quinta-feira, 22 de setembro de 2011

"Vamos manter a inflação sob controle", diz Dilma em artigo


Da Redação
A presidente Dilma escreveu um longo artigo - de doze parágrafos - para o jornal britânico Financial Times, publicado nesta quinta-feira (22) na edição impressa da publicação. Depois de se tornar a primeira mulher a fazer o discurso de abertura de uma Assembleia-Geral da ONU, na última quarta-feira (21), a presidente do Brasil deu continuidade à discussão sobre a crise econômica que avança sobre os países desenvolvidos, incluindo os Estados Unidos, e voltou a dar o recado de que as nações emergentes podem e devem ajudar nesse cenário.
Para acalmar os mercados, Dilma falou também de inflação e disse que não há motivos para preocupação, pois o país manterá a taxa sob controle. "Não sucumbiremos diante de pressões inflacionárias que vêm de fora. Com segurança e serenidade, vamos manter a inflação sob controle, sem que tenhamos de renunciar a nosso crescimento, essencial para a promoção da inclusão social. Nosso compromisso com o desenvolvimento sustentado e a estabilidade macroeconômica não é negociável, e a sintonia fina da política econômica trabalhará sempre com essa meta", escreveu.
A presidente afirmou ainda que a crise financeira de 2008 continua a gerar consequências, sobretudo nas economias avançadas. Segundo sua análise, muitos dos países ricos estão em crise porque, "com um crescimento ainda fraco, vêm adotando políticas monetárias extremamente expansionistas, em vez de uma combinação mais equilibrada de estímulos fiscais e monetários".
Além de fazer seu prognóstico sobre a crise e apontar soluções exercidas pelos países emergentes, a presidente criticou o protecionismo de mercado, e disse que é "urgente" combatê-lo. Para ela, esse tipo de prática confere "competitividade de maneira espúria e à custa dos parceiros comerciais".
A atuação e relevância do G20 foi outro ponto de destaque do artigo de Dilma Rousseff. "O G20 é capaz de oferecer uma resposta coordenada, em que todas as grandes economias podem avançar em conjunto em seus ajustes fiscais, monetários e cambiais, sem correr os riscos de atuarem sozinhas. Um sistema global de comércio aberto exige esse sentimento de confiança mútua".
TERRA MAGAZINE

Crise externa afeta plano de internacionalização do Banco do Brasil


SÃO PAULO - A crise atual na Europa e nos Estados Unidos está prejudicando o projeto de internacionalização do Banco do Brasil, afirmou hoje o presidente do BB, Aldemir Bendine, na Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, onde o executivo participou de um almoço. "O cenário mais incerto tem gerado atraso nas negociações em curso" disse ele.
Um exemplo dessa interferência da crise nos planos do banco é a entrada da instituição na África. "O cenário está muito volátil e as negociações estão andando com mais cautela". No ano passado, BB, Bradesco e o Banco Espírito Santo, de Portugal, anunciaram a assinatura de um memorando de entendimentos para atuar na região.
O BB tem grande interesse em se expandir para o continente africano, destacou Bendine. Ele ressalta que não há grande quantidade de brasileiros morando na África, mas há um alto número de empresas do Brasil instaladas naquele continente. Outro fator de interesse está ligado à rentabilidade média dos bancos na África, de 45%. "A entrada só não ocorreu ainda por questões negociais e pela falta de uma oportunidade melhor", afirmou.
O executivo também comentou sobre a alta recente do dólar, dizendo que ela pode ter um componente especulativo. Bendine ressaltou também que a alta não preocupa e pode ser boa para as empresas. "A valorização não traz contágio negativo para a economia. Não vejo como grande preocupação". O BB deve bater este ano, segundo Bendine, novo recorde na liberação das linhas de financiamento ao comércio exterior, Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio (ACC) e Adiantamentos sobre Cambiais Entregues (ACE). A carteira dessas linhas fechou o primeiro semestre com saldo de US$ 36 bilhões. "Apesar da crise no exterior, as empresas continuam exportando".
Bendini informou que a crise atual não exigirá do banco um papel mais ativo no crédito, como ocorreu em 2008. Após revisar as projeções de crescimento da carteira no segundo trimestre, o executivo diz que, mesmo com a queda da taxa básica de juros, a Selic, e o cenário atual mais conturbado, elas se mantêm inalteradas. "Não deve haver uma ação mais ordenada do banco no mercado de empréstimo". Diferentemente da crise de 2008, Bendine não vê, agora, os bancos se retraindo no crédito. Ao contrário, ele destaca que está havendo um recuo na procura por empréstimos. "Não tem havido nenhum tipo de retração no crédito. Há recursos disponíveis".
ESTADÃO

Aluno de 10 anos atira em professora e depois se mata em escola em São Paulo


Um aluno de 10 anos atirou contra uma professora e depois se matou na tarde desta quinta-feira na escola Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul (Grande São Paulo), segundo a prefeitura da cidade.

