quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Polícia egípcia faz novo ataque contra instalações da TV Al Jazeera


A polícia egípcia realizou nesta quinta-feira um novo ataque contra as instalações do canal de televisão Al Jazeera Egito, segundo informou um funcionário da emissora no Cairo, Ahmed Zain.

Um grupo de policiais invadiu o prédio, trancou os jornalistas numa sala, tirou suas carteiras de identificação e confiscou câmeras e computadores.

Uma jornalista, jogada violentamente contra o chão, quis apresentar queixa, mas a delegacia do bairro não quis registrar ocorrência.

Em 11 de setembro, o diretor da emissora havia anunciado que as autoridades egípcias interromperam sua programação depois de ter revistado o local e confiscado material de trabalho.

As autoridades justificaram a ação por queixas de vizinhos e falta de uma licença de difusão válida.

O poder egípcio multiplicou recentemente as advertências à imprensa, acusada de difundir supostas informações que atentariam contra a segurança do país. O Egito passa por uma fase de transição, depois da queda do ex-ditador Hosni Mubarak, em fevereiro e a passagem do poder para uma junta militar.

FRANCE PRESS/FOLHA

O Banco Central e a subversão dos fatos - a mais longa marcha


Lourdes Sola, ph.D em Ciência Política pela Universidade de Oxford, professora aposentada da USP, é membro da Academia Brasileira de Ciências
 
 
 
Os 'Fatos são Subversivos' é o título de um livro de Garton Ash, um dos mais lúcidos "historiadores do presente". É um chamado à responsabilidade histórica dos formuladores de políticas públicas que se valem de conjunturas de grande incerteza para fazer valer suas prioridades. "Os fatos são subversivos (...) porque subvertem os argumentos dos líderes democráticos eleitos tanto quanto dos ditadores (...), porque subvertem as mentiras, as meias-verdades e os mitos de todos aqueles de fala fácil". O argumento reporta-se a um contexto de incerteza ainda mais extremo do que o atual cenário econômico. Mira as mentiras e meias-verdades oficiais que levaram o povo e o Congresso americanos a legitimar a invasão do Iraque e à guerra no Afeganistão em resposta ao 11 de Setembro. Sem esses recursos, retóricos, mas nada inofensivos, a História mundial teria sido outra.
O que dá um sentido trágico a essa constatação é a impossibilidade de reverter o que foi consumado com apoio em meias-verdades e mitos. Restam dois recursos corretivos: as lições de História que os fatos propiciam e a oportunidade para uma correção de rumos. Mesmo assim, há uma boa dose de otimismo na constatação de Garton Ash, porque ancorada num suposto forte: a vigência de instituições democráticas e de uma mídia investigativa, graças às quais cedo ou tarde os fatos virão à luz. No essencial, tem razão, pois toda tentativa de impedir que os fatos venham à tona traz à luz também um déficit democrático. Que as decisões da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, ilustram. Ao subtrair da agenda pública a disparidade entre a taxa oficial e a taxa efetiva da inflação, com medidas legais restritivas à autonomia de consultores e jornalistas, lança luz sobre a subordinação do Judiciário ao Executivo - e sobre indícios anteriores de regressão autoritária.
 
