terça-feira, 11 de outubro de 2011

Machado de Assis negro na propaganda da Caixa, finalmente!


da Folha de S. Paulo, por sugestão de Luana Tolentino e Eduardo Diniz
Após polêmica, Caixa troca ator que interpreta Machado de Assis
DE SÃO PAULO
A Caixa Econômica Federal começou a veicular ontem uma nova peça publicitária em que mostra Machado de Assis (1839-1908) interpretado por um ator negro.
O comercial foi “corrigido” após a polêmica gerada por um versão anterior, retirada do ar em setembro, em que o escritor era interpretado por um ator branco.
O fato havia sido alvo de protestos e reclamações entre telespectadores, pois o escritor não era branco.
A campanha publicitária comemora os 150 anos da Caixa e mostra a história de Machado, que teria sido correntista do banco. O comercial original foi criticado até mesmo dentro do governo.
De acordo com a Caixa, a nova peça publicitária foi encomendada assim que se detectou o erro. Na ocasião, o banco afirmou que não haveria custo extra pela correção.
A Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), quando soube do erro no comercial, redigiu um comunicado em que se referiu à propaganda como uma “uma solução publicitária de todo inadequada”.
“A Seppir entende que, em respeito a sua contribuição na valorização da diversidade brasileira, a Caixa deve corrigir a produção deste vídeo, reconhecendo o equívoco”, informou, em nota.
Após a retificação da Caixa, a Seppir afirmou que o banco se desculpou pela “caracterização inadequada” e informou que retirou a peça do ar e do site da instituição.
BLOG VIOMUNDO

Merkel e Sarkozy concordam em concordar. Falta o “resto”: o plano e o que fazer com a Grécia


Sarkozy quer o novo fundo de estabilização no resgate da banca. E Merkel, que cada governo cuide de seus bancos, deixando o fundo para a Grécia

Antonio Machado
 
 Outro fim de semana, mais uma cúpula entre os líderes da Alemanha e França, a dupla que lidera os demais 15 países associados à Zona do Euro, mas, desta vez, a chanceler Angela Merkel e o presidente Nicolas Sarkozy chegaram a algum acordo, tanto que ambos decidiram eles mesmos comunicar a boa nova, embora com arestas a aparar.


 Se não fosse assim, os dois não teriam feito mistério sobre o que decidiram. Admitiram apenas que a “resposta, sustentável e ampla”, como disse a primeira-ministra da Alemanha, envolverá a questão da Grécia, cuja insolvência só não é formal graças ao apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE). As duas entidades já refinanciaram bilhões de euros da dívida grega – condição para não eclodir uma quebra seriada dos bancos europeus.


 Outra parcela de € 8 bilhões está na fila para ser liberada, e o governo grego já avisou que só tem dinheiro em caixa até o começo de novembro. A liberação depende da confirmação por auditores do FMI, BCE e União Européia (UE) de que o ajuste imposto ao governo grego está senso seguido. Nos termos exigidos, não está, nem será, o que remete à segunda parte do acordo entre Merkel e Sarkozy.


 Eles comunicaram o principal a esta altura: a recapitalização dos bancos europeus expostos aos papéis da divida pública grega, além de Irlanda e Portugal - o trio de países da Zona do Euro já sob a custódia da União Européia -, e, por contaminação, aos da Itália e Espanha. Só não disseram como será feito, a quantia e o rateio.


 Embora ambos neguem que haja divergências, o consenso entre eles, como informa a imprensa alemã, sem desmentidos, com base em fontes anônimas do governo Merkel, ainda está distante, razão pela qual o encontro das cúpulas da União Européia, de 27 países, e da Zona do Euro, com os 17 que adotam a moeda comum, foi adiado para dia 23.


 Sarkozy quer envolver o novo fundo de estabilização da Zona do Euro (o EFSF, em inglês), de 440 bilhões de euros, em fase final de aprovação pelos parlamentos regionais, no resgate da banca. Já Merkel quer que cada governo cuide de seus bancos, ficando o fundo apenas para financiar a reestruturação da dívida da Grécia e de quem mais tiver de ser acudido. No modelo francês, a Alemanha arca com o grosso do abacaxi. No alemão, a França está por sua conta.


 É um problema de alta voltagem. O governo Sarkozy, que está mal-avaliado, candidatou-se à reeleição em 2012. Ele já está atrás do adversário socialista nas pesquisas de opinião. E se arrisca a ter uma crise, se a França perder a nota de crédito soberano tríplice A das agências de risco, caso assuma os prejuízos de seus bancos.


A vaidade de Sarkozy


 O conflito na união monetária entrou na fase de disputa política entre os seus membros principais, sem sinal de que Berlim pretenda facilitar as coisas para Paris. O mundo de Sarkozy parece idílico.


 Ele aspira recapitalizar a banca, salvar a Grécia, ajudar Itália, Espanha, Portugal e Irlanda, estabilizar o euro e conservar a nota AAA da França, perdida pelos EUA e hoje, na Europa, privilégio da Alemanha e seus satélites, como Holanda e Finlândia.


 Sua motivação é política e de vaidade. A última cúpula do Grupo dos 20 sob a sua liderança será dias 3 e 4, no balneário francês de Cannes, quando, segundo o roteiro, a Europa anunciará seu plano contra a crise.


