sexta-feira, 29 de julho de 2011

Nos EUA, filme "Jackass" pode ser alugado no Facebook

Nos Estados Unidos, os filmes da franquia Jackass já podem ser alugados no Facebook e pagos com a moeda da rede social, os Facebook Credits.

O serviço não está disponível aos que acessam o site de fora do território norte-americano.

Entre os filmes que podem ser alugados e vistos por streaming estão "Jackass, o filme", "Jackass 2" e "Jackass 3". Depois de pagar pelos vídeos, os usuários têm 48 horas para assistir a eles.

A compra é feita pela página dos fãs da franquia na rede social. Os preços variam de 30 a 40 créditos do Facebook (U$2.99 a U$3.99).

FOLHA

Com sinal verde, Petrobras conclui compra da Gas Brasiliano

Pouco mais de um ano após o anúncio da compra, a Petrobras finalmente anunciou a conclusão do processo de aquisição da distribuidora Gas Brasiliano, que atende 375 cidades da região noroeste de São Paulo.

A distribuidora era controlada pela italiana Eni. A estatal brasileira desembolsou US$ 271 milhões no negócio. O valor ainda estará sujeito a um ajuste referente ao capital de giro existente na data 31/07/2011, segundo informou a Petrobras.

A conclusão do negócio dependia da aprovação da Arsesp (Agência Reguladora de Energia e Saneamento de São Paulo), que alegava temer "impactos concorrenciais" ao mercado de gás com a chegada da Petrobras ao mercado. A operação já tinha sido aprovada no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Na eleição do ano passado, o negócio entre Petrobras e Gas Brasiliano foi levantado nos debates entre a a presidente Dilma Rousseff, então candidata pelo PT, e o ex-governador de São Paulo, José Serra, que integrava a chapa liderada pelo PSDB.

Dilma acusou o governo de São Paulo de tentar impedir o negócio. Serra negou ter interferido no processo que corria na agência reguladora paulista.

FOLHA

Renda fixa e ouro foram melhores aplicações no mês e no ano

O mês em que o investidor viu a inflação pela segunda vez consecutiva reforçou os ganhos tanto nos produtos de renda fixa e até mesmo da caderneta de poupança, tradicionalmente conhecida por seus baixos retornos.

Já o turbulento cenário da economia mundial deu fôlego para a commodity ouro. Em busca de uma reserva de valor, os investidores fugiram das ações e correram para a commodity. Na BM&F, onde se fixam os preços no mercado à vista, a cotação disparou 9,3% no mês e 7,3% neste ano.

Outros produtos mais arriscados somente frustraram o investidor. No caso da Bolsa de Valores, o Ibovespa (o termômetro por excelência desse mercado) retrocedeu 5,7% no mês e já amarga perdas de 15,12% no ano.

Já a taxa de câmbio doméstica cedeu 0,51% em julho, e 6,7% em sete meses, num reflexo da enxurrada de dólares que atinge o país desde o início deste ano.
Rentabilidade (%)
InvestimentosMensalAnual
Ouro (BM&F)9,327,32
CDB0,966,59
Poupança0,624,23
Dólar-0,51-6,72
Bolsa-5,74-15,12
Inflação (IGP-M)-0,123,03
Entre os produtos de renda fixa, os CDBs oferecidos pelos bancos tiveram rentabilidade média de 0,96% no mês, e de 6,6% no ano, sem considerar os descontos como imposto de renda.

A poupança, por sua vez, apresentou retorno de 0,62% em julho e de 4,23% no ano.

Para o mês de agosto, analistas consideram que os problemas do cenário externo não contribuem para a recuperação da Bolsa de Valores. Os preços depreciados de várias ações, no entanto, autorizam compras gradativas para a formação de uma carteira tendo em vista o longo prazo.

No caso do câmbio, especialistas acreditam que dificilmente as cotações da moeda americana devem subir muito além de R$ 1,60 neste ano.

As aplicações de renda fixa são bastante sensíveis à trajetória dos juros básicos. O Banco Central, na visão do mercado, já sinalizou que deve estancar o ciclo de alta dos juros, mantendo a taxa em 12,50% até o final deste ano, provavelmente. Nesse nível, esse tipo de investimento ainda continuaria atraente para os aplicadores, mesmo considerando um eventual aumento da inflação.

Em julho, o IGP-M apresentou uma deflação de 0,12%, e uma inflação acumulada de 3,03% nos sete meses.

