segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Bovespa fecha em alta após cinco sessões de perdas


O mercado brasileiro de ações encerrou a rodada de negócios com valorização pela primeira vez após cinco sessões consecutivas de perdas.

O índice Ibovespa avançou 0,97% no fechamento do pregão desta segunda, batendo a marca dos 53.747 pontos. O giro financeiro total da Bovespa foi de R$ 5 bilhões, abaixo da média deste mês (na casa dos R$ 6 bilhões/dia).

O dólar comercial foi negociado por R$ 1,822, em queda de 0,38%.

No front externo, as Bolsas europeias fecharam com ganhos de 0,44% (Londres) e 2,86% (Frankfurt), enquanto nos EUA, a Bolsa de Nova York subiu 2,53%.

Desde sexta-feira, pelo menos, uma parcela dos investidores vem mantendo a aposta de que as lideranças europeias, e os principais organismos internacionais, vão conseguir evitar "o pior": um "default" descontrolado da Grécia e as consequências desse evento para o sistema bancário do velho continente.

A grande discussão do dia foi o possível reforço ao fundo de estabilização europeu, e que poderia ter seu orçamento reforçado para até 2 trilhões de euros, conforme projeções divulgadas pela imprensa financeira internacional.

O chamado "Fesf" (na sigla em francês) poderia ser usado para comprar títulos de dívidas nacionais, principalmente de países fragilizados financeiramente, e que hoje precisam prometer juros muito altos (dentro dos padrões do velho continente) para encontrar tomadores dispostos a adquirir esses ativos.

Esses títulos soberanos são fonte de grande preocupação nos praças financeiras, já que as carteiras dos bancos europeus estão recheadas desses papéis.

"O mercado está acreditando que vai a situação vai se acomodar. Se o pior acontecer, todos vão perder. O problema é que ninguém ainda viu uma solução no horizonte", comenta Ivanor Torres, chefe da área de análise da Geral Investimentos.

O profissional chama a atenção para dois indicadores claros do nível de cautela dos investidores: primeiro, o fato de que o volume de negócios da Bolsa está bastante fraco ainda, e que boa parte das operações é de curtíssimo prazo (compra e venda no mesmo dia), num sinal do pouco fôlego para apostas de maior risco.

VOLATILIDADE

Economistas concordam que a volatilidade dos mercados pode se estender até outubro, pelo menos.

O motivo é que a Grécia continua no olho do furacão. O país mediterrâneo ainda negocia com o FMI e a União Europeia a liberação de novas parcelas do pacote de socorro financeiro acertado no ano passado, enquanto corre contra o relógio, para evitar um possível 'default' (suspensão de pagamentos).

É um fato conhecido que essa nação europeia deve ficar sem caixa para saldar seus compromissos financeiros no final do próximo mês. O calote já é visto como uma realidade por muitos especialistas, que já consideram a hipótese de um '"calote controlado", em que as perdas dos detentores de títulos gregos seriam amenizadas, de maneira a minimizar os danos do sistema financeiro europeu.

No final de semana, o ministro grego das finanças, Evangelos Venizelos, prometeu reduzir o deficit no orçamento público 'qualquer custo político'. Nos próximos dias, uma missão do FMI deve retornar a esse país para acompanhar o programa de ajuda ao país coordenado pela instituição e pela União Europeia.

E a chanceler alemã Angela Merkel afirmou que confia na avaliação do Fundo de que a dívida grega permanece sustentável. Em uma entrevista a um popular programa da TV alemã, a líder ainda afirmou um calote grego destruiria a confiança dos investidores na zona do euro.

"O que não podemos fazer é destruir a confiança de todos os investidores e termos uma situação onde eles possam dizer que se fizemos isso pela Grécia, faremos também pela Espanha, pela Bélgica ou qualquer outro país. Então, nenhuma pessoa colocaria dinheiro na Europa mais", afirmou, de acordo com a agência Reuters.

FOLHA

Fundo do Qatar ofereceu US$ 1 bilhão para Pão de Açúcar-Carrefour


O fundo soberano do Qatar se dispôs a participar com US$ 1 bilhão da operação frustrada de união entre Pão de Açúcar e Carrefour no Brasil, afirmou nesta segunda-feira o sócio do BTG Pactual, Cláudio Galeazzi.