A esbórnia da Grécia


 Pelo que publica a imprensa alemã, Merkel já desenhou o mapa para tirar a Europa da lama. O ponto central é levar o governo grego a entrar em moratória, coordenada pela UE, BCE e FMI, até o Natal. O argumento é que não basta dar novos empréstimos para rolar dividas vincendas, como tem sido feito, já que o país não tem como pagar o que deve, sem prejuízo de que o governo teria de enxugar o Estado.


 O que os auditores descobriram na Grécia é de chorar. Sua estatal de trens gasta 400 milhões de euros com salários, mais 300 milhões de despesas gerais, com receita de só 100 milhões. A previdência aposenta aos 50 anos 400 categorias consideradas de “risco”. E quais são elas? Cabeleireira, locutor de rádio... É uma esbórnia.


Veto no Banco Central


 Por tais coisas, a Europa de Merkel não rima com a de Sarkozy, e a ideia da união fiscal adicional à união monetária ou emissão dos tais eurobônus é quimera.


 A não ser que a Zona do Euro aceite algo delicado, que começa a ser discutido pelo CDU, partido de Merkel: o voto qualificado, conforme o peso da contribuição de cada sócio com assento no BCE, em vez de um voto por país, o sistema atual.


 A mudança dá a Berlim poder de veto nas decisões do Banco Central Europeu. Se for tipo pegar ou largar, a crise ficará mais feia.


Sem bóia em mar aberto


 A Europa não está só em meio a um embate de liquidez e solvência de países e bancos, mas de acerto de uma união amparada em vontade política e não em fundamentos de simetria econômica. As diferenças continuam se ampliando. Segundo o Spiegel, 13 dos maiores bancos alemães baixaram para 5,6 bilhões de euros a exposição ao risco da Grécia, deixando o governo Merkel confortável.


 Já a banca francesa continua enrolada no papelório, o franco-belga Dexia teve de ser resgatado, depois de ter sido o primeiro a ruir na crise de 2008, e a maioria assiste à razia de suas ações e das linhas de crédito no mercado interbancário. E para a infelicidade geral estão todos eles, da Alemanha à Grécia, abraçados sem bóia em mar aberto.


CIDADE BIZ

Terrorismo e segurança nacional


Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil nos EUA (1999-2004)
Em artigo recente procurei mostrar que o mundo não mudou em decorrência dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, mas a sociedade norte-americana, sim. Os EUA nunca haviam sido atacados em seu território continental desde 1814, quando, na guerra anglo-francesa, depois da independência, a Casa Branca foi incendiada pelos ingleses. A alma americana foi profundamente afetada, o que explica a mudança rápida no comportamento do seu povo e do seu governo.
Uma das consequências da transformação da sociedade norte-americana foi a obsessiva preocupação com a possibilidade de novos atos terroristas. Em conversa com o então presidente eleito Lula, em dezembro de 2002, o presidente George W. Bush disse enfaticamente que "todos os dias, sentado a mesa onde trabalharam Kennedy e Johnson, recebia do CIA mais de 40 alertas de possíveis ataques terroristas".
A guerra global contra o terrorismo passou a ser a primeira prioridade do governo de Washington. Impedir novos ataques ao território norte-americano e capturar, vivo ou morto, Osama bin Laden e outros líderes da Al-Qaeda foram objetivos perseguidos tenazmente nos últimos dez anos.
Depois do 11 de Setembro, um tentacular aparato de segurança nacional foi criado. Integrada por agências governamentais, companhias privadas e comandos militares, formou-se uma rede sigilosa dentro do governo norte-americano (Pentágono, CIA, Departamento da Segurança Interna), que se tornou um braço autônomo e autossustentável do governo e pouco conhecido pela opinião pública dos EUA.
Desde os ataques terroristas, o número de pessoas contratadas para trabalhar em programas ultrassecretos subiu a mais de 250 mil. Mais de 1.200 organizações do governo e cerca de 2 mil empresas privadas foram criadas e trabalham em programas sigilosos relacionados com a luta global contra o terrorismo, defesa interna e inteligência em mais de 10 mil edifícios espalhados por todo o país. Somente na região de Washington, nos últimos dez anos foram construídos ou estão em construção 33 conjuntos de prédios para tratar desses temas, um deles verdadeira cidade secreta. Mais de 850 mil funcionários e não funcionários do governo dispõem de acesso a informações ultrassecretas. Analistas, que tentam interpretar documentos e conversações, obtidas por espionagem doméstica ou externa, compartilham suas ideias por meio de mais de 50 mil relatórios de inteligência todos os anos, um volume tão grande que os faz ser rotineiramente ignorados.
Ninguém no governo sabe exatamente qual o montante dos custos envolvidos, que programas são realmente relevantes e mereceriam ser mantidos ou quantas agências estariam duplicando o mesmo trabalho. A polícia, sob a justificativa de combater o terrorismo, está usando instrumentos de alta tecnologia, utilizados nas Guerras do Afeganistão e do Iraque, para investigar ativistas políticos ou mesmo cidadãos comuns.
Apesar de todo esse aparato, ninguém é claramente responsável pela coordenação das ações contra o terrorismo. Os civis e os militares que trabalham em tal engrenagem têm um conhecimento limitado do que os demais membros dessa comunidade estão fazendo. Seu funcionamento se assemelha muito às células dos movimentos armados de contestação ao regime militar no Brasil, com poucos vasos comunicantes e informação parcial entre todos.
Tudo isso foi mostrado agora com a publicação do livro Top Secret America (A America Ultrassecreta), dos jornalistas Dana Priest e de William M. Arkin. Exemplo de jornalismo investigativo, o livro revela aspectos desconhecidos do crescimento dos órgãos de segurança e da comunidade de informações e seu impacto nas ações do governo, na política interna e na externa.
A cultura do medo justificou o gasto para enfrentar a ameaça do terrorismo. Isso levou à crença de que o governo deve fazer tudo para evitar o risco de ataque, antes que ele ocorra, sem diferenciar uma rede de terroristas de uma ação isolada de pessoa desequilibrada.
Ao assumir, o presidente Barack Obama herdou dois governos: um administrado de maneira mais ou menos aberta e outro, paralelo, ultrassecreto, que, em uma década, se expandiu sem controle e, no dizer do chefe da inteligência do Pentágono, só é conhecido, na sua totalidade, por Deus.
Essa máquina de combate ao terrorismo desenvolve meios próprios para alcançar seus objetivos. Significativos e sofisticados avanços tecnológicos foram desenvolvidos visando à busca de pistas para descobrir possíveis ameaças e mesmo para a eliminação física de lideres de organizações terroristas. Dos muitos exemplos citados no livro, ressalto os veículos aéreos não tripulados (Vants ou drones) e a guerra cibernética. Os Vants são responsáveis pela coleta de informações e pelo assassinato de indivíduos marcados para morrer por sua atuação em atividades consideradas como ameaça para os EUA. Com autorização presidencial (memorando secreto), estão sendo utilizados no Afeganistão e no Iraque, foram empregados para identificar os passos de Bin Laden no Paquistão e, mais recentemente, estão sendo usados na Líbia e no Iêmen.
Grupos libertários, acadêmicos e cientistas começam a questionar o governo dos EUA por essa autoconcedida licença para matar, em qualquer país, o que põe em causa questões legais, éticas e mesmo leis internacionais. Os meios sofisticados de quebra de sigilo na internet e de defesa e ataque na guerra cibernética tornam os desenvolvimentos nessa área um dos meios mais avançados de que dispõe a comunidade de segurança para interferir, com precisão e discrição, na vida privada e em assuntos internos de outros países, como se viu recentemente no ataque aos computadores do Irã visando a atrasar o programa nuclear desse país.
ESTADÃO

