sábado, 3 de setembro de 2011

Jovens que se perderam em trilha de cachoeira são achados em São Paulo


O Corpo de Bombeiros localizou quatro pessoas que se perderam em uma mata na região de Paranapiacaba, distrito de Santo André (Grande São Paulo), neste sábado (3).

Segundo os bombeiros, um helicóptero Águia da Polícia Militar encontrou os jovens por volta das 17h e indicou sua localização para as equipes dos bombeiros e do COE (Centro de Operação de Emergências) que faziam as buscas terrestres.

Os bombeiros receberam ligação de um dos integrantes do grupo, pedindo ajuda, por volta das 14h30 desta tarde.

Os rapazes têm entre 20 e 24 anos de idade. Eles ficaram desorientados após entrarem mata adentro para fazer uma trilha até uma cachoeira da região. Todos passam bem, segundo os bombeiros.

Inicialmente, os bombeiros divulgaram que a mata ficava na região de Rio Grande da Serra, também na Grande São Paulo.

FOLHA

Tribunal de Contas ordena que estatal pare obra de ferrovia


Imersa desde o início na crise dos Transportes, que resultou na saída do então ministro Alfredo Nascimento e de uma série de funcionários de outros órgãos, a estatal de ferrovias Valec teve, na quarta-feira, nova determinação de paralisação de obras por irregularidades encontradas pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

Segundo o tribunal, são quatro os lotes da Fiol (Ferrovia Oeste-Leste) -  que liga a cidade Ilhéus a Barreiras, ambas na Bahia - que devem ter suas obras paradas.
Esses trechos estão orçados em R$ 2 bilhões.

Por nota, a Valec afirmou que "ainda não foi notificada oficialmente da decisão" e que, quando for, tomará as devidas providências.

Para o relator do processo, ministro Weder de Oliveira, os projetos básicos estão desatualizados.

Somente em um lote, metade do traçado deverá ser mudado por causa dessa desatualização.

Apesar de estar ainda no início, o tribunal de contas calcula que a obra já tem um prejuízo de R$ 21 milhões.

Somente em um caso, 230 mil grampos elásticos foram pagos por R$ 2 milhões e o material não foi entregue.

INTERINIDADE

Em junho, quando denúncias sobre irregularidades nos Transportes iniciaram a chamada "faxina" no governo da presidente Dilma Rousseff, o então diretor da estatal, José Francisco das Neves, o Juquinha, foi um dos primeiros a perder o cargo.

Ele havia sido indicado pelo PR, partido do ex-ministro Alfredo Nascimento.
Antonio Felipe Sanchez Costa, que era diretor administrativo, assumiu a presidência interinamente.

Quase três meses depois da troca de cargos, Costa permanece na presidência de forma interina, e o governo federal ainda não indicou um nome para substituí-lo de forma definitiva.

FOLHA

China vai investir US$ 1,5 bilhão para produzir alimentos na Argentina


Maior importador mundial de soja, a China anunciou um bilionário investimento na Argentina para produzir alimentos, sobretudo soja, em uma área de 330 mil hectares - equivalente a duas cidades de São Paulo -, informa reportagem de Lucas Ferraz e Sylvia Colombo para a Folha.

A produção, assim como o fornecimento de toda a tecnologia, ficará a cargo da estatal chinesa Heilongjiang, que investirá US$ 1,5 bilhão no empreendimento, que conta com financiamento do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

O acordo firmado com a província de Río Negro, na patagônia argentina, prevê que a companhia chinesa tenha exclusividade na compra da produção local por um prazo de 20 anos.

A estatal vai financiar a irrigação das terras, a construção de uma fábrica de azeite e ainda vai bancar a reforma de um porto local.

Em contrapartida, a empresa deverá usar mão de obra local -  estima-se a criação de 100 mil postos de trabalho - e cooperativas de produtores regionais.

Preocupados em garantir alimentos para sua gigantesca população, a China, após grandes investimentos na soja brasileira, começa a plantar raízes na Argentina. A presença da Heilongjiang em Rio Negro é o maior investimento chinês em soja no país.

FOLHA

BNDES aprova mais de R$ 730 milhões para Lojas Americanas


A Lojas Americanas informou nesta sexta-feira que obteve aprovação junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para mais de R$ 730 milhões em recursos para financiar o plano de crescimento da varejista.

A operação prevê uma emissão de debêntures conversíveis em ações no valor de R$ 292,6 milhões, sendo que o braço de participações do banco de fomento, BNDESPar, terá preferência na subscrição dos papéis.

A varejista também obteve aprovação para uma linha de crédito de até R$ 442,15 milhões pelo Finem (Financiamento a Empreendimentos).

Os recursos, segundo a companhia, serão destinados ao programa de expansão da Americanas, que prevê investimentos em abertura de lojas, tecnologia e logística.

"A companhia convocará, em breve, a assembleia geral extraordinária para deliberar acerca da emissão, assim como divulgará aviso aos seus acionistas no qual detalhará os procedimentos para participação na emissão de debêntures", acrescenta a empresa no comunicado.

