sexta-feira, 21 de outubro de 2011

QI pode aumentar ou diminuir durante a adolescência, diz estudo


O QI (Quociente de Inteligência) pode aumentar ou diminuir significativamente ao longo da adolescência, segundo um estudo publicado pela revista científica "Nature" na quarta-feira.

O QI é uma medição padronizada da habilidade cognitiva humana. Até agora se pensava que era uma capacidade estável, mas o novo estudo demonstra que existe a possibilidade de ocorrer uma variação considerável do QI.

A professora Cathy Price e sua equipe do University College de Londres fizeram uma avaliação com 33 adolescentes saudáveis em 2004, com idades entre 12 e 16 anos, e repetiu as provas quatro anos mais tarde.

Nos dois casos, os adolescentes foram avaliados por meio de testes e ressonâncias cerebrais. O estudo constatou que, entre 2004 e 2008, o QI tinha aumentado ou diminuído de maneira significativa em alguns deles.

Alguns jovens melhoraram sua atuação em até 20 pontos na escala padrão de medição da inteligência e, em outros, no entanto, tinha diminuído na mesma proporção.

O estudo calculou o QI verbal de cada um dos adolescentes, que incluía medição da linguagem, aritmética, conhecimento geral e de memória, e também sua inteligência não verbal - mediante a identificação de elementos desaparecidos em uma imagem ou a resolução de um quebra-cabeça visual, entre outras provas.

Além disso, os pesquisadores analisaram as ressonâncias magnéticas realizadas para ver se também houve mudanças significativas no cérebro, e concluíram que a relação era clara.

Um aumento da inteligência verbal estaria relacionado com o aumento da massa cinzenta em uma área do hemisfério cerebral dominante, que é ativada com a linguagem articulada.

Já uma maior capacidade não verbal se relaciona a um aumento da densidade da massa cinzenta no interior do cerebelo, que está associado ao movimento das mãos.

Os pesquisadores também concluíram que um aumento da inteligência verbal não se corresponde com o da não verbal.

De acordo com a professora Price, não está claro por que o QI aumenta ou diminui tanto em algumas pessoas e, embora possa depender de uma capacidade tardia ou precoce de aprendizagem, não se descarta que a educação do adolescente tenha um papel determinante.

EFE/FOLHA

Hackers da Nasdaq espionaram conselhos de empresas, dizem fontes


Os hackers que invadiram os sistemas de computadores da Nasdaq no ano passado instalaram naquelas máquinas software que lhes permitia espionar os integrantes dos conselhos de companhias de capital aberto, de acordo com duas pessoas próximas à investigação do caso.

Os novos detalhes indicam que o ataque cibernético foi mais grave do que se imaginava anteriormente, mas o NASDAQ OMX Group informou na sexta-feira (21) que não existia provas de que os hackers tivessem obtido acesso a informações de clientes.

Não se sabe que informações os hackers podem ter roubado. A investigação sobre o ataque, liderada pelo FBI (Serviço Federal de Informações) e pela NSA (Agência de Segurança Nacional), ainda não acabou.

"Só Deus sabe exatamente o que eles fizeram. O impacto desses ataques em longo prazo continua desconhecido," disse Tom Kellermann, conhecido especialista em segurança da computação, que tem anos de experiência na proteção de bancos centrais e outras instituições financeiras importantes contra esse tipo de ataque.

O caso é um exemplo de "ataque combinado," uma prática que envolve invasão de um alvo por hackers de elite para facilitar o acesso a outros. Em março, hackers roubaram senhas de segurança da RSA, a divisão de segurança digital da EMC, e as usaram posteriormente para violar as redes da Lockheed Martin, uma companhia norte-americana do setor de defesa.

A Nasdaq havia informado anteriormente que suas plataformas de operações não haviam sido comprometidas pela ação dos hackers, mas eles atacaram um software disponível via web conhecido como Directors Desk, usado pelos conselhos de companhias para compartilhar documentos e trocar informações com os executivos, entre outras coisas.

Ao infectar o Directors Desk, os hackers conseguiram acesso a documentos confidenciais e à comunicação entre integrantes de conselhos, disse Kellermann, vice-presidente de tecnologia da Air Patrol, uma companhia de tecnologia de segurança.

Os investigadores descobriram que os hackers puderam espionar "dezenas" de integrantes de conselhos que usaram o site directorsdesk.com, antes da remoção do software invasivo, disseram Kellermann e outra fonte que conhece a investigação, mas não está autorizada a discuti-la publicamente.

REUTERS/FOLHA

Eike Batista anuncia plano de ser sócio da Foxconn no Brasil


O empresário Eike Batista, do grupo EBX, anunciou nesta sexta-feira estar com entendimentos avançados com o grupo taiwanês Foxconn, fabricante de tablets, para tornar-se sócio no empreendimento do grupo planejado para o Brasil.

