domingo, 24 de julho de 2011

Namorado de Amy Winehouse é fotografado em frente à casa da cantora

Poucas horas depois de anunciada a morte de Amy Winehouse, fãs e fotógrafos já se reuniam na porta da casa da cantora em Londres.

Entre os curiosos foi fotografado o cineasta Reg Traviss, atual namorado da cantora. 

Encostado a uma grade, Traviss parecia estar sozinho e demonstrava tristeza e desolação.

Winehouse foi encontrada morta em sua casa na tarde deste sábado. Seu corpo foi achado pela polícia e ela foi declarada morta no local.

FOLHA

Globo e SBT cortaram afeto entre gays para evitar "exaltação"

Depois de ter tramas elogiadas por criticar a homofobia e tratar os relacionamentos homossexuais com naturalidade, as novelas da TV aberta recuaram na abordagem de personagens gays.

"Amor e Revolução" (SBT) mostrou um beijo lésbico entre Marcela (Luciana Vendramini) e Marina (Giselle Tigre). Mas a mesma cena entre Jeová (Lui Mendes) e Chico (Carlos Artur Thiré) foi vetada.

Em nota, a emissora explica ter tomado a decisão após uma pesquisa mostrar insatisfação "em relação às cenas de violência demasiada e beijo gay explícito, que incomodaram a maioria das famílias brasileiras".

A Globo não citou pesquisas para esfriar a história de "Insensato Coração", cortando cenas gravadas, como noticiado pela coluna "Outro Canal" nesta semana. "Nossas tramas registram a afetividade e o preconceito, mas não cabe exaltação", informou em nota.

As decisões das emissoras causaram surpresa e decepção entre defensores dos direitos dos homossexuais, especialmente no caso de "Insensato Coração", que foi considerada um marco pela denúncia da homofobia.

O próprio Ministério da Justiça, órgão responsável pela classificação indicativa, decidiu mantê-la como "não recomendada para menores de 12 anos" (ao invés de 14 anos).

A decisão, publicada no "Diário Oficial" nesta semana, cita que a novela tem "conteúdos de natureza educativa e relevância social, com reflexos positivos e respeito à diversidade".

BEIJO PROIBIDO

A cautela na exibição de afeto entre homossexuais é antiga na Globo. Em 20 de dezembro de 1998, o cinegrafista Hugo Sá Peixoto e seu chefe, Amaury Trolize, foram demitidos após a exibição de um beijo entre homens em imagens que entraram ao vivo no "Fantástico".

A emissora explicou, em nota, que as demissões ocorreram na época porque eles desrespeitaram "uma recomendação". Ambos, porém, dizem que "foi um acidente".

"O proibido de ontem não é mais o de hoje", ressente-se Peixoto, que trabalhou por 26 anos na Globo.

Quase 13 anos após sua saída, a mesma emissora exibiu, no "Jornal Nacional", em horário nobre, um selinho entre dois homens em reportagem sobre a última Parada Gay de São Paulo.

Especialistas ouvidos pela Folha destacaram a importância de dar visibilidade a cenas de afeto entre gays.

Deixando o politicamente correto de lado, no entanto, o que parece consensual adquire contornos controversos quando o assunto é a veiculação de imagens de beijos e carinhos entre dois homens ou duas mulheres.

Para o ator Daniel Barcelos, que beijou Raí Alves na minissérie "Mãe de Santo" (1990) da extinta TV Manchete, a polêmica é um retrocesso. "Não entendo por que dar esse passo atrás".

FOLHA

Autópsia de Amy Winehouse é adiada para segunda-feira

A autópsia que irá explicar a causa da morte da cantora Amy Winehouse, encontrada morta em sua casa aos 27 anos na tarde de ontem, só deve ser marcada amanhã, anunciou a polícia de Londres na manhã deste domingo.

Segundo informações iniciais, a necropsia deveria acontecer ainda hoje, mas essa possibilidade foi agora totalmente descartada.

A polícia inglesa reiterou também em comunicado que a morte ainda é tratada oficialmente como inexplicada e que não houve até o momento nenhuma prisão relacionada ao caso.

O site TMZ, no entanto, afirma que a polícia está trabalhando com a hipótese de overdose, mas aguarda o resultado da autópsia para confirmar a suspeita.