De acordo com o órgão, o garoto - aluno do 4º ano - disparou contra a professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38, dentro da sala de aula, às 15h50. No momento do disparo, 25 alunos estavam na sala.

Em seguida, segundo informações da prefeitura, o aluno se retirou da sala de aula e disparou nele próprio, na cabeça.

Ambos foram socorridos com vida. O aluno foi atendido no Hospital de Emergência Albert Sabin, em São Caetano. Ele teve duas paradas cardíacas e morreu às 16h50, ainda de acordo com a prefeitura da cidade. A professora foi socorrida pelo helicóptero Águia da PM, mas não se sabe para qual hospital. Ainda não há informações sobre seu estado de saúde.

A escola - de ensino fundamental e médio da rede municipal - fica na Rua Capivari, na altura do número 500, no bairro Nova Gerty.

Uma equipe dos bombeiros foi enviada ao local para atender a ocorrência.

FOLHA

Veja o que muda no Facebook


Ao longo das próximas semanas, o Facebook vai introduzir várias mudanças, apresentadas hoje por Mark Zuckerberg, executivo-chefe da empresa, na conferência F8. A Timeline, uma linha do tempo com as atividades do usuário, é a principal delas.

Outra novidade é a integração com aplicativos de música e vídeo. A novidade, cujo lançamento ainda não tem data definida, também chegará ao Brasil, mas depende de parcerias entre o Facebook e os serviços de música e vídeo disponíveis no país.

Veja abaixo uma lista das novidades do Facebook.

TIMELINE



Mostra uma linha do tempo de suas atividades. Hierarquiza informações de uma forma diferente, buscando dar ênfase ao que for mais importante em cada período. Eventos que aconteceram há mais tempo tendem a ser resumidos de forma mais condensada, enquanto os mais recentes são exibidos de forma mais extensa. Se o usuário acha que um período importante de sua vida não está contemplado pela Timeline de forma apropriada, pode adicionar informações e elementos, inclusive sobre etapas de sua vida em que nem era associado ao Facebook.

VERBOS DIFERENTES



Será possível usar novos verbos para compartilhar atividades. Mark Zuckerberg explica a novidade com o seguinte exemplo: "Você não precisa 'curtir' um livro. Pode apenas 'ler' um livro".

INTEGRAÇÃO COM MÚSICA E VÍDEO



O Facebook fez parcerias com empresas como Netflix, Hulu e Spotify para aumentar sua integração com música e vídeo. Usuários terão novas formas de compartilhar o que estão vendo e escutando, e poderão ter um perfil musical no Facebook. Além disso, Zuckerberg demonstrou na F8 um recurso para ouvir música com amigos simultaneamente.

NOVAS FORMAS DE COMPARTILHAR



Por meio de aplicativos, será possível compartilhar, por exemplo, o que você está comendo, que receita está preparando ou quantos quilômetros você percorreu da última vez que saiu para correr.

FOLHA

Dólar atinge R$ 1,90 no fechamento; Bovespa cede 5,48%


O dólar comercial, utilizado para o comércio exterior, foi negociado por R$ 1,895 após as 16h (hora de Brasília), em forte alta de 1,60% nesta quinta-feira. Somente neste mês, o preço da divisa americana já acumula um aumento de 18,96%.

Ainda operando, a Bovespa sofre perdas de 5,48%, aos 52.915 pontos. O giro financeiro é de R$ 6,66 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York recua 4,45%.

No caso da moeda americana, trata-se da maior cotação de fechamento desde fevereiro de 2010, mas ainda não foi o "pico" do dia.

Logo pela manhã, a taxa de câmbio bateu R$ 1,963 por volta das 9h30 (hora de Brasília. Pouco depois, pouco depois das 10h, o Banco Central anunciou uma operação inédita desde 2009: uma venda de dólar no mercado futuro de moeda (via um leilão de "swap" cambial), mas que não altera o volume das reservas internacionais do país.

Dos 112.290 contratos oferecidos pelo BC, os agentes de mercado tomaram pouco mais de 55 mil, numa operação calculada em US$ 2,7 bilhões. Em nota à imprensa, a autoridade monetária afirmou que "poderá voltar a atuar, a qualquer momento, de modo a assegurar condições apropriadas de liquidez nos mercados de câmbio".

"Temos que lembrar que o Banco Central não entra somente para comprar, ele pode vender também. Acho que quando o dólar bateu R$ 1,95, tocou num preço além do tolerável [para as autoridades econômicas]", diz Fernando Bergallo, gerente de câmbio da TOV Corretora.

"Creio que o mercado interpretou a alta de hoje não como uma tendência mas como um movimento pontual. Como eu já disse para alguns clientes hoje de manhã, e muita gente no mercado tem dito, os fundamentos econômicos [do Brasil] não mudaram e, sinceramente, acho qualquer comparação com [a crise de] 2008 descabida", acrescenta.

