segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Brasil participará de monitoramento de planetas 'gêmeos' da Terra


Um grupo liderado por um astrônomo do Brasil pode desvendar o que leva certas estrelas, como o Sol, a abrigar planetas como o nosso, rochosos e pequenos. De quebra, trata-se da primeira grande investida brasileira na busca por mundos extrassolares com telescópios em solo.

O estudo se viabilizou graças ao acesso recém-obtido pelo Brasil às instalações do ESO (Observatório Europeu do Sul). O governo assinou no fim do ano passado o acordo que torna o país o mais novo membro do consórcio. Embora o acerto ainda careça de aprovação do Congresso para entrar em vigor, o ESO já trata o Brasil como parceiro, concedendo o direito de solicitar tempo de observação nos telescópios da organização.

Foi por conta disso que a equipe de Jorge Meléndez, peruano que trabalha no IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP, conseguiu aprovação num projeto que pode finalmente revelar alguns dos segredos mais bem guardados sobre os exoplanetas.


SURPRESA CELESTE

Antes de 1995, quando o primeiro planeta fora do Sistema Solar orbitando uma estrela parecida com o Sol foi encontrado, os astrônomos já desconfiavam que deveria haver muitos sistemas planetários lá fora. Mas eles não imaginavam que eles seriam tão diferentes do nosso.

Uma das mais estonteantes revelações foi a de que há muitos chamados "Hot Jupiters", mundos gigantes gasosos que orbitam muito próximos de suas estrelas. Surgiu então uma grande dúvida: o que determina o nascimento ou não de planetas e, sendo mais específico, de um dado tipo de sistema?

Uma primeira pista na direção certa pode ter sido obtida pelo grupo de Meléndez dois anos atrás. Eles descobriram que a composição do Sol era incomum se comparada com outras estrelas similares, com uma quantidade inferior de elementos pesados como ferro, níquel e alumínio. E o que é ainda mais curioso: esses elementos "faltantes" na química solar parecem estar justamente distribuídos nos chamados planetas terrestres, Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.

PREVENDO SISTEMAS

Daí surgiu a hipótese: será que a presença de planetas como o nosso pode ser correlacionada com essa anomalia na composição química da estrela?

É o que Meléndez e seus colegas pretendem testar, com a ajuda do Harps, espectrógrafo de alta precisão do ESO que é o principal instrumento da mais bem-sucedida equipe de caçadores de planetas no mundo, liderada por Michel Mayor, do Observatório de Genebra.

O grupo conseguiu 88 noites de observação, distribuídas em quatro anos, para monitorar 66 gêmeas solares (estrelas que, ao menos superficialmente, são praticamente iguais ao Sol, em termos de tamanho e temperatura).

Em paralelo, com outro telescópio, a equipe obterá informações detalhadas sobre a composição desses astros, de forma a ver como a distribuição de elementos pesados se compara à do Sol.

"É realmente muito difícil obter tantas noites com o Harps, pois ele é usado principalmente pelos astrônomo de Genebra na procura por planetas, então o mérito de nosso projeto deve ter sido altíssimo", comemora Meléndez.

"É uma ideia bem ousada", avalia Cassio Leandro Barbosa, astrônomo da Univap que não participa da pesquisa. "Se essa história da metalicidade se confirmar, será um grande passo para a compreensão de como os sistemas planetários se formam".

FOLHA

Colômbia é o próximo alvo do Banco do Brasil, diz agência


O Banco do Brasil pedirá nas próximas semanas aprovação das autoridades regulatórias da Colômbia para montar uma operação de varejo bancário no país, disse um executivo da instituição à agência Reuters.

"A ideia é que a operação comece em 2012", disse à Reuters um executivo do banco com conhecimento do assunto.

Segundo ele, o interesse pelo mercado colombiano deve-se à grande presença de empresas brasileiras no país vizinho, como Petrobras, Gerdau e Odebrecht.

Além disso, afirmou, o banco também leva em conta o fato de a Colômbia ser o segundo país mais populoso da América do Sul, só atrás do Brasil.

De acordo com a fonte, a entrada no país pode incluir a aquisição de algum banco local, mas provavelmente ocorrerá de forma orgânica, por meio do Banco Patagonia, instituição argentina cujo controle foi adquirido pelo BB em 2010.

Em maio, uma fonte havia adiantado à Reuters que o banco brasileiro transformaria seu escritório no Uruguai em banco comercial e que o Patagonia seria o veículo de entrada naquele mercado.

Na semana passada, o presidente do BB, Aldemir Bendine, disse que o banco não pretende fazer novas aquisições no exterior nos próximos meses, por conta da turbulência nos mercados internacionais.

A última ofensiva do BB nesse sentido foi a compra do pequeno banco norte-americano Eurobank, sediado na Flórida, com o qual pretende ter até 400 mil clientes até 2015.

Embora tenha objetivo declarado que seu foco é ter operações em outros países na América Latina, o BB também está atuando em outras regiões. Desde o ano passado, vem negociando uma parceria com o Bradesco e o português Banco Espírito Santo para uma operação no continente africano.

O banco estatal - o maior da América Latina, com R$ 904 bilhões em ativos - está abrindo caminho para ter um banco comercial na China e admite que olha para possíveis oportunidades que surjam em Portugal.