FOLHA

Reformulado, índice Big Mac aponta real a moeda mais cara do mundo

O índice Big Mac, calculado pela revista "The Economist", aponta que o real é a moeda mais cara do mundo.

De acordo com o estudo, que neste ano passou a considerar não apenas o preço do sanduíche, mas também o PIB (Produto Interno Bruto) per capita dos países, a moeda brasileira está 149% sobrevalorizada sobre o dólar, mais que qualquer outra no mundo.

Em seguida, aparecem o peso colombiano com sobrevalorização de 108% sobre a moeda norte-americano, e o argentino, com 101%.

Sob esse critério, o yuan, a moeda chinesa, não estaria tão subvalorizada ante o dólar quanto reclamam os americanos: a tabela aponta uma sobrevalorização, inclusive, de 3%.

No critério antigo, no entanto, que considera apenas o preço do sanduíche, o Brasil se mantém atrás de Noruega, Suíça e Suécia. O Big Mac por aqui custa US$ 6,16, o quarto mais caro da lista.

Com esse preço, a sobrevalorização é de 52%, já que o sanduíche nos Estados Unidos custa US$ 4,07. No caso da China, sob essa metodologia, haveria subvalorização de 44% - mais em linha com as reclamações do governo dos EUA.

O Big Mac mais caro do mundo é o da Noruega, vendido por US$ 8,31.

FOLHA

Obama tem quatro opções frente a crise da dívida

A possibilidade de que os Estados Unidos entrem em moratória se não conseguirem um acordo para elevar o teto da dívida pública do país já não é um cenário improvável.
A hipótese foi reconhecida pelo próprio presidente Barack Obama, em meio ao impasse entre republicanos e democratas sobre os cortes no orçamento nacional.
A dívida americana alcançou o teto de US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 22,2 trilhões) no último dia 16 de maio.
A situação preocupa porque, caso o teto não seja elevado pelo Congresso até 2 de agosto, o país não conseguirá cumprir seus compromissos financeiros. Analistas advertem que uma moratória dos EUA provocaria pânico nos mercados financeiros internacionais.
O secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, e seus assessores elaboraram planos de contingência, que deverão ser aprovados por Obama, caso o Congresso não chegue a uma decisão.
Conheça as opções do presidente:

A décima quarta emenda

Alguns especialistas ressaltam que a décima-quarta emenda da Constituição dos Estados Unidos dá ao presidente o poder de passar por cima do Congresso e aumentar o teto da dívida por decreto.
A lei estabelece que a dívida pública do país "não deverá ser questionada".
No entanto, o tema causa polêmica e poderia implicar um revés político para Obama. Além disso, outros analistas advertem que o presidente não tem autoridade real para aumentar o limite de endívidamento, decisão que até agora sempre esteve nas mãos do Congresso.
Sobre o assunto, Obama disse: "Falei com meus advogados. Eles não estão convencidos deste argumento".

Venda de ativos

Como alternativa, o Tesouro americano pode considerar vender alguns de seus ativos, como reservas de ouro ou instrumentos financeiros com respaldo hipotecário.
No entanto, o especialista em economia da BBC, Theo Leggerd, acredita que isto seria "admitir perante o mundo que o governo tem um problema e não consegue cumprir suas obrigações".
Segundo Leggerd, isso causaria impacto na classificação de risco de crédito do país.
Por outro lado, o especialista diz que vender os ativos sob pressão pode fazer com que seus preços caiam "e isso é algo que o governo quer evitar".

Intervenção da Reserva Federal

Uma pergunta que muitos fazem é até que ponto o Federal Reserve, o banco central americano, pode tomar dinheiro emprestado para ajudar o Tesouro a cumprir seus compromissos.
Segundo diversos analistas, isto não é parte das atribuições do órgão.
De acordo com a agência de notícias Reuters, o presidente do Fed da Filadélfia, Charles Plosser, disse que o Banco Central atua como corretor do Tesouro nos mercados financeiros, e não pode simplesmente intervir.
Para Plosser, isso equivaleria a uma intervenção em assuntos fiscais.
Theo Leggerd explica que, a princípio, o governo poderia até mesmo monetizar a dívida, ou seja, imprimir dinheiro.
"Mas isso teria efeitos negativos para a economia porque o dólar se desvalorizaria. Ou seja, não há uma saída fácil e é por isso que ambas as partes vão querer evitar chegar a este ponto".