A disparada dos preços da moeda já é comparada por alguns à volatilidade de 2008, quando a cotação da moeda americana oscilou em torno de R$ 2,40.

Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 2,07 (alta de 5,6%) e comprado por R$ 1,870. E na BM&F, o contrato futuro de dólar para dezembro apontou uma taxa de R$ 1,910 (número preliminar).

ECONOMIA MUNDIAL

O ânimo dos mercados segue abalado pelas perspectivas sombrias da economia mundial. Ontem, o plano de US$ 400 milhões do banco central dos EUA (Federal Reserve) gerou frustração entre uma parcela dos investidores, que esperavam medidas mais ousadas. Outra parcela se assustou com a advertência dessa autoridade monetária para os "riscos significativos" para o crescimento do país.

O dia também foi repleto de declarações contundentes dos representantes de alguns dos principais organismos mundiais e dos principais grupos econômicos.

"Uma crise feita no mundo desenvolvido poderia se tornar uma crise para países emergentes. Europa, Japão e EUA têm de agir para enfrentar seus grandes problemas econômicos antes que eles se tornem problemas maiores para o resto do mundo", disse o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

Sentenças no mesmo sentido foram disparadas pelas lideranças do Reino Unido e de seis dos membros do G20 (grupo dos países mais desenvolvidos), em um comunicado divulgado hoje.

"Para muitas economias avançadas a saída de uma recessão profunda será difícil. (...) Isto terá um impacto nos mercados emergentes, e a capacidade de manobra é mais limitada que em 2009", advertiram.

DÓLAR MAIS CARO

Há vários fatores apontados por analistas do mercado para (tentar) explicar a disparada dos preços: o medo de um calote da Grécia (e os efeitos nocivos desse evento para o sistema bancário europeu); a perspectiva de juros ainda mais baixos nos próximos meses (o que reduz o apelo para que grandes investidores estrangeiros migrem capital para cá), e finalmente, movimentos especulativos, executados no mercado futuro de moeda, mas que afetam os preços no segmento à vista.

Em um cenário internacional de maior incerteza, tradicionalmente investidores correm para os chamados 'portos seguros': o dólar e o ouro.

A commodity metálica é um refúgio histórico para aqueles que buscam se proteger contra as turbulência da economia mundial. Já o dólar é a moeda em que os ativos mais seguros do planeta são negociados: os títulos do Tesouro dos EUA.

Por outro lado, economistas também destacam vários motivos que podem levar a taxa cambial a mudar de rota no curto ou no médio prazo: as reservas internacionais robustas do país,e o controle dos gastos públicos, o que reforça a credibilidade do país como alternativa viável para o capital externo; além do fato de que os juros brasileiros, apesar do 'viés de baixa' percebido pelo mercado, ainda seguem como os mais altos do planeta.

Por enquanto, no entanto, a volatidade ainda deve mandar nos mercados: conforme as autoridades europeias já indicaram uma solução para o imbróglio grego não deve aparecer antes de outubro. Por esse motivo, acreditam, a taxa cambial deve continuar pressionada.

FOLHA

Kajuru dribla SBT e dá entrevista com goleiro Bruno a Datena


A entrevista exclusiva de Jorge Kajuru com o goleiro Bruno deverá ser exibida na Band, e não no SBT. O jornalista obteve a primeira entrevista exclusiva com o goleiro, que está preso em Contagem, Minas. Bruno, alguns amigos e parentes são acusados de envolvimento na morte da modelo Elisa Samúdio, no ano passado.
Kajuru disse, nesta quinta, que a entrevista com Bruno foi feita em dezembro passado (e não na semana passada, como dissera anteriormente). Ele afirma que só pôde divulgar o feito (a 1ª e única entrevista de Bruno) ontem, porque havia uma pendência judicial envolvendo um ex-advogado de Bruno - que receberá, segundo o jornallista, em torno de R$ 150 mil para autorizar a exibição na Band.
Kajuru, que tem contrato com a Esporte Interativo (emissora UHF só de esportes), obteve acesso a Bruno após meses de negociações com a defesa do ex-goleiro do Flamengo, no ano passado. Kajuru também tem contrato com uma rede de afiliadas do SBT, mas, contratualmente, não tem obrigação de ceder o material à emissora - que desejava o material.
Ele decidiu dar o furo jornalístico a seu melhor amigo, José Luiz Datena, do "Brasil Urgente" (Band). A Band ainda não decidiu quando vai exibir o material. No total, a entrevista durou cerca de 1h30.
"Não dei esse material para a Band. Dei ao Datena. Se o Datena estivesse na TV Arapiraca, ainda assim eu cederia a ele", disse Kajuru, 50, à coluna nesta quinta.
Além do SBT, Jorge Reis da Costa, o Kajuru, já trabalhou na RedeTV!, Cultura, Band e ESPN. Também fez programas exclusivos para internet. É conhecido por sua briga com cartolas, e seu temperamento explosivo já lhe rendeu inúmeras ações judiciais e inimigos.
O CASO ELISA SAMÚDIO
Elisa Samúdio foi morta provavelmente um ano atrás, depois de sumir de um hotel no Rio, para onde tinha viajado com o filho - cujo pai era Bruno. O jogador não aceitava a paternidade da criança. Durante as investigações do rumoroso caso, a polícia obteve denúncias de que Elisa fora espancada no sítio do jogador, no período do desaparecimento.
Um primo do goleiro, então menor, e o amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, foram apontados como executores do crime. A defesa deles nega. Elisa era modelo e chegou a fazer filmes pornôs. Seu corpo jamais foi encontrado.
Em julho passado, a polícia indiciou o goleiro Bruno e outros suspeitos foram indiciados por homicídio, sequestro, formação de quadrilha, corrupção de menores, cárcere privado e ocultação de cadáver.
Outro acusado, Marcos A. dos Santos foi acusado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e formação de quadrilha. Outros escaparam da acusação de assassinato, mas foi mantida a de cárcere e formação de quadrilha.
Questionado pela coluna a respeito de sua impressão sobre Bruno, após a entrevista, Kajuru afirmou que, embora tenha "dúvidas sobre quem cometeu o crime", ele acredita "que Bruno não participou diretamente do assassinato".
FOLHA