Falta lembrar que só os investimentos geram PIB


O governo optou por uma política desenvolvimentista renunciando às medidas de política monetária para conter as pressões inflacionárias. Por enquanto, conseguiu apenas que a inflação aumentasse, enquanto o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), previsto pelo mercado em 5% no início do ano (Pesquisa Focus), não deverá ultrapassar 3,50%.
O que parece é que o governo esquece que o crescimento econômico depende de investimentos numa relação capital/produto que varia muito de um setor para outro da economia. Pelos dados dos últimos quatro trimestres, em relação ao trimestre anterior, verifica-se que a evolução da Formação Bruta de Capital Fixo foi decrescente: aumentou 21,2% no terceiro trimestre de 2010; 12,3%, no trimestre seguinte; e 8,8%, no primeiro trimestre deste ano, para cair para 5,9% no segundo trimestre. O que se está observando neste ano, portanto, é uma queda dos investimentos do governo central, que, além disso, estão muito abaixo do valor previsto no Orçamento e, mais, correspondem em grande parte aos restos a pagar do exercício anterior.
Se consideramos os dados do Orçamento-Geral da União (OGU) para os oito primeiros meses do ano, verificamos que, com R$ 24,140 bilhões, os investimentos acusaram queda de 9,09% em relação ao mesmo período de 2010. Em valor constante (deflator IGP-DI), recuaram 16%, acusando queda desde 2009, e têm sido financiados na proporção de 69% por restos a pagar. Isso mostra, claramente, que o governo não está dando a prioridade proclamada aos investimentos e prefere sustentar o crescimento econômico por meio de um aumento da demanda, que, em parte, é suprida por produtos importados. Os maiores investimentos foram realizados pelo Ministério dos Transportes, com R$ 17,1 bilhões.
As empresas estatais investiram R$ 47,6 bilhões até agosto, ante uma dotação anual de R$ 108 bilhões, o que representa 44% do previsto. (Houve uma queda de R$ 4,2 bilhões) A Petrobrás, com recursos próprios, respondeu por R$ 42,6 bilhões do total, ou 89,5%.
As informações divulgadas mostram suficientemente que, apesar de contar com forte aumento das receitas, o governo tem preferido elevar seus gastos de custeio, gerando um aumento da demanda que a produção nacional pode atender só em parte. Os investimentos que asseguram crescimento são insuficientes e uma redução da carga tributária teria permitido que o aumento dos investimentos privados compensasse os que o governo não faz.
ESTADÃO