FOLHA

Cauteloso, comércio adia encomendas


SÃO PAULO - O comércio decidiu adiar as encomendas de fim de ano às indústrias e projeta um Natal moderado, com crescimento de 5% sobre o de 2010, que foi o melhor da década. Apesar de positivo, o acréscimo é bem menor que o registrado em 2009 e 2010, quando a taxa foi de dois dígitos (15%). O desempenho também está aquém da projeção inicial da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que era de 7% e foi reduzida para 5%.
A cautela do varejo se mantém mesmo após o Banco Central (BC) ter cortado na semana passada em 0,5 ponto porcentual os juros básicos, hoje em 12% ao ano. Estoques elevados nas fábricas, perda de fôlego no consumo em julho e agosto e o acirramento da crise nos Estados Unidos e na Europa aumentaram as incertezas em relação aos volumes de pedidos para o Natal.
"As lojas vão esperar até o último momento para fechar as encomendas", diz o economista da ACSP, Emílio Alfieri, relatando depoimentos feitos por varejistas em recentes reuniões.
Ele observa que, apesar de os números ainda serem positivos, houve uma forte desaceleração das vendas nos últimos dois meses. Em julho e agosto, a média de consultas para vendas à vista e a prazo cresceu 2,6% em relação a igual período de 2010. No primeiro e no segundo trimestres deste ano, as taxas anuais de crescimento tinham sido de 7,7% e 5,7%, respectivamente. "Foi uma queda forte", observa o economista.
Ele ressalta que a correlação entre as vendas no varejo e o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) é grande e que a desaceleração é o primeiro estágio da recessão. Observando esses sinais, provavelmente, diz ele, o BC decidiu cortar os juros agora para evitar que a variação do PIB seja nula ou negativa no primeiro trimestre do ano que vem.
Estoque

O enfraquecimento no ritmo de vendas fez o estoque subir nas lojas e nas indústrias. No mês passado, 9,5% de 1.184 indústrias consultadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para a sondagem industrial informaram que estavam com estoques excessivos. Em julho essa fatia era de 6,6% e em agosto de 2010, de 7,5%. "Esse é o maior porcentual de indústrias com estoques indesejáveis desde julho de 2009, quando esse índice era de 10,6%", afirma o responsável técnico pela pesquisa, o economista Jorge Ferreira Braga.



De 14 segmentos industriais pesquisados, 11 apresentaram elevação de estoques em agosto, quase o dobro do registrado em julho, quando seis segmentos tinham tido alta de estoques. Entre os mais estocados, estão a indústria automobilística, com 23,4% das montadoras com volume excessivo de produtos, vestuário e calçados (16,5%), têxtil (16,1%), produtos farmacêuticos (18,3%), alimentos (15,9%) e metalurgia (12,9%).
Braga explica que os estoques estão pesando na indústria porque a demanda doméstica por industrializados se retraiu e atingiu em agosto o nível mais baixo desde setembro de 2009. "A sondagem indica que a perspectiva de produção e de contratações entre agosto e outubro, quando as fábricas estão a todo vapor por causa do Natal, não será nada brilhante como nos últimos anos", observa Braga.
A pesquisa mostra que 36,5% das indústrias esperam aumento da produção entre agosto e outubro, ante 43,7% em 2010. Quanto às contratações, 22,6% vão admitir funcionários nesse período, ante 30,6% em agosto de 2010. É o terceiro recuo consecutivo da fatia de indústrias que vão contratar funcionários.
"Pensar na indústria em expansão neste semestre parece meio difícil", afirma o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale. Ele argumenta que o setor continua prejudicado pela concorrência dos importados e pela perda de dinamismo nas exportações.
Mas Vale acredita que o cenário doméstico ainda será muito favorável, principalmente por conta do mercado de trabalho, com ganhos de renda e emprego em alta. "O mercado de trabalho garantirá um resultado positivo no final do ano", prevê.
ESTADÃO

Bin Laden temia complô da Al Qaeda após 11 de Setembro


Osama bin Laden temia ser alvo de um complô dentro da Al Qaeda após os ataques de 11 de setembro de 2001, revelam despachos do governo americano divulgados pelo site WikiLeaks nesta sexta-feira (3).

A revelação foi feita por um ex-membro saudita da Al Qaeda, Abdul Bukhary, detido na prisão americana de Guantánamo (Cuba).

Bukhary contou aos investigadores que foi detido e torturado em outubro de 2001 por membros da rede terrorista devido a uma "transferência de dinheiro" para um líder extremista do Uzbequistão.

Segundo o documento, publicado pelo jornal "El País", Abdul Bukhary disse que "a transferência foi realizada sem o conhecimento de Bin Laden, que acreditou se tratar de parte de um complô para derrubá-lo".

Bin Laden foi assassinado em uma casa na cidade de Abbottabad, no norte do Paquistão, no dia 2 de maio passado, por forças especiais dos Estados Unidos.

FRANCE PRESS/FOLHA

Hollywood fugiu do 11 de setembro


Os atentados de 11 de setembro foram pouco explorados por Hollywood, que preferiu se afastar do trauma e e se virar como nunca para o entretenimento, em vez de gerar a rica filmografia como a que se seguiu após a Segunda Guerra Mundial ou a Guerra do Vietnã.