Caminhões que usam estradas federais têm quase 9 anos


A idade média dos caminhões que circulam pelas rodovias federais do Brasil é de 8,9 anos, segundo levantamento parcial realizado pelo Ministério dos Transportes.

A informação foi apurada na primeira fase da Pesquisa Nacional de Tráfego, que coletou dados de 1,6 milhão de veículos em 16 rodovias federais, de 11 Estados.

A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 30 de maio, em 22 postos. Nesta sexta-feira (23) começa a segunda fase da pesquisa, que também vai durar uma semana, mas em 120 postos.

Segundo o ministério, a pesquisa foi reforçada em setembro devido ao maior volume de cargas a serem transportadas, já que o período é de escoamento da safra de grãos.

A terceira fase será feita em novembro, e, assim como a primeira, é importante para o registro de carregamento de produções escoadas em períodos sazonais. O objetivo dos três períodos de pesquisa é permitir a estimativa de tráfego nos principais eixos de transporte, abrangendo todas as variáveis da produção nacional.

As informações da pesquisa são coletadas por militares do Exército - 5.000 homens vão participar da segunda fase. Eles abordam motoristas por amostragem e fazem entrevistas sobre a origem, destino e outras informações socioeconômicas.

Com os resultados da pesquisa, o Ministério dos Transportes revisará as estimativas dos fluxos rodoviários de cargas e passageiros das estradas federais, além de subsidiar o Plano Nacional de Logística e Transportes.
CategoriaQuantidadeParticipaçãoIdade média da frota
Passeio865.59853,3%5,6 anos
Ônibus45.7392,8%8,4 anos
Motos89.9155,5%4,4 anos
Carga623.10038,4%8,9 anos
Fonte: Pesquisa Nacional de Tráfego - 1ª fase

FOLHA

Operação resgata 19 em situação análoga à escravidão em Goiás


Dezenove trabalhadores em condições análogas à escravidão foram resgatados em duas carvoarias em Itajá (420 km de Goiânia).

A operação de resgate, realizada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Goiás, aconteceu entre os dias 12 e 21 de setembro.

Segundo a superintendência, os trabalhadores estavam em duas carvoarias instaladas em uma fazenda de criação de gado, que havia sido arrendada por uma empresa produtora de carvão.

Eles haviam sido aliciados por "gatos" (intermediadores de contratações) na cidade de Bom Despacho, em Minas Gerais.

Nas carvoarias, os fiscais encontraram os trabalhadores em condições degradantes.

"Eles moravam em barracos de lona, sem acesso à água potável, instalações sanitárias e local para banho. Eles também trabalhavam de chinelos e bermudas, expostos ao calor, à fumaça dos fornos e a vários outros fatores de risco", afirma Roberto Mendes, auditor fiscal responsável pela ação.

Na operação, os auditores fiscais do trabalho emitiram 31 autos de infração e autuaram a empresa produtora de carvão e o dono da fazenda, que poderão responder a processo criminal. Segundo a superintendência, as verbas rescisórias devidas aos trabalhadores chegam a R$ 135 mil.

Ainda de acordo com a superintendência, o proprietário da empresa assumiu o pagamento das verbas rescisórias e os custos com o retorno dos trabalhadores ao Estado de origem.

Em julho, equipes do Ministério Público do Trabalho resgataram 69 trabalhadores em condições análogas à escravidão em carvoarias de Goiás.