"O grupo brasileiro seria um sócio nacional do empreendimento. É bom que se faça transferência de tecnologia, como é o objetivo desse projeto, e que capital brasileiro passa a ser patrimônio brasileiro", afirmou ele, após anunciar seu plano pessoalmente à presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

Em abril, a Foxconn anunciou que investiria US$ 12 bilhões no país, com a abertura de uma fábrica para a produção de tablets em território nacional. Na semana passada, o ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) anunciou que a multinacional instalará duas fábricas de telas sensíveis ao toque no país.

Eike já se reuniu com o CEO da Foxconn, Terry Gou. O empresário não falou em percentuais de sua participação e disse que a engenharia financeira para a concretização da sociedade ainda está em estudo.

INCENTIVOS OFICIAIS

Ele não descartou incentivos oficiais do governo para a associação de seu grupo com os taiwaneses. O empresário brasileiro também não deu prazos para a concretização do negócio, mas disse que "já está acontecendo".

"Faltam estudos. Esses projetos são demorados, tem detalhamentos, são complexos. O importante é que está andando. O Brasil quer fazer e eu quero", disse.

Segundo Eike, a participação de um sócio brasileiro no empreendimento, ainda que privado, permitirá a transferência de tecnologia para o desenvolvimento do setor no país.

FOLHA

Arrecadação do ano e a demanda doméstica


SÃO PAULO - As receitas federais, nos nove primeiros meses do ano, aumentaram 12,63% em valor real sobre o mesmo período de 2010. Isso acontece num ano de forte desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB), que deve crescer menos de 3,5%, ante 7,5% em 2010. E não foi essencialmente por causa da atividade econômica (levando em conta que algumas receitas resultaram da prosperidade do ano anterior), mas pelo aumento do consumo doméstico, alimentado em parte pela importação e pela elevação da folha de salários.
Descontando a receita previdenciária, ficando só com a de impostos e contribuições, o aumento real foi de 14,3%. Isso dá uma ideia de quanto o ônus fiscal pesou num ano em que se registra forte queda da atividade, o que está levando as autoridades a reduzirem a taxa de juro básica - quando o normal seria fazer uma revisão profunda do sistema tributário visando a reduzir a carga de impostos, o que ajudaria a combater a inflação, aumentar as exportações com preços menores e aumentar a poupança interna para reduzir a dívida externa.
A receita cresceu, em parte, em razão do bom desempenho da economia em 2010. É o caso do Imposto de Renda das pessoas jurídicas, cuja receita aumentou 13,98%, e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, com 26,28% a mais, reflexo da maior lucratividade das empresas no último trimestre de 2010. As pessoas físicas obtiveram bons lucros com a venda de bens e direitos, que deram receita real de 22,8% a mais.
No entanto, é ao lado do consumo que devemos prestar atenção, partindo da constatação de que, para as pessoas físicas, os rendimentos do trabalho cresceram 10,33%, em valor real, e os rendimentos de capital aumentaram 30,08%.
A demanda doméstica, no varejo, cresceu 21,90% em valor real; a atacadista, 11,28%; e a industrial, 1,48% (dados até agosto). Diante desse contexto, não devemos ficar surpresos que a Cofins cresça, em valor real, 9,07%; o PIS-Pasep, 10,14%; o IOF, 16,13%; e o imposto de importação e o IPI vinculado, 26,8%. A demanda interna ficou dependendo, essencialmente, da importação, diante de uma indústria que, com o peso dos impostos, não pode atendê-la plenamente com preços competitivos com os dos produtos importados.
No quadro de uma economia em que a demanda de mão de obra se elevou, a receita previdenciária muito se beneficiou, graças a salários mais elevados e ao aumento do número de trabalhadores com carteira assinada. A urgência maior é a redução dos impostos sobre o consumo.
ESTADÃO

Vade retro, Luiz!