Os tabloides britânicos deste domingo afirmam que Winehouse foi vista comprando uma grande quantidade de drogas na noite de sexta-feira. Segundo o "Sunday Mirror", ela comprou cocaína, heroína, ecstasy e ketamina.

Um amigo da cantora disse ao mesmo jornal que, apesar de todas as drogas compradas por ela, o que provocou a sua morte foi overdose provocada por ecstasy de má qualidade.

Segundo o TMZ, Amy Winehouse ainda apresentava sinais de vida quando foi encontrada pela polícia, mas não resistiu e morreu antes que os paramédicos conseguissem removê-la.

FOLHA

Seis pessoas morrem em tiroteio em festa de aniversário nos EUA

Pelo menos seis pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas em uma festa de aniversário no Texas (EUA), quando um homem disparou contra os presentes antes de se suicidar, informou neste domingo a imprensa local.

O tiroteio aconteceu em uma quadra de patinação da localidade de Grand Prairie, quando um membro da família que realizava a festa tirou uma pistola no que parecia uma briga entre um marido e sua esposa, indicaram fontes policiais.

As fontes, citadas por "The Dallas Morning News", não revelaram as identidades e as idades das vítimas, embora tenham explicado que eram de origem vietnamita e não há nenhum menor entre elas, como também nenhum trabalhador da quadra de patinação.

Após realizar os disparos, o homem, que, segundo testemunhas citados pelo jornal, era quem tinha alugado a pista de patinação para a noite do sábado, se suicidou.

Os feridos foram levados a hospitais, enquanto as testemunhas estão sendo interrogados pela polícia.

"Era uma festa privada, não há mais nada. Todos os que receberam tiros eram convidados da festa", acrescentaram as fontes.

FOLHA

Noruega prende mais suspeitos ligados a ataques; 93 morreram

A polícia da Noruega deteve neste domingo várias pessoas durante operação especial realizada em uma casa nos arredores da capital Oslo. Há suspeitas de que elas estejam envolvidas no duplo atentado de sexta-feira. Com a morte de mais um ferido hoje, o número de vítimas subiu para 93.

Equipes especiais das forças de segurança participaram da operação, que cercou uma casa em um distrito industrial. A polícia pode ter apreendido dois contêineres de produtos químicos, segundo o periódico local "VG" em sua edição digital.

Mais cedo, o suspeito de ser autor dos dois ataques na Noruega, Anders Breivik Behring, disse à polícia de Oslo ter agido "sozinho" no massacre.

"Durante o interrogatório ele disse que estava sozinho. Vamos tentar descobrir se isso é verdade em nossa investigação", disse Sveinung Sponheim, um oficial da polícia de Oslo.

Depoimentos de alguns sobreviventes deram a entender que poderia haver outro atirador.

Com esta morte, vai a 86 o número de vítimas no tiroteio em um acampamento de verão da juventude do Partido Trabalhista na Ilha de Utoeya. Outras sete pessoas foram mortas, cerca de duas horas antes, na explosão de uma bomba nos arredores da sede do governo, em Oslo.

MISSA

Centenas de pessoas participaram hoje de uma missa celebrada em Oslo em memória às vítimas dos ataques duplos de sexta-feira na Noruega. O último balanço aponta para ao menos 93 mortos e 96 feridos.

Os arredores da Catedral de Olso, no centro da capital e a poucos metros do distrito governamental alvo do carro-bomba do primeiro atentado, estão tomados por policiais, militares e bombeiros, mobilizados pelos incidentes.

O papa Bento 16 lembrou na missa dominical do Angelus as vítimas dos atentados da última sexta-feira na Noruega e pediu que se abandone "para sempre a via do ódio" e se fuja "da lógica do mal".

O papa, que neste sábado enviou um telegrama de condolências ao rei Harald da Noruega, reiterou a "profunda dor" pelo duplo atentado.


PLANOS

Um documento de 1.500 páginas redigido aparentemente pelo norueguês que matou 93 pessoas em dois atentados em Oslo, na sexta-feira, revela que o ataque já era preparado desde o outono (boreal) de 2009.

O documento, publicado na internet diariamente, inclui um manual sobre como montar bombas e um discurso contra o Islã e o marxismo.

Anders Behring Breivik, um norueguês de 32 anos, detalha os preparativos de sua ação, destacando "o uso do terrorismo como um meio de despertar as massas", e admite que será lembrado como "o maior monstro nazista desde a Segunda Guerra Mundial".