 
No novo contexto de incerteza global voltam a entrar em pauta entre emergentes temas correlatos, como inflação, disciplina fiscal e monetária, papel do mercado interno e crescimento. No Brasil volta à cena um velho espectro - a questão da autonomia do Banco Central (BC) - que os mercados e os analistas julgavam exorcizado desde 1999, graças ao mandato (informal) para exercer sua autoridade no marco de um conjunto de regras e normas, caracterizado como regime de metas de inflação. O debate que se seguiu à redução abrupta da taxa de juros interbancária dá o que pensar. Há convergência entre analistas quanto aos rumos da política econômica: substituição do regime de metas de inflação por metas ad hoc para a taxa de juros, adoção de uma banda oculta para as variações na taxa de câmbio. Dá o que pensar, também, sobre o modo de fazer política do governo. Por um lado, há elementos que reforçam o contraste entre a nossa trajetória e a da Argentina. O presidente do BC, o ministro da Fazenda e assessores informais do governo vieram a público legitimar tecnicamente as medidas mencionadas - sob o escrutínio dos seus pares. Com isso atestam a vigência (tênue) de um requisito democrático: a prestação de contas pelos decisores e a chance de responsabilização futura por suas apostas. Isso compõe o quadro de credibilidade econômica acumulada ao longo dos últimos anos, graças à qual foi afastada a possibilidade de reproduzirmos o padrão errático da Argentina - o "efeito vodca".
Há duas questões intrigantes a respeito. Em que momento definidor se consolidou a divergência de rumos entre os dois países? Além disso, o argumento sobre a função subversiva dos fatos pressupõe que, uma vez revelados, a capacidade para elaborá-los está dada e bem distribuída. Seria assim sempre? A resposta à primeira questão é simples: os momentos definidores foram as decisões políticas tomadas em duas encruzilhadas, em resposta aos choques externos de 1999 e 2002-2003. Respectivamente, a adoção do tripé regime de metas de inflação-flutuação cambial-superávit primário e a opção pela continuidade em 2002-2003 e nos anos seguintes. Esse rumo é posto em causa pelo governo, de forma concertada e pouco transparente. Baseia-se na aposta numa crise sistêmica internacional deflacionária, que estaria a exigir políticas fiscal e monetária expansivas aqui e agora. É uma questão em aberto, mas não se esgota nisso. Vale a pena refletir também nos termos de Garton Ash. Na hipótese de que o horizonte de crescimento dos emergentes seja menos negro do que o suposto, quais as chances de que uma nova onda inflacionária em 2012-2013 tenha um efeito subversivo sobre os mitos, as ideologias e meias-verdades de curso oficial?
Há razões para ceticismo, estruturais e históricas. As democracias de massa, num mundo globalizado, caracterizam-se pela existência de um hiato entre a democratização das informações, por um lado, e a capacidade de elaborá-las adequadamente, por outro. A experiência da inflação e das flutuações no poder de compra internacional da moeda é imediata, brindada por indicadores diários nos jornais televisivos. Dependemos da intermediação de vários atores sociais para elaborar o que significam - incluídos os que detêm o saber especializado, os ideólogos, os legisladores.
A experiência histórica também justifica o ceticismo. Uma das características da trajetória econômica brasileira é a opção pelo que caracterizo como "fuga para a frente". Diante da falsa disjuntiva estabilidade ou crescimento, reapresentada em encruzilhadas históricas como 1956-1957, ou quando dos choques do petróleo no governo Geisel, ou no Plano Cruzado, recria-se um impulso inexorável: por políticas expansionistas, ponto. Hoje enfrentamos um teste de estresse. Mas se explica a resistência à institucionalização da autonomia do Banco Central. É histórica, mas contou com a cumplicidade dos mercados para os quais essa é uma questão residual - até evidência em contrário.
ESTADÃO

Justiça suspende leilão do trem-bala até regularização das linhas de ônibus interestaduais


Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A Justiça Federal determinou a suspensão imediata de qualquer procedimento vinculado à licitação do trem de alta velocidade (TAV), conhecido como trem-bala, entre Campinas e Rio de Janeiro, até a completa regularização do serviço de transporte interestadual de passageiros em todo o país. A decisão é da Seção Judiciária do Distrito Federal e acolhe um pedido do Ministério Público Federal no DF.
Segundo a decisão judicial, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) está obrigada a publicar, até o mês que vem, os editais de licitação para concessão de todas as linhas de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros com percurso superior a 75 quilômetros (km). O prazo está previsto no cronograma apresentado pela agência à Justiça.
Depois disso, serão necessárias mais três etapas até a completa regularização do serviço, que deve ser concluída em setembro de 2012. Caso descumpra o prazo de qualquer uma das etapas, a agência terá de pagar multa diária de R$ 5 mil.
A ANTT informou que irá recorrer. “Enquanto isso, a decisão judicial será devidamente cumprida”, garantiu a agência reguladora por meio da assessoria.
A decisão da Justiça também condiciona a liberação do leilão do trem-bala à apresentação de projeto básico que permita a completa caracterização da obra. Enquanto isso, a União fica proibida de repassar recursos para implantação, concessão ou exploração do TAV. A ANTT já tentou licitar o trem-bala três vezes, mas os leilões foram adiados por falta de interessados. A próxima tentativa deverá ocorrer em fevereiro do ano que vem.
Edição: Vinicius Doria
AGÊNCIA BRASIL