FOLHA

Petrobras lucra R$ 21,92 bilhões no semestre, alta de 37%


A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 21,928 bilhões no primeiro semestre deste ano, alta de 37% frente ao observado entre janeiro e junho de 2010. O resultado é recorde para o período.

No segundo trimestre, a estatal lucrou R$ 10,942 bilhões, incremento de cerca de 32% em relação ao verificado em igual período no ano passado. No primeiro trimestre deste ano, o lucro ficou em US$ 10,985 bilhões.

O resultado foi influenciado pela combinação do aumento no volume de combustíveis vendidos no mercado interno e pela elevação de 44% da cotação média do barril de petróleo tipo brent.

Outro fator que impactou o resultado foi a valorização cambial de 6,3% no primeiro semestre, que possibilitou que a Petrobras obtivesse ganhos financeiros devido ao endivindamento atrelado ao dólar, além de aumento das receitas com aplicações financeiras.

A receita líquida atingiu R$ 116,2 bilhões no segundo trimestre, um acréscimo de 12% na comparação com igual período de 2010. O Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 32,2 bilhões, 4% acima do apurado de abril a junho do ano passado.

A produção total da companhia foi de 2,613 milhões de boe (barris de óleo equivalente), apresentando queda de 1% sobre o primeiro trimestre e alta de 2% sobre o mesmo período do ano passado. Segunda a companhia, a queda em relação ao início do ano é explicada por paradas para a manutenção de plataformas no Brasil.

Os investimentos da Petrobras nos seis primeiros meses de 2011 totalizaram R$ 32 bilhões, redução de 16% em relação ao primeiro semestre de 2010.

A Petrobras atribui isso à conclusão de grandes projetos no ano passado e à apreciação do real frente ao dólar. Segunda a companhia, 40% dos investimentos são em dólar, portanto, gastam-se menos reais para um determinado valor em dólar.

FOLHA

O não milagre do Texas

PAUL KRUGMAN


Como já era previsto, Rick Perry, o governador do Texas, anunciou que será candidato à Presidência. E já sabemos qual será o tema de sua campanha: a fé em milagres.

Alguns desses milagres vão envolver coisas sobre as quais você provavelmente lerá na Bíblia. Mas, se Perry conseguir ser escolhido candidato presidencial republicano, é provável que sua campanha seja centrada sobre um tema mais secular: o alegado milagre econômico do Texas, Estado que, segundo se afirma com frequência, teria passado pela Grande Recessão quase ileso, graças às políticas econômicas conservadoras. E Perry vai alegar que poderá restaurar a prosperidade da América, aplicando as mesmas políticas em nível nacional.

O que você precisa saber é que o milagre do Texas é um mito, e, mais amplamente, que a experiência texana não nos oferece lições úteis sobre como restaurar o emprego pleno em nível nacional.

É verdade que o Texas mergulhou na recessão um pouco mais tarde que o resto da América, principalmente porque a economia estadual, ainda forte no setor energético, foi reforçada pelos preços altos do petróleo na primeira metade de 2008. E o Texas também foi poupado do pior da crise habitacional, em parte porque, descobrimos, o Estado tem uma regulamentação surpreendentemente rígida sobre a concessão de crédito imobiliário.

Em junho de 2001 o índice de desemprego no Texas estava em 8,2%. Estava abaixo do desemprego em Estados de bolha colapsada como Califórnia e Flórida, mas um pouco acima do índice de desemprego no Estado de Nova York e significativamente acima do índice do Massachusetts. Vale observar que um em cada quatro texanos não possui seguro-saúde -- a parcela mais alta do país, graças em grande medida à abordagem de atuação mínima do governo adotada no Estado. Enquanto isso, o Massachusetts tem cobertura de saúde quase universal, graças a uma reforma da saúde muito semelhante à Lei do Atendimento Médico Acessível, que supostamente levaria à "perda de empregos".

De onde, então, vem a noção de um milagre texano? Principalmente de uma compreensão equivocada e amplamente difundida dos efeitos econômicos do crescimento populacional.

Isso porque uma coisa é verdade em relação ao Texas: há muitas décadas esse Estado vem tendo crescimento populacional muito superior ao do resto do país; desde 1990, cerca de duas vezes superior. Vários fatos estão à base desse aumento populacional acelerado: um índice de natalidade mais alto, a imigração do México e a migração interna de americanos vindos de outros Estados, que são atraídos ao Texas por seu clima quente e seu baixo custo de vida, em especial os baixos custos de moradia.

E, só para que fique claro, não há nada de errado em um custo de vida baixo. Podemos argumentar, em especial, que as políticas de zoneamento em muitos Estados limitam desnecessariamente a oferta habitacional, e que essa é uma área em que o Texas de fato faz alguma coisa certa.

Mas que relação tem o crescimento populacional com o aumento do emprego? Bem, o alto índice de crescimento populacional se traduz em um índice de crescimento de empregos acima da média por meio de dois canais. Muitas das pessoas que vêm se mudando para o Texas -- aposentados à procura de invernos mais amenos, mexicanos de classe média em busca de uma vida mais segura -- carregam com elas um poder de compra que leva a mais empregos locais. Ao mesmo tempo, o crescimento rápido da força de trabalho texana mantém os salários em nível baixo -- quase 10% dos trabalhadores texanos ganham o salário mínimo ou menos, uma parcela bem superior à média nacional --, e esses salários baixos proporcionam às grandes empresas um incentivo para transferirem sua produção para o Texas.