João Mellão Neto, jornalista, foi deputado, secretário e ministro de Estado
Estou no jornalismo há mais de três décadas. Tempo suficiente para constatar que a retórica do poder mudou. Vem mudando, aliás, a cada novo governo. Até mesmo a lógica que rege a política parece ter-se modificado através dos anos. Desde os tempos do regime militar, ao que me recorde. É curioso perceber que esse fenômeno não se dá apenas no modo de se expressar dos governantes. Os seus assessores, simpatizantes, adversários e até inimigos, ao fim e ao cabo, terminam adotando idênticas expressões linguísticas e até o discurso daqueles que ocupam o centro do palco. Essa regra é válida inclusive para nós, da imprensa, que, por dever de ofício, nos deveríamos manter equidistantes do jogo político.
Eu me lembro bem de que, nos tempos dos generais Ernesto Geisel e João Figueiredo - mesmo depois que a censura à imprensa acabou -, era muito raro encontrar nos jornais artigos nos quais os autores não se valessem do vocabulário próprio das casernas para expressar as suas opiniões. As expressões mais comuns na imprensa daquele período eram "dispositivo civil", "teatro de guerra", "operação política", "técnicas de despistamento", "recuo tático", "manobra ofensiva" e tudo o mais que compunha o jargão militar.
Até que, em 1985, o último general bateu em retirada. Com ele partiram também os cavalos que tanto amava e os inúmeros oficiais militares que infestavam a capital da República. Os que estavam na ativa ocupavam prestigiosos postos no SNI - o todo-poderoso Serviço Nacional de Informações. Quanto aos já reformados, cabiam-lhes as diretorias das quase 400 empresas estatais.
Vieram, então, a Nova República, a redemocratização e a Assembleia Nacional Constituinte. E as expressões mais em voga, nessa época, passaram a ser "responsabilidade social", "diálogo democrático", "causas populares", "reformas institucionais", etc. Mas o que realmente importava, para a Nação, era remover o "entulho autoritário".
Tudo o que se produzisse em termos de noticiário só era publicável se pudesse encaixar-se numa dessas prateleiras. O resto era enviado para a "cesta seção", eufemismo que designava a cesta de lixo.
Vieram os anos 1990 e, com eles, a ditadura do "politicamente correto". Para a liberdade de expressão era algo ainda pior do que a censura imposta pelos militares. Ao menos esta última vinha de fora. O autopoliciamento é o que de fato esteriliza a criatividade e o livre-pensar. A necessidade de se expressar apenas em termos neutros e não preconceituosos, a premência de se valer exclusivamente de vocábulos não ofensivos a ninguém, tudo isso representava - e cada vez mais representa - uma verdadeira castração intelectual.
Mas o recurso ao dicionário viria a se tornar, de fato, imperioso somente alguns anos depois. Foi quando se iniciou a era FHC. Os emproados tucanos que cercavam o então presidente Fernando Henrique Cardoso, em sua maioria, provinham dos meios acadêmicos de São Paulo. E, portanto, cultivavam um linguajar complexo e hermético. Havia entre eles, também, alguns economistas de origem carioca. Mas estes falavam um português ainda mais difícil. E com isso causavam uma enorme confusão na cabeça das pessoas.
A começar pelo próprio presidente, que ao se lançar candidato alegou um "imperativo categórico", até um alto dirigente econômico que se regozijou por estar realizando uma "destruição criadora", quase todos eles disseram coisas que para o cidadão médio não faziam sentido. Ora, ninguém tem obrigação de conhecer Kant ou Schumpeter para decifrar o que eles realmente pretendiam. À primeira vista parecia que o economista estava cumprindo uma terrível profecia bíblica e o candidato, apenas pedindo licença para ir ao toalete.
Isso para não falar em outro economista que, quando ocupou a presidência do Banco Central, pretendeu dar um jeito na economia por meio de uma certa "banda diagonal exógena". Confesso que até hoje não descobri o que ele queria dizer... O fato é que o dólar disparou, a popularidade do governo despencou e o sujeito está sendo processado na Justiça até hoje.
No meu entendimento, o governo dos tucanos foi muito positivo. Eles promoveram muitas reformas importantes e também forçaram a imprensa a enriquecer o seu vocabulário. Mas, evidentemente, com tal linguajar não conseguiram transmitir nenhum de seus feitos ao povo. E este, ao final, cuidou de eleger alguém da oposição que falasse um português minimamente compreensível.
Infelizmente, os eleitores exageraram na dose. Escolheram o Lula, que abusa da linguagem chula, das metáforas impróprias e dos atentados às normas gramaticais.
Seu talento retórico é inegável. Ganhou o mundo com seu enredo do "coitadinho que chegou lá". Plagiou as ideias de seu antecessor, colheu os frutos do que aquele plantou e, mesmo quase nada fazendo, vendeu a imagem de grande realizador.
Logrou eleger a sua sucessora, mas deixou para ela uma pesada herança: uma equipe ministerial que já está sendo conhecida como "Marilyn Monroe" - não passa um mês sem se envolver num escândalo.
Pasmem, leitores, o homem quer voltar! E, ao que parece, já se vai candidatar agora, em 2014. Com, sem ou contra Dilma Rousseff.
O que dizer a ele? Vade retro, Satanás!
Ou, então, escrever-lhe uma carta nos moldes da que - segundo citou Magnoli - o ex-aliado D'Annunzio enviou a Benito Mussolini: "Acorde! E se envergonhe também! (...) Pelo menos fure a barriga que vos oprime e desinche-a. Senão chegarei eu. Mas não o olharei no seu rosto".
ESTADÃO

Lobista do valerioduto tucano é preso em Minas


O lobista Nilton Monteiro, que ficou conhecido em 2005, época do escândalo do valerioduto tucano em Minas, foi preso nesta quinta-feira (20) pela Polícia Civil mineira. Ele é acusado de forjar documentos que colocam empresários e políticos como credores dele.

Monteiro foi o responsável por divulgar o caso que ficou conhecido como "lista de Furnas". Ele entregou à Polícia Federal, também em 2005, um documento que registrava supostos financiamentos ilegais de campanha eleitoral em 2002 a 156 políticos.

A divulgação dessa lista se deu em meio à investigação do valerioduto tucano, esquema de caixa dois na campanha à reeleição em 1998 do então governador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

Na mesma época em que o escândalo veio à tona, estava em apuração pela Polícia Federal o mensalão do PT. Esses dois casos envolvem o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, que era sócio na agência de publicidade SPMB e suposto operador financeiro dos esquemas.