Segundo ele, o BTG Pactual - que estruturou a oferta de fusão entre a varejista do empresário Abílio Diniz e a unidade brasileira do Carrefour - saiu em roadshow para apresentar o negócio a investidores estrangeiros e a acionistas minoritários do Pão de Açúcar após a saída do BNDES da proposta.

No final de junho, em uma complexa proposta orquestrada por Diniz, o BTG apresentou um plano para unir os ativos das varejistas.

Pelo desenho da operação, estava prevista a entrada do BNDESPar, braço de participações do BNDES, e do próprio BTG, com aporte de até 1,7 bilhão de euros e 800 milhões de euros, respectivamente.

Diante da incisiva oposição ao negócio pelo Casino, sócio francês do Pão de Açúcar que deve assumir o controle do grupo brasileiro em meados de 2012, o BNDES cancelou seu apoio à proposta e Diniz acabou desistindo da operação.

Galeazzi defendeu Diniz das acusações do Casino de que teria negociado às escondidas com o Carrefour. Segundo ele, houve exagero por parte do presidente-executivo do Casino, Jean-Charles Naouri.

"Naouri teve uma reação muito acima da que seria razoável. A posição dele sempre foi de que o Carrefour estava tão mal que seria adquirido aos pedaços", disse Galeazzi durante evento em São Paulo.

Questionado durante palestra se ainda havia disposição para dar prosseguimento à operação entre Pão de Açúcar e Carrefour Brasil, ele respondeu que não comentaria o assunto. Galeazzi não falou com a imprensa após a palestra.

FOLHA

Investigação do atentado de Lockerbie está encerrada, diz Líbia


O governo interino da Líbia disse nesta segunda-feira que as investigações sobre o atentado aéreo de 1988 sobre a cidade escocesa de Lockerbie estão encerradas, e que Trípoli não entregará mais provas que possam levar a novos indiciamentos.

Promotores escoceses haviam pedido ao Conselho Nacional de Transição (CNT) que permitisse o acesso a documentos ou testemunhas que pudessem levar a novos suspeitos - incluindo provavelmente o deposto governante Muammar Gaddafi.

Mas o ministro interino de Justiça da Líbia, Mohammed al-Alagi, descartou essa hipótese, dizendo a jornalistas que "o caso está encerrado".

Abdel Basset al-Megrahi, ex-agente líbio condenado em 2001 pelo atentado que matou 270 pessoas, foi libertado em 2009 e devolvido à Líbia por razões humanitárias -  ele sofria de câncer em estágio terminal.

Sua libertação, sua recepção como herói e o fato de ter uma sobrevivência muito maior do que os médicos previam enfureceram muita gente na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, país de origem da maioria das vítimas.

O Ministério Público escocês não se pronunciou sobre a posição do governo líbio. Antes, um porta-voz havia dito que a Escócia solicitara "qualquer evidência documental ou testemunhal que possa contribuir com os inquéritos em andamento".

"Lockerbie continua sendo um inquérito aberto a respeito do envolvimento de outros com o senhor Megrahi no assassinato de 270 pessoas", disse o porta-voz.

FOLHA

Navio britânico afundado em 1941 com US$ 200 milhões é encontrado


A empresa americana Odyssey Marine Exploration confirmou nesta segunda-feira que conseguiu localizar e identificar um cargueiro britânico afundado pelos alemães em 1941 com mais de 240 toneladas de barras de prata, e indicou que trabalha agora na recuperação da carga.

A Odyssey, dedicado à exploração de destroços de barcos, informou que o metal encontrado tem valor estimado em US$ 200 milhões e que espera trazer esse material à superfície no próximo outono.

Os pesquisadores foram capazes de confirmar, graças a um submarino controlado por controle remoto, a localização e a identificação do navio SS Gairsoppa, que está a 4.700 metros de profundidade no Oceano Atlântico, em frente à costa da Irlanda, disse a Odyssey em comunicado.

