domingo, 9 de outubro de 2011

Presos suspeitos de matarem árbitro e ajudante geral em Mato Grosso do Sul


Dois rapazes, um de 19 e um menor de 17 anos, foram presos na tarde de sexta-feira (7), tentando roubar uma casa lotérica em Nova Andradina, no Mato Grosso do Sul.

Eles são suspeitos de matar a tiros, o árbitro de futebol amador e ex-policial militar, Flávio Urbanjo Domingos, 39, e o auxiliar de serviços gerais, Alfredo Barreto, no dia 25 de setembro, no distrito de Nova Casa Verde.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos foram detidos quando tentavam assaltar uma casa lotérica, por volta das 15h, na Av. Antonio Joaquim de Moura Andrade.

A polícia recebeu uma foto com duas pessoas fugindo em uma motocicleta feita no dia do assassinato. A moto usada na ação foi roubada um dia antes do assalto. Os dois estavam de capacetes e portavam armas.

O adolescente foi levado para o 1º DP de Nova Andradina. O outro suspeito foi encaminhado para o presídio em Dourados.

De acordo com André Luiz Novelli, delegado responsável pelas investigações, uma das características do roubo foi idêntica ao do homicídio. Horas antes, houve uma ligação para o 190 (da Polícia Militar), avisando de uma ocorrência em um local distante.

CASO

O árbitro Flávio Urbanjo Domingos e o ajudante geral Alfredo Barreto, foram baleados durante a final de um campeonato de futebol amador no dia 25 de setembro deste ano.

Segundo a Polícia Militar, um homem se aproximou do campo e disparou mais de três tiros em Domingos. O árbitro morreu no local.

Barreto correu atrás dos suspeitos e foi atingido com um tiro no pescoço. Ele foi atendido e levado ao hospital, mas não resistiu ao ferimento e morreu.

FOLHA

Com espaço escasso, Copa ameaça feiras de negócios em São Paulo


São Paulo recebe metade das feiras de negócios do Brasil. Esses eventos movimentam R$ 13,6 bilhões por ano somente no aluguel de centros de eventos, informa reportagem de Evandro Spinelli para a Folha.

Isso é bom, movimenta a economia paulistana. No ano passado foram cerca de 3 milhões de pessoas, do total de 11,5 milhões de turistas que a cidade recebeu.

No primeiro semestre deste ano, o setor de serviços ligado ao turismo arrecadou R$ 94,8 milhões em impostos para a prefeitura.

Mas, por outro lado, São Paulo chegou ao seu limite. Empresários e especialistas do setor apontam o gargalo, que vai se escancarar com a realização da Copa do Mundo de 2014.

O principal problema hoje é a falta de espaços para grandes eventos, feiras, shows e convenções.

"Teríamos feiras para 120 mil ou 140 mil metros quadrados", diz Armando Arruda Pereira de Campos Mello, presidente-executivo da Ubrafe (União Brasileira dos Promotores de Feiras).

O maior pavilhão da cidade de São Paulo, o Anhembi, conta com somente 71,4 mil metros quadrados.

FOLHA

EUA boicotaram o programa espacial do Brasil nos anos 90


Telegramas confidenciais do Itamaraty revelam que os EUA promoveram embargo e "abortaram" a venda, por outros países, de tecnologia considerada essencial para o programa espacial brasileiro na década de 1990.

Em um dos telegramas, o Itamaraty associou a ação norte-americana a um atraso de quatro anos na produção e lançamento de satélites.

O projeto Folha Transparência divulga em seu site a partir de hoje 101 telegramas confidenciais inéditos da diplomacia brasileira, que tratam dos programas brasileiros espacial e nuclear.

A pressão norte-americana sobre o projeto espacial já foi ressaltada por especialistas brasileiros ao longo dos anos, e um telegrama do Wikileaks divulgado em 2010 indica que ela ainda ocorria em 2009. Os documentos agora liberados permitem compreender a origem e o alcance do embargo, assim como a enérgica reação do Brasil.

