segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Jornalista Israel Gimpel morre aos 78 anos no Rio de Janeiro


O jornalista Israel Gimpel morreu nesta segunda-feira (12) aos 78 anos, no Rio de Janeiro.

Segundo informações da Jovem Pan, onde Gimpel trabalhava há décadas, ele teve complicações pulmonares e renais decorrentes de um câncer.

Setorista da emissora paulista no Rio, ficou famoso pela cobertura do cotidiano da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Fanático torcedor do Madureira, ele era tio do poeta e radialista flamenguista Sérgio Orind.

FOLHA

Brian May diz que pensou em suicídio após morte de Freddie Mercury


O guitarrista do Queen, Brian May, disse em entrevista ao tabloide inglês "Daily Mail" que pensou em suicídio após a morte de Freddie Mercury, em 1991.

May, que perdeu o pai na mesma época, disse que sentia falta de vontade de viver nos meses seguintes.

"Eu estava completamente doente. Estava ferido e em pedaços. Entrei em depressão profunda, estava consumido pelos sentimentos de perda. Fazer turnê com uma banda coloca seus amigos e família em espera. Você está focado em uma coisa: a banda. Quando ela termina, você fica no limbo. A banda terminou, então havia um sentimento de perda terrível. A banda era minha família. Eu perdi Freddie e meu pai ao mesmo tempo. Eu não queria amar, me perdi completamente", disse May.

Na semana passada, a banda celebrou a vida de Mercury, que teria completado 65 anos, com uma série de tributos.

FOLHA

Mercados seguram perdas e Bovespa cai apenas 0,17%


Perto do encerramento dos negócios, alguns investidores "salvaram" as Bolsas de Valores de abrir a semana com fortes perdas. Na avaliação de analistas, os próximos pregões também devem ser marcados pela volatilidade.

A Bolsa brasileira, que chegou a cair mais de 2% ao longo do pregão, fechou com uma queda de apenas 0,17%, na marca dos 55.685 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,3 bilhões.

Nos EUA, mercado monitorado mais de perto pelos investidores, a Bolsa de Nova York também abriu o dia em queda livre, para terminar o pregão em alta de 0,63%, pela referência do índice Dow Jones.

Agências internacionais apontaram a notícia, publicada pelo diário britânico "Financial Times", de que o governo italiano pediu à China para que compre títulos da dívida local como um fator que ajudou a conter o mau humor nas praças financeiras. A Itália também se encontra numa delicada situação financeira: grandes compradores de títulos públicos têm exigido juros mais altos para aceitar o risco de emprestar dinheiro ao país mediterrâneo.

Os piores tombos foram vistos nas praças financeiras do velho continente, com destaque para a Bolsa francesa (desvalorização de 4%).

As ações do setor bancário tiveram um dia difícil. Em Paris, alguns papéis de grandes instituições financeiras chegaram a desabar mais de 10%, com a advertência de um possível rebaixamento de "rating" (nota de risco de crédito).

No front doméstico, mesmo as ações dos grandes bancos brasileiros sofreram: o papel do Itaú-Unibanco caiu 4% no meio da tarde, mas finalizou o dia com baixa de 1,7%, mesma queda registrada para as ações do rival Bradesco, enquanto o BB viu o valor de seus ativos cederem 1,5% neste pregão.

A agência Moody's advertiu que grandes bancos franceses estão expostos a um alto risco pelo fato de carregarem em suas carteiras de investimentos muitos títulos da dívida grega. 

Boa parte do mercado financeiro já acredita que a Grécia está a beira do calote, e vê com apreensão o fato das maiores autoridades políticas e econômicas da Europa não chegarem a um consenso para enfrentar a crise.

Profissionais do setor financeiro, no entanto, acreditam que o BCE (Banco Central Europeu), apesar da relutância, deve intervir caso a situação deteriore.

"Eles [as autoridades europeias] não vão deixar os bancos quebrarem. Acredito que o custo seria muito alto. Mas é uma situação realmente muito complicada e os países da zona do euro estão ficando sem margem de manobra", comenta Miguel Daoud, analista da Global Financial Advisor.

DÓLAR

O dólar refletiu o nervosismo dos agentes financeiros e subiu pelo oitavo dia, oscilando entre R$ 1,70 e R$ 1,72 ao longo do expediente. Nas últimas operações, a moeda americana foi trocada por R$ 1,708, em um avanço de 1,8% sobre o fechamento de sexta.

Analistas já veem o dólar na faixa de R$ 1,73 e R$ 1,75 no curto prazo. 'É possível que, devido a esses fatores pontuais, o dólar dê picos para R$ 1,73 ou R$ 1,75, mas eu não acredito que vá muito além disso', comenta Tarcísio Joaquim, diretor de câmbio do Banco Paulista.

Alguns especialistas do setor financeiro ainda acreditam que as autoridades econômicas vão agir para evitar uma piora do cenário econômico mundial. Por esse motivo, e considerando fatores domésticos, como o superavit comercial, e as reservas robustas do país, analistas de câmbio acreditam que as taxas podem recuar no curto prazo.

O boletim Focus, por enquanto, ainda não mostra uma disparada do dólar. Para dezembro, a taxa prevista continua a ser R$ 1,60, conforme as projeções econômicas de uma centena de instituições financeiras coletadas pelo Banco Central.