Em dez anos, apenas dois estúdios de Hollywood produziram filmes diretamente inspirados nos atentados: o Universal, com "Voo 93" (2006), e o Paramount, com "World Trade Center", de Oliver Stone (2006).

No entanto, Hollywood reagiu de outra forma a este tema durante os meses que se seguiram ao ataque.

"Havia um enorme interesse pelo 11 de setembro e suas consequências", afirmou à France Presse Bonnie Curtis, que produziu para Steven Spielberg "O resgate do Soldado Ryan" e "A.I. - Inteligência Artificial", antes de se dedicar ao cinema independente.

"Muita gente começou a trabalhar em um material (dramático) que nem sequer teria existido se não fosse pelo acontecimento em si", acrescentou. Assim, durante um tempo, "circularam muitos projetos sobre o 11 de setembro" de 2001.

Mas começaram a surgir muitas dúvidas sobre eles, se era muito cedo para fazer um filme sobre o ocorrido ou se o público teria algum interesse em vê-lo, comentou Bonnie Curtis. A resposta chegou na estreia de "Voo 93" e "World Trade Center": ambos fracassaram nas bilheterias.

O primeiro arrecadou US$ 74 milhões em todo o mundo e o segundo, US$ 161 milhões. São números medíocres para Hollywood.

"Para os diretores dos estúdios, isto foi um sinal de que era preciso reconsiderar o tema", observou Jason E. Squire, professor da Escola de Artes Cinematográficas da Califórnia do Sul, em Los Angeles.

De acordo com Bonnie Curtis, ficou claro que o público não tinha vontade de ir ao cinema e ver aquilo. "E Hollywood é uma indústria: então após o entusiasmo inicial e alguns filmes sobre o tema, ninguém teve a aprovação para realizar este tipo de projetos".

SUPER-HERÓIS

"O dia 11 de setembro foi traumático. Eu estava traumatizado, como a maioria de nós. Não queríamos voltar a vê-lo", explicou Don Hahn, produtor dos estúdios Disney. "Preferimos nos divertir com filmes que nos fizessem esquecer de tudo aquilo".

"Talvez por isso estamos vendo tantos filmes de super-heróis, tantos Capitão América, Homem de Ferro, porque estes personagens podem derrotar os homens maus", disse Hahn, que produziu "O Rei Leão" e atualmente trabalha em "Frankenweenie", de Tim Burton.

Para Squire, não há nenhuma dúvida disso. "O dia 11 de setembro pôs em evidência a importância do entretenimento na sociedade como meio de evasão".

No entanto, Richard Walter, roteirista e professor da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), discorda desta visão: "Dizer que os filmes hollywoodianos permitem escapar é como dizer que o presidente Barack Obama é democrata. Não tem nada de novo".

Segundo Walter, o mundo do cinema foi tão afetado pelos atentados quanto o resto do mundo, mas "Hollywood está fazendo o que sempre fez e não mudou em nada a forma como faz filmes".

Bonnie Curtis assinalou, por sua vez, um maior apetite após o 11 de setembro pelos filmes leves. "Houve um grupo de cineastas em Hollywood que pensou que a única coisa que o público queria era fugir na fantasia, nos efeitos especiais e nos super-heróis", disse.

Isto não impediu que alguns cineastas quisessem se aprofundar na tragédia e mostrar os efeitos que ela teve no país e no planeta, como ilustra a quantidade de filmes inspirados nas guerras do Iraque e Afeganistão, assim como "Guerra ao Terror", de Kathryn Bigelow, que ganhou o Oscar de Melhor Filme em 2010.

Don Hahn quer acreditar, por sua vez, que os atentados levaram Hollywood a ser menos caricatural e mais aberto. "Uma das coisas negativas do 11 de setembro é que muitos de nós voltamos mais desconfiados e muito zelosos de nossa cultura. Espero que em dez anos tenhamos nos tornado mais tolerantes".

FOLHA

Morre ministro da Defesa e vice-presidente cubano Julio Casas


O general Julio Casas Regueiro, um dos participantes da Revolução Cubana de 1959 e vice-presidente do Conselho de Estado, morreu no sábado vítima de uma parada cardiorrespiratória, informou a TV estatal.

Casas Regueiro tinha 75 anos e foi nomeado em fevereiro de 2008 novo ministro das Forças Armadas Revolucionárias, cargo ocupado durante quase meio século pelo atual presidente cubano, Raúl Castro.

Em fevereiro de 2008, o também general Raúl Castro substituiu o irmão Fidel na Presidência de Cuba devido aos problemas de saúde enfrentados pelo ex-líder.

"É com profundo pesar que a direção do Partido (Comunista) e do Estado comunica ao nosso povo que o general de Exército, Julio Casas Regueiro, membro do Bureau Político e vice-presidente do Conselho de Estado, faleceu nesta capital, às 13h20, em consequência de uma parada cardiorrespiratória", dizia um comunicado oficial lido pela TV estatal.

Casas Regueiro era deputado da Assembleia Nacional desde 1981 e membro do Comitê Central do Partido Comunista (PCC) desde 1975.

REUTERS/FOLHA

Ricardo Gomes melhora e tem sedação reduzida, diz hospital


O técnico Ricardo Gomes, 46, permanece em um quadro clínico estável e continua sedado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Pasteur, no Rio de Janeiro.