Pagar a uns, não a outros

Se republicanos e democratas não chegarem a um acordo, será inevitável dar prioridade a alguns pagamentos em detrimento de outros.
"O governo terá que decidir como gasta o dinheiro que tem disponível e a prioridade será cumprir com seus compromissos de dívida, ou seja, pagar os juros", explica Leggerd.
Neste caso, terá que cortar seus outros gastos, como o pagamento a seus contratados, aos beneficiários da previdência social, às Forças Armadas, aos empregados públicos, entre outros.
Por exemplo, o governo tem que pagar US$ 49 bilhões (R$ 76 bilhões) à previdência social no dia 3 de agosto, e este é um pagamento com o qual ele não poderá cumprir caso o Congresso não acabe com o impasse.
BBC BRASIL

"Até um dia", diz Datena na despedida do "Cidade Alerta"

José Luiz Datena, 53, encerrou seu programa desta sexta-feira (29) sem dar certeza sobre seu futuro profissional.
"Até um dia", se despediu o apresentador no final do "Cidade Alerta", da Record.
A emissora ainda não recebeu oficialmente seu pedido de demissão, mas foi noticiado nesta tarde que ele decidiu romper contrato e voltar para a Band.
Ela havia feito o caminho inverso, ou seja, saído da Band e voltado para a Record, há 60 dias.
A Record deverá exigir o pagamento de R$ 15 milhões referente à primeira rescisão dele com a Record, em 2002, e entrar com novo processo para o pagamento de indenização por esta nova rescisão. No total, os dois processos podem chegar a 25 milhões.
Datena e Record, segundo fontes próximas ao apresentador, assinaram o perdão da primeira dívida dias atrás, e o documento, garantem, não prevê a revalidação da dívida caso o jornalista deixe a TV cujo principal acionista é Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus.
Datena passou os últimos dias ameaçando a Record com a rescisão, caso a emissora continuasse a proibi-lo de dar entrevistas. Ele teria sido censurado pela direção da casa, por críticas à estrutura do "Cidade Alerta", e às condições com que foi recebido - como um camarim "adaptado", e não personalizado.
Para voltar à Band, ele também terá perdoada sua dívida por ter rescindido contrato com a TV 60 dias atrás. A Band também deverá ajudá-lo a pagar outro processo por rescisão, dessa vez contra a RedeTV!, estimado em R$ 5 milhões.
FOLHA

Moody’s recua e agora diz que nota dos EUA pode ser mantida Aaa

NOVA YORK - A agência de classificação de risco Moody's disse nesta sexta-feira, 29, que acredita que os EUA vão manter seu rating Aaa, "embora com uma mudança para uma perspectiva negativa", desde que o Congresso e a Casa Branca cheguem a um acordo para evitar um calote no pagamento aos detentores de bônus do governo.


