segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Bope apreende droga e prende traficantes em “feira do tráfico” de Belford Roxo


Policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) localizaram um ponto de venda de drogas que funcionava durante as 24 horas do dia na favela Palmeiras, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Numa operação com seis horas de duração, realizada na manhã desta segunda-feira, o Bope encontrou cápsulas de cocaína em tubos de plástico colocados embaixo da terra, para esconder a droga.
Na ação, feita num local conhecido como “feirinha” por causa do comércio de drogas, foram capturados cinco suspeitos de envolvimento com o tráfico. O Bope encontrou 2,6 mil cápsulas de cocaína — vendidas por R$ 20 cada — , duas pistolas, um revólver, radiotransmissores e um colete à prova de balas.
— Não esperávamos encontrar uma quantidade tão grande de drogas no local — disse o sargento Everaldo Marcos Grativol, que comandou a operação do Bope.
Um menor, de 15 anos, Helton Ribeiro dos Santos, de 20, e João Leonardo Nogueira de Carvalho, de 24 anos, foram encontrados com radiotransmissores. Wendel da Silva Salim, de 18, foi preso com um revólver. Rodrigo Marcondes de Oliveira, de 19 anos, foi detido com um radiotransmissor e dez cápsulas de cocaína. O material apreendido e os suspeitos foram conduzidos à 54ª DP (Belford Roxo), onde a ocorrência foi registrada.
EXTRA ONLINE

'Nature' discute droga que apaga memória


Até outro dia, elas eram ficção científica: drogas capazes de apagar a memória, como no filme estrelado por Jim Carrey, "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças" (2004). Mas o assunto já ganha as páginas da "Nature".

No cinema, um coração partido faz com que o personagem vivido por Carrey queira apagar a sua ex-mulher da memória.

Na realidade, com a criação de substâncias capazes de manipular até lembranças antigas no cérebro, surge um movimento em favor desses medicamentos - ao menos para casos especiais.

"Dada a conexão entre a memória e o senso de si mesmo, alguns bioeticistas argumentam que, em vez de buscar uma solução numa pílula, deveríamos fazer o trabalho difícil, de transformar más experiências em coisas boas", diz Adam Kolber, da Escola de Direito do Brooklyn, em Nova York, em seu artigo publicado na "Nature".

"Esses argumentos não são persuasivos. Algumas lembranças, como a de bombeiros que vasculham cenas de destruição em massa, podem não ter nenhuma qualidade que as redima", retruca.

Kolber argumenta que essas drogas podem ser a diferença entre uma vida saudável e um tormento eterno para quem sofre de estresse pós-traumático, por exemplo.

Um consenso quase unânime na discussão é que pesquisas nessa direção devem continuar, porque é por meio delas que os cientistas estão destravando os enigmas em torno da formação e do funcionamento das memórias.

"O propósito dos nossos experimentos era tentar entender a base molecular do armazenamento de lembranças, que antes disso era um mistério científico completo", afirma Todd Sacktor, líder do grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Nova York que, em 2009, descobriu uma droga capaz de apagar memórias específicas no cérebro de camundongos.

A defesa de Sacktor é acompanhada pelos bioeticistas. "A busca do conhecimento, se eticamente desenvolvida, deve ser estimulada", diz Volnei Garrafa, especialista em bioética da UnB (Universidade de Brasília).

"Mas a aplicação prática do conhecimento conquistado pela pesquisa deve ser controlada pelas leis, por comitês de ética e bioética, pelo Estado e pela sociedade".

Em seu artigo na "Nature", Kolber sustenta que esses mecanismos de controle já existem, e que incluir muitas barreiras ao uso desses medicamentos pode acabar sabotando seu potencial médico.

"Todas as drogas apresentam risco de uso inadequado. Uma droga desse tipo presumivelmente seria controlada e exigiria uma prescrição médica", conclui Kolber.

FOLHA

Colombiano cria marcapasso menor que grão de arroz


O engenheiro eletrônico colombiano Jorge Reynolds, criador do primeiro marcapasso há 53 anos, anunciou o lançamento de um novo dispositivo que mede um terço de um grão de arroz e dispensa bateria.

Reynolds, 75, inventou o primeiro marca-passo artificial externo com eletrodos internos em 1958. O artefato pesava quase 50 quilos e funcionava com uma bateria de automóvel.

O nanomarca-passos, anunciado durante o 4º Salão de Inventores e Alta Tecnologia em Medellín, Colômbia, por sua vez, aproveita a própria energia do coração, quando o órgão se contrai, para funcionar.

Os testes com animais serão feitos em breve e, calcula, a nova versão poderá ser implantada em pessoas dentro de cinco anos.

O engenheiro criador do aparelho destacou também que a outra vantagem será o preço do aparelho, a ser vendido em torno de US$ 1 mil (R$ 1.600), valor muito inferior aos US$ 12 mil (R$ 19 mil) atuais.

Reynolds estudou as freqüências do coração de atletas, paraquedistas e de diferentes animais - entre eles, realizou pesquisas acústicas em baleias jubarte (Megaptera novaeangliae) em águas do oceano Pacífico colombiano.