No caso do valerioduto mineiro, foi Monteiro quem também vazou dados referente ao esquema financeiro da campanha de Azeredo. Uma lista faz descrição de origem e destino de supostos recursos de caixa dois.

FALSOS CREDORES

Segundo o delegado Márcio Simões Nabak, chefe do Deoesp (Delegacia de Operações Especiais) da Polícia Civil de Minas Gerais, Monteiro foi preso por causa de um dos muitos títulos de crédito que ele teria falsificado.

De posse das falsificações dos títulos de crédito, com assinaturas reconhecidas em cartórios, Monteiro ingressava com ação de cobrança na Justiça. Em todas elas, segundo o delegado, o argumento para justificar o crédito era sempre ter prestado consultoria.

Na lista dos falsos credores apresentada pela polícia estão pessoas e empresas como o secretário de Governo de Minas Gerais, Danilo de Castro, cuja dívida Monteiro alega na Justiça ser de R$ 17,8 milhões, o empresário e ex-deputado Vittorio Medioli (R$ 190 milhões), a revista "Veja" (R$ 1,45 milhão), o jornal "Hoje em Dia" (R$ 100 mil) e Andreia Cássia, da Samarco Mineração (R$ 85 milhões).

Aparecem ainda o ex-presidente de Furnas Centrais Elétricas Dimas Fabiano Toledo (duas cobranças que somam R$ 11 milhões) e três pessoas envolvidas no valerioduto mineiro: Azeredo (R$ 650 mil), o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia (R$ 50 mil) e o ex-tesoureiro da campanha Cláudio Mourão (R$ 1,1 milhão).

O delegado disse que todas essas pessoas negaram ter alguma relação com Monteiro e que a maioria delas nem sequer o conhecia. Para a polícia, as falsificações são "de qualidade" e isso "induz as pessoas ao erro". "Ele está usando a Justiça, ele é estelionatário", afirmou o delegado.

O título de crédito no valor de R$ 3 milhões que levou à prisão de Monteiro está em nome do advogado Carlos Felipe Amodeo, que morreu de câncer em 2005.

A investigação, segundo a polícia, concluiu que na data da suposta assinatura do documento pelo advogado, Amodeo estava internado em uma UTI no Rio de Janeiro. Foi na véspera da sua morte. A perícia técnica, segundo o delegado, constatou que o documento é falso.

O advogado Alcy Monteiro, do Rio, e uma mulher de Vila Velha (ES), que assinam todos os documentos como testemunhas, são suspeitos de participar das fraudes. A mulher, Maria Maciel de Souza, foi presa hoje pela polícia do ES. O advogado está sendo procurado pela polícia do Rio. A Folha não conseguiu falar com eles ou com seus advogados.

OUTRO LADO

No seu depoimento prestado na manhã de hoje, com a presença do Ministério Público Estadual, segundo o delegado, Monteiro nada declarou. "Ele disse que só vai falar em juízo".

Monteiro estava acompanhado do advogado Raul Cardoso. À Folha, porém, o advogado disse que apenas o acompanhou na oitiva, mas que ainda não sabe se é ele quem vai atuar no caso. O advogado de Monteiro, William Santos, disse que também não sabe se é ele quem ficará com esse novo caso. Monteiro vai responder a inquérito por estelionato, falsificação de documentos e formação de quadrilha.

FOLHA

Deputados aprovam proposta de desvinculação de receitas


Depois de mais de nove horas de discussão, a base aliada do governo conseguiu aprovar, em uma comissão especial da Câmara, a prorrogação até 31 de dezembro da DRU (Desvinculação de Receitas da União), mecanismo que permite ao governo gastar livremente 20% da sua receita. O texto principal foi aprovado por 17 votos a favor e 3 contrários. Os três destaques foram rejeitados.

A proposta de emenda constitucional segue agora para votação em dois turnos na Câmara, antes de seguir para o Senado.

A desvinculação das receitas é um dos assuntos mais importantes para a presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional. O governo precisa concluir sua votação até o final do ano, pois o mecanismo será extinto em dezembro.

A sessão, que teve início às 19h e se arrastou até a madrugada, foi marcada por bate-boca, troca de insultos, acusações e gritos entre partidos aliados e oposicionistas.

PSDB e DEM, contrários ao texto, usaram todos os artifícios regimentais para adiar a votação. Outro entrave para a conclusão da DRU é que alguns deputados da bancada do Rio de Janeiro e do Espírito Santo usam a proposta para manifestar a insatisfação com o projeto aprovado do Senado sobre os royalties do pré-sal. Eles se sentem prejudicados com a nova divisão dos recursos. Além de insatisfações por causa da liberação de emendas parlamentares.

Essa é a sexta proposta do Poder Executivo de prorrogação do expediente de desvinculação das receitas. O argumento do governo é que o excesso de vinculações gera ineficiência na administração de recursos públicos e que a DRU permite o financiamento de programas prioritários sem o aumento de endividamento da União.