FOLHA

Deborah Secco fica morena e de cabelo curto para nova série


Deborah Secco, 31, abandonou de vez o visual da Natalie de "Insensato Coração".
Nesta segunda-feira (12), a atriz pintou e cortou os cabelos para se preparar para "Louco por Elas", da Globo.
A pedido da produção da série, o novo visual da atriz foi inspirado na americana Katie Holmes, segundo o cabeleireiro Marcos Proença.
"Fizemos micro mechas castanho escuro com tonalizante e outras mechas castanho natural e loiro escuro para dar nuances ao cabelo", explicou em seu blog. "Considerando que o cabelo estava loiro irá acontecer um desbotamento rápido, por isso, deixei um pouco mais escuro do que o necessário. Para dar mais volume colocamos algumas extensões".
De acordo com ele, "a Deborah fica bem de qualquer jeito". "Com este look, ela ficou ainda melhor e mais chic", afirmou. "Mulheres sofisticadas desejarão este cabelo".
Na série, ela vai viver a escritora e jornalista Giovanna, que tem uma filha adolescente.
As gravações, que contarão ainda com Du Moscovis, começam em outubro.
FOLHA

Professores em greve se acorrentam em praça de Belo Horizonte


Um grupo de cerca de 30 professores da rede estadual de ensino de Minas Gerais se acorrentou na Praça Sete, no centro de Belo Horizonte, em mais um ato da greve que completa 97 dias nesta segunda-feira.

Os professores, que estão com correntes presas às mãos e ao pescoço, pretendem ficar até o começo da noite de hoje em torno do obelisco da praça, localizado em um dos principais cruzamentos da cidade.

Eles cobram do governo de Minas o pagamento do piso nacional do professor, que é de R$ 1.187 - valor para 40 horas semanais.

O governo mineiro ofereceu o valor proporcional de R$ 712 para 24 horas semanais, mas os professores rejeitaram sob a alegação de que o valor oferecido não diferencia os docentes que têm ensino médio dos que têm nível superior ou pós-graduação.

Na defesa da sua proposta, o governo de Minas diz que a AGU (Advocacia Geral da União) considerou, na semana passada, que o piso proporcional oferecido está de acordo com a lei federal para o piso salarial nacional. A proporcionalidade já havia sido considerada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

A greve dos professores deixa cerca de 1 milhão de estudantes sem aulas, de um total de 2,3 milhões de alunos do ensino fundamental e médio da rede pública estadual. O número é estimado pela federação de pais.

O governo de Minas diz que a greve é total em 2% das escolas estaduais e parcial em 19%. O sindicato dos professores diz que 50% das escolas estão paradas.

OUVIDORIA DE POLÍCIA

Deputados estaduais do PT e a coordenação do sindicato dos professores foram nesta segunda-feira à Ouvidoria Geral de Polícia protocolar pedido de investigação sobre o uso de pessoal e estrutura da Polícia Militar para supostamente monitorar servidores públicos em greve.

A denúncia do sindicato foi feita na semana passada. Eles dizem que policiais militares à paisana estão nas imediações da sede do sindicato monitorando as ações dos dirigentes sindicais com o intuito de intimidá-los. Um suposto policial foi filmado pelo sindicato. Ao ser abordado, trancou o carro e saiu do local a pé.

Em nota conjunta, governo de Minas e a PM negaram o monitoramento e afirmaram que a instituição tem "vocação democrática", "zela pelos valores de cidadania" e age com "transparência".

"A Polícia Militar tem do povo mineiro o reconhecimento do seu trabalho em proteção da vida, das pessoas, das instituições, da garantia do direito de ir e vir e dos preceitos constitucionais, ao assegurar os mais importantes processos e direitos democráticos a liberdade de associação e de expressão, em cuja base repousa uma sociedade justa, livre e organizada", dizia a nota.

FOLHA

Prefeita e marido são presos sob suspeita de matar vereador em Alagoas


A prefeita de Anadia (98 km de Maceió), Sânia Tereza Palmeira Barros (PT), foi presa na manhã desta segunda-feira sob suspeita de ser mandante do assassinato do vereador Luiz Ferreira de Souza (PPS). A prisão temporária, autorizada pela Justiça, tem validade de 30 dias.

Também foram presos o marido dela, Alessander Ferreira Leal, e o policial militar Claudio Magalhães da Silva, primo da prefeita e suspeito de ser o executor do crime. A motivação do assassinato é mantida sob sigilo, segundo a polícia.

Souza, 61, foi morto a tiros no dia 3 de setembro, depois de anunciar sua candidatura a prefeito na eleição de 2012 em um programa de rádio. Ele foi atingido enquanto trafegava na rodovia AL-450.

A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na casa da prefeita e na sede da prefeitura. 

Ela também será investigada por supostos crimes de fraude de licitações, falsidade ideológica, peculato (crime contra a administração pública) e formação de quadrilha.

Segundo a Polícia Civil, os três suspeitos foram levados a Maceió e ainda prestam depoimento. 

A polícia não soube informar se eles têm advogado, e a Prefeitura de Anadia não atendeu às ligações da reportagem.

