terça-feira, 6 de setembro de 2011

Documentos ligam agências de espionagem britânicas à tortura


Na noite de 5 de setembro aumentavam as pressões em favor de uma fiscalização mais rígida e eficaz das agências de inteligência britânicas, à medida que a revelação de documentos secretos em Trípoli pareceu provocar pânico e confusão em vários setores do governo britânico.

Com documentos confidenciais da Líbia levantando perguntas importantes sobre a conduta do MI5 e do MI6, especialmente com relação às transferências ilegais de prisioneiros para países onde poderiam ser torturados, deputados disseram que é preciso mudar o sistema de escrutínio das agências de inteligência.

Um inquérito sobre o envolvimento do Reino Unido na tortura e no abuso de detentos, presidido pelo juiz aposentado sir Peter Gibson e que ainda vai revelar seus resultados, anunciou que vai investigar também as alegações mais recentes, que envolvem a captura e transferência para Trípoli em 2004 de dois dissidentes líbios que se opunham ao regime de Gaddafi. Em declaração feita ontem na Câmara dos Comuns, David Cameron saudou a iniciativa de investigar as novas "acusações de erro de conduta" e disse que ministros do último governo terão que responder pelo que aconteceu.

Ed Miliband também exortou o inquérito Gibson - que vem sendo fortemente criticado por falta de contundência - a "chegar ao fundo das alegações. Nenhuma parte do Estado britânico pode ser cúmplice de tortura, jamais".

O mal-estar suscitado no governo britânico pelas revelações vindas de Trípoli foi agravado pela confusão quanto a se o MI5 e o MI6 informaram os deputados ou o juiz Gibson de todos os detalhes das operações.

Duas alegações principais emergiram de documentos confidenciais deixados abandonados nos gabinetes de ex-membros do regime Gaddafi. Uma delas envolve um comandante sênior dos rebeldes líbios, Abdul Hakim Belhaj, que exigiu um pedido de desculpa dos governos britânico e americano pelo tratamento que lhe foi dado em 2004. Então um dissidente líbio que vivia na Malásia, ele foi transferido de volta a Trípoli pela CIA e diz que, na capital líbia, foi torturado ao longo de sete anos.

Em um documento, um funcionário sênior do MI6, sir Mark Allen, se gaba do papel desempenhado pelo Reino Unido na operação que levou Belhaj à Líbia. Allen também deixa claro que o MI6 queria informações obtidas de Belhaj nos interrogatórios, quase certamente devido aos receios dos círculos do contraterrorismo britânicos de que alguns membros dissidentes do Grupo de Combate Islâmico Líbio (GCIL) tivessem vínculos com a Al Qaeda.

Outros documentos sugerem que o Reino Unido trabalhou com os líbios para montar sua própria operação de transferência ilegal, para tirar de Hong Kong um homem chamado Abu Munthir, a despeito do risco de que ele fosse torturado quando retornasse. Munthir também era uma figura sênior do CGIL. Acredita-se que ele esteja na Tunísia agora.

Nenhum dos dois casos tinha sido levado a público antes, mas os detalhes sobre eles devem ter sido transmitidos aos deputados do comitê parlamentar de inteligência e segurança (CIS), que em 2007 divulgou um relatório sobre as transferências ilegais de suspeitos, como parte de sua fiscalização oficial das agências de inteligência. Nesse relatório, e em vários outros, o CIS insistiu que não encontrou provas de atividades ilegais das agências de inteligência. Mas foi dito ao "Guardian" que o CIS não tinha conhecimento de nenhum dos dois casos novos quando redigiu o relatório de 2007, e que não recebeu provas novas desde então.

Deputados que integram o comitê disseram que lhes foi dito que não podem falar sobre o assunto. Richard Ottoway, um dos nove integrantes do CIS na época, disse ao "Guardian" que foi "informado de que seria um delito criminal" se ele comentasse o assunto.

Aberto em julho passado, o inquérito Gibson deveria ter recebido informações sobre os casos. Na manhã da sexta-feira os assistentes do juiz Gibson disseram não ter sido informados sobre os casos. Duas horas depois, mudaram sua versão. Um comunicado à imprensa disse: "Como parte de seu trabalho de preparação, o inquérito já foi informado sobre essas questões e recebeu materiais relacionados a elas. Essas questões serão estudadas no inquérito".

O deputado conservador Andrew Tyrie, que preside o grupo parlamentar sobre transferências ilegais de suspeitos de terrorismo ("renditions"), composto por parlamentares de todos os partidos, disse que está perdendo confiança na capacidade de Gibson de chegar à verdade sobre essas operações, ecoando as preocupações manifestadas por organizações de defesa dos direitos humanos, que disseram que vão boicotar as audiências. Ottoway admitiu que já passou da hora de o CIS receber poderes maiores para supervisionar o trabalho das agências de inteligência. Os deputados não têm como saber se as agências lhes estão entregando todos os materiais que possuem.

Sir Malcolm Rifkind, presidente atual do CIS, disse: "O comitê precisa ser plenamente informado sobre os pontos de vista dos serviços de segurança sobre estas alegações muito graves. Espero ter notícia deles no futuro próximo". Ele diz que quer esclarecimentos sobre "a natureza e extensão da partilha de informações com os serviços de segurança líbios e a transferência de cidadãos líbios para esse país".

