sábado, 8 de outubro de 2011

Apple deve abandonar culto a uma só pessoa, diz especialista


A morte de Steve Jobs, o enérgico co-fundador e presidente do conselho da Apple, deixou o pequeno conselho da sigilosa empresa em uma encruzilhada.

Hora de manter as coisas como sempre foram ou de promover uma mudança? Os primeiros sinais quanto ao futuro serão transmitidos pela escolha de um novo presidente e por uma possível expansão no número de integrantes do conselho.


Entre os conselheiros da companhia há alguns nomes de peso, mas o papel deles era visto como o de aconselhar Jobs, e não fiscalizar sua atuação. Jobs era conhecido por sua capacidade de convencer as pessoas a aceitar seus pontos de vista.

"A mensagem até agora era 'confiem no Steve', mas a nova mensagem terá de ser 'confiem na equipe'. Não haverá mais um culto a uma pessoa", disse Jim Post, professor de governança empresarial na Boston University. Ele defende que a Apple aponte um presidente do conselho independente.

"O conselho precisa ser expandido. Eles precisam buscar novos talentos independentes... pessoas que não tenham vivido à sombra de Steve", afirmou.

O cronograma da Apple para apontar um novo presidente do conselho - e mesmo sua busca ou não de alguém para o posto - é uma incógnita. Um porta-voz da companhia se recusou a comentar. Antes que Jobs assumisse o posto, a empresa não tinha um presidente do conselho, mas apenas co-diretores chefes.

O conselho da Apple vem sendo criticado há muito pela falta de transparência, especialmente quanto à sucessão no comando da companhia durante o período em que Jobs combateu seus problemas de saúde, cujos detalhes nunca foram revelados.

Também há informações de que Jobs teria mantido o conselho no escuro em dados momentos.

O executivo-chefe da Apple, Tim Cook, provavelmente candidato à presidência do conselho, já tem bastante a fazer no momento.

"Cook já tem deveres demais a assumir", e não pode presidir o conselho agora, disse Peter Misek, analista da Jefferies & Co.

O conselho da Apple, com apenas sete integrantes no momento, é um dos menores e mais opacos do setor. A maioria das companhias do setor tem conselhos com dez integrantes.

REUTERS/FOLHA

Sony negocia direitos sobre biografia de Jobs para fazer filme


A Sony Pictures negocia a aquisição dos direitos sobre a biografia de Steve Jobs para o cinema, diz o site Deadline.com.

Um artigo assinado por Mike Fleming diz que Mark Gordon será o produtor do filme sobre a vida de Jobs.

O livro, de autoria de Walter Isaacson, será lançado mundialmente no próximo dia 24, inclusive no Brasil, publicado pela Companhia das Letras, com tradução de Pedro Maia Soares. A obra está em pré-venda no Brasil por R$ 49,90. A editora diz que a tiragem no país será de 100 mil exemplares.

Ex-presidente da CNN e ex-editor da revista "Time", Isaacson já escreveu biografias de personalidades como Albert Einstein, Benjamin Franklin e Henry Kissinger.

FOLHA

Polícia investiga ataque violento entre membros da comunidade Amish


A polícia do Estado americano de Ohio está investigando uma série de ataques entre membros da reclusa Amish. Dezenas de pessoas foram feridas em episódios nos quais as vítimas mulheres tiveram seus cabelos cortados e o mesmo aconteceu com a barba dos homens.

Segundo as investigações, o motivo dos ataques, ocorridos nas últimas três semanas, seriam diferenças espirituais entre a comunidade Amish tradicional e um grupo dissidente.

A violência entre essa comunidade cristã é extremamente rara. O grupo cristão costuma rejeitar conveniências da vida moderna, como a eletricidade.

LAÇOS FAMILIARES

Uma mulher de 57 anos afirmou à polícia que, no mês passado, seus filhos e um de seus genros tiveram o cabelo cortado, enquanto seu marido teve a barba raspada. Segundo ele, vários de seus parentes que foram afastados da família pertencem ao grupo dissidente.

Os ataques já envolveram 18 famílias Amish e a maioria delas teria laços familiares entre si.

O chefe da polícia local, Fred Abdalla, afirmou que alguns dos suspeitos já haviam cometidos crimes como ameaça a autoridades e contato sexual com menores.

Ele afirmou ninguém ainda foi formalmente acusado e que as investigações correm em ritmo lento, por causa da relutância dos Amish em procurar a polícia.

"Você vê esses crimes sendo cometidos, e eu estou aqui, com as minhas mãos atadas", disse Abadalla.

BBC BRASIL/FOLHA

Além do narcotráfico, México teme agora os paramilitares


Eles se autointitularam os Mata Zetas e dizem ser o "braço armado do povo". Para alguns, no entanto, eles representam a chegada ao México de um temido fantasma: os paramilitares.



O grupo ganhou destaque no último dia 24 de setembro, após divulgar um vídeo onde seus membros apareceram encapuzados, prometendo acabar com o cartel de drogas Los Zetas, do estado de Veracruz.