Assim, em anos bons ou ruins, o Texas tende a ter um crescimento do emprego superior ao do resto da América. Mas o Estado precisa de muitos empregos novos apenas para acompanhar sua população crescente -- e, como mostram essas comparações de desemprego, o crescimento recente do emprego tem sido bem inferior ao que é necessário.

Se esse quadro não se parece muito com o retrato reluzente que os defensores do Texas gostam de traçar, há uma razão: o retrato reluzente é falso.

Mesmo assim, será que o crescimento do emprego no Texas aponta um caminho para o crescimento maior do emprego no país como um todo? Não.

O que o Texas demonstra é que um Estado que oferece mão-de-obra barata e, menos importante, regulamentação fraca pode atrair empregos de outros Estados. Creio que a resposta apropriada a este insight é "então tá bom, grande coisa". A questão é que argumentar, com base nessa experiência, que deprimir salários e desmantelar a regulamentação nos EUA como um todo geraria mais empregos -- e é nisso que se resume a "Perryeconomia" na prática, seja o que for que Perry afirme -- envolve uma falácia de composição: não é possível cada Estado atrair empregos de cada outro Estado.

Na realidade, ao nível nacional, salários mais baixos quase certamente levariam a menos empregos -- porque deixariam os trabalhadores americanos em condições ainda piores para enfrentar o excedente de dívida deixado pela bolha imobiliária, excedente esse que está ao cerne de nosso problema econômico.

Portanto, quando Perry se apresenta como o candidato que sabe gerar empregos, não acredite. A receita dele para a geração de empregos funcionaria, na prática, mais ou menos tão bem quanto sua tentativa de acabar com a seca que devasta o Texas, à base de orações.
Tradução de Clara Allain
THE NEW YORK TIMES/FOLHA

Nos EUA, muçulmanos encontram problemas para viajar


Um grupo de direitos civis muçulmano assumiu o caso de dois homens muçulmanos que não conseguem viajar em voos internacionais.

O CAIR (Conselho de Relações Americano-Islâmico, na sigla em inglês) enviou nesta segunda-feira cartas ao Departamento de Estado e ao FBI para que os cidadãos consigam viajar livremente.

O conselho afirma que os dois homens foram colocados inapropriadamente em uma lista de proibição de realizar viagens aéreas ou em uma lista de viagens vigiadas. Além disso, a eles, como cidadãos americanos, estariam sendo negados direitos fundamentais de viajar.

Funcionários do governo não comentaram a situação especificamente, mas argumentam que em casos similares, a restrição de viajar não infringe os direitos constitucionais da pessoa.

Gadeir Abbas, advogado do CAIR, afirma que recebe, ao menos uma vez por mês, uma ligação de um muçulmano que reclama que é impedido de viajar devido a alguma investigação do governo.

FOLHA

Ataques matam ao menos 59 no dia mais violento do ano no Iraque


Ao menos 59 pessoas morreram e outras 153 ficaram feridas no dia mais violento do ano no Iraque, com atentados com carros-bomba, ataques, tiroteios e emboscadas por todo o país.

O número de vítimas ainda é provisório e pode subir. A agência de notícias France Presse já fala em ao menos 66 mortos e mais de 230 feridos.

O ataque mais grave foi na cidade de Kut, a cerca de cem km ao sudeste da capital Bagdá, onde uma bomba e um carro-bomba foram detonados, matando ao menos 33 pessoas e deixando outras 52 feridas.

Em um outro atentado, perpetrado por homens-bomba, ao menos três policiais morreram e outros dez ficaram feridos. Os terroristas, que vestiam coletes de bomba, atacaram o departamento de luta antiterrorista no centro da cidade de Tikrit, capital da província de Salahedin, ao norte de Bagdá.

Os dois terroristas tinham identidades falsas de membros do serviço secreto iraquiano. Armados com pistolas com silenciadores, eles abriram fogo contra os dos guardas que vigiavam o edifício - o que desencadeou confrontos com a polícia.

Na província de Diyala, ao nordeste de Bagdá, ao menos 13 pessoas, entre elas quatro soldados, morreram e outras 33 ficaram feridas em uma série de ataques em vários pontos.

O ataque mais violento em Diyala foi um carro-bomba detonado na região de Beni Saad, 20 km ao sul de Baquba, matando oito e deixando outros 21 feridos.

Em outro ataque, um grupo de homens armados disparou de um micro-ônibus em que viajavam contra um posto de controle do Exército, perto de um campo de futebol no noroeste da cidade.

Já na cidade de Al Azim, 60 km ao norte de Baquba, um policial morreu e outro foi ferido em um ataque contra um posto de controle.

Nayaf e Kerbala, as duas cidades mais veneradas pelos xiitas, foi alvo de uma série de ataques que matou sete policiais e feriu outras 36 pessoas, entre elas vários agentes.

Na região de Al Hindiya, a leste da cidade de Kerbala, a explosão de um carro-bomba perto de um edifício da polícia matou ao menos três agentes e feriu outros 17.

A onda de atentados levou as autoridades locais a decretar toque de recolher.