Porém, segundo um boletim médico do hospital, o treinador do Vasco apresentou uma melhora em relação ao último exame realizado nesta sexta. Ele ainda está entubado (tubo traqueal) e em ventilação mecânica - isto é, respirando com auxílio de aparelhos.

Neste sábado, foi iniciada a redução progressiva da sedação. Ontem, devido a uma agitação, Gomes voltou a ser sedado.

Conforme o boletim, não há previsão de alta do CTI e as visitas ao paciente estão restritas aos familiares (filhos e esposa).

FOLHA

Santos vende Neymar para o Barcelona

SÃO PAULO - Neymar é do Barcelona. O Santos assinou contrato com o clube espanhol, que tem como Lionel Messi seu principal jogador. Pelo documento, o atacante se apresenta em janeiro de 2013. O Santos tomou frente nesta transação sem consultar o empresário do atleta, Wagner Ribeiro, e convenceu o jogador e seu pai a se juntarem a ele. Neymar agora só precisa acertar seu salário com o clube catalão.


O Santos vai embolsar bem mais do que os 45 milhões de euros (R$ 104,8 milhões) estipulados na multa rescisória. O Santos, por meio de seu presidente, Luís Álvaro, conduziu toda a negociação com os dirigentes do Barcelona, que estiveram no Brasil somente para isso. O valor negociado é de 60 milhões de euros (R$ 139,8 milhões).
E como não bastasse a inveja provocada pelas seguidas conquistas do Barcelona na Europa, a diretoria do Real Madrid também tomou chapéu e terá de engolir a humilhação de ter sido passada para trás pelo maior rival. O craque santista, cuja chegada ao Santiago Bernabéu em 2012 era dada como certa, vai se juntar a Messi e companhia no Camp Nou. 
Quem também se valeu indiretamente do negócio assinado pelo Santos foi a Nike, parceira de Neymar e também do Barcelona - o Real Madrid tem acordo com a Adidas.

A reviravolta, que foi costurada pelas diretorias de Santos e Barcelona, não atingiu apenas o clube merengue. Também provocou o rompimento entre o atacante e Wagner Ribeiro, que era seu empresário há quase sete anos. Wagner, que tem bom relacionamento com o presidente Florentino Perez desde que Robinho foi para o Real em 2005, queria ver Neymar na capital da Espanha.
Além disso, ele entrou em conflito com a cúpula do Barça durante a Copa América por achar que o clube catalão estava mais interessado em torpedear a ida do garoto para o rival do que em contratá-lo. Diante do novo quadro, comunicou esta semana ao pai do garoto que era melhor cada um seguir o seu caminho. Wagner não negocia mais por Neymar.
Depois do amistoso que o Brasil disputou em Stuttgart, contra a Alemanha, em agosto, o agente e o pai de Neymar passaram alguns dias em Madri e deixaram acertado com Florentino que o jogador se incorporaria ao elenco depois da Olimpíada de Londres. Ficou acertado que Neymar receberia 5 milhões de euros pelo contrato. E ficaria com 100% do montante que entra de seus patrocinadores antigos. Para os novos patrocinadores, os valores seriam divididos em partes iguais entre ele e o clube madrilenho. No Santos, Neymar recebe salário de R$ 1,3 milhão, sendo que fica com 70% de seus patrocinadores - o Santos fica com os outros 30%.
Ocorre que o Barcelona entrou na jogada e colocou por terra tudo o que havia sido apalavrado com o empresário do jogador e o Real Madrid. Pelo acordo, o Barça também se compromete a vir ao Brasil ano que vem para enfrentar o Peixe num amistoso que fará parte das celebrações de seu centenário.
ESTADÃO

Com estoque elevado, Volks suspende produção na fábrica do Paraná


A produção da fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais (região metropolitana de Curitiba) foi suspensa durante toda a próxima semana devido ao estoque elevado de veículos no pátio.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, há pouco mais de 10 mil carros no local - o normal é de 4.000 a 5.000.

Os funcionários da fábrica afirmam que houve uma queda nas vendas, o que a Volkswagen não confirma. A empresa diz apenas que "está fazendo uso de suas ferramentas de flexibilidade para ajustar o estoque".

A unidade da Volks no Paraná é responsável por cerca de 25% da produção da montadora no país, e produz os modelos Golf, Fox, Fox Exportação e CrossFox.

No período em que a fábrica ficará parada, cerca de 4.000 carros deixarão de ser produzidos.

Além de cancelar a produção, a Volks também prorrogou até o final de 2012 a realização de seis sábados extras de produção na unidade, que haviam sido negociados com o sindicato em maio. A princípio, eles ocorreriam até o final deste ano.

OUTRAS MONTADORAS

A estratégia de suspender a produção também foi adotada na unidade da Volks em São Bernardo do Campo, que cancelou três sábados de produção extra, inicialmente previstos para agosto e setembro.

Já a General Motors, no mês passado, deu férias de duas semanas para 300 funcionários em São José dos Campos (SP) e cortou três sábados adicionais de produção na fábrica de Gravataí (RS), também com o objetivo de reduzir estoque.