Com várias referências históricas, o manifesto inclui numerosos detalhes da personalidade do agressor, seu modus operandi para fabricar bombas e seu treinamento de tiro, além de um minucioso diário dos três meses que precederam o ataque.

O texto, escrito em inglês, tem o título "A European Declaration of Independence - 2083" (Uma Declaração de Independência Europeia - 2083) e é firmado sob o pseudônimo "Andrew Berwick".


BREIVIK

"Meu nome, Breivik, remonta à época anterior a dos vikings. Behring é um nome germânico pré-cristão que deriva da palavra Behr, que em alemão significa urso (...) e Anders (Andreas) é o equivalente escandinavo de (...) Andrew", explica.

"Um alvo prioritário é a reunião anual do partido socialista/social democrata", diz o texto, que também explica como montar uma empresa de fachada, mineradora ou agrícola, para adquirir explosivos.

O documento acaba assim: "Acredito que será minha última postagem. Estamos na sexta-feira, 22 de julho, às 12h51", apenas três horas antes da explosão de uma bomba no centro de Oslo e do posterior ataque à colônia de férias do Partido Trabalhista.

Behring admitiu hoje que participou dos ataques, que "foram planejados há muito tempo", informou seu advogado Geir Lippestad.

O acusado foi membro do Partido Progressista (FrP, da direita populista) e de seu movimento jovem, além de participar de um fórum neonazista sueco na internet.

O FrP confirmou que Behring se filiou ao partido em 1999, mas saiu da lista de membros em 2006. Ele também foi o responsável local do movimento juvenil do FrP entre 2002 e 2004.

A polícia definiu Behring como um "fundamentalista cristão" de direita, hostil ao islamismo.

De acordo com Mikel Ekman, investigador da Fundação Expo, com base em Estocolmo, que monitora grupos de extrema direita, Behring criou um perfil em 2009 sob um pseudônimo que pode ser rastreado para seu endereço de e-mail em um fórum neonazista sueco chamado Nordisk.

Fundado em 2007, o Nordisk conta com 22 mil membros na região.
FOLHA

ARTIGO: O Brasil Visto de Fora

Por Marcos Coimbra


Passamos um pedaço da semana ocupados com um assunto menos importante que parece. Foi suscitado pelo correspondente do jornal espanhol El País, em artigo em que discorria sobre sua dificuldade de entender por que os brasileiros não ficam “indignados” com o Brasil. Em especial, por que não saem às ruas para protestar contra a falta de ética e a corrupção.
O texto foi republicado por O Globo, três semanas depois de ter saído na Espanha. Parece que a direção do jornal carioca ficou indignada com a falta de repercussão do texto original. Resolveu traduzi-lo e mandou fazer reportagem de capa a respeito do tema.
O autor, Juan Arias, deve ter ficado satisfeito com a deferência de seus colegas. Voltou à discussão na terça feira, dessa feita em matéria intitulada “A imprensa se converte no paladino contra a corrupção no Brasil”. Titulo tão surpreendente para quem conhece as corporações da mídia brasileira que só pode ser explicado como retribuição ao destaque que recebera.
Suas ideias foram encaixadas no modelo de interpretação de nossa realidade que é típico das redações dos grandes jornais. Nele, tudo é explicado a partir de uma premissa: os males do Brasil são culpa de Lula e do PT.
É fácil interpretar nossa realidade política e social sabendo, de antemão, a resposta a todas as perguntas. Qualquer coisa pode ser assim compreendida, incluindo a “apatia da sociedade” que não se indigna e não reage contra tudo de errado que existe.
Como afirmou o editorial de O Globo: “O fenômeno da inapetência política diante do assalto aos cofres abastecidos pelos pesados impostos pagos pelo contribuinte tem múltiplas raízes. A mais profunda deriva da bem-sucedida execução de um projeto de cooptação com dinheiro público...(através de organizações) convertidas em correias de transmissão do lulopetismo”.
O engraçado no raciocínio é que a “raiz profunda” da pequena disposição contestatória da população teria nascido outro dia. Se foi obra do “lulopetismo”, é de imaginar que, antes que Lula chegasse ao poder, o problema inexistisse.
Na visão singela do editorialista, talvez fossemos, até 2002, uma sociedade de ampla participação popular, onde o povo vigiava os políticos e só tínhamos a corrupção que passava despercebida. Foi quando veio Lula e estragou tudo.
Não parece que Juan Arias concordaria com uma tese tão superficial. Seu texto não atribuía ao “lulopetismo” a responsabilidade pela situação que o deixava perplexo. O que discutia eram os traços gerais de nosso sistema político, em nada circunscritos a um partido ou governante. A “indignação” que cobrava não seria do povo contra o governo federal, mas também o Congresso, a política nos estados e nos municípios.
O texto tratava Dilma de maneira peculiar. Para ele, “(...) curiosamente, a mais irritada com o ataque dos políticos aos cofres públicos parece ser a primeira presidente mulher”. Ou seja, apesar da lamentada ausência do “povo nas ruas”, ela seria “indignada” o suficiente para não aceitar a corrupção e estaria dando mostras disso no modo como enfrentou os casos Palocci e Alfredo Nascimento.
Nem se precisa dizer que essa avaliação esteve totalmente ausente nas repercussões do texto no Globo. Admiti-la implicaria abrir mão do modelo em que o “lulopetismo” é o grande culpado.
O assunto acabou fazendo um percurso curioso. Primeiro, um correspondente estrangeiro escreveu um artigo com o olhar característico de quem vê de fora nossos problemas. Daí, achando que era instrumental, um jornal local o importou, adaptando-o à sua visão.
Foi buscar lá fora argumentos que referendavam suas ideias e lhes davam certo ar cosmopolita, mesmo algumas que o texto inicial não subscrevia. Terminou como se o El País condenasse o “lulopetismo”.
Não era isso, mas quem se importa? Em redações como a desse jornal, a única coisa relevante é combater.