O barco foi abatido em fevereiro de 1941 por um submarino alemão U-Boot, em plena Segunda Guerra Mundial. "Completamos a primeira fase do projeto, a localização e a identificação dos destroços do naufrágio, e agora estamos trabalhando na fase de recuperação", disse Andrew Craig, diretor do projeto, citado no comunicado.


"Levando em conta o estado e a exposição dos destroços do naufrágio, estamos quase convencidos de poder recuperar a carga de acordo com nossos planos", completou.

A empresa pretende iniciar o processo de recuperação da carga na próxima primavera do Hemisfério Norte. "Tivemos a sorte de encontrar os destroços do porão aberto e de fácil acesso", disse Greg Stemm, presidente da Odyssey, com sede em Tampa, na Flórida.

Depois de uma dura batalha, a Odyssey Marine obteve do governo britânico em 2010 a exclusividade da extração dos restos do naufrágio e terá direito a reter 80% da carga, cujos 20% restantes irão para as autoridades britânicas.

Um tribunal americano decidiu na quarta-feira (21) a favor da Espanha em um processo impetrado por esse país contra a Odyssey, acusada de ter se apropriado do conteúdo de um naufrágio descoberto em 2007.

A empresa afirma ter encontrado os destroços de um navio de guerra espanhol afundado em 1804 em águas internacionais e reportou a carga na Flórida sem aviso prévio às autoridades espanholas.

FOLHA

Alemanha rejeita aumentar valor de pacote de resgate europeu


O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, rejeitou nesta segunda-feira qualquer aumento do pacote de ajuda financeira aos países europeus, atualmente em € 440 bilhões. A proposta está em debate na Comissão Europeia, em Bruxelas, e mais cedo houve indícios de que o fundo emergencial pudesse alcançar € 2 trilhões.

O jornal espanhol "El Mundo" diz que o chefe das finanças alemão afirmou em entrevista a um canal de TV local que os europeus "não têm intenção de aumentar" o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF, na sigla em inglês), dotado de € 750 bilhões e que colocará à disposição inicialmente € 440 bilhões.

"Nós demos a eles os instrumentos para que [o fundo] possa intervir em caso de necessidade. Depois vamos utilizá-lo com eficácia, porém não temos a intenção de reforçá-lo", acrescentou.

O Bundestag, câmara baixa do Parlamento alemão, deve votar nesta quinta-feira a reforma do EFSF, que praticamente duplica os aportes da Alemanha.

Mais cedo, o comissário para Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia, Olli Rehn, admitiu em comunicado na edição eletrônica do jornal alemão "Die Welt" que o plano está em estudo, mas não detalhou de quanto seria o aumento para fundo de resgate do bloco.

Segundo fontes ouvidas pelo correspondente econômico da BBC Robert Peston, o fundo poderá ser ampliado para € 2 trilhões.

Outro ponto que o novo pacote prevê é a redução de até 50% na dívida grega. Há temores de que uma falência da Grécia contamine os demais países da União Europeia, que detêm títulos da dívida grega.

Sobre a Grécia, Rehn afirmou que ela não pode e não vai cair em insolvência. "Embora agora tenha chegado o momento da verdade para o país e esta é a última chance para evitar o colapso da economia grega", advertiu.

BANCOS

O novo plano de resgate também prevê ajuda financeira aos bancos da zona do euro. Para que isso seja viável, seria permitido que o Banco Central Europeu facilite empréstimos junto ao EFSF. O fundo assumiria o maior risco, o de emprestar aos países com dificuldades e, dessa forma, reduzir os riscos para o Banco Central Europeu.

O comissário da UE reforçou a necessidade de recapitalização das instituições financeiras para evitar uma nova crise bancária na Europa. "Seria muito difícil evitar o contágio. A riqueza da Alemanha é baseada em um euro estável e em membros estáveis", ressaltou. "A crise atual é uma combinação de uma grave crise da dívida pública e de debilidades do sistema bancário. Você não pode resolver um sem o outro", resumiu.