Para o governo, trata-se de mais um grupo criminoso entre tantos outros que se multiplicam pelo México. O vídeo, no entanto, fez muitos mexicanos temerem o início de uma nova fase de violência no país, com o enfrentamento entre cartéis e paramilitares.

O vídeo foi divulgado quatro dias após a aparição de 35 corpos, amarrados e com marcas de tortura, em uma rua da cidade de Boca del Rio, no estado de Veracruz.

Até o momento, não há consenso entre especialistas de segurança sobre a existência de paramilitares no país.

Edgardo Buscaglia, professor de direito do Instituto Tecnológico Autónomo de México (ITAM) diz que existem hoje cerca de 167 grupos paramilitares no México. A contagem foi feita a partir de notícias na imprensa, pesquisa de campo e informações de suas fontes, diz.

"Existem casos de policiais que fazem o trabalho sujo de grupos criminosos, limpando algumas regiões de grupos adversários. Isso ocorre em todo o país. Ele são a extensão do estado, policiais que usam veículos ou recursos do Estado para desempenhar essa tarefa", diz.

Em 2010, o Senado pediu ao governo informações sobre a atuação de paramilitares. A resposta oficial foi a de que eles não existiam.

FENÔMENO NOVO

Não é a primeira vez que um grupo armado mexicano divulga mensagens de vídeo pela internet. Mas nunca antes uma organização disse estar "ao lado dos mais desprotegidos", prometendo respeitas as Forças Armadas e "não extorquir ou roubar" a população, como fizeram o Mata Zetas nesta semana.

Buscaglia insiste que o grupo se encaixa na definição clássica do paramilitarismo, ao dizer que não vai fazer contrabando de armas e drogas e que irá limpar Veracruz dos criminosos.



Para o general da reserva e fundador do Centro de Investigación y Seguridad Nacional (CISEN), Jorge Carrillo, o México está "diante de algo diferente, que não sabemos exatamente o que é".

"É um grupo que se parece muito mais preparado que outros grupos criminosos, mas não significa que sejam paramilitares".

MODELO COLOMBIANO

A penetração de paramilitares nas instituições do Estado é uma realidade na Colômbia, onde políticos frequentemente são acusados de ligações com esses grupos.

Os especialistas apontam uma diferença essencial, no entanto, entre o contexto de violência do México e o da Colômbia, que é a existência, no último país, de uma guerrilha que enfrenta o Estado, no caso as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Mundo Eric Olson, especialista do Instituto México do Centro Woodrow Wilson, diz que na Colômbia os paramilitares "surgiram como uma guarda dos fazendeiros para enfrentar as Farc ou o M-19".

"Eles acabaram se convertendo em um corpo irregular das Forças Amradas, com organização militar e comandos coordenados com batalhões do Estado. Até agora não vimos isso no México", diz.

Gustavo Duncan, pesquisador da Universidade dos Andes, de Bogotá, reconhece as peculiaridades dos dois países mas ressalta uma semelhança.
"Os Mata Zetas lembram os chamados Pepes da Colômbia, perseguidos por Pablo Escobar, um grupo paramilitar que também se dedicava ao narcotráfico e que reunia os prejudicados pelo cartel de Medelín (comandado por Escobar)", diz.

GOVERNO FRÁGIL

Para o general Carrillo Olea, o surgimento do Mata Zetas é um reflexo da debilidade do governo do presidente Felipe Calderón em garantir a segurança de um país onde a violência já matou mais de 40 mil pessoas nos últimos seis anos.

"Não podemos falar de paramilitares, mas o que está, sim, ocorrendo é que pequenos e médios empresários estão recorrendo à proteção privada. Existem grupos se organizando à margem da lei, sem permissão para usar armas", adverte.

"O México permitiu o surgimento de empresa ilícitas de proteção, que durante o dia cuidam de um supermercado e de noite fazem travessuras. E o governo não sabe onde estão nem quanto são", diz.

INVESTIGAÇÃO

A Procuradoria Geral da República do México está investigando o vídeo dos Mata Zetas e diz que irá perseguí-los como qualquer outra "organização criminal".

Esta semana, o governo anunciou o envio de mais forças federais ao Estado de Veracruz, investimentos em inteligência e uma "depuração" na polícia local.

A estratégia é a mesma já adotada nos Estados de Tamaulipas e Nuevo León. A questão é se isso irá prevenir a aparição dos paramilitares.

BBC MUNDO/FOLHA

Holanda reclassifica maconha potente como droga pesada


Os célebres cafés holandeses que comercializam maconha estão enfrentando novas restrições impostas pelo governo do país.

O governo decidiu reclassificar a maconha mais potente e inclui-la na mesma categoria destinada às drogas pesadas.

De acordo com as autoridades holandesas, o principal agente químico da droga, o THC, está mais forte, o que fez com que a maconha consumida atualmente esteja mais potente do que a que era consumida pela geração anterior.

Com isso, os cafés terão de deixar de vender as altamente populares diferentes variantes da maconha de alta potência.

Segundo os políticos holandeses, a maconha extra-forte, conhecida como ''skunk'', é hoje em dia mais perigosa do que antes.