Senado dos EUA rejeita votação de plano de empregos de Obama


SÃO PAULO - Pelo menos 41 senadores se posicionaram contra a realização de uma votação do plano de emprego do presidente Barack Obama nesta terça-feira à noite, tirando as chances do projeto de lei ser discutido no Senado.
Espera-se ainda que a votação se mantenha aberta por pelo menos 90 minutos para permitir que a senadora democrata Jeanne Shaheen, de New Hampshire, possa voltar ao Senado para votar a favor do projeto de lei, embora isso não mude o resultado final.
Para Geithner, oposição a plano eleva risco de recessão
O secretário norte-americano do Tesouro, Timothy Geithner, afirmou em entrevista à emissora de televisão Bloomberg que os congressistas republicanos aumentarão o risco de uma recessão nos Estados Unidos se não aprovarem o plano. "Se o Congresso não agir, é porque os republicanos decidiram que não querem fazer nada para ajudar a economia", acusou Geithner.
Ele admitiu que os republicanos podem ser capazes de bloquear o plano de estímulo à criação de empregos, mas observou que tal postura prejudicaria a economia norte-americana. "Se o Congresso não agir, o crescimento será mais fraco e mais pessoas ficarão sem trabalho", avaliou.
Geithner disse ainda  que não existe nenhum outro plano em discussão capaz de fazer tanto pelo emprego e pelo crescimento do país quanto a proposta de Obama. Questionado sobre o que perguntaria aos candidatos presidenciais republicanos se tivesse a oportunidade, ele disse: "Vocês são a favor do quê? Qual o plano de vocês?" As informações são da Dow Jones.
ESTADÃO

Advogada é encontrada morta em apartamento na zona norte de São Paulo


Uma advogada de 31 anos foi encontrada morta em seu apartamento, na zona norte de São Paulo, na noite de sábado (8). A polícia investiga as circunstâncias da morte.

De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), o corpo da advogada foi encontrado pelo ex-namorado, por volta das 19h.

À polícia o rapaz afirmou que esteve no local no dia anterior e tentou falar com a advogada no sábado durante todo o dia, mas ela não atendia.

Preocupado, ele foi até o apartamento dela, mas ninguém atendeu. Ainda segundo o depoimento à polícia, com a ajuda do síndico do prédio, ele pegou uma escada, cortou a tela de proteção da janela e entrou no local.

Lá, encontrou o corpo da advogada em sua cama, ao lado da filha do casal, de 4 anos. A menina está viva.

De acordo com a SSP, a advogada tinha a clavícula direita quebrada e lesões no braço esquerdo. Não havia sinais de luta no quarto.

Ainda segundo a secretaria, a filha do casal contou à polícia que foi dormir com a mãe na sexta-feira. Quando acordou no dia seguinte, a advogada estava com olhos e boca abertos e não respondia.

O caso foi registrado no 9º DP (Carandiru) como morte suspeita. A delegada responsável, Maria Cerqueira, pediu perícia no local, exame necroscópico e assessoramento ao DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).

FOLHA

Roubo a joalheria de shopping do Rio de Janeiro deixa 1 morto e 2 feridos


Um aposentado morreu e dois suspeitos ficaram feridos após assalto a uma joalheria no segundo andar do Norteshopping, no bairro Cachambi (zona norte do Rio), na tarde desta terça-feira.

Segundo a Polícia Militar, o aposentado Ronaldo Aquino Fernandes, 74, foi atingido no pescoço e morreu ao dar entrada no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, também na zona norte da cidade.

O comandante do 3º Batalhão da PM do Méier, tenente-coronel Rui França, disse que pelo menos quatro criminosos armados com pistolas assaltaram a Firenze Joias e, na fuga, atiraram contra os seguranças do shopping para tentar sair pela lateral do estacionamento.

"O portão de saída foi fechado pelos vigias. Como eles tentaram escapar de carro (um Fiat Siena) e não conseguiram desceram do veículo e atiraram nos vigilantes para forçar a abertura do portão. Os vigilantes correram e, nesse momento, esse senhor foi baleado", afirmou França.

O aposentado foi atingido quando entrava no estacionamento, a pé.

Na saída do estacionamento, os assaltantes foram surpreendidos por policiais militares, que faziam o cerco ao shopping. Um taxista teve o carro roubado por uma dupla de criminosos. Houve perseguição e troca de tiros.

Os suspeitos foram baleados, sendo um atingido no rosto e outro na perna. Ambos foram presos.

Com eles, a polícia afirma ter apreendido um celular, um radiotransmissor e quatro cordões de ouro, no valor de cerca de R$ 10.000. Os assaltantes que conseguiram escapar levaram outras joias.

BUSCAS

O tenente-coronel Rui França afirmou ainda que ao menos 50 PMs realizam buscas nas imediações do shopping para tentar localizar os outros criminosos.

"Eles tentaram fugir em direção à Avenida Dom Hélder Câmara (Cachambi), mas já temos informações que eles seriam das favelas Baixo do Sapateiro e Vila dos Pinheiros, localizadas no Complexo da Maré, altura de Bonsucesso, zona norte da capital".

No início da tarde, os vigilantes do shopping fizeram uma varredura no estabelecimento para tentar localizar os outros assaltantes, mas eles não foram encontrados.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios do Rio. A polícia já analisa as imagens do circuito interno de câmeras do shopping para tentar identificar os criminosos.