Em entrevista em julho, o presidente da GM na América do Sul, Jaime Ardila, disse que o crescimento nos emplacamentos está sendo sustentado pela venda para empresas. "O varejo está parado", comentou o executivo.

Analistas afirmam que o fenômeno é reflexo das medidas tomadas pelo governo para controlar a inflação, com a redução da concessão de crédito.

FOLHA

Educação básica atrai grupos de mídia


A educação básica (ensino fundamental e médio) passa por forte movimento de consolidação no Brasil, com a entrada ou a expansão de grupos privados nacionais e estrangeiros, parte deles originalmente de mídia, informa o articulista Nelson de Sá em reportagem na Folha deste sábado.

Sistemas de ensino (material para escolas privadas e públicas), colégios (redes privadas), livros didáticos, ensino técnico e de línguas são as frentes em disputa.

A Abril Educação, que comprou ao longo do último ano o Anglo em São Paulo e a rede pH no Rio, entre outros investimentos, realizou abertura de capital e levantou R$ 371 milhões. Desse total arrecadado, R$ 200 milhões serão destinados a novas aquisições.

O grupo britânico Pearson, que chegou a disputar o Anglo e comprou os sistemas de ensino de COC, Dom Bosco e Pueri Domus, voltados a escolas privadas, e Name, para públicas, anunciou o Brasil como prioridade, ao divulgar resultados do primeiro semestre, em Londres.

FOLHA

Livro brasileiro narra, com humor, história da economia


Nos Estados Unidos, existe um fluxo contínuo de livros sobre os chamados "current affairs", ou "assuntos atuais" - volumes que analisam acontecimentos mais ou menos recentes, com análises muitas vezes originais.

No Brasil, temos um deserto de livros sobre assuntos atuais. Raros são os volumes analisando com profundidade recentes reviravoltas políticas ou econômicas.

O que existe, às pencas, são traduções mal-ajambradas de livros gringos, sem preocupação com contextualização ou falsos cognatos.

E é aí que entra "Crash - Uma breve história da economia, da Grécia Antiga ao Século XXI", de Alexandre Versignassi, da editora Leya.

O livro de Versignassi conta a história da economia mundial até o famigerado crash de 2008, em bom português, traçando paralelos com a realidade brasileira e com uma boa dose de humor.

É um alívio ler um livro sobre economia bem escrito, não uma tradução canhestra.

Trata-se de uma história da econômica mundial, contada de forma bastante informal e fazendo paralelos com acontecimentos atuais.

O livro começa com a clássica descrição da bolha das tulipas na Holanda no século XVII para explicar a bolha de 2008. Mas aí encadeia comparações que aproximam o tema do leitor brasileiro, do tipo: as ações da Vale subiram 200% em 3 anos, o mesmo que a tulipa mais valiosa da Holanda no século XVII.

É engenhoso como o autor trafega entre história mundial e realidade econômica brasileira e global, comparando tulipas e ações de Petrobras e Vale, em que muita gente investiu com o dinheiro do fundo de garantia, e daí extrapolar para a Enron, um dos casos mais espetaculares de fraude e falência.

HUMOR E COLOQUIALISMO


Em todo o texto, o autor tem tiradas divertidas, tais como "dinheiro é um mecanismo engenhoso: permite que uma manicure compre seis pãezinhos sem ter que fazer as unhas do padeiro".



Mas ele às vezes exagera no coloquialismo: "vai minerar uma montanha de cobre para ver o que é bom".

Nos trechos sobre inflação e tabelamento, Versignassi descreve a história da hiperinflação, desde a Roma antiga até a República de Weimar e os dias de hoje.

Mas, ao contrário de livros gringos, ele aproveita para se deter no caso brasileiro, em que a taxa de inflação foi de pelo menos dois dígitos em todos os anos entre 1953 e 1995, e explica como a conta movimento funcionava para alimentar a inflação.

Um pouco depois compara o tabelamento do Sarney em 1986 com o do imperador romano Diocleciano, 300 anos depois de Cristo.

Ao final do livro, quando chega aos "assuntos atuais", ele consegue explicar o crash de 2008 de forma didática. Um assunto complexo como securitização de recebíveis, no cerne da crise, é destrinchado habilmente.

Para tornar mais clara para o leitor a euforia dos americanos, que aproveitavam a aparente alta inesgotável do mercado imobiliário para usar suas casas como caixa eletrônico, até os Simpsons entram na parada. "Homer refinanciou a casa dele para bancar uma festa (12º episódio da 20ª temporada)".


CRASH -UMA BREVE HISTÓRIA DA ECONOMIA


AUTOR Alexandre Versignassi



EDITORA Leya Brasil




PREÇO R$ 39,90 (320 págs.)

FOLHA

Bolsas dos EUA caem por causa dos números ruins do desemprego


O índice Dow Jones Industrial, o principal de Wall Street, fechou nesta sexta-feira em baixa de 2,20%, influenciado pelo fato de que o índice de desemprego nos Estados Unidos se manteve em 9,1% em agosto.

Esse indicador, que agrupa 30 das maiores empresas americanas, caiu 253,31 pontos, para 11.240,26. O índice seletivo S&P 500 recuou 2,53%, para 1.173,97 pontos, enquanto o indicador da bolsa eletrônica, a Nasdaq, fechou em queda de 2,58%, aos 2.480,33.