COCAÍNA E ECSTASY

No futuro, qualquer modalidade da droga que contiver mais do que 15% de THC será classificada como droga pesada, a mesma classificação usada para a cocaína ou o ecstasy.

A medida é um sério revés para os cafés e significa que eles terão de substituir 80% de seus estoques com variantes mais fracas.

Marc Josemans, que é proprietário de um café em Maastricht, diz acreditar que a nova determinação esteja sendo tomada por influência dos partidos de extrema direita na política holandesa.

''Você pode sentir a diferença. Tudo que é considerado incomum para eles - que eles chamam de 'passatempos da esquerda', eles procuram banir, como o uso de maconha'', disse Josemans, em entrevista à BBC.

A medida significa que a tradicional tolerância da Holanda em relação às drogas consideradas mais suaves está em vias de se tornar uma coisa do passado.

O veto à venda de ''skunk'' deve entrar em vigor no ano que vem, quando a polícia passará a realizar inspeções aleatórias em cafés holandesas.

A partir de 2012, o governo holandês pretende também impor restrições à entrada de turistas nos cafés que vendem maconha em diferentes partes do país.

BBC BRASIL/FOLHA

Bancos europeus precisarão de mais de € 100 bi, diz ministro irlandês


Há um consenso de que os bancos europeus precisam de mais capital, bem acima de € 100 bilhões, e ele provavelmente virá de uma variedade de fontes, incluindo o fundo de resgate da zona do euro, disse o Ministro das Finanças da Irlanda, Michael Noonan, neste sábado.

Alemanha e França estão divididas antes das conversações importantes de domingo, sobre como fortalecer os instáveis bancos europeus. Paris está ansiosa para recorrer aos 400 bilhões do fundo de resgate da zona do euro, o EFSF, para recapitalizar seus próprios bancos e Berlim insiste que o fundo deve ser utilizado como último recurso.

O FMI já disse que os bancos europeus precisam de fundos adicionais de 200 bilhões de euros.

"Acho que há um consenso de que ele será bem acima de 100 bilhões de euros," disse aos repórteres, Michael Noonan, do lado de fora de um fórum econômico em Dublin.

"Sei que alguns dos grandes bancos alemães, com quem eu estava falando pessoalmente, pretendem levantar dinheiro no mercado, portanto serão financiamentos privados. Outros bancos gostariam de se beneficiar do fundo EFSF. Outros bancos vão contar com seus governos, para fornecer o capital, portanto vai haver uma série da maneiras de fazê-lo".

"Acho que o princípio deveria ser que os governos são responsáveis pelo seu sistema bancário, de acordo com o Conselho do Banco Central Europeu".

"Se os bancos não conseguem se capitalizar, seja emitindo recursos financeiros para o mercado ou obtendo fundos do tesouro nacional, então, obviamente, eles teriam a opção de requisitar o financiamento do EFSF. 

Quando nós recapitalizamos os nossos bancos, escolhemos o EFSF".

Noonan disse que os recentes rebaixamentos de crédito da Espanha e Itália refletiam a frustração no fracasso da Europa em resolver a longa crise da divida soberana.

"Certamente há uma certa impaciência para que a Europa resolva os problemas da zona do euro e para que ela o faça muito rapidamente", disse ele.

Os bancos da Irlanda estavam no pior momento da sua crise financeira e socorros subsequentes da UE e do FMI e mais cedo esse ano Dublin apresentou uma conta de 70 bilhões de euros para recapitalizar seus credores.

No momento, Noonan está procurando meios para tentar reestruturar quase 31 bilhões de euros em notas promissórias, uma forma de vale ou acordo escrito, usadas para recapitalizar os credores do Anglo Irish Bank e Irish Nationwide Building Society.

Os vales têm juros de 17 bilhões de euros, divididos ao longo de um período de 20 anos e Noonam gostaria de recorrer ao EFSF para pagar o restante da dívida, quase 44 bilhões de euros e depois pagar o dinheiro ao EFSF em um período mais longo, com taxas de juros mais baixas.

REUTERS/FOLHA

Wangari Maathai é enterrada como heroína nacional no Quênia


Centenas de pessoas às lágrimas acompanharam neste sábado, em Nairóbi, ao funeral da Prêmio Nobel da Paz Wangari Maathai, falecida em 25 de setembro, que recebeu honras de chefe de Estado.

O local da cerimônia de cremação, o Uhuru Park (Parque da Liberdade em swahili), foi salvo da destruição por Wangari Maathai, famosa por sua luta contra o desflorestamento e morta aos 71 anos vítima de um câncer.

Seus restos, colocados em um caixão feito de bambu e fibras de jacinto coberto com a bandeira queniana, foram cremados no final da cerimônia.

Ela havia dito, segundo a sua família, que não queria que uma árvore sequer fosse cortada para o seu caixão.

"Além de ter sido uma mulher de grande coragem e tenacidade, a professora Maathai mostrou, por exemplo, suas virtudes para servir à nação", declarou o presidente Mwai Kibaki.

Várias figuras políticas de todo o mundo participaram das últimas homenagens a Wangari Maathai.