O vereador era da bancada de apoio à prefeita. Na noite do crime, ela divulgou uma nota de pesar pela morte.

FOLHA

Ciro diz que política monetária do governo é 'criminosa'


O ex-deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) criticou, nesta segunda-feira (12), a política monetária do Banco Central que reduziu a taxa de juros, após aumentá-la cinco vezes seguidas. Ele chamou a política cambial de "estúpida" e a monetária de "criminosa", em palestra para cerca de 5.000 lojistas, durante a 52ª Convenção Nacional do Comércio Lojista, em Fortaleza (CE).

"O grande problema brasileiro é a descoordenação absoluta, uma política de câmbio completamente estúpida, provocada por uma política monetária criminosa, porque o mundo inteiro está com taxa de juros negativa e o Banco Central brasileiro administrando a mais alta taxa de juros do mundo. A liquidez brasileira é sólida, absoluta, então você tem como ganhar muito, sem correr risco, e isso inunda o mercado brasileiro de dólar especulativo, a moeda brasileira se valoriza. E está aí a tragédia: não conseguimos exportar", disse Ciro.

Para o ex-deputado, que foi ministro da Integração Nacional no primeiro governo Lula (2003-2006) e está atualmente sem cargo político, o Brasil tem que assumir compromisso com o desenvolvimento econômico e administrar os riscos e ameaças desses derivados.

"E nós não estamos fazendo isso, ainda estamos na perplexidade. Veja o movimento errático do Banco Central: diante de elementos que já estavam dados da crise, o Banco Central loucamente, no governo Dilma, sobe duas vezes a taxa de juros, para agora, envergonhadamente, reduzir a taxa de juros. Das duas, uma: ou eles erraram lá ou estão errados agora", criticou.

No entanto, Gomes errou ao afirmar que a taxa de juros foi elevada duas vezes desde o começo do ano e início do governo Dilma. O Banco Central elevou a Selic cinco vezes desde o começo do ano.

Ciro Gomes disse que a taxa de juros, apesar de ser a mais alta do mundo, é a menor dos últimos 25 anos.

Para ele, o Brasil está melhorando, "mesmo com o aspecto da imundície, da ladroeira e da corrupção intoleráveis". Ele disse que apoia a postura da presidente Dilma Rousseff em eliminar do seu governo envolvidos em corrupção e disse que ela tem conseguido fazer o que tem que ser feito, por não ter compromisso com o erro. "Alguém errou, rua".

Sobre as denúncias de corrupção, ele diz que são "segredos de polichinelo" e que a imprensa tenta enfraquecer o governo divulgando-as.

"A grande imprensa sempre soube desses segredos de polichinelo e aguarda a ocasião para denunciar, explorando a justa indignação do povo com essas roubalheiras e falcatruas".

Apesar de afirmar que não tem aspirações políticas para os próximos anos, o ex-deputado federal disse que ainda tem o sonho de ser presidente da República. "Nem sequer são mais planos, tenho sonho de ser [presidente], mas já sei que, a essa altura, só por fatalidade", disse.

Procurado, o Banco Central afirmou, via assessoria de imprensa, que não comenta declarações de personalidades públicas.

FOLHA

Pirateada na China, Wizard cria rede social


Principal franqueador de escolas de idiomas e de ensino profissional do Brasil com 3.500 unidades, o grupo Multi, dono da Wizard, do Yágizi e da Skill, criou uma rede social para ensinar inglês.

Batizada de WeSpeak, a rede gratuita é baseada nos pilares de áudio, vídeo, lições escritas e plantão de dúvidas.

Pelo modelo, o usuário se cadastra, define o nível de conhecimento do idioma e tem acesso às lições. Também pode publicar posts e fotos, como no Facebook, e interagir com outros estudantes.

A rede social estreia na próxima segunda-feira com a proposta de complementar o ensino nas aulas presenciais e ser uma aliada no projeto de expansão internacional do grupo.

Hoje com 50 escolas em dez países como EUA, China, Irlanda e Japão, o Multi enfrenta dificuldades para rentabilizar as operações franqueadas, cuja principal fonte de receita é a venda de material didático.

"Crescemos com base em franquias no Brasil, mas é um desafio implantar o sistema em outras regiões do mundo", diz Carlos Wizard Martins, fundador do grupo.

Na China, onde tem 10 mil alunos numa parceria firmada com a secretaria local de educação, a rede enfrenta a pirataria de material didático e por isso estreará a WeSpeak simultaneamente à operação no Brasil.

"Estamos há quase dois anos por lá e vimos a necessidade de mudar o modelo comercial. Na China, será o ensino virtual a principal fonte de receita".

ENSINO À DISTÂNCIA

Para comandar a estrutura pedagógica, o Multi contratou Michael Moore, um dos gurus do ensino à distância.

O executivo será responsável pela estrutura do portal a partir dos EUA.

Uma das funcionalidades do site será aproximar professores e alunos, numa espécie de LinkedIn do ensino.

Num espaço específico, os professores de qualquer lugar do mundo poderão apresentar seus serviços. A contratação é feita pelo site e o usuário pode pagar com cartão de crédito.

Do total recebido pelo professor, a rede social fica com 20%. As comissões serão seu principal modelo de negócios por não haver assinatura cobrada dos alunos.