A Moody's lançou uma revisão sobre o rating dos EUA no dia 13, quando a batalha sobre como elevar o limite de endividamento do país estava começando a esquentar.
Steven Hess, vice-presidente e executivo sênior de crédito da Moody's, disse que o teto de endividamento do governo dos EUA deverá ser elevado a tempo de evitar um default e de manter o rating de crédito AAA do país, mas ressalvou que a qualidade do plano para a redução do déficit no curto prazo deverá influenciar a perspectiva. Em 13 de julho, a Moody's colocou o rating dos EUA em revisão para possível rebaixamento.
"Nós ainda acreditamos que haverá uma elevação do teto da dívida em tempo. Mesmo que eles não aprovem, há maneiras de pagar os juros sobre os títulos do Tesouro, e, por isso, não esperamos que essa revisão termine em default", disse Hess em entrevista ao serviço FX Trader, da Dow Jones.
Segundo ele, uma consideração crucial a ser feita pela Moody's, e que poderá provocar um rebaixamento de rating, será se os EUA deixarem de fazer pagamentos de juros de sua dívida. A primeira "data significativa", depois do prazo de 2 de agosto, é o dia 15, quando vence um pagamento de cupom de US$ 31 bilhões.
Hess disse que na eventualidade improvável de um default, um cenário possível será a Moody's rebaixar o rating dos EUA para Aa1 e manter essa classificação em revisão. Se esse cenário se materializar, ele vai refletir a crença de que os EUA não deverão voltar ao rating AAA "num futuro muito próximo".
Ele lembrou que os ratings na casa do AA refletem o fato de que as perdas incorridas pelos detentores de bônus sejam pequenas. No caso dos EUA, disse Hess, caso seja declarado um default, "as perdas dos investidores seriam mínimas ou inexistentes. Seriam de curto prazo e seriam compensadas rapidamente".
Hess disse ainda que embora a questão do limite da dívida seja a "razão direta" para o rating dos EUA ter sido colocado em revisão, a Moody's também levará em consideração o plano de redução de déficit que está sendo debatido no Congresso. Se o limite da dívida for elevado apenas o suficiente para que os EUA possam fazer pagamentos por uma ou duas semanas, a Moody's manterá o rating do país em revisão. As informações são da Dow Jones. (Renato Martins)
A Moody's também divulgou uma definição de default (calote). "O que a Moody's consideraria um default? Nós não consideramos pagamentos atrasados para obrigações que não sejam serviço da dívida um default", diz a agência. Em outras palavras, Obama estaria certo ao alertar que os pagamentos da previdência social não seriam feitos, mas que isso não constituiria um default.
A Moody's calcula que em agosto o pagamento de juros será equivalente a cerca de 20% da receita estimada. Um teste mais importante será o Departamento do Tesouro conseguir rolar uma dívida de US$ 59 bilhões em títulos que vence no dia 4 de agosto.
Ameaça
No dia 14, a agência chegou a ameçar diminuir a nota do país apenas um dia após calote da dívida. Naquela ocasião, Steven Hess deu a seguinte declaração: "Como achamos que o rating provavelmente não voltará para Aaa (se houver falta de pagamento), podemos rebaixá-los no dia seguinte". Um dos cenários que ele previa, no caso de os EUA deixarem de pagar qualquer dívida, seria o rebaixamento na nota do país em um grau e a atribuição de perspectiva negativa para o rating, isso apenas um dia depois do evento.
No dia 16, Washington Post publicou uma matéria que dizia que o governo americano havia montado uma operação para convencer consultorias e analistas do setor financeiro a não rebaixar a classificação de risco de sua dívida pública de US$ 14,3 trilhões. Segundo a publicação, autoridades americanas têm mantido contatos com esses agentes para reforçar a existência de compromisso dos líderes do Congresso em alcançar um acordo sobre o aumento do teto da dívida pública. Apenas com essa iniciativa seria possível impedir a declaração de suspensão dos pagamentos pelo Departamento do Tesouro.
Em abril deste ano, outra agência de classificação de risco, a Standard & Poor's, havia reafirmado o rating de crédito soberano de longo prazo AAA dos EUA e anunciado que reduziu a perspectiva da classificação de estável para negativa.  "Mais de dois anos depois do começo da crise recente, os formadores de política dos EUA ainda não chegaram a um acordo sobre como reverter a recente deterioração fiscal ou solucionar as pressões fiscais de longo prazo", comentou na ocasião Nikola Swann, analista de crédito da S&P.
Em votação
Nesta sexta-feira, a Câmara dos EUA debate de um projeto de lei do Partido Republicano que eleva o limite legal de endividamento do governo do país. A votação do projeto deverá acontecer ainda hoje.
O projeto a ser votado hoje eleva o limite da dívida em US$ 900 bilhões, o que seria suficiente para que o governo dos EUA continuasse a funcionar até fevereiro ou março de 2012, e reduziria o déficit do governo em pouco mais de US$ 900 bilhões ao longo de dez anos. Ele também estabelece um comitê de legisladores que estudaria o Orçamento federal em busca de pelo menos US$ 1,8 trilhão adicional em redução do déficit.
Caso o projeto seja aprovado hoje pela Câmara, onde os republicanos têm maioria, ele será encaminhado ao Senado, dominado pelo Partido Democrata, do presidente Barack Obama. O projeto não deve passar no Senado, onde o líder da maioria, senador Harry Reid (democrata/Nevada), já apresentou seu próprio projeto de elevação do limite da dívida.
A versão revisada do plano dos democratas para elevar o teto da dívida do país, atualmente de US$ 14,29 trilhões deve  reduzir os déficits orçamentários federais em US$ 2,4 trilhões durante a próxima década, segundo Reid.
Ambos os partidos foram forçados a fazer mudanças nos seus planos para conseguir mais economias. Os democratas e os republicanos afirmaram que seus planos incluiriam medidas de redução do déficit que seriam, no mínimo, iguais ou superiores ao aumento no teto da dívida. As informações são da Dow Jones.
ESTADÃO