O embaixador da Noruega no Quênia, Per Ludvig Magnus, considerou que a morte de Wangari é "uma perda para o mundo, mas que seus objetivos continuarão vivos".

Seus filhos e netos plantaram uma árvore neste parque que o regime autoritário do ex-presidente Daniel Arap Moi quis destruir para dar lugar a um gigantesco arranha-céu.

Figura de destaque na luta ambientalista em seu país desde os anos 70, Wangari Maathai obteve notoriedade internacional em 2004 com o Prêmio Nobel da Paz. O júri justificou sua escolha na época indicando "a abordagem global (de Maathai) do desenvolvimento sustentável, que engloba a democracia, os direitos humanos e, em particular, os das mulheres".

Nascida no dia 1º de abril de 1940, em Ihithe, no centro fértil do Quênia, Wangari Maathai, dotada de forte personalidade e de grande energia, foi uma das raras jovens quenianas da época a se beneficiar de uma educação, graças a seu irmão mais velho Nderitu, que a matriculou em uma escola de irmãs católicas.

Ela ganhou nos anos 60 uma bolsa de estudos americana que a permitiu estudar Biologia em Atchison (Kansas), e depois em Pittsburgh. Mais tarde, voltou ao Quênia independente, onde se tornou em 1971 a primeira mulher a concluir um doutorado na África Central e do Leste.

Uma de suas fotos onde aparecia com um largo sorriso e vestida com uma roupa típica africana, foi colocado ao lado do carro que transportou o caixão. O hino nacional foi entoado e os sinos das igrejas soaram.

FRANCE PRESS/FOLHA

Presidente do Sudão do Sul faz 1ª visita oficial a Cartum


O presidente da nova República do Sudão do Sul, Salva Kiir, chegou neste sábado a Cartum, em sua primeira visita oficial a esse país, desde a independência do vizinho do norte em 9 de julho.

O líder sul-sudanês, que chegou acompanhado de ministros, foi recebido por seu colega, Omar Hassan al Bashir, no aeroporto de Cartum, em cerimônia de Estado que também contou com a presença de embaixadores de países africanos.

Na quinta-feira, o Ministério das Relações Exteriores sudanês informou sobre a visita e expressou a esperança de que as conversas entre os dois países "abram as portas para manter laços de boa vizinhança e colaboração permanente entre ambos".

Espera-se que os dois chefes de Estado analisem o litígio sobre a soberania do território de fronteira de Ebey e a receita do petróleo, entre outros assuntos.

Neste domingo está previsto que Kiir conclua a visita com uma entrevista coletiva ao lado de Bashir, informou o Ministério das Relações Exteriores sudanês.

Representantes dos dois países analisaram ultimamente vários assuntos pendentes com a mediação da União Africana e de uma comissão liderada pelo ex-presidente sul-africano Thabo Mbeki.


Na semana passada, Bashir pediu ao governo do Sudão do Sul que resolva os problemas pendentes entre os países por meio do diálogo e sem mediadores estrangeiros.

Entre os assuntos pendentes as fronteiras e a distribuição da receita do petróleo, cujas jazidas ficam no novo país, enquanto os portos de exportação no Sudão.

O litígio sobre a zona de Ebey, localizada na fronteira entre os estados, e a dívida externa do Sudão antes da separação do Sudão do Sul, estimada em US$ 38 bilhões, também são outros assuntos pendentes entre Cartum e Juba.

Sudão do Sul proclamou sua independência em 9 de julho, após ser aprovado em um plebiscito realizado entre 9 e 15 de janeiro, de acordo com o que foi estipulado por um tratado de paz assinado em 2005 que pôs fim a uma guerra civil de duas décadas.

EFE/FOLHA

Dez corpos são encontrados em ruas de cidade mexicana


Os corpos de dez pessoas foram localizados em ruas da cidade mexicana de Veracruz (leste), onde na quinta-feira passada militares encontraram outros 32 corpos em duas casas, informou neste sábado o governo do estado de mesmo nome.

"Os corpos de sete pessoas" foram encontrados na sexta-feira à noite na caçamba de uma picape, abandonada em uma popular colônia de Veracruz, poucas horas depois da localização de outros três corpos nas ruas de um bairro próximo, indicou em um comunicado o governo do estado.

Veracruz, localizada no Golfo do México, tornou-se nos últimos dias o principal foco da violência que assola o país, com a descoberta na quinta-feira de 32 cadáveres em duas casas do bairro residencial de Boca del Río, que se somam a outros 35 corpos abandonados no dia 20 de setembro em uma avenida movimentada da cidade.

Para pôr fim à crescente violência neste dinâmico porto do Golfo do México, o governo federal lançou na terça-feira uma operação conjunta das forças militares e policiais para ampliar a capacidade de inteligência, envolvendo patrulhas aéreas e marítimas.

FRANCE PRESS/FOLHA

Entrada da Rússia na OMC está ameaçada por veto da Geórgia


As conversações entre os rivais Geórgia e Rússia sobre a tentativa de Moscou de adesão à OMC (Organização Mundial do Comércio) terminaram sem acordo no sábado. A Geórgia disse que iria bloquear a entrada da Rússia, a menos que Moscou mudasse sua posição.