Funcionários do governo defenderam as ações das agências, dizendo que agiram dentro da lei e de acordo com a política governamental definida pelos ministros. Eles defenderam a política de cooperação com o aparato de segurança de Gaddafi, dizendo que o Reino Unido não esteve envolvido em transferências ilegais de suspeitos de terrorismo e tinha obtido garantias da Líbia de que os indivíduos enviados a Trípoli não seriam maltratados. Aludindo aos dois casos identificados nos documentos encontrados na capital Líbia, disseram que os indivíduos foram "deportados" e enviados à Líbia por dois governos soberanos.

Fontes de segurança britânicas argumentam que Belhaj e Munthir foram enviados à Líbia legalmente e que foram buscadas garantias quanto ao tratamento que seria dado a eles. "Precisávamos estar convencidos", disse a fonte, explicando que, de outro modo, o Reino Unido poderia ter agido ilegalmente. Belhaj disse ter sido torturado por agentes da CIA que o interrogaram em Bangcoc antes de ele ser enviado de volta à Líbia. Ele também afirmou ter sido torturado repetidas vezes depois de ser mandado de volta a Trípoli. Sir Mark Allen se negou a comentar.

THE GUARDIAN/FOLHA

Dell e Baidu firmam parceria para tablets e celulares


A Dell está formando uma parceria com o Baidu, maior serviço de buscas da China, para desenvolver tablets e celulares voltados ao mercado chinês, atualmente dominado por Apple e Lenovo.

A China é um dos mercados de mais rápido crescimento para tablets e possui mais de 900 milhões de assinantes de telefonia móvel. Na visão de analistas, a parceria pode ser o caminho para que a Dell reanime sua estagnada divisão de celulares.

"Suspeito que seja só uma tentativa desesperada da Dell, que enfrenta muitos problemas nos segmentos de celulares e tablets, de obter qualquer forma que puder de publicidade a fim de tornar seus produtos mais atraentes," disse Michael Clendenin, diretor-executivo da consultoria de tecnologia RedTech Advisors.

"Acredito que a China continua sob o domínio da Apple, continua a ser um mercado controlado pelo iPad e iPhone," acrescentou.

A Baidu é uma das marcas chinesas mais conhecidas e um tablet ou celular com seu nome poderia servir para aproveitar esse reconhecimento em todo o país, segundo analistas.

A Dell se recusou a oferecer um cronograma para o lançamento de aparelhos, mas a imprensa local informou nesta terça-feira, citando fontes não identificadas, que eles podem chegar já em novembro.

"Temos uma parceria com a Baidu e vocês sabem que teremos o tablet Streak 5, portanto, a parceria ocorrerá nesse espaço," disse uma porta-voz da Dell à Reuters, acrescentando que as empresas estavam cooperando quanto a celulares.

O tablet Streak 5, da Dell, é equipado com o sistema operacional Android e conta com tela de cinco polegadas, cujas vendas foram suspensas nos Estados Unidos um mês atrás.

A parceria com a Dell destaca os esforços da Baidu para ampliar sua oferta de produtos e tirar vantagem da participação de quase 80% que a empresa detém no mercado de buscas chinês, o maior do mundo.

"Todas as marcas de computadores estão tentando se diferenciar no mercado móvel, e o acordo da Dell com a Baidu pode garantir vantagens no mercado chinês," disse Hanna Chang, analista da SinoPac Securities, em Taiwan.

Em 2009, a Dell anunciou que entraria no mercado de smartphones na China e que, em seguida, lançaria seus produtos no Brasil.

REUTERS/FOLHA

Amazon intensifica esforços em mídia social

A Amazon está intensificando seus esforços em mídia social depois de ter parcialmente ignorado uma das mais quentes tendências da tecnologia nos últimos anos.


A Amazon contratou John Yurcisin, até recentemente executivo da Ogilvy & Mather, como diretor de mídia social, meses atrás, para ajudar a maior companhia mundial de varejo on-line a desenvolver estratégias sociais. O executivo é irmão de Jeff Yurcisin, diretor-geral do Shopbop.com, um site de comércio de roupas controlado pela Amazon.

A companhia também está montando uma divisão de jogos sociais para concorrer com a Zynga, a líder nesse segmento, que prepara sua oferta pública inicial de ações.

A Amazon vem contratando programadores e engenheiros para esse esforço. Um cartaz em um dos refeitórios da nova sede da empresa em Seattle descrevia a divisão de jogos sociais como "notícia urgente e de alcance mundial".

"A divisão está crescendo rápido!", dizia a Amazon no cartaz. "Estamos em busca urgente de pessoal".

O cartaz da empresa expressa interesse especial por engenheiros de software e programadores de Flash, linguagem desenvolvida pela Adobe usada para adicionar vídeos, animações e outras formas de conteúdo interativo a sites.

A Amazon também anunciou vagas para o setor de jogos sociais no LinkedIn e no site de empregos tecnológicos Dice.com. Um anúncio postado em 15 de agosto no LinkedIn buscava um engenheiro sênior de jogos sociais e informava que a nova divisão "está trabalhando em uma iniciativa de ponta na Amazon".

A companhia foi pioneira no comércio eletrônico, em livros eletrônicos, em leitores eletrônicos e em computação em nuvem. Por outro lado, é retardatária em redes sociais e mídia social, deixando a hegemonia na área a empresas como o Facebook e a Zynga, ainda que os principais sites de comércio on-line da Amazon ostentem diversos aspectos sociais que podem ser explorados.