Ainda de acordo com o governo, a aprovação da DRU para mais um período permitirá a desvinculação de recursos da ordem de R$ 62,4 bilhões, contribuindo para viabilizar de modo mais equilibrado o superávit primário de R$ 71,4 bilhões, que foi fixado como meta para o próximo exercício financeiro.

FOLHA

Segundo especialistas, 'era Google e Facebook' permitirá saída da crise


Os participantes do 2º Congresso Mentes Brilhantes, que acontece em Madri, asseguraram nesta quinta-feira (20) que a era Google e Facebook proporciona uma oportunidade histórica que permitirá a saída da crise.

"A internet já não é uma plataforma de vínculos entre páginas. É uma plataforma de vínculos entre pessoas", disse Bernardo Hernández, responsável mundial de estratégia de mercado do Google, em sua conferência perante o fórum "O ser criativo" do congresso, que desde quarta-feira e até sexta está sendo realizado na capital espanhola.

Um total de 21 cientistas, filósofos e pensadores expõem neste congresso seus pontos de vista sobre suas áreas durante não mais de 21 minutos, o tempo máximo que se considera que a mente humana seja capaz de manter plena atenção.

No painel "Para onde vamos montados na tecnologia?", além de Hernández palestraram Randi Zuckerberg, diretora de marketing internacional do Facebook; Alberto Calero, especialista em aplicação da nova tecnologia da ciência das redes; e o físico Luis Álvarez-Gaumé, diretor do grupo de física teórica do CERN (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear), com sede em Genebra.

Dentre outros temas, os conferencistas falaram sobre a revolução fornecida pela internet e pelas redes sociais na sociedade atual, assim como a importância da interconexão para o desenvolvimento do homem do século XXI, a necessidade de assimilar a tecnologia e a velocidade com que esta se transforma.

"A tecnologia está mudando muito e nosso entendimento dessa tecnologia deveria ser cada vez mais veloz", disse Hernández, lembrando que a informação digital é atualmente 20 mil vezes maior que todos os livros escritos em todas as línguas do mundo. Para ele, as redes sociais "já não são mais um canal de comunicação, mas a coluna vertebral do resto dos desenvolvimentos tecnológicos".

Este processo, disse, também reflete no progresso econômico, pois "as interconexões dão lugar a produtos e serviços de grande valor agregado".

"Acho que estamos começando a ver uma mudança profunda em nossa sociedade, simplesmente pelo fato de que ela está 'hiperconectada'", disse Alberto Calero, atual executiv-chefe da France Telecom España, que foi um dos protagonistas nos últimos anos da aplicação da nova tecnologia da ciência das redes à economia e aos negócios.

Como explicou a americana Randi Zuckerberg, o sucesso dos negócios em redes sociais como Facebook e Twitter reside em uma premissa: as pessoas que as utilizam "vivem em público". "Os usuários destas redes sabem que tudo é melhor quando se é social, quando se está conectado", acrescentou.

Para a representante do Facebook, rede que tem mais de 750 milhões de usuários, graças às redes "as gerações jovens estão cada vez mais informadas e pessoas que antes não tinham voz, agora tem".

"Estamos na era Google e Facebook", concluiu Calero, descartando que as redes sociais possam se transformar em um instrumento de ditadores, pois elas são a melhor demonstração do que é um coletivo social e que juntas, "as pessoas não são tão facilmente controláveis".

EFE/FOLHA

Rdio, serviço de música on-line, chega ao Brasil no dia 1º


Rdio, serviço de música on-line que disponibiliza milhões de canções de diversas gravadoras para escuta imediata e ilimitada por meio de planos mensais de pagamento, será lançado no Brasil no dia 1º de novembro.

Haverá dois planos. O mais barato, para escutar músicas só em computadores pessoais, no desktop ou no navegador, custará R$ 8,99 por mês. O outro plano, a R$ 14,90, será para quem quiser ouvir o acervo também em aparelhos móveis. Em ambos, o usuário poderá ouvir todo o acervo de forma ilimitada, sem pagar individualmente pelo que escuta.

O Rdio (em inglês, pronuncia-se o nome da letra R seguido de "dio" - algo próximo de "ar-diou"), baseado em streaming (reprodução imediata on-line), chegará ao país em parceria com a Oi, e será chamado no Brasil de Oi Rdio.

A versão brasileira do Rdio terá 12 milhões de músicas, no início. Roberto Guenzburger, diretor de produtos móveis da Oi, diz que o acervo brasileiro terá um "sabor mais local", mas incluirá grande parte do acervo dos Estados Unidos, trazendo músicas de gravadoras como Warner, Sony e Universal.

site brasileiro do serviço já está no ar, em versão beta (de testes), mas ainda não é possível se cadastrar no Brasil.


A partir do dia 1º, os brasileiros poderão testar o serviço de graça por uma semana. O teste será na versão mais completa (de R$ 14,90), que inclui a possibilidade de ouvir o acervo em aparelhos móveis.

Não será necessário ser cliente da operadora Oi para ter o serviço. Guenzburger diz, no entanto, que clientes da Oi terão ofertas especiais para o Rdio. "A grande expectativa é ter uma penetração dentro da nossa base de usuários. É um serviço que atrai e fideliza o cliente".