O fracasso em resolver a disputa iniciada na guerra de 2008 entre os vizinhos ex-soviéticos mina as chances da Rússia de aderir à OMC neste ano, uma meta estabelecida por Moscou e pelos Estados Unidos, e pode piorar as relações da Rússia com o Ocidente.

"As negociações acabaram e podemos dizer que entraram em colapso, terminaram sem qualquer resultado," disse o vice-chanceler georgiano Sergi Kapanadze, chefe da delegação de seu país nas negociações na Suíça, em entrevista à Reuters por telefone.

Como a OMC, um grupo de comércio de 153 países, toma decisões por consenso, a Geórgia - um país pró-Ocidente, aspirante a integrar a Otan - tem um poder de veto efetivo sobre a adesão da Rússia.

Kapanadze disse que o ponto de discórdia foi a recusa da Rússia em abrir acesso para a Geórgia a informações sobre o comércio nas regiões separatistas georgianas da Ossétia do Sul e da Abkhazia, que Moscou reconhece como nações independentes desde a guerra de cinco dias.

"A Geórgia não pode dar o seu consentimento à entrada da Rússia na OMC até que a Rússia mude sua posição sobre o comércio dentro dos territórios ocupados," Kapanadze disse, referindo-se às duas regiões, onde a Rússia mantém forças militares consideráveis.

Kapanadze disse que as conversações foram a última rodada marcada "e não vemos qualquer sentido em negociar apenas por negociar". Mas uma fonte russa a par das negociações disse que havia um acordo para retomar as conversas em 17 de outubro.

A Rússia é, de longe, a maior economia fora da OMC e tem buscado a adesão à entidade há 18 anos.

A Geórgia suspendeu as conversações da OMC com a Rússia em abril de 2008, depois que o Kremlin ordenou o levantamento das sanções econômicas contra a Abkhazia e Ossétia do Sul em preparação para a guerra em agosto daquele ano.

REUTERS/FOLHA

Chefe da missão do FMI vê Grécia em uma encruzilhada, diz jornal


A Grécia está em uma encruzilhada e terá de implementar "reformas estruturais muito mais rigorosas" para evitar um default, disse o chefe da missão do FMI (Fundo Monetário Internacional) para a Grécia, Poul Thomsen, segundo o diário alemão "Welt am Sonntag".

"Está claro que o programa não funcionará se as autoridades não tomarem o caminho que demanda reformas estruturais mais rigorosas do que aquelas vistas até agora", disse Thomsen ao jornal alemão.

REUTERS/FOLHA

Itaú pode comprar parte do HSBC Brasil


Maior banco privado brasileiro, o Itaú Unibanco fechou a compra da carteira de clientes de alta renda do britânico HSBC no Chile. O negócio foi fechado na última quarta e alimentou os rumores de que o banco brasileiro também esteja comprando, pelo menos, parte da operação do HSBC no Brasil.

Ambos os bancos desmentiram os boatos, atribuindo os comentários a um ruído envolvendo o negócio no país vizinho.

O Itaú pagou US$ 20 milhões para ficar com 4.000 clientes do HSBC no Chile.

Fontes do mercado, no entanto, não descartam a possibilidade de o Itaú comprar parte dos negócios do HSBC no Brasil, especialmente a carteira de alta renda e a operação de crédito ao consumo.

Nesse caso, o HSBC seguiria no país com o atendimento a empresas, segmento em que melhor consegue aproveitar sinergias com sua rede comercial global.

O HSBC é o sexto maior banco de varejo no país, mas ficou pequeno depois que os principais concorrentes locais fundiram suas operações Santander e Real se juntaram em 2007; Itaú se fundiu ao Unibanco em 2008; e Banco do Brasil comprou a Nossa Caixa em 2009.

O banco britânico tem sido citado em rumores tanto sobre compra de um banco - falou-se na compra do Real em 2007 - como de sua saída definitiva do Brasil.

RUMORES

Os rumores cresceram no ano passado após o afastamento de Michael Geoghegan, antigo presidente do HSBC brasileiro, do comando mundial do HSBC.

Casado com uma brasileira, Geoghegan era entusiasta da operação no país.

Apesar do tamanho diminuto no Brasil, o HSBC considera o país estratégico.

O Brasil é hoje a quarta maior fonte de ganhos depois de Hong Kong, Reino Unido e China. O banco tem 60% de seus resultados vindos da Ásia e demais emergentes.

O HSBC chegou ao Brasil em 1997 comprando a parte boa do antigo Bamerindus.

À época, foi recebido com entusiasmo pelo Banco Central e pelo governo, que esperavam um aumento da concorrência de preços e serviços bancários no país.

FOLHA

Na ONU, Brasil eleva tom em relação à repressão na Síria


Enquanto Dilma Rousseff evitava o assunto em sua visita à Turquia, a diplomacia brasileira elevou na ONU o tom das críticas à Síria pela repressão violenta aos protestos contra o regime.

