sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Justiça condena Google Brasil por não remover blogs 'ofensivos'


A justiça do Ceará determinou o bloqueio de R$ 225 mil das contas do Google Brasil por descumprimento de ordens judiciais.

Um juiz condenou o Google por se recusar a tirar do ar uma série de blogs hospedados pela companhia, cujo conteúdo seria ofensivo ao prefeito da cidade de Várzea Alegre, cidade que fica a cerca de 315 km de Fortaleza, capital do Estado.

A companhia vinha sendo notificada judicialmente desde fevereiro para remover do ar três blogs com textos anônimos, acusando de corrupção e desvio de verba o prefeito da cidade, José Helder de Carvalho, cuja imagem teria sido denegrida pelos textos.

Na época, o juiz Gustavo Henrique Cardoso Cavalcante, da 1ª Vara da Comarca de Várzea Alegre, exigiu que a empresa também identificasse os autores dos textos, o que o Google se recusou a fazer, alegando que a atitude iria contra a liberdade de expressão.

Em maio, o Google recebeu multa diária de R$ 5.000 por descumprir a medida, que continuou sendo descumprida pela companhia.

Na quinta-feira (18), o juiz Augusto Cezar de Luna decidiu bloquear R$ 225 mil das contas do Google, que teria feito "uma afronta aos Poderes legalmente constituídos pela nossa Carta da República".

O Google não disse se vai recorrer da decisão, afirmando que não comenta casos específicos. 

Porém, acrescentou não ser responsável pelo conteúdo publicado por usuários e disse que acredita na liberdade de expressão, que tornaria a internet útil para a sociedade.

"Os casos de uso indevido dessa liberdade são punidos com a remoção dos conteúdos ilegais identificados, mas o Google não exerce controle prévio sobre os conteúdos criados pelos usuários nem fará o papel de polícia ou de juiz em relação aos conteúdos criados pelos internautas", afirmou a empresa em nota.

A Prefeitura da cidade de Várzea Alegre não estava disponível para comentários imediatamente.

FOLHA

Juízes do Paraná terão carros blindados e coletes à prova de balas


SÃO PAULO - O presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, desembargador Miguel Kfouri Neto, anunciou nesta sexta-feira, 29, investimentos de cerca de R$ 300 mil na compra de automóveis blindados e de coletes à prova de balas para os juízes ameaçados por criminosos no Estado.
Estão em estudo ainda a criação do Batalhão Judiciário e o monitoramento à distância dos Fóruns para garantir a segurança dos magistrados. Nesta semana, o presidente conversou com o governador Beto Richa sobre a criação do Batalhão Judiciário, considerado uma possível solução para garantir a segurança nos Fóruns. Segundo Kfouri Neto, o governador se mostrou disposto a incluir a iniciativa no programa Paraná Seguro.
Atualmente, há seis casos de ameaças aos juízes, que estão sendo monitorados. Não há juízes com escolta no Estado, pois nenhum deles a solicitou. A compra de coletes à prova de balas deve ser feita ainda neste mês de agosto. Serão comprados 12 coletes, seis masculinos e seis femininos. 
ESTADÃO

Lula é 'tolerante', e Dilma, 'dura', diz governador da Bahia


O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse na quinta-feira (18) que a presidente Dilma Rousseff é mais "dura" que o ex-presidente Lula, "mais tolerante" e "palanqueiro".

A comparação entre os estilos foi feita pelo governador durante uma entrevista à Rádio Tudo FM, de Salvador.

"O Lula é um grande comunicador, uma liderança de massa, um grande palanqueiro. A Dilma tem uma formação diferenciada, vem muito mais da gestão, é boa de condução, é dura", comparou o governador.

"O sistema dela pode ser que seja um pouco mais bruto do que o sistema do presidente Lula, que, até por ter uma construção mais da política, talvez seja mais tolerante com as coisas e pondere mais", disse Wagner.

Ao citar o "sistema bruto", o governador fazia menção a um dos bordões do apresentador do programa.

Wagner também fez a defesa das trocas no primeiro escalão da Esplanada depois de acusações de corrupção.

Ele atribuiu as quedas de ministros ao fato de a presidente Dilma ser "absolutamente intolerante com qualquer coisa malfeita com dinheiro público".

O governador baiano citou o "faturamento acima do normal" da consultoria que levou Antonio Palocci a pedir demissão da Casa Civil.

Em maio, quando o ex-ministro tentava se manter no cargo, Wagner se disse surpreso com os R$ 20 milhões faturados pela empresa de Palocci.