A ideia é chegar até o fim do ano a 1 milhão de usuários do serviço e, segundo Martins, não haverá concorrência com as aulas presenciais.

Os investimentos nos dois primeiros anos de operação serão de R$ 10 milhões.

EXPANSÃO LOCAL

Após os investimentos de mais de R$ 200 milhões com aquisições em 2010, o grupo Multi passou o primeiro semestre do ano focado na integração das empresas.

Os planos, porém, são de continuar a estratégia de consolidação, principalmente em sistemas de ensino.

A rede mantém os planos de abertura de capital, mas não tem prazo estabelecido.

"A entrada do fundo Kinea [braço de investimentos do Itaú] no fim do ano passado colaborou como preparação de governança corporativa. Agora estamos ajustando outros controles", diz Martins.

FOLHA

Facebook ultrapassa Orkut em usuários no Brasil


O Facebook ultrapassou o Orkut, do Google, em número de usuários no Brasil no mês de agosto, confirmou ontem o Ibope Nielsen Online.

Segundo o levantamento, o Facebook fechou o mês passado com 30,9 milhões de usuários únicos, ou 68,2% dos internautas que acessam a rede a partir da residência e do local de trabalho.

No mesmo período o Orkut totalizou 29 milhões de usuários, com alcance de 64% da internet brasileira.

O Twitter, de acordo com o Ibope, manteve tendência de crescimento no Brasil e chegou a 14,2 milhões de usuários únicos, ou 31,3%.

Ainda segundo o levantamento, o país chegou a 77,8 milhões de internautas ao término do segundo trimestre, crescimento de 5,5% na comparação com o mesmo período de 2010. O número considera os acessos a partir de residências, locais de trabalho e pontos públicos de acesso, como lan houses.

Do total de usuários, 45,4 milhões foram ativos em agosto. O tempo médio de uso de computadores com internet no mês foi de 69 horas por pessoa.

A categoria que mais cresceu em navegação foi Educação e Carreiras (alta de 9,1%), com 25,8 milhões de usuários únicos. A subcategoria comunidades, onde estão as redes sociais, fóruns e blogs, chegou a 39,3 milhões de pessoas, o equivalente a 87% dos internautas de agosto.

No mês passado, cada internauta passou em média 7 horas e 14 minutos conectado às redes sociais.

FOLHA

Amazon estuda serviço de biblioteca similar a Netflix


A Amazon quer estabelecer um serviço de uso de livros digitais similar ao do Netflix para filmes, segundo o "Wall Street Journal".

Em artigo em sua edição desta segunda-feira (12), o jornal informa que os usuários do serviço pagariam uma tarifa anual em troca de ter acesso ao serviço.

O periódico, que cita fontes familiares com a ideia, diz que vários diretores editoriais expressaram ceticismo perante a ideia, devido à crença de que poderia causar uma queda nos preços dos livros, entre outras razões.

A proposta representa mais um sinal de que os vendedores de livros buscam outra maneira de fornecer conteúdo por via digital, à medida que cada vez mais consumidores leem livros ou veem filmes em formato eletrônico, segundo o " Wall Street Journal".

EFE/FOLHA

Keira Knightley e Jude Law vão estrelar versão de "Anna Karenina"


Keira Knightley e Jude Law foram confirmados no elenco de uma nova adaptação do clássico "Anna Karenina", de Tolstói. O filme será dirigido por Joe Wright, que já trabalhou com a atriz em "Desejo e Reparação" e "Orgulho e Preconceito".

Knightley irá interpretar a protagonista, uma mulher russa que tem um caso com um soldado mais jovem, enquanto Law fará o papel de seu marido.

As filmagens serão feitas na Inglaterra e na Rússia a partir deste mês. O filme está previsto para ser lançado já em 2012.

A personagem Anna Karenina já foi interpretada por grandes estrelas do cinema, como Greta Garbo e Vivien Leigh. A versãoa mais recente, lançada em 1997, é estrelada pela francesa Sophie Marceau.

FOLHA

PMs mataram juíza para tentar evitar prisão, diz delegado


Os três PMs apontados como responsáveis pela morte da juíza Patrícia Acioli, morta há um mês, planejaram o crime em uma tentativa de evitar que a vítima decretasse a prisão do trio - que era acusado de matar um jovem -, de acordo com o delegado Felipe Ettore, da Divisão de Homicídios do Rio.

A prisão dos três PMs, no entanto, foi decretada por Acioli horas antes de sua morte.

Ontem (11), a Justiça decretou a prisão do trio devido à suspeita de envolvimento na morte da juíza. Porém, o tenente Daniel dos Santos Benites e os cabos Sergio da Costa Junior e Jefferson de Araújo Miranda, todos lotados no 7º Batalhão (São Gonçalo), já estavam presos no BEP ( Batalhão Especial Prisional), em Benfica, zona norte, devido à decisão de Acioli.

Segundo o delegado, os PMs receberam no dia 11 a informação de que teriam a prisão decretada por participar da morte de Diego da Conceição Beliene, 18, em junho, no morro do Salgueiro, em São Gonçalo.

O crime tinha sido registrado na 72ª DP (São Gonçalo) como auto de resistência (morte em confronto com a polícia). No entanto, testemunhas afirmam que tratou-se de um assassinato.