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

BLOG DO NOBLAT

Amy Winehouse: A maldição dos 27 anos

Londres - A cantora Amy Winehouse passa a integrar um trágico grupo de estrelas da música que morreram aos 27 anos, o chamado ‘Clube dos 27’. Brian Jones, membro fundador dos Rolling Stones, o guitarrista Jimi Hendrix, a cantora Janis Joplin, o vocalista do The Doors, Jim Morrison e Kurt Cobain, líder do Nirvana são alguns outros representantes do malfadado grupo.

O primeiro a morrer aos 27 foi Brian Jones, que deixou os Rolling Stones após desentendimentos com a banda. Jones tinha problemas com álcool e drogas e morreu afogado na piscina da sua casa, em 1969.
Hendrix, o mago das guitarras, entrou para o grupo no ano seguinte. Ele se engasgou com seu próprio vômito, em 1970, após ingerir pílulas para dormir e beber vinho. Menos de um mês depois, em 4 de outubro, Joplin morreu também aos 27 anos, possivelmente por uma overdose de heroína.


Em 1971, Morrison entrou para a lista fatal. O vocalista do The Doors morreu em uma banheira num hotel de Paris, obeso e alcoólatra. Já Cobain, que morreu em abril de 1994, se matou com um tiro de espingarda em sua casa, em Seattle, também aos 27 anos.
FOLHA

Por falta de reagentes, Ministério da Saúde limita exames de carga viral em pacientes com Aids

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O Ministério da Saúde decidiu limitar os exames de carga viral em pessoas com Aids por causa da falta de reagentes usados no teste que checa a quantidade do vírus HIV no sangue e acompanha a eficácia do tratamento.
O baixo estoque de reagentes é resultado da paralisação de uma licitação feita pelo ministério para comprar testes mais modernos e rápidos. O processo foi contestado várias vezes por empresas participantes.
Em nota técnica, o ministério orienta as secretarias estaduais de Saúde a dar prioridade aos testes em gestantes e crianças de até 4 anos infectadas. De acordo com o diretor do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais, o infectologista Dirceu Greco, os dois grupos são considerados prioritários porque a carga viral interfere no parto e no tratamento precoce das crianças..
No caso dos pacientes em tratamento, com carga viral estável ou com exame marcado, a recomendação é colher e congelar as amostras de sangue para que sejam testadas quando o fornecimento estiver normalizado. A previsão de Greco é que os exames atrasem em um ou dois meses. Segundo ele, isso não deve atrapalhar o tratamento, mas é um transtorno para os pacientes.
“Tecnicamente, o tratamento não deve ter prejuízo”, assinalou o infectologista. “Do ponto de vista individual, é realmente um transtorno [para o paciente].” Alguns laboratórios públicos já estão armazenando as amostras, acrescentou, sem informar em quais estado isso já está ocorrendo. No país, 80 instituições fazem o exame da carga viral do HIV.
Para regularizar o fornecimento, o governo federal fez uma compra emergencial dos reagentes usados para abastecer os laboratórios por seis meses. A expectativa, segundo Greco, é que os kits importados cheguem na primeira semana de agosto. Anualmente são feitos 70 mil exames de carga viral – em média dois por paciente – no país.
Edição: João Carlos Rodrigues
AGÊNCIA BRASIL