Em nota, a assessoria do Norteshopping informou que prestou socorro ao aposentado Ronaldo Fernandes, que foi encaminhado para o hospital.

"O shopping lamenta o ocorrido e esclarece que está à disposição das autoridades para ajudar no que for necessário", afirma.

FOLHA

Na Itália, Berlusconi sofre importante derrota no Parlamento


O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, sofreu nesta terça-feira uma importante derrota no Parlamento, e alguns líderes da coalizão centro-direitista disseram que talvez seja preciso convocar um voto de confiança para confirmar que o governo ainda detém uma maioria viável entre os congressistas.

A oposição exigiu a renúncia de Berlusconi após a derrota, por um voto de diferença, de uma moção que aprovava formalmente as contas públicas do ano passado.

"Não há razão para ver isso como um colapso. Mas acho que o governo precisa estar aberto ao debate e ver se há um consenso político", disse Fabrizio Cicchitto, líder da bancada governista na Câmara.

O ministro da Defesa, Ignazio La Russa, disse que o governo deveria convocar um voto de confiança para comprovar sua maioria, e afirmou que a derrota desta terça-feira foi apenas um tropeço decorrente da ausência de alguns deputados.

Já Gianfranco Fini, presidente da Câmara, com quem Berlusconi rompeu no ano passado, disse que o resultado da votação foi de uma importância "sem precedentes".

A notícia chega num momento em que Berlusconi enfrenta o descontentamento de vários ministros com os rumos do governo e com o desgaste à reputação da Itália por causa de problemas pessoais e judiciais do mandatário.

Massimo Donadi, líder parlamentar do partido oposicionista Itália de Valores, disse que a derrota no Parlamento mostra um governo à deriva. "Este governo não tem mais programa, não tem coalizão, não tem objetivos senão se garantir no poder", afirmou.

As pressões sobre o premiê conservador, de 75 anos, alimentam especulações de que o governo não irá resistir até o final do seu mandato, em 2013. Berlusconi já sobreviveu a vários votos de confiança no Parlamento, mas há crescentes rumores sobre uma rebelião dentro do seu partido, o PDL.

REUTERS/FOLHA

Médico responsável por autópsia diz que Michael Jackson foi assassinado


Durante mais um dia de julgamento de Conrad Murray, em Los Angeles, o médico responsável pela autópsia de Michael Jackson, Christopher Rogers, tratou a morte do cantor como homicídio.

De acordo com Rogers, ouvido nesta terça-feira (11), Michael morreu de intoxicação aguda de propofol. O cantor também não tinha problemas no coração. Murray foi acusado, então, de homicídio culposo --quando não há intenção de matar.

O especialista considera que Murray utilizou indevidamente o potente anestésico propofol para tratar da insônia do artista. Ao contrário do que os advogados de Murray alegaram anteriormente, porém, seria muito difícil uma pessoa sob efeito de sedativos aplicar a dose letal do medicamento em si própria. A overdose de propofol combinada com sedativos provocou uma parada cardiorrespiratória em Michael, levando-o à morte.

Durante o julgamento de hoje, também foi exibida uma foto do corpo do cantor nu, tirada no dia de sua morte.


GRAVAÇÃO

No último dia da segunda semana do julgamento de Conrad Murray, os jurados ouviram uma entrevista que o médico deu à polícia de Los Angeles dois dias depois da morte de Michael Jackson.

Considerada uma das provas mais importantes do julgamento, esta foi a primeira vez que a gravação foi ouvida.

Nela, Murray detalha o tratamento médico a que Jackson se submetia nos meses e nas horas anteriores à sua morte, em 25 de junho de 2009.

Segundo Murray, ele deu o anestésico propofol ao cantor para que ele dormisse, já que Jackson sofreria de uma forte insônia. "Eu não tinha intenção de machucá-lo", ele diz na gravação.

No dia da morte de Jackson, ainda segundo Murray, o cantor havia chegado em casa à 1h, após ensaios da turnê "This Is It". Às 4h, Jackson teria reclamado com Murray que não conseguia dormir. "Eu tenho que dormir, doutor Conrad, eu tenho três ensaios amanhã", teria dito Jackson.

Murray, então, deu o sedativo lorazepam, mas Jackson continuou acordado e pediu por seu "leite", que é como o cantor se referia ao propofol.

O médico continua dizendo que tomou todos os cuidados possíveis, mantendo oxigênio por perto e monitorando os sinais de Jackson. E também alertando Jackson que usar propofol era uma maneira artificial de dormir.

Os promotores alertaram o júri que Murray foi imprudente ao dar propofol fora do ambiente hospitalar e sem equipamentos de monitoramento adequados.

Na gravação, Murray diz que Michael gostaria de dormir entre 15 e 18 horas por dia, algo que ele fazia quase todos os dias.

Murray é acusado de homicídio culposo (sem intenção de matar) de Jackson e alega inocência. Se for condenado, pode passar até quatro anos na prisão e perder sua licença médica.

FOLHA

Humorista José Vasconcellos é velado em Itapecerica da Serra


O corpo do humorista José Vasconcellos está sendo velado no Cemitério e Crematório Horto da Paz, em Itapecerica da Serra. Segundo a assessoria do local, ele será cremado às 17h.