Aplicativos para iPhone, Blackberry, Android e Windows Phone 7 estarão disponíveis em breve para o público brasileiro, mas só poderão ser usados por quem tiver o serviço de R$ 14,90.

O serviço para computadores pessoais, a R$ 8,99, poderá ser usado no próprio navegador ou por meio de um programa para desktop.


O Rdio também tem um modo off-line, que permite que músicas que o usuário sincronizou com seus aparelhos sejam reproduzidas sem necessidade de conexão à internet - com a ressalva de que dentro do próprio aplicativo.

Há uma ferramenta social interna no Rdio, com que é possível, por exemplo, compartilhar playlists com amigos. Ele também tem integração com o Facebook.

PRIMEIRO NO BRASIL

Serviços de música on-line do tipo - que permitem escutar de forma ilimitada, por meio de planos mensais, um acervo robusto de diversas gravadoras, sem necessidade de aquisição individual de faixas e álbuns - já são comuns nos Estados Unidos e na Europa.

O primeiro nessa linha que chega ao Brasil é o Rdio. Por enquanto, só está disponível nos EUA e no Canadá. Nos Estados Unidos, concorre com serviços como o Spotify, que tem uma versão gratuita, sustentada por propagandas.

O Rdio foi fundado Niklas Zennström e Janus Friis, os criadores do Skype.

FOLHA

Pela 1ª vez em 10 anos, saem mais imigrantes do que entram na Espanha


O que as leis migratórias não conseguiram, a crise econômica está fazendo: provocar um êxodo de estrangeiros na Espanha. Pela primeira vez em dez anos, o número de imigrantes que deixam o país é maior do que os que chegam.

O INE (Instituto Nacional de Estatística) comprovou que, nos nove primeiros meses de 2011, o saldo migratório foi negativo. Entraram 317.419 pessoas e 359.692 voltaram aos seus países de origem.

O informe do INE, Estimativas da População Atual, indica as perspectivas a médio prazo. O governo calcula que em uma década o país perderá meio milhão de habitantes com o êxodo de imigrantes, a queda da taxa de natalidade e os falecimentos.

A virada é significativa. No boom da imigração, antes da crise, entraram em média por ano 750 mil pessoas, saindo 220 mil.

"Aparentemente é um reflexo direto da falta de recursos. Os imigrantes desempregados, sem alternativas de apoio, esgotaram suas fontes econômicas. Mas é mais profundo do que isso: acreditam que a crise vai ser longa", disse à BBC Brasil Vicente Rodríguez, professor de Investigação Econômica e Geográfica do Conselho Superior de Investigações Científicas.

"Muitos imigrantes vêm resistindo na economia informal à espera de que a crise termine. Mas está se estendendo o conceito de que a situação não vai melhorar tão cedo e que seus países de origem estão melhor do que a Espanha neste momento", completou.

NACIONALIDADES

O perfil dos que retornam é de homens (72%), entre 30 e 39 anos, ilegais (84%), que estiveram em média três anos na Espanha e de origem sul-americana.

Os brasileiros são a terceira nacionalidade com mais regressos, depois de bolivianos e argentinos.

Segundo o Observatório Permanente para Imigração, em setembro a população de brasileiros diminuiu 12,98%, enquanto os argentinos caíram 16,45% e os bolivianos 23,53%.

O êxodo de imigrantes cumpre em parte um programa do governo. Quando apresentou em 2008 o plano de retorno voluntário, oferecendo ajudas a quem quisesse regressar, o Ministério do Trabalho estimou a saída de 100 mil pessoas.

Mas a crise criou duas circunstâncias não previstas: que os fundos para financiamento dos retornos acabassem antes da hora (a fila de espera supera as 5.000 pessoas) e que grande parte dos emigrantes sejam ilegais.

É o caso da maioria dos brasileiros. Pessoas sem documentação têm mais dificuldades para tentar a vida em outros países europeus e não têm acesso às ajudas sociais da Espanha.

O plano de retorno voluntário financia basicamente os estrangeiros em situação legal, que aceitem receber 40% do seguro desemprego na Espanha e os 60% restantes nos seus países de origem. Três de cada quatro retornados estão neste grupo.

CARIDADE E INADIMPLÊNCIA

Para os ilegais que querem voltar, mas não tem dinheiro para as passagens, a solução virou a caridade das associações de imigrantes e ONGs.

"A demanda é tanta que tivemos que fazer um filtro para atender só a casos de especial vulnerabilidade. Doentes, mães solteiras, famílias com muitos filhos ou com parentes deficientes... Gente que não tem saída mesmo", explicou à BBC Brasil o diretor de área de imigração da Cruz Vermelha, José Javier Espinosa.

"Damos a eles as passagens aéreas e um pequeno auxílio para o momento do desembarque", disse ele, afirmando também que os brasileiros estão em segundo lugar entre as nacionalidades com mais pedidos de ajuda, depois dos argentinos.