O assassinato da juíza era uma tentativa de evitar a decisão, que eles não sabiam já estar oficializada.

Segundo Ettore, os policiais Junior e Benites aguardaram a magistrada sair do fórum de São Gonçalo e, a bordo de uma moto, seguiram Acioli até sua casa. Miranda se juntou ao grupo em momento não divulgado e participou da emboscada, segundo a polícia.

INVESTIGAÇÃO

O inquérito aponta que o crime foi planejado um mês antes, quando Acioli expandiu o número de investigados pela morte de Diego Beliene, em junho. Eles preparam o crime a ser deflagrado quando tivessem a indicação de que teriam prisão declarada.

As investigações apontam que os três usaram um veículo do 12º Batalhão (Niterói) para analisar o bairro onde a juíza morava. Eles escolheram um carro sem GPS.

A polícia ainda não concluiu as investigações. Eles receberam a informação da advogada que os representava no processo. Ettore afirmou que não poderia ainda dizer se ela pode estar envolvida no crime.

FOLHA

Despesas com guerras dificultam recuperação


A catástrofe econômica amplamente esperada como efeito imediato dos atentados de 11 de Setembro não aconteceu. Ao contrário, a primeira metade da década passada acabou marcada pela prosperidade econômica.

Mas seria ilusório achar que as economias americana e mundial sobreviveram incólumes ao ataque terrorista.

Mais do que o evento em si, a reação das autoridades americanas aos ataques criou uma dinâmica de gastos públicos que contribui para a dificuldade que os Estados Unidos enfrentam em reativar sua economia desde a crise financeira de 2008.

"O impacto imediato foi superestimado. O custo da perda econômica gerada pelos atentados foi menor do que se temia na época", afirma Arvind Subramanian, pesquisador do Peterson Institute for International Economics.

"Por outro lado, as duas guerras que sucederam os ataques tiveram um enorme impacto fiscal cujos efeitos são hoje sentidos".

Esse diagnóstico é consenso entre os demais especialistas. Segundo Eric Leeper, professor de Economia da Universidade de Indiana, o governo americano já desembolsou cerca de US$ 1 trilhão com despesas para aumentar seu aparato de segurança após 11 de Setembro.

A Universidade Brown calcula em US$ 4 trilhões os gastos diretos e indiretos gerados pelas guerras no Afeganistão e no Iraque. Somados, os dois valores representam cerca de um terço do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA, a maior economia do mundo.

O elevado dispêndio com segurança é citado como uma das causas principais do rombo nas contas públicas do país. O resultado fiscal (receitas menos despesas) americano saiu de um superavit em 2001 para um deficit de quase 9% do PIB no ano passado.

Segundo Subramanian, outras fontes do forte crescimento no deficit orçamentário foram os cortes de impostos promovidos durante a gestão de George W. Bush (2001-2009), os gastos para resgatar instituições financeiras na crise de 2008 e a injeção de recursos públicos na economia desde então.

MAIS INVESTIMENTO

Alguns economistas defendem mais gastos públicos para tentar reativar a economia, que passa por uma recuperação anêmica. Mas políticos do Partido Republicano se opõem à ideia e propõem cortes de gastos. O problema é que, tradicionalmente, são contrários à redução das despesas com segurança.

"Os republicanos querem um Estado mínimo, mas um papel que eles defendem é o do governo como provedor de segurança", afirma Leeper, que participou de um debate sobre a situação fiscal dos EUA no Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa, de São Paulo) na última semana.

Na opinião do economista Vincent Reinhart, do American Enterprise Institute for Public Policy Research, seria difícil reduzir gastos com segurança porque uma das principais consequências do 11 de Setembro foi alimentar a cultura do medo.

O aumento do custo de viagens, seguros e, em menor escala, do preço do petróleo, segundo especialistas, tem ligação com os atentados.

Reinhart, porém, destaca um lado positivo da resposta aos ataques: a geração de postos de trabalho de baixa qualificação por conta dos investimentos em segurança.

Mas, de forma geral, economistas acreditam que o balanço do dia para a economia americana é negativo.



"As guerras e a crise econômica contribuíram para essa imagem dos EUA como um poder desgastado. Essa decadência ajuda a polarização crescente da sociedade americana", afirma.

FOLHA

Namorada diz que motorista de Mercedes estava a 140 km/h em São Paulo


A namorada do jovem Patrick Fiks Brukirer Fajer, 20, morto na madrugada desta segunda-feira após bater seu Mercedes em um muro de proteção na região do Morumbi (zona oeste de São Paulo), disse à polícia que o rapaz dirigia a 140 km/h.

O acidente aconteceu por volta da 1h, na marginal Pinheiros. O jovem e a namorada estavam no veículo que capotou diversas vezes após bater no muro. O Mercedes parou apenas após atingir um carro da Polícia Militar, que estava estacionado.

Dois policiais estavam no interior do veículo atingido. Eles foram socorridos e encaminhados para um hospital da região, onde receberam atendimento e foram liberados em seguida.

A namorada de Fajer disse, segundo a Secretaria da Segurança, que ele perdeu o controle do carro no momento em que tentava pegar a carteira do bolso. Ela teve lesões leves. A jovem afirmou ainda, em entrevista à Record, que o rapaz tinha bebido duas garrafas de vinho antes do acidente.