Segundo a Procuradoria, em 2011, auditores fiscais já resgataram no Estado 233 trabalhadores em condição análoga à de escravo em olarias, carvoarias e no corte de eucalipto.

FOLHA

Dívida pública cresce 1,96% em agosto e chega a R$ 1,768 trilhão


A dívida pública federal cresceu 1,96% no mês de agosto, passando de R$ 1,734 trilhão para R$ 1,768 trilhão. A informação foi dada nesta quinta-feira pela Secretaria do Tesouro Nacional.

Essa elevação ocorreu por conta de aumentos nas dívidas interna e externa do país. A primeira teve crescimento de 2% e passou de R$ 1,659 trilhão para R$ 1,692 trilhão. Esse resultado só foi possível devido a emissão de liquida no valor de R$ 16,34 bilhões no mês passado.

Já a dívida externa, apresentou leve alta de 1,07% sobre o estoque apurado no mês de julho e fechou agosto em R$ 75,43 bilhões.

Os títulos da dívida com remuneração pré-fixada tiveram aumento e passaram de 34,49% em julho para 34,82% em agosto. Os papéis atrelados à taxa básica de juros (Selic) tiveram sua participação reduzida, passando de 32,61% para 32,49% em agosto.

Os títulos indexados à inflação também tiveram uma leve redução em sua participação. 

Passaram de 28,77% para 28,59%.

FOLHA

Governo publica investigação sobre cartel de empresas de cimento


A SDE (Secretaria de Direito Econômico) do Ministério da Justiça publica hoje o resultado de uma investigação sobre formação de cartel das maiores empresas de cimento do país, informa a coluna Mônica Bergamo na Folha.

Controlando 80% do mercado, elas combinariam preço e dividiriam suas áreas de atuação para evitar concorrência. Votorantim, Camargo Corrêa, Cimpor e Holcim têm agora dez dias para apresentar as alegações finais da defesa.

O processo depois segue para julgamento no Cade. Caso fique caracterizado o cartel, a multa pode superar o recorde de R$ 3 bilhões cobrados do "cartel dos gases". Votorantim e Camargo Corrêa (InterCement) não comentam. A Holcim diz que não foi comunicada. A Cimpor não se manifestou.

FOLHA

Nova série "As Panteras" tem piores atuações da década, diz site


O site Hollywood Reporter critica duramente a nova série "As Panteras" nesta quinta-feira. O remake estreia hoje na TV norte-americana.

"Uma coisa pode ser dita sobre a nova versão: está além do abominável", diz o crítico Tim Goodman. "Ela tem algumas das piores atuações da última década na TV, principalmente graças a Minka Kelly".

A versão atual da série policial é estrelada por atrizes reveladas em outros programas de sucesso da TV: Kelly vem de "Friday Night Lights", Annie Ilonzeh saiu de "General Hospital" e Rachael Taylor participou de "Grey's Anatomy".

"O roteiro é atroz. É como uma paródia que resolveu se levar a sério. É uma ofensa a cada ator e roteirista atualmente sem emprego", continua a crítica.

A série original foi exibida entre 1976 e 1981 com Farrah Fawcett no elenco.

FOLHA

Rock in Rio vende 700 mil ingressos com atrações nada roqueiras


Dez anos depois, o Rock in Rio volta amanhã para seu berço. Depois de uma década de eventos da franquia em Lisboa e Madri, o festival lança sua quarta edição brasileira - e a mais pop de todas.

Em sete dias - de sexta a domingo e de quinta a domingo da semana que vem -, o Rock in Rio 2011 tem apenas três noites consideradas, sem restrições, como "roqueiras".

As principais atrações dessas noites são Red Hot Chili Peppers, Metallica e Guns N' Roses. Uma quarta data tem o Coldplay fechando o dia, mas o resto da escalação tende para música pop.

O que dá o tom do festival é uma enxurrada de nomes que alugaram as paradas nos últimos dois ou três anos.


Rihanna, Katy Perry, Shakira, Maroon 5 e Ke$ha tiveram, juntos, 32 canções entre as dez mais vendidas nos EUA.

Mesmo na categoria "veteranos", com Guns N' Roses em seu terceiro Rock in Rio consecutivo, a balança pesa para nomes pop, como Stevie Wonder, 61, e Elton John, 64.

Entre artistas brasileiros, enquanto um Sepultura é colocado no segundo palco, a arena principal terá Claudia Leitte e Ivete Sangalo.

Além do caráter pop, a nova edição do festival é a mais feminina da história. Nos 56 shows programados para os palcos Mundo e Sunset, 23 cantoras vão se apresentar.

Para Dinho Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial - atração roqueira que vai para seu terceiro Rock in Rio -, a estranheza das muitas atrações pop não leva em conta o histórico do festival.