O dispositivo representa um trabalho de 11 anos do chamado grupo de pesquisa Acompanhamento do Coração Via Satélite, do qual o cientista faz parte e que conta com o apoio do Instituto de Tecnologia de Taiwan, de universidades dos Estados Unidos e de alguns países europeus.

EFE/FOLHA

Descobertos na Austrália fósseis de bactérias mais antigas da Terra


Uma equipe de cientistas divulgou nesta segunda-feira a descoberta de fósseis microscópicos com mais de 3,4 bilhões de anos de antiguidade no noroeste da Austrália, um achado que se trata da evidência mais antiga de vida na Terra, informou a imprensa local.

A pesquisa, conjunta entre a Universidade da Austrália Ocidental e da Universidade de Oxford do Reino Unido, foi realizada na região de Strelley Pool, na região de Pilbara.

Estes fósseis, descobertos em bom estado de conservação entre grãos de areia em uma rocha sedimentar pré-histórica, pertencem a bactérias que precisam de sulfureto para subsistir.

"Proporcionamos a primeira evidência de microorganismos que usam sulfureto em seu metabolismo", assinalou o líder da pesquisa, David Wacey, da Universidade da Austrália Ocidental, em declarações citadas pelo "Sydney Morning Herald".

Os pesquisadores utilizaram técnicas muito sofisticadas para comprovar que estes micróbios sobreviveram graças ao sulfureto neste período da Terra em que o oxigênio era pouco e predominavam as altas temperaturas.

"A hipótese de sobreviver à base de sulfureto era uma característica que se pensava existisse em um dos primeiros períodos da Terra, especificamente durante a transição de um mundo não-biológico para um biológico", acrescentou Wacey.

Já o professor da Universidade de Oxford Martin Brasier expressou que a descoberta dos fósseis confirma que há 3,4 bilhões de anos existiam "bactérias, que viviam sem oxigênio" na Terra.

"Podemos estar muito certos da antiguidade (dos fósseis) porque as rochas se formaram entre duas sucessões vulcânicas que reduzem os cálculos sobre a idade para cerca de poucos milhões de anos", explicou Brasier em comunicado citado pela agência local AAP.

O pesquisador britânico também destacou que estas bactérias são "comuns hoje em dia" e são encontradas em fontes de águas termais, respiradouros hidrotermais ou outros lugares com pouco oxigênio.

EFE/FOLHA

Após 1 ano, mineiros chilenos afirmam que 'não estão bem'


No dia 22 de agosto do ano passado, um bilhete amassado que conseguiu subir 700 metros pregado a uma sonda que foi até o fundo da mina San José, no norte do Chile, avisou: "Estamos todos bem no refúgio, os 33".

Era o primeiro sinal dos 33 mineiros soterrados em uma mina no deserto do Atacama, e marcou o início de uma operação de resgate que comoveu o mundo, tornando-se uma das maiores aventuras do homem debaixo da terra.


Um ano depois, José Ojeda, 47, autor daquelas sete palavras do bilhete, decidiu reescrever a frase, num ato de protesto: "Não estamos bem, os 33".

Assim como Ojeda, a maioria dos mineiros não conseguiu se reabilitar após o acidente na mina de San José, quando passaram 70 dias enclausurados sob toneladas de terra, com comida escassa, nenhuma luz, submetidos a umidade e temperatura de 38ºC.

As queixas são coincidentes a quase todos: pesadelos à noite, angústia, debilidades físicas, falta de trabalho e descaso. Sem falar nas doenças pulmonares que afetam mais da metade dos mineiros, por causa das condições de trabalho nas minas.

"As coisas não vão bem", disse à Folha Omar Reygadas, 57. "Com as lembranças de um ano do acidente, minha cabeça voltou para dentro da mina".

Ainda vivendo em Copiapó, cidade no norte do Chile onde está a mina San José, Reygadas conta que sofre de "angústia", sem conseguir dormir. Ele também não aguenta ficar em locais fechados e diz chorar muito.

"Algumas pessoas acham que ficamos ricos, mas até agora não recebemos nenhum peso", conta o mineiro, que sonha em voltar a trabalhar numa mina, atividade responsável por 20% do PIB chileno.

Os 33 mineiros não receberam a ajuda prometida. Escreveram-se livros sobre a história, um filme deve ser lançado, mas nada de ajuda financeira, contam.

Muitos, como Reygadas, ficaram indignados com o uso indevido da imagem dos mineiros. 

Neste mês, no Chile, uma empresa lançou uma série de brinquedos de plástico deles, o que inclui até a mítica cápsula Fênix 2, que os resgatou da mina.

"O governo prometeu ajuda, assistência médica, trabalho, mas até agora não fizeram nada", contou à reportagem Jimmy Sánchez, hoje com 20 anos, o mais novo dos 33 mineiros.

Ele é um dos mais afetados psicologicamente."De uma hora para outra começam a surgir na minha cabeça coisas que passaram dentro da mina", afirma Sánchez, que diz não dormir direito.

Também vivendo em Copiapó, ele faz bicos, mas passa a maior parte do tempo em casa, na companhia da mulher e do filho.