Em despacho telegráfico de agosto de 1990, o Itamaraty afirmou que a ação norte-americana começara três anos antes, por meio de "embargos de venda de materiais", impostas pelos países signatários do RCTM (Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis) - um esforço voluntário entre países, de 1987, para coibir o uso de artefatos nucleares em mísseis.

O Itamaraty incluiu o bloqueio dos EUA como um dos motivos para o atraso na entrega do VLS (Veículo Lançador de Satélites), que deveria estar pronto em 1989. O primeiro teste de voo foi em 1997.

Além do VLS, o programa espacial previa a construção de quatro satélites, dois para coleta de dados e dois para sensoriamento remoto.

O Brasil só aderiu ao acordo em 1995. Os telegramas revelam que, um ano depois, o diretor do CTA (Centro Técnico Aeroespacial) da Aeronáutica, Reginaldo dos Santos, atual reitor do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), informou ao Itamaraty que os EUA negaram o pedido para importar transmissores para uso em foguetes brasileiros.

O Itamaraty orientou seu embaixador em Washington, Paulo Tarso Flecha de Lima, a manifestar "estranheza e preocupação" ao governo dos EUA. A medida dos EUA só foi revista meses depois.

José Israel Vargas, ministro da Ciência e Tecnologia entre 1992 e 1998, confirmou à Folha as gestões dos EUA para prejudicar o programa espacial brasileiro.

"Houve sim pressão americana para qualquer desenvolvimento de foguetes, contra nós e todo mundo [que o fizesse]". Segundo ele, países avançados na área, que ajudavam outros a criar seus programas espaciais, como a França fez com o Brasil, também eram pressionados.

A Embaixada dos EUA em Brasília, quando procurada em agosto pela Folha, não comentou os telegramas do Itamaraty, mas elogiou a divulgação dos documentos.

FOLHA

McCartney se casa pela terceira vez em dia de aniversário de Lennon


O ex-beatle Paul McCartney se casa pela terceira vez neste domingo em Londres, com a milionária americana Nancy Shevell, na data em que John Lennon completaria 71 anos de idade.

Lennon e McCartney formaram a dupla de compositores mais famosa da história do pop, ao longo da década em que foram a principal força criativa por trás dos Beatles.

Lennon, nascido em 9 de outubro de 1940, foi assassinado a tiros em 8 de dezembro de 1980.


O casamento de McCartney, 69, com a nova-iorquina Nancy Shevell, uma herdeira da indústria de caminhões de 51 anos, ocorrerá na Old Marylebone Town Hall, em Londres, o mesmo lugar em que ele se casou com sua primeira mulher, Linda Eastman, em 1969.

Linda, que assim como Nancy era americana, morreu de câncer em 1998.

McCartney se divorciou de sua segunda mulher, Heather Mills, em 2008, após o casal ter travado uma batalha judicial nos tribunais britânicos.

DISCRIÇÃO

Ao contrário da cerimônia em que firmou laços com Heather, marcado pela suntuosidade, o casamento com Nancy será uma cerimônia discreta e com a presença de familiares e alguns poucos amigos. Estima-se que não mais que 30 pessoas deverão estar presentes à cerimônia.

A noiva deverá usar um vestido desenhado pela filha do ex-beatle, a estilista Stella McCartney.

A beatlemaníaca Chiara Amato disse que estava fazendo ponto diariamente no cartório em que o casal marcará sua união desde o dia 29 de setembro.

''Este casamento irá durar. Ela parece ser uma ótima pessoa e estar muito apaixonada por ele. Eu escuto os Beatles desde que tenho 6 anos de idade. E já fui a 27 shows de sir Paul''.

A filha mais velha de McCartney, Mary, também se casou no cartório de Marylebone, no ano passado.

MESMO TETO

No início deste mês, Shevell passou a viver junto com o ex-beatle em sua mansão em St John's Wood, um sofisticado bairro no noroeste de Londres.

A residência deve ser sede de uma recepção a ser realizada após o casamento, que deverá contar com a participação de não mais que 100 convidados.

O casal começou a namorar há quatro anos, após ter se conhecido no balneário de luxo de Hamptons, próximo a Nova York. Eles ficaram noivos em maio deste ano.