A expectativa é que o plano seja colocado em prática dentro de cinco ou seis semanas, de acordo com fontes do FMI ouvidas pela BBC. Rehn afirmou "estar seguro de que os ministros de Finanças tratarão sobre o tema dentro de semana", e que "ficou claro que é preciso fazer mais".

No sábado, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, pressionou o BCE a assumir um papel crucial contra a crise. "A ameaça de uma cascata de inadimplência, fechamento de bancos e riscos catastróficos devem ser removidos da mesa", disse ao comitê do FMI.

NEGOCIAÇÕES

Neste domingo, autoridades discutiram como fortalecer o sistema bancário da Europa e conter a crise, incluindo a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, e o ministro da Economia da Grécia, Evangelos Venizelos.

O FMI disse que o fundo de resgate da União Europeia não poderia combatê-la sozinho.

"É muito importante que vejamos uma combinação do BCE e do EFSF", disse Antonio Borges, diretor do departamento europeu do FMI, referindo-se ao fundo de resgate de € 440 bilhões.

"O BCE é o único agente que pode realmente alarmar os mercados", acrescentou - uma consideração essencial, pois investidores estão cada vez mais céticos em acreditar que a Grécia pode evitar um default e que formuladores de políticas podem evitar a crise.

Analistas afirmam que, com esse valor, o fundo de resgate será insuficiente caso a crise se espalhe para além de Grécia, Portugal e Irlanda para economias muito maiores como Itália ou Espanha.

A Alemanha tem se mostrado relutante em colocar mais de seu próprio dinheiro para reforçar o fundo e, em vez disso, voltou seu foco para maneiras de elevar os fundos já existentes, possivelmente por meio do BCE.

A maior autoridade financeira da UE, Olli Rehn, disse no sábado que quanto antes os governos da região atribuírem mais poderes ao EFSF, a atenção se voltará para decidir como obter mais impacto com o dinheiro existente.

Analistas estimam que o fundo de resgate precisaria subir para ao menos € 2 trilhões para proteger Itália e Espanha caso a crise se espalhe.

FOLHA

Árbitro de futebol amador é assassinado durante jogo em Mato Grosso do Sul


O árbitro de futebol amador Flávio Urbanjo, 39, foi morto a tiros enquanto apitava uma partida do campeonato de Nova Andradina (MS), na tarde de domingo (25). Segundo a polícia, o assassinato não tem ligação com o futebol.

Torcedores que assistiam ao jogo disseram que dois homens em uma moto se aproximaram do campo e atiraram contra o juiz. Na confusão, o torcedor Alfredo Barreto, 53, auxiliar de serviços gerais, também foi atingido e morreu a caminho do hospital.

Além deles, Silvio Talaska, 30, ficou ferido com um tiro na perna. Ele passa bem e já recebeu alta.

"A única coisa que nós podemos confirmar é que a morte não está relacionada com o jogo de futebol", disse o delegado de Nova Andradina André Novelli.

"Houve planejamento. A questão foi que eles queriam [matar] o árbitro, podia ter sido em outro lugar. Nosso espanto é que tenha sido em lugar público, com cerca de 200 pessoas assistindo".

O assassinato aconteceu no distrito de Nova Casa Verde, a 60 km da sede de Nova Andradina. Segundo o delegado, a Polícia Militar fazia a segurança da partida, mas na hora dos tiros, os policiais haviam ido atender a uma emergência na região.

"Estamos checando se o chamado pela PM foi um trote planejado pelos criminosos. Também pode ter sido apenas coincidência os policiais estarem fora bem na hora dos tiros", afirmou o delegado.

A polícia tenta descobrir a motivação do assassinato. O árbitro Flávio Urbanjo era agricultor e ex-policial militar.

FOLHA

Correios precisarão de três dias para regularizar entregas


O presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira, afirmou nesta segunda-feira que serão necessários três dias de trabalho para colocar em dia as entregas atrasadas pela greve dos funcionários. A paralisação completa 13 dias hoje e não há previsão para nova rodada de negociação entre as partes.

A estimativa atual é que 95 milhões de objetos estejam com a entrega atrasada - o que corresponde a 35% do total acumulado. No último fim de semana foi realizado um mutirão com os funcionários em atividade para tentar amenizar os impactos do movimento.