"Desde a primeira edição, em 1985, o Rock in Rio teve essa mistura. Lá estavam o Iron Maiden e o Ozzy, mas também Elba Ramalho", declara Dinho. A cantora, aliás, participou também das outras edições brasileiras do festival, em 1991 e 2001.

Dinho aponta isso até como uma tendência "brasileira" que outros eventos no mundo seguem.

Neste ano, o tradicional Glastonbury, na Inglaterra, considerado o maior do gênero, teve como seus três nomes principais U2, Coldplay e Beyoncé, uma das rainhas do pop.

As 700 mil pessoas que esgotaram os ingressos são avalistas da mistura de estilos.

FOLHA

Caixa tira do ar propaganda que retrata Machado de Assis como branco


A Caixa Econômica Federal tirou do ar terça-feira (20/9) um comercial sobre seu aniversário de 150 anos no qual o escritor Machado de Assis era representado por um ator branco.

A peça foi criticada pela Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República) e pelo movimento contra o racismo -  o escritor era mulato.

A secretaria redigiu um comunicado em que se referiu ao comercial como uma "uma solução publicitária de todo inadequada". "A Seppir entende que, em respeito a sua contribuição na valorização da diversidade brasileira, a Caixa deve corrigir a produção deste vídeo, reconhecendo o equívoco", afirmou a nota.

Ao banco restou pedir desculpas e tirar o comercial do ar. "A Caixa lamenta que a peça não tenha caracterizado o escritor, que era afro-brasileiro, com sua origem racial".

O presidente da Fundação Palmares, Eloi Ferreira, afirmou que o acontecido não compromete a "reputação" do banco como empresa parceira, que preza pela promoção da igualdade.

"A Caixa sempre incluiu nos modelos de publicidade modelos negros e negras, diferentemente de outras instituições financeiras. Me parece que a agencia errou gravemente", declarou Ferreira.

Para ele, o pedido de desculpas do banco e a retirada do vídeo do ar foram soluções suficientes.

"A instituição não procurou se justificar. Pelo contrário, agiu de forma correta e corrigiu um erro que com certeza foi da agência", disse o presidente da Palmares.

A Caixa, em nota a Seppir, informou que além da suspensão da veiculação do comercial, o pagamento da campanha publicitária à agência foi anulado.

Veja o vídeo:


FOLHA

Sua excelência, o carro


Às vésperas do Dia Mundial Sem Carro virou risco andar pelas calçadas.



Não dá para sair tranquilo de um shopping (Villa-Lobos), e caminhar. Vem um carro a 100 km por hora. Não é acontecimento isolado. Outra vez foi um estudante que dispensara o carro e voltava caminhando na Vila Madalena. Sem carro, na calçada. Ficou sem vida. Ontem outro carro entrou pela vitrine de uma loja.

Em 2010: três paulistanos por semana, com mais de 70 anos, foram vítimas fatais.

Já não chegam os acidentes nas vias, agora o carro chega às calçadas. 

Não chega o estado das calçadas, buracos, desníveis, restos de cachorros. 

São 100 mil acidentes por ano por conta das condições do passeio. Agora o carro anda pelas calçadas.

No Dia Mundial Sem Carro o ambiente é o da entronização de sua excelência, o carro.

Não há nenhuma medida efetiva para restringi-lo, enquanto sobram medidas para estimulá-lo. Desde a atração de mais carros para o centro expandido até os privilégios para a indústria automotiva: desoneração de impostos, protecionismo, crédito abundante, o que só faz entrarem mais carros na cidade.

Com mil veículos automotores em circulação a mais por dia não há medida de desafogamento nem rede de metrô aumentada que dê conta.

Nova York,Londres, Paris são exemplos de cidades com grandes redes de metrô, com alta capilaridade e com vários congestionamentos de carros. Londres precisa aplicar uma taxa no centro para desestimular o fluxo de veículos.

Isso mostra que a questão do carro não é meramente oferecer mais metrô e pronto; tudo se resolve. Essas cidades mostram que mesmo com redes extensas é preciso restringir o carro. E ter outras opções.

Além disso, segue a impunidade para quem provoca acidentes. A impunidade é o veículo mais rápido para continuarmos a ter acidentes do tipo invasão de calçadas.

A indústria automotiva há anos é uma das mais beneficiadas com privilégios. O carro é uma divindade. Um arquétipo de poder. Nele, o sujeito se julga mais forte. Foram anos de trabalho de marketing.

Ninguém é contra o carro. Não se trata de querer eliminá-lo, seria ingênuo. Mas de colocá-lo no devido lugar.

O carro é um meio para o ser humano. Não o contrário.

Hoje, o que nos prende ao carro vai muito além da mobilidade para a qual ele serve. A ponto de qualquer solução para diminuir sua influência soar impossível.

Andar de bicicleta vira mera questão de lazer quando cerca de 230 mil viagens/dia são feitas a trabalho. E, se houver segurança, haverá muito mais gente querendo fazer.