Sobre Nelson Jobim, único ministro a cair por divergências com a presidente Dilma, Wagner criticou o fato de ele ter declarado o voto no tucano José Serra.

CANDIDATA

Em Belo Horizonte, o ex-presidente Lula disse na quinta-feira que Dilma só não será candidata à reeleição em 2014 se não quiser.

Lula afirmou ainda que "não existe a hipótese" de ela "perder o controle da base aliada", que dá sustentação ao governo.

"Tenho conversado com muita gente e não vejo nenhum estremecimento na base", disse Lula, que negou que as conversas tenham o propósito de ajudar a presidente nesse momento. "Ela não precisa disso".

O ex-presidente negou haver crise política no governo federal e minimizou a queda de quatro ministros em sete meses e meio de governo.

FOLHA

STJ invalida venda de casa de Mansur, ex-dono do Mappin


Os credores do empresário Ricardo Mansur (ex-dono do Mappin e da Mesbla) podem receber um reforço no pagamento das dívidas deixadas por ele, que passam de R$ 2 bilhões.

O Superior Tribunal de Justiça decidiu anular na terça-feira a venda de uma propriedade que Mansur transferiu para uma "offshore" uruguaia. O advogado da "offshore" afirmou que não não sabe se vai recorrer.

A defesa de Mansur não se pronunciou.

A venda do imóvel foi notificada à Justiça por R$ 3 milhões, enquanto o mercado a estima em R$ 35 milhões.

"É um reconhecimento de que houve manobra para tentar afastar os bens dele", diz José Carlos Etrusco, advogado da massa falida da Barnet, com a qual Mansur tem uma dívida de R$ 500 milhões.

FOLHA

Facebook mira empresas com novo escritório em São Paulo


De olho na presença cada vez mais forte dos anunciantes brasileiros em sua plataforma, o Facebook está abrindo seu primeiro escritório no Brasil, em São Paulo.

A filial será comandada por Alexandre Hohagen, que em fevereiro deste ano deixou a liderança das operações do Google na América Latina para assumir função semelhante no Facebook.

Com a filial em São Paulo, o Facebook pretende faturar cada vez mais com a sanha das empresas brasileiras, que abraçaram a rede social para potencializar campanhas off-line e divulgar conteúdos específicos à plataforma.

A empresa não revela, porém, quanto já fatura no Brasil nem quanto espera que essa cifra cresça.

Mais de 300 marcas brasileiras têm página no Facebook, segundo dados da agência F.biz em parceria com a consultoria Socialbakers.

Os anunciantes estão de olho no crescimento do número de usuários da rede social no Brasil.

Em 12 meses, foram adicionados quase 20 milhões de usuários ativos brasileiros ao Facebook, totalizando 25 milhões.

PRESENÇA

No mundo, são 750 milhões de usuários do Facebook; o Brasil é o 8º país com mais usuários na rede, segundo dados da Socialbakers.

No entanto, o Orkut, do Google, ainda é maior que o Facebook no Brasil, com cerca de 35 milhões de usuários, segundo a comScore.

A expansão do Facebook se acelerou neste ano impulsionada pelo filme "A Rede Social", lançado no final do ano passado e que concorreu ao Oscar, afirma Hohagen.

Outro fator que ajudou a expansão do Facebook no Brasil foram parcerias com operadoras de celular, que colocaram o aplicativo da rede social em mais aparelhos, de acordo com o executivo.

No mundo, cerca de um terço dos usuários acessa o Facebook pelo celular; a empresa diz não saber qual é a proporção no Brasil.

PRODUTOS

O Facebook não ganha dinheiro com as páginas que as empresas criam na rede; a receita vem de campanhas publicitárias e outros serviços.

Um exemplo de proposta vendida são as chamadas histórias patrocinadas.

Esse serviço garante ao anunciante que todos os amigos de uma pessoa que "curtir" um conteúdo ou página da marca verão essa ação em suas telas. Isso acontecerá mesmo se os amigos não estiverem logados no exato momento em que a pessoa apertar o botão "curtir".

FOLHA

Cotação do ouro bate novo recorde e supera US$ 1.860


A cotação do ouro estabeleceu nesta sexta-feira um novo recorde em Londres, acima da barreira de US$ 1.860 a onça, estimulada pela condição de valor refúgio ante uma nova queda das bolsas europeias.

O preço da onça do meta atingiu US$ 1.867,95 às 7h45 GMT (4h45 de Brasília) no London Bullion Market, o mercado da capital britânica. O recorde anterior havia sido registrado na quinta-feira, a US$ 1.828,80.