No norte do país, outros três policiais morreram e dez ficaram feridos em um ataque perpetrado por dois terroristas suicidas perto do departamento de luta antiterrorista no centro da cidade de Tikrit, capital de província de Salahedin.

Em outros episódios de violência registrados nesta segunda-feira, uma pessoa morreu e outras oito ficaram feridas na explosão de uma moto-bomba na região de Domiz, no centro de Kirkuk.

Em outro ataque, uma pessoa morreu e outras nove ficaram feridas na explosão de um carro-bomba em Al Tayi, 20 km ao norte de Bagdá.

Outra pessoa morreu e cinco ficaram feridas na explosão de uma bomba em um mercado na zona de Al Zafaraniya, ao sudeste de Bagdá.

FOLHA

Reportagem na TV estremece relação entre Globo e CBF


A reportagem sobre os gastos públicos irregulares do governo do Distrito Federal no amistoso entre Brasil e Portugal, em 2008, divulgada pelo "Jornal Nacional" da TV Globo, no sábado, estremeceu a relação entre o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e a emissora.

A informação é da coluna Painel FC, assinada por Eduardo Ohata e Bernardo Itri, publicada nesta segunda-feira pela Folha.

De acordo com o texto, a CBF entende que a motivação para a reportagem foi a mudança nos horários dos jogos de sábado do Campeonato Brasileiro - tirou as partidas das 21h.

Recentemente Teixeira disse à revista "Piauí" que só se incomodaria com denúncias veiculadas no "Jornal Nacional". Mesmo após o programa, as relações comerciais entre CBF e a Globo permanecem vigentes.

Desde a entrevista, o presidente da CBF virou alvo de protestos. No dia 30 de julho, durante o sorteio preliminar da Copa-2014, no Rio, manifestantes pediram a saída de Teixeira e o fim dos gastos públicos no Mundial. No dia 13 de agosto, movimento semelhante foi organizado na capital paulista.

FOLHA

Veja quem ganha e quem perde com o acordo Google-Motorola


Microsoft, Nokia, Research in Motion - fabricante do BlackBerry - e o setor de TV a cabo estão emergindo como possíveis ganhadores depois que o Google anunciou, nesta segunda-feira, a aquisição da Motorola Mobility por US$ 12,5 bilhões de dólares.

Se outros fabricantes de celulares decidirem abandonar o sistema operacional Google Android, Nokia e RIM se beneficiariam.

As companhias de TV paga poderiam ter muito a ganhar caso o Google, que controlará a fabricação de decodificadores Motorola, modere suas iniciativas que perturbam o setor - como o YouTube.

Enquanto isso, é improvável que a transação tenha impacto sobre os esforços da Apple para conquistar corações e mentes entre os usuários de celulares inteligentes, disseram analistas. Agora que o Google se tornará seu concorrente direto, a empresa poderá abandonar certos produtos do Google que utiliza em seus aparelhos.

MICROSOFT

A Microsoft pode se beneficiar se os fabricantes começarem a procurar por alternativas de software ao Android, disse Shaun Collins, analista da CCS Insight, apesar de clientes mostrarem poucos sinais de interesse nas tentativas da gigante de softwares de entrar no mercado de telefonia móvel.

Mas o acordo coloca a Microsoft diretamente em conflito legal com o Google sobre patentes do Android, já que a Microsoft e a Motorola já travam algumas disputas judiciais sobre propriedade intelectual.

A Microsoft também pode se sentir pressionada para achar alvos de compra, como a HTC, disse Al Hilwa, diretor de programas da IDC.

NOKIA

As ações da Nokia chegaram a subir mais de 9% na segunda-feira, à medida que a oferta do Google pela Motorola recolocou em circulação especulações sobre uma oferta pela companhia finlandesa, que alguns meses atrás decidiu adotar o Windows Phone como sistema operacional de seus novos celulares.

A Nokia não comentou sobre os boatos.

RIM

A Research in Motion, fabricante do BlackBerry, está perdendo o firme domínio que exercia sobre a telefonia móvel empresarial, por efeito de aparelhos como iPhone e iPad, e em certa medida também dos celulares equipados com o Android.

Suas ações caíram em quase 60% neste ano, já que a empresa não alcançou suas previsões de lucro, atrasou uma nova linha de aparelhos celulares e não empolgou o consumidor com seu tablet PlayBook.

Além disso, uma integração mais estreita entre o software Android e o hardware Motorola pode "representar pressão adicional pelo sucesso da nova linha de modelos com software QNX que a RIM vai lançar", escreveu Mike Abramsky, analista da RBC Capital Markets.

APPLE

Os analistas não creem que a aquisição mude muito o cenário para a Apple na telefonia móvel, porque o Google já tinha tentado ingressar no setor por meio do celular Nexus, em parceria com o grupo taiwanês HTC.

Os consumidores receberam friamente o Nexus, que não ofereceu grande desafio ao iPhone.

Uma reação imediata da Apple pode ser deixar de utilizar em seus produtos, como iPhone e iPad, alguns serviços do Google, como mapas e sistema de buscas.

TV A CABO

O Google há muito é visto como fonte de possível perturbação para a TV paga, primeiro com o YouTube e depois com o Google TV, ainda que nenhum dos dois tenha exercido o impacto negativo previsto sobre o setor.