Nancy foi casada por 20 anos com o advogado americano e candidato político Bruce Blakeman.

BBC BRASIL/FOLHA

Button vence no Japão, mas não impede bicampeonato de Vettel


O alemão Sebastian Vettel foi o terceiro colocado no GP do Japão, em Suzuka, na manhã deste domingo, e conquistou o bicampeonato do Mundial de F-1 a quatro provas do final. O piloto da Red Bull, que já tinha feito história no ano passado como mais jovem campeão, é agora o mais jovem bicampeão. A vitória no Japão foi do inglês Jenson Button, da McLaren.

Vettel terminou a temporada com 324 pontos. Foi a primeira vez na temporada que ele ficou na terceira colocação - antes, ele venceu nove provas, foi quatro vezes segundo colocado e uma vez o quarto -, mas o resultado foi suficiente para levantar a taça. No final da prova, o alemão já vibrava dentro da sua Red Bull. Depois fez um agradecimento.

"Obrigado a todos. Obrigado por tudo. É fantástico", disse o alemão ainda no carro.

Para Button foi a terceira vitória no ano, mas insuficiente para evitar a conquista antecipada de Vettel. Além de vencer, Button tinha de torcer para o piloto da Red Bull não pontuar no Japão. 

Somente assim adiaria o título do rival. O inglês soma 210 pontos e é favorito na 'briga' pelo vice.

A segunda colocação ficou com o espanhol Fernando Alonso, da Ferrari. O australiano Mark Webber, da Red Bull, foi o quarto colocado e o inglês Lewis Hamilton, da McLaren, foi o quinto.

Felipe Massa, da Ferrari, foi o melhor entre os brasileiros. Ele concluiu a prova na sétima colocação - atrás de Michael Schumacher (Mercedes). Bruno Senna, da Renault, e Rubens Barrichello, da Williams, ficaram na 16ª e 17ª posição, respectivamente.

Sergio Perez (Sauber), Vitaly Petrov (Renault) e Nico Rosberg (Mercedes) completaram os dez primeiros.

No dia 16 (próximo domingo) será disputado o GP da Coreia do Sul, em Yeongam. Com o título definido, a disputa agora fica concentrada na briga pelo vice (Button, Alonso, Hamilton e Webber) e no Mundial de Construtores (Red Bull e McLaren).


A PROVA

A largada do GP do Japão foi limpa, sem acidentes. O primeiro movimento de Sebastian Vettel, pole position, foi justamente de defender sua posição de largada, evitando aproximação de Jenson Button. O inglês caiu para o terceiro posto. Foi ultrapassado por Lewis Hamilton, mas recuperou a posição na oitava volta.

A 'briga' do alemão da Red Bull com o inglês da McLaren - único piloto com possibilidade de adiar seu bicampeonato - prometia, mas durou até pouco mais da metade da prova. Apesar da distância entre os dois ter sido de no máximo 5s (nas primeiras voltas, com Vettel em primeiro), o torcedor não viu ultrapassagens.

Button assumiu a ponta na 33ª volta, quando Vettel parou pela segunda vez nos boxes. Quando voltou para a pista, o alemão não conseguiu recuperar o primeiro posto. Ficou atrás de Fernando Alonso. O inglês teve uma parada melhor e manteve a ponta.

Com pouco menos de dez voltas para o final, Vettel estava na terceira posição - algo inédito em 2011--, mas com a mão no título da temporada. O alemão era seguido pelo companheiro de equipe Mark Webber, o que tornou o final da corrida monótono.

Nas últimas voltas, a equipe da Red Bull já vibrava com o título de Vettel. Ao cruzar a linha de chegada, o piloto não conteve a vibração. Com 24 anos, além de ser o mais jovem campeão da F-1, tornou-se também o mais jovem bicampeão.