PROCESSO

Trinta e um dos 33 mineiros entraram com uma ação contra o Estado cobrando uma indenização equivalente a R$ 26,4 milhões. O advogado do grupo, Edgardo Reinoso, diz que o governo pressiona para a ação ser suspensa.

Desgastado popularmente pelos protestos estudantis que sacodem o Chile há três meses, o governo de Sebástian Piñera afirmou à Folha que deu o apoio necessário ao grupo, inclusive com "atendimento psiquiátrico na rede pública" e assessoramento "jurídico".

Hoje, quando se completa um ano da descoberta do bilhete, o governo deve fazer um ato em Santiago em que mostrará imagens inéditas do resgate. Piñera também deve anunciar que 13 dos 33 mineiros (os que têm mais de 50 anos) serão contemplados pelo governo com um pensão de R$ 692.

Poucos foram os que conseguiram desencarnar do trauma do acidente. Um deles é Mario Sepúlveda, 41, um dos mais bem-sucedidos dos 33 que ganha a vida dando conferências de autoajuda.

Midiático, ele esteve recentemente em Buenos Aires e Washington para participar de eventos sobre o resgate - a reportagem não o encontrou no Chile por causa dos compromissos.

Sepúlveda, segundo amigos, quer virar empresário e construir na região metropolitana de Santiago um centro de festas tradicionais e montar um espaço para atender crianças com síndrome de Down. Trabalhar dentro de uma mina, para ele, nunca mais.

FOLHA

Musical inspirado no filme "Ghost" estreia na Broadway em abril


Um musical inspirado no filme "Ghost", escrito pelo ex-músico do Eurythmics Dave Stewart, estreará na Broadway em abril de 2012, disseram representantes do musical nesta segunda-feira.

"Ghost The Musical" está saindo de uma temporada em Londres, onde recebeu críticas mistas. 

A versão da Broadway terá pré-estreia em março e será dirigida por Matthew Warchus, que ganhou um Tony Award pela peça "God of Carnage".

O livro foi escrito por Bruce Joel Rubin, autor do roteiro para o filme de 1990 que fez sucesso com Patrick Swayze e Demi Moore. O musical também acompanha o bancário Sam, que volta do mundo dos mortos para falar de seu amor pela sua companheira, Molly.

O musical de Londres tem no elenco Richard Fleeshman e Caissie Levy. A versão da Broadway ainda não anunciou suas estrelas.

FOLHA

Compositor de "Stand By Me" e "Jailhouse Rock" morre aos 78 anos


Jerry Leiber, um dos compositores mais importantes da história do rock n' roll, morreu nesta segunda-feira, aos 78 anos, de uma falha cardiopulmonar. As informações são do site da revista norte-americana "Rolling Stone".

Leiber produziu ao lado do companheiro Mike Stoller músicas como "Stand By Me", "Hound Dog", "Jailhouse Rock", "Young Blood", "On Broadway", "Yakety-Yak".

"Quando Jerry e eu começamos a escrever, o fazíamos para nos divertir", disse Stoller à "Rolling Stone" em 1990.

Os parceiros se conheceram em Los Angeles na década de 1950, ainda no colégio. Os dois dividiam uma paixão por R&B, blues e pop, e começaram a escrever música instantaneamente.

FOLHA

Potássio do Brasil confirma potencial de potássio da Amazônia


A Potássio do Brasil, empresa brasileira com sócios locais e internacionais, confirmou nesta segunda-feira o potencial para potássio de classe mundial na bacia Amazônica, onde poderão ser descobertas "múltiplas jazidas", segundo comunicado da empresa.

A confirmação foi realizada pela perfuração PB-AT-11-09, que interceptou minério de potássio com teor de 39,94% de KCl (cloreto de potássio) e espessura de 1,82 m a uma profundidade de 843 m em Autazes, no Estado do Amazonas. Segundo a empresa, esse mesmo intervalo inclui uma zona mais rica, com 1,59 m de espessura e teor de 44,52% de KCl.

Sócios da Potássio do Brasil, reunidos na mineradora Falcon Metais, venceram em 2008 uma licitação da Petrobras para exploração de Fazendinha. Mas o processo foi interrompido pelo governo na época sob alegação de que a política para o setor seria revista, o que não foi feito até hoje.

Enquanto aguardavam a decisão do governo, alguns sócios da Falcon --brasileiros, canadenses e australianos-- adquiriram outros direitos minerários na região. E, logo na primeira perfuração da área obtida junto ao Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), a Potássio do Brasil comprovou o potencial de grande porte da mina.

Na época, a empresa pensava em fazer uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) para obter os recursos necessários para desenvolver seus negócios, operação agora adiada para até o último trimestre de 2012.

A estimativa da Potássio é de que sejam necessários de US$ 3,5 bilhões a US$ 4 bilhões para produzir anualmente 4 milhões de toneladas de cloreto de potássio.

"A empresa, atualmente, está em processo de captação de recursos da ordem de US$ 100 milhões junto aos seus atuais acionistas e outras instituições tanto no Brasil quanto no exterior", informou em nota.

