terça-feira, 1 de novembro de 2011

Varejo de material de construção registra queda de 7% em outubro

As vendas de material de construção tiveram, em outubro, a primeira queda do ano, com redução de 7% em relação a setembro, conforme levantamento mensal realizado pela Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), em parceria com o Ibope.

Em função dessa queda, a Anamaco reduziu a projeção anual de crescimento das vendas do setor de 6% para 5%. Em relação a outubro do ano passado, as vendas ficaram estáveis.

Em nota, o presidente da Anamaco, Cláudio Conz, informou que o comportamento do varejo surpreendeu, pois outubro é, geralmente, um dos melhores meses para o setor.

A greve dos bancos, que reduziu a quantidade de dinheiro circulante, foi uma das principais causas do desempenho de outubro.

Também em nota, o presidente da Anamaco disse acreditar que, com a aproximação do fim do ano e a chegada do décimo-terceiro salário, "o aumento no número de reformas será significativo". Em 2010, as vendas do varejo de material de construção cresceram 10,6%, para o recorde de R$ 49,80 bilhões.

VALOR/FOLHA

Safra de cana será a menor desde 2008 no centro-sul, diz Unica

Com a cana-de-açúcar rendendo menos por hectare e com a baixa taxa de renovação dos canaviais, a Unica (União das Indústrias de Cana-de-Açúcar) estima que a safra de 2011/12 será 14,07% menor que o previsto em março, antes de a safra começar.

As usinas do centro-sul do país, responsáveis pela maior parte da produção de cana do Brasil, deverão moer somente 488,5 milhões de toneladas de cana. A expectativa era de 568,5 milhões de toneladas da matéria-prima do açúcar e do álcool.

O número é inferior à produção de 2008/09, quando as usinas do centro-sul processaram 504,96 milhões de toneladas. Em 2007/2008, a produção foi de 431 milhões de toneladas.

Segundo a Unica, a queda na produtividade é reflexo de estiagens durante o inverno das duas últimas safras, além da geada e do florescimento da cana neste ano. A entidade também aponta a idade avançada dos canaviais como um dos fatores responsáveis pelos números - a cana mais velha rende menos por hectare plantado.

FOLHA

Aliança Toshiba-Hitachi-Sony comprará fábrica da Panasonic

O fundo público-privado que irá adquirir as operações de pequeno e médio porte da produção de painéis LCD da Toshiba, Hitachi e Sony também irá comprar uma fábrica da Panasonic por cerca de 20 bilhões de ienes (US$ 255,5 milhões), afirmou o jornal japonês Nikkei.

A Innovation Network do Japão já anunciou planos de combinar os negócios de LCD das três empresas em uma única operação. A nova companhia, na qual o fundo terá 70% de participação, deverá ser criada no próximo mês de abril.

Embora a fábrica da Panasonic no Japão seja destinada à produção de painéis de LCD para televisores maiores, a compra vai ajudar a empresa a impulsionar a produção e economizar em custos de investimento.

A nova empresa vai investir cerca de 100 bilhões de ienes (US$ 1,28 bilhão) para converter a unidade de LCD para TVs da Panasonic em uma unidade fabril para a produção de LCDs pequenos e médios destinados a telefones e tablets. A fábrica começará a produzir as novas telas no segundo semestre de 2012, disse o jornal.

A Panasonic, que possui uma nova fábrica separada para produzir LCD de TVs, já decidiu reduzir a escala de produção de LCDs para melhorar a rentabilidade de seus negócios de TV.

REUTERS/FOLHA

Lucro do Itaú cresce 25,5% e atinge R$ 3,8 bilhões no trimestre

O lucro líquido do Itaú Unibanco atingiu R$ 3,807 bilhões no terceiro trimestre, com aumento de 25,5% ante o mesmo intervalo em 2010 e alta de 5,7% no confronto com os três meses imediatamente anteriores.

No acumulado de janeiro a setembro, os ganhos do banco chegaram a R$ 10,940 bilhões, com expansão de 16,0% no confronto com igual intervalo em 2010.

A carteira de crédito do Itaú, incluindo operações de avais e fianças, chegou a R$ 382,236 bilhões em setembro, com acréscimo de 6,1% em relação ao segundo trimestre e de 22,8% ante o mesmo período do ano anterior.

No segmento de pessoas físicas, os destaques no trimestre foram as carteiras de crédito imobiliário e de crédito pessoal, com crescimentos de 14,7% e 10,0%, respectivamente. No período de 12 meses, foram as carteiras de cartão de crédito (22,0%), crédito pessoal (43,4%) e crédito imobiliário (79,3%).

Já a carteira que engloba os empréstimos para empresas registrou crescimento trimestral de 6,2% e de 22,4% em 12 meses.

O índice de inadimplência total, considerando operações de crédito com atraso superior a 90 dias, atingiu 4,7% em setembro, superior ao patamar registrado em junho (4,5%) e no mesmo mês do ano passado (4,2%).

FOLHA

Bolsas europeias despencam com plano de referendo na Grécia

A primeira rodada de negócios de novembro encerrou na Europa quase como uma "ressaca" do desempenho excepcional registrado no mês passado, quando as ações subiram mais de 8% (a maior elevação mensal desde julho de 2009).

O susto com a Grécia atingiu um mercado já nervoso com a situação italiana, abalada por uma dupla crise política e econômica.

Em Londres, o índice FTSE 100 teve baixa de 2,21% no fechamento, para 5.421 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX recuou 5,06%, para 5.830 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 teve uma retração de 5,38%, para 3.068 pontos.

No epicentro da crise, a Bolsa de Atenas desabou 6,92%. Outros mercados tiveram quedas bem similares: a Bolsa italiana derreteu 6,80%, enquanto o índice madrileno de ações retrocedeu 4,19% no fechamento.

Ainda operando, as Bolsas americanas seguem pelo mesmo caminho: perto das 15h (hora de Brasília), o índice Dow Jones caía 2,44%, enquanto o mais abrangente S&P500 recuava 2,80%.

O anúncio surpreendente do primeiro-ministro George Papandreou de que vai colocar o pacote de resgate da Grécia em um referendo ameaça intensificar a crise da zona do euro, além de gerar queixas na Alemanha de que Atenas esteja tentando se esquivar do acordo.

Os líderes da zona do euro concordaram na semana passada em conceder a Atenas um segundo pacote, de 130 bilhões de euros, e um corte de 50% em sua dívida. O preço do pacote é um programa de cortes de gastos que desencadeou uma onda de protestos entre os gregos.

Papandreou disse que precisava de maior apoio político para as medidas fiscais e as reformas estruturais exigidas pelos credores internacionais.

Um líder da coalizão da chanceler alemã, Angela Merkel, disse na terça-feira que estava 'irritado' com o anúncio de Papandreou. 'Isso soa como alguém que está tentando se esquivar do que foi acordado - uma coisa estranha a se fazer', disse Rainer Bruederle, líder parlamentar do Partido Liberal Democrata FDP).

'Só se pode fazer uma coisa: fazer os preparativos para a eventualidade de que haja um estado de insolvência na Grécia'.

Segundo analistas, as últimas pesquisas de opinião mostram que a maioria dos gregos têm uma visão negativa sobre o acordo de resgate.

FOLHA
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