CONFIRA A CLASSIFICAÇÃO DO GP DO JAPÃO:


1. Jenson Button (ING) - McLaren - 1h30min53s427 (53 voltas)


2. Fernando Alonso (ESP) - Ferrari - +1s1


3. Sebastian Vettel (ALE) - Red Bull - +2s0


4. Mark Webber (AUS) - Red Bull - +8s0


5. Lewis Hamilton (ING) - McLaren - +24s2


6. Michael Schumacher (ALE) - Mercedes - +27s1


7. Felipe Massa (BRA) - Ferrari - +28s2


8. Sergio Perez (MEX) - Sauber - +39s3


9. Vitaly Petrov (RUS) - Renault - +42s6


10. Nico Rosberg (ALE) - Mercedes - +44s3


11. Adrian Sutil (ALE) - Force India - +54s4


12. Paul di Resta (ESC) - Force India - +62s3


13. Kamui Kobayashi (JAP) - Sauber - +63s7


14. Pastor Maldonado (VEN) - Williams - +64s1


15. Jaime Alguersuari (ESP) Toro Rosso - +66s6


16. Bruno Senna (BRA) - Renault - +72s6


17. Rubens Barrichello (BRA) - Williams - +74s1


18. Heikki Kovalainen (FIN) - Lotus - +87s8


19. Jarno Trulli (ITA) - Lotus - +96s1


20. Timo Glock (ALE) - Virgin - a 2 voltas


21. Jerome D'Ambrosio (BEL) - Virgin - a 2 voltas


22. Daniel Ricciardo (AUS) - Hispania - a 2 voltas


23. Vitantonio Liuzzi (ITA) - Hispania - a 3 voltas


24. Sebastien Buemi (SUI) Toro Rosso - não completou

FOLHA

Espião cubano é solto nos EUA, mas ainda não poderá voltar ao seu país


O agente da inteligência cubana René González, que estava detido havia 13 anos em um presídio dos EUA, foi libertado nesta sexta-feira pela Justiça americana.

Condenado por espionagem pelos Estados Unidos, González, 55 anos, é tratado como herói por Cuba, onde havia forte campanha por sua libertação e a de seus quatro colegas ainda detidos - eles são conhecidos na ilha como os "cinco heróis".

Mas, mesmo solto, González por enquanto não poderá voltar a Cuba. Terá de passar mais três anos nos Estados Unidos, em regime de liberdade supervisionada.

Com isso, permanecerá, pelo menos por enquanto, em um país onde não quer estar, e onde nem mesmo seus simpatizantes querem que ele esteja.

CONDENAÇÃO

Ele foi preso em 1998, junto com Gerardo Hernández, Ramón Labanino, Antonio Guerrero e Fernando González, e condenado três anos depois, por tentativa de se infiltrar instalações militares americana no sul da Flórida.

As sentenças dos cinco variam de 15 anos de cadeia - caso de González - a prisão perpétua, no caso de Hernández, que também foi condenado por conspiração para cometer homicídio por conta da derrubada, em 1996, de dois aviões pilotados por um grupo de exilados cubanos.

O governo cubano sempre argumentou que seus "cinco heróis" não estavam em Miami para espionar as atividades americanas, e sim para vigiar exilados cubanos anti-castristas que supostamente planejavam atentados contra Cuba.

O caso há anos está na pauta das relações entre Havana e Washington, e o governo cubano frequentemente organiza manifestações para pedir a libertação do grupo.



Ao mesmo tempo, o governo americano exige a soltura de Alan Gross, que cumpre pena de 15 anos de prisão em Cuba por levar equipamentos ilegais de satélite para a ilha.

LIBERDADE ASSISTIDA

González deixou a prisão nesta sexta e foi recebido por familiares, entre eles suas filhas adolescentes (sua mulher não recebeu o visto para visitá-lo nos EUA).



Ele deixou a cadeia antes do cumprimento total da pena por conta de bom comportamento e pelo tempo que passou detido antes de ser condenado.

Seu advogado não informou onde ele passará os três anos da liberdade assistida, mas disse que entrará com recurso contra a permanência obrigatória dele nos EUA.



Por também ser portador de cidadania americana, González tampouco pode ser deportado a Cuba.

A permanência dele em solo americano recebeu críticas de anti-castristas nos EUA - que se sentem ameaçados pela soltura do cubano - e dos próprios simpatizantes de González, por acreditar que ele corre perigo em solo americano.