Projeto republicano para dívida dos EUA é aprovado na Câmara

WASHINGTON - O projeto do republicano John Boehner foi aprovado nesta sexta-feira, 29, pela Câmara dos EUA, com 218 votos a favor e 210 contra. A votação agora segue para o Senado, onde o Partido Democrata tem maioria.
O plano eleva o limite da dívida em US$ 900 bilhões, o que seria suficiente para que o governo dos EUA continuasse a funcionar até fevereiro ou março de 2012, e reduziria o déficit do governo em pouco mais de US$ 900 bilhões ao longo de dez anos. Ele também estabelece um comitê de legisladores que estudaria o Orçamento federal em busca de pelo menos US$ 1,8 trilhão adicional em redução do déficit.
A Casa Branca e os democratas são contrários ao plano republicano porque temem que um aumento no limite de endividamento por seis meses possa injetar mais incertezas durante um dos momentos mais importantes economicamente para o país - o Natal.
O projeto não deve passar no Senado, onde o líder da maioria, senador Harry Reid (democrata/Nevada), já apresentou seu próprio plano de elevação do limite da dívida.
O plano de Reid prevê o aumento do teto da dívida dos EUA e a redução do déficit do país em um único movimento, em vez de forçar o Congresso a retomar o debate antes das eleições de 2012.
O projeto foi defendido durante esta semana pela líder da minoria da Câmara dos EUA, a democrata Nancy Pelosi, que classificou como um "bom plano" a proposta de Reid para cortar US$ 2,7 trilhões do déficit na próxima década e elevar o teto da dívida, enfatizando que isso não levaria a mais um tenso debate no próximo ano.
ESTADÃO

Casa Branca pode concordar com elevação de teto de curto prazo

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, reiterou nesta sexta-feira que o governo pode considerar concordar com uma elevação do teto da dívida norte-americana por alguns dias se isso for necessário para se chegar a um acordo final.

Ele acrescentou ainda acreditar que um acordo será alcançado antes do prazo final de 2 de agosto.

"Ainda acreditamos que podemos conseguir fazer isso para cumprir o prazo de 2 de agosto", afirmou ele a jornalistas.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, alertou nesta sexta-feira para a possibilidade de rebaixamento da nota de crédito do país, atualmente a mais alta do mundo AAA.

"Se não chegarmos a um acordo, vamos perder o AAA, não porque não podemos pagar nossas contas, mas porque não teremos um sistema político AAA", disse Obama em um breve pronunciamento na Casa Branca.

O presidente sugeriu que os americanos mandem mensagens, telefonem e escrevam no Twitter para os congressistas e peçam uma solução.

Obama afirmou que o plano republicano que está na Câmara de redução do deficit público, do conservador John Boehner, poderia aliviar a crise no curto prazo, mas não resolve os problemas fiscais americanos e "não tem chance de se tornar uma lei".

Obama cobrou um consenso bipartidário no Congresso para que o país mantenha o pagamento de seus compromissos, "como sempre fez".

O presidente lembrou que o tempo para elevar o teto da dívida do país está se esgotando. O Tesouro calcula que na terça-feira, 2 de agosto, o governo não terá mais caixa para honrar com todos os gastos e compromissos já assumidos.

COMPROMISSOS

O teto da dívida americana, de US$ 14,3 trilhões, foi atingido em maio, mas o governo vem usando manobras para manter os pagamentos e a emissão de títulos públicos.

"Aumentar o limite de endividamento só permite pagar as contas que já foram aprovadas pelo Congresso, os compromissos já assumidos", afirmou o presidente.

Obama citou alguns dos planos que já foram apresentados, como o do senador democrata Harry Reid, de aumento de impostos e cortes de gastos.

O presidente afirmou que modificações podem ser feitas nos planos já apresentados para que sejam aprovados tanto na Câmara, de maioria republicana, como no Senado, de maioria democrata.

"Hoje, eu convoco republicanos e democratas a encontrar um plano em comum, um plano que eu possa assinar até terça-feira", disse.

REUTERS/FOLHA

Casal divide apartamento em Santos com gatos gigantes

Quando casaram, há cinco anos, o engenheiro químico Hugo Cavalheiro e a designer Kleyne Andrade decidiram ter um gato para repor bichanos que deixaram nas casas de suas famílias.