Os Correios entregam diariamente 35 milhões de objetos. O presidente da empresa afirmou ainda que a estimativa é de que a greve esteja provocando um prejuízo diário de R$ 20 milhões para a empresa.

"É ainda apenas uma estimativa, mas nós estamos calculando que o prejuízo fique em torno de R$ 20 milhões por dia. Mas o grande prejuízo, como temos dito, é o transtorno que causa para a população", disse o presidente da empresa.

A empresa trabalha com uma adesão à greve entre 23% e 24% dos 107 mil funcionários de todo o país. A maior parte dos funcionários parados são carteiros, o que compromete a entrega.

NEGOCIAÇÕES

A Fentect, federação que representa os trabalhadores, apresentou uma contraproposta na quinta-feira da semana passada, que foi recusada pela diretoria da empresa. Os Correios afirmam que o impacto dessa contraproposta seria de R$ 4,3 bilhões no orçamento da empresa, o que seria inviável.

A empresa aceitar voltar às negociações, mas exige antes o fim da paralisação. A mesma proposta dos Correios voltou a ser apresentada na semana passada, sendo negada pelos trabalhadores.

Os Correios afirmam que essa proposta está no limite orçamentário da empresa. No entanto, Pinheiro de Oliveira admite que pode negociar algumas questões, dentro desse limite estabelecido, como reduzir o abono prometido para aumentar a proposta de reajuste linear.

A empresa oferece reposição da inflação de 6,87%, reajuste linear de R$ 50 e um abono de R$ 800 (que não é incorporado ao salário).

Os trabalhadores reivindicam, entre outros pontos, reajuste linear de R$ 200.

"Nós já cortamos nossa proposta pela metade, agora esperamos que a empresa nos chame para negociar as propostas", disse o secretário-geral da Fentect, José Rivaldo da Silva.

LIMINAR

O sindicato que representa a categoria na Paraíba obteve uma liminar na qual os Correios está proibido de cortar o ponto dos funcionários - o que já acontece na folha de pagamento deste mês. A empresa teria de fazer uma nova folha de pagamento, sob multa de R$ 300 mil.

A categoria promete hoje entrar com ações parecidas em todo o país. "Nós vamos recorrer dessa liminar na Paraíba", disse o presidente da empresa. Ele também afirma que em outros locais, como no Rio Grande do Sul, a liminar foi negada.

FOLHA

Na ONU, Cuba alerta contra intervenções na América Latina


O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, advertiu nesta segunda-feira diante da ONU (Organização das Nações Unidas) que o novo modelo de "mudança de regime" lançado pelos Estados Unidos e pela Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Líbia pode afetar países da América Latina que não se submeterem aos interesses de Washington.

Em um discurso na 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, Rodríguez defendeu também a adesão à ONU de um Estado da Palestina e denunciou o bloqueio contra Cuba por parte dos Estados Unidos, reiterando a "disposição" de seu governo de "normalizar relações" com Washington.

"Os Estados Unidos e a Otan, supostamente para evitar um massacre, atacaram militarmente um Estado soberano, sem que este representasse nenhuma ameaça para a paz e a segurança internacionais, e desataram uma operação de 'mudança de regime'", afirmou Rodríguez, em referência à crise na Líbia.

"Agora todos compreendem melhor o que é e para que podem usar a 'responsabilidade de proteger'", completou o chanceler, em referência à resolução do Conselho de Segurança que autorizou os bombardeios contra as forças do regime do ex-ditador Muammar Gaddafi e que foi vital para que os rebeldes tomassem o poder em Trípoli.

Rodríguez assegurou que o "novo modelo de operações de 'mudança de regime' demonstra que as atuais doutrinas militares dos Estados Unidos e da Otan são ainda mais agressivas que as precedentes", e advertiu sobre o risco de que sejam aplicadas na América Latina.

"Os Estados Unidos e a Otan podem hoje garantir que o uso da força e esse conceito de 'mudança de regime' não seja aplicado nos países da América Latina e do Caribe que não se submeterem a seus interesses?", questionou.