Uma característica existente há muito e que ajudou a Amazon a conquistar a liderança do varejo on-line é a seção de resenhas feitas pelos consumidores, que ocupa o pé da maior parte das páginas de produtos. Ela sempre serviu como maneira de recolher opiniões pessoais sobre os produtos, e precedeu inovações como o popular botão Curtir do Facebook.

Quando uma compra é feita no site da Amazon, a empresa mostra outros produtos adquiridos por usuários que compraram a mesma coisa.

No momento, não há muita possibilidade de usuários que adquiriram produtos semelhantes no passado se conectarem diretamente. Também é difícil identificar de modo automático o que os amigos têm comprado recentemente na Amazon.

Não se sabe em que exatamente John Yurcisin está trabalhando na Amazon, e um porta-voz da empresa se recusou a discutir seus planos para redes sociais.

A página de Yurcisin no LinkedIn o define como "diretor social" da Amazon e informa que ele ocupa o posto desde maio.

Antes ele era vice-presidente de marketing e análise da OgilvyOne, uma agência de marketing direto e interativo do grupo Ogilvy & Mather, parte da WPP.

No Twitter, a conta de Yurcisin o descreve como diretor de mídia social da Amazon, com responsabilidades por estratégia, gestão de relacionamento com o consumidor e nas áreas digitais e móvel.

A Amazon está começando a testar o campo da mídia social. Adicionou recursos de Twitter e Facebook ao seu popular leitor eletrônico Kindle.

Os usuários do Kindle podem enviar bilhetes públicos sobre trechos de livros que estejam lendo, um recurso integrado às suas listas de contatos no Twitter e Facebook.

FOLHA

Nos EUA, tiroteio no Estado de Nevada mata ao menos três, diz polícia


Um tiroteio num restaurante de Carson City, no Estado americano de Nevada, deixou ao menos três mortos e seis feridos nesta terça-feira, informaram autoridades locais. Segundo o xerife Kenny Furlong, o atirador, que matou ao menos três pessoas e depois disparou contra si mesmo, encontra-se hospitalizado em condições críticas.

A ação ocorreu no restaurante International House of Pancakes, e a maioria dos clientes que estavam no local na hora do crime eram militares, entre eles um dos mortos.

"Várias das vítimas eram guardas nacionais que estavam no restaurante naquele momento, usando uniforme", disse o xerife.

Segundo a polícia rodoviária de Nevada dois dos mortos estavam uniformizados.

"Quando militares são alvos aleatórios (...) nós levamos a sério", afirmou Chuck Allen, da polícia rodoviária.


Mais cedo, o jornal local "Nevada Appeal" informou que os disparos atingiram ao menos oito pessoas no incidente registrado numa lanchonete no oeste do Estado.

O diário acrescentou que o suposto autor do ataque foi detido, e que quatro helicópteros foram enviados ao local. De acordo com a CNN, o atirador, que tentou se suicidar após a ação, não deve sobreviver aos ferimentos.

FOLHA

Equador declara estado de emergência no sistema judiciário


O presidente do Equador, Rafael Correa, decretou estado de emergência por 60 dias no sistema judiciário do país com o objetivo de "resolver a situação crítica pela qual [o setor] atravessa" e para "prevenir uma eminente comoção interna".

O decreto estabelece a mobilização nacional, especialmente dos funcionários do sistema judiciário, para "garantir o acesso à justiça oportuna e integral aos equatorianos". Além disso, esclarece que o Ministério da Economia destinará os recursos para atender a emergência.

O governo declarou que terá como ação prioritária a implementação dos projetos de mudança previstos no Plano de Transformação da Justiça.

As razões pelas quais foi decretado o estado de emergência foram expostas em um documento pelo presidente do CTM (Conselho Transitório da Magistratura, na sigla em espanhol), Paulo Rodríguez. Segundo ele, além de não terem sido realizados processos de modernização, falta desenvolvimento tecnológico e coordenação entre as distintas instituições do Judiciário.

Rodríguez ainda afirmou que, devido aos problemas no setor, existem cerca de 1,2 milhão de causas que ainda não foram julgadas.

O CJT, empossado em 26 de julho, substitui o antigo Conselho da Magistratura. A decisão foi tomada pela população, que aprovou a pergunta sobre o tema em um referendo convocado pelo Executivo sobre mudanças no sistema judiciário.

O organismo, de acordo com o aprovado na consulta popular, tem 18 meses para fazer as transformações necessárias no setor.

FOLHA

Pum rubro-negro exala gozação pelo Rio de Janeiro


Fora do campo não há rivalidade entre flamenguistas, vascaínos e palmeirenses quando o assunto é o pum rubro-negro. Nas ruas do Rio de Janeiro, ainda exala o espírito de gozação sobre o episódio numa preleção do Flamengo, que irritou, e muito, o técnico Vanderlei Luxemburgo. Alguns condenaram o ato - os gases - outros perdoaram o autor - ainda desconhecido - do pum sob a alegação de que nem sempre dá para segurar. Mas o fato é que é melhor perder o amigo do que a piada. Odores à parte, o cheiro pode ter irritado Vanderlei Luxemburgo, mas caiu no gosto da galera. Tem cheiro de gozação no ar.
- Eu não vejo nada demais. Se fosse numa mesa de jantar, numa reunião de família. Mas num treino... Ás vezes acontece. O negócio é levar na brincadeira. Nem sempre dá pra se segurar - disse o vascaíno Ricardo Oliveira dos Santos, 31.
EXTRA ONLINE