INVESTIMENTO

A Potássio do Brasil disse ainda que pretende contratar novas sondas para acelerar a definição dos recursos minerais dessa jazida e testar outros alvos na bacia Amazônica.

"A definição do recurso mineral está prevista para ser concluída no segundo trimestre de 2012", informou.

O Furo PB-AT-11-09 está localizado a aproximadamente 1,8 km a sudoeste do primeiro furo na região, o PB-AT-10-02. Ambos estão localizados no município de Autazes, no Estado do Amazonas, a cerca de 10 km a norte da jazida de potássio de Fazendinha, da Petrobras.

O governo brasileiro luta para reduzir a dependência de fertilizantes importados do país. No caso do potássio, um dos nutrientes utilizado na produção de fertilizantes, o país importa cerca de 90% da demanda anual.

Recentemente a Petrobras prorrogou a concessão de uma jazida de potássio para a Vale, em Sergipe, e estuda o que fazer com as outras concessões minerais detidas pela petroleira, como Fazendinha e Arari, próximas aos ativos da Potássio do Brasil na Amazônia.

O presidente da Petrobras disse, em entrevista à agência de notícias Reuters em julho, que essas áreas deverão ser arrendadas a terceiros.

REUTERS/FOLHA

Pelé foi investigado pela ditadura na década de 1970


O governo do Estado de São Paulo investigou Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, no período da ditadura. A informação consta em documentos encontrados abandonados no ano passado em um prédio da Polícia Civil em Santos.

De acordo com a assessoria de imprensa do Arquivo Público do Estado de São Paulo, Pelé foi investigado após um homem lhe entregar um documento em uma homenagem em outubro de 1970. Na ocasião, Pelé recebeu da mão de um servidor público um manifesto pedindo a anistia a presos políticos. Mesmo não tendo causado ou estimulado o ato do ativista político, Pelé foi investigado por uma suspeita de ligação com a esquerda.

A ficha de Pelé no Arquivo Público trata-se de uma pasta pequena com a descrição deste episódio apenas, conforme divulgou reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" nesta segunda-feira (22).

Os documentos secretos do Deops (Departamento de Ordem Política e Social) estão abertos à consulta pública.

ABERTURA

O Arquivo Público, conta com 11,6 mil documentos disponíveis para a consulta do cidadão. Eles foram produzidos pelo Deops de 1924 a 1983.

A transferência dos papéis aconteceu depois de reportagem da Folha, de fevereiro de 2010, revelar a existência do arquivo.

Os documentos estavam abandonados em uma sala com cerca de 18 metros quadrados, trancada com cadeado, no segundo andar do Palácio da Polícia, atrás de dois elevadores.

Os documentos do Deops - polícia política no Estado durante a ditadura militar - mostram investigações feitas com sindicalistas, comunistas, guerrilheiros, políticos, padres e líderes estudantis.

Um dos papéis revela, por exemplo, que Romeu Tuma, então chefe da polícia política, foi informado sobre um show de Chico Buarque em 1972.

O arquivo também traz relatos de dois pescadores e de um funcionário público dando conta de que Carlos Marighella, líder guerrilheiro da ALN (Ação Libertadora Nacional), preparava uma ação no litoral paulista em 1969.

O Arquivo Público afirma ter feito um trabalho de organização e limpeza dos documentos que estavam empoeirados e infestados por cupins.

Foram gastos cerca de R$ 90 mil na restauração em um convênio feito entre a Associação de Amigos do Arquivo e a Secretaria da Justiça do Estado.

A próxima etapa do trabalho será o diagnóstico de cerca de 150 caixas com documentos que precisam ser identificados, diz o Arquivo Público.

Os documentos originais são abertos apenas aos pesquisadores, que deve assinar um termo de responsabilidade. Já o público em geral poderá consultar cópias autenticadas dos papéis.

FOLHA

Aposentado já pode checar se receberá revisão pelo teto


SÃO PAULO - A página na internet da Previdência Social já permite que os aposentados e pensionistas do INSS chequem se receberão ou não o aumento da revisão de seus benefícios. O aumento médio é de R$ 175. Foram selecionados os benefícios com data de início entre 5 de abril de 1991 e 31 de dezembro de 2003.
Ao todo, são 107 mil beneficiados, cerca de 11 mil a menos do que o divulgado anteriormente, segundo o INSS. Os casos dos segurados não contemplados inicialmente demandam uma análise mais profunda do que a simples concessão automática do reajuste. A previsão é de que até o mês que vem o processo esteja concluído.
Não há indicação do aumento nos extratos de pagamento, cabendo ao aposentado notar a diferença. A primeira parcela do 13º salário também já está assinalada no extrato.
O aumento decorre de decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STF) ao julgar um caso concreto de um segurado.
ESTADÃO

Gianecchini começa hoje quimioterapia para tratar linfoma


Reynaldo Gianecchini, 38, irá começar hoje a quimioterapia para tratamento do linfoma, informa boletim médico divulgado esta tarde. O ator seguirá internado no Hospital Sírio-Libanês.

Gianecchini devia ter iniciado o tratamento na semana passada, mas apresentou sangramento durante a passagem de cateter central e o tratamento foi adiado.