O êxodo dos imigrantes que não só fogem da crise, mas também das dívidas assumidas na Espanha, provocou um aumento histórico da taxa de inadimplência: 266% em um ano.

Segundo o Banco Central, as dívidas, principalmente pelos créditos imobiliários - as subprimes locais -, levaram o país ao maior índice de calotes dos últimos 16 anos. E os imigrantes tem taxas de inadimplência dez vezes mais altas do que os espanhóis.

Esse panorama despertou o interesse dos bancos latino-americanos, que estão comprando dívidas de imigrantes.

O banco equatoriano Pichincha comprou o espanhol Bankia R$ 15 bilhões de créditos de financiamento de alto risco (empréstimos que superam os 90% do valor do bem adquirido). Com esse acordo os equatorianos, que deixaram dívidas na Espanha passam a ter que pagá-las no seu país ao banco local, com o risco de sofrer embargos ali.

Já há negociações também com bancos de Colômbia, Bolívia e Peru.

BBC BRASIL/FOLHA

Nasa e Japão divulgam mais completo mapa topográfico da Terra em 3D


A Nasa e o governo japonês divulgaram esta semana o mais completo mapa topográfico da Terra em 3D.

As imagens detalhadas de montanhas, vales, lagos, rios e mares foram feitas com o instrumento japonês Aster (Advanced Spaceborne Thermal Emission and Reflection Radiometer), a bordo do satélite Terra, da Nasa.

A câmera do Aster registra imagens que vão do espectro visível até o infravermelho.

O efeito tridimensional é criado através da sobreposição de imagens levemente diferentes em duas dimensões.

O projeto já mapeou 99% da massa terrestre, de 83 graus de latitude norte a 83 graus de latitude sul, usando informações como temperatura da superfície, reflectância e elevação.

BBC BRASIL/FOLHA

Astrônomos capturam imagem rara de planeta em formação


Astrônomos capturaram pela primeira vez a imagem diretamente obtida de um jovem planeta em formação.

O objeto em questão, o LkCA 15b, começou a se formar entre 50 mil a cem mil anos atrás -pouco tempo para os padrões do Universo.


A 450 anos-luz da Terra, o planeta está concentrando poeira e gás estelar que circula uma estrela com 2 milhões de anos.

Os parceiros na descoberta - Adam Kraus, do Instituto para Astronomia da Universidade do Havaí, e Michael Ireland, da Universidade Macquarie, que também trabalha no Observatório de Astronomia Australiano - disseram que a estrela jovem está bem no centro de um disco de material estelar que a circunda.

Os cientistas anteriores não puderam observar a formação de um planeta antes porque ela acaba sendo ofuscada pelas luzes de outras estrelas das redondezas.

Para contornar esse problema, a dupla combinou dois métodos que deram resultado alterando como usavam os espelhos do observatório.

ASSOCIATED PRESS/FOLHA

Aeroportuários de Campinas decidem manter greve em Viracopos


Ao contrário dos aeroportuários de Brasília e Guarulhos, os funcionários do aeroporto de Campinas (Viracopos) decidiram em assembleia, na tarde desta sexta-feira, continuar a greve contra a privatização dos três aeroportos. Com a decisão, as indústrias da região devem ser as mais afetadas.

Embarque e desembarque estão acontecendo normalmente no aeroporto de Campinas, mas já há acúmulo de carga aérea por falta de trabalhadores.

As indústrias da região devem ser as grandes prejudicadas com a decisão dos trabalhadores. Viracopos recebe, por dia, mais 800 toneladas de produtos. Mais de 1,6 tonelada de insumos para as indústrias da região estão parados no pátio da Infraero após dois dias de paralisação.

A Folha apurou que, em aproximadamente quatro ou cinco dias, as linhas de produção que dependem das importações que chegam ao país por Viracopos podem começar a parar por falta de insumos. O setor industrial que se utiliza do aeroporto, em sua maioria, não opera com estoques.

Hoje pela manhã, o sindicato dos funcionários da Infraero, empresa que administra os aeroportos, conseguiu desmobilizar a paralização nos outros dois aeroportos que o governo deseja conceder à iniciativa privada. Mas os trabalhadores de Viracopos decidiram manter a greve, que deveria durar até a meia-noite de hoje, por tempo indeterminado.

CETICISMO

O Sina (Sindicato Nacional dos Aeroportuários) argumentou que não há garantias do governo da realização da reunião marcada para a próxima quarta-feira (26) e que o governo tem se utilizado de instrumentos jurídicos para tentar cancelar a greve.

No aeroporto de Cumbica, os funcionários da Infraero aceitaram retornar ao trabalho, mas vão permanecer em estado de greve até quarta-feira (26), quando deve acontecer a reunião com o governo às 10h, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Wagner Bittencourt, ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, representantes da secretaria-geral da Presidência, diretores da Infraero e representantes do sindicato dos aeroportuários deverão comparecer ao encontro.

PROPOSTAS

Entre as propostas encaminhadas pelo governo estavam a inclusão dos funcionários da Infraero nos debates sobre a possível privatização dos aeroportos e a aceitação de garantias de trabalho, como a representação sindical.