No ranking das falcatruas

Gaudêncio Torquato - O Estado de S.Paulo
A corrupção no Brasil aumentou porque passou a ter mais controles ou passou a ter mais controles porque aumentou? A resposta não provoca tantas dúvidas quanto o teorema do biscoito encaixado naquele intrigante comercial de TV de meados dos anos 80: "Vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?". A profusão de casos de corrupção, que se espraiam pelos espaços midiáticos, não deixa dúvidas: para 64% dos brasileiros, a praga alargou-se. Se a questão é posta para autoridades, a resposta é outra: nunca a corrupção foi tão combatida como hoje e, graças aos mecanismos de controle, tem diminuído. Sua visibilidade é grande porque o momento é de muita transparência. Nenhum governo aceita a pecha de compactuar com as teias de corrupção que se formam nos porões da administração pública. A transparência e a faxina em frentes ministeriais, com o desligamento de pessoas envolvidas em denúncias de corrupção, nos moldes que a presidente Dilma Rousseff adota (já demitiu 16 do Ministério dos Transportes), ajudam o governo a caminhar na via da moralização, mas sugerem que a administração federal é como um imenso queijo suíço, exibindo buracos por todos os lados.
A observação aponta para a seguinte hipótese: os buracos escondem ilícitos em graus variados. Entendida como comportamento de autoridades que se desviam das normas a fim de servir a interesses particulares, a corrupção revela a existência de frágil institucionalização política. Demandas exógenas superpõem-se aos papéis institucionais, envolvendo, quase sempre, a troca de favor político por riqueza econômica. Mas há os que trocam dinheiro por poder político. Qualquer que seja o caso, vende-se algo público por um ganho particular. É evidente que tal moldura pode ser estreitada ou alargada nas carpintarias dos governos. Como é sabido, estes trabalham com uma das mãos no balcão da política. Governantes compõem as estruturas da máquina com quadros e perfis que lhes deram apoio e com eles chegaram ao poder. Aí se localiza o primeiro rolamento da engrenagem disfuncional. Parcela substantiva dos corpos funcionais age de acordo com interesses grupais (atendendo a demandas de partidos que integram) ou mesmo individuais. Vale lembrar que a política, de missão cívica, povoada por cidadãos escolhidos para representar a coletividade, se transformou em profissão. Como tal, arregimenta quadros atraídos pelo escopo da acumulação material.
O Estado moderno contribui, sim, para a expansão da corrupção, na esteira da criação de fontes de riqueza e poder, ascensão de grupos, surgimento de novas classes, estruturação de fontes de recursos e expansão de possibilidades. Os surtos de modernização social e econômica implicam mudanças profundas na vida política. Daí se inferir que a corrupção, aqui, na Europa ou nos EUA, era bem menor há um século. Os campos de ação eram menos elásticos. A instituição política tradicional, por sua vez, incorpora hoje outros valores. Tornou-se banalizada. A administração de coisas materiais assumiu o lugar de ideários. As doutrinas murcharam, as utopias feneceram. E assim os círculos dos negócios inundaram o universo político. Sob esse pano de fundo, a resposta à questão inicial não deixa dúvidas: a corrupção expande-se na razão direta da modernização do Estado. Interessante é observar que os sistemas de controle também se multiplicaram. Entre nós, os conjuntos formados para apurar e mapear desvios - Ministério Público, Tribunais de Contas da União e dos Estados, Advocacia-Geral da União (AGU), Controladoria-Geral da União, Polícia Federal, etc. - têm sido atentos e proativos. Dispomos também de um conjunto de agências reguladoras, cuja função precípua é estabelecer diretrizes para atuação dos núcleos que cuidam de serviços públicos essenciais. Não raro, porém, tais mecanismos são impregnados de molas politiqueiras (nomes indicados por partidos) que abrem os dutos da ilicitude. Aduz-se que, ao usar ferramentas tecnológicas nas planilhas dos contratos, corruptos e corruptores acabam saindo do foco das lupas e estendendo seu império em plena era da transparência.
Há outros fatores que incrementam a corrupção. A burocracia, por exemplo. Estudo da Fiesp apontou a carga burocrática como fator negativo para a competitividade nacional, calculando que gera um custo anual de R$ 46,3 bilhões. E, como se sabe, ela é jeitinho de espertos e oportunistas para engabelar não só os incautos, mas os precavidos. Como cobra de muitas cabeças, a corrupção reinventa-se, esconde-se, para reaparecer em locais inapropriados, como os sagrados espaços destinados aos serviços de populações carentes - hospitais, maternidades, escolas, creches, quadras esportivas - , ou na aquisição de produtos básicos (remédios, merenda escolar, cestas de alimentos). É vergonhosa a constatação da AGU de que 70% das verbas desviadas no País são das áreas de saúde e educação. A rapinagem chega às raias do absurdo. Aos desvios de verbas destinadas a crianças e doentes soma-se o roubo de recursos para as cidades devastadas por desastres naturais, como as da região de Teresópolis (RJ). As cenas de encostas, bairros, casas e ruas destruídas, arrematando depoimentos de que foram destinados milhões de reais que nunca chegaram àquele destino, coroam a imagem da corrupção desbragada que consome as energias nacionais.
Não por acaso o Brasil abriga, segundo pesquisa da Transparência Internacional, 26% do dinheiro movimentado pela corrupção no mundo. Mas a própria ONG reconhece que esse índice pode chegar aos 43%. Há quem calcule que o Produto Nacional Bruto da Corrupção alcance metade do nosso PIB, hoje em torno de R$ 3,67 trilhões. Difícil apurar a quantia exata. Mas tudo indica que o Brasil não faria feio num campeonato mundial de falcatruas.
JORNALISTA, É PROFESSOR TITULAR DA USP, CONSULTOR POLÍTICO E DE COMUNICAÇÃO
ESTADÃO