Obama perde popularidade e deixa de ser favorito na corrida presidencial


Prestes a fazer novo discurso sobre a economia, Obama já não tem grande apoio da população americana. A  popularidade do presidente voltou a cair, desta vez três pontos percentuais, mostrando que menos da metade dos americanos (43%) aprova o seu trabalho.
Com relação à maneira com que Obama lida com a economia, a aprovação do democrata é de apenas 37%, para uma desaprovação de 51%.
Ainda de acordo com pesquisa, realizada pela NBC News/Wall Street Journal, 44% da população estão inclinados a eleger um republicano nas próximas eleições presidenciais. Apenas 40% reelegeriam Obama.
Segundo um dos participantes da pesquisa, os resultados indicam que Obama deixou de ser favorito na corrida presidencial de 2012.
JORNAL DO BRASIL

Ministério Público quer investigar "denúncia" de Dani Bolina


Nos bastidores, a turma do "Pânico" (Rede TV!) está tentando evitar que vá ao ar o quadro "Máquina da Verdade", do "Tudo É Possível" (Record), com a ex-panicat Dani Bolina.
A assistente de palco teria dito durante sua participação que algumas panicats "fazem programa".
A entrevista, que deve ir ao ar no dia 18, chamou a atenção do Ministério Público e da Polícia Federal, que desmontou em 2010 esquema de prostituição que envolvia modelos e dançarinas de TV.
A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha desta terça-feira (6).
FOLHA

Demissões no "Domingo Legal" devem atingir ex-BBB e David Brazil


Após o corte de seis pessoas, o SBT deve continuar demitindo parte da produção do "Domingo Legal". A ex-BBB Maíra Cardi e David Brazil devem ser os próximos da lista.
Profissionais do programa tiveram seus contratos renovados, com salários altos, na época em que Gugu foi para a Record, em 2009.
A medida visava que eles não mudassem de emissora.
A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha desta terça-feira (6). 
FOLHA

Incêndios no Texas destruíram mais de mil casas, diz governador


Os incêndios que se espalham pelo Estado americano do Texas destruíram mais de mil casas, disse o governador Rick Perry nesta terça-feira.

Em entrevista à emissora de TV CBS, Perry afirmou esperar que temperaturas mais frias e a diminuição da força dos ventos ajudem os bombeiros a avançar na contenção de mais de 50 incêndios no Estado.

"São mais de mil casas até agora perdidas para esse fogo, mais de 50 incêndios, no Estado do Texas", disse Perry, que estava na capital, Austin. "A situação ainda é muito fluida e muito crítica".

Desde novembro mais de 1,5 milhão de hectares do Texas foram devastados por incêndios florestais alimentados por uma seca persistente que causou danos de mais de US$ 5 bilhões ao setor agrícola. Não há indícios de que os incêndios vão esmorecer em breve.

As autoridades disseram que duas pessoas morreram no domingo e a pior situação é a de um condado a leste de Austin, onde o fogo se estende por 26 km.

Perry, que lidera a corrida presidencial entre os republicanos, cancelou seu comparecimento em um debate de candidatos na Carolina do Sul, na segunda-feira, e retornou a Austin.

Ele declarou à CBS que está se concentrando no esforço de combate às chamas e não sabe se poderá participar de um outro debate entre candidatos republicanos, na quarta-feira, na Califórnia.

REUTERS/FOLHA

Grupo invade banco na Paulista e rouba 170 cofres particulares


Doze homens armados roubaram 170 cofres particulares de uma agência do banco Itaú, na Av. Paulista, coração financeiro de São Paulo. Como o conteúdo dos cofres é sigiloso - só os clientes têm acesso -, será praticamente impossível mensurar o tamanho exato do prejuízo. 

Até agora, apenas três clientes procuraram a polícia. Um deles disse ter perdido R$ 3 milhões em joias.

O assalto ocorreu no dia 27, noite de sábado, e só foi concluído no domingo de manhã. Os ladrões passaram dez horas no interior do banco. O caso foi revelado anteontem pelo "Domingo Espetacular", da TV Record, e só foi confirmado pela Polícia Civil paulista na tarde de ontem.

O Itaú não quis comentar a ação. Oficialmente, a polícia não falou sobre o caso.

Procurada na sexta pela Folha, a Secretaria da Segurança disse desconhecer esse assalto. 

Ontem, não sabia dizer por que o Deic, departamento especializado em roubos, só foi acionado uma semana depois do crime.

Pelo boletim de ocorrência registrado no 78º DP (Jardins) no domingo, os criminosos chegaram ao banco às 23h50 de sábado disfarçados de funcionários de manutenção. O vigia do local foi rendido.

Refém, ele foi levado para porta principal a fim de liberar a entrada de outros assaltantes. Ele contou à polícia ter sido posto numa mesa próxima à entrada do banco. Parte da quadrilha desceu para o subsolo, onde fica a sala dos cofres particulares.

Durante a madrugada, um integrante do grupo, que estava do lado de fora da agência, chegou a levar lanches para os comparsas. Na manhã de domingo, outro vigia chegou à agência e também acabou rendido.

A investigação tenta saber agora por que o alarme não funcionou e como os criminosos ficaram tanto tempo sem serem incomodados. Policiais ouvidos pela Folha dizem que os bancos não têm controle do que é guardado nesses cofres especiais. Por isso, ficam dependentes de informações prestadas pelos próprios clientes, geralmente milionários.