O governo também havia concordado em retomar as negociações com os trabalhadores sobre a questão da estabilidade em um possível novo modelo de concessão. Até então, os grevistas não haviam aceitado a proposta de estabilidade de até 24 meses e reivindicavam um período de cinco a dez anos.

FOLHA

Kia e Audi anunciam retomada de preço antigo de carros


Um dia após o STF (Supremo Tribunal Federal) suspender o aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), os importadores de veículos já voltaram a praticar os preços cobrados antes da medida do governo.

A Kia informou que o aumento médio de 8,41% nos seus carros, anunciado na semana passada, foi suspenso. A Audi, que tinha repassado o aumento do IPI em 10% nos seus carros 2012, retomou os valores da tabela antiga.

Em nota, a Kia do Brasil informou que faturou 1.993 carros entre 17 e 20 de outubro com o novo imposto. Desses, 42 foram vendidos a clientes. A Audi informou que cem veículos foram comercializados com o novo tributo.

Segundo informou a Kia, os consumidores devem ir até a concessionária solicitar o ressarcimento. Porém, o dinheiro só será entregue após a publicação da decisão do STF no "Diário Oficial da União". A Audi também espera a publicação da decisão para orientar seus clientes.

A Volkswagen informou, por meio de sua assessoria, que aguarda a publicação da decisão para tomar uma decisão sobre o assunto. O modelo Tiguan é importado da Alemanha e teve aumento de 8,6%.

DECISÃO

O STF decidiu na quinta-feira (20), por unanimidade, que a medida do governo federal de aumentar o IPI para carros só pode entrar em vigor a partir da segunda quinzena de dezembro. O tribunal também entendeu que a decisão tem efeito retroativo, ou seja, aqueles contribuintes que compraram carro com o tributo já corrigido deverão receber a diferença de volta.

A pedido do DEM, todos os nove ministros presentes na sessão votaram a favor de suspender o artigo 16 do decreto 7.567, editado no dia 16 de setembro, que determinou que o aumento de IPI ocorreria imediatamente. 

São eles: relator Marco Aurélio Mello, Luiz Fux, José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cezar Peluso.

Eles avaliaram que é inconstitucional a entrada imediata em vigor da regra ao entender que qualquer mudança do imposto deve respeitar os princípios da anterioridade nonagesimal e o da não surpresa. Em outras palavras, deve esperar noventa dias para não surpreender o contribuinte.

FOLHA

Tropas americanas deixarão o Iraque até o fim do ano, diz Obama


O governo dos Estados Unidos anunciou oficialmente a decisão de retirar todas as tropas americanas que ainda estão no Iraque até o fim deste ano, afirmou o presidente Barack Obama nesta sexta-feira.

De acordo com informações publicadas pelo jornal local "The Washington Post", a decisão veio após o fracasso da tentativa americana de chegar a um acordo com as autoridades iraquianas para deixar milhares de soldados no país para operações especiais e treinamento.

"Como prometido, o restante de nossas tropas no Iraque voltará para casa até o final do ano. 

Após quase nove anos, a guerra da América no Iraque estará acabada", disse Obama em declaração na Casa Branca, ressaltando que os EUA continuarão interessados na segurança do país.

Segundo a emissora de TV CNN, apenas 150 soldados devem permanecer no país necessários para proteger o complexo da embaixada americana em Bagdá e seus milhares de funcionários e diplomatas.

Os EUA queriam inicialmente que 40 mil americanos continuassem em território iraquiano trabalhando no treinamento de forças nacionais e ajudando na segurança local, plano que não se concretizará com o anúncio de hoje.

"Hoje posso dizer que nossos soldados no Iraque definitivamente estarão de volta até as festas de fim de ano".

O anúncio de hoje vai de acordo com o previsto pela administração de George W. Bush, porém, as negociações entre o governo Obama e autoridades iraquianas vêm ocorrendo há meses em relação a quantos soldados permaneceriam no país. Segundo Obama, a saída das tropas é parte de um período de transição, iniciado há anos.


O presidente Barack Obama e o premiê do Iraque, Nouri al Maliki, conversaram hoje por telefone para concretizar a retirada, segundo fontes citadas pelo jornal americano.

O fracasso nas negociações, de acordo com o "The Washington Post", pode trazer problemas de segurança para o governo iraquiano, ainda muito dividido, e para a administração de Obama, que herdou a guerra mas prometeu uma retirada ordenada. Caso uma onda de violência estoure no Iraque após a retirada das tropas, os EUA poderiam levar a culpa por terem abandonado o país.

Na semana passada, o Exército americano transferiu o controle do espaço aéreo de Bagdá às autoridades iraquianas, e com este passo ficou sob sua supervisão todo o céu do país, algo inédito desde 2003, segundo informou o comando militar dos Estados Unidos.

No último dia 1º, as Forças Armadas americanas passaram a gestão do espaço aéreo do setor Bagdá/Balad, o mais movimentado e complexo do país, à Autoridade de Aviação Civil do Iraque, segundo um comunicado do comando americano.

FOLHA

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