Cielo vai à final dos 50m borboleta com melhor tempo

O polêmico caso de doping parece não ter afetado o desempenho de Cesar Cielo dentro das piscinas. Neste domingo, o nadador brasileiro se classificou para a final da prova dos 50 metros borboleta no Mundial de Esportes Aquáticos, que está sendo realizado em Xangai, na China, em primeiro lugar, com o tempo de 23s19.
Cielo já havia sido o nadador mais rápido nas eliminatórias (23s26) dos 50 metros borboleta e repetiu o desempenho nas semifinais. Assim, chega como favorito para a final da prova, que será realizada na segunda-feira. O australiano Geoff Huegill registrou o segundo melhor tempo das semifinais, com 23s26.
Os franceses Florent Manaudou e Frederick Bousquet, o queniano Jason Dunford, o ucraniano Andrii Govorov, o alemão Steffen Deibler e o australiano Matthew Targett são os outros nadadores classificados para a final dos 50 metros borboleta.
A prova dos 50 metros borboleta foi a primeira disputada por Cielo após a divulgação do resultado positivo em exame antidoping realizado durante a disputa do Troféu Maria Lenk, em maio, no Rio, para furosemida, um diurético proibido e que atua como mascarador de outras substâncias.
Cielo e outros três nadadores brasileiros flagrados no exame antidoping disseram que consumiram um suplemento contaminado. A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos aceitou a versão e apenas advertiu os atletas. O caso, então, foi levado à Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) pela Federação Internacional de Natação. A CAS decidiu manter a advertência a Cielo, Henrique Barbosa e Nicholas Santos, mas suspendeu Vincius Waked por um ano por ser reincidente. 
ESTADÃO

ARTIGO: A Agonia do Neoliberalismo


Por Carlos Chagas

Vale, por um dia, começar além da  política nacional, arriscando  um mergulho lá fora. O que continua a  acontecer  na Grécia, Portugal, Espanha, Irlanda  e até na França,  onde  multidões de jovens estão indo para as ruas, enfrentando a polícia e  depredando tudo o que encontram pela frente?  Tornam  difícil  a vida do cidadão comum, não só  em Atenas, Lisboa, Madri, Dublin e Paris, mas em muitas cidades desses países.   Por que?