O ator confirmou no último dia 10 o diagnóstico de um linfoma não Hodgkin - um tumor que atinge os gânglios linfáticos.

Gianecchini fez uma cirurgia de hérnia inguinal há cerca de um mês. Após o procedimento, teve uma reação infecciosa na perna e uma outra reação, alérgica. Como os gânglios não diminuíam, os médicos começaram uma investigação profunda sobre o que estaria acontecendo, descobrindo então o linfoma. Exames diagnosticaram o linfoma de células T.

TUMOR

A incidência do linfoma não Hodgkin, categoria com mais de 20 tipos de tumores (entre eles o das células T, caso de Gianecchini), é mais comum em homens e aumenta progressivamente com a idade. Os fatores de risco são o sistema imunológico comprometido, exposição química incluindo pesticidas, solventes e fertilizantes e altas doses de radiação.

A quimioterapia, a radioterapia ou ambas podem ser usadas no tratamento. Elas matam todas as células em fase de multiplicação no corpo ou na parte atingida, diminuindo, assim, o crescimento do tumor.

FOLHA

Gretchen abandona carreira e se muda para os EUA


A cantora e dançarina Gretchen, 52, está abandonando sua carreira no Brasil.
A informação vai ser um dos principais destaques do "TV Fama" (Rede TV!) desta segunda-feira (22).
O programa irá adiantar que a autodenominada "rainha do rebolado" vai se mudar para os Estados Unidos.
Conhecida pelos hits "Freak Le Boom Boom" (1979), "Conga Conga Conga" (1981) e "Melô do Piripipi" (1982), Gretchen tem mais de 30 anos de carreira.
Em 2008, ela concorreu à prefeitura da Ilha de Itamaracá, em Pernambuco, sendo derrotada nas urnas, com pouco mais de 2% dos votos.
Apresentado por Nelson Rubens e Flávia Noronha, o programa vai ao ar a partir das 20h.
FOLHA

Bebê abandonado é encontrado em Mauá, na Grande São Paulo


SÃO PAULO - A Polícia Militar localizou um bebê abandonado na manhã deste domingo em Mauá, na Grande São Paulo. A criança, do sexo masculino, estava enrolada em uma flanela, dentro de uma mochila deixada em um matagal, próximo a um campo de futebol em Mauá, na Grande São Paulo. Neste domingo, a temperatura era de dez graus, mas a sensação térmica chegou a quatro graus em Mauá.

Uma pessoa ligou para a polícia avisando que uma criança tinha visto o bebê dentro da mochila, pendurada em um galho de mamona.

Testemunha: Eu queria fazer uma denúncia. Tem um bebezinho dentro de uma mochila aqui perto de um barranco.

Polícia: O senhor viu se está vivo?

Testemunha: Eu não sei. Foi uma criança que viu. Não sei se está vivo.

Polícia: Estamos mandando uma viatura.

O bebê foi encontrado vivo, ainda com parte do cordão umbilical.

O policial José Moreno Almeida disse que a mochila estava pendurada no galho, próximo ao barranco.

- Por pouco não caiu - disse o policial.

O bebê foi levado até o Hospital Nardini, onde está internado na UTI neonatal.

Segundo a médica Amélia Griciúnas, a criança já está se alimentando normalmente com leite. Ela acredita que o bebê nasceu por volta de 8 horas de domingo. Os policiais o encontraram por volta de 9h30m.

- Ele chegou com hipotermia. mas está reagindo bem - disse a médica.

No hospital, a criança ganhou o nome de Artur.

O delegado Aldo Lourenço registrou o caso como abandono de incapaz e procura pela mãe da criança.

CBN/O GLOBO

Médica que colocou agulhas com HIV no muro de casa pode ser punida


O Conselho Regional de Medicina (CRM) de Brasília publicou uma nota condenando a atitude da médica que colocou seringas contaminadas pelo vírus HIV no muro de sua casa para defendê-la de assaltantes em Sobradinho, DF. A médica pode ser punida com um advertência e ter seu registro cassado, de acordo com informações do CRM, que afirma que um profissional não pode usar seu conhecimento para causar sofrimento físico ou moral.
A secretaria de Saúde também deve abrir sindicância para apurar o caso, já que a mulher trabalha na rede pública e pegou as seringas sem autorização. Ela é ortopedista no Hospital Regional do Paranoá. 
A atitude da médica, que não quis ser identificada, chocou os moradores de seu condomínio. As seringas, que foram presas às grades com fita crepe, já haviam sido retiradas do muro nesta segunda-feira. Entretanto, o cartaz com a frase "Muro com HIV positivo. Não Pule" ainda estava no local. 
A mulher admitiu ter pego as seringas em seu local de trabalho e afirmou ter feito isso porque estava cansada de ser roubada. Itens como cortador de grama, secador de cabelo, máquina fotográfica e televisão já sumiram de sua casa.
Os vizinhos da médica não gostaram nem um pouco da "solução" contra ladrões, e a síndica do condomínio, Vera Barbieri, garantiu ter notificado a moça e que ela terá cinco dias para retirar o material. Caso contrário, será multada.
Vera contou que procurou a Polícia Civil e Vigilância Sanitária, que teriam dito para a que não poderiam fazer nada.
JORNAL DO BRASIL