A garota contou que ele pediu que ela dirigisse o veículo, mas ela se recusou por não ter carteira de habilitação. O caso deverá ser encaminhado para o 34º DP (Vila Sônia), que ficará responsável pelas investigações.

FOLHA

Explosão em fábrica de fogos de artifício mata cinco na Itália


Ao menos cinco pessoas morreram na explosão de uma fábrica de fogos de artifício localizada na cidade italiana de Arpino, região do Lazio.

O incidente ocorreu nesta segunda-feira, na fábrica Cancelli, que fica na rua Sant'Altissimo. A empresa era gerida por uma família.

Um homem e suas duas filhas, que administravam o estabelecimento, estão entre as vítimas.

De acordo com o Corpo de Bombeiros local, a explosão provocou um incêndio, que ainda não foi controlado.

Os oficiais também estão realizando buscas na região, pois há uma pessoa desaparecida.

FOLHA

Uma montanha da Baviera à sombra de Adolf Hitler


Sessenta e seis anos após sua morte, a alma de Adolf Hitler assombra ainda hoje uma montanha da Baviera - os alemães não sabem o que fazer dos vestígios de sua casa; e alguns não a querem como curiosidade turística, nem como memorial.

Bombardeada, dinamitada, desimpedida com máquinas, não resta muito de "Berghof", a residência favorita do Führer nos Alpes, que frequentava regularmente durante mais de dez anos antes da morte, num bunker em Berlim, em 1945.

As autoridades evitam indicar o caminho, e é só quando se está no local que se descobre, num desvio da pista de cascalhos, no meio de uma floresta de pinheiros, um pedaço cinzento de muro, meio perdido na montanha, acompanhado de um quadro explicativo.

É o único vestígio que leva à casa que conhecemos, principalmente, através de filmes amadores, que mostravam um Hitler sorridente no terraço, ao lado de Eva Braun, tendo ao fundo a paisagem idílica.

Situada a meio caminho de Oberzalsberg, a montanha que domina a aldeia de Berchtesgaden, na fronteira germano-austríaca, o lugar serviu de estada para os soldados americanos de infantaria, GI's, antes de sua partida, em 1995.

"Quando os americanos estavam lá, não havia problemas," afirma Ingrid Scharfenberg, 80 anos, que dirige desde o final da guerra a pequena pensão "Zum Türken" bem ao lado de Berghof, e que, hoje, está mal acomodada, em relação à notoriedade da vizinhança.

"As pessoas dizem que esta é a montanha nazista e que todos em Berchtesgaden são nazistas. Mas não se pode detestar dez gerações simplesmente porque [Hitler] viveu aqui", comenta ela.

"Não há peregrinações neonazistas aqui", assegura por sua vez o diretor da agência de turismo, Michael Griesser.

"Os neonazistas são raros", afirma Axel Drecoll, 36, historiador do Centro de Documentação de Obersalzberg, que apresenta uma exposição sobre Hitler e a ditadura nazista.

Acontece que, junto da casa, "um pequeno número de pessoas acendem, em segredo, velas e depositam flores, por ocasião do aniversário, ou para lembrar a morte" do ditador, acrescenta ele. Mas tudo é recolhido e jogado fora pelo porteiro do centro, que fica próximo.

Se o caminho em direção à residência de Berghof permanece quase confidencial, não acontece o mesmo com a estrada que leva ao "Ninho da Águia", um chalé construído pelos nazistas no pico de uma montanha vizinha, oferecido de presente a Hitler pelo seu aniversário de 50 anos.

Às dezenas de milhares, os turistas pegam uma rota vertiginosa para beber aí uma cerveja e admirar a paisagem espetacular.

Para alguns, a aura do ditador envenena menos o Ninho da Águia do que a casa de Berghof, porque Hitler sentia vertigens, e ia pouco lá.

Para evitar qualquer curiosidade doentia, o Estado da Baviera retirou de helicóptero, do Ninho da Águia, alguns móveis de época que ainda estavam no local.

Numerosos historiadores, entre eles Egon Johannes Greipl, chefe do Departamento bávaro de Monumentos Históricos, gostariam de ver tombados todos os sítios nazistas da região.

"Ninguém pensaria em demolir as ruínas de Olímpia [na Grécia] a pretexto de que tudo ficaria mais bem apresentado num Centro de documentação", afirma Greipl. "São testemunhas 'in loco' da História", que falam de um período crucial e de um fato, os crimes nazistas".

Greipl considera incoerente que a Baviera tenha incluído, secretamente, durante décadas, esses locais numa lista de sítios históricos protegidos, antes de decidir "por motivos políticos" varrê-los do mapa.

"Atribuir um estatuto cultural particular à casa Berghof" e a outras ruínas nazistas, entre elas 12 quilômetros de bunkers e de túneis sob a montanha, "serviria apenas para encorajar a construção de uma espécie de trilha do nacional-socialismo", replica Walter Schön, funcionário local encarregado do patrimônio e número dois do ministério da Justiça da Baviera.

Charlotte Knobloch, dirigente da comunidade judaica de Munique, lamenta igualmente qualquer ideia de tombamento.