É preciso  notar que o protesto vem das massas, começando pelas  massas excluídas,  de desempregados, de  negros, árabes, turcos e demais  minorias que buscaram na Europa  a saída para a fome, a miséria e  a doença onde viviam,  mas frustraram-se,  cada vez mais segregados, humilhados e abandonados. Exatamente como em seus países de origem. Mas a onda de inconformismo atinge com igual intensidade  jovens  da classe média.

Não dá  mais para dizer que essa monumental  revolta é outra solerte manobra do comunismo ateu e malvado. O comunismo acabou. Saiu pelo ralo.  A causa do que vai ocorrendo repousa  precisamente no extremo  oposto: trata-se do resultado do neoliberalismo. Da consequência de um pérfido modelo econômico e político que privilegia as elites e os ricos, países e pessoas, relegando  os demais ao desespero e à barbárie. Porque sempre que se registra uma crise econômica nas nações neoliberais, a receita é a mesma, seja na França ou na Grécia, em Portugal, na Irlanda ou na Espanha: medidas de contenção anunciadas para reduzir salários, cortar gastos públicos,  demitir nas repartições e nas fábricas, aumentar impostos e taxas.

Fica evidente não se poder concordar com a violência.  Jamais justificá-la.  Mas explicá-la, é possível.  Povos de nações e até de continentes largados ao embuste da livre concorrência, explorados pelos mais fortes,   tiveram como primeira opção emigrar para os países ricos. Encontrar emprego, trabalho ou  meio de sobrevivência. Invadiram a Europa como  invadem os Estados Unidos, onde o número de latino-americanos cresce a ponto de os candidatos a postos eletivos obrigarem-se a falar espanhol,  sob pena de derrota nas urnas. O diabo é que o mal antes restrito aos imigrantes hoje atinge os naturais de todas as regiões.

Preparem-se os  neoliberais. Os protestos não demoram a atingir outras  nações   ricas.   Depois, chegarão aos ricos das nações  pobres. O que fica impossível é empurrar por mais tempo com a barriga a  divisão do planeta entre inferno e paraíso, entre  cidadãos de primeira e de segunda classe. Segunda?   Última classe, diria o bom senso.

Como refrear a  multidão  de jovens sem esperança, também  de homens feitos e até de idosos,  relegados à situação  de  trogloditas em pleno século XXI?  Estabelecendo a ditadura, corolário mais do que certo do neoliberalismo em agonia? Não   vai dar, à   medida em que a miséria se multiplica e a riqueza se acumula.  Explodirá tudo.

Fica difícil não trazer esse raciocínio para o Brasil. Hoje, 40  milhões de brasileiros vivem abaixo da linha da pobreza, sobrevivendo com a metade desse  obsceno salário  mínimo que querem elevar para 540 reais.  Os bancos lucram bilhões a cada trimestre, enquanto cai o poder aquisitivo dos salários. Isso para quem consegue mantê-los, porque, apesar da propaganda oficial, o desemprego continua presente.   São 15 milhões de desempregados em todo  o  país, ou seja, gente que já  trabalhou com dignidade e hoje vive de biscates, ou, no reverso da medalha,  jovens que todos os anos gostariam de entrar  no mercado sem nunca  ter trabalhado.

Alguns ingênuos imaginam que o bolsa-família e sucedâneos resolveram a questão, mas o assistencialismo só faz aumentar as diferenças de classe. É crueldade afirmar que a livre competição resolverá tudo, que um determinado cidadão era pobre e agora ficou rico. São exemplos da exceção,  jamais justificando a regra de que, para cada um que obtém sucesso, milhões  continuam na miséria. 

Seria bom o governo Dilma  olhar para fora.  O rastilho pegou e não serão as  polícias que vão   apagá-lo. Ainda que consigam num dia, no outro reacenderão    maiores    e mais fortes os protestos. Na Europa, nos Estados Unidos e  especialmente entre nós.

A globalização  tem, pelo  menos, esse mérito: informa em tempo real ao  mundo que a saída deixada às massas encontra-se na rebelião. Os que nada tem a perder já eram maioria, só que agora estão  adquirindo consciência, não só de suas perdas, mas da capacidade de recuperá-las através do grito de "basta", "chega", "não dá mais para continuar".

Não devemos descrer da possibilidade de reconstrução. O passado não está aí para que o  neguemos, senão para que o integremos. O passado é o nosso maior tesouro, na medida em que   não  nos dirá o que fazer, mas precisamente o contrário. O passado  nos dirá sempre o que evitar.