No Dia Sem Carro, ganhamos 850 m de ciclorrota mais ciclofaixa ligando a USP ao Metrô. E 4,4 km de corredor de ônibus na Radial Leste. É bom, não vamos desprezar os avanços.O caminho não é fácil.

Mas mostra o quanto é desproporcional a relação. Emplacaram mais mil veículos hoje e ganhamos 850 m de ciclofaixa. Que não são acrescidas a cada dia, só hoje. Enquanto que o carro, todo santo dia.

A tarefa é tão grande que só com uma decisão muito forte da população é possível sanar nosso maior problema: transporte/trânsito.

Falta uma liderança, alguém do poder público que acredite na ideia. Sem liderança do prefeito, como houve em Nova York, não haveria o 'Tolerância Zero'.

Não criamos o clima necessário para haver a sanção pública. Só a sanção pública vinda da população convicta de uma ideia muda um hábito arraigado como este: sua excelência, o carro.

A cidade precisa de vários dias com menos carro. E do prazer de poder curti-la, a pé, sem medo.

Bom Dia Mundial Sem Carro!

Bom dia para decidirmos o que queremos.
José Luiz Portella
José Luiz Portella Pereira, 58, é engenheiro civil especializado em gerenciamento de projetos, orçamento público, transportes e tráfego. Foi secretário-executivo dos Ministérios do Esporte e dos Transportes, secretário estadual dos Transportes Metropolitanos e de Serviços e Obras da Prefeitura de São Paulo e presidente da Fundação de Assistência ao Estudante. Formulou e implantou o Programa Alfabetização Solidária e implantou o 1º Programa Universidade Solidária. Escreve às quintas-feiras na Folha.com. Faz comentários no "RedeTVNews" e na rádio CBN.
FOLHA

Incêndio em fórum no Maranhão destrói todos os processos


Um incêndio na madrugada desta quinta-feira destruiu totalmente o fórum de Poção de Pedras, município a 333 km de São Luís (MA). Todos os processos judiciais que estavam no prédio foram queimados. É a 29ª ocorrência policial por falta de segurança ao Judiciário no Estado neste ano.

Poderão ser recuperados apenas os processos que estão com o Ministério Público ou com os advogados das partes.

A juíza Teresa Cristina Franco Palhares, titular da comarca, estima que dos 1.900 processos que tramitam no fórum, cerca de cem poderão ser resgatados.

Segundo o Tribunal de Justiça do Maranhão, a Polícia Civil já iniciou investigações sobre a causa do incêndio. Até agora, não há indícios de que o ato tenha sido criminoso.

"Só nos resta esperar o resultado da perícia. Há um sentimento de desolação em decorrência desse grave problema que afeta a Justiça e a sociedade, principalmente as pessoas arroladas nas centenas de processos destruídos", disse a juíza.

O assessor de Segurança Institucional do TJ-MA foi para Poção de Pedras para acompanhar os trabalhos da polícia.

Desde o início do ano, o Judiciário maranhense registrou 29 situações de insegurança em comarcas do interior como arrombamentos, invasões, ameaças contra juízes e falta de policiais nas cidades.

Em maio deste ano, por exemplo, o fórum de Rosário (45 km de São Luís) foi arrombado e teve as paredes pichadas. Parte dos processos e a toga usada pela juíza foram jogados ao rio.

As ocorrências policiais contra comarcas fez com que TJ-MA fizesse um convênio com o governo do Estado para reforçar o policiamentos dos fóruns das cidades do interior. Nas principais comarcas, a segurança passou a ser feita por uma empresa de segurança contratada pelo Judiciário.

FOLHA

Jovem atira em ex-namorada e depois se mata em Pirassununga


Uma jovem de 17 anos foi morta pelo ex-namorado com dois tiros em Pirassununga (215 km de São Paulo), segundo a Polícia Militar, na noite desta quarta-feira. A corporação afirmou que ele se matou em seguida.

O crime ocorreu na clínica de estética em que Rafaela Oliveira Souza Dias, 17, trabalhava. Ela teria sido surpreendida por Willy Jardim Nepomuceno, 23, que a matou com dois tiros de uma pistola calibre 380.

Segundo a polícia, o acusado - funcionário público municipal - invadiu a clínica e, sem dizer nada, atirou na ex-namorada. Em seguida, Nepomuceno teria atirado na própria cabeça. Os dois foram socorridos, mas não resistiram aos ferimentos e morreram no hospital.

Os corpos ainda estão no IML (Instituto Médico Legal) de Pirassununga. Os enterros devem acontecer no cemitério municipal, na tarde de hoje.

FOLHA

Nasa libera sons de missões espaciais para celular e PC


A famosa frase "Houston, we have a problem", dita pelo astronauta John "Jack" Swigert da missão espacial Apollo 13, agora pode ser ouvida na versão original em computadores pessoais em formato MP3 e em celulares como "ringtone" - para ouvir e fazer o download, acesse aqui.