Nesse sentido, citou como elementos que sustentam sua hipótese "a mobilização da 4ª Frota, o desenvolvimento de bases, forças e meios militares para intervir em qualquer ponto da região; o golpe de Estado contra a Venezuela em 2002 e logo em seguida o golpe petroleiro; a proposta de separação de Santa Cruz da Bolívia, o golpe militar em Honduras e a tentativa de golpe no Equador".

FOLHA

Helicóptero do Ibama cai no oeste do Pará; não há mortos


Um helicóptero do Ibama com três pessoas a bordo caiu às 15h desta segunda-feira (26) no município de Itaituba, no oeste do Pará.

Nenhuma delas se feriu gravemente. A aeronave estava a caminho do Parque Nacional da Amazônia.

O piloto sofreu uma escoriação no braço, o copiloto ficou ileso e o mecânico teve uma luxação na coluna. Levados ao hospital local, eles já foram liberados.

O acidente foi provocado por uma pane no rotor de cauda do helicóptero (peça que dá direção e estabilidade ao voo).

A queda ocorreu em um descampado, três minutos após a decolagem, e quebrou a vidraça de uma igreja próxima.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos irá investigar o acidente.

FOLHA

Número de homicídios volta a crescer em São Paulo

O número de homicídios voltou a crescer no Estado de São Paulo em agosto pelo terceiro mês consecutivo. A alta de 10,48% do número de assassinatos registrados no Estado foi puxada pelo crescimento da capital, que teve no mês passado 23,81% mais homicídios que o registrado no mesmo mês de 2010.


Em agosto, foram 369 homicídios em todo o Estado, contra 334 de agosto de 2010. Na capital, foram 104 crimes contra 84 no mesmo mês do ano passado.

Os dados oficiais da violência foram divulgados nesta segunda-feira pela SSP (Secretaria de Segurança Pública).

Também houve alta em agosto dos crimes de furto (4,67%), roubo (9,23%), furto de veículos (4,12%) e roubo de veículos (20,79%), em relação ao mesmo mês do ano passado.

CRIMINALIDADE

Ao divulgar os dados, SSP comparou os casos de violência dos primeiros oito meses de 2011 com os do mesmo período de 2010. Nesta comparação, os números de homicídios e roubos diminuíram.

Pelos dados da secretaria, o número de homicídios dolosos no Estado nos primeiros oito meses de 2011 caiu de 2.920 para 2.739 em relação ao mesmo período do ano passado.

Foram 181 casos a menos, uma queda de 6,2%.

A taxa de homicídios nos oito meses iniciais do ano - de janeiro a agosto - foi de 9,86 por grupo de 100 mil habitantes.

As tentativas de homicídio recuaram 2,49% de janeiro a agosto. Foram 83 casos a menos, em relação aos primeiros oito meses do ano.

OUTROS CRIMES

O número de extorsões mediante sequestro caiu 11,32% nos primeiros oito meses, em relação ao mesmo período do ano passado. Foram registrados 47 casos até agosto, contra 53 até agosto do ano passado, de acordo com a SSP.

Na cidade de São Paulo, o número de sequestros caiu de 22 para 20 nesses oito meses. No interior, também ocorreu redução de 20 para oito casos, até agosto.

O número de roubos de carga caiu 3,29% no Estado, com 151 casos a menos, até agosto. Nos primeiros oito meses do ano passado, foram registrados no Estado 4.594 casos. Este ano, são 4.443 roubos a cargas.

Ainda segundo a SSP, o Estado de São Paulo teve alta de 7,3% nos casos de latrocínio entre janeiro e agosto de 2011, em comparação com o mesmo período do ano passado. Até julho, a alta acumulada no ano era de 16%, mas como em agosto o número de casos diminuiu (foram nove ocorrências registradas, contra 21 em julho), a média também baixou.

Segundo a SSP, na capital paulista, houve queda de 5,08% no número de latrocínio nos primeiros oito meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2010.

ESTATÍSTICAS

A Secretaria da Segurança Pública passou a divulgar, em abril deste ano, as estatísticas criminais mensalmente e por distrito policial - antes, eram divulgados apenas por cidades, de três em três meses.