Com a aquisição, o Google vai se tornar um dos maiores fornecedores do setor de TV a cabo. Mesmo que os decodificadores físicos desapareçam, o software de cifragem e acesso condicional da Motorola continuará importante para o setor.

FOLHA

Governo quer prazo maior de contribuição antes da aposentadoria


Com o fim do fator previdenciário, a Previdência Social e o Ministério da Fazenda estudam mudanças na aposentadoria do setor privado (INSS) e chegaram à fórmula que consideram ideal: o tempo mínimo de contribuição para requerer o benefício passaria de 35 anos para 42 anos, no caso dos homens, e de 30 para 37 anos, no caso das mulheres. Sem idade mínima.

A informação é da coluna Mônica Bergamo, publicada na edição desta segunda-feira da Folha.

A sugestão já chegou à mesa do ministro Garibaldi Alves, que ainda tem sérias dúvidas sobre sua viabilidade política, mas a palavra final para o tema, polêmico, será da presidente Dilma Rousseff. Por enquanto, o assunto está em banho-maria.

A Previdência estuda alterações no cálculo da aposentadoria para substituir o fator previdenciário. O governo quer emplacar a inclusão de idade mínima para esse benefício, para o qual atualmente é exigido apenas tempo mínimo de contribuição (35 anos para os homens e 30 para as mulheres).

A proposta é que os benefícios só sejam concedidos para mulheres após os 63 anos de idade e para os homens, após os 65.

Outra proposta, que seria transitória entre o sistema atual e o com idade mínima, ressuscita o modelo do fator 85/95, em que o benefício só seria concedido quando a soma da idade e do tempo de contribuição do segurado der 85, para a mulher, e 95, para o homem.

O fator previdenciário é um mecanismo criado em 1999 para incentivar os trabalhadores a adiar a aposentadoria.

FOLHA

Gilmar Mendes diz que ministério deve reagir a vazamentos da Polícia Federal


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes considerou lamentável a divulgação de fotos dos presos na Operação Voucher, da Polícia Federal.

"Na presidência do STF, chamei a atenção para os abusos que estavam sendo cometidos nessas várias operações", afirmou o ministro.

Segundo Mendes, o Ministério da Justiça deve reagir ao que chamou de "abuso" da PF.

"Abuso que se comente com presos conhecidos e presos anônimos. É preciso realmente encerrar essa quadra no Brasil", disse o ministro, em evento na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Na sexta-feira, foram publicadas em um jornal do Amapá fotos de alguns dos detidos sem camisa, segurando placas com seus nomes.

Entre os presos que aparecem nas fotos estava o ex-secretário-executivo do ministério do Turismo Frederico Silva da Costa e o ex-presidente da Embratur Mário Moysés.

As fotos foram feitas no Instituto de Administração Penitenciária, que é administrado pelo governo estadual.

O governo do Amapá afirmou que vai abrir uma sindicância para apurar o vazamento.

No mesmo dia, a presidente Dilma Rousseff considerou inaceitável o vazamento de fotos.

Segundo a assessoria o Planalto, o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) pediu ao STF que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) tome providências em relação à divulgação das fotos.

ALGEMAS

Gilmar Mendes ainda criticou nesta segunda-feira o uso de algemas durante as prisões da PF. 

"O STF deu a resposta com aquela súmula 11 das algemas", disse o ministro.

De acordo com a súmula vinculante 11, publicada em 2008, o uso de algemas só é permitido quando os presos oferecem resistência ou existe a possibilidade de fuga, além de risco aos policiais.

Em resposta ao Ministério da Justiça, a PF afirmou semana passada que não cometeu excessos no uso de algemas, porque cumpria uma regra internacional segundo a qual presos devem ter as mãos imobilizadas durante deslocamento aéreo.

Quando presidiu o STF de 2008 a 2010, Mendes fez uma série de críticas públicas a "espetacularização" das operações da PF, em especial a Operação Satiagraha.

OPERAÇÃO

Deflagrada na terça-feira (8), a Operação Voucher prendeu um total de 36 pessoas, em São Paulo, Brasília, Curitiba e Macapá. Eles já foram soltos.

Ao todo 38 mandados de prisão foram expedidos na ação que envolveu 200 policiais. Duas pessoas seguem foragidas.

As investigações começaram em abril e apontaram possíveis irregularidades em um convênio de R$ 4,45 milhões firmado entre o Ministério do Turismo e o Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável).

FOLHA

Alckmin anuncia plano de investimentos em São Paulo até 2015


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, apresentou nesta tarde projeção recorde de investimentos no Estado até 2015: R$ 118 bilhões.

O valor está detalhado no Plano Plurianual, que estabelece metas e ações do governo para um período de quatro anos.

Segundo Alckmin, dos R$ 118 bilhões, R$ 85 bilhões serão investimento direto do Orçamento do Estado e o restante, R$ 33 bilhões, virá de outras fontes, como parcerias público-privadas e financiamentos.

O governo deu ênfase aos investimentos na área de mobilidade urbana. "Dizem que governar é escolher e nós escolhemos transporte coletivo de alta capacidade", afirmou.

Para construção de linhas de metrô, monotrilho e grandes obras viárias, como o Rodoanel e a duplicação da Tamoios, o governo planeja direcionar R$ 60 bilhões.