Ao mesmo tempo, promotores dos EUA rejeitam a volta antecipada dele a Cuba, argumentando que ele pode se aproveitar de sua dupla cidadania para continuar praticando espionagem e para ficar fora do alcance da Justiça.

Havana, por sua vez, mantém a pressão para que González e os outros quatro regressem a território cubano.

BBC BRASIL/FOLHA

Milão faz domingo sem carros para combater poluição


A cidade de Milão, no norte da Itália, proibiu a circulação de veículos por dez horas neste domingo, como forma de combater a poluição.

A medida foi imposta após os níveis de poluição na cidade terem excedido o nível máximo tolerado por 12 dias seguidos.

Milão já havia banido a circulação de veículos em suas ruas em 2007, mas na ocasião tratou-se apenas de um teste.

Imagens de satélite já provaram que a cidade italiana é atualmente uma das mais poluídas da Europa.

Um total de 120 mil veículos serão afetados pela medida, de acordo com o jornal "Corriere della Sera".

Desde quinta-feira (6/10), os veículos considerados mais poluentes já foram impedidos de circular pela cidade, mas o veto à circulação de quaisquer veículos entrou em vigor às 8h deste domingo, no horário local, e seguirá em vigor até 18h.

POLUIÇÃO

Para que o veto entre em vigor, é preciso que o nível de poluição exceda 50 microgramas de partículas por metro cúbico ao longo de 12 dias consecutivos. A última vez que o veto foi implementado por completo foi em fevereiro.

A medida não desfruta de grande popularidade entre todos os ambientalistas, que argumentam que o sistema de transporte público da cidade deveria ser melhorado, a fim de estimular os moradores de Milão a deixarem seus carros em casa.

O deputado do Partido Verde local Enrico Fedrighini defende, entre outras medidas, que carros transportando três ou quatro pessoas deveriam contar com estacionamento gratuito.

''Apenas um ou dois domingos sem carros por mês não fará nada para reduzir a poluição'', afirmou Fedrighini, em entrevista ao Corriere della Sera.

O transporte público na cidade também será ampliado ao longo do dia, com mais trens de metrô e ônibus.

BBC BRASIL/FOLHA

Conselho de administração do Dexia reúne-se nesta tarde em Bruxelas


O futuro do banco Dexia será decidido neste domingo em duas reuniões em Bruxelas. A primeira será do conselho de administração da entidade bancária e, a segunda, das autoridades francesas e belgas.

A reunião do conselho de administração, que começará às 10h (de Brasília), terá por objetivo garantir o acordo sobre o futuro do grupo, informou um porta-voz do banco à agência "Belga".

Paralelamente, ocorre neste domingo uma conversa entre o primeiro-ministro belga interino, Yves Leterme, e seu colega francês, François Fillon, em relação ao desmantelamento ordenado do Dexia.

Bruxelas e Paris devem chegar a um acordo sobre a divisão das garantias ao "banco" que pode gerar ativos lixos.

FOLHA

Empresas monitoram saúde de altos executivos


A oferta de planos de saúde de alto padrão, que têm até "personal doctor", é a nova estratégia das empresas para reter altos executivos, que chegam a receber salários mensais de R$ 100 mil.

Entre os mimos oferecidos estão médicos à disposição 24 horas por dia (que orientam a pessoa por telefone ou vão até a casa dela) e enfermeiras obstetras que acompanham a gravidez e o pós-parto das executivas ou das mulheres dos executivos.

Recente pesquisa da Michael Page, multinacional especializada em recrutamento de executivos, mostrou que 70% dos diretores de RH apontam a retenção de talentos como o principal desafio nas grandes corporações.

Para especialistas da área ("headhunters"), mais do que gordos salários, um bom plano de saúde se tornou o fiel da balança na hora de decidir o rumo da carreira.


"Muitas empresas já estendem os benefícios de um plano top para a família do executivo, especialmente nos cargos de média e alta gerência. Isso faz toda a diferença", diz Sergio Sabino, diretor de marketing do grupo Michael Page para a América Latina.

Segundo ele, um plano que dá direito aos melhores médicos e hospitais passou a fazer parte do pacote de remuneração e benefícios.