FOLHA

Brasil bloqueia repasses à família Gaddafi para não favorecer regime


A participação acionária do Banco Central da Líbia no banco ABC Brasil, e na distribuidora de valores de mesmo nome, foi bloqueada pela Justiça brasileira nesta terça-feira.

O bloqueio foi pedido pela AGU (Advocacia-Geral da União), na última sexta-feira (2), e cumpre resolução da ONU (Organização das Nações Unidas).

Segundo a AGU, o embargo aos ativos ligados à família de Muammar Gaddafi e a instituições públicas da Líbia "visa impedir o armamento de forças ligadas ao ditador".

A decisão não afeta as operações do banco no Brasil. O bloqueio impede apenas que o governo da Líbia negocie as ações que possui nestas instituições financeiras ou receba dividendos ou outro tipo de remuneração desta empresas.

O Banco Central da Líbia controla o banco e a distribuidora brasileiros por meio do Arab Banking Corporation (ABC), banco internacional com sede no Bahrein.

"Essa ação não interfere nas atividades do ABC Brasil", disse Sérgio Lulia Jacob, vice-presidente financeiro e de relações com investidores do banco, no último sábado (3).

Segundo o Banco Central do Brasil, a fiscalização brasileira não detectou qualquer problema nas operações e contas da instituição financeira, que possui 528 funcionários e sete agências no Brasil. O BC diz ainda que o bloqueio pode ser posteriormente revertido, sem prejuízo para os clientes do banco e da distribuidora.

A Justiça bloqueou 57,28% do capital social do Banco ABC e de 99% do capital da ABC Brasil Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) S.A.

Segundo a AGU, na decisão, a Justiça Federal ressaltou que as resoluções da ONU visam "suprimir as fontes financeiras que possam contribuir para o armamento, o desrespeito aos direitos humanos e a utilização da violência contra civis".

POSIÇÃO BRASILEIRA

A medida de embargo vem mesmo sem o Brasil reconhecer os rebeldes líbios como autoridade legítima do país. O Itamaraty já defendeu que o futuro da Líbia após a queda do regime de Gaddafi "deve ser definido pelos próprios líbios".

Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou ainda que caberá ao comitê de Credenciais da ONU (Organização das Nações Unidas) definir quem assumirá a representação do país nas Nações Unidas.

O MRE pediu ainda a deposição de armas de rebeldes e defensores do regime de Gaddafi. "Ao recordar que tanto o Conselho de Segurança quanto a União Africana preconizam um cessar-fogo imediato, o Brasil conclama as partes a depor armas e cessar a violência".

FOLHA

Mais tensão nos mercados


Um surto de pessimismo varreu os mercados nessa segunda-feira, derrubando os preços de ações, o valor do euro e as cotações das matérias-primas, como se o mundo estivesse a um passo de mais um desastre financeiro. Más notícias sobre o desempenho econômico europeu somaram-se aos dados assustadores sobre o desemprego americano, divulgados na sexta-feira, e a rumores sobre rebaixamento da dívida italiana e de agravamento da situação do Tesouro grego, desde o ano passado à beira de um calote. A Bolsa de Frankfurt encerrou o pregão em queda de 5,28%. A de Milão caiu 4,83%. A de Paris, 4,73%. A de Londres, 3,58%. As bolsas americanas só foram poupadas por causa da comemoração do Dia do Trabalho nos EUA. A Bovespa foi arrastada pela onda de medo, enquanto o dólar subia no mercado brasileiro.
A grande expectativa, agora, é em relação ao discurso do presidente Barack Obama previsto para quinta-feira. Ele deverá propor medidas para a criação de empregos, com novos investimentos em infraestrutura. O plano deve combinar ações imediatas de estímulo à economia com um programa de longo prazo para redução do endividamento federal. Se o presidente conseguir apoio para o aumento de gastos a curto prazo, os políticos americanos mandarão a todo o mundo um sinal animador. Se faltar esse apoio, crescerá o risco de uma nova recessão nos Estados Unidos, com repercussões em dezenas de países.
O novo surto de pessimismo ganhou força na semana passada. As negociações com o governo grego para a liberação de uma nova parcela de financiamento foram interrompidas pelos enviados do FMI, do Banco Central Europeu (BCE) e da Comissão Europeia. Houve divergências sobre como tratar o déficit fiscal. Na sexta-feira saiu nos Estados Unidos o levantamento mensal sobre o mercado de trabalho. Somadas admissões e demissões, nenhum emprego urbano foi criado em agosto. Continuaram desocupados 9,1% dos trabalhadores. A notícia afetou imediatamente os mercados e continuou causando estragos na Ásia no começo desta semana.
Ontem, o ministro da Economia da Itália, Giulio Tremonti, cancelou um compromisso no Norte do país, e correu para uma reunião ministerial em Roma. O mercado cobra do governo a versão definitiva de seu plano de arrumação fiscal, apresentado recentemente e já sujeito a mudanças. Ao mesmo tempo, avolumaram-se os rumores sobre rebaixamento da Itália pelas agências de análise de risco. A dívida italiana, informou a Moody"s nessa segunda-feira, está sob revisão para possível rebaixamento. Em junho, a Standard & Poor's havia adicionado um sinal negativo à perspectiva da Itália.
O custo do seguro contra calotes dos bancos e dos governos continua em alta na Europa. Enquanto isso, o BCE continua comprando títulos soberanos e fornecendo ajuda ao sistema financeiro. Na semana passada foram comprados papéis no valor de 13,3 bilhões. Ontem o BCE voltou a intervir, comprando bônus da Itália e da Espanha, segundo informações em circulação no mercado. Na sexta-feira, os depósitos overnight dos bancos privados no BCE atingiram 151,09 bilhões, um novo recorde. Os banqueiros preferem deixar o dinheiro nessa conta por causa das incertezas no mercado. Assim, os bancos deixam de financiar uns aos outros e todos se tornam mais dependentes da ajuda oficial.
Os bancos europeus precisam de uma recapitalização de 200 bilhões, segundo estimativa do FMI. A Comissão Europeia recebeu mal essas estimativas. Segundo a Comissão, novos aportes aos bancos são desnecessários, agora. Mas dirigentes do setor financeiro são forçados a reconhecer a vulnerabilidade das instituições, quando avaliam, por exemplo, as carteiras de bônus soberanos. Muitos bancos seriam incapazes de absorver as perdas, se contabilizassem aqueles papéis pelo valor de mercado, admitiu o executivo-chefe do Deutsche Bank, Josef Ackermann. Mas uma recapitalização forçada é desnecessária, acrescentou. Esse tipo de conversa contribui certamente para o aumento da insegurança nos mercados. 
ESTADÃO