Dívida Pública Federal tem queda de quase 4% e chega a R$ 1,734 trilhão em julho


Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A Dívida Pública Federal (DPF) caiu em termos nominais para R$ 1,734 trilhão em julho, informou hoje (22) o Tesouro Nacional. Na comparação com junho, quando a dívida chegou a R$ 1,805 trilhão, houve redução de 3,93%.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que representa o montante em títulos, foi reduzida em 4,03%, ao passar de R$ 1,729 trilhão para R$ 1,659 trilhão no período. Os motivos da redução foram o reconhecimento de juros da dívida no valor de R$ 14,13 bilhões e o resgate líquido de títulos no montante de R$ 83,78 bilhões.

O reconhecimento de juros ocorre porque a correção que o Tesouro se compromete a pagar aos credores é incorporada gradualmente ao valor devido. Assim, um investidor que compra um título com uma determinada correção passa a ter direito a valores adicionais mês a mês no total do montante a ser resgatado em data futura.

Em relação à Dívida Pública Federal externa (DPFe), em julho, o estoque total também caiu na comparação com o mês anterior. No mês passado, a DPFe ficou em R$ 74,64 bilhões ante os R$ 75,97 bilhões registrados em junho (uma redução de 1,76%), sendo R$ 60,60 bilhões referentes à divida em títulos e R$ 14,04 bilhões, à dívida contratual.

O lançamento de títulos prefixados (papéis com juros definidos com antecedência) fez a participação desses papéis na dívida interna cair de 38,13% em junho para 34,49% em julho. A fatia dos títulos vinculados à taxa básica de juros, Selic, subiu de 30,91% para 32,61% no período. A participação dos títulos corrigidos pela inflação também aumentou, de 26,96% para 28,77%.
Edição: Juliana Andrade

AGÊNCIA BRASIL

Defensoria Pública pede explicações sobre exercícios da Marinha


RIO - A Defensoria Pública da União vai oficiar a Marinha, a secretaria municipal de Saúde do Rio e a direção do Hospital Naval Marcílio Dias, na zona norte da cidade, onde estão internados os 57 recrutas que tiveram uma síndrome respiratória durante treinamento do curso de formação de fuzileiros navais. A medida, segundo o defensor público Daniel Macedo, é para esclarecer o que provocou a internação dos jovens, na quarta-feira, 17.
A Defensoria vai pedir à secretaria informações sobre os exames de sangue realizados ontem. Do hospital, o defensor espera obter os primeiros boletins médicos, da chegada dos jovens à unidade. A análise, segundo ele, é preliminar, mas pode resultar em ações individuais, por danos morais, ou coletivas, para coibir possíveis excessos por parte das Forças Armadas.