Depois de uma quinta-feira de perdas entre 4% e 6%, as bolsas europeias prosseguiam em queda nesta sexta-feira com a preocupação crescente sobre a economia mundial e o nervosismo a respeito da dívida na Eurozona e Estados Unidos.

FOLHA

Morre filho do empresário Antônio Ermírio de Moraes


O empresário Carlos Ermírio de Moraes, filho de Antônio Ermírio de Moraes, morreu aos 55 anos na noite de quinta-feira (18), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, vítima de um câncer que enfrentava desde 2007.

Moraes era presidente do Conselho de Administração da Votorantim Participações desde 2001. Ele trabalhava no grupo Votorantim há mais de 30 anos, tendo atuado na Votorantim Cimentos, na CBA, na Votorantim Metais e na Votorantim Energia.

O velório será realizado às 8h desta sexta-feira, no salão nobre da Beneficência Portuguesa de São Paulo, à Rua Maestro Cardim, 769, em São Paulo. O corpo será cremado às 14h no Crematório de Vila Alpina, localizado na avenida Francisco Falconi, 437.

O empresário deixa a mulher e dois filhos, de 21 e 24 anos.

Em nota, a Votorantim informou que "perde um grande líder: exemplo de integridade, simplicidade, determinação e respeito, que sempre pautou sua vida pelos valores que tanto ajudou a disseminar em toda organização".

O grupo prosseguirá normalmente com as atividades diárias.

FOLHA

Ásia fecha em forte queda e Europa vive dia de perdas nas Bolsas de Valores


TÓQUIO - O dia é de novas quedas nos mercados acionários do mundo. Na Ásia, as bolsas fecharam em forte queda. A Europa abriu já em baixa e segue negativa em dia de grandes oscilações.
Às 7h30, a Bolsa de Londres recuava 2,51%, Frankfurt caía 3,56%, Paris desvalorizava-se 2,82% e Madri tinah baixa de 2,78%.
A Bolsa de Tóquio fechou com forte queda diante de os novos sinais de enfraquecimento da atividade industrial nos EUA, que obscureceram as perspectivas de recuperação econômica do Japão e deflagraram uma liquidação nas ações de exportadoras japonesas. O índice Nikkei 225 caiu 224,52 pontos, ou 2,5%, para 8.719,24 pontos, nova mínima de cinco meses. Foi a maior perda porcentual desde 5 de agosto.
A pressão vendedora foi particularmente forte na abertura depois dos declínios acentuados nas bolsas dos EUA e da Europa ante uma combinação de dados econômicos fracos e preocupações com a capacidade de financiamento dos bancos europeus. Nikon fechou em queda de 5,8%, enquanto a fabricante de maquinário para automação industrial Fanuc baixou 5%.
Os investidores ficaram ainda mais agitados depois que um terremoto de 6,8 graus na escala Richter atingiu o nordeste do Japão no final da tarde. A Tokyo Electric Power informou que não houve anormalidades em sua usina nuclear desativada de Daiichi, em Fukushima.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng desabou 616,35 pontos, ou 3,1%, e encerrou aos 19.399,92 pontos - na semana, o índice apresentou queda de 1,1%. Das 46 blue chips, 44 encerraram no vermelho. Chalco cedeu 8% e China Shenhua tombou 6,3%, mas China Mobile subiu 0,9%.
Já na China, as Bolsas apresentaram queda pelo quarto pregão seguido, também por conta das preocupações sobre potenciais medidas de aperto monetário que podem ser adotadas por Pequim no fim de semana. O índice Xangai Composto caiu 1% e terminou aos 2.534,36 pontos - na semana, o índice acumulou perda de 2,3%. O índice Shenzhen Composto perdeu 0,8% e encerrou aos 1.133,84 pontos. Produtores de carvão e de cimento lideraram o declínio. China Shenhua Energy recuou 1,8% e Shanxi Xishan Coal & Electricity Power Co. baixou 2,6%. Anhui Conch Cement desabou 4,3% e Tangshan Jidong Cement deslizou 3,4%.
O yuan se desvalorizou em relação ao dólar pela terceira sessão seguida, após o Banco Central chinês elevar a taxa de paridade central dólar-yuan (de 6,3942 yuans para 6,4032 yuans). No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,3930 yuans, de 6,3877 yuans ontem - a moeda chinesa se valorizou 6,8% desde junho de 2010 em relação à unidade dos EUA.
As informações são da Dow Jones
ESTADÃO

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