Conar abre processo para avaliar propaganda com Gisele Bündchen


O Conar (Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária) abriu processo, na tarde desta quinta-feira, para avaliar denúncias recebidas contra a campanha "Hope ensina", em que Gisele Bündchen aparece de lingerie e mostra a "melhor maneira" de dar uma má notícia ao marido.

O processo está baseado em cerca de 15 denúncias de consumidores, recebidas pelo conselho desde ontem, quando a Secretaria de Políticas para as Mulheres informou ter pedido ao órgão a suspensão da propaganda. O pedido oficial da secretaria ainda não chegou ao Conar.

Segundo a assessoria do conselho, o processo foi aberto após análise preliminar do caso, que verificou a existência de fundamento, no código brasileiro de autorregulamentação publicitária, para a aceitação da denúncia.

O passo seguinte é a nomeação de um relator, que, no âmbito do conselho de ética da entidade, vai elaborar seu parecer sobre as críticas. No meio do caminho, o relator pode decidir suspender liminarmente a veiculação da propaganda até o julgamento final.

Caso entenda que a campanha fere, de fato, o código do setor, o Conar pode recomendar a suspensão definitiva do comercial. A esse tipo de decisão, cabe recurso.

Na peça publicitária, Gisele aparece usando roupas normais para falar, por exemplo, que bateu o carro. A estratégia é classificada como "errada" e em seguida a forma "correta" é mostrada: a modelo repete a notícia, usando apenas lingerie. "Você é brasileira, use seu charme", conclui a peça publicitária, que está no ar desde o último dia 20.

As denúncias recebidas pelo Conar consideraram que a campanha da Hope não tratou com respeito a condição feminina. Para o governo federal, "a propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grande avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas".

A assessoria da Hope negou que houvesse qualquer intenção "sexista" na campanha. 

Procurada nesta quinta sobre a abertura do processo, a empresa ainda não se manifestou.

FOLHA

Policial de 25 anos morre enquanto trabalhava no Rock in Rio


Uma policial militar de 25 anos morreu nesta quinta-feira enquanto trabalhava no patrulhamento do Rock in Rio.

A policial sentiu dores no peito e foi levada de ambulância para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, mas não resistiu e morreu ao chegar a unidade. 

Ela tinha cinco anos de corporação.

Segundo relatos de policiais, a jovem havia reclamado desde cedoque estava se sentindo mal, mas não foi liberada pelos oficiais. Ela se queixava de falta de ar.

Segundo a assessoria da PM, a jovem teve um mal súbito.

FOLHA

Banco americano quer vigiar clientes nas redes sociais


A filial de Nova York do Federal Reserve (Fed, banco central americano) pretende vigiar o que andam falando a seu respeito em redes sociais, como Facebook e Twitter, ao abrir um concurso para criar uma plataforma que facilite esta tarefa.

"O departamento de comunicação deseja conhecer as reações e opiniões do público sobre a instituição, já que estas estão relacionadas com nossas ações", afirma a proposta publicada nesta quinta-feira em seu site.

Na proposta, o Fed de Nova York detalha todas as características que devem ter essa nova "plataforma de escuta", que permitirá a instituição seguir de perto as "principais redes sociais: Facebook, Twitter, YouTube, blogs e fóruns", além de veículos de comunicação, como a rede de TV CNN e "The Wall Street Journal".