Outra notícia que provocou os resultados ruins do pregão foi a divulgação, por parte do jornal americano "The New York Times", de que o governo americano vai processar vários bancos por enganarem os investidores sobre a qualidade dos valores respaldados por hipotecas vendidas durante a "bolha" imobiliária.

Os títulos de quatro instituições citadas pelo "Times" fecharam em forte baixa: Bank of America (-8,34%), JPMorgan Chase (-4,6%), Goldman Sachs (-4,55%) e Deutsche Bank EUA (-6,04%).

Na Nasdaq, as ações da Netflix, maior locadora virtual de filmes do mundo, caíram 8,64% um dia após o anúncio de que a operadora de TV a cabo Starz não renovará o contrato que tinha com a companhia para compartilhar seu conteúdo.

Os dados sobre emprego nos EUA também ajudaram a derrubar a cotação do petróleo Texas, que caiu 2,78%, para US$ 86,45 por barril.

EFE/FOLHA

Ciberterrorismo passa a mirar tablets e celulares


Os mais de 30 milhões de smartphones vendidos mensalmente no mundo não negam o apelo da conveniência do acesso à internet na palma da mão, do acesso a entretenimento até o uso de sistemas corporativos. A preocupação com a segurança dos dados trafegados nesses equipamentos, no entanto, não cresce na mesma proporção, informa reportagem deCamila Fusco para a Folha.

Segundo Todd Gebhart, co-presidente da empresa de segurança McAfee, a maioria dos usuários ainda não entendeu os riscos que um simples aparelho conectado à internet pode trazer.

Para Gebhart, os desafios atuais da indústria são semelhantes aos vividos décadas atrás, quando as empresas precisavam educar sobre as ameaças aos PCs.

"Ainda não vivemos uma guerra cibernética, mas o ciberterrorismo já é uma realidade. Ataques de governos contra governos, de empresas contra empresas já acontecem e a massificação dos dispositivos móveis tendem a inaugurar nova frente de ataques", disse.

FOLHA

Em busca da 'última tela', Apple pode lançar televisor


Para levar ao extremo o mantra de "facilitar a vida do usuário", a Apple deve invadir o mercado de televisores. É o que dizem analistas ouvidos pela Folha. Para eles, a busca da empresa, agora sem Steve Jobs, será pela "última tela" de uso cotidiano.

"Assim como foi com o iPod, a Apple não vai criar, ela irá reinventar um formato", opina Gustavo Ziller, diretor da agência Aorta e colunista da Folha. "É a última tela que falta para a empresa pensar no novo consumidor, público que as fabricantes de televisores ainda não conseguiram agradar", complementa Ziller.

Em 2003, em uma entrevista à revista "Rolling Stone", Steve Jobs chamou a televisão de "a tecnologia mais corrosiva do mundo". Na avaliação do executivo, o formato atual não "liga" o cérebro - ao contrário, ele colabora para desligá-lo.

Porém, a investida da Apple no mundo do conteúdo televisivo, a Apple TV, não foi bem-sucedida. Lançada em 2007, a pequena caixa de transmissão de conteúdo enfrentou grande concorrência e não oferecia novidades no formato de distribuição de filmes e seriados.

Desde o ano passado, o analista Gene Munster, do banco Piper Jaffray, acredita que o próximo passo será um televisor da empresa.

Segundo o "Wall Street Journal", a Apple está trabalhando em uma nova tecnologia de distribuição de vídeos. Um modelo de assinatura concorrente às operadoras de televisão a cabo estaria entre os planos.

Especula-se que o televisor poderia também usar o sistema operacional iOS, o mesmo dos tablets e smartphones da empresa.

O registro de uma série de patentes voltadas para TVs indica que a empresa está estudando o assunto. Em uma delas, o formato de aplicativos na televisão é diferente do proposto pelas fabricantes atuais, com pequenas caixas mutáveis, que ofereceriam informação extra ao conteúdo exibido.

Essa ideia de personalizar a TV não é, claro, exclusividade da Apple. Jean Paul Jacob, pesquisador emérito da IBM, também crê que esse é o próximo passo do produto. "Pense numa televisão que tenha todos os canais, mas você programa o canal que quiser. O canal 'Jean Paul' guardaria o noticiário do meio-dia, filmes de que gosto e anúncios de filmes. Seria um canal personalizado digital. É algo que nós já estamos pensando há muito tempo".

Jacob também apresenta um porém: "A razão pela qual alguém não faria esse produto é que os jovens de hoje estão vendo menos e menos televisão e usando mais e mais o computador, então a questão é: você está fazendo um produto para o futuro, e de repente ele não vende, porque o jovem vai dizer 'olha, esse negócio de ver televisão digital não é para mim, não, eu tenho o meu computador, eu tenho o meu smartphone etc'".
Colaborou EMERSON KIMURA, de São Paulo.
FOLHA

Patentes da Apple preveem tela holográfica e bateria de um mês

No Patently Apple, o blogueiro Jack Purcher mostra alguns desses planos. Um deles é o de um sistema de projeção holográfica, com o qual imagens de dispositivos poderiam ser vistas em 3D sem a necessidade de óculos especiais.