Evitar,   por exemplo, salvadores da pátria que de tempos em tempos aparecem como detentores das verdades absolutas, donos de todas as soluções e proprietários de todas as promessas.

JORNALISTA CLÁUDIO HUMBERTO

Resultado da autópsia de Amy Winehouse é esperado para este domingo

A autópsia para determinar a causa da morte da cantora Amy Winehouse, 27, será realizada neste domingo. A polícia declarou que não havia sinal de violência quando encontrou o corpo.

Winehouse foi encontrada morta em sua residência em Londres, no bairro de Camdem Town, às 16h deste sábado, hora local. Seu corpo foi achado pela polícia, chamada para socorrer uma mulher inconsciente. Não foi informado até o momento quem chamou ajuda.

"Ao chegar, oficiais encontraram o corpo de uma mulher de 27 anos, que foi declarada morta no local", diz o comunicado publicado inicialmente pelo TMZ. "As investigações sobre as circunstâncias da morte continuam. Neste estágio inicial, ela está sendo tratada como não esclarecida", finaliza o comunicado.

Winehouse, que em janeiro deste ano trouxe sua turnê ao Brasil, nasceu em Londres em 14 de setembro de 1983. Ela tinha dois álbuns lançados e estava finalizando seu terceiro trabalho de estúdio.

Amy se tornou mundialmente conhecida e consagrada com o sucesso do seu segundo CD, "Back to Black", lançado em 2006. Ele trazia canções que falavam sobre drogas, bebidas e relacionamentos conturbados, como "Rehab", "Back to Black" e "You Know I'm No Good".

No início deste mês, Amy bebeu até "apagar" pelo menos três vezes em uma semana, segundo o tabloide "The Sun".

"Amy está constantemente fora de controle por causa da vodka", contou à publicação uma pessoa próxima a ela. "Ela está fazendo muito barulho quando bebe para esquecer de tudo em sua casa no norte de Londres".

Os problemas de Amy Winehouse com drogas e álcool começaram com sua carreira musical e atraíram cada vez mais as atenções da mídia à medida que sua fama crescia. Em 18 de junho passado, ela teve sua turnê cancelada na Europa após uma performance desastrosa em Belgrado, na Sérvia, onde nem sequer conseguiu cantar.

FOLHA

Autópsia de Amy Winehouse será realizada neste domingo

A autópsia para determinar a causa da morte da cantora Amy Winehouse, 27, deve ser realizada apenas amanhã, informa o site TMZ. A polícia declarou que não há sinal de violência.

Winehouse foi encontrada morta em sua residência em Londres às 16h deste sábado, hora local. Seu corpo foi descoberto pela polícia, que foi chamada para socorrer uma mulher inconsciente. Não foi informado até o momento quem chamou a polícia.

"Ao chegar, oficiais encontraram o corpo de uma mulher de 27 anos, que foi declarada morta no local", diz o comunicado publicado pelo TMZ.

"As investigações sobre as circunstâncias da morte continuam. Neste estágio inicial, ela está sendo tratada como não esclarecida", finaliza o comunicado.

Winehouse, que em janeiro deste ano trouxe sua turnê ao Brasil, nasceu em Londres em 14 de setembro de 1983. Ela tinha dois álbuns lançados e estava finalizando seu terceiro trabalho de estúdio.

Amy se tornou mundialmente conhecida e consagrada com o sucesso do seu segundo CD, "Back to Black", lançado em 2006. Ele trazia canções que falavam sobre drogas, bebidas e relacionamentos conturbados, como "Rehab", "Back to Black" e "You Know I'm No Good".

No início deste mês, Amy bebeu até "apagar" pelo menos três vezes em uma semana, segundo o tabloide "The Sun".

"Amy está constantemente fora de controle por causa da vodka", contou à publicação uma pessoa próxima a ela. "Ela está fazendo muito barulho quando bebe para esquecer de tudo em sua casa no norte de Londres".

Os problemas de Amy Winehouse com drogas e álcool começaram com sua carreira musical e atraíram cada vez mais as atenções da mídia à medida que sua fama crescia. Em 18 de junho passado, ela teve sua turnê cancelada na Europa após uma performance desastrosa em Belgrado, na Sérvia, onde nem sequer conseguiu cantar.

FOLHA

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