O aplicativo, que o banco pretende ativar até dezembro, também deve acompanhar as informações "em tempo real", determinando se as opiniões dos usuários sobre a instituição são "positivas, negativas ou neutras".

A idéia é que a plataforma também sirva "para conduzir situações de crise, seguir conversas e identificar os autores de conteúdos mais influentes".

"As redes sociais estão mudando a forma com que as organizações se comunicam com o público", relatou a instituição, que deseja que o software detecte até conteúdos "em diferentes países e idiomas".

As críticas e referências à nova ideia não demoraram a aparecer. "Vai haver uma nova geração de observadores e a vigilância eletrônica vai alcançar bilhões de pessoas", divulgou o blog especializado, Computerworld, lembrando que "ninguém deveria estar surpreso, pois controlar as redes sociais é uma estratégia habitual do governo e das empresas".

EFE/FOLHA

No Japão, corpo de brasileira desaparecida após tufão é encontrado


Após quase uma semana de buscas, o corpo da brasileira desaparecida no Japão durante passagem do tufão Roke foi encontrado dentro de um rio, segundo informou o Itamaraty nesta quinta-feira.

O corpo de Erika Inomata, 34, foi encontrado na terça-feira (27) no rio Fujikawa, nas proximidades da cidade de Fuji, mas não havia confirmação da identidade da vítima até esta quinta-feira.

Fujikawa recebe águas do rio Hayakawa, na cidade de Minobu, onde a brasileira havia caído na quarta-feira passada (21) ao tentar atravessar uma ponte para chegar à fábrica em que trabalhava.

Seu colega, o também brasileiro Marcos Kanematsu, 32, que a acompanhava na ocasião, também caiu, mas conseguiu se segurar em galhos de uma árvore ribeirinha, o que impediu com que ele fosse levado.

De acordo com o Itamaraty, o corpo de Erika estava muito deformado e, por isso, seu irmão foi a um hospital para a realização de um exame de parentesco por coleta de DNA. Os resultados confirmaram a identidade da brasileira que, de acordo com autópsia realizada, morreu por afogamento.

Amigos e familiares estão organizando o velório e a cremação do corpo, o que deverá acontecer na província japonesa de Yamanashi nos próximos dias, segundo o tio da vítima.

Erika saiu de Santarém, no Pará, aos 17 anos em busca de emprego. Depois de se mudar para o Japão com os tios, não voltou ao país e contatava a família raramente por dificuldades financeiras, segundo a filha Sâmara, que vive no Brasil.

Em sua passagem pelo território japonês na semana passada, o tufão Roke deixou ao menos 12 mortos e obrigou a retirada de milhares de pessoas de suas casas.

FOLHA

Reynaldo Gianecchini visita crianças com câncer


O ator Reynaldo Gianecchini, 38, que passa por tratamento contra um câncer, gravou nesta quarta-feira (28) campanha do Gacc (Grupo de Assistência à Criança com Câncer), em São José dos Campos (SP).

Ele é padrinho de uma campanha de arrecadação por telefone, que deve ser lançada até o fim do ano.

Segundo o hospital, ele aceitou participar gratuitamente depois de receber carta de um adolescente de 14 anos que o conheceu no Gacc em 2003. O garoto fazia tratamento quando Gianecchini fez outra campanha e agora está curado.

O ator está em tratamento contra um linfoma não Hodgkin - um tumor que atinge os gânglios linfáticos. Ele deu início à quimioterapia no final de agosto, dias depois de receber o diagnóstico.

FOLHA

Nokia cortará 3.500 postos de trabalho e fecha fábrica na Europa


A Nokia Oyj, maior fabricante de celulares do mundo em volume, cortará 3.500 postos de trabalho em uma segunda grande reestruturação em seis meses em um momento em que enfrenta queda nas vendas e no lucro.