Recentemente, a Apple registrou patente relacionada à tecnologia Liquidmetal, para fazer células de combustível capazes de produzir energia necessária para mais de um mês de uso de um celular. Outra patente registrada é a de um projetor de tela acoplado ao iPhone e ao iPad, capaz de reproduzir as imagens dos aparelhos em superfícies.

Tantos registros de patentes costumam gerar conflitos no mercado de tecnologia. No último mês, a Apple obteve liminar proibindo a venda de três celulares da Samsung em alguns países europeus, alegando violação de patentes. Por motivos semelhantes, a taiwanesa HTC foi processada pela Apple recentemente, e também processou a empresa.

Em postagem recente, o blog Foss Patents revelou que a Samsung usou um argumento jurídico inusitado em briga sobre patentes que trava com a Apple: a empresa fundada por Steve Jobs teria copiado o design do iPad do filme "2001: uma Odisseia no Espaço", de Stanley Kubrick.

FOLHA

Netflix perde filmes dos estúdios Disney e Sony


A operadora de TV a cabo Starz decidiu não renovar o contrato com a norte-americana Netflix, maior locadora virtual de filmes do mundo. Por comunicado, o executivo-chefe da Starz, Chris Albrecht, disse que as negociações tinham terminado sem alcançar um novo acordo.

O contrato expira dia 28 de fevereiro do ano que vem. Depois dessa data, Starz irá parar de compartilhar seu conteúdo, que inclui filmes da Sony e da Walt Disney.

Netflix estava oferecendo algo por volta de US$ 200 ou US$ 300 milhões por ano para ter o direito de ter o conteúdo da Starz disponível para streaming. Há quatro anos, o primeiro acordo foi fechado por US$ 30 milhões.

A ruptura com a Starz foi uma surpresa porque os investidores esperavam que as partes conseguissem chegar a um acordo, disse Brett Harriss, analista da Gabelli & Co. "O Netflix aumentou os preços em 60% e uma grande parte do conteúdo foi embora", disse Harriss.

Steve Swasey, porta-voz do Netflix, disse que a companhia estava "confiante que podemos guardar o dinheiro separado para a Starz e investí-lo em outros provedores de conteúdo para manter ou até mesmo melhorar a experiência de usar o Netflix".

No dia 5 de setembro a Netflix anunciará sua chegada ao Brasil. O anúncio oficial contará com a presença de Reed Hastings, fundador e diretor-geral da companhia.

FOLHA

Scolari pede fim de multa contratual


O técnico Luiz Felipe Scolari, 62, está de saco cheio. Das pressões, polêmicas e "pessoas" que o atacam.

Em entrevista coletiva, ontem, ele desabafou. Reclamou da imprensa e queixou- -se do episódio em que foi acusado de agredir um fotógrafo no Rio - chamou o fato de "malandragem porca".

Também disse que está de saco cheio de "bobagens escritas" e de "certas pessoas".

E sugeriu ao Palmeiras um novo acordo para uma eventual saída: o fim de sua multa por quebra de contrato.

Quando ele assinou com o clube, há pouco mais de um ano, seu contrato previa multa de cerca de R$ 5 milhões caso uma das partes quebrasse o vínculo. No entanto, o valor cai conforme se aproxima o fim do contrato.

"Algumas pessoas têm interesse em passar para vocês que eu tenho uma multa grande. Tem multa, sim. Mas chega um momento que ofereço ao clube, assim como fiz em 1999, o fim da multa para que eles fiquem à vontade", afirmou Scolari.

"Digo isso para o Palmeiras não ficar pensando no dinheiro que tem que me pagar. Não quero nada, zero. Mas, se eu não quero nada, espero que digam o mesmo. É só redigir, e amanhã estará livre A e estará livre B", completou o treinador gaúcho.

Ou seja, Scolari sugeriu, em público, um novo acordo para que tanto ele quanto o Palmeiras fiquem à vontade, sem obrigação de pagar multas, caso um não queira mais trabalhar com o outro.

O contrato dele vai até o fim de 2012. Ontem, a torcida deixou uma faixa na entrada no CT: "Fora Felipão".

Scolari ignorou a manifestação, disse que pretende ficar no clube, mas reforçou a ideia de extinguir a multa.

"Não tenho intenção nenhuma de sair. Já disse: trouxe minha família, montei toda minha situação aqui. Mas é dose, é preciso ter saco para aturar todos os dias a mesma bobagem escrita, ou alguém mandando dizer, fulano de tal, etc. E eu sei quem faz isso. Estou de saco cheio".

"Amanhã, zero Palmeiras me paga, zero eu pago o Palmeiras. Mas eu quero isso no papel", ressaltou Scolari.

Roberto Frizzo, vice de futebol, minimizou as declarações do treinador. E descartou mudanças no contrato.

"Nossa relação não é baseada em sanções e punições. Isso [cancelar a multa] nunca foi cogitado. E acho que não é necessário. Somos pessoas de bem, sempre haverá entendimento", afirmou.