ESTADÃO

Radiografia da corrupção


Carlos Alberto Di Franco - O Estado de S.Paulo
Muitos leitores, aturdidos com a extensão do lodaçal que se vislumbra na onda de corrupção reiteradamente denunciada pela imprensa, manifestam profundo desalento. "Não vai acontecer nada. Os bandidos não estão na cadeia, mas no comando do Brasil". O comentário foi-me enviado por um jovem universitário. É tremendo, pois reflete o sentimento de muita gente.
O governo de Dilma Rousseff, sustentado por uma coligação pragmática e aética que foi concebida por seu antecessor, é, rigorosamente, refém do crime organizado. O mensalão do PT, que dificilmente será julgado em tempo hábil pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foi o primeiro lance. Representou o pulo do gato, o caminho das pedras de um projeto de poder autoritário, corrupto e corruptor.
A presidente da República, fustigada por escândalos no seu governo que brotam como cogumelos, tem sido rápida na tomada de providências. Ao contrário do antecessor, Dilma não é, aparentemente, leniente com a corrupção. O Ministério dos Transportes, por exemplo, foi palco de uma enxurrada de demissões. Mas uma coisa é o feudo do PR. Outra, bem diferente, são as capitanias hereditárias do PMDB. Aí, sem dúvida, o discurso de Dilma é diferente. Em vez de apoiar ação saneadora da Polícia Federal (PF), Dilma classificou como "acinte" a sua conduta em operação por suspeita de desvios no Ministério do Turismo. A presidente ficou furiosa ao ver a foto de um dos detidos chegando algemado a Brasília. Irritou-se também por, supostamente, não ter sido informada previamente da operação policial.
Independentemente de excessos pontuais de alguns agentes da PF, que devem ser punidos, o que os brasileiros esperavam da sua presidente era o apoio ao essencial, e não o escândalo com o acidental. Mas não foi o que ocorreu, sempre em nome da governabilidade. E é exatamente isso que é preciso romper. A política é a arte da negociação, mas não pode ser a ferramenta da bandidagem.
O que você, amigo leitor, pode fazer para contribuir para a urgente e necessária ruptura do sistema de privatização do dinheiro público que se enraizou nas entranhas da República?
Em primeiro lugar, pressionar as autoridades. O STF, por exemplo, deve sentir o clamor da sociedade. Julgar o mensalão não é uma questão de prazos processuais. É um dever indeclinável. A Suprema Corte pode dar o primeiro passo para a grande virada. Se os réus do mensalão, responsáveis "pela instalação de uma rede criminosa no coração do Estado brasileiro", pagarem por seus crimes, sem privilégios e imunidades, o País mudará de patamar.
Não podemos mais tolerar que o Brasil seja um país que discrimina os seus cidadãos. Pobre vai para a cadeia. Poderoso não só não é punido, como invoca presunção de inocência, submerge estrategicamente, cai no esquecimento e volta para roubar mais. Registro memorável discurso do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo, quando assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral: "Perplexos, percebemos, na simples comparação entre o discurso oficial e as notícias jornalísticas, que o Brasil se tornou um país do faz de conta. Faz de conta que não se produziu o maior dos escândalos nacionais, que os culpados nada sabiam - o que lhes daria uma carta de alforria prévia para continuar agindo como se nada de mau tivessem feito".
De lá para cá, infelizmente, a coisa só piorou. A ausência de punição é a mola da criminalidade. Mas não atiremos a esmo. Não publiquemos no domingo para, na segunda-feira, mudar de pauta. Vamos concentrar. Focar no mensalão. E você, caro leitor, escreva aos ministros do STF, pressione, proteste, saia às ruas numa magnífica balada da cidadania.
Em segundo lugar, exija de nós, jornalistas, a perseverança de buldogues. É preciso morder e não soltar. Os meios de comunicação existem para incomodar. Resgato hoje, neste espaço opinativo, uma sugestão editorial que venho defendendo há anos. Vamos inaugurar o Placar da Corrupção. Mensalmente, por exemplo, a imprensa exporia um quadro claro e didático, talvez um bom infográfico, dos principais escândalos. O que aconteceu com os protagonistas da delinquência? Como vivem os réus do mensalão? Que lugares frequentam? Que patrimônio ostentam? É fundamental um mapeamento constante. Caso contrário, estoura o escândalo, o ministro cai, perde poder político, mas vai para casa com a dinheirama. Depois, de mansinho, volta ao partido e retorna às benesses do poder, apoiado pela força da grana e do marketing. É preciso acabar com isso. A imprensa precisa ficar no calcanhar dos criminosos.
Uma democracia constrói-se na adversidade. O Brasil, felizmente, ainda conta com um Ministério Público atuante, um Judiciário, não obstante decepções pontuais, bastante razoável e uma imprensa que não se dobra às pressões do poder. É preciso, no entanto, que a sociedade, sobretudo a classe média, mais informada e educada, assuma o seu papel no combate à corrupção. As massas miseráveis, reféns do populismo interesseiro, da desinformação e da insensibilidade de certa elite, só serão acordadas se a classe média - e a formidável classe emergente -, fiel da balança de qualquer democracia, decidir dar um basta à vilania que tomou conta do núcleo do poder.
Chegou a hora de a sociedade civil mostrar sua cara e sua força. É preciso, finalmente, cobrar a reforma política. Todos sabem disso. Há décadas. O atual modelo é a principal causa da corrupção. Quando falta transparência, sobram sombras. O Brasil pode sair deste pântano para um patamar civilizado. Mas para que isso aconteça, com a urgência que se impõe, é preciso que os culpados sejam punidos.
DOUTOR EM COMUNICAÇÃO, É PROFESSOR DE ÉTICA E DIRETOR DO MASTER EM JORNALISMO 
ESTADÃO

Falta estratégia no ''Brasil Maior''