Transportes acumula a terceira maior projeção de investimentos, ficando atrás apenas da previsão de gastos com educação (R$ 108 bilhões) e saúde (R$ 75 bilhões). "Queremos saltar do patamar de 2 km de metrô por ano para quase 8 km/ano. Vamos quebrar um paradigma", afirmou o governador.

A previsão de investimento anunciada pelo governador corresponde a quase o dobro da execução orçamentária da gestão anterior, de R$ 62 bilhões.

FOLHA

Suposto filho de Chatô vai à Justiça por herança de R$ 1 bilhão


A divisão da herança de Assis Chateubriand, o Chatô, uma das pessoas mais importantes na história das comunicações no Brasil, pode ganhar mais um herdeiro, além dos três filhos do fundador dos "Diários Associados", morto há 43 anos.

Informa reportagem de Cristina Grillo e Frederico Vasconcelos, publicada na Folhadesta segunda-feira.


Em 23 de novembro de 2010, Nilson Gomes Chateaubriand Bandeira de Mello, 60, entrou na Justiça do Rio, onde tramita o inventário de Chatô, para pedir sua inclusão entre os herdeiros.

Ele alega ser filho do empresário e quer que seja reconhecido seu direito a 25% dos bens a serem divididos, estimados em R$ 1 bilhão.

Os advogados dos descendentes do empresário dizem que Nilson falsificou os documentos apresentados à Justiça.

FOLHA

Sobe total de evangélicos sem vínculos com igrejas


O número de evangélicos que não mantêm vínculo com nenhuma igreja cresceu, informa reportagem de Antônio Gois e Hélio Schwartsman, publicada na Folha desta segunda-feira.

Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares, do IBGE, eles passaram de 4% do total de evangélicos em 2003 para 14% em 2009, um salto de 4 milhões de pessoas.

Os dados do IBGE também confirmam tendências registradas na década passada, como a queda da proporção de católicos e protestantes históricos e alta dos sem religião e neopentecostais.

No caso dos sem religião, eles foram de 5,1% da população para 6,7%. Embora a categoria seja em geral identificada com ateus e agnósticos, pode incluir quem migra de uma fé para outra ou criou seu próprio "blend" de crenças - o que reforça a tese da desinstitucionalização.

FOLHA

Jogo duplo no orçamento


O governo pretende jogar para duas plateias no próximo ano - a do mercado financeiro, interessado nas contas públicas, e a do eleitorado, mais atento ao crescimento econômico e à preservação de empregos. Não basta dispor de US$ 350 bilhões de reservas e de uma razoável posição de caixa para usar em caso de necessidade. Esse colchão de segurança pode ser muito útil, mas será preciso mais que isso para uma travessia segura da turbulência prevista no mercado global. A presidente Dilma Rousseff promete enfrentar a crise sem levar o País à recessão. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, anuncia um orçamento sóbrio, mas sem cortes nos programas de combate à pobreza e nos investimentos mais importantes. O Executivo e seus líderes no Parlamento precisarão de algo mais que habilidade técnica para executar esse plano de jogo. Terão de mostrar muito mais competência política do que mostraram até agora.
A proposta orçamentária para 2012 será enviada ao Congresso até o fim do mês. Enquanto o documento é elaborado, a presidente procura pacificar aliados à beira de uma revolta. São parlamentares incomodados com a limpeza em três Ministérios e empenhados em conseguir a liberação de verbas para suas emendas. Se for proposto um orçamento sóbrio, a primeira e mais importante linha de resistência será formada por uma base fisiológica e sem compromisso com os objetivos mais sérios do governo.
Mas o próprio Executivo terá de olhar com menor complacência o seu desempenho, se quiser de fato estabelecer uma agenda prudente para o próximo ano. Segundo a ministra do Planejamento, o governo brasileiro - ao contrário dos governos do mundo rico - já fez a lição de casa, com o corte de gastos de R$ 50 bilhões anunciado no começo do ano.
A ministra seria mais convincente se deixasse de lado essa história. Boa parte daquela operação foi mero corte de vento, como foi mostrado na época. Além disso, o resultado fiscal obtido neste ano, até agora, resultou basicamente do aumento da receita. Nenhum esforço importante de contenção e de racionalização de despesas foi realizado.
Será muito mais complicado combinar no próximo ano uma política austera com a manutenção dos programas sociais e dos investimentos mais importantes. Já se pode prever um grande aumento de gastos com a Previdência, com a assistência social e, provavelmente, com o seguro-desemprego, principalmente por causa do aumento do salário mínimo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comprometeu-se há meses com uma elevação na faixa de 13% a 14%. Qualquer recuo será muito difícil.
Além disso, haverá pressões por novo aumento para o funcionalismo. Os salários do setor público já subiram muito nos últimos oito anos e isso tem sido lembrado pelos ministros. Mas o governo terá de ser muito firme para enfrentar a cobrança dos servidores. Eles pretenderão no mínimo a reposição da perda inflacionária. Mas os problemas já começaram antes desse embate, porque os chefes do Judiciário já apresentaram sua reivindicação de aumento.
O Executivo terá um pouco mais de liberdade para administrar as verbas, no próximo ano, se conseguir manter a desvinculação de recursos orçamentários, em vigor há vários anos. Para isso, precisará conseguir a aprovação de uma nova emenda constitucional. Também isso envolverá negociações difíceis.
Se der tudo certo - uma hipótese muito otimista -, o governo poderá combinar uma política de solidez fiscal com a execução de investimentos importantes. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) está, evidentemente, atrasado, embora o Executivo afirme o contrário. Nenhum lance retórico ou de propaganda poderá evitar, no entanto, as consequências do atraso das obras para a Copa de 2014. Para pôr essas obras em dia, o governo precisará tanto de capacidade gerencial quanto de boas condições financeiras - tudo isso num ambiente econômico provavelmente desfavorável.
Se faltar o componente de austeridade, haverá menos espaço para a redução de juros, hoje dada como quase certa por muitos analistas. Ou os juros cairão por decisão política e o jogo será conduzido com maior dose de risco. 
ESTADÃO