A década perdida deles


Ilan Goldfajn - O Estado de S.Paulo
Falar em "década perdida" para um latino-americano acima de certa idade desperta amargas memórias. É o símbolo da década de 1980, em que problemas de dívidas acumuladas levaram à recessão e culminaram em hiperinflação. No processo, a renda concentrou-se e a pobreza aumentou. A perda de bem-estar atingiu o ápice. Imagino que falar em "ushinawareta juunen" tenha a mesma reação no japonês, que há décadas vê a sua economia estagnada.
Pois estamos diante de mais "décadas perdidas", agora nos EUA e na Europa. A "década perdida" será "lost decade", "decennio perduto", "décennie perdue", entre outras línguas. A crise atual já leva quase quatro anos: a crise de 2011 é a mesma que começou em 2007-2008. Os problemas fiscais hoje têm raízes nos excessos anteriores à crise global, nas dívidas privadas incorporadas para evitar a quebra de vários bancos e empresas e nos déficits públicos necessários para evitar a recessão. O problema nas economias maduras não é à parte no Brasil. O debate atual de política econômica no País depende da severidade e da longevidade da crise global.
O processo é, de fato, longo. Envolve reduzir a dívida no decorrer de muitos anos. A ruptura com o passado - de excesso e de bolhas - levou os consumidores e as empresas a reduzirem suas dívidas, para se adaptarem a uma nova e mais austera percepção de riqueza. Esse processo de reduzir as dívidas, denominado de "desalavancagem", tem a triste característica de ser recessivo. Para pagar dívidas o consumidor precisa gastar menos e as firmas, investir menos. As vendas caem, a produção diminui e o desemprego aumenta.
O processo é longo porque não é fácil apertar o cinto. A decisão de reduzir é sempre mais penosa do que a de aumentar a dívida. Distribuir gastos e benesses pode até envolver disputas, mas é mais fácil do que administrar cortes. Em geral, não há consenso na sociedade sobre onde cortar. As reações são duras, grupos organizam-se para evitar sofrer perdas. As disputas no Congresso dificultam a passagem de medidas amargas. Se a situação é grave, crises na economia levam a medidas de ajuste, que perdem o sentido de urgência assim que a situação deixa de piorar. E o tempo passa.
Nos EUA, o debate sobre a elevação do teto da dívida evidenciou a falta de consenso sobre como administrar a austeridade (futura) para estabilizar a dívida. Democratas preferem aumento de impostos e republicanos, corte de gastos. Vai ser muito difícil aprovar um ajuste fiscal a toque de caixa. Serão anos de idas e vindas, e tempo para a economia digerir o excesso de endividamento.
Na Europa, o problema é equivalente, mas também pior. Explico: é equivalente pela natureza fiscal que envolve reduzir a dívida, promover um ajuste fiscal e lidar com o efeito recessivo do processo. Mas é também pior porque seu estágio é mais agudo. Enquanto nos EUA o problema hoje é encontrar meios para estabilizar a dívida no futuro, em algumas economias europeias ele é imediato: não se encontram mais compradores para rolar a dívida. E o calote se torna iminente, a menos que o Fundo Monetário Internacional (FMI) ou outros governos da Europa venham em resgate.
É essa possibilidade de calote na Europa que torna o cenário de uma década de crescimento perdido ser considerado apenas... "moderado". A alternativa megapessimista é a ocorrência de uma "reestruturação" (não pagamento) desordenada da dívida de um país, que leve ao pânico e à corrida nos mercados, com a desconfiança de que ocorra o mesmo com outras dívidas e/ou a quebra de algum banco como consequência das perdas. O exemplo de uma crise dessas seria a do Lehman Brothers (a memória vai sempre à crise imediatamente anterior), no final de 2008, que causou a maior recessão global desde 1929.
Para o Brasil faz diferença se o futuro nos reserva um cenário de uma década perdida nas economias maduras ou de uma crise mais aguda à la Lehman Brothers. Um processo longo, não agudo, reserva a possibilidade de que tendências de médio prazo predominem na economia. Um cenário agudo costuma ser dominado pela fuga dos ativos de risco e busca de portos seguros, em geral os conhecidos de antes.
Um cenário de década(s) perdida (s), com crescimento muito baixo nas economias maduras dos EUA e da Europa, reforça a busca no mundo pelo consumidor de última instância, aquele que venha a substituir o americano e o europeu. Esse consumidor está presente nas economias emergentes, principalmente nas populosas, que se estão engajando na economia global a passos acelerados. É o caso da China (que precisará redirecionar sua economia para dentro) e da Índia, mas também do Brasil.
A produção no mundo terá um deslocamento em direção ao consumo dessas populações nas economias emergentes. Não o contrário. O tempo de os emergentes exportarem (para os países centrais) para crescer provavelmente ficou para trás. O investimento mundial provavelmente também será direcionado para os emergentes, em busca de retornos mais altos do que nos países de origem.
Num mundo onde o capital deve fluir para as economias emergentes (rompendo o paradoxo anterior de fluírem dos pobres para os ricos) para realocar o excesso de poupança (falta de consumo), as incipientes tendências atuais no Brasil podem durar alguns anos. Os fluxos de capital financiariam as necessidades de investimento em alta e o crescimento saudável adiante. Mas os fluxos continuariam a exercer pressão sobre o câmbio (mantendo-o apreciado, mas não além dos valores atuais) e o Brasil continuaria a conviver com déficits em conta corrente por alguns anos.
Enfim, estamos no mundo em mutação, onde o melhor cenário são movimentos lentos e difíceis para as economias avançadas. Continuo pensando no que mais acontece nesses processos longos de desalavancagem. Não sei ao certo, mas sei que duram pelo menos uma década perdida.
ECONOMISTA-CHEFE DO ITAÚ UNIBANCO. É SÓCIO DO ITAÚ BBA