"Isso tem vindo às mesas de negociação nos últimos dois anos. Não se pergunta mais se o plano é extensivo à família, mas sim qual a faixa que cobre, a quais hospitais e laboratórios dá direito", diz.

Para a gerente de recompensas da International Paper, Muna Hammad, altos salários deixaram de ser os únicos atrativos no mundo dos negócios. 

"Cada vez mais as pessoas se preocupam com qualidade de vida. Ter um bom plano de saúde passou a ser prioridade", diz ela.

Além de oferecer às empresas as mais variadas opções em planos de saúde, a International Paper tem um programa que incentiva mudanças rápidas e efetivas no dia a dia dos executivos. Os primeiros resultados já apontam redução do tabagismo e do sedentarismo, por exemplo.

Na opinião de Hamilton Teixeira, da IRC Global Executive Search Partners, outra empresa que recruta executivos, a preocupação com um plano de saúde aumenta com a idade. "Até os 35 anos, homens são muito egocentrados. Somente após o primeiro filho começam a se preocupar com o plano de saúde".

Ele acredita, no entanto que, isoladamente, o convênio médico ainda não é um fator decisivo para o funcionário trocar de emprego ou se manter nele.

"Mas a ausência do plano ou um convênio muito ruim é fator de ruído que pode influenciar na decisão [de ir ou não para outra empresa]".

Para o publicitário Luiz Lara, sócio da agência Lew'Lara, a preocupação com um bom plano de saúde nunca esteve tão presente entre os executivos. "Todos os meus amigos têm no plano de saúde um alicerce fundamental".

Aos 49 anos, Lara paga R$ 7.200 por um plano top da Omint (que dá direito ao "personal doctor") e tem como dependentes a mulher e os quatro filhos. "É a maior tranquilidade na vida. A liberdade de poder usar o médico que quiser e ter esse custo coberto não tem preço", diz ele.

FOLHA

Parada Gay deve reunir mais de 1,5 milhão pessoas em Copacabana


Cerca de 1,5 milhão de pessoas são esperadas neste domingo na praia de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, para a comemoração da 16ª Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). O evento começa a partir das 13h.

Os organizadores pedem que os participantes se vistam de branco, como forma de protesto contra a violência cometida contra homossexuais.

Com o tema "Somos Todos Iguais Perante a Paz - Toda Forma de Violência Deve Ser Crime", a parada terá 15 trios elétricos.

No local, haverá tendas que distribuirão cerca de meio milhão de camisinhas, além de sachês de gel lubrificante, camisinha feminina e materiais informativos sobre cidadania e doenças sexualmente transmissíveis. Em uma delas, será oferecida gratuitamente a vacinação contra hepatite B.

O Núcleo de Defesa da Diversidade Sexual e Direitos Homoafetivos da Defensoria Pública do Estado colocará à disposição dos participantes um ônibus que emitirá segunda via de documento de identidade, prestará orientação jurídica e dará ofícios de gratuidade de união estável homoafetiva. Ele ficará em frente ao Hotel Windsor, na esquina da Avenida Atlântica com a rua Sá Ferreira, das 10h às 15h.

Além dos 350 guardas municipais e 450 policiais militares que deverão participar do esquema de segurança, o Grupo Arco-Íris - organizador da parada -, ainda contratou 380 seguranças privados.

INTERDIÇÃO

Os organizadores pedem que os participantes deem preferência aos transportes públicos utilizando o metrô e descendo nas estações Cardeal Arcoverde, Siqueira Campos e Canta Galo ou usando ônibus para chegar ao local da festa.

Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) do Rio, as interdições vão ocorrer na Avenida Atlântica, entre as ruas Francisco Otaviano e Francisco Sá e na rua Francisco Otaviano, entre a Avenida Nossa Senhora de Copacabana e a Avenida Atlântica.

O horário da faixa reversível da avenida Atlântica será prorrogado até 21h (término do evento). Os ônibus de excursão não poderão entrar em Copacabana. Eles deverão estacionar no entorno do Centro Administrativo da prefeitura, na Cidade Nova, no centro da cidade, e as pessoas devem ir de metrô até o evento.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

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