Menino de 10 anos morre ao fazer roleta-russa em Minas Gerais


SÃO PAULO - Um garoto de 10 anos morreu no fim da noite de domingo, 14, ao ser baleado no rosto ao fazer "roleta-russa" com outros dois adolescentes e uma criança de 8 anos, no bairro de Novo Horizonte, em Vespasiano, Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O menor Cleverson foi socorrido por um morador da comunidade para o Hospital Risoleta Neves e posteriormente para pronto-socorro João XXIII, na capital mineira, em estado grave com lesão e perda encefálica, mas não resistiu aos ferimentos.
Dois adolescentes, de 15 e 14 anos, foram vistos manuseando uma arma de fogo, supostamente calibre 38, na Alameda Pedra Azul. Segundo uma testemunha, horas após, foi ouvido um estampido no local. A testemunha foi verificar e encontrou o menor de 10 anos atingido no chão.
Segundo os dois menores, eles estavam com uma arma de fogo e sugeriram fazer "roleta-russa", quando o menino de 15 anos ajudou outro menor de 8 anos acionar o gatilho direcionando o objeto para a cabeça de Cleverson. A arma, segundo os menores pertence a um homem que fugiu do local e não foi localizado. A ocorrência foi registrada na 1ª Delegacia de Plantão da Seccional de Vespasiano.
ESTADÃO

Presidente do Carrefour se reúne com funcionários do Brasil


O presidente-executivo do Carrefour, Lars Olofsson, chegou ao Brasil nesta segunda-feira para se reunir com funcionários brasileiros do grupo e "tranquilizá-los" sobre a situação da companhia, segundo informações da assessoria de imprensa do executivo.

O varejista francês vem concentrando boa parte das atenções do mercado desde que o plano do empresário Abilio Diniz de unir as operações brasileiras do Carrefour às do Grupo Pão de Açúcar fracassou em julho.

O também francês Casino, acionista majoritário do Pão de Açúcar e arquirrival do Carrefour na França, se opôs ao negócio.

Na semana passada, uma fonte informou à Reuters que o Wal-Mart contratou o banco UBS para assessorar o grupo varejista, que considera uma possível oferta pelas operações do Carrefour no Brasil.

A empresa norte-americana não teria iniciado discussões com o Carrefour e nenhum acordo estaria próximo, segundo a fonte.

A assessoria de Olofsson não deu mais detalhes sobre sua visita ao Brasil, onde o executivo deve permanecer até terça-feira.

REUTERS/FOLHA

Google acessa 17 mil patentes com compra da Motorola


O Google fechou nesta segunda-feira a compra da fabricante de smartphones Motorola Mobility e levou como bônus as 17 mil patentes em posse da empresa adquirida.

Para analistas, mais do que entrar na briga por aparelhos e acirrar a disputa com os iPhones da Apple, o Google buscou proteção intelectual para o segmento.

"Isso é claramente um negócio defensivo, eles estavam encurralados e tinham de proteger a plataforma do Android", afirmou o analista da Maqcuarie Capital, Ben Schachter.

A proteção dos direitos diminui a exposição para disputas judiciais pela autoria de tecnologias em smartphones. Em uma batalha de patentes com a Nokia, por exemplo, a Apple teve de pagar US$ 600 milhões à companhia finlandesa, além de oferecer royalties sobre a venda de iPhones.

O Google saiu enfraquecido na disputa por proteção intelectual depois de perder a oferta de um pacote de 6.000 patentes da Nortel Networks, de US$ 4,5 bilhões, para as concorrentes Apple e Microsoft.

O presidente do Google, Larry Page, afirmou nesta segunda-feira que o fortalecimento do portfólio de patentes ajudará proteger melhor o Android de "práticas anticompetitivas da Apple, Microsoft e outras empresas".

NEGÓCIO

A empresa anunciou nesta segunda-feira que pagará US$ 12,5 bilhões pela Motorola Mobility, segmento de smartphones da companhia.

Além de fortalecer a gigante de tecnologia na briga por patentes, a aquisição também dá mais impulso na disputa com o iPhone.

"Esse é o próximo passo na consolidação dos negócios no segmento de aparelhos móveis, para que o Google possa distribuir os produtos para tablets e smartphones", afirma o analista Clayton Mororan à agência de notícias Bloomberg.