ESTADÃO

Nova York superou trauma do 11 de setembro, diz prefeito


NOVA YORK - O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, disse nesta terça-feira, 6, que a construção de novos edifícios onde ficava o World Trade Center é uma mostra de que a cidade já superou o trauma dos atentados de 11 de setembro de 2001, que derrubaram os maiores arranha-céus de Manhattan. A cinco dias do 10º aniversário dos ataques, Bloomberg qualificou a ressurreição nova-iorquina como "um dos maiores episódios da história americana," de acordo com a agência AFP.
Segundo Bloomberg, que está à frente da metrópole desde 2002, as previsões de que Nova York jamais se recuperaria dos atentados sempre foram completamente equivocadas. "Esse era o temor de então, que os maus tempos regressassem e ficassem para sempre na cidade. Como se sabe, estou feliz em dizer que nada disso aconteceu. Ocorreu exatamente o contrário. A cidade se reergueu mais rápido do que se pensava ser possível", disse.


Os novos prédios que estão sendo erguidos no Marco Zero, disse Bloomberg, serão o coração de Manhattan. O bairro registrou recentemente sua maior população de residentes desde 1920, já que, segundo o prefeito, as pessoas voltaram a se estabelecer na região por terem fé na cidade.
A principal torre do novo World Trade Center terá 541 metros de altura, transformando-se no edifício mais alto dos Estados Unidos quanto for finalizada. A segunda torre será um pouco mais baixa, e os prédios três e quatro serão ainda menores. No domingo, será inaugurado o monumento dos espelhos d'água situados exatamente onde ficaram as antigas Torres Gêmeas.
"Nunca nos esqueceremos da devastação do que ficou conhecido como o Marco Zero. Mas chegou o momento de chamar estes 16 hectares pelo seu nome - World Trade Center Museu Nacional do 11 de Setembro", finalizou Bloomberg.
ESTADÃO

Títulos americanos têm menor rendimento histórico


O rendimento dos títulos da dívida pública dos Estados Unidos a dez anos registrou nesta terça-feira o menor nível da história, a 1,929%, depois que os investidores correram para o mercado de bônus americanos em consequência do agravamento da crise na Europa.

Às 14h50 (11h50 de Brasília), o rendimento dos títulos do Tesouro a dez anos (que evolui no sentido inverso ao preço dos títulos), era de 1,951%, contra 1,996% de sexta-feira à noite, depois de ter registrado 1,929% mais cedo.

A taxa ficou abaixo de 2% pela primeira vez na históra em 18 de agosto.

Já a taxa a 30 anos tinha rendimento de 3,217%, contra 3,311% de sexta-feira, o menor nível desde janeiro de 2009.

Em meio de uma nova onda de aversão ao risco nos mercados financeiros, os investidores se afastam dos ativos que consideram mais arriscados e sensíveis à atual conjuntura, como as ações, as matérias-primas ou os títulos públicos dos países mais frágeis da Zona Euro, em benefício de títulos mais seguros como a dívida pública dos Estados Unidos.

O resultado é que o custo do endividamento cai para os Estados Unidos, apesar da agência Standard & Poor's ter retirado a nota AAA do país.

FRANCE PRESS/FOLHA

Samsung é obrigada a retirar tablet de feira em Berlim


A Samsung suspendeu a divulgação de seu novo tablet na maior feira de eletrônicos da Europa, depois que liminar de um tribunal alemão proibiu as vendas do modelo, no mais recente revés sofrido na disputa mundial de patentes contra a Apple.

Um tribunal de Dusseldorf ordenou que a companhia sul-coreana suspendesse a venda do Galaxy Tab 7.7 na sexta-feira (2), data de abertura da feira de eletrônicos IFA, em Berlim. A decisão se segue a uma liminar alemã concedida no final de agosto que proibia a venda do Galaxy Tab 10.1 até a decisão final sobre o caso, que será anunciada em 9 de setembro.