Vasconcellos tinha 85 anos e morreu na madrugada desta terça-feira no Hospital das Clínicas, em São Paulo.

A assessoria do hospital não informa a causa da morte. Segundo a TV Record, última emissora na qual Vasconcellos trabalhou, ele sofria de Alzheimer.

Vasconcellos era mais conhecido pelo trabalho como o gago Rui Barbosa Sa-Silva nos humorísticos "Escolinha do Professor Raimundo" e, mais recentemente, "Escolinha do Barulho".

O humorista nasceu no Acre em 1926 e começou a carreira fazendo imitações no rádio.

No cinema, participou de filmes dos Trapalhões na década de 1980. Em 2005, fez parte do elenco de "O Casamento de Romeu e Julieta" com Luana Piovani.

FOLHA

Agências de risco rebaixam notas de bancos da Espanha


As agências de classificação de risco Standard & Poor's e Fitch rebaixaram nesta terça-feira as notas de diversos bancos da Espanha, no que foi considerado pelo jornal "El País" como um rebaixamento "em massa" do sistema bancário espanhol. Entre os afetados estão o Santander e o BBVA.

A S&P rebaixou as notas de dez bancos ao considerar que este setor seguirá enfrentando desafios de financiamento e rentabilidade. Já a Fitch reduziu as notas de avaliação de seis instituições financeiras espanholas.

A S&P revisou ainda sua nota global sobra a resistência do sistema bancário espanhol a crises, passando de nível 3 a 4, em uma escala de 1 a 10. O novo nível situa o sistema financeiro da Espanha ao de países como o México, Coreia do Sul, República Tcheca, Eslováquia e Israel.

AJUSTE DE COERÊNCIA

Entre os dez bancos que tiveram notas rebaixadas pela S&P estão: Santander, BBVA, Sabadell, Bankinter, BBK, Ibercaja, BBK e Kutxa.

A S&P rebaixou a nota de longo prazo do Santander de "AA" para "AA-" com perspectiva negativa, ao mesmo tempo em que manteve sua nota de curto prazo em "A-1+", o que implicou em ações idênticas para suas filiais Banesto, Santander Consumer Finance e Santander UK PLC.

Já a Fitch rebaixou as notas do Santander e Banesto de AA a AA-; do BBVA de AA- para A+, da Caixabank de A+ a A, e as do Banco Popular e Sabadell, de A- a BBB+.

A agência justificou a medida como um ajuste de coerência, após ter rebaixado na semana passada a nota da dívida da Espanha, ao afirmar que não faz sentido que os bancos tenham uma nota de avaliação melhor do que a do Estado em que estão domiciliados.

Na sexta-feira (7), a Fitch rebaixou a nota da dívida da Espanha em dois níveis, passando a classificá-la como AA-, frente à antiga nota AA+ que o país possuía.

"Enquanto os bancos puramente nacionais enfrentam desafios mais importantes, os internacionais, Santander e BBVA, se beneficiam de sua diversificação geográfica, o que lhes dá capacidade para compensar os resultados na Espanha. Sem dúvida, ambos têm uma presença significativa na Espanha. O BBVA conta mais da metade de seus ativos na Espanha e o Santander em torno de 30%", acrescentou a Fitch.

CENÁRIO INCERTO

A agência Standard & Poor's considera que "a correção dos desequilíbrios na Espanha seguirá afetando negativamente aos perfis financeiros dos bancos espanhois nos próximos 15-18 meses".

"Os bancos espanhois têm demonstrado em geral resistência à crise, mas ao longo do tempo seus perfis financeiros foram sendo debilitados", diz a agência, que considera que "os bancos têm acumulado um grande nível de ativos problemáticos e esgotado a maior parte das provisões que haviam feito anteriormente".

"Como consequência, seus ganhos e sua capacidade para absorver perdas foi deteriorado", disse a S&P.

ENTENDA

O "rating" é uma opinião sobre a capacidade de um país ou uma empresa saldar seus compromissos financeiros. A avaliação é feita por empresas especializadas, as agências de classificação de risco, que emitem notas, expressas na forma de letras e sinais aritméticos, que apontam para o maior ou menor risco de ocorrência de um "default", isto é, de suspensão de pagamentos.

Para publicar uma nota de risco de crédito, os especialistas dessas agências avaliam além da situação financeira de um país, as condições do mercado mundial e a opinião de especialistas da iniciativa privada, fontes oficiais e acadêmicas.

O "rating" é sempre aplicado a títulos de dívida de algum emissor. Se uma empresa quer captar recursos no mercado e oferece papéis que rendem juros a investidores, a agência prepara o "rating" desses títulos para que os potenciais compradores avaliem os riscos.

As agências, portanto, classificam debêntures, "medium-term notes", títulos de dívida conversível, mas não ações.

GRAU DE INVESTIMENTO

A nota de países é preparada a partir da iniciativa do emissor ou da empresa de "rating". As empresas de classificação de risco alegam que, mesmo sob encomenda, o "rating" é uma avaliação independente, porque também há preocupação com a credibilidade da própria agência.