O negócio levantou suspeita sobre uma possível concorrência do Google com os fabricantes que hoje usam o seu sistema operacional nos aparelhos, como a Samsung e a HTC.

O Google tentou minimizar o impacto aos parceiros sustentando que a Motorola Mobility será um negócio separado e apenas um licenciado do Android, como antes.

FOLHA

Vendas do Dia dos Pais crescem 8,8% neste ano, aponta Serasa


As vendas na semana do Dia dos Pais (08 a 14 de agosto) tiveram alta de 8,8%, ante período equivalente em 2010 (02 a 08 de agosto), segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira pela Serasa Experian.

O crescimento foi maior que os 6,9% de alta registrados na comparação entre o Dia dos Pais de 2010 e 2009.

Segundo a Serasa, as vendas no final de semana do Dia dos Pais também apresentaram crescimento. A elevação foi de 7,2% no período de 12 a 14 de agosto, em comparação com o final de semana de 06 a 08 de agosto do ano anterior.

De acordo com a Serasa, o "aumento da renda, o desemprego ainda em patamares baixos e as facilidades de crédito favoreceram o bom desempenho das vendas na data".

FOLHA

Google vai comprar Motorola Mobility por US$ 12,5 bilhões


O Google anunciou nesta segunda-feira que vai comprar a Motorola Mobility, segmento de smartphones, tablets e acessórios da empresa, por cerca de US$ 12,5 bilhões em dinheiro em uma estratégia para impulsionar o uso de seu sistema operacional Android.

O Google vai pagar US$ 40 por ação da Motorola, um ágio de 63% sobre o valor de fechamento da ação da fabricante de celulares na sexta-feira passada em Nova York. As ações da Motorola disparavam 59% no pregão eletrônico desta segunda-feira.

O Google tem tentado se firmar no mercado de celulares inteligentes, mas seus esforços têm sido minados por falta de patentes na área de telefonia móvel.

No início deste mês, após o Google ter perdido um leilão para compra de milhares de patentes da falida Nortel, o diretor da área jurídica da companhia de buscas, David Drummond, criticou Microsoft, Apple, Oracle e "outras empresas". O executivo acusou as companhias de atuarem em conjunto para obterem as patentes da Nortel e prejudicarem o desenvolvimento do Android.

O Google afirmou que espera que a compra da Motorola, que tem 80 anos de história no setor de telecomunicações, deve ser concluída até o final deste ano ou início de 2012. A intenção da gigante das buscas na web é operar a Motorola como um negócio separado do restante da companhia.

No blog do Google, o presidente-executivo e co-fundador da empresa, Larry Page, afirma que a aquisição não muda o compromisso da empresa ante sua plataforma. "A Motorola vai continuar sendo uma licenciadora do Android e o Android continuará aberto".

A compra da Motorola acontece depois que a fabricante de celulares decidiu em 2008 usar apenas o Android em seus smartphones.

Segundo o Google, atualmente mais de 150 milhões de aparelhos operam com o Android, produzidos por 39 fabricantes, em 123 países.

FOLHA

Sistema de comentários do Facebook afugenta 'trolls'


Para afugentarem "trolls" (visitantes que visam criar polêmica) e gerarem debates mais ricos, muitos sites tentam melhorar seus sistemas de comentários. Nesse sentido, uma alternativa que tem se popularizado é o Comments Box, do Facebook.

Já adotado por dezenas de milhares de sites - incluindo os blogs do "Los Angeles Times", o TechCrunch e o BuzzFeed -, ele permite que leitores usem sua conta no Facebook para publicar comentários nas páginas que visitam.

Ao adotarem o Comments Box, os sites ganham exposição no Facebook, com as centenas de milhões de usuários da rede social para comentar em suas páginas - e (se ele for o único sistema de comentários oferecido) afugentam boa parte dos trolls, pois muitos deles agem apenas no anonimato.

O TechCrunch, por exemplo, sentiu essa mudança logo nos primeiros dias de uso do Comments Box - a quantidade de comentários diminuiu bastante, mas a qualidade subiu, diz MG Siegler, em artigo publicado no blog. "É surpreendente quão rápido os trolls desapareceram quando a identidade real começou a ser imposta".

FOLHA

Geórgia expulsa centenas de refugiados de guerra


A Geórgia encerrou nesta segunda-feira as operações de expulsão de centenas de refugiados de guerra civis que foram transferidos para fora da capital Tbilisi, apesar dos protestos de organizações de defesa dos direitos humanos.

Vários policiais foram mobilizados fora do hotel do centro de Tbilisi onde estavam cerca de 700 refugiados de guerra civis das duas últimas décadas, enquanto seus bens eram carregados em caminhões de mudança.

Os refugiados das regiões separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia, alojados nesse estabelecimento depois de terem perdido suas casas, não apresentaram resistência.

As famílias envolvidas podiam escolher entre uma indenização de 7.000 euros para buscar uma nova casa e viver na cidade industrial de Rustavi, a cerca de 30 km de Tbilisi, indicou o Ministério encarregado dos Refugiados, em um comunicado.

A Anistia Internacional tinha pedido no início de agosto às autoridades georgianas que pusessem fim às "transferências forçadas" dos refugiados "sem consultas apropriadas", que aumentam o sentimento de insegurança, segundo essa organização não-governamental.

FOLHA

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