O presidente-executivo, Stephen Elop, que assumiu a Nokia há um ano, revelou nesta quinta-feira os planos que incluem o fechamento de uma fábrica e um novo presidente para a joint-venture Nokia Siemens Networks.

A companhia fechará a fábrica que abriu há somente quatro anos em Cluj (Romênia) e cortará, com isso, 2.200 postos de trabalho. A unidade produz celulares mais simples que smartphones.

A Nokia anunciou também que cortará 1.300 postos de trabalho na unidade que inclui o maior serviço de mapeamento digital do mundo, a Navteq.

A companhia também avalia o futuro de fábricas na Finlândia, México e Hungria e isso resultará em demissões no próximo ano.

Os cortes desta quinta-feira fazem parte de um plano de economizar mais de 1 bilhão de euros, revelado em julho.

FOLHA

Profissionais liberais lideram inadimplência, aponta Banco Central


BRASÍLIA - Profissionais liberais têm as maiores taxas de inadimplência do Brasil. Pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo Banco Central mostra que o nível de calote entre os brasileiros que trabalham por conta própria em atividades como a arquitetura, contabilidade, direito e odontologia é a mais elevada entre todas as categorias de clientes identificados pelo Banco Central.
Segundo o levantamento apresentado nesta quinta-feira, em todas as regiões do Brasil clientes com a ocupação "profissional liberal" ocupam o desconfortável primeiro lugar na lista de inadimplentes. Na região Centro-Oeste, é onde há o pior indicador: 5,2% dos profissionais liberais estão com pagamentos de dívidas com atraso superior a 90 dias. Em seguida, estão as regiões Sudeste (5,1%), Sul (4,6%), Nordeste (4,5%) e, por último, os Estados do Norte (4,4%).
A segunda categoria com mais calotes é a dos empresários, cujas taxas de inadimplência oscilam entre a máxima de 4,3% no Centro-Oeste e a mínima de 3,7% no Sudeste. No restante do Brasil, a taxa de atrasos entre os empresários é de 4% no Nordeste e Norte e de 3,8% no Sul do Brasil.
Trabalhador privado é mais caloteiro do que o do setor público
Segundo a pesquisa, os empregados do setor privado são, proporcionalmente, mais caloteiros do que funcionários públicos. Em quatro das cinco regiões brasileiras, clientes que trabalham na iniciativa privada têm taxas de inadimplência maiores que os colegas que estão no setor público. A única exceção é o Sul do Brasil, onde o quadro se inverte.
Na região Sudeste, enquanto a taxa de calote entre os devedores que trabalham nas empresas é de 3,3%, o porcentual entre os servidores públicos é de 2,1%. No Nordeste, estão os servidores públicos que melhor pagam as dívidas no Brasil, com inadimplência de apenas 0,6%. Nessa mesma região, o indicador dos empregados privados está em 2,1%.
Nas outras regiões, o empregado privado sempre é mais inadimplente que o servidor: Centro-Oeste (2,4% dos privados contra 2,1% do funcionalismo) e Norte (2,5% ante 1,1%).
A única exceção está nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Na região Sul, a inadimplência dos servidores públicos, de 3,3%, é maior entre a categoria em todo o País e supera, inclusive, a taxa registrada entre os empregados do setor privado na região, de 3,1%.
Aposentados
Entre os brasileiros que deixaram de trabalhar, os nordestinos são os melhores pagadores, com taxa de inadimplência de 0,8%. Em seguida, estão os clientes do Norte, com calote de 0,9%. Com indicadores bem piores, aparecem os aposentados do Centro-Oeste, com taxa de 1,9%, e do Sudeste e Sul, ambos com índice de inadimplência de 2,3%.
A pesquisa do BC divulgada no Relatório Trimestral de Inflação foi feita com a análise das características dos tomadores de empréstimos de quatro grandes bancos que, juntos, detinham 74% do mercado em julho de 2011. Entre as informações analisadas nos dados cadastrais, estão o sexo, idade, estado de residência e tipo de ocupação.
ESTADÃO

luishipolito@outlook.com

Carregando...