Após se apaixonar pelos maine coon, raça originária do Estado do Maine (EUA), e considerado o gato de maior tamanho entre os gatos domésticos do mundo, o casal de Santos (litoral de SP) se tornou criador e hoje divide o apartamento de 100 m2 com dez "gatos gigantes".

O maior gato do casal se chama Sandman, tem 1,15 m do focinho à ponta da cauda e pesa quase 10 kg.

Entre os amantes da raça, os gatos da raça main coon são conhecidos como "gigantes gentis".

"Eles são bonzinhos e até cedem um espaço para gente morar junto com eles", brinca Kleyne.

O casal gasta até R$ 500 por mês com uma ração específica da raça e outros R$ 1.000 com banhos, brinquedos, veterinário e outras despesas. Pela casa estão espalhadas sete caixas de areia que precisam ser trocadas a cada três dias.

Vassoura não dá conta dos pelos, então o aspirador de pó precisa entrar em ação até três vezes por dia.

"A diferença entre ter dez gatos comuns e dez maine coons é mais trabalho, mais comida e mais xixi. É todo nosso tempo livre dedicado a eles. Felizmente", diz Hugo.

Por não serem castrados, os três machos ficam separados na cozinha, e as sete fêmeas ocupam a sala e o quarto de hóspedes.

Apesar das adaptações, uma vez a rede de proteção na janela do 11º andar não aguentou o peso de um dos gatos e cedeu. Por sorte, o gato caiu em uma piscina e só quebrou uma unha.

No quarto do casal há um berço, onde as fêmeas ficam com filhotes.

"A minha família não gosta muito. Acham que estou louco e que devo ter filhos humanos", conta Hugo.

O casal fundou a Associação da Raça Maine Coon no Brasil e organiza a Expo Gatos 2011, que reúne neste fim de semana, em São Vicente (SP), cerca de 200 gatos de raças exóticas e raras.

FOLHA

Bolsonaro negocia campanha publicitária com marca de lingerie

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) está negociando participação em uma campanha publicitária da marca de lingerie Duloren. A proposta teria sido inspirada na polêmica que polarizou Bolsonaro e congressistas pelos direitos de homossexuais, em especial a divulgação de um "kit anti-homofobia" que o Ministério da Educação pretendia distribuir em algumas escolas públicas.
A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa de Bolsonaro.

De acordo com a assessoria, uma oferta foi feita em julho. No dia 29 de junho, o Conselho de Ética rejeitou uma representação apresentada pelo PSOL contra o deputado por abusar de suas prerrogativas como parlamentar por ter feito declarações preconceituosas contra negros e homossexuais.

Bolsonaro recusou a proposta porque não quis vincular sua imagem à da transexual Ariadna, que posaria ao lado dele. "No início, as condições não eram favoráveis, queriam que ele posasse ao lado da Ariadna. Nessas condições ele não iria fazer", afirmou um assessor.

O lema da campanha também não teria agradado o deputado, mas em menos intensidade. A ideia seria comparar o kit de lingerie da modelo e o kit de vídeos que o MEC estudava distribuir.
"O tema da campanha foi simplesmente uma questão de frase, já não era tão importante, mas a questão da modelo é fundamental", afirmou a assessoria.

NOVA PROPOSTA

A Duloren se comprometeu a reformular a proposta e voltar a entrar em contato com Bolsonaro.

Segundo a assessoria do deputado, o novo contato se daria na terça-feira (26). Como não houve comunicação por parte da empresa, a negociação foi adiada para a semana que vem.

A reportagem entrou em contato com a Duloren, na tarde desta sexta-feira, mas ainda não recebeu um pronunciamento oficial sobre a campanha.