O chamado "rating" global de um país, por exemplo, é sempre a avaliação que uma determinada agência tem sobre o risco dessa nação não pagar os títulos, de longo prazo, que lançou no mercado internacional.

Esses países também são encaixados em categorias. Se a agência considera um país como "bom pagador", ele é classificado na categoria "grau de investimento". Se é visto apenas como um pagador de risco razoável, fica na categoria "grau especulativo", que também inclui nações que declararam moratória de suas dívidas.

As agências monitoram constantemente os países ou empresas. Dessa forma, quando lançam um "rating", também avisam quais as chances dessa nota ser revisada no curto prazo.

Se o panorama é positivo significa que a nota tem maiores chances de ser melhorada. Se é negativo, as maiores chances são de que haja um "downgrade" (seja revisada para baixo, uma nota pior). Se é estável, há poucas chances de que seja mudada nos dois anos seguintes.

LETRAS E SINAIS
As três agências de classificação de risco de maior visibilidade são a Standard & Poor's, a Moody's e a Fitch Ratings.

As agências usam praticamente o mesmo sistema de letras e sinais. Assim, a melhor classificação que um país pode obter é Aaa (Moody's) ou AAA (Standard & Poor's) que, conceitualmente, significam "capacidade extremamente forte de atender compromissos financeiros".

Na ponta oposta, um título classificado como "C", para a S&P ou a Moody's, tem altíssimo risco de não ser pago.

"A taxa média de 'default' [moratória] entre 1970-2000 para títulos [classificados como] Aaa sobre um período de 10 anos foi de apenas 0,67", afirma a Moody's.

FOLHA

BNDES aprova financiamento de R$ 648 mi para seis shoppings


O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou nesta terça-feira que aprovou financiamento para seis shopping centers, no valor total de R$ 647,7 milhões, nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Amazonas.

Os empreendimentos serão erguidos nas cidades de Ribeirão Preto (SP), Jundiaí (SP) e Barueri (SP), na capital fluminense e em Manaus.

O shopping center Iguatemi Ribeirão Preto receberá R$ 141,4 milhões. O beneficiário é a SCIRP Participações Ltda., uma SPE (Sociedade de Propósito Específico) criada pela IESC (Iguatemi Empresa de Shopping Centers S.A.) para esta operação.

Estima-se que serão criados 600 empregos formais durante a construção e outros 2.250 em lojas e na administração do shopping. O centro comercial terá 168 lojas, 1.700 vagas de garagem e previsão de fluxo médio diário superior a 20 mil pessoas. A inauguração está prevista para o fim do ano que vem.

Pelo acordo com o BNDES, a IESC deve desenvolver um projeto social no valor de R$ 650 mil na cidade, seguindo o modelo de iniciativas semelhantes já patrocinadas pela empresa.

Também no interior de São Paulo, a construção do Jundiaí Shopping será financiada com R$ 124,1 milhões. A beneficiária é a Multiplan Empreendimentos Imobiliários, empresa que pertence ao Grupo Econômico Multiplan, um dos maiores operadores de shopping centers do país. BNDES e Multiplan acordaram que 1% da operação será empregado em um projeto social na cidade.

O shopping terá 119 mil m², 12 lojas âncoras, 169 lojas satélites, cinema multiplex e praça de alimentação, além de 2.079 vagas de estacionamento. 

A inauguração está prevista para outubro de 2012.

Ainda no interior paulista, o Parque Shopping Barueri receberá do BNDES R$ 30,8 milhões. A Send Empreendimentos e Participações Ltda., que possui 13 shopping centers em operação e cinco em implantação, será a beneficiária.

O empreendimento de 58 mil m² terá três pisos de lojas, praça de alimentação, cinema com nove salas, estacionamento com 1.100 vagas e um parque. As obras, iniciadas em setembro do ano passado, têm previsão de conclusão para o mês que vem. A estimativa é de que sejam gerados 1.970 empregos indiretos.

RIO DE JANEIRO

O ParkShopping Campo Grande, a ser construído na zona oeste do Rio, receberá R$ 99,8 milhões do BNDES. O responsável pelo projeto também é o grupo econômico Multiplan.

O shopping terá dois andares de comércio e lazer, 16 lojas âncoras, 218 lojas satélites, praça de alimentação e cinema com sete salas multiplex. A área total construída será de 72 mil m², incluindo 2.305 vagas de estacionamento.

A entrega está prevista para o fim de 2012, e o projeto deve gerar 2.600 empregos indiretos. Também neste caso, a empresa estipulou com o BNDES 1% do valor do financiamento para desenvolver projeto social na região.

Outro shopping na zona oeste do Rio, o Shopping Metropolitano, será financiado com R$ 144 milhões. Estima-se que sejam gerados 4.000 empregos durante as obras e outros 3.000 quando o empreendimento estiver funcionando.

O shopping terá mais de 40 mil m², sete lojas âncoras, seis megalojas, 176 lojas satélites, 24 restaurantes, dois espaços de lazer e um estacionamento com 2.300 vagas. A previsão da inauguração é outubro de 2012.

MANAUS

O shopping Ponta Negra, que será construído próximo às margens do Rio Negro, na capital do Amazonas, receberá financiamento do BNDES de R$ 107,6 milhões. O responsável pelo projeto é a JHSF Manaus Empreendimentos e Incorporações S.A.