Em sua intervenção no debate dedicado à Síria ontem no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, o Brasil disse estar "seriamente preocupado".

"A reação violenta do governo a protestos pacíficos é inaceitável", disse a embaixadora brasileira, Maria Nazareth Farani Azevedo.

Na terça-feira, o Brasil havia optado pela abstenção no Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, na votação de uma resolução de condenação à Síria. A proposta acabou barrada pelos vetos de Rússia e China.

A posição intermediária do Brasil em relação à Síria foi a principal dissonância na chamada "parceria estratégica" com a Turquia, ressaltada por Dilma em sua primeira como presidente visita a um país muçulmano.

O contato da presidente com a imprensa brasileira se resumiu a um vago pronunciamento pós o encontro com o presidente turco, Abdullah Gull, em que ela exaltou a Primavera Árabe.

Sem mencionar nominalmente a Síria, Dilma reiterou a rejeição a medidas punitivas, num contraste com o anúncio da Turquia nesta semana de que aplicará sanções contra o país vizinho.

"O isolamento, a punição e o uso da força serão verdadeiramente os últimos recursos", disse Dilma.

O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, negou que haja divergências entre os dois países. "Há uma diferença de abordagem", desconversou.

As diferenças são óbvias. Enquanto o Brasil mantém uma política de "morde e assopra" - como definiu à Folha um diplomata que pediu para não ser identificado - o governo turco afia os dentes.

Além de condenar duramente o regime do ditador Bashar Assad e anunciar sanções, a Turquia iniciou exercícios militares na fronteira com a Síria.

MORTOS

A ONU elevou nesta semana para 2.900 o número de civis que estima terem sido mortos na repressão síria. Já o vice-chanceler do país afirmou em Genebra que entre as vítimas há 1.100 membros das forças de segurança.

Faissal Mekded disse que seu país está sendo vítima de "uma campanha sem precedentes de mentiras".

Nomeado para chefiar a comissão de inquérito da ONU sobre a crise no país, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro disse à Folha, de Genebra, que procurou as autoridades sírias várias vezes para coordenar uma visita ao país, mas não teve resposta.

Com ou sem visita, Pinheiro está certo de que a comissão será capaz de elaborar um "retrato fiel" da situação.

FOLHA

Extremistas isralenses vandalizam dois cemitérios não judaicos


Pelo menos 25 túmulos foram profanados em dois cemitérios - um de muçulmanos e outro de cristãos - da população árabe de Yafa, que faz parte de Tel Aviv.

Segundo as investigações, os atos de vandalismo ocorreram anteontem, véspera do início das comemorações do Yom Kippur, o feriado mais importante do calendário judaico.


As lápides dos dois cemitérios foram destruídas e nos túmulos apareceram mensagens como "morte aos árabes" ou "política de preço". As mensagens fazem referência à estratégia de grupos radicais judeus, especialmente colonos, de atacar propriedades ou símbolos palestinos para forçar o desmantelamento de assentamentos pelo Exército israelense.

O presidente do Movimento Islâmico em Yafa, xeque Ahmed Abu Ajwa, pediu calma e disse que o evento "é uma tentativa dos extremistas de incitar as massas árabes", como registrado pela edição eletrônica do jornal israelense "Haaretz". Por seu turno, o deputado árabe e dirigente do partido Lista Árabe Unida Ibrahim Sarsur pediu aos autores da agressão, onde quer que estejam, "que parem com os ataques racistas".

As profanação de túmulos ocorre ao mesmo tempo em que são realizados outros ataques contra locais de culto muçulmano em Israel e na Cisjordânia, assim como ataques e assédio das forças de segurança no território ocupado por colonos judeus.

EFE/FOLHA

Vírus infecta aviões não tripulados do Exército americano, diz revista


Um vírus infectou os postos de comando à distância da base de Creech (Nevada), de onde saem os aviões não tripulados dos Estados Unidos que realizam missões no Afeganistão e em outras áreas de conflito, ressaltou a revista "Wired" citando três fontes anônimas.

"Um vírus infectou os cockpits dos drones [aviões não tripulados] americanos Predator e Reaper, gravando todas as ordens dos pilotos quando efetuaram missões à distância no Afeganistão ou em outras regiões de conflito", indicou a publicação em seu site.

Segundo a "Wired", não houve transmissão para o exterior de informações confidenciais por conta do vírus, que também não impediu a realização de missões.

"Os especialistas militares não sabem se este vírus (...) foi introduzido voluntária ou acidentalmente", acrescentou, lembrando que a maior parte das missões efetuadas por drones é conduzida por pilotos da base de Creech.

FRANCE PRESS/FOLHA

Dilma divulga nota para cumprimentar vencedoras do Nobel da Paz


A presidente Dilma Rousseff divulgou neste sábado nota oficial parabenizando as ganhadoras do Prêmio Nobel da Paz deste ano: a presidente da Libéria Ellen Johnson Sirleaf, a ativista liberiana Leymah Gbowee e a jornalista do Iêmen Tawakkul Karman.

Na nota, publicada no blog da presidência, Dilma diz que recebeu a notícia com grande satisfação.