O Tab 7.7, modelo mais recente da linha Galaxy, foi lançado durante a feira juntamente com o Galaxy Note, equipado com tela de 5,3 polegadas e com o qual a companhia espera criar uma nova categoria de produtos, intermediária entre tablets e smartphones.

"O produto ainda não está à venda, mas decidimos que respeitaremos a liminar," disse James Chung, porta-voz da Samsung.


Samsung e Apple estão envolvidas em uma ferrenha batalha quanto a patentes de celulares inteligentes e tablets desde abril, com a Apple tentando conter o crescimento dos celulares equipados com o sistema operacional Android, do Google, por meio de ação direta contra a maior vendedora de produtos Android, a Samsung.

A Apple argumenta que a Samsung violou suas patentes e que a linha de smartphones e tablets Galaxy copia "servilmente" o design e a forma de operar de seus aparelhos. A empresa também está envolvida em disputas judiciais nos Estados Unidos, na Coreia do Sul e na Austrália, além da Europa.

A batalha já forçou a Samsung a adiar por duas vezes o lançamento de seu tablet na Austrália. A empresa reagiu por meio de processos contra a Apple, alegando violação de patentes em comunicação sem fio.

FOLHA

Zico vence a primeira no comando do Iraque


O técnico Zico conseguiu sua primeira vitória no comando da seleção do Iraque, nesta terça-feira. Em partida válida pelas eliminatórias asiáticas para a Copa-2014, a equipe dirigida pelo brasileiro derrotou Cingapura por 2 a 0, no estádio Jalan Besar, em Cingapura, pela segunda rodada do Grupo A.

A estreia do treinador foi na última sexta-feira, quando o Iraque foi derrotado por 2 a 0 pela Jordânia, em casa. Antes da partida contra Cingapura, Zico criticou o gramado artificial. "Não gosto do gramado, porque penso que só é possível jogar bem na grama natural", disse na véspera do encontro.


Com a vitória desta terça, a equipe do brasileiro soma três pontos e está empatada com China e Jordânia, mas na terceira colocação por causa do saldo de gols. Cingapura, com zero ponto, ocupa a lanterna da chave.

Os gols da vitória do Iraque foram marcados por Ala'a e Younus, aos 4min e aos 41min do segundo tempo, respectivamente.

O próximo jogo do Iraque será no dia 11 de outubro contra a China, fora. Somente campeão e vice de cada uma das cinco chaves avançam para a quarta fase da competição, que vai definir os quatro classificados diretamente para a Copa-2014, no Brasil.

FOLHA

Ingressos para o milésimo jogo de Rogério estão esgotados


O São Paulo anunciou nesta terça-feira que os ingressos para o duelo contra o Atlético-MG, na quarta-feira, no Morumbi, estão esgotados. O jogo marcará a milésima partida do goleiro Rogério Ceni com a camisa do clube.

De acordo com o time do Morumbi, 60.039 ingressos foram colocados à venda. O valor dos bilhetes variavam de R$ 10 a R$ 180.

Com isso, o confronto entre São Paulo e Atlético-MG terá o maior público da atual edição do Campeonato Brasileiro.


O maior público da competição até agora foi registrado no duelo entre Flamengo 1 x 1 Corinthians, realizado em 5 de junho, quando 42 mil pessoas assistiram ao duelo.

O São Paulo prepara uma festa para os 1.000 jogos de Rogério Ceni pelo clube. O time tricolor vai distribuir para os torcedores que comparecerem ao jogo braçadeiras de capitão, bandeiras e réplicas do ingresso histórico.

Os portões do Morumbi serão abertos às 14h e será exibido o DVD dos 100 gols do goleiro. O jogo está programado para as 16h.

FOLHA

Índice europeu de ações cai à mínima em 2 anos


O principal índice das ações europeias caiu ao menor patamar em mais de dois anos nesta terça-feira, por preocupações de que a crise de dívida na zona do euro esteja piorando, em meio a divergências políticas na região. Também pesou o temor de que as economias centrais estejam caminhando para uma recessão.

O FTSEurofirst 300, que mede o desempenho dos mais importantes papéis do continente, fechou em baixa de 0,66%, para 904 pontos, segundo dados preliminares. É o menor nível de fechamento desde julho de 2009.

Os bancos expostos a países da periferia da zona do euro estiveram entre as maiores quedas. 

O índice de bancos STOXX Europe 600 recuou 2,1%, renovando o piso em 29 meses. Os franceses BNP Paribas and Société Générale perderam entre 5,2% e 6,3%, respectivamente.

Contudo, o principal índice acionário da Suíça destoou do mercado e subiu 4,4%, após o banco central do país definir uma meta para o franco, no intuito de evitar uma recessão.

"Ainda estamos no olho do furacão", disse o estrategista da Standard Life Investments Richard Batty. "Os investidores estão preocupados com economias como a da Itália e com sua capacidade de ter o Orçamento aprovado e de apresentar um plano de consolidação fiscal para tornar a dívida sustentável".

Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 1,06%, a 5.156 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX caiu 1,0%, para 5.193 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 1,13%, a 2.965 pontos. Em Milão, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 1,98%, para 14.049 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 retrocedeu 1,61%, a 7.936 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 encerrou em queda de 2,47%, para 6.005 pontos.

REUTERS/FOLHA

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