a polícia encontrou várias mensagens postadas na internet com conteúdo ultradireitista e anti-islã, segundo declarações policiais à cadeia pública NRK.

Testemunhas relataram ao mesmo meio que o agressor entrou no acampamento juvenil social-democrata com uniforme da polícia e se identificou como tal para ter acesso ao local.

Durante a madrugada, a polícia apresentou o cálculo de 84 vítimas fatais na ilha de Utoya, onde centenas de jovens de entre 14 e 17 anos participavam de um acampamento da juventude social-democrata, o partido do primeiro-ministro Jens Stoltenberg.

O ataque na ilha ocorreu por volta das 10h30 de Brasília, duas horas depois do atentado com um carro-bomba no complexo governamental de Oslo, que deixou sete mortos e 15 feridos.

A explosão estourou vidraças no edifício de 17 andares onde fica o escritório do primeiro-ministro e também do Ministério do Petróleo, que está em chamas.

O prédio do tabloide "VG" e outras publicações norueguesas, que fica próximo, também foi danificado.



"PIOR QUE A SEGUNDA GUERRA"


O primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, classificou neste sábado de a "pior tragédia desde a Segunda Guerra Mundial" o duplo atentado perpetrado ontem em Oslo e na vizinha ilha de Utoya, com um balanço de pelo menos 87 mortos.


Stoltenberg fez a declaração em um pronunciamento à população na manhã deste sábado, após a Polícia ter indicado que 84 pessoas morreram na ilha, onde centenas de jovens participavam de um acampamento da juventude social-democrata, o partido do primeiro-ministro.


"Foi um ataque ao paraíso da minha juventude, transformado agora em um inferno", acrescentou o político, que antes do atentado marcara uma visita à ilha hoje, lugar que visitou quando era jovem para participar de acampamentos.

FOLHA

Tiroteio deixou 80 mortos em ilha na Noruega, diz polícia

O número de mortos em um tiroteio em uma ilha norueguesa subiu para 80 na noite desta sexta-feira, 22, informou a polícia do país. O primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, classificou o episódio como a "pior tragédia desde a Segunda Guerra Mundial". Stoltenberg fez a declaração em um pronunciamento à população na manhã deste sábado, 23, após a polícia ter indicado que 80 pessoas morreram na ilha.
O ataque na ilha ocorreu por volta das 10h30 de Brasília, duas horas depois do atentado com um carro-bomba no complexo governamental de Oslo, que deixou sete mortos e 15 feridos.
A tragédia ocorreu quando, segundo relatos, um homem vestido de policial chegou à ilha de Utoeya, perto de Oslo, e começou a atirar contra jovens que participavam de um acampamento do Partido Trabalhista (do governo) no local. Havia cerca de 600 jovens no encontro; inicialmente, relatos deram conta de que o episódio resultara em cerca de dez mortes.
Mas um porta-voz da polícia norueguesa, Anders Frydenberg, confirmou por telefone à BBC que muitos outros corpos foram encontrados. É o pior ataque ocorrido na Noruega desde a Segunda Guerra Mundial.
O ministro da Justiça do país, Knut Storberget, afirmou que o homem detido pelo tiroteio é de nacionalidade norueguesa. Ele também é suspeito de relação com o atentado a bomba ocorrido em Oslo um pouco antes.
O homem foi identificado pela polícia como Anders Behring Breivik, de 32 anos, que, segundo as autoridades, se diz um nacionalista e não tem nenhuma ligação conhecida com grupos islâmicos. A polícia está investigando a casa dele, no oeste de Oslo.
Em entrevista coletiva, Storberget e o premiê do país, Jens Stoltenberg, disseram que é cedo para especular os motivos da tragédia e que não se sabe se o atirador agiu sozinho.
A jovem Emma Christiansen, 16 anos, que participava do acampamento, disse à BBC ter visto o homem vestido de policial sendo abordado por um jovem e atirando contra ele. "Então, corri para dentro de casa. Foi assustador".
A polícia acredita que o mesmo homem esteja relacionado com o ataque a bomba no centro de Oslo, atingindo vários prédios do quartel-general do governo da Noruega. Ao menos sete pessoas morreram. Há relatos de que o homem tenha sido visto em Oslo antes de seguir à ilha de Utoeya, onde explosivos não detonados foram encontrados pela polícia.
O chanceler da Noruega, Jonas Gahr Store, confirmou, em entrevista à BBC, que suspeita-se que o detido tenha ido ao acampamento depois de participar do atentado à capital norueguesa.
'Mais democracia' 

Mas a motivação dos ataques ainda é desconhecida, segundo disseram os líderes noruegueses. "Não sabemos quem nos atacou", disse o premiê durante a entrevista coletiva. "A Noruega se unirá nesse momento de crise. Você (em referência aos idealizadores do ataque) não destruirá nossa democracia. Nossa resposta à violência será mais democracia".

As autoridades não confirmaram se estão procurando por mais suspeitos, mas disseram que não tiveram conhecimento de nenhuma ameaça prévia relacionada aos atentados. "Foi uma grande surpresa, não tínhamos nenhum indicativo de que isso ocorreria", disse o chanceler Store à BBC.
O ministro da Justiça disse que a polícia está usando "todos os recursos disponíveis" para lidar com a crise e investigar os responsáveis. Ele pediu que a população fique longe do centro de Oslo por enquanto e que evite o uso de celulares, para não sobrecarregar a rede de telefonia do país.
BBC BRASIL/ESTADÃO

luishipolito@outlook.com

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