"Primeira mulher eleita presidente em um país africano, Ellen Johnson Sirleaf tem contribuído, ao longo de toda a sua vida pública, para a paz e o desenvolvimento da Libéria", diz a nota.

Sobre a ativista Leymah Gbowee, também liberiana, Dilma disse que mobilizou mulheres de todas as etnias para enfrentar o regime de Charles Taylor, na Libéria, "e contribuir para o fim da guerra civil em seu país".

Com relação à jornalista iemenita, a presidente lembrou que "tem trabalhado pela promoção da paz e da democracia e pelos direitos das mulheres no Iêmen antes e durante a Primavera Árabe".

REUTERS/FOLHA

Igreja Presbiteriana vai ordenar primeiro pastor abertamente gay


A Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos recebeu de volta um pastor que teve de renunciar ao cargo por ser gay, segundo informações da agência de notícias Associated Press.

Após 20 anos de afastamento, Scott Anderson foi novamente ordenado neste sábado (8) em sua casa em Madison, Wisconsin.


"Quem conhece Scott vê seu extraordinário dom de ministério, a sua capacidade de pregar a palavra, sua compaixão, sua humildade", disse Jennifer Sauer, 41 anos, que frequentava a igreja de Anderson.

Em entrevista recente, Anderson, 56, lembrou que escondeu sua sexualidade de 1983 a 1990, quando renunciou depois de um casal descobrir que ele era gay e tentar usar as informações contra ele.

"Esse foi realmente o melhor e o pior momento da minha vida", disse Anderson. "Foi o melhor porque eu era capaz dizer, pela primeira vez, quem eu era. Mas havia também a tristeza de deixar o que eu amava".

MUDANÇAS NA IGREJA

A Ordenação na Igreja Presbiteriana foi possível graças a décadas de debate se pessoas abertamente gays deveriam ser autorizadas a servir na igreja.

A concessão se deu graças a mudança na constituição da igreja que exigia do clero "na fidelidade dentro do casamento entre um homem e uma mulher, ou a castidade no celibato".

A Assembleia Nacional Presbiteriana dos Estados Unidos aprovou retirar essa regra no ano passado.

VIDA DE SCOTT ANDERSON

Anderson sentiu o chamado para o ministério, quando ele estava no segundo ano na escola, vários anos antes de se tornar consciente de sua preferência sexual.

Na época, ele não estava convencido de sua decisão de carreira. Ele estudou ciência política na Universidade da Califórni e pensou em estudar direito. Finalmente, ele se decidiu pelo seminário.

"No meu primeiro ano lá, eu me apaixonei por outro homem", disse ele. 

"Naquele momento eu tive que tomar uma decisão: seguir o chamado e ficar no armário, ou sair e ser honesto sobre quem eu sou e deixar o seminário?".

Nesse ponto, o chamado foi forte o suficiente para que ele permanecesse. Mas quando ele foi forçado a sair, ele ficou em tumulto emocional.

O pastor esperava encontrar a raiva e rejeição, quando disse à sua congregação que iria sair, talvez para pós-graduação. Em vez disso, ele recebeu amor e afirmação - juntamente com um cheque para cobrir todos os dois anos de escolaridade.

Ele passou um ano longe da igreja, conhecendo-se como homem gay. Seus pais ficaram chocados no início, mas se tornaram mais favoráveis; à medida que perceberam que Scott era a mesma pessoa que sempre tinham conhecido.

Anderson permaneceu ativo na vida da igreja, e agora é diretor-executivo do Conselho de Igrejas Wisconsin em Sun Prairie, perto de Madison.

Sua ordenação significa que ele vai continuar fazendo exatamente o que le faz, mas oficialmente. A única mudança será administrar os sacramentos como a comunhão. Ele também poderia se tornar um ministro da paróquia - ele disse que pode considerar a ideia em três ou quatro anos.

FOLHA

Chávez vai a Cuba para confirmar que não tem células cancerígenas


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou neste sábado que viajará em breve a Cuba para se submeter a novos exames médicos e confirmar que não tem mais células cancerígenas em seu organismo.

"Dentro de algumas semanas tenho que ir a Cuba outra vez, vamos fazer exames bem completos para, tenho certeza, confirmar o que verificamos e o que é até agora, pois o que houve é que em todos os exames que fizeram em mim não apareceram células malignas em meu organismo", disse o governante.

Em um evento de organizações aliadas à sua candidatura às eleições presidenciais de 2012, Chávez afirmou que se sentia muito bem, e que quando iniciar a campanha eleitoral estará "fortalecido".

Embora não tenha especificado quando fará a viagem a Cuba, o líder reiterou que os exames aos quais se submeterá servirão para verificar seu bom estado de saúde.

EFE/FOLHA

Amanda Knox diz ter sido molestada sexualmente na prisão


A americana Amanda Knox, 24, diz ter sido molestada sexualmente por um funcionário de alto escalão na prisão italiana. A informação, contida em uma carta, foi revelada pela rede de televisão "CBS".

Ela foi absolvida nesta semana, na Itália, da acusação de ter assassinado, em 2007, a britânica Meredith Kercher durante violento jogo sexual.