A mudança de orientação ocorreu após reportagem da Folha mostrar que o sociólogo Túlio Kahn, que foi por muitos anos responsável pela coordenação das estatísticas criminais, mantinha uma empresa que comercializava estudos com base nelas.

Publicamente, Kahn defendia o sigilo do mapa da violência por distritos, sob o argumento de que, se tornados públicos, os dados poderiam desvalorizar imóveis em regiões específicas.

Kahn afirma que jamais violou o sigilo dos dados criminais, mas foi afastado de suas funções por Alckmin.

FOLHA

Batalha judicial contra a Apple ameaça tablets e chips da Samsung


Uma batalha judicial cada vez mais intensa entre a Samsung Electronics e a Apple deve restringir o crescimento de um dos segmentos mais movimentados da companhia sul-coreana e ameaça prejudicar o relacionamento com seu maior comprador de componentes.

As duas companhias estão envolvidas em uma acirrada batalha mundial envolvendo patentes de smartphones e tablets, desde abril, sendo que a Apple obteve liminares que bloqueiam a venda dos mais recentes tablets da Samsung na Alemanha e de alguns modelos de celulares inteligentes na Holanda.

A fabricante do iPhone e do iPad também forçou sua rival a retardar por prazo indefinido o lançamento dos novos tablets Galaxy na Austrália, onde um tribunal deve decidir sobre a questão nesta semana.

Advogados da Apple e da Samsung apresentaram seus argumentos a um tribunal australiano na segunda-feira. A Apple solicitou uma liminar na Austrália para proibir a venda do Samsung Galaxy 10.1, alegando que o aparelho viola três de suas patentes. Uma nova audiência sobre o caso deve acontecer na quinta-feira (29).

Caso a Samsung volte a ser derrotada, suas ambiciosas tentativas de recuperar o atraso com relação à Apple no mercado mundial de tablets podem ser frustradas. Os tablets Galaxy, acionados pelo sistema operacional Android, do Google, são vistos como o maior desafio à Apple no mercado de aparelhos móveis.

"Os negócios de tablets da Samsung serão prejudicados, e suas vendas de chips também devem ser atingidas, porque a Apple agirá para diversificar seus fornecedores, trocando a Samsung por rivais como a Toshiba," disse Nho Geun-chang, analista da HMC Investment Securities.

"Mas manter a passividade por medo de perder seu maior cliente retardaria o forte ímpeto de crescimento da divisão de telecomunicações, e a Samsung não pretende permitir que isso aconteça, porque encara esse setor como sua maior fonte de lucros, neste ano, compensando a queda no lucro da divisão de chips. A batalha será dispendiosa para a Samsung", acrescentou.

FOLHA

Investidores do UBS avaliam novo presidente e querem mudanças


Os investidores do UBS saudaram a escolha do novo presidente-executivo, Sergio Ermotti, nesta segunda-feira depois que Oswald Gruebel pediu demissão na sequência do escândalo de perda de US$ 2,3 bilhões em operações não autorizadas, que abriu caminho para um grande revisão na área de banco de investimento do grupo.

As ações da UBS subiram de forma constante desde que gestores de fundos e analistas digeriram a notícia de que o trabalho de fazer a limpeza depois da crise foi entregue a Ermotti, que se juntou ao UBS em abril.

Gruebel, de 67 anos, renunciou no sábado (24) assumindo responsabilidade pelo escândalo. 

Mas havia especulações de que ele colidiu com estratégia da diretoria do UBS. Fontes próximas às negociações disseram que Gruebel queria manter um banco integrado, combinando a gestão de fortunas e o banco de investimento.

O analista Matthias Duerr do DZ Bank disse que o banco precisa de uma nova estratégia radical para minimizar a perda de confiança. "Acreditamos que uma redução significativa do tamanho do banco de investimento ou a sua alienação completa se torne cada vez mais necessária", disse ele.

FOLHA

Carrefour fecha oito lojas no interior de São Paulo


O Carrefour Brasil confirmou nesta segunda-feira o fechamento de oito lojas da bandeira Carrefour Bairro em quatro cidades da região de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), uma das mais ricas do Estado.