"De qualquer forma, não resta nada" de Berghof e é preciso evitar fazer da casa um alvo de peregrinação neonazista, segundo ela.

Drecoll, por sua vez, tem menos medo de atrair grupos de extrema-direita do que ver os locais desvirtuados numa espécie de "Disneylândia do nazismo", fora do contexto histórico.

"Claro, é preciso satisfazer a curiosidade dos turistas, mas sem cair no sensacionalismo", diz ele. A grande dificuldade é evitar que "a pesquisa histórica ceda lugar ao kitsch comercial".

FRANCE PRESS/FOLHA

Ataque de Israel justificaria começo de guerra, diz premiê turco


O primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, afirmou que a ação de Israel contra um navio da Turquia rumo à Gaza era "causa de guerra", segundo relatos de entrevista que deu à emissora Al Jazeera, transcrita pela agência estatal de notícias Anatolia.

Entre os trechos, Erdogan dizia que o ataque israelense no ano passado, que deixou nove turcos mortos, teria justificado o início de uma guerra entre os países. Israel se recusa em se desculpar pela operação contra uma frota humanitária em 31 de maio de 2010 que tentava furar o bloqueio à faixa de Gaza.

"O ataque que aconteceu não ia de acordo com nenhuma lei internacional. Na verdade, era causa de guerra. No entanto, condizendo com a grandeza da Turquia, decidimos agir com paciência", afirmou.

Israel afirma que a ofensiva contra a frota foi em legítima defesa, após seus soldados terem sido atacados por alguns dos ativistas presentes. O país lamentou as mortes ocorridas e afirmou que é chegado o momento das duas nações se entenderem.

Um relatório da ONU sobre o evento afirmou que o bloqueio feito por Israel foi legítimo, mas acusou o país de ter feito uso de força excessiva.

Na última terça-feira (6), o premiê turco anunciou a suspensão total dos laços comerciais e militares com Israel, depois de reduzir o status das relações diplomáticas com o país. "Laços comerciais, laços militares, relativos à indústria de defesa, nós estamos suspendendo-os completamente. Este processo vai ser seguido de diferentes medidas", disse.

No dia 2 de setembro, o chanceler turco Ahmet Davutoglu anunciou a expulsão do embaixador israelense em Ancara e suspendeu todos os acordos militares com Israel. O país era o aliado muçulmano do Ocidente com melhores relações com Israel e pressionava o país para que pedisse desculpas pelo incidente.

FOLHA

Jogador de hóquei que sobreviveu a acidente de avião morre na Rússia


O jogador de hóquei no gelo Aleksandr Galimov, um dos dois sobreviventes do acidente com um avião de passageiros Yak-42 na quarta-feira passada, morreu nesta segunda-feira em um hospital de Moscou.


"Infelizmente, Aleksandr morreu", disse à agência Interfax um porta-voz do hospital Vishnevski, onde o jogador estava internado desde quinta-feira passada.

Um boletim médico emitido pela clínica minutos depois assinalou que apesar dos tratamentos mais avançados Galimov morreu em consequência de "queimaduras incompatíveis com a vida".


Na véspera, o jogador de hóquei, de 26 anos, tinha sido submetido a uma operação de transplante de traqueia, segundo informou a emissora de rádio Vesti FM.

Galimov era o único sobrevivente entre os 37 jogadores e técnicos do elenco da equipe de hóquei sobre gelo Lokomotiv Yaroslavl que estavam a bordo do Yak-42, que caiu poucos segundos após decolar por razões ainda desconhecidas.

O jogador tinha queimaduras em 80% de seu corpo e nas vias respiratórias, além de contusões nos rins e em um pulmão.

No acidente aéreo morreram também sete dos oito tripulantes do Yak-42.

O estado de saúde do agora único sobrevivente de acidente, o engenheiro de bordo Aleksandr Sizov, foi qualificado como "de média gravidade" pelos médicos do Instituto Sklifosovski, de Moscou, onde está internado.

EFE/FOLHA

Rafael Cortez diz que sucesso no "CQC" não vai durar


Rafael Cortez, 34, parece não confiar muito na fama alcançada com o humorístico "CQC" (Band).
"O momento midiático é efêmero", afirmou em entrevista do "Vitrine", da TV Cultura. "Daqui a pouco tem um cara mais barato, mais jovem e mais bonito do que eu".
O humorista, que lançou um CD instrumental recentemente, diz que não se considera uma celebridade e que fica tímido ao fazer algumas das reportagens do programa.
"Eu estou trabalhando, isso não vai durar", contou. "Eu tenho amigos que me convenceram".
Segundo ele, "humorista é um cara que quer cotidiano".
A entrevista vai ao ar na terça-feira (13), a partir das 20h40.
FOLHA