Sandra Polónia Rios - O Estado de S.Paulo
O Plano Brasil Maior, divulgado no dia 2 de agosto de 2011, pretende dotar o País de uma nova política industrial, tecnológica, de serviços e de comércio exterior para o período de 2011 a 2014. De acordo com o documento de divulgação, o plano foca "no estímulo à inovação e à produção nacional para alavancar a competitividade da indústria nos mercados interno e externo".
Ainda segundo o documento, "o Plano Brasil Maior organiza-se em ações transversais e setoriais. As transversais são voltadas para o aumento da eficiência produtiva da economia como um todo. As ações setoriais, definidas a partir de características, desafios e oportunidades dos principais setores produtivos, estão organizadas em cinco blocos que ordenam a formulação e implementação de programas e projetos".
Apesar da roupagem metodológica que precede a apresentação das medidas, sugerindo rigor e visão estratégica, é exatamente esse tipo de visão que falta à nova política industrial.
A leitura das 35 medidas anunciadas leva à percepção de que foram reunidas, sob um único guarda-chuva, diversas iniciativas que vinham sendo discutidas em diferentes áreas do governo e que respondem a demandas e preocupações diversas.
O Plano não aponta para a indústria que se pretende ter no futuro. O horizonte temporal é curto para transformações relevantes e os instrumentos têm efeitos potenciais contraditórios entre si.
Os mecanismos anunciados indicam que o governo parte de um diagnóstico geral correto - o de que a indústria brasileira sofre com a deterioração das condições de competitividade e de que é preciso desonerar a produção industrial, as exportações e os investimentos, além de incentivar a inovação e a participação das pequenas e das médias empresas no comércio exterior. Entretanto, particularmente no que se refere ao comércio exterior, os instrumentos incorporados ao programa são tímidos e contraditórios: enquanto alguns buscam aumentar a competitividade das manufaturas brasileiras no mercado internacional, outros, voltados à proteção da indústria doméstica, tendem a resultar em perda de eficiência e aumento de custos no processo produtivo.
Diante da dificuldade de enfrentar a conhecida agenda de competitividade - desoneração tributária das exportações e dos investimentos; desoneração da folha de pagamentos; melhoria das condições de infraestrutura e logística; e redução da burocracia e dos custos acessórios no processo exportador -, o governo adota medidas parciais e pontuais. Diante da incapacidade de lidar com os problemas sistêmicos, as autoridades optam por mecanismos pontuais, alguns voltados para o aumento da proteção. Mas, ao fazê-lo, vão de encontro com os objetivos de aumento de competitividade.
Alguns traços vão se consolidando na política industrial e de comércio exterior brasileira a partir de 2008:
recuperação do corte setorial dos instrumentos de política industrial;
intensificação do uso de mecanismos direcionados ao aumento do conteúdo nacional dos produtos industriais;
e reforço do viés discricionário na aplicação dos instrumentos, mesmo daqueles que podem ser considerados como transversais.
No que se refere à recuperação do corte setorial, chama a atenção o fato de que, também nesse caso não se apresentam escolhas definidas. Há instrumentos específicos para diferentes setores, dando a impressão de que as diversas demandas foram atendidas: redução dos custos tributários para bens de capital, novo regime especial para o setor automotivo, desoneração da folha para setores intensivos em trabalho, preferências nas compras governamentais para setores e atividades elegíveis e novos programas de financiamento para um conjunto variado de atividades industriais.
Além dos traços mais gerais, dois aspectos chamam a atenção na condução da política de comércio exterior recente no Brasil e que tendem a se perpetuar com a nova política: déficit de implementação e transitoriedade dos mecanismos.
Os agentes econômicos que atuam no comércio exterior brasileiro sofrem com as dificuldades de operacionalização de instrumentos que são anunciados, mas não são implementados. Muitas vezes é difícil, inclusive, identificar se os instrumentos estão ou não em vigência. Dentre as medidas incluídas no anúncio do Plano Brasil Maior, algumas já foram divulgadas anteriormente - é o caso da preferência para produtos e serviços nacionais nas compras do setor público, incluída no "Pacote de Competitividade" de maio de 2010 e que continua em processo de regulamentação.
Além disso, muitos dos mecanismos têm caráter transitório. No plano divulgado, diversos benefícios têm prazo de vigência previsto para terminar em dezembro de 2012. Essa transitoriedade gera incertezas e desestimula a adoção pelas empresas de estratégias exportadoras mais duradouras.
Diante das dificuldades para promover reformas de caráter horizontal que eliminem as distorções do regime tributário brasileiro, reduzam os custos assessórios com a burocracia e enfrentem as graves deficiências de transporte e logística, vai-se costurando uma colcha de retalhos com medidas muitas vezes incoerentes entre si.
É DIRETORA DO CENTRO DE ESTUDOS DE INTEGRAÇÃO E DESENVOLVIMENTO (CINDES) 
ESTADÃO

Atendimento a acidentados de moto em São Paulo cresce 150% em 10 anos


Em dez anos, os atendimentos pré-hospitalares feitos pelo Corpo de Bombeiros a vítimas de acidentes com motocicletas aumentaram 148,6% no município de São Paulo, segundo pesquisa do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo).

Em 2010 foram 18.081 ocorrências, contra 7.271 atendimentos realizados em 2001.

De acordo com a pesquisa, os atendimentos aumentam no segundo semestre. A média de ocorrências neste período é 56% maior que nos meses do primeiro semestre.

A frota de motocicletas na cidade também cresceu no período, chegando a 889 mil em 2010 - aumento de 118% em relação a 2001.

O hospital, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, acaba de finalizar uma série de propostas que visa à redução do número de acidentes envolvendo motociclistas.

Entre as propostas estão a inclusão de formação de direção defensiva e exame de habilitação adequado às condições de trânsito que serão enfrentadas pelos motociclistas, com maior rigor na primeira habilitação.

Pesquisa do hospital divulgada em julho afirma que apenas 1 em cada 4 motociclistas acidentados aprendeu a dirigir em autoescolas.

Outra sugestão, fruto do Fórum Saúde e Trânsito, promovido em junho pelo hospital, é criar categorias na habilitação de motociclistas.

De acordo com o texto resultante dos debates, é primordial a definição das áreas de trânsito das motocicletas entre as faixas de rolamento dos automóveis e as regras de circulação das motos nessas faixas, inclusive com a definição da velocidade máxima.

"A importância do fórum foi permitir que todos os setores interessados se manifestassem e chegassem a estas propostas, que na verdade é uma tentativa de se criar um movimento de mobilização social, onde todos os participantes tenham consciência do seu papel", afirma a médica fisiatra Julia Greve, coordenadora da ação.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

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