FOLHA

Record vai à Justiça exigir de Datena duas indenizações milionárias

A direção da Record vive horas de expectativa na noite desta sexta-feira, após a coluna de Flávio Ricco no UOL informar que José Luiz Datena já decidiu romper contrato com a emissora e voltar para a Band - de onde, aliás, saiu 60 dias atrás.
Segundo apurou esta coluna, a emissora já decidiu que vai exigir o pagamento de R$ 15 milhões referente à primeira rescisão dele com a Record, em 2002. Também vai dar início a outro processo para o pagamento de indenização por esta nova rescisão.
Pessoas próximas a Datena, que pedem sigilo de identidade, informaram ao F5 que o apresentador deixará a Record sem necessidade de pagar a multa de R$ 15 milhões, pela rescisão anterior dele com a Record, em 2002. Datena e Record, informam essas fontes, assinaram o perdão dessa dívida dias atrás, e o documento, garantem, não prevê a revalidação da dívida caso o jornalista deixe a TV cujo principal acionista é a Igreja Universal do Reino de Deus.
Datena passou os últimos dias ameaçando a Record com a rescisão, caso a emissora continuasse a proibi-lo de dar entrevistas. Ele teria sido censurado pela direção da casa, por críticas à estrutura do "Cidade Alerta", e às condições com que foi recebido - como um camarim "adaptado", e não personalizado.
Para voltar à Band, ele também terá perdoada sua dívida por ter rescindido contrato com a TV 60 dias atrás. A Band também deverá ajudá-lo a pagar outro processo por rescisão, dessa vez contra a RedeTV!, estimado em R$ 5 milhões.
Trata-se de mais um capítulo polêmico na carreira do jornalista e apresentador de 53 anos, nascido em Ribeirão Preto (interior de SP).
Ricardo Feltrin, 48, é jornalista desde 1991, ano em que cursou a 9ª turma de Trainees da Folha. Em passagens pela Folha de S.Paulo, Folha da Tarde, Agora, Folha Online e Folha.com, foi, respectivamente, repórter, redator, colunista, editorialista, editor, editor-chefe e secretário de redação
É editor do projeto F5, novo site de entretenimento da Folha.

Lucro da Chevron sobe 43% no segundo trimestre

A petroleira americana Chevron reportou lucro de US$ 7,73 bilhões no segundo trimestre, resultado que supera em 43% o montante apurado um ano antes (US$ 5,4 bilhões).

Com isso, a companhia acumulou ganhos de US$ 13,94 bilhões no primeiro semestre, alta de 40% na comparação anual.

John Watson, presidente da empresa, atribuiu o desempenho à valorização do preço do petróleo nos mercados globais, o que estimulou o negócio de exploração e produção de óleo e gás.

De abril a junho, a receita da Chevron alcançou US$ 66,67 bilhões, o que configurou uma alta de 30,6% em relação a igual trimestre de 2010. Já o lucro antes de impostos avançou 50,7%, chegando a US$ 13,2 bilhões no segundo trimestre.

FOLHA

Dólar fecha a R$ 1,55; medidas do governo param queda na semana

A cotação da moeda americana devolveu parte das fortes altas vistas nos último dois dias. O dólar comercial foi negociado por R$ 1,554, em queda de 0,76% no dia, mas ficou praticamente estável no acumulado deste semana (leve alta de 0,06%).

Até alguns dias, muitos analistas já trabalhavam com um "piso" de R$ 1,50 para o dólar, principalmente depois que as cotações caíram por seis dias consecutivos. Até ontem, algumas projeções já apontam para a possibilidade das taxas voltarem a oscilar na faixa de R$ 1,58 a R$ 1,60.

O mercado tomou um "susto" com as medidas drásticas anunciadas pelo governo para conter a queda livre das taxas. E a semana se encerra ainda em meio às incertezas a respeito de como as autoridades econômicas devem implementar as novas regras, que aumentam a taxação sobre instrumentos financeiros bastante sofisticados, os derivativos.

O governo que já avisou que somente a partir de outubro pretende fazer as cobranças do novo imposto. E o ministro Guido Mantega já "ameaçou" com novos aumentos da alíquota do IOF (imposto sobre operações financeiras) caso os preços da moeda americana não parem de cair.

Nesta sexta, no entanto, prevaleceu entre os agentes financeiros o desânimo com a economia americana. O PIB cresceu menos do que o previsto para o segundo trimestre, enquanto o crescimento dos primeiros três meses foi revisto para baixo.

O euro, que atingiu os preços de US$ 1,43 nesta semana, encerrou a sexta-feira negociado na casa de US$ 1,44.

Analistas também lembraram a influência habitual do final de mês na formação do preços. A taxa de câmbio do último dia útil sempre é objeto de disputa entre grandes agentes financeiros, por conta de suas "apostas" feitas no mercado futuro de moeda (BM&F).

Profissionais do setor financeiro já destacavam que para uma grande parcela desses agentes interessava a queda das cotações, o que pode ter contribuído para a desvalorização vista hoje.