Foram desativadas quatro unidades de Ribeirão, conforme a Folha antecipou na semana passada, duas em Jaboticabal, uma em Monte Alto e outra em Matão. Na região, apenas lojas Bairro de São Carlos foram poupadas nesse processo que a empresa chama de "reestruturação de suas operações".

A assessoria do grupo francês informou em nota que as mudanças na rede dão continuidade a medidas "alinhadas com o redesenho do modelo de negócio iniciado em 2010".

Em Ribeirão, o único Carrefour Bairro restante é o da rua Rui Barbosa, no centro da cidade. Foram fechadas as lojas Campos Elíseos, Ipiranga, Santa Cruz e Caramuru.

A empresa mantém ainda na cidade duas unidades Carrefour Hipermercado (RibeirãoShopping e Via Norte) e um Atacadão.

FOLHA

Maioria no Senado descarta imposto para custear saúde


O aumento dos gastos do governo federal com a saúde pública conta com apoio da maioria dos senadores. O grupo, contudo, descarta a criação de um novo imposto para financiar o setor, informa reportagem de Maria Clara Cabral, Márcio Falcão e Nádia Guerlenda, publicada naFolha desta segunda-feira.

É exatamente o contrário do que deseja a presidente Dilma Rousseff, que nas últimas semanas afirmou que não aceitará aumento de despesas se o Congresso não indicar uma nova fonte de recursos para a saúde.

Em enquete concluída na semana passada, 43 dos 81 senadores, ou 53% do total, disseram à Folha que apoiam uma proposta que poderá obrigar o governo federal a aplicar no sistema de saúde 10% de suas receitas.

FOLHA

Mercado financeiro prevê inflação maior em 2011 e 2012


SÃO PAULO - O mercado financeiro elevou a projeção para a inflação em 2011 e em 2012, segundo o Boletim Focus, divulgado na manhã de hoje pelo Banco Central (BC). A expectativa para a inflação oficial neste ano subiu de 6,46% para 6,52%, em um patamar ainda mais distante do centro da meta de inflação para o ano, que é de 4,50%. A meta tem margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.
A projeção para a inflação em 2012 foi elevada de 5,50% para 5,52%. A previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro de 2011 subiu de 0,45% para 0,49%. A estimativa para o IPCA de outubro passou de 0,47% para 0,48%.
O mercado financeiro praticamente manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011, reduzindo levemente a alta de 3,52% para 3,51%, segundo o boletim Focus. Para o ano que vem, a projeção para o crescimento da economia foi mantida em 3,70%. A estimativa para o crescimento da produção industrial em 2011 passou de 2,52% para 2,51%. Para 2012, a projeção para a expansão da indústria foi mantida em 4,30%.
Juros e dólar
De acordo com a pesquisa Focus, os analistas mantiveram a previsão para a Selic (a taxa básica de juros da economia) para o fim de 2011 em 11,00% ao ano. Já a projeção para a Selic no fim de 2012 permaneceu em 10,75% ao ano.
Para o mercado de câmbio, os analistas preveem que o dólar encerre 2011 em R$ 1,68, patamar acima do estimado na semana anterior, de R$ 1,65. A projeção do câmbio médio no decorrer de 2011 passou de R$ 1,62 para R$ 1,63. Para o fim de 2012, a previsão para o câmbio passou de R$ 1,65 para R$ 1,68.
Contas externas
A previsão do mercado financeiro para o déficit em conta corrente neste ano passou de US$ 57,80 bilhões para US$ 56,35 bilhões. Para 2012, o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos estimado foi de US$ 68,90 bilhões para US$ 68,76 bilhões.
A previsão de superávit comercial em 2011 subiu de US$ 24,00 bilhões para US$ 25,00 bilhões. Para 2012, a estimativa para o saldo da balança comercial avançou de US$ 15,80 bilhões para US$ 16,40 bilhões. Analistas mantiveram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2011 em US$ 55 bilhões. Para 2012, a previsão seguiu em US$ 50 bilhões.
ESTADÃO

luishipolito@outlook.com

Carregando...