Segundo a emissora, a carta escrita por Knox dá detalhes da manipulação e intimidação sexual que ele diz ter sofrido na prisão.

O repórter da "CBS" conta que o funcionário teria a levado até seu escritório sozinho à noite, dizendo uma série de coisas "inadequadas".

Knox retornou à sua casa em Seattle nesta semana.

O CASO

Em 2009, Knox e o então namorado Raffaele Sollecito haviam sido condenados a 26 e 25 anos de prisão, respectivamente.

Ela havia se declarado inocente em um discurso em italiano, em meio a lágrimas, antes de receber a sentença. "Perdi uma amiga da maneira mais brutal e mais inexplicável possível", disse.

Apesar de ter sido inocentada do assassinato de Kercher, Knox recebeu uma pena de três anos por calúnia. Ela havia acusado o dono do bar em que trabalhava, Patrick Lumumba, de ser responsável pelo crime. Ele, porém, foi inocentado. Ela não será detida, no entanto, porque já esteve presa por cerca de quatro anos.

O único condenado pelo assassinato, por ora, é o marfinense Rudy Guede, sentenciado a 16 anos de prisão. Kercher foi encontrada morta no apartamento que dividia com Knox, apunhalada no pescoço. Promotores afirmam que, por não querer participar de um jogo sexual com Guede, Sollecito e Knox, a estudante foi estuprada e assassinada. Ela tinha 21 anos.

A defesa alegou que não há motivo ou provas da presença dos jovens na cena do crime, além de a arma utilizada não ter sido encontrada.

O julgamento do caso Knox foi marcado por intensa cobertura da imprensa. A atenção transformou a história em uma espécie de episódio da série "Law & Order", sobre o qual se discutem os culpados os e motivos.

FOLHA

Incêndio destrói patrimônio tombado de Ribeirão Preto


Um incêndio destruiu parcialmente um dos prédios da Cianê - patrimônio cultural tombado pelo município--, na tarde deste sábado, em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo).

Conjunto de quatro prédios, a Cianê (sigla que se originou do nome Companhia Nacional de Estamparia) é o local onde funcionou uma das fábricas das Indústrias Matarazzo de Ribeirão Preto entre as décadas de 1940 e 80.

Bombeiros trabalharam no local por mais de uma hora e meia e já conseguiram controlar o fogo.

No prédio em chamas, de 10 mil metros quadrados, funcionaria uma unidade da Fatec (Faculdade de Tecnologia) no município.

Os demais prédios não foram atingidos pelo incêndio.

Segundo a tenente Karina Moreira, moradores relataram que o incêndio deve ter ocorrido devido à presença de usuários de drogas, que frequentam o local.

A prefeita Dárcy Vera (agora no PSD) afirmou que vai realizar uma reunião para definir se o local ainda pode receber uma Fatec após o incêndio.

FOLHA

Bélgica conclui reforma do Estado para pôr fim à crise política


Os oito partidos políticos que negociam a formação de um governo na Bélgica conseguiram acertar na madrugada deste sábado os últimos detalhes da reforma do Estado, após uma longa crise política que se prolongou por 482 dias.

Os representantes políticos de todos os grupos negociadores qualificaram o pacto obtido como "um acordo histórico" e "a maior reforma do Estado na história da Bélgica", informou a imprensa local neste sábado.

O pacto solucionou os três pontos que seguiam impedindo o acordo, começando pela realização das eleições federais e regionais, que a partir de 2014 acontecerão simultaneamente, a cada cinco anos.

Além disso, ficou definido que os assuntos de segurança civil e os serviços de bombeiros seguirão sendo de competência federal, assim como a maior parte das disposições reguladas no código de circulação.

O acordo, que marcará a sexta reforma estatal no país, será anunciado formalmente no Parlamento na próxima terça-feira.

Participaram das negociações, pelo lado flamengo, o partido liberal Open Vld, o socialista SP.A, o democrata-cristão CD&V e o ecologista Groen, enquanto a parte francófona foi representada pelo ecologista Ecolo, o liberal MR, o democrata-cristão CDH e o socialista PS.

Muitos negociadores destacaram a importância de demonstrar que o país é capaz de tomar decisões em um momento em que a crise em torno do banco franco-belga Dexia põe em risco a imagem da Bélgica no cenário internacional, indica a agência "Belga".

Ainda ficam pendentes antes da formação de governo várias questões sobre a entrada em vigor dos elementos previstos na reforma, relacionados com a política socioeconômica e o orçamento de 2012.

A questão mais premente a resolver será, no entanto, quais partidos farão parte da coalizão governamental, e especialmente se os ecologistas flamengos (Groen) e francófonos (Ecolo) estarão na mesma.

O socialista Elio di Rupo, que dirige as negociações, promoverá em breve reuniões bilaterais com os diferentes grupos para tratar da futura coalizão de governo.

A fase final das negociações, que segundo diferentes negociadores podem prolongar-se por até três semanas, terá início nos próximos dias.

EFE/FOLHA

luishipolito@outlook.com

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