FOLHA

Popularidade de Obama chega ao fundo do poço, mostra Gallup

A popularidade de Barack Obama chegou ao fundo do poço. O tracking diário feito pelo instituto Gallup registrou apenas 40% de aprovação do seu governo pela primeira vez desde a posse, contra 50% que desaprovam sua gestão. É uma queda de 12 pontos desde o começo de maio, quando um comando militar norte-americano matou Osama bin Laden. A recente onda de popularidade do presidente dos EUA não passou de marola.
É monótono, mas não dá para parar de repetir: “É a economia, estúpido”. O relatório sobre o estado da economia norte-americana divulgado nexta sexta-feira explica o porquê da impopularidade. O PIB cresceu só 0,4% no primeiro trimestre e 1,3% no segundo trimestre, muito abaixo das previsões. A notícia soma-se a uma sucessão de outras ainda piores: inflação em alta, consumo em baixa, confiança do consumidor 19 pontos menor do que no começo do mês e geração de emprego estagnada.
E isso tudo antes de o governo norte-americano ficar sem dinheiro em caixa para pagar suas dívidas e compromissos, o que deve acontecer na próxima semana se o Congresso dos EUA não chegar a um acordo para autorizar o aumento do limite de endividamento oficial. Ou seja, tudo pode piorar, é só uma questão de tempo.
O impasse entre democratas e republicanos quanto ao limite de endividamento ainda não atingiu a economia em cheio, mas já piorou a situação política de Obama. Menos norte-americanos confiam que seu presidente vá encontrar uma saída para a crise. A única chance de Obama recuperar parte de sua popularidade perdida é o Congresso conseguir superar suas picuinhas e autorizar os EUA a tomarem mais alguns trilhões emprestados.
A situação política de Obama só não é pior porque a oposição republicana consegue ser mais ineficiente do que a brasileira. Além de estar passando imagem de irresponsável ao deixar o país à beira da falência, o Partido Republicano não conseguiu produzir até agora uma real alternativa de poder entre seus pré-candidatos a presidente em 2012. O mais perto disso, Mitt Romney, não entusiasma nem seus correligionários: tem apenas 27% de apoio entre os republicanos, e é o mais bem colocado.
Obama está tuitando como doido pedindo apoio dos eleitores para pressionarem o Congresso a fechar um acordo e evitar a moratória. Em parte é para valer, em parte é teatro, para deixar claro que ele fez “tudo o que pode” para evitar dar calote nos credores e, assim, jogar a culpa no colo dos republicanos. A jogada pode até funcionar, mas se a economia não melhorar, vai ser outro truque de curta duração.
Obama não pode contar apenas com a incompetência da oposição para se reeleger. Ganha força um movimento que pretende registrar um candidato independente à sua sucessão, reunindo o apoio de descontentes tanto de republicanos quanto de democratas. Embora seja uma hipótese improvável, o cenário raramente foi tão favorável a um tertius, especialmente se a economia continuar patinando.
ESTADÃO

Itaú Cultural assumirá gestão do Auditório do Ibirapuera por 5 anos

O Itaú Cultural assumirá a gestão do Auditório Ibirapuera em parceria com a Secretaria Municipal da Cultura. A instituição foi a única a apresentar proposta no edital lançado pela prefeitura.

O resultado foi publicado ontem no "Diário Oficial". A parceria deve ser homologada nos próximos dias.

O edital foi aberto depois que a Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) Instituto Auditório Ibirapuera (IAI), que administrava o espaço desde dezembro de 2004, solicitou a rescisão contratual.

"Entendemos que auditório tem potencial para muito mais do que estávamos conseguindo cumprir", disse Mário Cohen, presidente do (IAI). Ele diz ter procurado o secretário Carlos Augusto Calil em busca de uma solução.

O Auditório Ibirapuera vivia uma crise de recursos desde a perda do patrocínio da TIM, em fevereiro de 2010. Em junho do ano passado, o Ministério da Cultura anunciou que investiria R$ 10 milhões no espaço, dos quais só uma parte foi liberada.

O Itaú se compromete a utilizar recursos que não vêm de incentivo fiscal. Ainda não se sabe o montante exato que será destinado ao auditório. O orçamento do Itaú Cultural, sem inclusão deste, é de R$ 45 milhões anuais.

O contrato prevê a gestão conjunta por cinco anos. O nome Auditório Ibirapuera permanece inalterado.

Na proposta, o Itaú Cultural se comprometeu a reduzir o preço dos ingressos e promover eventos gratuitos.

A programação de 2011 permanece inalterada. Em 2012, haverá novos projetos.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

Carregando...