Mais inflação, menos crescimento


Carlos Alberto Sardenberg - O Estado de S.Paulo
O Banco Central (BC) terá agido corretamente, ao reduzir a taxa básica de juros, se houver a seguinte combinação de fatores: o mundo desabar de novo; o governo Dilma implementar uma forte e duradoura contenção do gasto público; e se o nível de juros no Brasil tiver permanecido elevado esses anos todos por burrada ou leniência do BC.
É o que se conclui das manifestações do próprio Banco Central, de membros do governo e de seus aliados. O BC se baseia mais na tese segundo a qual o mundo desenvolvido apresenta uma recaída forte na crise, desta vez menos aguda, porém mais longa. Essa desaceleração vinda de fora cai em cima de uma redução do crescimento já em curso no Brasil, de modo que, nota o BC, não há como a inflação prosperar nesse ambiente. Por isso se pode reduzir a taxa de juros para garantir algum crescimento.
Ocorre que esse argumento não parece convencer nem os mais qualificados aliados do governo. Se não houver um novo colapso como o de 2008 - coisa na qual nem o próprio BC acredita -, o efeito sobre a economia brasileira será mitigado. Como a própria presidente Dilma tem ressaltado, há um mercado interno bastante dinâmico por aqui e que continua em expansão (como, aliás, reconhece o BC). E a China, nosso principal freguês, pode desacelerar, mas naquele ritmo deles: em vez de crescer 10%, o esperado para este ano, vai crescer entre 8,5% e 9%.
Por isso, economistas alinhados com o governo põem mais força no argumento do ajuste de contas públicas. Afirmam que o governo já está segurando as despesas e que tem projetos para o equilíbrio de contas de longo prazo. De fato, há no Congresso Nacional projetos importantes que estabelecem regras que limitam o avanço dos gastos de custeio, impõem um teto baixo para o aumento dos gastos com salários do funcionalismo e criam o fundo de pensão dos funcionários públicos, equiparando seu regime ao do INSS.
Este último andou mais, passando em comissões. Mas está longe de ter apoio da base aliada, muito menos do PT, da CUT e de seus sindicatos. Já o projeto que limita o reajuste dos servidores foi rejeitado na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados e líderes petistas dizem que a chance de avançar é zero. O mesmo vale para o projeto que limita gastos de custeio.
Mas o governo não está cortando gastos? Não. O gasto está crescendo menos do que cresceu no ano passado, quando subiu fortemente. Além disso, o projeto de Orçamento recém-apresentado pelo governo prevê aceleração das receitas e dos gastos para o ano que vem. E o Congresso debate vários projetos que aumentam os gastos.
Outro ponto importante do debate se refere ao mercado de trabalho. O desemprego está nos níveis mais baixos da história recente e os salários sobem em termos reais. Não há sinais de desaceleração aí. Ao contrário, o salário mínimo vai subir 14% em janeiro, e nas negociações coletivas (e greves) em curso os trabalhadores estão reclamando reajustes na base de 10%.
O BC alerta para esse problema, mostrando que reajustes salariais acima dos ganhos de produtividade são inflacionários. Pois é, são mesmo, e é o que está acontecendo.
Mas, dizem economistas aliados, o governo está tratando de medidas que corrijam o desequilíbrio do mercado de trabalho (demanda superior à oferta, falta de mão de obra e custos trabalhistas elevados). No entanto, a única medida concreta tomada até aqui foi a eliminação da contribuição previdenciária patronal sobre a folha de salário, beneficiando quatro setores da economia.
Só que essa desoneração foi compensada por um novo imposto, este sobre o faturamento. Ou seja, a carga tributária, o custo de produzir não cai e pode até aumentar em alguns casos.
Resumindo, toda essa argumentação do BC, do governo e de seus aliados se baseia numa hipótese extremamente pessimista, e a menos provável, sobre a crise mundial e num ajuste de contas públicas que se está por ver.
Por isso aparece outra explicação. Muitos economistas do lado desenvolvimentista têm salientado que os juros ficaram muito altos no Brasil por burrada do BC ou, pior, pela sua subserviência ao mercado financeiro. Logo, podem ser derrubados imediatamente, que não vai acontecer nada com a inflação.
O BC, claro, não pode dizer isso. Mas notou na ata divulgada na semana passada que a taxa de juros neutra - aquela que mantém a inflação na meta sem bloquear o crescimento - parece ter sofrido "redução significativa".
Reparem: o BC também repetiu várias vezes que inflação elevada distorce a economia e impede crescimento duradouro; e que a política de juros é o melhor instrumento de combate à inflação. Se as premissas são essas e se o BC está reduzindo a taxa básica de juros, afirmando que mesmo assim a inflação vai para a meta, só pode ser porque entende que o "juro neutro" é significativamente menor que o atual nível de 12%.
Por outro lado, os desenvolvimentistas também entendem que a inflação de 6,5%, no teto da margem de tolerância, não é problema em países emergentes.
Tudo isso indica que o governo Dilma mudou a política econômica. Mas não colocou outra no lugar, não pelo menos uma política com seus fundamentos definidos e assumidos. Continua dizendo que o regime de metas de inflação está de pé, quando praticamente ninguém acredita nisso. (E dentro do governo muita gente diz que é bom que tenha acabado)
A presidente Dilma, em seu último discurso, prometeu tudo: reduzir os juros, sustentar o crescimento, conter a inflação, aumentar as exportações, bloquear importações, conter gastos públicos, acelerar investimentos e programas sociais.
Claro que o governante quer o melhor possível, mas política econômica exige escolhas e metas mais definidas. Pelo menos até aqui, o governo está colhendo o contrário do que anuncia: temos mais inflação e menos crescimento.
JORNALISTA
ESTADÃO

luishipolito@outlook.com

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