O mais novo serviço anunciado pela Nasa (agência espacial americana) nesta quinta-feira tem a frase histórica que se refere ao centro espacial Lyndon B. Johnson, na cidade texana de Houston, e disponibiliza outros áudios.

Há trechos históricos do pronunciamento de John F. Kennedy sobre a corrida à Lua, o som que é produzido naturalmente pelo espaço, estrelas e planetas do Sistema Solar e até o barulho de um ônibus espacial Atlantis pousando.

A Nasa tem produzido registros históricos das missões espaciais nos últimos 50 anos. "Agora eles são fáceis de achar e de usar", comentou Kerry Colen, que participou do projeto.

FOLHA

Agência autoriza 1º teste clínico com células-tronco na Europa


Uma empresa americana de biotecnologia anunciou nesta quinta-feira que realizará em breve na Europa o primeiro teste clínico a partir de células-tronco embrionárias humanas com a esperança de encontrar um tratamento para uma doença da visão.

A empresa Advanced Cell Technology (ACT) anunciou hoje que o teste clínico será realizado no Moorfields Eye Hospital de Londres, em 12 pacientes com a doença de Stargardt - forma de degeneração macular que envolve um tipo de cegueira entre os jovens.

"É a primeira vez que é autorizado um teste clínico sobre células-tronco embrionárias fora dos Estados Unidos", declarou Bob Lanza, responsável científico do laboratório ACT.

A autorização foi emitida pela MHRA (Agência de Regulação de Medicamentos britânica) e pelo Comitê de Assessoramento sobre Terapia Gênica, segundo o laboratório.

A ACT realizou nos Estados Unidos o primeiro teste clínico a partir de derivados de células-tronco embrionárias para a cura desta doença.

FRANCE PRESS/FOLHA

Religião favorece pensamento intuitivo, afirma estudo


Muita gente rejeita o estereótipo que descreve ateus como pessoas racionais e analíticas e religiosos como intuitivos e espontâneos. Um experimento feito na Universidade Harvard, porém, sugere que esse clichê pode ter um fundo de verdade.

No trabalho, cientistas avaliaram o estilo de raciocínio preferido por mais de 800 voluntários e viram que aqueles com tendência maior a usar a intuição eram mais propensos a crer em Deus e entidades sobrenaturais.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores submeteram os voluntários a um questionário sobre crença religiosa e a problemas de raciocínio que avaliavam o estilo de pensamento de cada pessoa.

As perguntas eram, na verdade, "pegadinhas" que enganam especialmente as pessoas que contam com a intuição para lidar com números.

O resultado do experimento saiu em um estudo publicado na revista científica "Journal of Experimental Psychology". O trabalho, coordenado pelo psicólogo Amitai Shenhav, indica que pessoas mais racionais tendem a crer menos em Deus.


ÓBVIO?

Pode parecer uma conclusão óbvia, mas psicólogos ainda não tinham encontrado um jeito de testá-la.

Os cientistas de Harvard afirmam ter conseguido comprová-la agora porque usaram uma metodologia que avalia o estilo de raciocínio das pessoas sem levar em conta a magnitude da inteligência de cada um.

Em outras palavras, conseguiram evitar a armadilha que associa reflexão a pessoas mais inteligentes e intuição a pessoas mais burras.

"Uma das coisas que eu aprecio sobre a discussão entre uso de raciocínio reflexivo ou intuitivo é que não existe uma resposta certa sobre qual dos dois deve ser usado em cada ocasião", disse Shenhav à Folha. "Ambos são importantes para todo mundo, mas nós somos diferentes uns dos outros".

Segundo ele, muitos voluntários classificados como pessoas intuitivas tinham ido bem em dois testes de QI que haviam sido aplicados antes do experimento.

"Em testes de inteligência padrão, existem poucas questões com respostas intuitivas que vêm à mente imediatamente", explica o psicólogo.

"É preciso trabalhar uma longa cadeia de raciocínio em cada um deles até que surja a resposta. O teste que usamos tem perguntas projetadas especialmente para oferecer uma resposta errada tentadora logo de cara".

O mais inesperado, porém, talvez seja que é possível moldar o tipo de crença religiosa que os voluntários têm.

Em outro teste, voluntários tinham de escrever uma redação sobre a importância da intuição. 

Logo após a tarefa, algumas pessoas titubeavam em perguntas sobre suas crenças religiosas, com tendência maior a relatar crença em entidades sobrenaturais.

"Talvez a maneira como somos educados a pensar de maneira reflexiva ou intuitiva ao longo da vida tenha alguma influência sobre nossas crenças", afirma o psicólogo. "Não sei dizer se isso é uma coisa boa ou ruim".

FOLHA

luishipolito@outlook.com

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