FOLHA

Arquiteto chileno leva prêmio Index com o projeto 'meia casa boa'


É melhor fazer meia casa boa para os mais pobres do que uma casa inteira de má qualidade.

Essa ideia inusual para habitação social, colocada em prática pelo arquiteto chileno Alejandro Aravena e seu grupo Elemental, ganhou o Index, o maior e mais valioso prêmio de design do mundo (500 mil euros -aproximadamente R$1,2 milhão - para cinco categorias).

A entrega ocorreu na quinta-feira em Copenhagen, na Dinamarca.

O princípio da "meia casa boa", como define Aravena, busca romper uma das maiores críticas aos projetos de habitação social - o caráter monótono dos prédios.

A metade da casa não construída pelo governo é finalizada pelo próprio morador, da maneira que ele bem entender. O que Aravena projeta é a parte mais difícil da casa (estrutura, escada, banheiro e cozinha).

Aravena, 44, é uma das estrelas da nova arquitetura latino-americana e tem um projeto em construção na favela de Paraisópolis, bancado pela Prefeitura de São Paulo.

Será um prédio com 120 apartamentos. Por restrições da legislação brasileira, o princípio dos 50% a serem construídos pelo morador será reduzido a 10% no máximo. A obra deve ser entregue no próximo ano.

O projeto premiado é um conjunto de 70 casas construído em Monterrey, no México.

Aravena diz que teve a ideia de construir só metade da casa porque os recursos governamentais para habitação em geral são suficientes para erguer uma casa de apenas 35 metros quadrados.

OUTROs PREMIADOS

O prêmio Index foi criado há dez anos. É bancado pelo governo da Dinamarca como um incentivo ao design que tenha como foco as mudanças sociais, e não só a beleza.

Foram inscritos 997 projetos de 78 países, dos quais cinco foram premiados.

Aravena ganhou na categoria moradia.

A capital sul-coreana, Seul, foi premiada na categoria comunidade, por seus projetos para espaços públicos.

A prefeitura de lá derrubou um elevado maior do que o Minhocão e converteu a área numa praça gigante.

O suíço Yves Behar ganhou na categoria corpo, pelos óculos fashion criados para estudantes mexicanos. "Veja Melhor para Aprender Melhor" atendeu a estudantes que resistiam a usar os óculos dados pelo governo por acharem que não tinham estilo.

O indiano Kiran Bir Sethi ganhou o Index com um kit que ensina design para crianças. O projeto já atingiu 300 mil escolas em 33 países.

Dos projetos premiados, porém, o mais inusitado é uma gola para ciclistas que rejeitam o capacete. Numa queda, ela se infla, acionada por sensores, como um air bag, em torno da cabeça.

FOLHA

Inquilinos de parentes de Lu Alckmin não obtêm alvará


Inquilinos de um prédio de propriedade de familiares da primeira-dama do Estado, Lu Alckmin, não conseguem obter alvará porque o edifício está em situação irregular e apresenta documento falso.

A informação é da reportagem de Evandro Spinelli publicada na edição deste sábado da Folha. 

O edifício Royal Street, na av. Brigadeiro Faria Lima, área nobre da zona oeste de São Paulo, não tem Habite-se, documento que comprova a regularidade de sua situação na prefeitura.

Mesmo assim, a Wall Street, empresa dona do prédio, tem entregue às empresas que alugam escritórios no local um Habite-se que teria sido emitido em 2000.

A prefeitura confirmou que o alvará é falso e a funcionária que o emitiu, que trabalhava na Subprefeitura de Santana, foi exonerada acusada de cometer a fraude.

FOLHA

Policial civil que ganha R$ 3.500 é dono de apartamento de R$ 2 milhões


A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo investiga a evolução patrimonial do agente Ismar José da Cruz, especialista em se infiltrar em quadrilhas de tráfico internacional de drogas e tido como um expert do departamento de narcóticos do Estado.

A informação é da reportagem de André Caramante publicada na edição deste sábado da Folha. 

A vida confortável que levava num apartamento de 280 m², em Perdizes, na zona oeste paulista, chamou a atenção dos corregedores.

O imóvel, comprado há cerca de três anos e registrado em nome de um parente do policial, é avaliado em cerca de R$ 2 milhões. Só de condomínio, o gasto mensal no edifício é de R$ 2.500. O salário de Cruz é de R$ 3.500.

A investigação em curso ainda não encontrou justificativas, como o recebimento de herança, por exemplo, para seu padrão de vida. Hoje, o apartamento está à venda.

FOLHA

Homem é baleado em tentativa de assalto na região da Avenida Paulista


Um homem foi baleado em uma tentativa de assalto na manhã deste sábado na região da Avenida Paulista, no centro de São Paulo. Segundo informações da Polícia Militar, o caso aconteceu por volta das 5h, na Rua Haddock Lobo, na altura do nº 354, próximo a uma padaria na Cerqueira César.

A vítima teria sido abordada quando saía da padaria. A policia foi acionada por pessoas que viram o assalto. O homem foi baleado e os suspeitos fugiram em um carro. A vítima foi levada para o Hospital Sírio Libanês. Não informações sobre o estado dele.

A polícia não tem mais informações sobre os suspeitos. O caso foi registrado no 4º DP, na Consolação.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

Carregando...