O centro de compras terá cinco pavimentos, sendo três de lojas e dois subsolos de estacionamento. Seus 91,3 mil m² de área total construída incluem, ainda, praça de alimentação e cinema multiplex com 12 salas de projeção.

A empresa estima que serão gerados cerca de 1.200 empregos durante a construção e outros 2.500 após a inauguração do empreendimento.

FOLHA

BMW pode anunciar fábrica no Brasil nesta quinta-feira


O presidente da BMW Group Brasil, Henning Dornbusch, será recebido nesta quinta-feira pelo ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, para discutir os planos da montadora no país. A expectativa do governo é de que Dornbusch anuncie investimentos para fabricação de automóveis da montadora no país.

O jornal alemão "Handelsblatt" publicou na última quarta-feira que a BMW, maior fabricante de veículos de luxo do mundo, escolheria a cidade de São Paulo para instalar sua primeira fábrica na América Latina. Na ocasião, um porta-voz da montadora negou que a BMW tivesse tomado uma decisão.

Até agora, a única montadora a oficializar os planos de fabricar carros no Brasil foi a JAC, chinesa, representada pelo empresário brasileiro Sérgio Habib. Ele pede flexibilidade na aplicação da norma que aumentou em 30 pontos percentuais o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) aplicado sobre automóveis com menos de 65% de conteúdo regional de países do Mercosul.

Fernando Pimentel tem dito que o governo analisará cada proposta apresentada por empresas interessadas em fabricar carros no país e poderá baixar novas normas, criando exigência progressiva para nacionalização com índices menores gradativamente aumentados até 65%. Porém, ainda não há no governo consenso em torno das mudanças.

REUTERS/FOLHA

Greve dos bancários tem forte adesão em centros administrativos


Sem perspectiva de acordo, a greve dos bancários encerrou esta terça-feira com forte adesão nos centros administrativos, os cérebros das instituições financeiras.

Segundo os sindicalistas, a paralisação atinge 34 mil dos 135 mil funcionários em São Paulo. O movimento, que chegou hoje ao 15º dia, será o mais longo desde 2004, quando chegou a 30 dias, a partir de amanhã. Em 2010, a greve parou após 15 dias.

Neste ano, os bancários preferiram focar os piquetes nos centros administrativos e foram acusados pelos bancos de contratar piqueteiros profissionais para dificultar a entrada dos funcionários.

O sindicato afirma que o Itaú teve de transportar profissionais de helicóptero dos centros administrativos do Jabaquara (zona sul) para o da Raposo Tavares (Grande São Paulo) para manter os serviços funcionando. O banco não confirma a informação.

Os bancários pedem reajuste de 5% acima da inflação, enquanto os bancos oferecem 0,56%. Diante do impasse, os trabalhadores pedem que os bancos reformulem a proposta para sentar à mesa de negociações.

"Se eles querem negociar de verdade, é importante partir da proposta que já foi feita e indicar os ajustes que precisam ser feitos. Aí, nós sentamos e consultamos os bancos. Não vamos apresentar proposta nova", afirmou Magnus Apostólico, da Febraban.

O comando da greve decidiu pedir uma reunião com a presidente Dilma Rousseff para falar sobre a greve.


"Vamos manter a greve forte e não vamos aceitar ameaças nem retaliações seja de bancos públicos e privados", disse Juvandia Moreira, presidente dos Bancários.

FOLHA

TST determina fim da greve dos Correios a partir de quinta


O TST (Tribunal Superior do Trabalho) determinou que os funcionários dos Correios em greve retornem ao trabalho a partir da zero hora de quinta-feira. A decisão do tribunal prevê reposição na inflação de 6,7% e um reajuste linear de R$ 80 a partir de outubro.

A multa diária por descumprimento é de R$ 50 mil para a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares).

Após diversas tentativas frustradas de acordo, o dissídio de greve foi julgado na tarde e noite de hoje no plenário do TST.

Os ministros do TST determinaram o desconto no salário dos grevistas de sete dias de paralisação. Os outros 21 serão repostos pelos funcionários em trabalho extra aos sábados e domingos.

A decisão contrariou o voto do relator do caso no tribunal, ministro Mauricio Godinho Delgado, que defendeu a reposição de todos os dias. O ministro argumentou que a greve corresponde a uma quebra no contrato de trabalho, mas que a decisão cabe a uma instância "normativa". Os Correios teriam se antecipado ao realizar o corte nos salários.

"Nossa proposta é que o pagamento pelos trabalhadores se faça pela prestação de serviços e não por descontos", afirmou o relator do caso.

Os ministros também foram unânimes ao afirmar que a greve dos servidores não é abusiva.

HISTÓRICO

A greve dos Correios começou no dia 14 de setembro (há 28 dias). A empresa manteve a versão durante toda a paralisação que a adesão não passou de 25% dos 110 mil funcionários em todo o país.

A maior parte dos funcionários que pararam as atividades foram carteiros, o que provocou atrasos na entrega.

Praticamente não houve fechamento de agências durante a paralisação, mas a empresa calcula que 184 milhões de cartas e encomendas atrasaram.

Nesse período, a empresa suspendeu os serviços com entrega marcada: Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta.

FOLHA

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